Blogs e Colunistas

Arquivo de 25 de abril de 2012

25/04/2012

às 20:13 \ Tema Livre

A nudez feminina, a intimidade, a água — na pintura hiperrealista da americana Alyssa Monks

Publicado originalmente em 1 de abril de 2012

Campeões de Audiência

Campeões de Audiência

A pintora hiperrealista norte-americana Alyssa Monks invariavelmente foca seu trabalho em temas como a nudez feminina, a intimidade e a relação entre as pessoas e a água. Alyssa, 35 anos, pinta desde criança. Estudou em Nova York, Boston e Florença, na Itália, é professora e palestrante e tem obras expostas em importantes museus dentro e fora dos Estados Unidos.

Começou e continua sendo adepta do hiperrealismo, mas sua técnica apurada lhe permite brincar com o estilo, e pinturas que parecem a uma certa distância ser fotografias, vistas bem de perto mostram seu verdadeiro DNA, proveniente de tintas, pincel e tela.

Veja algumas de  suas obras, quase todas em óleo sobre tela de linho.

"Echo" (eco)

-

"Liquid" (líquido)

"Wake" (despertar)

-

"Press" (pressão, pressionar)

-

"Stalemate" (paralisia, impasse)

-

"Risk" (risco)

-

Lansing commision (impossível traduzir a hermética ironia contida neste título)

-

"Welcome to" (bem-vindo/a a)

-

"Morning after" (a manhã seguinte)

-

"The Race" (a corrida)

-

"Wake" (despertar)

-

"Tug of War" (cabo de guerra)

-

"Think" (pensar)

 

VEJA TAMBÉM:
Ela própria — nua –, solidão, doces e frutas: a pintura hiperrealista de Lee Price

O que faz a foto de uma mulher nua sobre um pedestal, num blog de respeito como este?

Nudez, sexo, ousadia nos quadros hiperrealistas do americano Terry Rodgers

São fotografias em preto e branco? Não, são pinturas. Confira

25/04/2012

às 18:30 \ Tema Livre

Fotos e vídeo de adrenalina pura: os loucos homens voadores que, num segundo, podem despedaçar-se num penhasco

Vejam que loucura essa modalidade de esporte radical: o base jumping. Aqui, os participantes saltam de penhascos altíssimos, próximos a paredões de rocha pura, apenas com uma vestimenta especial, larga, que lhes confere o formato de objeto — ou ser — voador.

Trata-se da dificílima World Base Race, que desde 2008 se realiza próximo à cidadezinha de Innfjorden, no oeste da Noruega.

A disputa mostrada neste post foi narrada pelo site Environmental Graffiti, e as fotos são de Ivar Brennhovd.

corrida-perigosa2

Dois participantes, lado a lado, esperam o sinal para começar a  corrida. A dose cavalar de adrenalina nesta competição é muito mais alta do que a da maioria dos outros esportes, já que a turma despenca 750 metros (2.500 pés) precipício abaixo, e um movimento errado pode significar despedaçar-se implacavalmente nas pedras do paredão.

corrida-perigosa6

Na World Base Race disputa-se o título de “O ser humano voador mais rápido do mundo”.

corrida-perigosa3

Base jumpers, os praticantes desse esporte radicalíssimo, acorrem do mundo todo a Innfjorden para competir: alguns são sérios concorrentes, enquanto outros participam apenas para se divertir. Muitos vêm apenas para assistir ao espetáculo emocionante, num cenário estupendo.

corrida-perigosa8

Base jumping (base é um acrônimo do inglês das palavras edifícios, antenas, vãos e terra) nasceu oficialmente quando dois jumpers norte-americanos, Phil Smith e Phil Mayfield, saltaram de um arranha-céu em Houston, no Texas, em 1981.

A dupla já havia realizado saltos bem-sucedidos de antenas, vãos (pontes) e terra (falésias), e ao voar saindo do topo de um prédio foram os primeiros fazê-lo a partir de quatro tipos de plataformas diferentes. Desde então, o esporte evoluiu para incorporar equipamentos especializados, tais como wingsuits, esses trajes tipo Batman.

corrida-perigosa4

Na foto acima, os dois concorrentes se prepararam para o longo voo livre.

Apesar das muitas melhorias nos padrões de segurança dos equipamentos, o base jump continua a ser uma atividade de alto risco e é significativamente mais perigoso do que o paraquedismo: mesmo levando paraquedas de segurança, a altitude muito menor percorrida pelos jumpers nos saltos significa a existência de uma margem de erro muito menor.

corrida-perigosa7

O alto risco pode ser medido pela estatítstica da Noruega: um morto para cada 2.317 saltos entre 1995 e 2005. A partir da disputa da World Base Race, porém, nenhum acidente foi registrado em quatro anos e sete disputas.

corrida-perigosa12

O lançamento inicial da plataforma é um momento crucial para os jumpers. Uma saída em falso ou sem o necessário impulso pode não propiciar tempo para corrigir o erro, diminuindo as chances de os paraquedas funcionarem adequadamente.

corrida-perigosa13

Uma queda no início de um salto representa riscos adicionais. Skydivers têm muito mais tempo para construir a sua velocidade e trajetória, o que lhes permite controlar a descida. Base jumpers podem ter apenas alguns poucos segundos preciosos para acessar seus paraquedas, além de saltarem quase sempre próximos a uma parede sólida (pedra, aço ou concreto).

corrida-perigosa8

O início da competição é a fase de qualificação, na qual os saltos de todos os participantes são cronometrados.

Seus tempos são usados ​​para selecioná-los e emparelhá-los com seus concorrentes para a eliminação. As duplas, em seguida, disputam uma chance nas próximas rodadas. A cada dupla que salta, o perdedor é eliminado, até que o campeão geral é coroado.

Não há categoria separada para homens e mulheres, e no final só pode haver um “Ser humano voador mais rápido do mundo”.

corrida-perigosa5

Na World Base Race o vencedor não é pontuado por suas habilidades, mas puramente pela velocidade. Certamente é a única competição no mundo cujo objetivo é acelerar o máximo possível em direção ao chão – partindo de uma grande altura!

Desde o lançamento a partir das rampas de saída, os competidores devem fazer um caminho na vertical e, mais adiante, horizontalmente, sobre uma linha de chegada esticada entre duas árvores.

corrida-perigosa9

No local onde estas fotos foram feitas, a distância horizontal até a linha é quase a mesmo que a da queda, ou drop – 800 metros (cerca de 2.600 pés). As duas distâncias são percorridas em cerca de 30 segundos, dependendo do atleta.

Para alcançar a linha de chegada, os competidores devem seguir um caminho mais ou menos mapeado, e acessar seu paraquedas no final para garantir uma aterrissagem segura. Cem metros depois da linha de chegada há um fiorde, proporcionando a segurança extra de um pouso na água para aqueles que abrem seus paraquedas a pouca altitude.

corrida-perigosa10

Os organizadores do concurso salientam a importância da segurança no evento. Jumpers que, durante a queda livre, acessam seus paraquedas muito próximo ao fim do trajeto ou perdem o controle do dossel são imediatamente desqualificados.

A World Base Race certamente não é para todos. Antes de tentar isso, os concorrentes são aconselhados a ter completado mais de 100 saltos de base e pelo menos 50 saltos com wingsuit feitos de um avião. O slogan da competição diz tudo: ”Conheça os seus limites”.

corrida-perigosa11

 

Veja agora o vídeo do World Base Race 2011:

25/04/2012

às 17:02 \ Tema Livre

O império da gandaia: craques endinheirados no Rio deixam o futebol em segundo plano

DE CAMAROTE Ronaldinho como ele gosta: na boate, rodeado de garotas em espaço vip onde a entrada é controlada por um séquito de seguranças ronaldinho-gaucho-balada

DE CAMAROTE -- Treinar forte? Que nada. Ronaldinho como ele gosta: na boate, rodeado de garotas em espaço vip onde a entrada é controlada por um séquito de seguranças (Foto: Felipe Assunção)

Jogadores de futebol

O IMPÉRIO DA GANDAIA

 

Com dinheiro de sobra, muita disposição para se divertir e pouco compromisso com a disciplina, Ronaldinho Gaúcho e Adriano injetam ainda mais animação no sempre agitado roteiro festivo dos jogadores de futebol no Rio de Janeiro

 

Em pleno feriadão da Semana Santa, a polícia foi chamada ao Condomínio Mansões, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde mora o jogador Adriano.

O motivo era o de sempre. Um morador incomodado com o barulho da festa. Afinal, no mundo sério e disciplinado dos atletas profissionais, uma categoria que historicamente não se dobra é a dos jogadores de futebol. Se for no Rio de Janeiro, então, adeus, regulamento.

