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Arquivo de 9 de maio de 2012

09/05/2012

às 19:57 \ Política & Cia

Tenho diferenças de opinião com o Reinaldo Azevedo, a quem prezo e respeito. Mas quero homenageá-lo hoje publicando um texto que eu gostaria de ter escrito — sobre a campanha sórdida em curso contra VEJA

Amigos do blog, basta ter alguma familiaridade com o conteúdo deste blog ou com o de meu colega e amigo Reinaldo Azevedo para constatar que, se bem temos posturas em comum em vários temas, divergimos em vários outros — tanto em política, propriamente dita, como nos chamados “temas sociais”.

Para ficar num só caso, gostei da decisão do Supremo Tribunal sobre a possibilidade de aborto de fetos anencéfalos, e o Reinaldo criticou. É assim que funcionam as coisas em VEJA: cada colunista exprime livremente seus pontos de vista. E isso, naturalmente, em nada impede que eu preze e respeite o Reinaldo.

Mas com esse texto abaixo do Reinaldo sobre a campanha asquerosa contra VEJA atualmente em curso, eivada de suposições mal intencionadas, de ódio e de retaliação, concordo integralmente. E mais: gostaria eu de ter escrito.

Publico, pois, com prazer o texto, cujo título está em letras maiúsculas, abaixo:

NÃO É SÓ A LIBERDADE DA IMPRENSA QUE ESTÁ EM JOGO, TAMBÉM É A SUA! OU: QUEREM FAZER DA CPI UM TRIBUNAL DE EXCEÇÃO CONTRA A IMPRENSA, O STF E A PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA

Uma carta aos defensores da democracia e do Estado de Direito. Ou: conversa com os que pretendem preservar o regime de liberdades. Se gostarem, passem adiante.

Minhas caras, meus caros, leia-se a melhor literatura sobre os primórdios do fascismo ou os primeiros dias que se seguiram aos golpes comunistas, e o observador atento vai constatar uma característica invariável a marcar a consolidação desses regimes tirânicos: direitos fundamentais — alguns então e ainda garantidos em lei, outros nem especificados porque considerados parte da vida civilizada — passam a ser tratados como se fossem privilégios inaceitáveis de uma minoria.

Assim se mandaram os “burgueses e os reacionários” para o paredão ou os judeus para os campos de concentração e a morte.

Em nome do fim de privilégios que eram apenas direitos!

E foi, sim, sob o silêncio cúmplice de muitos. Não se enganem: nem os regimes comunistas nem os fascistas se instalaram sem o consentimento, ainda que passivo, de amplas camadas da população. Ao contrário: esse apoio popular foi usado para legitimar e tornar corriqueira a violência.

Seria exagero dizer que estamos vivendo dias pré-tirânicos no Brasil. Mas não é exagero nenhum constatar que direitos fundamentais estão sendo cotidianamente violados por instâncias do Estado.

A imprensa livre e independente só é possível numa democracia. A democracia só é possível se houver uma imprensa livre e independente. Essas duas instâncias se distinguem — porquanto uma delas, a imprensa, reúne apenas uma parte da vida em sociedade —, mas não se separam. Sem o regime democrático, a liberdade de expressão inexiste; sem a liberdade de expressão, o regime democrático morre de inanição.

Lideranças políticas ressentidas de ontem e de hoje; políticos cansados da vigilância cotidianamente exercida pela imprensa independente; mentalidades jurássicas ainda inconformadas com o triunfo de uma economia aberta e de mercado e incrustadas na academia e no próprio jornalismo; notórios manipuladores da boa-fé da população e dos justos reclamos em favor de uma sociedade mais justa, todas essas forças resolveram se conjurar contra um dos fundamentos da nossa liberdade: a imprensa independente.

É um engano, uma tolice ou pura expressão da má fé considerar que estão querendo levar apenas a VEJA para o banco dos réus. Aliás, se assim fosse, talvez estivéssemos diante de evento de gravidade menor porque haveria uma acusação e seria garantido o direito de defesa. Querem, isto sim, é levar a imprensa a um tribunal político.

Primeiro a VEJA, não por acaso, e depois o resto.

Como já deixei claro em outro post, não se trata de reivindicar impunidade para a imprensa. Ela não está — e nem deve estar — acima da lei. Mas também não pode estar abaixo dela, sujeita a um verdadeiro tribunal de exceção, sendo vítima passiva de uma clara violação de princípios constitucionais, como é o sigilo da fonte, por exemplo.

