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Arquivo de 27 de abril de 2012

27/04/2012

às 18:40 \ Política & Cia

Sim, as boas notícias também existem: mortalidade infantil cai quase pela metade em dez anos, constata IBGE

Famílias com menos filhos, e maior escolaridade da mãe são fatores da diminuição da taxa de mortalidade infantil (Foto: Divulgação)

Famílias com menos filhos, e maior escolaridade da mãe são fatores da diminuição da taxa de mortalidade infantil (Foto: Divulgação)

Uma ótima notícia, direto da Agência Brasil:

 

Dados divulgados hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a mortalidade infantil caiu quase pela metade entre 2000 e 2010.

Os resultados gerais da Amostra do Censo 2010 constatam que o número de óbitos de crianças menores de 1 ano passou de 29,7 para 15,6 em cada mil nascidas vivas, uma queda de 47,6%.

Entre as regiões do país, o Nordeste registra a queda mais expressiva da mortalidade infantil. No período, o índice passou de 44,7 para 18,5 óbitos para cada mil crianças. Porém, ainda é o nível mais alto no país. O menor índice é o do Sul, de 12,6 mortes.

De acordo com a pesquisa, os principais fatores responsáveis pela queda do indicador são as políticas de medicina preventiva, curativa, saneamento básico, programas de saúde materna e infantil, além da valorização do salário mínimo e dos programas de transferência de renda.

O IBGE também destaca que a queda da mortalidade infantil está ligada ao aumento da escolaridade materna e à diminuição do número de filhos por mulher, observada desde a década de 1960. Entre 2000 e 2010, a taxa de fecundidade registrou queda e passou de 2,38 crianças por mãe para 1,9.

A menor taxa é a do Sudeste (1,7 filho por mulher) e a maior, no Norte, 2,47.

Segundo o órgão, dessa forma, a taxa de fecundidade no Brasil está abaixo do chamado nível de reposição (2,1 filhos por mulher), que garante substituição das gerações na população.

Leia também:

Ótima notícia: mortalidade infantil em SP cai 61,8% em 20 anos e é a menor da história

27/04/2012

às 17:30 \ Política & Cia

Se você ainda não viu na internet, veja agora o que circula: o Brasil como terra da roubalheira

Amigos, o “mapa” abaixo, com o nome dos Estados brasileiros e da capital da República modificados em forma de trocadilho, é uma das tantas — seguramente milhares — de manifestações de protesto e de indignação que circulam na internet diante da desfaçatez com que, impunemente, se mete a mão no dinheiro público no Brasil.

É bem possível, é quase certo, que muitos leitores já o tenham recebido por e-mail.

Registro aqui para os que ainda não receberam.

A criação anônima tem humor, mas é um humor amargo, de desalento, de quem não acredita em mais nada.

mapa-roubalheira

O mapa da roubalheira: a indignação em forma de humor -- e de desalento

 

27/04/2012

às 16:28 \ Vasto Mundo

Prostitutas, strip-teases, bebedeiras: o pavoroso vexame dos seguranças de Obama já fez quase todos perderem os empregos

sarah-palin-david-chaney

CAFAJESTAGEM -- Sarah Palin, na condição de candidata a vice-presidente dos Estados Unidos, é escoltada em 2008 por David Chaney, em foto do Facebook do agente envolvido no escândalo com prostitutas colombianas

UMA AVENTURA CARIBENHA

Os guarda-costas da Presidência americana se afundam em um escândalo de prostituição na Colômbia

(Publicado em VEJA de 25 de abril de 2012, por Tatiana Gianini)

Realizada no fim de semana dos dias 14 e 15 passados em Cartagena, na Colômbia, a 6ª Cúpula das Américas será lembrada como uma das mais “animadas” pela comitiva americana.

Menos pelas festivas imagens da secretária de Estado Hillary Clinton bebendo cerveja no gargalo e dançando em um bar da cidade caribenha e mais por causa da farra envolvendo prostitutas locais, onze militares americanos e doze agentes do Serviço Secreto, os guarda-costas responsáveis pela proteção do presidente Barack Obama e de seus assessores.

baila comigo Depois de cumprir a maçante agenda de reuniões da Cúpula das Américas, a secretária de Estado Hillary Clinton saiu para beber (ao lado) e dançar (abaixo) no Café Havana, em Cartagena, com sua comitiva. Ficou só trinta minutos, o suficiente para ganhar fama de baladeira

BAILA COMIGO -- Depois de cumprir a maçante agenda de reuniões da Cúpula das Américas, a secretária de Estado Hillary Clinton saiu para beber e dançar no Café Havana, em Cartagena, com sua comitiva. Ficou só trinta minutos, o suficiente para ganhar fama de baladeira

A prostituta foi quem chamou a polícia

A equipe  havia chegado a Cartagena uma semana antes do evento para verificar rotas seguras e discutir possíveis riscos de atentado contra a comitiva com a polícia local. Na noite da quarta-feira 11, às vésperas da chegada do presidente, os agentes do governo foram a uma casa noturna local para se entupir de uísque e vodca e para assistir a números de strip-tease.

A balada só foi revelada porque, depois da festa, uma prostituta que passou a noite com um dos seguranças de elite chamou a polícia quando seu cliente se recusou a pagar o combinado por seus serviços. O homem fez um acordo com a jovem, mas a confusão foi o bastante para que o incidente chegasse ao conhecimento das autoridades americanas.

Demissões, aposentadoria forçada e mais investigações

Logo após o retorno de Hillary, três agentes foram demitidos, três pediram demissão e David Chaney, um dos supervisores seniores do Serviço Secreto, foi forçado a se aposentar. Os outros cinco foram suspensos e são investigados por uma equipe do Serviço Secreto e do Pentágono que viajou para a Colômbia para interrogar as 21 mulheres que entretiveram os seguranças.

Em entrevista ao jornal The New York Times, a prostituta que se sentiu lesada disse não saber que seu cliente era um dos guarda-costas de Obama, mas que cobrou 800 dólares pela noite de sexo por achar que o estrangeiro era endinheirado.

Após aparentemente ter concordado com o valor, no dia seguinte o homem teria se oferecido para pagar apenas 30 dólares. Depois de ter sido expulsa do quarto do agente, ela pediu ajuda a uma amiga que passara a noite com outro homem do grupo para receber o dinheiro.

PIVÔ Dania Suarez, pivô da confusão

Dania Suarez, pivô da confusão

Como a prostituição não é crime na Colômbia, a polícia local apareceu para defender a moça, que só levou para casa uma combinação de dólares e pesos no valor de 225 dólares. A garota de programa foi identificada como Dania Suarez, mãe solteira de 24 anos.

O Serviço Secreto (não confundir com a CIA, a agência de espionagem) tem a função de proteger, além do presidente, do vice e suas famílias, chefes de Estado em visita ao país e candidatos à Presidência, entre outras personalidades. [Por razões históricas, o Serviço Secreto -- que de secreto, propriamente dito, não tem nada, tem até site -- pertenceu até recentemente ao Departamento do Tesouro, já que foi criado para investigar falsificação de moeda. Hoje, está sob a asa do Departamento de Segurança Interna.]

Orçamento reduzido enquanto funções aumentaram

Envolver-se com prostitutas quando se está a trabalho viola o código básico de conduta do Serviço Secreto, segundo o qual os agentes estão proibidos de exercer qualquer atividade prejudicial ao governo. Entre outros riscos, uma prostituta pode ser uma espiã interessada em conseguir informações sobre o esquema de segurança do presidente.

Consumir bebidas alcoólicas em excesso também deixa os profissionais expostos. “Como a elite da segurança, espera-se que eles sejam dignos de confiança e não se coloquem em situações comprometedoras”, diz o americano Ronald Kessler, autor do livro In the President’s Secret Service (No Serviço Secreto do Presidente).

Em 2003, o serviço secreto foi transferido do Departamento do Tesouro, ao qual foi subordinado por mais de 100 anos, para o de Segurança Interna. “A organização foi obrigada a competir por verba com outras agências de segurança, e com o tempo seu orçamento foi reduzido enquanto as funções aumentaram”, diz Kessler.

Isso não explica, porém, posturas como a do agente David Chaney, que em seu perfil no Facebook postou uma foto sua com a ex-candidata a vice-presidente Sarah Palin, com o comentário: “Eu estava dando uma conferida nela, se é que vocês me entendem”. Conta-se que, toda vez que um avião decolava para levá-los a uma nova missão, ele e seus colegas anunciavam: “Decolamos, alianças fora dos dedos!”.

A Cúpula das Américas terminou sem uma declaração final, por causa da insistência de alguns países em incluir Cuba nos próximos encontros.

Pouco consenso, muitos coquetéis.

27/04/2012

às 14:45 \ Política & Cia

O novo presidente do Supremo, Ayres Britto e a decisão de julgar já em junho mensalão: quando um homem faz a diferença num cargo

Ministro Ayres Britto: começar o julgamento em junho, e terminar em agosto -- bem diferente do que fez seu antecessor, Cezar Peluso (Foto: STF)

Vejam vocês a diferença que faz o homem debaixo da toga num tribunal.

Com todo o seu trololó em juridiquês, sua pose, o corporativismo indisfarçável com que presidiu o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cumulativamente ao cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Cezar Peluso foi, durante os dois longos anos de mandato à frente da principal corte de justiça do país, foi incapaz de dar o empurrão extraordinário ao julgamento do mensalão que acaba de ser desferido pelo novo presidente, ministro Ayres Britto.

No seu nono dia como presidente do Supremo — contando o próprio dia da posse, dia 19, o sábado e o domingo passados –, o ministro Ayres Britto matou, em três parágrafos, a charada.

A principal é esta frase:

“Ricardo Lewandowski deve entregar seu voto de [ministro] revisor até o fim de maio. Com isso, o julgamento do Mensalão terá inicio em junho”.

Ele pretende terminar o julgamento, no máximo, em agosto.

Levandowski quis empurrar o julgamento para 2013, mas terá que se apressar (Foto: tse.jus.br)

Lewandowski, aquele mesmo ministro que sugeriu publicamente empurrar com a barriga o desfecho do grande escândalo do lulalato para 2013, está vendo o que é ter como presidente do tribunal que integra um homem determinado a que se faça justiça — doa a quem doer.

E vejam vocês: o ministro Ayres Britto, no passado, militou de carteirinha no PT. Já disse com toda clareza, porém, que seu tempo de ter um lado na política acabou de vez quando vestiu a capa negra de magistrado, em 2003.

Em nove dias na cadeira de presidente do Supremo produziu um fato que Peluso, se tivesse pulso, poderia ter desencadeado, quem sabe, há oito meses, ou há seis meses, ou uma semana antes de deixar o Supremo.

Como podemos constatar, há ministros e ministros no Supremo. Ayres Britto certamente é de cepa distinta da de seu antecessor.

Leia as declarações do ministro Ayres Britto no imperdível Radar on-line, de Lauro Jardim.

 

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