É da tradição futebolística local que toda semana os festeiros de cada time, dividindo despesas, promovam cervejadas com petiscos ou então um churrasco e sua indefectível trilha sonora, o pagode. Essa rotina se intensificou e, digamos, requintou com o desembarque no Flamengo, em fevereiro do ano passado, do atacante Ronaldinho Gaúcho, que chegou da Europa precedido da fama internacional de baladeiro.

Adriano faltou a 67 sessões de fisioterapia no Corinthians

Ronaldinho subiu o nível da gandaia. Banca as festas sozinho, servindo bebidas caras e comida de qualidade. Ele reinou sem concorrentes nessa divisão de elite até a volta de Adriano, em março, disposto a recuperar a alegria depois de uma sofrida temporada no Corinthians – em que faltou a 67 sessões de fisioterapia nas quais deveria tratar uma lesão no tornozelo.

Na madrugada de sexta-feira, a moradora da mansão dos fundos, cansada de reclamar, resolveu revidar barulho com barulho e instalou sua própria caixa de som no quintal.

Amigos de Adriano pularam o muro, pegaram o equipamento e jogaram tudo na piscina de outro vizinho.

 

festa-casa-adriano

NA MANSÃO -- Convidados em volta da piscina: as festas de Adriano têm barulho, queixas de vizinhos e e a constante presença da polícia (Foto: AGNews)

A animação é tamanha que a gerência de futebol do Flamengo resolveu pedir moderação aos seus jogadores. “Tenha garra e força de vontade para deitar cedo e cumprir as atividades propostas pela nossa comissão técnica”, exortou em carta.

Gaúcho, em fase de pouco brilho e especulações de demissão, não moderou. Ele também mora em um condomínio de luxo na Barra, o bairro da cidade que oferece sob medida o que os jogadores milionários procuram: casas enormes em locais protegidos por guaritas e muros.

Barulho em locais alugados

Já incomodou muito vizinho por lá, mas aquietou-se depois que os moradores lhe entregaram um abaixo-assinado pedindo paz. Foi fazer barulho em locais alugados.

Em março, comemorou seu aniversário em dose tripla. Primeiro, reuniu a família em casa. Depois, juntou um grupo mais chegado numa suíte de motel. A festa mais animada foi em um sítio em Vargem Grande, onde várias vezes o aniversariante se refugiou no andar de cima, sempre acompanhado de uma das muitas convidadas.

Farras desse tipo não são exclusividade do Rio de Janeiro. “Onde tem jogador tem festa. Poucos atletas conseguem conciliar bem carreira com vida social”, constata Tostão, ex-jogador, atualmente comentarista.

Os clubes cariocas, tradicionalmente lenientes

Mas é no Rio que sempre montaram base os festeiros mais eméritos, começando por Garrincha e passando por gerações mais recentes cujos craques da gandaia foram o agora treinador Renato Gaúcho, o deputado federal Romário e Vagner Love – hoje casado e considerando-se “comportado”.

Os clubes cariocas são tradicionalmente lenientes. “Jogador que não anda na linha lá fora leva advertência e multa. Aqui, não”, critica Júnior, também ex-jogador e comentarista. “Para mim isso demonstra uma falta de pulso firme e profissionalismo dos clubes. Alguns inclusive atrasam salários. Como vão cobrar disciplina?”, analisa.

 

festa-jo

DESCUIDO -- Jô e convidadas, na festa a fantasia: no dia seguinte, dois smartphones seus haviam desaparaecido

Quatro convidadas para cada convidado

Nesse clima favorável, anfitriões como Ronaldinho e Adriano movimentam todo um mercado de trabalho. Em suas festas, os garçons perambulam com bandejas carregadas de pizza, comida japonesa e churrasco. Um barman fica encarregado das bebidas: uísque, energético, vodca e rios de cerveja. Seguranças e amigos mais chegados convocam as amigas – no mínimo quatro para cada convidado do sexo masculino.

As moças circulam em duas categorias: as que alegram festas em troca de remuneração e as que a-do-ram jogador de futebol. Laços de amizade são renovados incessantemente nos cômodos internos, seja em duplas, seja em grupos maiores. As garotas praticam o sigilo absoluto, sob pena de serem banidas da lista de presença, controladíssima por um bando de seguranças fixos de confiança.

Limpando digitais dos copos e talheres

São eles que cuidam de impedir fotos de qualquer espécie. Cabe ainda aos seguranças pagar contas duvidosas (por exemplo, de jogadores casados) e apagar provas incriminadoras.

Um dos atuais craques do Fluminense chega a andar com um capanga a tiracolo só para limpar suas digitais de copos e talheres. Esses tipos impedem ainda furtos ocasionais, como o que sofreu o menos precavido jogador Jô, do Internacional. Numa festa a fantasia que promoveu no ano passado, surrupiaram-lhe dois smartphones recém-comprados na Inglaterra.

Os craques também desempenham suas qualidades em casas de shows e boates da Barra, onde se encerram em camarotes de entrada controlada. A conta gira em torno de 5 000 reais por noite.

motel-vips-rj

INDEVASSÁVEL -- Suíte de motel na Barra: local de festas com privacidade garantida

No Mercado do Produtor, uma área de restaurantes de frutos do mar que também lhes serve de ponto de encontro, as janelas do 2º andar ganharam tapumes improvisados de papelão para garantir a privacidade dos atletas do copo.

Motéis com churrasqueira, terraço, piscina e cascata

Igualmente requisitadas para festas são as suítes de luxo dos motéis.

A Millenium, do Vip’s, com mais de 500 metros quadrados, além de churrasqueira e terraço com piscina e cascata, foi palco de muitas e ruidosas celebrações. Custa 900 reais por oito horas, mais 100 reais por convidado extra.

Depois de tanto empenho, como é que a torcida e o clube podem querer que suas excelências, milionários de calção, ainda joguem futebol? É  pedir demais.

(Publicado em VEJA 18 de abril de 2012, por Alessandra Medina e Leslie Leitão)

25/04/2012

às 16:03 \ Tema Livre

O que será preciso para o Brasil vencer o atraso em fabricar carros híbridos — para não dizer elétricos? Dilma criticar as “carroças”, como fez Collor?

O Toyota Prius 2012, híbrido: vem para o Brasil, mas como importado (Foto: toyota.com)

 

O interior e os comandos do Prius 2012: em 1997, este híbrido já circulava no Japão. Já no Brasil... (Foto: toyota.com)

Quando o então presidente Fernando Collor chamou os automóveis brasileiros de “carroças”, num daqueles arroubos frequentemente premeditados e não raro irresponsáveis, bem ou mal deu uma chacoalhada na indústria automobilística que, em curto espaço de tempo, deu um considerável salto tecnológico.

O que será que a presidente Dilma Rousseff precisa fazer para que a indústria – que vem ganhando uma fortuna há vários anos, com a boa maré da economia brasileira, o maior poder de compra da classe média e o surgimento da chamada “nova classe média” — dê novo necessário salto para, no mínimo, a produção de carros híbridos?

Isso para não dizer os elétricos, que já são produzidos em série em vários países, tendo a Noruega como pioneira.

O SUV Cadillac Escalade 2009: já então, modelo híbrido no grande bebedor de gasolina (Foto: cadillac.com)

A ilustração mostra o interior do Escalade 2009, seus dois motores e seu complexo sistema de acumulação de energia

Sim, dos veículos movidos a gasolina (ou, no caso brasileiro, álcool ou gás natural) que geram, com o movimento e as freadas, energia elétrica acumulada em baterias capazes de fazê-los circular com um segundo motor? Que, portanto, apresentam um fabuloso rendimento na relação quilômetros rodados/litro de combustível?

É verdade que a multinacional japonesa Toyota colocará à venda, no segundo semestre, o híbrido Prius — o carro do gênero mais bem sucedido do mundo, com vendas já caminhando para 1,5 milhão de unidades. Será, porém, um importado, de preço bem acima dos 100 mil reais, graças à carga tributária burra que incide sobre veículos de pouco consumo de combustível.

Quando, no entanto, as muitas multinacionais instaladas no Brasil começarão a FABRICAR hiíbridos aqui?

O Prius, que de fato é uma maravilha para quem nele viajou ou que conseguiu dirigi-lo, começou a circular no Japão — vejam bem – em 1997. Em 2001, estava sendo exportado. Os japoneses, como sabemos, enxergam longe.

Mas mesmo a indústria dos Estados Unidos, viciada em carrões bebedores, de há muito entrou nesse ramo. O gas guzzler — bebedor de gasolina — por excelência, o enorme, superpotente Cadillac, da General Motors, desde 2009 tem no mercado uma versão híbrida de sua enorme e pesada SUV Escalade. É mais econômica que um Fiat Palio a gasolina.

Está faltando, quem sabe, a presidente Dilma dar uma de “gerentona” nas multinacionais automotoras.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados