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Arquivo de 17 de abril de 2012

17/04/2012

às 19:53 \ Política & Cia

FHC defende criação da CPI de Cachoeira e diz que Brasil “se cansou da corrupção”

FHC CPI Cachoeira

FHC defende CPI de Cachoeira

 

Da Agência Brasil

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defendeu esta tarde a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias de envolvimento de políticos com o empresário goiano Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, suspeito de comandar uma rede de exploração de jogos ilegais.

FHC disse que o país “se cansou” da corrupção e que a criação da CPI será uma demonstração de força do Congresso Nacional.

“O Congresso, em certos momentos, tem que fazer [investigar atos de corrupção]. E acho que esse é o momento que tem que fazer”, disse o ex-presidente após cerimônia de lançamento de um documentário que descreve sua trajetória política, produzido pela TV Câmara.

“Acho bom [criar a CPI]. O país precisa neste momento passar a limpo essas questões com serenidade. Nos cansamos de ver o grau de corrupção existente. E não estou criticando A, B ou C porque, infelizmente, atinge a quase todos, não [só as] pessoas, mas [também os] partidos”, argumentou FHC. “Acho que o país se cansou [da corrupção] e esse é o momento de o Congresso crescer, fazer uma CPI que vá à raiz das questões, que não seja apenas para acusar sem base”.

17/04/2012

às 18:13 \ Política & Cia

A CUT e a farsa de querer “acabar” com o imposto sindical

Sindicalistas defendem o imposto sindical em debate em comissão da Câmara dos Deputados, no final de 2011 (Foto: cnc.org.br)

Da coluna de hoje Política & Economia Na Real, dos jornalistas Francisco Petros e José Márcio Mendonça, sob o título “A CUT e o imposto sindical – a farsa”: 

Não deve ser colocada no rol das coisas sérias a campanha da CUT contra o imposto sindical.

No fundo ela retoma um mote do Lula sindicalista, dela mesmo e do PT antes de apearem no Palácio do Planalto.

Só seria meritória se enterrasse de vez esta herança do getulismo e forçasse os sindicatos e suas centrais a sobreviverem apenas da contribuição voluntária de seus associados. Também associados voluntários.

Não é bem isto o que a CUT prega. Ela defende a substituição do imposto por outra contribuição disfarçada do trabalhador, também compulsória, para filiados e não filiados.

Muda-se o nome para permanecer tudo como está.

Manifestação conjunta das duas principais centrais sindicais da Espanha, UGT e CCOO: subsídios encolheram (Foto:diariodenavarra.es)

Agora sou eu quem comento: na Espanha não existe imposto sindical, mas trata-se de um dos países europeus que, de forma transparente — o que não quer dizer que esteja correto –, subsidia os sindicatos com dinheiro público.

Não há as mutretas brasileiras, de sindicatos “inventados”, sem associados mas repletos de diretores, que mamam da dinheirama compulsoriamente arrecadada de todos os trabalhadores, sindicalizados ou não.

Ali, os subsídios constam do Orçamento, e, aliás, acabam de receber uma tesourada do chefe do governo, o conservador Mariano Rajoy: dos 25,9 milhões de euros recebidos em 2011 (64 milhões de reais), o governosó vai repassar 17,3 milhões (43,2 milhões de reais) este ano. 70% do dinheiro vai para as duas principais centrais, as Comissões Operárias (CCOO) e a União Geral do Trabalho (UGT).

Os sindicatos só cobram contribuições de seus associados, e a associação a sindicatos, embora maciça, não é obrigatória.

17/04/2012

às 17:30 \ Tema Livre

Vídeo incrível: veja como a Audi está criando sons para seus ultra-silenciosos carros elétricos

Audi e-tron

E-tron, novo modelo, ultra-silencioso, da Audi (Foto: Divulgação)

Os carros elétricos têm incontáveis vantagens para o meio ambiente — e uma característica que, em outras circunstâncias, seria altamente positiva: são silenciosos demais.

Sim, como praticamente não fazem barulho algum — exceto o silvar dos pneus sobre o asfalto –, eles podem representar um perigo para pedestres, cicilistas e até para outros veículos que não notem sua aproximação.

É por isso que os engenheiros da Audi alemã estão desenvolvendo o que chamam de “e-sons” para seus veículos elétricos. Trata-se de uma ironia: durante décadas, os engenheiros lutaram para diminuir o máximo possível o ruído provocado por motores, para maior comodidade dos motoristas e passageiros, e menor impacto ambiental.

Agora, o chefe da acústica da Audi, Ralf Kunkel, é quem coordena a busca de “e-sons” sintetizados, reconhecíveis para os Audi elétricos. “A tarefa é complexa”, diz ele. O principal pesquisador da empresa nessa área, o engenheiro e músico Rudolf Halbmeier, acha que o som de um automóvel deve soar de forma similar à música. É nessa linha que ele tem trabalhado.

Confira que interessante:

17/04/2012

às 15:31 \ Vasto Mundo

Perguntar não ofende: com que dinheiro o governo da Argentina, que mente sobre a inflação e fornece dados fajutos sobre economia e finanças públicas, vai pagar a expropriação da petroleira YPF?

Com que dinheiro um governo que mente sobre a inflação e os números da economia vai pagar o que deve pela expropriação de uma empresa privada?

Perguntar não ofende: com que dinheiro a Argentina pretende pagar à multinacional espanhola Repsol a expropriação de sua subsidiária YPF, legalmente adquirida em 1999, por processo de privatização jamais contestado na Justiça?

Com que dinheiro a Argentina pretende enfrentar o processo de arbitragem internacional que a Repsol já solicitou, e com a qual pretende embolsar 10 bilhões de euros (25 bilhões de reais) como indenização – com enormes chances de ganhar?

Com que dinheiro a Argentina vai investir na YPF para suprir o que, supostamente, a empresa deixou de fazê-lo para aumentar sua produção?

Refinaria da YPS-Repsol na Argentina: a controladora quer indenização de 10 bilhões de euros (Foto: europapress.es)

Refiro-me à Argentina da presidente Cristina Kirchner, cujo governo falseia e mente sobre dados de inflação, divulga informações des credibilidade contestada sobre crescimento econômico e o real estado das finanças públicas e está na alça de mira de represálias do país que provavelmente foi seu maior aliado ao longo da história – a Espanha?

Refiro-me à Argentina que rasgou contratos e praticou um assalto a uma empresa privada legalmente estabelecida.

Só não foi um assalto à mão armada porque Cristina não mandou o Exército ocupar instalações da YPF, como fez o “bolivariano” Evo Morales com a Petrobras — sendo que tudo que recebeu em troca, como se recorda, foram afagos e a “compreensão” do então presidente Lula, em episódio que até hoje cobre

17/04/2012

às 14:00 \ Vasto Mundo

O erro brutal de ir caçar elefantes na África faz o Rei da Espanha atravessar inédita avalanche de críticas. Vai ser difícil recuperar sua imagem

Elefantes próximos ao Rio Chobe, em Botswana: o governo diz que 60 mil desses magníficos animais estão "sobrando" -- e autoriza a caça (Foto: Reuters)

A caça de elefantes em Botswana é uma prática legal, não apenas permitida como incentivada pelo governo de Gabarone, a capital. O custo mínimo, para os caçadores interessados, é de 30 mil euros (algo como 75 mil reais) por animal abatido.

Os interessados devem ir às áreas onde a caça é permitida acompanhados de um funcionário do governo. Morto o magnífico animal, o maior mamífero existente sobre a superfície da Terra – absurdo dos absurdos, pois a gestação de cada elefante chega perto de dois anos –, o funcionário do governo fotografa o corpo, para os arquivos oficiais, e registra a posição por meio de GPS.

Oficialmente, o governo de Botswana – país do sul da África com meio milhão de quilômetros quadrados e uma fauna espetacular – alega que há “excesso” de elefantes no país. Estariam sobrando 60 mil animais. Como o elefante, que é o verdadeiro rei dos animais, não tem predadores – ninguém, nem bandos de leões, pode com ele, a menos que esteja ferido ou doente –, esse suposto excesso estaria dizimando as folhas de árvores e as gramíneas que servem de alimentação de outros herbívoros.

Acomodação para turismo de observação ou para caçadores no interior de Botswana: do simples ao luxo (Foto: pure-botswana.com)

Assim, em vez de, digamos, exportar um animal em extinção para outros países africanos, criar reservas especiais, ganhar mais dinheiro com turismo de observação preservando essa riqueza fabulosa, o governo de Botswana prefere dizer que é preciso reduzir o tamanho das manadas e “vende” a caça do elefante legalmente.

Os caçadores se hospedam em um dos muitos “acampamentos” — instalações que vão desde acampamentos propriamente dito, simples e austeros, até verdadeiros hotéis de luxo.

O Rei Juan Carlos com um amigo, em 2006, junto a um elefante morto, encostado a um baobá, em Botswana (Foto: El Mundo)

Foi nessa tremenda fria, nessa inacreditável fria, que caiu o Rei da Espanha, Juan Carlos, durante um período de caçada em que acabou sofrendo uma queda na cabana em que se hospedava, rompeu o fêmur no sábado e precisou fazer, às pressas, no domingo, já em Madri, uma cirurgia de implante de prótese de quadril.

Um homem cujo papel foi crucial para a implantação da democracia da Espanha, um chefe de Estado que impediu um golpe militar em 1981, num momento crucial para a consolidação do regime constitucional após a longa ditadura do general Francisco Franco (1939-1975), um Rei que resolveu complexos problemas diplomáticos para o país e ajudou a consolidar relações econômicas importantíssimas – sua última atuação decisiva foi na concessão a um consórcio espanhol, pela Arábia Saudita, da construção do trem de alta velocidade que ligará as cidades sagradas de Meca e Medina por 7 bilhões de euros (17,5 bilhões de reais) – está sendo, pela primeira vez, alvo de uma saraivada de críticas vindas de todos os setores.

Imagine-se o chefe de Estado de um país que se pretende moderno e avançado matando elefantes na África! Elefantes, animais preciosos, esplêndidos, ameaçados de extinção por séculos de predação!

E, ironia das ironias , Juan Carlos, como se sabe, é presidente de honra de uma das mais importantes organizações pró-natureza do mundo, o World Wildlife Fund (WWF).

Agora, todas as forças políticas do país estão, muito corretamente, saindo a público para que o rei peça desculpas.

Nem vou reproduzir aqui as inúmeras críticas ao monarca, porque não haveria espaço no post. O leitor pode imaginar.

O Rei indo à TV e chamando seus generais à ordem em fevereiro de 1981: golpe de Estado evitado (Foto: TVE)

Pelo menos, ao que tudo indica, a viagem real a Botswana não custou nada aos cofres públicos: a organizadora teria sido a princesa Corinna zu Sayn-Wittgenstein, anfitriã de nobres de toda a Europa nesse tipo de safari. Além de ser amiga íntima do Rei e da Rainha Sofia, ela tem uma companhia específica para isso, a Boss&Company Sporting Agency.

Mas Juan Carlos, chefe de Estado calejado, experiente e matreiro, vê-se em meio à maior crise de seus 37 anos como Rei por um fraquejo incompreensível e espantoso.

É um milagre, a essa altura – em que alguns políticos chegaram até a sugerir que o Rei abdique em favor do herdeiro, o príncipe Felipe – que a monarquia, como instituição inscrita na Constituição, não esteja sendo questionada, a não ser pelos setores minoritários de sempre, como os pequenos partidos republicanos e setores nacionalistas bascos e catalães.

