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Arquivo de 10 de maio de 2012

10/05/2012

às 21:39 \ Política & Cia

Governo anuncia os 7 integrantes da Comissão da Verdade. Posse no dia 16 terá presença de todos os ex-presidentes da República

Da Agência Estado

A presidente Dilma Rousseff escolheu os sete integrantes da Comissão da Verdade. São eles: José Carlos Dias, [ex-advogado de presos políticos durante a ditadura, ex-secretário de Justiça do governador Franco Montoro em São Paulo e] ex-ministro da Justiça [do governo FHC]; Gilson Dipp, ministro Superior Tribunal de Justiça [e presidente da comissão designada pelo Senado para elaborar um novo Código Penal]; Rosa Maria Cardoso da Costa, ex-advogada da presidente Dilma; Cláudio Fonteles, procurador da República aposentado e ex-procurador-geral da República durante os dois primeiros anos do governo Lula, entre 2003 e 2005]; o cientista político e ex-secretário de Direitos Humanos do Ministério da Justiça Paulo Sérgio Pinheiro [atual presidente da Comissão Internacional Independente de Investigação da ONU para a Síria], a psicanalista Maria Rita Kehl e o advogado e jurista José Paulo Cavalcanti Filho.

A posse está marcada para o dia 16 de maio e os ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva participarão da cerimônia. O porta-voz do Planalto, Thomas Traumann, informou que os convites foram feitos todos na tarde desta quinta-feira, pessoalmente, “Todos os ex-presidentes já confirmaram suas presenças em uma demonstração de que esta comissão não é de governo, é de Estado”, afirmou o porta-voz.

A Comissão da Verdade gerou uma grande polêmica desde quando foi anunciada por causa de questionamentos da área militar. Em todas as manifestações os militares da reserva, principalmente do Exército, afirmar que a comissão será revanchista e tentará reescrever a história à sua maneira. Mas o governo rebate esta tese e insiste que a comissão será de Estado e agirá com imparcialidade. Em seu discurso, quando sancionou a lei, a presidente Dilma afirmou que a Comissão da Verdade consolida o processo democrático e salientou que “o silêncio e o esquecimento são sempre uma grande ameaça. Não podemos deixar que no Brasil a verdade se corrompa com o silêncio”.

Dilma acrescentou ainda que “a verdade interessa muito às novas gerações que tiveram a oportunidade de nascer e viver sob regime democrático. Interessa, sobretudo, aos jovens que hoje têm o direito à liberdade e devem saber que essa liberdade é preciosa e que, muitos, por ela lutaram e pereceram. As gerações brasileiras se encontram hoje em torno da verdade. O Brasil inteiro se encontra, enfim, consigo mesmo sem revanchismo, mas sem a cumplicidade do silêncio”, concluiu.

Entre os objetivos da comissão estão “esclarecer os fatos e as circunstâncias dos casos de graves violações de direitos humanos” entre 1946 e 1988 e “promover o esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria, ainda que ocorridos no exterior”. A partir da sua instalação, a comissão terá um prazo de dois anos para conclui os trabalhos. Não está estabelecido como será o rito de funcionamento da comissão. Cada integrante da comissão receberá um salário mensal de R$ 11.179,36.

A lei prevê que a comissão requisite documentos de órgãos públicos, convoque para entrevistas “pessoas que possam guardar qualquer relação com os fatos e circunstâncias examinados”, promova audiências públicas e peça proteção para indivíduos que eventualmente se encontrem “em situação de ameaça” por conta da colaboração com a comissão.

A legislação ainda estabelece que as atividades não terão “caráter jurisdicional ou persecutório” e que “é dever dos servidores públicos e dos militares colaborar” com a comissão. A legislação ainda estabelece que as atividades não terão “caráter jurisdicional ou persecutório” e que “é dever dos servidores públicos e dos militares colaborar” com a comissão. Está prevista ainda que a comissão poder firmar parcerias com instituições de ensino superior e organismos internacionais.

10/05/2012

às 19:41 \ Tema Livre

Foto espetacular da lua — com um detalhe emocionante

Olhe bem a foto abaixo.

A lua, sob a lente de Rodrigo Vargas

A lua (Clique na foto para ver em tamanho grande)

 

Viu o pontinho quase no meio?

Agora olhe de perto:

Detalhe do satélite

Detalhe: na imensidão do espaço, sinal da mão do homem

Demais, não?

Pode ser a Estação Espacial Internacional, embora seu corpo principal seja maior — mas, quem sabe, o ângulo… Pode ser um satélite.

De todo modo, um produto concebido pelo homem vagando pelo espaço.

Gentileza do amigo do blog SergioD.

10/05/2012

às 18:50 \ Tema Livre

Vídeo e foto: se eles podem, por que não podemos?

se-ele-consegue

Se ele consegue... (Foto veiculada no Facebook)

Preservar o meio ambiente é manter limpa, organizada, funcional e agradável nossa própria casa. Utilizar bem os recursos naturais é garanti-los para o uso de todos amanhã. Inúmeras vozes se destacam, no mundo inteiro, entoando, ensinando, repetindo essas lições óbvias, mas que ainda precisam ser sempre e sempre reprisadas.

O que pode nos parecer bobagem de eco-chatos, burburinho e mumunha de ativistas é algo natural e espontâneo para os maiores especialistas em meio ambiente — os bichos –, mesmo os já adaptados a ambientes urbanos.

Como vemos na foto acima e no divertido vídeo abaixo, peça de uma campanha pela preservação da água produzida pela TV News 9, uma das maiores emissoras da Índia.

 

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10/05/2012

às 18:20 \ Política & Cia

Estará o procurador-geral da República a serviço de uma suposta e inexistente “imprensa golpista”? Pois ele também acha que o barulho na CPI do Cachoeira vem de gente que “está morrendo de medo do julgamento do mensalão”

 

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel (na foto de arquivo durante sessão do Supremo): críticos a sua atuação no caso Cachoeira "estão morrendo de medo do julgamento do mensalão" (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

Amigos, o procurador-geral da República, chefe do Ministério Público Federal, como sabem, é sempre alguém indicado pelo presidente da República e submetido ao crivo do Senado antes de tomar posse.

Com o atual procurador-geral, Roberto Gurgel, não foi diferente. Designado por Lula e aprovado pelo Senado, assumiu em julho de 2009 para os costumeiros dois anos de mandato. A presidente Dilma decidiu que gostaria de mantê-lo no posto, o Senado aprovou, e lá está Gurgel.

Será Gurgel, procurador de carreira, por concurso público, desde 1982, e nomeado por dois presidentes petistas, um aliado da “imprensa golpista”?

Estará o procurador a serviço de supostas conspiratas de pessoas e instituições, como a imprensa, que, querendo ver julgados os mensaleiros, estariam com isso distraindo a opinião pública da CPI de Carlinhos Cachoeira?

Acho que nem sequer os críticos mais paranoicos da imprensa, e especialmente de VEJA, vêem Gurgel nesse papel, não é?

Pois bem, e, diante de críticas sobre sua suposta inação no caso de Cachoeira – que, julgaram deputados e senadores da CPI, deveria ter sido investigado antes –, o que disse Gurgel, jurista respeitado e sereno, que até agora vem cumprindo com equilíbrio e sem espalhafato seus deveres?

Estão “morrendo de medo do julgamento do mensalão”

As críticas, disse ele, vêm de parlamentares que – e o que vem entre aspas é absolutamente literal – estão “morrendo de medo do julgamento do mensalão”.

Ou seja, o procurador-geral, tal como ocorre com boa parte da imprensa, e no caso de VEJA e seus colunistas, também vai na linha de que estão aproveitando a CPI do Cachoeira para tentar desviar as atenções para além do maior escândalo da história da República.

Transcrevendo o que ele declarou num intervalo de sessão do Supremo:

– – O que nós temos são críticas de pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão. São pessoas que aparentemente estão muito pouco preocupadas com as denúncias em si mesmas, com os fatos, com os desvios de recursos e com a corrupção. (…) Há um desvio de foco que eu classificaria como, no mínimo, curioso.

“Tentativa de imobilizar o procurador-geral”

Mais declarações textuais de Gurgel:

– O que parece haver é uma tentativa de imobilizar o procurador-geral da República para que ele não possa atuar como deve, seja no caso que envolve o senador Demóstenes e todos os seus desdobramentos, seja preparando-se para o julgamento do mensalão.

Atentado à democracia

Gurgel reclamou, em termos candentes, sobre os boatos mentirosos segundo os quais teria mandado investigar ministros do Supremo, e voltou a responsabilizar os setores que não querem ver os mensaleiros sendo julgados:

– – Esse é o atentado mais grave que já tivemos à democracia brasileira. É compreensível que algumas pessoas que são ligadas a mensaleiros tenham essas posturas de querer atacar o procurador-geral e querer também atacar ministros do Supremo, com aquela afirmação falsa de que eu estaria investigando quatro ministros do Supremo Tribunal Federal.

Na CPI, mais preocupados com o mensalão do que com o caso Cachoeira

Mais do procurador-geral:

– A minha preocupação é de continuar trabalhando, de continuar investigando, de levantar o véu e revelar cada vez mais fatos que estão submetidos também à comissão parlamentar, mas que parece mais preocupada com outros aspectos, parece mais preocupada com o julgamento do mensalão.

Gurgel também afirmou existirem “protetores dos réus” do mensalão como mentores das críticas que vem sofrendo, acrescentando:

– Eu apenas menciono isso: há pessoas que foram alvo da atuação do Ministério Público e ficam querendo retaliar, é natural isso. E há outras pessoas que têm notórias ligações com pessoas que são réus no mensalão.

Gilmar defende Gurgel

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, por sua vez, defendeu o procurador-geral da República das acusações de parlamentares segundo as quais ele demorou demais para investigar as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). O ministro também disse, respondendo a uma pergunta, que por trás das acusações sobre Gurgel há pessoas interessadas em misturar o caso com o julgamento do mensalão:

– Eu tenho a impressão de que sim [sobre existir tentativa de fazer ruído para perturbar o julgamento do mensalão]. É como pescador em águas turvas. Há pessoas interessadas em misturar as coisas.

Linha de tiro

O pretexto utilizado por certos deputados e senadores para colocar na linha de tiro o procurador-geral Gurgel veio com o depoimento, ocorrido na terça, dia 8, do delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques, responsável pelas investigações da Operação Vegas.

Ao responder a perguntas dos parlamentares em sessão secreta da CPI, cujo conteúdo, como sempre ocorre, vazou, o delegado disse que o inquérito da Operação Vegas foi entregue em 15 de setembro de 2009 sem que o procurador-geral tivesse tomado providências.

O fato é que, àquela altura, o Ministério Público achou que não havia suficientes evidências para mobilizar o Ministério Público, o que está sendo possível após novas diligências.

“Ficam preocupadas com a opção que o procurador-geral, como titular da ação penal, tomou em 2009″, disse Gurgel, “opção essa altamente bem-sucedida. Não fosse essa opção, nós não teríamos [a operação] Monte Carlo, nós não teríamos todos esses fatos que acabaram vindo à tona.”

10/05/2012

às 18:07 \ Política & Cia

Meu obrigado ao Reinaldo Azevedo

Amigos, o Reinaldo Azevedo escreveu um post gentilíssimo a respeito de minha atitude de publicar, desejando que eu o tivesse escrito, um texto dele a respeito da campanha sórdida em curso contra VEJA.

No final do texto, que me daria muito gosto se vocês lessem, ele me deixa um abraço.

Quero, aqui, retribuir com outro.

E chamar a atenção de vocês para algo em que sempre insisto, nas respostas a comentários de leitores, e sobre o que o Reinaldo diz as palavras certas: aqui, no site de VEJA, os colunistas convivem não raro na divergência — mas sempre fraternalmente –, e nunca recebendo orientação sobre o que escrever, ou como.

Aqui existe uma coisa chamada li-ber-da-de.

Valeu, Reinaldo!

10/05/2012

às 16:26 \ Política & Cia

Especial: uma galeria de fotos de Lula — nem sempre em boa companhia

A vida de um político é dura. Sendo um político popularíssimo, como Lula, a dureza inclui o fato de todo mundo querer aparecer em foto a seu lado.

Se não há, como ocorre em vários países, uma assessoria ferozmente vigilante para não deixar que o presidente, ou mesmo um ex-presidente, apareça com pessoas em cuja companhia um chefe de Estado, por uma ou outra razão, não deveria luzir na mídia, pode ocorrer o que se passou com Lula na foto abaixo, divulgada segunda-feira pelo blog do jornalista Juca Kfouri.

Aproveito para mostrar uma galeria de fotos em que Lula, às vezes por distração, outras por obrigação do cargo e em algumas denotando evidente prazer, foi fotografo ao lado de pessoas de quem, nos velhos tempos do Lula fora do poder, não chegaria nem perto.

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Lula é abraçado pelo presidente da Gaviões da Fiel (o terceiro, da esquerda para a direita), Antônio Alan Souza Silva (o Donizete), que tem prisão preventiva decretada contra. Também na foto, à esquerda, Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, e o deputado estadual e presidente do PT de São Paulo, Edinho Silva (Foto: Cesar Ogata)

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Lula, de chapéu, brinca com bola de futebol americano e posa ao do ator pornô Alexandre Frota, em foto em que aparece um atleta da equipe de futebol americano do Corinthians e o ex-lateral Vladimir (Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula)

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Rivais na eleição de 1989, o senador Fernando Collor (PTB-AL) e o presidente Lula se abraçam em evento em Alagoas  (Foto: Ailton Cruz / Gazeta de Alagoas)

Rivais ferozes na eleição de 1989 -- Collor trouxe de forma ignóbil, e mentirosa, a vida pessoal de Lula ao horário eleitoral --, o hoje senador Fernando Collor (PTB-AL) e o então presidente Lula se abraçam em evento em Alagoas (Foto: Ailton Cruz / Gazeta de Alagoas)

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Ricardo Teixeira ao lado de Lula, em 2006 (Foto: Ricardo Stuckert)

Lula com o cartola que, de tão assediado por acusações, se auto-imolou da entidade que comandou como bem entendeu por 23 anos e se mandou para os Estados Unidos: Ricardo Teixeira, então presidente da CBF (Foto: Ricardo Stuckert)

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Lula sorridente ao lado do também sorridente governador do DF, José Roberto Arruda, posteriormente à foto cassado por corrupção (Foto: veja.abril.com.br)

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Lula gostaria que o “amigo” Renan Calheiros saísse ileso da tormenta que o enredou  (Foto: Antônio Cruz / ABr)

Lula com o senador Renan Calheiros, que renunciou à presidência do Senado em 2007 para não ser cassado. Na ocasião, o presidente disse torcer para que o "amigo" saísse ileso da tormenta que o enredou (Foto: Antônio Cruz / ABr)

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Lula com o senador e ex-presidente José Sarney, seu firme aliado, e a quem o antigo Lula criticou e combateu durante a maior parte de sua vida política (Foto: Folhapress)

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Lula e o tirano que governa o Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que quer destruir o Estado de Israel e defende a tese de que o Holocausto dos judeus na II Guerra Mundial é uma invenção. Lula foi visitar em Teerã este pária internacional e, depois, recebeu-o em Brasília com todas as honras (Foto: AFP)

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Lula cumprimenta com efusão ao deposto e assassinado ditador Muamar Kadafi, da Líbia. Na foto, outra companhia significativa: o presidente Evo Morales, que mandou o Exército da Bolívia ocupar instalações da Petrobras e obteve a "compreensão" do então presidente brasileiro (Foto: AFP)

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Lula introduziu uma nova tendência na diplomacia brasileira: dar cobertura política para manifestações autoritárias (David Fernandez / EFE))

Lula com um amigão: o ditador bufão da Venezuela, Hugo Chávez (Foto: David Fernandez / Agência EFE))

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Lula e Evo Morales, com colar de coca, na Bolívia (Foto: Reprodução / VEJA.com)

Lula e Evo Morales, com colar de coca, na Bolívia (Foto: VEJA.com)

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Lula, em Cuba, com os irmãos ditadores Castro, e o ministro que sempre quis controlar a imprensa, Franklin Martins (Foto: Dedoc)

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Lula e um campeão da moralidade pública: Jader Barbalho, que renunciou ao mandato de senador para não ser cassado por corrupção e já sentiu nos pulsos o aço das algemas da Polícia Federal (Foto: Dedoc / Editora Abril)

 

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Lula e o multimilionário "bispo" da Igreja Universal, Edir Macedo

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Tendo Aloizio Mercadante entre os dois, Lula com outro baluarte da moralidade pública, senador Romero Jucá (PMDB-RR)

 

10/05/2012

às 15:00 \ Política & Cia

Quer dizer que ESSES são os juros baixos?

Amigos, tal como vocês, tenho conta em banco.

Num bancão privado.

Abri o site do banco hoje para conferir as finanças.

Lá embaixo de tudo, o banco incluía “ofertas especiais”.

Uma delas era emprestar dinheiro a juros de 7,20% AO MÊS.

Santa Mãe de Deus, quer dizer que isso já são os juros baixos da banca privada depois da ação do governo via Banco do Brasil e Caixa Econômica?

10/05/2012

às 14:00 \ Vasto Mundo

Argentina: A guarda pretoriana de Cristina Kirchner, liderada por seu filho, desfruta de cada vez mais poder

CRISTINA KIRCHNER-GRUPO LA CAMPORA-FAIXA (Foto: Editorial Perfil)

Cristina Kirchner desfralda bandeira homenageando a organização La Cámpora (Foto: Editorial Perfil)

 

A GUARDA PRETORIANA DO CRISTINISMO

(Reportagem de Tatiana Gianini, de Buenos Aires, publicada na edição de VEJA que está nas bancas) 

O exército de jovens denominado La Cámpora, comandado por Máximo, filho da presidente Cristina Kirchner, aumenta a influência no governo argentino ao liderar a expropriação da YPF e os ataques à imprensa

 

Na Roma antiga, a guarda pretoriana era responsável pela segurança dos imperadores. Na Argentina de hoje, tornou-se epíteto de um grupo de jovens responsáveis pela imposição da ideologia da presidente Cristina Kirchner e da perpetuação de sua família no poder. Os membros do La Cámpora, como se chama a agrupação, são liderados por Máximo, de 35 anos, filho da governante.

Máximo Kirchner: guardião ideológico e sucessor do clã (Foto: Editorial Perfil)

Máximo Kirchner: guardião ideológico e sucessor do clã (Foto: Editorial Perfil)

Não há ministério ou repartição pública argentina em que eles não estejam infiltrados. No ano passado, mais de 7 mil novos cargos públicos foram oferecidos a membros do La Cámpora ou a pessoas indicadas por eles. Desses, pelo menos quarenta são cargos-chave do governo.

Os camporistas gerenciam algumas das principais empresas estatais, como a Aerolíneas Argentinas e a agência de notícias Télam, e conquistaram dez cadeiras no Congresso. Máximo e seus amigos estão por trás das medidas recentes mais truculentas da Presidência de Cristina, como os ataques à imprensa independente e a expropriação da petrolífera YPF, controlada pela espanhola Repsol, aprovada na semana passada pela Câmara dos Deputados.

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Jovens camporistas, na campanha para reeleição, em 2011 (Foto: Natacha Pisarenko / AP)

O La Cámpora surgiu como uma alternativa aos órgãos de sustentação do peronismo tradicional. Em 2003, após ser eleito presidente com parcos 22% dos votos, Néstor Kirchner concluiu que necessitava de um instrumento para exercer o populismo, um mal atávico da política argentina, com total controle.

Os sindicatos, que no peronismo costumam exercer essa função, não lhe pareciam suficientemente confiáveis. O presidente pediu ao filho, Máximo, que reunisse seus amigos para criar uma agremiação leal ao kirchnerismo. Assim nasceu o La Cámpora.

O nome do grupo homenageia Héctor José Cámpora, o efêmero presidente argentino que governou o país por 49 dias, enquanto Juan Domingo Perón estava no exílio. [Cámpora, dentista de profissão, fez toda a sua campanha eleitoral em 1973, quando os militares que implantaram uma ditadura em 1966 se aprestavam a deixar o poder, com base na promessa de que, uma vez eleito e empossado, renunciaria e convocaria novas eleições para que Perón, preparando sua volta ao país do exílio em Madri, pudesse ser eleito.]

Em 2007, após eleger a própria mulher, Cristina, como sucessora, Néstor passou a receber os camporistas em encontros quase semanais. O grupo ganhou destaque em 2008, ao apoiar o governo na crise com os fazendeiros, quando Cristina tentou validar no Senado a restrição às exportações agrícolas.

Dois anos depois, Néstor morreu de infarto. “Foi quando os jovens do La Cámpora preencheram em definitivo o círculo de confiança de Cristina, uma princesinha peronista que, privada dos conselhos do marido, teve de aprender a fazer alianças e a governar”, diz a socióloga Laura Di Marco, autora do livro La Cámpora, recém-publicado na Argentina.

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Mayra Mendoza, musa da guarda pretoriana da presidente (Foto: Editorial Perfil)

Há uma “musa” na liderança

A cúpula é composta de Máximo e seis subordinados. Três são deputados nacionais: Andrés Larroque, Eduardo de Pedro e a única mulher (e musa) da liderança, Mayra Mendoza.

Mariano Recalde preside as Aerolíneas Argentinas. Os outros dois, Juan Cabandié e José Ottavis, são deputados provinciais. O camporista mais comentado das últimas semanas é Axel Kicillof, vice-ministro da Economia, um dos responsáveis por coordenar o confisco da YPF e o principal conselheiro da presidente em matéria econômica.

O baixo escalão do La Cámpora é formado por jovens cuja memória política mais antiga se refere aos anos de 2001 e 2002, quando o país chegou ao fundo do poço, do qual acreditam terem sido tirados pelo kirchnerismo.

No ano passado, durante a campanha para a reeleição de Cristina, uma das atividades da militância consistia em comprar legumes e verduras em mercados centrais para vendê-los a preço de custo em praças da cidade. “Queremos mostrar que o alto valor pago pela comida nos supermercados de bairro não se deve à inflação, e sim aos intermediários”, diz Enrique Aurelli, dirigente do La Cámpora no bairro de San Telmo, em Buenos Aires.

O argumento é o mesmo que o governo usa para culpar os empresários pela inflação, atualmente em 25% ao ano, segundo dados não oficiais, e pelo desabastecimento de produtos. Na realidade, ambos os problemas são resultado da política de gastos públicos exacerbados, de controle de preços e de protecionismo.

Cerco à imprensa

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Daniel Dessein: "temos bons motivos para ficar preocupados" (Foto: Mariana Eliano / Archivolatino)

A atuação mais visível do La Cámpora não está na defesa ideológica das políticas econômicas de Cristina, mas no cerco à liberdade de imprensa.

Em dezembro passado, o governo aprovou uma lei que tornou o papel para a impressão de jornais um insumo de interesse público, sujeito ao controle do Estado. Suspeita-se que o objetivo seja repetir o que ocorreu nos anos 50, quando Perón reduziu a importação de papel e passou a distribuir a matéria-prima de forma arbitrária para reduzir a circulação dos jornais opositores. » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

10/05/2012

às 12:30 \ Música no Blog

Encontro de gigantes: Burt Bacharach e Elvis Costello

Bacharach (esq.) e Costello: tudo a ver (foto: divulgação)

Bacharach (esq.) e Costello: tudo a ver (foto: divulgação)

Por Daniel Setti

É uma pena que a parceria entre o lendário Burt Bacharach – 84 anos completos no próximo sábado – e o sempre badalado Elvis Costello, 57, tenha gerado apenas um álbum completo, o belo Painted From Memory, de 1998.

A julgar pela surpreendente química entre o americano Bacharach, um dos maiores compositores da música popular de seu país desde os anos 1960, e o inglês Costello, dono de uma das vozes mais reconhecíveis do rock, era fácil imaginar que a colaboração renderia muito mais.

“Surpreendente” em termos, na verdade, já que o roqueiro dos inconfundíveis óculos de aros grossos, embora criado em entorno próximo à cena punk londrina, se firmaria como um dos autores mais melódicos de sua geração, gravando inclusive versões de composições de Bacharach. Ao mesmo tempo, seu ecletismo musical o levaria tanto ao posto de crooner da Mingus Big Band – orquestra dedicada à obra de Charles Mingus -, quanto ao altar para se casar com a pianista e cantora de jazz Diana Krall.

A capa do álbum

Os dois começaram a trocar figurinhas dois anos antes, quando escreveram a canção “God Give me Strength”, para o filme Grace of My Heart, de Allison Anders. Empolgados com o resultado, trabalharam em diversas outras canções, doze das quais acabaram incluídas na edição final de Painted From Memory. Bacharach, que em geral cuida exclusivamente da parte musical, também atuou como letrista no projeto. Costello recebeu os mesmos créditos.

Abaixo, um dos pontos altos do álbum: “Toledo”, de Bacharach e Costello, com o primeiro ao piano e o segundo nos vocais, acompanhados de orquestra em especial do canal de TV americano PBS emitido em 1998.

(Mais sobre música neste link)

 

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