Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Você lerá que comissão aprovou “projeto de cura gay”. É uma falsa notícia e aqui se explica por quê

Nem tudo se resume à minoria na rua. Há outros assuntos em pauta no país. O blog recebeu ontem quase 300 mil visitas. É provável que alguns novos leitores acabem tomando gosto pela página. Nem todos conhecem os debates travados aqui. Pois bem: nos jornais desta quarta, vocês encontrarão o que já está nos sites […]

Nem tudo se resume à minoria na rua. Há outros assuntos em pauta no país. O blog recebeu ontem quase 300 mil visitas. É provável que alguns novos leitores acabem tomando gosto pela página. Nem todos conhecem os debates travados aqui. Pois bem: nos jornais desta quarta, vocês encontrarão o que já está nos sites e portais. Algo mais ou menos assim: “Comissão de Feliciano aprova projeto da cura gay”. É mentira dupla! Em primeiro lugar, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara não pertence ao deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Em segundo lugar, não existe projeto que prevê a cura gay. Isso é uma fantasia do jornalismo militante. Semelhante àquela que sustenta que o Estatuto do Nascituro é “Bolsa Estupro”. Tenho 51 anos. Quando eu tinha 20 e poucos, 30 e poucos e, acreditem, até 40 e poucos, era proibido fazer militância política em redação. Cada um que tivesse as suas convicções, mas o compromisso tinha de ser com o fato, segundo valores, a saber: defesa da democracia, do estado de direito, da economia de mercado. Era proibido, por exemplo, mentir , simplificar ou trapacear em nome do bem da humanidade. Jornalista reporta o que vê — e alguns opinam. Mas sem inventar o que não existe num caso ou noutro.

Ao fato mais recente: a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara aprovou um Projeto de Decreto Legislativo, do deputado João Campos (PSDB-GO), que susta dois trechos de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia. O texto ainda tem de passar pelas comissões de Seguridade Social e de Constituição e Justiça. Se alguém não conhece detalhes do debate — geralmente ignorados porque fica mais fácil fazer proselitismo onde há ignorância, especialmente a bem intencionada — explico tudo abaixo, nos mínimos detalhes, conforme fiz, por exemplo, no dia 2 de maio. Vamos ver.

O Projeto de Decreto Legislativo 234/11 torna sem efeito o trecho do Artigo 3º e todo o Artigo 4º da Resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia.

Então vamos aos documentos. A íntegra do Projeto de Decreto Legislativo está aqui, com a justificativa. Reproduzo a parte propositiva em azul.

Art. 1º Este Decreto Legislativo susta o parágrafo único do Art. 3º e o Art. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999.
Art. 2º Fica sustada a aplicação do Parágrafo único do Art. 3º e o Art. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999, que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual.
Art. 3º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

Então é preciso fazer o que virou raridade nas redações quando os lobbies “do bem” ditam a pauta; saber, afinal, que diabo dizem os trechos que seriam sustados.
“Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.”
Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.

Comento
Atenção! A proposta de Decreto Legislativo não toca no caput do Artigo 3º. Ele seria mantido intocado. Como deixa claro o projeto do deputado, seriam suprimidos apenas o Parágrafo Único do Artigo 3º e o Artigo 4º.  Como se nota, ao suprimir esses dois trechos da Resolução 1/99, o Projeto de Decreto Legislativo não passa a tratar a homossexualidade como uma doença. É mentira! Também não autoriza a “cura gay”. É outra mentira! São distorções absurdas!

Fato, não militância
Procederei a algumas considerações prévias, até que chegue ao cerne da questão. Avalio que a homossexualidade não tem cura pela simples razão de que não a considero uma doença. E nisso concordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) e com o Conselho Federal de Psicologia. Assim, não acredito em terapias que possam converter héteros em gays ou gays em héteros (não se tem notícia de que alguém tenha buscado tal conversão). Mais: sexualidade não é uma opção — se fosse, a esmagadora maioria escolheria o caminho da maior aceitação social, e, nessa hipótese, as escolhas poderiam até ir mudando ao longo do tempo, à medida que determinadas práticas passassem a ser mais aceitas ou menos.

Há quem só goste de um brinquedo; há quem só goste do outro; e há quem goste dos dois. Essa minha opinião não é nova — o arquivo está aí. Os espadachins da reputação alheia, como escreveu Balzac, fazem questão de ignorá-la porque gostam de inventar inimigos imaginários para posar de mártires. Muito bem. Até aqui, não haveria por que os gays — ou o que chamo “sindicalismo gay” — estrilar. Mas é evidente que não pensamos a mesma coisa. Entre outras divergências, está o tal PLC 122 que criminaliza a chamada “homofobia”. Trata-se de um delírio autoritário. Já escrevi muito a respeito e não entrarei em detalhes agora para não desviar o foco.

Vamos lá. Desde 22 de março de 1999, está em vigência a tal Resolução 1 (íntegra aqui), que cria óbices à atuação de psicólogos na relação com pacientes gays. Traz uma porção de “considerandos”, com os quais concordo (em azul), e depois as resoluções propriamente. Listo os ditos-cujos:
CONSIDERANDO que o psicólogo é um profissional da saúde;
CONSIDERANDO que na prática profissional, independentemente da área em que esteja atuando, o psicólogo é frequentemente interpelado por questões ligadas à sexualidade;
CONSIDERANDO que a forma como cada um vive sua sexualidade faz parte da identidade do sujeito, a qual deve ser compreendida na sua totalidade;
CONSIDERANDO que a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão;
CONSIDERANDO que há, na sociedade, uma inquietação em torno de práticas sexuais desviantes da norma estabelecida sócio-culturalmente;
CONSIDERANDO que a Psicologia pode e deve contribuir com seu conhecimento para o esclarecimento sobre as questões da sexualidade, permitindo a superação de preconceitos e discriminações

Aí vem o conteúdo da resolução. O caput do Artigo 3º, com o qual ninguém mexe, é correto. Reproduzo:
“Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.”
Está claro, então, que os psicólogos não atuarão para favorecer a patologização da homossexualidade nem efetuarão tratamentos coercitivos. E a parte que cairia? Pois é…Transcrevo outra vez (em vermelho e em destaque):

Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.

Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.

Têm de cair mesmo!

Qual é o principal problema desses óbices? Cria-se um “padrão” não definido na relação entre o psicólogo e a homossexualidade. Esses dois trechos são tão estupidamente subjetivos que se torna possível enquadrar um profissional — e puni-lo — com base no simples achismo, na mera opinião de um eventual adversário. Abrem-se as portas para a caça às bruxas. Digam-me cá: um psicólogo que resolvesse, sei lá, recomendar a abstinência sexual a um compulsivo (homo ou hétero) como forma de livrá-lo da infelicidade — já que as compulsões, segundo sei, tornam infelizes as pessoas —, poderia ou não ser enquadrado nesse texto? Um adversário intelectual não poderia acusá-lo de estar propondo “a cura”? Podemos ir mais longe: não se conhecem — ou o Conselho Federal já descobriu e não contou pra ninguém? — as causas da homossexualidade. Se um profissional chega a uma determinada terapia que homossexuais, voluntariamente, queiram experimentar, será o conselho a impedir? Com base em que evidência científica?

Há uma diferença entre “verdade” e “consenso da maioria influente”. Ademais, parece-me evidente que proibir um profissional de emitir uma opinião valorativa constitui uma óbvia infração constitucional. Questões ligadas a comportamento não são um teorema de Pitágoras. Quem é que tem o “a²= b²+c²” da homossexualidade? A resolução é obviamente autoritária e própria de um tempo em que se impõe a censura em nome do bem.

Ora, imaginem se um conselho de “físicos” ousaria impedir os cientistas de tentar contestar a relatividade. O que vai ali não é postura científica, mas ideologia. Se conceitos com sólida reputação de verdade, testados empiricamente, podem ser submetidos a um teste de estresse intelectual, por que não considerações que dizem respeito a valores humanos? Tenham paciência! O fato de eu não endossar determinadas hipóteses ou especulações não me dá o direito de proibir quem queira fazê-lo.

Fiz uma pesquisa antes de escrever esse texto. Não encontrei evidências de resolução parecida em nenhum lugar do mundo. O governo da Califórnia, nos EUA, proibiu a terapia forçada de “cura” da homossexualidade em adolescentes. É coisa muito diferente do que fez o conselho no Brasil. Países que prezam a liberdade de expressão e que não querem usar o discurso da liberdade para solapar a própria liberdade não se dão a desfrutes dessa natureza.

Então vamos lá. Eu não estou defendendo terapias de cura da homossexualidade. Eu não acredito que haja cura para o que não vejo como doença. Também não acho que estamos no universo das escolhas. Dito isso, parece-me uma suma arrogância que um conselho profissional interfira nessa medida na atividade clínica dos profissionais e, atenção!, dos pacientes também! Assim, no mérito, não vejo nada de despropositado na proposta do deputado João Campos. Ao contrário: acho que ela derruba o que há de obviamente autoritário e, entendo, inconstitucional na resolução porque decidiu invadir também o território da liberdade de expressão, garantido pelo Artigo V da Constituição.

É preciso saber ler.

Proponho aqui um exercício aos meus colegas jornalistas. Imaginem um Conselho Federal de Jornalismo que emitisse a seguinte resolução, com poder para cassar o seu registro profissional:

“Os jornalistas não colaborarão com eventos e serviços que proponham qualquer forma de discriminação social”.

“Os jornalistas não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos contra pobres, negros, homossexuais, índios, mulheres, portadores de necessidades especiais, idosos, movimentos sociais e trabalhadores”

O idiota profissional diria: “Ah, está muito bem para mim! Eu não faria nada disso mesmo!”. Não, bobalhão, está tudo errado! Você se entregaria a uma “corte” de juízes que definiria, por sua própria conta, o que seria e o que não seria preconceito. Entendeu ou preciso pegar na mãozinha para ajudar a fazer o desenho? O problema daquele Parágrafo Único do Artigo 3º e do Artigo 4º é o subjetivismo. Ninguém pode ser obrigado, não numa democracia, a se submeter a um tribunal que pode dar a sentença máxima com base nos… próprios preconceitos.

Nem nos seus delírios mais autoritários ocorreria a um conselho profissional nos EUA, por exemplo, interferir dessa maneira na relação do psicólogo com o seu paciente. Uma coisa é afirmar, e está correto, que a homossexualidade não é doença; outra, distinta, é querer impedir que o profissional e quem o procura estabeleçam uma relação terapêutica que pode, sei lá, disciplinar um comportamento sexual sem que isso seja, necessariamente, uma “cura”.

Os tais trechos da resolução, entendo, são mesmo autoritários e inconstitucionais. E têm de cair. E o que parece, isto sim, não ter cura é a vocação de amplos setores da imprensa para a distorção. Cada vez mais, a notícia se transforma num instrumento para privilegiar “os bons” e satanizar “os maus”. Isso é militância política, não jornalismo.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

  1. Comentado por:

    Eliana simões

    Quero parabenizar o jornalista Reinaldo Azevedo e dizer que admiro a sua honestidade e visão correta e não distorcida ,pela sua imparcialidade nos assuntos que são pronunciados na sua coluna e blog. Continue assim o Brasil precisa de mais jornalistas dessa categoria.

    Curtir

  2. Comentado por:

    leandro sales

    Reinaldo, acho que já ouviu falar na frase “Que dias são esses, em que temos que defender o óbvio”. Este é o Brasil que vivemos hoje, o povo precisa ir à rua, para defender o óbvio, dizer que quer ver preso quem cometeu crime, dizer que quer saúde e educação dignas e etc. O CFP, tá na cara, que tem vários amiguinhos do ativismo gay, e para isso estão a prestar estes favores. Essa resolução ridícula que está em vigor precisa ser anulada, cancelada, pois como você mesmo disse e está claro, que ela fere o princípio constitucional da liberdade de expressão, e por outro lado esta resolução impede o profissional de ajudar a quem o procura, de livre e espontânea vontade. Precisa ter doutorado, para todos entender isso. Isso está muito claro, mais o objetivo do ativismo gay não é o de ajudar e sim o de calar a sociedade, para que todos os engulam, sem os criticar. Que os aceitem como família, como bons pais ou mães, sem os criticar. Esse tremo “cura gay”, não precisa nem falar que o Projeto que anula os dois itens da resolução, sequer fala nisso. Quem fala sobre cura gay é o próprio CFP no parágrafo único. Mais a mídia de interesses e de troca de favores incuti na cabeça muitos que o projeto é cura gay. A PL-122 foi aprovada pela câmara no ultimo dia antes do recesso, de forma maliciosa, sorte que quando chegou no senado não teve como esconder, ai tiraram de pauta pra ser revisto. A militância gay quer fazer de forma maliciosa esta jogada de calar a sociedade aos poucos . No mais, parabéns pela imparcialidade de crítica.

    Curtir

  3. Comentado por:

    Roberto

    É lamentável como as pessoas se acomodam com antagonizações. É mais fácil rotular. De todos os lados pipocam termos como “A Ditadura Gay” ou “Os pastores ladrões” a “Imprensa Golpista”. De todos os lados há muitas pessoas bem intencionadas, jornalistas comprometidos, gays que só querem ter seu direito respeitado enquanto pessoas e religiosos que realmente querem o bem do próximo.
    Mas focando mais no tema: já li muito a respeito. Há grupos de apoio a homossexuais que oferecem tratamentos reversivos (todos os que tomei conhecimento são religiosos), assim como por anos, a homossexualidade foi considerada uma patologia e a própria psicologia, no passado, tinha o aval para realizar o tratamento da suposta doença. Entretanto, muitos estudos indicam que o que geralmente conseguem é fazer com que os esses “tratados” reprimam seus desejos, deixando de viver plenamente graças a pressão social predominante que condena a homossexualidade. Nesse sentido, o Conselho Federal de Psicologia incluiu tais trechos na Resolução, obviamente para buscar algum benefício aos homossexuais, tentando diminuir o preconceito orientados base nesses estudos e não porque uma “Ditadura Gay” quer que todos sejam homossexuais, isso é tão bobagem quanto chamar o projeto do deputado de “Cura Gay”.
    Se a questão são as interpretações possíveis que um texto mal formulado possa ter, então que se proponha mais clareza nesse texto. Aliás, textos podem ser extremamente bem escritos, sempre haverá interpretações diferentes, mas é claro que um texto legal deve ser o mais objetivo possível. Infelizmente, a minha impressão é que a intenção é justamente o contrário: tornar a homossexualidade como algo inerentemente errada e por isso deve ser tratada, senão seria proposta uma revisão do texto e não sua supressão.
    O debate é complexo e apesar de várias considerações válidas, não me convence o discurso da liberdade de expressão defendida nesse contexto. Sou totalmente a favor da liberdade de expressão, mas não me parece cabível aqui, ao menos a defesa da exclusão do texto.

    Curtir

  4. Comentado por:

    anonimo

    porque tanta polemica? a respeito dos gay, vamos orar por essas vidas,atraves da oração vidas serão transformadas.é bíblico crecei e multiplicai, só multiplica homem com mulher,temos que construir uma família, quando ficarmos velhinhos temos que ter nossos filhos para cuidar de nós. e se não tivermos esses filhos? quem cuidará? podemos ficar no silencio e analisar nossos futuro. que chegaremos ao bom senso. de que é gostoso viver ao lado do sexo oposto.

    Curtir

  5. Comentado por:

    JULIO CESAR

    “ELES QUEREM VENDER UMA FRUTA PODRE, PINTADA DE AMARELO”.QUEREM MANIPULAR AS OPINIÕES PUBLICAS,ACHANDO SER OS “JUSTICEIROS”SÃO APENAS INFELIZMENTE MENTES MANIPULADAS PELOS deuses DESTE CÉCULO;COMO DIZ A REDE GLOBO “O FUTURO JÁ COMEÇOU”. TEMOS QUE BUSCAR A JESUS CRISTO CADA VEZ MAIS, SOMENTE ELE PRA NOS REVELAR A VERDADE,E MOSTRAR O CAMINHO.MEUS IRMÃOS CONTINUE LUTANDO COM A VERDADE,BUSCANDO A JUSTIÇA DE DEUS,ATÉ QUE O QUE É PERFEITO VENHA.

    Curtir

  6. Comentado por:

    Welinton

    Queira Deus que no Brasil se levantem mais e mais jornalistas como você Reinaldo Azevedo, homem sensato, compromissado com a justiça, com a imparcialidade e o mais importante com a verdade. Homem que visivelmente repudia o jornalismo paternalista, parcial e manipulador, imprensa que se vale do poder e interesses econômicos escusos para simplesmente se promoverem, querem passar a imagem que os evangélicos ou cristão são odiosos e contrários aos homossexuais e quando na verdade somos contrários sim mas aos ativistas que querem se promoverem às custas de pessoas que se quer os nomearam ou aceitam como seus representantes!!!! Parabéns Reinaldo.

    Curtir

  7. Comentado por:

    Vic Sage

    “Ora, imaginem se um conselho de “físicos” ousaria impedir os cientistas de tentar contestar a relatividade. O que vai ali não é postura científica, mas ideologia”
    Falou tudo.

    Curtir

  8. Comentado por:

    Marcos

    Muito boa análise do jornalista e coloca por terra essa midia tendenciosa e por que não dizer preconceituosa contra religiosos. O que é um paradoxo, um país que se diz cristão, pelo menos nominal, a maior parte, cerca de 90% de 200 milhões. Só observo uma coisa para o Reinaldo Azevedo, que acredito que já falaram para ele coloco para fins de critica e conhecimento.
    O comentarista Roberto do dia 11/07/2013, diz: “…Entretanto, muitos estudos indicam que o que geralmente conseguem é fazer com que os esses “tratados” reprimam seus desejos, deixando de viver plenamente graças a pressão social predominante que condena a homossexualidade.” Ele diz também que os grupos que oferecem reversão a homossexualidade são religiosos, demonstrando aparentemente preconceito. Eu pergunto que estudos são esses que você diz reprime desejos, deixando de viver plenamente. Será que são “estudos” advindo de pseud-estudiosos do movimento LGBTT??!
    Roberto, a mídia secularista e tendenciosa, ela não quer enxergar uma realidade, existem centenas para não dizer milhares de ex-gays e que vivem plenamente e felizes. O fato de psicólogos que usam tratamentos onde incluem orações e fé, não desmerece. Existe um livro muito conhecido nos EUA, escrito por um estudioso dos transtornos sexuais que se chama “EX-GAYS” E nele ele cataloga inúmeros casos de homossexuais que quiseram espontaneamente fazer a reversão e conseguiram com sucesso. É só uma questão de vontade. Independente de haver preconceito ou não com quem abertamente se nomeia homossexual, é que existe uma tendência para impor uma desconstrução do que é mais sagrado e sadio que a família padrão constituída por homem, mulher e filhos. Que é o padrão normal.

    Curtir

  9. Comentado por:

    Éden Amorim

    O comentário do Roberto (em 11/07) é perfeito. O PLC não determina a ‘cura gay’, mas com ele, abre caminho para que possa haver. Basta olhar para o histórico dos grupos que defendem o PLC para saber que esse seria um caminho direto (Ex, veja discurso da Marisa Lobo). Se fosse apenas para readequar o texto, bastava pedir para rever e não sustar.
    Além do mais, a ‘orientação sexual egodistônica’, um transtorno catalogado, é o que psicólogos podem e devem tratar ao encontrar pacientes em dificuldades de aceitação de sua sexualidade (no mesmo sentido que o texto sugere). Ou seja, o texto atual do CFP não proíbe o tratamento desse transtorno, proíbe o tratamento da homossexualidade, simplesmente pq ela não é um transtorno! É nessa sutileza que o alguns ‘bem intencionados’ se perdem e outros tantos mais ‘mal intencionados’ mesmo se aproveitam para fazer seus engodos.

    Curtir

  10. Comentado por:

    Isabel

    Belíssimo comentário, como psicóloga você me representa !

    Curtir