A Espanha, imersa em profunda crise econômica e de credibilidade, poderia passar sem essa. O Rei, figura invariavelmente discreta e comedida, comandante supremo das Forças Armadas e chefe de Estado respeitado, mais ainda. O episódio arranha sua imagem de forma dificilmente reversível.

 

Leia mais:

Encrenca para o Rei: aparece uma princesa — que não sua rainha — na história da caçada na África

Fotos deslumbrantes: Okavango, o rio que transforma o deserto num luxuriante oásis para milhares de animais selvagens

17/04/2012

às 12:00 \ Música no Blog

Jack White, o homem dos mil e um projetos, estreia por fim em carreira solo; disco sai na próxima segunda-feira

Jack-White-Blunderbuss

White em companhia de um amigo abutre (?) na capa do álbum

 

Por Daniel Setti

No começo da década passada, quando o rock mais cru e direto voltou – pela enésima vez – a estar em voga, Jack White foi, junto com sua ex-mulher Meg White à frente do White Stripes, a principal sensação, ao lado dos Strokes.

A partir de então, o talentoso compositor, vigoroso intérprete e endiabrado guitarrista nascido há 36 anos em Detroit se transformou em um dos queridinhos do meio musical. Recebeu convites para produzir discos – como por exemplo Van Lear Rose (2004), da veterana cantora country Loretta Lynn  – e participou de tantos outros (só de outra entidade vocal americana, Wanda Jackson, foram dois).

JackWhite_Nashville

Em recente show realizado em Nashville, EUA (Foto: jackwhiteiii.com)

E não só: montou mais pelo menos duas bandas de porte – Raconteurs e Dead Weather, nesta última atuando como baterista -, compôs e gravou “Another Day to Die” em dueto com a gata Alicia Keys para a trilha de Quantum of Solace, da série 007, trocou figurinhas com os gênios da guitarra Jimmy Page (Led Zeppelin) e The Edge (U2) no DVD It Might Get Loud (2009) e até deu uma de ator, sem muito sucesso, em filmes como Cold Mountain (2003), do finado Anthony Minghella, e Coffee and Cigarettes (no Brasil, Sobre Café e Cigarros, 2003), de Jim Jasmusch. Virou um “Homem-Projetos”, como muitos artistas de sua geração.

Faltava o disco solo. E Blunderbuss, a esperada estreia individual, chega às lojas (reais e virtuais) na próxima segunda-feira prometendo alcançar boas posições nas listas de rock do ano.

Ou pelo menos assim esperam os que criticavam o conceito de sua principal banda até hoje, o White Stripes (aposentada desde o ano passado), que combinava Jack, um guitar heroe nato e grande criador de canções poderosas, a Meg, cuja simpatia, estranheza e carisma eram tão inegáveis quanto a sua maneira rudimentar de tocar bateria. E mais ninguém.

White-Stripes

Com Meg, à frente do White Stripes

Não foram poucos os que bradaram “ah, se Jack tivesse um baterista melhor, e se montasse uma banda completa…”. Pois bem, agora é para valer. Cercado de competentes músicos – incluindo a vocalista de apoio Ruby Amanfu – e 100% no comando do barco – sem dividir a responsabilidade com Brendon Benson como fazia no Raconteurs, ou se ater às baquetas no Dead Weather -, Jack cai na estrada em maio para três meses de shows entre EUA e Europa para divulgar o novo trabalho. Enquanto isso, ficamos com algumas amostras do que vem por aí.

Clipe de “Love Interruption”, o primeiro single, lançado em janeiro (com Ruby nos vocais, mostra a faceta mais melódica de White):

Apresentação de “Sixteen Saltines”, segundo single, em edição de março do mítico programa televisivo Saturday Night Live, (lembra mais o White Stripes pelo riff de guitarra e o vocal enérgico, mas o refrão vai mais para o caminho do soul):

(Mais sobre música neste link)

 

 

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