Ora, o que temos?

Se, nas conversas que um repórter da VEJA manteve com algumas de suas fontes — e fontes de muitos outros jornalistas —, houvesse o flagrante de um crime, que se acionasse a Justiça criminal para puni-lo. O fundamento vale para qualquer um. No Brasil, até uma associação de juízes andou afirmando que algumas pessoas estão acima da lei.

Não! Ninguém está nem pode estar — nem os jornalistas.

Mas qual foi mesmo o “crime” do jornalista Policapo Jr.?

Nenhum!

Como sabe qualquer jurista do país, especialmente aqueles dedicados à área criminal, não há nas conversas tornadas públicas uma só manifestação que fira o direito coletivo, prerrogativas de terceiros, o interesse público, nada! São conversas de quem buscava a informação sem garantir, como deixam claro Carlinhos Cachoeira e seus auxiliares, qualquer benefício em troca. Também no terreno da ética profissional, não há reparos a fazer a seu trabalho.

Nunca fui repórter investigativo. Já cheguei até a dizer aqui que, embora fale com políticos, sim, prefiro os meus textos que saem da conversa com a lógica e com a história. Se toda fonte que passa uma informação em off tem interesse na sua divulgação — e tem! —, o mesmo vale para as análises que muitas vezes são feitas pelos políticos. Algumas, ainda que passadas de boa-fé, tendem mais a nos afastar da verdade do que a nos aproximar. Muito bem!

Não é essa a minha área. Mas reflito cá comigo o que não estarão pensando, nestes tempos, expressões do chamado “jornalismo investigativo” — há até uma associação nacional que reúne profissionais dessa área.

Em regra, eles prestaram e prestam grandes serviços ao país. E tiveram a sorte de não ver lançada em praça pública suas conversas com as fontes e, mais ainda, conversas das fontes sobre o contato que mantiveram com jornalistas.

Este é, insisto — ou era — um direito constitucional assegurado à imprensa.

Não para cometer crimes, não, mas para denunciá-los e combatê-los. Como fez tantas vezes Policarpo Jr. E como fizeram tantos outros.

Quem primeiro passou à reportagem da Folha de S. Paulo o notável crescimento patrimonial de Antonio Palocci, com alguns dados bastante precisos sobre os seus bens, estava, como costumo indagar, só pensando no bem, no belo e no justo?

Quem terá sido a fonte?

A revelação de eventuais conversas gravadas entre jornalistas e informantes muda a natureza do que foi denunciado?

Aqueles que ajudaram a derrubá-lo só estavam interessados no bem da República?

Que não se perca isto de vista: se, no curso da investigação de Cachoeira e sua turma, um jornalista da VEJA ou de qualquer outro veículo tivesse sido flagrado cometendo um crime, Código Penal nele!

Mas é o caso?

Qual é a acusação?

Por que buscava Policarpo Jr. aquelas informações? Para se locupletar? Para fazer chantagem? Não! Para publicar.

As maquinações de Cachoeira e seus sequazes não eram de sua conta, como não eram a dos que passaram as informações sobre Palocci à Folha.

ORA, NÃO CABERIA INDAGAR, TAMBÉM NO CASO DO EX-CHEFE DA CASA CIVIL, QUAIS OS INTERESSES DAQUELES QUE AJUDARAM A DEPÔ-LO? A revelação dessas fontes não seria também — dadas a perspectiva hoje vigente em algumas mentalidades da CPI e a abordagem feita por certo jornalismo — do interesse público?

Digam-me aqui: caberia aos repórteres da Folha que receberam a informação, comprovada com apuração posterior, fazer um julgamento prévio sobre as consequências e os interesses da fonte? Seria o seu papel, por exemplo, o seguinte juízo: “Huuummm… É bem verdade que tenho aqui dados que complicam a vida do ministro. Mas ele é peça-chave no governo Dilma. Se cair, estarei fazendo a vontade da fonte que me passou o material. Já sei: vou detonar Palocci e a fonte junto! Pronto!”

Seria a última reportagem investigativa desse profissional. E perderia o país.

Da mesma sorte, cumpriria ao profissional da VEJA, no caso citado e em outros, de posse das evidências dos atos de corrupção, julgar que estaria atendendo a eventuais interesses das fontes — porque eles sempre existem — e, em nome de uma suposta ética, deixar intocados os ladrões de dinheiro público?

Alguém flagrou algum jornalista da VEJA interferindo em licitação ou participando de conspiração para alterar preço de obra pública?

Não!

Nas vezes em que aparece na fita ou em que seu nome é citado, trata-se sempre da busca de informações para reportagens — publicadas depois de rigorosa apuração junto a outras fontes. Tão rigorosa que algumas estão na raiz de demissões, sim. E quem demitiu foi Dilma Rousseff, não a VEJA.

Não é a VEJA apenas, é a imprensa

Não é só a VEJA que estão tentando colocar na berlinda, não! É a imprensa como um todo. Com o que se tem até aqui, aprove-se ou não o depoimento de quem quer que seja, está decretada a morte do sigilo da fonte e da apuração jornalística.

Ao contrário do que pensam alguns tontos, isso não atenta só contra a liberdade da imprensa. Isso atenta contra a liberdade de todos os brasileiros. Não vamos nos enganar. Repórteres investigativos não falam com freiras e monges. Essas boas pessoas não têm nada a dizer a profissionais dessa área, que têm entre as suas missões zelar pela defesa do bem público.

Ainda que repórteres não estejam grampeados hoje — não com autorização judicial ao menos; sem ela, creio que todos estamos —, a chance de que suas fontes estejam é gigantesca. Dá-se de barato (e há quanto tempo escrevo isso aqui, como sabem os leitores mais antigos!) que não há mais sigilo telefônico no país.

Se uma dessas fontes for objeto de alguma operação da Polícia Federal, essas conversas fatalmente virão a público se algum petista se sentir prejudicado… Ainda que a quebra do sigilo tenha autorização judicial, o vazamento é sempre criminoso. Mesmo os encontros pessoais não são seguros, porque a tecnologia da escuta ambiental avançou ainda mais do que a do grampo telefônico. Em breve, os veículos de comunicação terão de construir salas especiais, nas quais repórteres terão de se encontrar com as fontes, todos, evidentemente, pelados — se é que não existem já grampos subcutâneos ou que possam ser escondidos em orifícios não examináveis sem um estreitamento maior de relações…

De novo, se a Polícia Federal tivesse flagrado o jornalista da VEJA a cometer um crime, há um caminho legal que conduz ao processo e à punição. Mas isso não existe! Estamos diante, como sabe toda pessoa de bom senso, da agressão a um direito constitucional. Sua violação não atinge só a VEJA. Fere as garantias de todos os profissionais e de todos os veículos.

Notáveis bobagens

Notáveis bobagens estão sendo escritas a respeito por gente que deveria estar empenhada na defesa da liberdade de informar — que não pode se confundir com um privilégio, como querem os tiranos, de que trato lá no primeiro parágrafo.

No domingo, Suzana Singer, ombudsman da Folha, escreveu uma coluna sobre o caso. Reproduzo um trecho em vermelho e faço alguns destaques por minha conta:

Do que veio a público até o momento, não há nada de ilegal no relacionamento “Veja”-Cachoeira. O paralelo com o caso Murdoch, que a blogosfera de esquerda tenta emplacar, soa forçado, porque, no caso inglês, há provas de crimes, como escutas ilegais e a corrupção de policiais e autoridades.

Não ser ilegal é diferente, porém, de ser “eticamente aceitável”. Foram oferecidas vantagens à fonte? O jornalista sabia como as informações eram obtidas? Tinha conhecimento da relação próxima de Cachoeira com o senador Demóstenes? Há muitas perguntas que só podem ser respondidas se todas as cartas estiverem na mesa.

É preciso divulgar os diálogos relevantes que citem a imprensa. A Secretaria de Redação diz que tem “publicado reportagens a respeito, quando julga que há notícia”. “Na sexta, entrevista com o relator da CPI tratava do tema e estava na Primeira Página. Já em abril havia reportagem de Brasília e colunistas escreveram a respeito”, afirma.

É pouco. Grampos mostram que a mídia fazia parte do xadrez de Cachoeira. Que essa parte do escândalo seja tratada sem indulgência, com a mesma dureza com que os políticos têm sido cobrados. Permitir-se ser questionado, jogar luz sobre a delicada relação fonte-jornalista, faz parte do jogo democrático.

Voltei

Pergunto a Suzana Singer e, se ela quiser responder, publico a resposta aqui: de qual escândalo denunciado pela imprensa, Suzana, não se podem perguntar as mesmíssimas coisas?

Na sua condição de ombudsman, cobrou dos repórteres da Folha a PROVA de que não ofereceram vantagens à fonte que passou as informações sobre Palocci?

A reportagem do jornal fazia ou não parte do “xadrez” da pessoa que queria o então ministro mais importante de Dilma fora do governo?

Diga-me, Suzana: o jornalista que divulgou a lista de bens de Palocci sabia ou não sabia como aquelas informações foram colhidas?

A ombudsman da Folha está afirmando que nada existe contra o repórter da VEJA, mas que cabe a este provar a sua inocência, como nos melhores regimes totalitários. Curioso que tais cobranças não tivessem sido feitas por ninguém ao tempo que se garantia sobrevida a uma comprovada picaretagem, como era o Dossiê Cayman — e foi a Polícia, não a imprensa, que desbaratou a farsa.

Por que, Suzana Singer, só esse caso merece tal tratamento?

Espero que não seja porque, afinal de contas, se trata da VEJA, e a revista deveria estar submetida a algum regime de exceção, que você certamente não defenderia que vigesse na Folha. Até porque isso seria impossível, minha cara!

No dia em que os jornalistas tiverem de provar, a cada reportagem, que são “eticamente inocentes” — ainda que não exista contra eles acusação nenhuma de crime —, acabou o jornalismo investigativo. Para honra e glória dos ladrões do dinheiro público.

Por que só agora? Por que só agora se arma esse circo? Bem, desde o primeiro dia, como vocês sabem, alertei que um só objetivo estava em jogo — e não era punir Cachoeira e sua gangue. Nunca foi. Os mensaleiros, sob a liderança de Lula, agarrado a seu ódio, querem submeter ao enxovalho todas as instituições do país.

Usam-se o inquérito da Polícia Federal e as gravações para tentar arrastar para o lixão o Supremo Tribunal Federal, a Procuradoria-Geral da República e a imprensa. Sob qual acusação? Nenhuma! Pretende-se fazer da CPI um tribunal de exceção.

O jornal Valor Econômico decidiu fazer uma reportagem a respeito da iniciativa do senador Fernando Collor, que fez um requerimento pedindo a convocação de Policarpo Jr..

Reproduzo a resposta que o diretor de redação da revista, Eurípedes Alcântara, deu ao jornal:

“É assombroso que na semana seguinte às comemorações do Dia Mundial da Liberdade de imprensa, um senador peça a convocação de um jornalista para depor diante de um tribunal político e, com isso, envergonhe o Brasil, colocando-nos na má companhia de nações atrasadas e repudiadas pela comunidade internacional.

A imprensa não está acima da lei, mas não pode ser colocada ao desamparo dela.

Um jornalista acusado, como qualquer cidadão, tem o direito de saber o que pesa contra ele no âmbito da Justiça.

Colocá-lo diante de um tribunal político com o objetivo de “esclarecer eventuais ligações” com quem quer que seja é um despropósito e uma afronta à democracia.”

Na mosca! Ou “nas moscas”, como costumo brincar.

A rede criminosa que se espalha na Internet — digo em outro post  do que ela é capaz — está convicta de que o poder petista, como os diamantes, é eterno e imagina uma situação que vai disso que vemos para pior. Pede, sem meias palavras, o que chama de “Lei dos Meios de Comunicação” — ou “Ley de Medios”, dizem alguns bandidos, citando, cheios de excitação,  a Venezuela de Hugo Chávez.

Na semana passada, Rui Falcão, presidente do PT, anunciou que a imprensa é um dos alvos do governo, depois dos bancos. Querem a liberdade de imprensa de joelhos diante do tribunal presidido por José Dirceu, o rei da ética, aquele rapaz que foi no mês passado à Venezuela, em companhia do marqueteiro do PT, para dar uma forcinha a Chávez.

Quando os tucanos, no governo FHC, eram os alvos do jornalismo investigativo, nunca ninguém se lembrou de fazer uma CPI para submeter a imprensa a um tribunal político. Considerava-se tal hipótese simplesmente impensável — e os próprios tucanos, diga-se, não intentariam algo parecido.

O jornalismo era, então considerado virtuoso por investigar eventuais desvios havidos no governo FHC ( nunca ninguém indagou qual era a fonte; tampouco a PF pôs para circular conversas de jornalistas)  e operava em estreita ligação com o PT.

Imaginem uma gravação da PF registrando as conversas dos divulgadores do Dossiê Cayman e suas fontes ilibadas… AS REPORTAGENS DA VEJA RESULTARAM NA EXPLICITAÇÃO DE CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.

Com a chegada do PT ao poder, tudo mudou. Criminoso passou a ser o jornalismo independente — enquanto a corja financiada por dinheiro público se dedica, cotidianamente, a agredir a oposição, o Judiciário e a própria imprensa. Para eles, não há CPI. Ao contrário: juntam-se a Fernando Collor para enviar a um tribunal político quem honra a independência.

Outros, antes de nós, resistiram a pressões ainda piores.

Estes que estão aí nem são os piores inimigos que a liberdade de imprensa já enfrentou. E resistiremos mais uma vez.

Quis o destino que Lula e Collor viessem a se juntar, 23 anos depois do enfrentamento nas urnas, contra a liberdade de imprensa. Um está a exercer a sua conhecida natureza. O outro termina por revelar a sua. Uma não aprendeu nada nem esqueceu nada. O outro esqueceu tudo.

O momento não é dos mais edificantes, mas me sinto intelectualmente recompensado. Há muitos anos venho dizendo que eles chegariam a este ponto. E chegaram. E mais longe chegarão se puderem.

Não se depender dos defensores da ordem democrática e do Estado de Direito. A Constituição vai derrotar a conspiração do ódio.

Texto publicado originalmente às 5h04

Por Reinaldo Azevedo

Texto publicado originalmente às 5h04

LINK PARA O BLOG DO REINALDO AQUI

09/05/2012

às 18:30 \ Tema Livre

Vídeo para melhorar o seu dia e que é uma obra de arte: Veneza, do amanhecer à noite, em pouco mais de 3 minutos

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O Gran Canale de Veneza ao raiar da madrugada, com uma cor que só existe lá

 

Um dia em Veneza, com seus canais, suas gôndolas, suas vistas emocionantes e inigualáveis. Este é o convite que nos faz o fotógrafo e cineasta suíço Joerg Niggli no vídeo que vocês verão abaixo.

O vídeo começa com um amanhecer esplêndido, e à medida que progride a cidade vai se enchendo de vida e movimento, e pode-se contemplar sua arquitetura única, o céu azul, o azul luminoso do Mar Adriático, os pontos da cidade que já se transformaram em referência no mundo todo — até terminar gloriosamente, já à noite, na Piazza de San Marco iluminada.

A obra de arte é feita em timelapse, em que cada quadro, ou frame, é tomado em uma velocidade muito mais lenta, com uma Canon G10 – técnica que dá um efeito parecido ao tilt-shift da fotografia. Para a realização do curta foram necessárias duas viagens de Niggli a Veneza.

 

 

Leia também:

Sensacional: a fotografia “tilt-shift”, uma brincadeira que transforma tudo em miniatura — e 14 sites para você curtir

09/05/2012

às 18:06 \ Política & Cia

Caso Cachoeira, segundo o “Estadão”: Perillo cada vez mais se aproxima do malfeitor — e cada vez fica mais longe da verdade

governador Marconi Perillo, de Goiás, e do Carlinhos Cachoeira

O governador Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, e o malfeitor Carlinhos Cachoeira

Tucano, filiado ao Democratas, peemedebista — seja de que cor ou partido que for, é preciso ir fundo na investigação dos políticos envolvidos em maracutaias com o malfeitor Carlinhos Cachoeira. Políticos e quem mais que seja, doa a quem doer. Pela Polícia Federal, pelo Ministério Público, pela CPI do Cachoeira.

Expressa esta opinião, compartilho com os amigos do blog editorial oportuníssimo do Estadão, publicado em sua sempre rica, variada, bem informada e interessante seção de Opinião, sob o título abaixo:

O governador e o bicheiro

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, fez o que devia ao atender ao pedido do governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, para que abrisse uma investigação sobre as suas relações com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Pela simples razão de que, ao aumentarem os indícios de proximidade entre o político e o bicheiro, aumentou também, aparentemente, o distanciamento entre o primeiro e a verdade dos fatos.

No começo de abril, numa longa entrevista ao Estado, Perillo admitiu ter tido “algum tipo de relação ou de encontro com o Carlos Ramos, como empresário”. Não com o empresário de jogos ilícitos e traficâncias por atacado, mas com o dono de uma fábrica de medicamentos. Nessa condição, o governador o recebeu em palácio. Ele não alegou ignorância das outras atividades do empreendedor, mas disse ter acreditado quando dele ouviu, ao se encontrarem por acaso numa festa, que tinha se regenerado.

Passadas duas semanas daquela entrevista, Perillo se viu obrigado a fazer algo que pode lembrar a proverbial entrega dos anéis para salvar os dedos. Perguntado sobre a influência do bicheiro na sua administração, reconheceu que ela existiu “em relação a algumas áreas do trabalho do Estado, mas de forma isolada, muito pequena”, apressando-se a ressalvar: “No governo, não. (Cachoeira) nunca ousou fazer qualquer solicitação em relação à atividade dele”.

Se ousou ou não ousou, a CPI mista do Congresso terá condições de esclarecer, ao ir além das descobertas da Polícia Federal, no curso das operações Vegas e Monte Carlo. Mas, na esteira dos vazamentos de gravações policiais autorizadas, três membros do governo goiano, nelas citados, perderam os seus empregos: a chefe do gabinete de Perillo, o procurador-geral do Estado e o presidente do Detran.

O caso deste último, Edivaldo Cardoso, torna mais curiosa e mais curiosa, como diria Alice, a do país das Maravilhas, a versão de que era apenas periférico e esporádico o envolvimento de Cachoeira com os negócios públicos de Goiás. Numa gravação de 2 de março do ano passado, logo no início, portanto, do mandato de Perillo, o contraventor cobra do chefe do Detran a parte do leão que lhe tocaria por ter apoiado o tucano.

Tratando da distribuição da verba publicitária da autarquia, da ordem de R$ 1,6 milhão, Cachoeira critica a destinação de mais recursos para um jornal que “foi contra o Marconi” do que ao que ele próprio parece controlar por meio de um laranja. E lança um argumento irrespondível: “Quem lutou e pôs o Marconi lá fomos nós”. Difícil crer que o governador ignorasse a luta do bicheiro para o seu triunfo. Aliás, o grampo que derrubou Cardoso era de uma conversa sobre um possível encontro do governador com Cachoeira.

Outras gravações, como a de 1.º de agosto, em que ele fala com o então diretor da empreiteira Delta, Cláudio Abreu, preso há duas semanas, autorizam inequivocamente a suspeita de que a organização do bicheiro pagava pedágio ao Estado – o nome do governador é citado – para empregar apadrinhados e vencer licitações. Na conversa de agosto, Cachoeira conta a Abreu que “emprestou” R$ 600 mil ao titular do setor de transportes e obras, Jayme Rincón, tesoureiro da campanha de Perillo em 2010. Ao que o interlocutor invoca a necessidade de “tirar proveito da situação”.

Dois meses antes, o contador de Cachoeira, Geovani Pereira da Silva, informara o chefe do envio de uma caixa de computador “com aquele negócio” ao palácio do governo. Segundo um jornalista que trabalhou para o bicheiro, a caixa continha R$ 500 mil. O pior de tudo é a intimidade do governador com Cachoeira que transparece nas conversas.

Em geral, os dois se falavam por interpostas pessoas – uma delas, o senador Demóstenes Torres. Cachoeira, por sinal, se gaba de ter reaproximado os dois políticos rivais no Estado. Em 3 de maio, dia de seu aniversário, ele recebeu um telefonema de uma pessoa que o chama de “liderança”. Depois de responder “Fala amigo, tudo bem?”, ouve: “Rapaz, faz festa e não chama os amigos?”.

O amigo chama-se Marconi Perillo.

09/05/2012

às 17:03 \ Política & Cia

Juca Kfouri: “Promiscuidade, é isso que dá”

Nota publicada no blog do jornalista Juca Kfouri, nesta segunda-feira, 7 de maio:

Presidente da Gaviões tem prisão decretada

A Justiça de São Paulo expediu hoje [segunda-feira, 7 de maio] mandado de prisão contra o presidente da torcida organizada Gaviões da Fiel, Antônio Alan Souza Silva, e outro membro da torcida.

Ele pode ser preso a qualquer momento.

Souza Silva teve a prisão decretada por conta da briga entre torcedores, no dia 25 de março, envolvendo corintianos e palmeirenses que resultou em duas mortes. As investigações continuam.

Ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez; ex-presidente Lula; presidente da Gaviões da Fiel, Antônio Alan Souza Silva (o Donizete) e o deputado estadual, e presidente do PT de São Paulo, Edinho Silva (Foto: Cesar Ogata)

 

Leia também:

Roberto Pompeu de Toledo: Dona Gildair manda vestir terno no cadáver de André, que deixa de ser “um palmeirense” e volta a ser o seu menino. Morto em briga de torcidas

09/05/2012

às 16:20 \ Política & Cia

Exército monta bloqueio na BR-317 e hasteia bandeiras do Brasil e do Acre em região de conflito com a Bolívia

O centro do conflito, a que está atento o Exército, está na cidade de Capixaba, a 80 quilômetros da capital do Acre, Rio Branco (Foto: AC24horas)

Amigos, mais uma do grande amigo de Lula, o desvairado governo do presidente Evo Morales na Bolívia.

É notícia do site acreano AC24horas.

O Exército Brasileiro montou barreiras em região de conflito entre seringueiros brasileiros e soldados bolivianos que estariam expulsando famílias de seringueiros brasileiros que residem em terras da Bolívia que faz fronteira com os municípios de Capixaba e Plácido de Castro.

A Operação já estava marcada para acontecer nesse período do ano em que o Exército Brasileiro cumpre seu dever legal previsto na Constituição Federal e nas Leis Complementares 97/1999 e 117/2004, ou seja, o Exército passa a ter poder de polícia nas regiões de fronteiras e desenvolve diversas atividades no combate aos crimes fronteiriços.

A Operação Curare faz referência ao termo indígena “curare” que é a uma espécie de veneno usado nas flechas para caça de subsistência.

O Curare é um composto químico orgânico é extraído de casca de cipós de plantas encontrados na selva amazônica que possuem intensa e letal ação paralisante, ou seja o objetivo da Operação militar é paralisar as ações criminosas nas regiões da fronteira.

A operação tem como finalidade intensificar a presença do Exército Brasileiro na faixa de fronteira do Acre com a Bolívia e Peru reprimindo os crimes transfronteiriços.

No Acre a operação acontece simultaneamente nos municípios de Capixaba, Tarauacá, Feijó, Jordão, Santa Rosa do Purus, Assis Brasil e Plácido de Castro.

No caso especifico de Capixaba onde são registrados conflitos entre soldados bolivianos e famílias de seringueiros brasileiros expulsos do território boliviano, a operação início no último domingo, 06, com a realização de uma solenidade que contou com a presença de autoridades civis e militares, onde as bandeiras do Acre e do Brasil foram hasteadas no lado brasileiro no ramal Brasil/Bolívia que divide os dois países.

A cerimônia foi acompanhada de longe por moradores da Vila Rapirã e integrantes das forças da Bolívia.

De acordo com informações do Coronel Danilo Alencar, Comandante do 4º Batalhão de Infantaria e Selva, durante a operação, será intensificada a vigilância na faixa de fronteira no Estado do Acre por meio de patrulhamentos terrestres, aéreos e fluviais.

Na região foram montados postos de bloqueio e controle nas estradas e nas calhas dos rios para a realização de revistas em viaturas e embarcações.

Durante a Operação também serão desenvolvidas ações de caráter cívico-social, com destaque para o atendimento médico e odontológico a população dos municípios.

A Operação Curare IV conta com a participação de militares do Exército e de integrantes de órgãos de segurança e fiscalização, como por exemplo a parceria entre a Polícia Militar, através do Batalhão de Operações Especiais – BOPE, Polícia Civil, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

“ Esse suporte proporciona maior eficiência e rapidez nas ações de repressão, fiscalização e apoio à população” afirmou o tenente Ramon Bonaparte.

09/05/2012

às 15:40 \ Política & Cia

ATENÇÃO para a contagem regressiva no Supremo: faltam 118 dias para…

O ministro Cezar Peluso, integrante do STF desde 2003 (Foto: Supremo Tribunal Federal)

… que o ministro Cezar Peluso se aposente por ter atingido a idade-limite de 70 anos.

Ele completa 70 anos no dia 3 de setembro. Para a contagem, inclui-se o dia de hoje. Peluzo foi indicado pelo lulalato ao Supremo Tribunal Federal e integra a corte desde 2003.

 

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