Blogs e Colunistas

Arquivo de 22 de abril de 2012

22/04/2012

às 20:01 \ Disseram

Talento ele tem, pena que não dá para usar

“A Ferrari é uma equipe que tem estrutura para ter dois carros supercompetitivos. O talento do Felipe continua lá, só que o estilo de pilotagem dele não se adapta bem ao que há hoje na F-1.”

Emerson Fittipaldi, ex-campeão de Fórmula-1, justificando o fracasso de Felipe Massa na atual temporada

 

22/04/2012

às 19:15 \ Política & Cia

Carlos Brickmann: a onça faminta de Brasília ficou desiludida

onça

A onça, circulando perto de automóveis estacionados (Foto: reprodução de câmeras de segurança do STJ)

Tradição dos domingos, reproduzo notas da excelente coluna do jornalista Carlos Brickmann publicada em cinco jornais.  

. . . . . . . . . . . . . .

UMA ONÇA COM FOME

 

É surpreendente: por que uma onça deixaria o território a que está acostumada, com vegetação e bons abrigos, para se enfiar numa cidade grande, cheia de automóveis, ali nas proximidades da Praça dos Três Poderes?

Qualquer zoólogo explica: uma onça só deixa o território que demarcou porque lhe falta água ou caça. A

lguém deve ter contado ao bicho que ali, naquela região tão próxima, havia ratos gordos, grandes, nutritivos, abeberando-se numa cachoeira generosa, onde muitos molhavam fartamente mãos e bolsos.

Patas à obra, pois.

E a decepção: Cachoeira era apenas um apelido, nada de água fresca, nada daquele local de abundância onde animais se reúnem para matar a sede e ficam à disposição de onças famintas, ágeis e rápidas.

 

images ratos em brasilia

E não é que a farra dos ratos é só uma metáfora?

Ah, as decepções por que pode passar um predador ingênuo! Pois os ratos, realmente enormes, nutritivos, ali são também predadores, e sua fome parece infinita.

Os inimigos naturais só existem na imaginação, no grande teatro político: na hora H, depois de dar entrevistas uns contra os outros, reúnem-se as mais diversas alas, juntas, unidas, felizes, para comer, beber e mamar.

Nada disso seria difícil de resolver para aquele belo exemplar de onça parda que apareceu em Brasília, preparadíssima para os embates da vida, absolutamente apta a lutar pela própria alimentação.

Mas houve um problema insolúvel, que levou a onça desiludida a voltar para seu território sem almoço e com fome: felinos não comem nada que esteja podre.

 

A propósito

collor-argelo-protogenes-nascimento

Uma CPI e tanto: com Collor, Argelo, Protógenes e Nascimento

Na CPI mista (senadores e deputados) que investiga a corrupção de Carlinhos Cachoeira, entre titulares e suplentes, estão reunidos Fernando Collor, Gim Argello, Protógenes Queiroz e Alfredo Nascimento (o que deixou o Ministério dos Transportes no início daquela derrubada em série de ministros que levou o nome de “faxina ética”).

22/04/2012

às 18:00 \ Tema Livre

Fotos históricas: o primeiro e improvisado porta-aviões de todos os tempos — em 1910!

O "USS Birmingham", de onde o piloto Eugene Burton Ely decolaria seu pequeno avião Curtiss em 14 de novembro de 1910: a primeira decolagem de um navio de guerra em todos os tempos

Ex-vendedor de automóveis e depois piloto amador, o norte-americano Eugene Burton Ely foi o primeiro piloto da história a alçar voo a partir de um navio de guerra, em 14 de novembro de 1910. Ele não sabia, mas seria o precursor de algo fundamental para a estratégia militar contemporânea: o uso de porta-aviões.

Meses antes, ele conhecera o fabricante de aviões Glenn Hammond Curtiss, para quem começou a trabalhar. Ambos acabaram se associando a um militar, Washington Chambers, que tinha sido nomeado pelo secretário da Marinha dos Estados Unidos, George Meyer, para investigar usos militares para a aviação na área naval.

Pronto. Deu-se o estalo. O navio era cruzador USS Birmingham, ancorado em Hampton Roads, no Estado de Virgínia, e sobre o qual se improvisou uma rampa para decolagem.

Confiram as fotos históricas. Primeiro, da construção e montagem da rampa de decolagem:

 

A rampa de madeira começa a ser montada

 

Nesta foto, uma visão lateral da rampa já instalada, terminando praticamente na proa do navio e não se estendendo sobre o mar

Pronta a rampa, o pequeno avião Curtiss que faria a experiência foi levado a bordo, com o menor peso possível. Ely levantou voo, o aparelhinho chegou a baixar alguns metros depois de desprender-se do navio, mas finalmente se ergueu — e 5 minutos depois, pousou sem problemas em Willoughby Spit, também na Virgínia.

Veja a decolagem nas duas fotos abaixo:

O pequeno Curtiss lança-se no espaço, baixa alguns metros, mas depois...

 

... vai se firmando até, finalmente, alçar voo sem maiores problemas

Ely voou pouco mais de 3 quilômetros antes de aterrizar em uma praia em Willoughby. A experiência, considerada um “grande êxito”, fez com que as autoridades militares decidissem continuar com as provas.

Faltava o outro lado da história, depois da decolagem: o pouso — que logo viria. A 18 de Janeiro de 1911, Ely tornou-se também o primeiro piloto a pousar em um navio de guerra. Decolou de um hipódromo em San Bruno, na Califórnia, e realizou a descida 16 quilômetros depois, no convés de outro cruzador, o USS Pennsylvania, ancorado em San Francisco.

Veja o pouso na foto que se segue:

 

A conclusão da experiência: em voo histórico, Ely pousa no "USS Pennsylvania" -- também numa rampa improvisada sobre o convés

Abaixo, o piloto, com o uniforme da época, e seu avião, pequeno e leve:

porta-avioes-10

Notem a improvisação ousada, nas duas fotos abaixo: dos dois lados da rampa de pouso, sacos de areia para firmar a estrutura de madeira, balizar o avião e amortecer um eventual choque do aparelho, caso não estivesse perfeitamente alinhado com o barco ao descer.

porta-avioes-11

 

porta-avioes-12

-

O piloto Ely festejado depois do pouso histórico

Confiram abaixo o que eram aqueles velhos e heroicos tempos: o “colete salva-vidas” era constituído de várias câmaras de pneu de bicicleta cruzando o peito do piloto.

O colete improvisado: câmaras de ar de pneu de bicicleta

 

Para finalizar, compare os precaríssimos cruzadores improvisados com um dos maiores porta-aviões atômicos em atividade no mundo, o USS Ronald Reagan, que desloca 101 mil toneladas e é capaz de navegar por 20 anos sem reabastecimento de energia:

O gigantesco porta-aviões nuclear "USS Ronald Reagan", carregando dezenas de aviões de combate e acompanhado de um de seus navios de escolta (Foto: miliblog.co.uk)

22/04/2012

às 17:19 \ Disseram

Camila Pitanga: Uma linda alma

“Não tirei a roupa, mostrei a alma da personagem.”

Camila Pitanga, tentando explicar sua cena de nudez no filme Eu Receberia As Piores Notícias Dos Seus Lindos Lábios

 

22/04/2012

às 16:00 \ Tema Livre

O jovem indígena que tenta salvar seu idioma nativo explica: “Falamos `facebook’ mesmo”

Indio Luciano Ariabo de São Carlos - SP.CREDITO: PEDRO ORMELESE  12/04/2012

Ariabo: "I zapá a Facebook" ("Curti você no facebook") (Foto: Pedro Ormelese)

 

“FALAMOS ‘FACEBOOK’ MESMO”

 

Nascido na aldeia Umutina, em Mato Grosso, o estudante de letras Luciano Ariabo Quezo, de 22 anos, fala sobre o livro didático bilíngue que prepara para garantir a sobrevivência do seu idioma nativo

 

Quantas pessoas falam umutina?

A aldeia tem 600 pessoas, mas só os mais velhos falam. Os novos aprendem só português. Eu só sei falar porque um ancião me ensinou.

 

Além de traduzir palavras, você vai codificar a estrutura da língua?

Sim, é fundamental para ensinar as crianças. Por exemplo, para o plural, não usamos a letra s no final. O que fazemos é colocar uma palavra que indica “grande quantidade” perto do substantivo. Assim: peixe é “haré”; peixes, “haré makeawá”.

 

E os verbos?

Muitas vezes, não temos necessidade de usá-los. Para dizer “o Rio Paraguai tem muitos peixes”, por exemplo, é só acrescentar Olaripó, que é o nome que damos ao rio, à frase anterior: “Olaripó haré makeawá”.

 

Há distinção entre gêneros?

Para substantivos e adjetivos, não. A distinção é só para alguns nomes próprios.

 

Como ficam palavras que designam coisas novas, como Facebook?

Fazemos como em português: adotamos o estrangeirismo. Não há nenhum problema nisso. Na aldeia, nós falamos “facebook” mesmo.

 

Os índios umutina usam Facebook?

A 15 quilômetros da aldeia há uma conexão com a internet. Todos os meus amigos usam.

 

(Publicado em VEJA de 18 de abril de 2012, por Guilherme Dearo)

22/04/2012

às 15:07 \ Disseram

Coreia do Norte: “a era dos inimigos que usam bombas atômicas para nos ameaçar e chantagear acabou para sempre”

“A superioridade na tecnologia militar não é mais monopólio dos imperialistas, e a era dos inimigos que usam bombas atômicas para nos ameaçar e chantagear acabou para sempre.”

Kim Jong-um, em seu primeiro discurso como ditador da Coreia do Norte, um dia depois de um teste fracassado de seu país com míssil nuclear de longo alcance

 

22/04/2012

às 14:00 \ Vasto Mundo

E isso lá é nome de cidade? Até que enfim, um plebiscito vai acabar com a gozação para cima dos moradores

Uma placa assinalando a chegada à cidade, com o "F" devidamente omitido da foto (Foto: Getty Images / AFP)

É claro que você sabe o que quer dizer, em inglês, a palavra que está na placa parcialmente visível desta cidadezinha austríaca, precedida de um “f” — certo?

Pois bem, desde o final da II Guerra Mundial, em 1945, os moradores locais não têm mais sossego, depois que soldados americanos descobriram o vilarejo, com algumas centenas de habitantes, ao norte de Salzburgo. Motivo de piada para viajantes de língua inglesa, a aldeia passou a ser ponto turístico, por causa do nome.

Que, em alemão, é um nome próprio, e não tem nada a ver com o significado em inglês.

Não sem tempo, o conselho municipal convocou, enfim, um plebiscito para tratar da mudança de nome. Os moradores esperam, agora, que não apenas cesse a gozação, mas que turistas mais afoitos deixem de furtar placas indicativas de sua localização. Em compensação, a venda de cartões postais deixará, sem dúvida, de ser um ponto forte do comércio local.

22/04/2012

às 13:05 \ Disseram

Assim não brinco mais

“Estou frustrado, dá vontade de ir embora.”

Ricardo Ferraço, senador, (PSB-ES), relator da reforma administrativa que provocaria uma reforma de 150 milhões de reais ao ano, mas que foi engavetada pela cúpula do Senado.

 

22/04/2012

às 13:00 \ Política & Cia

Juristas que estão revendo o Código Penal cogitam de restabelecer cadeia para consumidores de drogas

A comissão de juristas: situação do consumidor de drogas é dúvida (Foto: Agência Senado)

A comissão de juristas criada pelo Senado para propor mudanças no Código Penal manifestou em sua última reunião posições divergentes em relação à possibilidade de agravamento da pena para o consumidor de drogas.

A proposta analisada sugeria prisão para o consumidor, em substituição às penas de advertência, prestação de serviços à comunidade e medida educativa, constantes da legislação atual.

Segundo o advogado Tiago Ivo Odon, há consenso entre profissionais ligados à área a favor de se colocar o tráfico e o consumo no mesmo tipo penal. A ideia seria endurecer a lei para o consumidor de drogas ilícitas. A saída para diferenciar o consumidor do traficante seria na aplicação da pena, que varia de 4 a 15 anos de prisão, na proposta examinada.

O advogado relatou que, como não tinha uma “opinião formada” sobre o tema, buscou a orientação de vários profissionais que atuam na questão do tráfico e do consumo de drogas.

– Foram ouvidos juízes, promotores e delegados sobre esta que é uma das questões mais empíricas deste trabalho – disse.

Seria um retrocesso, diz Lins e Silva

Para o jurista Técio Lins e Silva, integrante da comissão, no entanto, considerar a pena de prisão para o consumidor de drogas seria um retrocesso.

- Trazer consigo [a droga] não é tráfico. Vai na contramão do pensamento da civilização moderna. Com todo o respeito, essa proposta é inaceitável – criticou.

Por sua vez, o professor Luiz Flávio Gomes disse que a comissão poderia se inspirar na legislação portuguesa sobre o tema, que, segundo ele, serve de exemplo para toda a Europa.

O exemplo de Portugal

Portugal descriminalizou o uso e porte de drogas em pequenas quantidades em 2001. A pessoa flagrada nessas situações é encaminhada a uma comissão, que pode determinar a realização de tratamento, aplicar multa ou definir sanções alternativas, como proibição de exercer determinadas profissões.

A defensora pública Juliana Garcia Belloque ressaltou que o tema é polêmico, mas admitiu que a atual lei de drogas precisa ser aperfeiçoada. Por conta das divergências, o tema voltará a ser debatido na reunião da próxima segunda-feira (23).

Torcedor e cambista

A comissão de juristas também discutiu na reunião o tratamento dado à figura do torcedor no Código Penal. O advogado Marcelo Leal, que já foi diretor de clube de futebol, disse que a ideia é trazer para o código o que já está previsto no Estatuto do Torcedor.

Pela proposta da comissão, aquele que vender ingresso para evento cultural ou esportivo com valor acima do impresso poderá ser condenado a até dois anos de prisão. Já quem fornecer os ingressos para a atividade do cambista pode pegar até três anos.

O tumulto em eventos esportivos, no que se inclui a invasão de campo, pode render pena de até dois anos de prisão. Para fraude em resultados esportivos, a pena prevista é de dois a cinco anos.

A comissão ainda tratou brevemente de temas como lesões corporais e crimes contra o idoso. Na primeira parte da reunião, pela manhã, a comissão aprovou a ampliação dos meios de prova que podem ser usados para atestar a embriaguez de motoristas.

A comissão, instalada em setembro de 2011 com o objetivo de propor mudanças no Código Penal, tem até 28 de maio para completar o anteprojeto. Os trabalhos são presididos pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp e são relatados pelo procurador Luiz Carlos Gonçalves.

22/04/2012

às 11:03 \ Disseram

Uma questão “semâentica”

“Eu nunca disse que não quero um filho, eu apenas não tive uma criança ainda.”

Cameron Diaz, atriz, sem pressa para ser mãe mesmo chegando aos 40 anos

 

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados