Blogs e Colunistas

Polícia Federal

02/06/2014

às 23:25

Acuada, Dilma concede aumento de 15,8% à Polícia Federal para evitar greve na Copa

No Globo Online:
A menos de 15 dias da Copa do Mundo, o governo federal fechou acordo para conceder reajuste de 15,8% para agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal, informou a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). Esse percentual é o mesmo negociado com as categorias do governo federal desde 2012, depois de uma explosão de greves que reuniu mais de 250 mil servidores públicos em todo o Brasil.

À época, a Fenapef recusou o acordo, sob a alegação de que os policiais querem uma reestruturação na carreira. O presidente da entidade, Jones Borges Leal, disse que os servidores decidiram dar um voto de confiança para o governo e assinaram o termo na última sexta-feira. A previsão é de um aumento de cerca de 12% na folha salarial deste mês, com pagamento em julho, e do restante em janeiro de 2015. Para isso, no entanto, é necessária uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014 e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O governo já encaminhou ao Congresso projeto de lei para modificar a LDO e a LOA, para que a gente receba a primeira parcela a partir deste mês. Se não conseguirmos aprovar, devido à proximidade das eleições, o aumento será todo em janeiro de 2015 – disse o presidente.

A correção salarial deve representar um impacto de R$ 376 milhões na folha de pagamento da União até janeiro, segundo estimativas da federação. Leal negou que o acordo busque evitar greves durante a Copa do Mundo, uma vez que esse é o percentual de reajuste oferecido aos trabalhadores há dois anos. Ele admitiu, porém, que a categoria tinha um calendário de mobilização que previa paralisações semanais até o fim do ano, o que poderia coincidir com os jogos. Esse calendário está suspenso. Segundo o presidente da Fenapef, o governo se comprometeu a formar um grupo de trabalho, que começará a atuar ainda na primeira quinzena deste mês, para discutir a reestruturação de carreira dos policiais.

“O calendário de mobilização está suspenso. Se o governo cumprir a parte dele em relação ao grupo de trabalho, não vamos fazer manifestação ou paralisação antes, durante ou depois da Copa e das eleições”, disse. Os agentes, escrivães e papiloscopistas querem a reestruturação da carreira e o combate a práticas como a de assédio moral. O pedido é também por uma equiparação salarial com os servidores das agências.

Por Reinaldo Azevedo

10/04/2014

às 22:56

Indiciamento de Pimenta da Veiga tem cheiro de perseguição política, tem jeito de perseguição politica, tem cara de perseguição política e deve ser… perseguição política!

A Polícia Federal decidiu indiciar Pimenta da Veiga, pré-candidato do PSDB ao governo de Minas. Há algo de estranho nisso? Há, sim! E não é pouca coisa, não. Mas, antes que entre no mérito, permitam-me fazer uma observação. Depois do escândalo do mensalão do PT, é como se a inocência tivesse acabado no país. Há gente que pensa assim: “Se até os petistas eram culpados, vai ver os outros também são”. Trata-se de um raciocínio estranho, como se as pessoas desse partido fossem mais moralistas e decentes do que a de outros. E isso, definitivamente, não é verdade. Agora vamos ao caso de Pimenta de Veiga, que tem laivos de surrealismo, de absurdo.

Atenção! Em 2003 — há 11 anos, portanto — o tucano atuava apenas como advogado e recebeu, em quatro parcelas, R$ 300 mil das agências de Marcos Valério. O dinheiro foi depositado em sua conta e declarado em Imposto de Renda. Até aí, vá lá. Ocorre, meus caros, que o mal chamado mensalão mineiro — é mal chamado porque, nesse caso, sim, tratou-se de caixa dois de campanha — é de 1998, ano em que Eduardo Azeredo perdeu a reeleição. Em 2003, como resta comprovado, Marcos Valério já cuidava do esquema clandestino do PT. Não tinha mais nenhuma relação com os tucanos.

Então vamos ver: o chamado mensalão é de 1998; Pimenta recebeu honorários, como advogado, em 2003. O caso veio a público em 2005,  e ele é indiciado pela Polícia Federal 9 anos depois que a questão veio a público,  11 anos depois do recebimento e 16 anos depois do chamado “mensalão mineiro”? E tudo isso ocorre justamente no ano em que se torna pré-candidato do PSDB ao governo de Minas, no ano em que o candidato à Presidência do partido será o senador Aécio Neves, de Minas?

A acusação, de resto, é risível: lavagem de dinheiro. Ora, para tanto, Pimenta teria de ter recorrido a subterfúgios para esconder recursos sabidamente ilegais, dando-lhes uma aparência de legalidade. Alguém faz isso declarando o ganho à Receita Federal? Aí o sujeito que gosta de confundir alhos com bugalhos chia: “Ah, quando é tucano, você não acredita?”. Não é isso, não! É que um advogado, desde que atue segundo as regras, não é obrigado a investigar a origem dos ganhos de quem paga seus honorários. Se fosse assim, bandidos teriam de apelar sempre a defensores públicos.

Venham cá: alguém investigou a origem dos honorários dos advogados de José Dirceu, de Delúbio Soares, de José Genoino, dos banqueiros do Rural? São todos grandes medalhões da advocacia brasileira. Não! Nem era o caso!

De fato, Pimenta já prestou esclarecimentos sobre esse dinheiro à CPI, à Polícia Federal e ao Ministério Público. Demorou 9 anos — NOVE ANOS!!! — para a PF concluir que havia algo de errado com o pagamento? Quer dizer que, em pleno 2003, no auge do funcionamento do mensalão petista, Marcos Valério estaria pagando supostas dívidas do chamado mensalão mineiro, ocorrido em 1998? Tenham paciência!

Não é demais lembrar: na Venezuela de Hugo Chávez, tão admirada pelos companheiros petistas, recorre-se a investigações de natureza criminal para perseguir adversários políticos.

Mais: em visita recente de Dilma a Minas, sabem quem preparou uma festança para ela? Walfrido dos Mares Guia (PTB), que era o caixa da campanha do PSDB em 1998 em Minas e um dos investigados no chamado mensalão mineiro. Como fez 70 anos, a Justiça decretou a extinção da punibilidade. Ora vejam: Lula fez dele ministro do Turismo em 2003 e depois das Relações Institucionais em 2007. Vai ver não acreditava na sua culpa, né?

Essa história de Pimenta da Veiga tem jeito de perseguição política, tem cheiro de perseguição política, tem lógica de perseguição política. E é bem possível que… seja perseguição política.

Por Reinaldo Azevedo

06/08/2013

às 20:45

Até líder do PT na Câmara dos Vereadores sai em defesa de Andrea Matarazzo

Por Diego Zanchetta, no Estadão:
Endossado por outras lideranças da base governista do prefeito Fernando Haddad (PT), o vereador Alfredinho, líder do PT na Câmara Municipal de São Paulo, saiu em defesa do parlamentar Andrea Matarazzo (PSDB), investigado por suposta participação em cartel formado para fraudar licitações do Metrô na época em que era Secretário Estadual de Energia, em 1998.

“Todos nós estamos sujeitos a isso quando entramos na vida pública. Infelizmente, quando o nosso nome aparece na imprensa as pessoas já nos julgam. Eu já falei para o senhor pessoalmente, e gostaria de prestar aqui minha solidariedade. Aprendi a gostar do senhor como pessoa com a nossa convivência aqui”, afirmou Alfredinho. Matarazzo é um dos únicos vereadores que fazem oposição à gestão Haddad.

A sessão no plenário do Palácio Anchieta se transformou desde o início em um ato em defesa ao tucano. Há mais de 90 minutos os vereadores acusam a imprensa de comportamento “leviano” e criminoso” ao envolver o nome do ex-secretário de Coordenação das Subprefeituras no escândalo. “A forma como o caso foi revelado é de uma leviandade sem tamanho e fica aqui meu repúdio contra as denúncias”, disparou Ricardo Young (PPS).
(…)
Logo em seguida, porém, o vereador e ex-ministro dos Esportes Orlando Silva (PCdoB) defendeu Matarazzo e lembrou que ele também já foi “atingido” por denúncias da imprensa. “Foi uma abordagem que expõe uma personalidade que merece respeito. Considero as denúncias sem fundamentação”, discursou o comunista.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

06/08/2013

às 13:12

A Polícia Federal e Andrea Matarazzo: ação típica de um estado policial

O PT, o JEG (Jornalismo da Esgotosfera Governista) e agora a tal Mídia Ninja — na prática, é uma espécie de braço político dos ditos Black Blocs (volto ao assunto daqui a pouco) — vivem acusando de parcialidade o que a esquerda de antigamente chamava de “imprensa burguesa”. Na boca dos delinquentes de hoje, a tal “imprensa burguesa” é chamada de “mídia tradicional”… E como a dita-cuja reage? Patrulhada, tenta provar a sua imparcialidade, ainda que à custa da reputação alheia; ainda que dando curso aos mais espantosos absurdos.

A Folha de hoje publica uma reportagem espantosa, assinada por Flávio Ferreira. Título: “Polícia diz que vereador do PSDB recebeu propina da Alstom em 98”. Transcrevo um trecho (em vermelho). Leiam com muita atenção, especialmente ao que vai em destaque.

A Polícia Federal indiciou o vereador de São Paulo Andrea Matarazzo (PSDB) por considerar que ele recebeu propina do grupo francês Alstom quando foi secretário estadual de Energia, em 1998.
A PF investigou negócios da Alstom com o governo de São Paulo entre 1995 e 2003, período em que o Estado foi governado por sucessivas administrações do PSDB.
O trabalho da polícia se baseou em informações obtidas pelo Ministério Público da Suíça. O inquérito foi concluído em agosto de 2012 e está desde então sob análise do Ministério Público Federal.
No relatório final do inquérito, o delegado Milton Fornazari Junior cita como evidência para indiciar Matarazzo uma troca de mensagens de 1997 em que executivos da Alstom discutiriam o pagamento de vantagens para o PSDB, a Secretaria de Energia e o Tribunal de Contas.
Embora seu nome não seja citado como destinatário de pagamentos, a PF concluiu que Matarazzo foi um dos beneficiados porque ele foi secretário por oito meses em 1998, quando um dos contratos da Alstom foi assinado.
(…)

Voltei
Notaram alguma coisa estranha, que, entendo, deveria, ela sim, ser objeto de reportagem? A tal troca de mensagens em que se ancora o indiciamento de Matarazzo é de… 1997! Ocorre que ele só se tornou secretário da Energia do estado — e por meros oito meses — no fim de janeiro de 1998.

É um troço espantoso. O caso que serviu para a PF indiciar Matarazzo diz respeito a um contrato de R$ 72 milhões para o fornecimento de equipamentos para uma empresa chamada EPTE. Por determinação legal — e não mais do que isso —, o secretário acumula o cargo de presidente do conselho das empresas de energia: além da EPTE, também a Cesp, Tietê, Cetep, Eletropaulo, Comgás, Emae, Bandeirantes e Paranapanema. MAS ATENÇÃO! O CONSELHO NÃO INTERFERE NEM TOMA DECISÕES SOBRE ADITIVOS DE CONTRATO.

Por que, afinal de contas, Matarazzo está sendo indiciado, num processo que, como informa a reportagem, nem chega a citar o seu nome? Resposta: porque era secretário de energia e presidia o conselho. Isso em direito tem um nome: chama-se “responsabilidade objetiva”, uma prática que vigora só em ditaduras, em regimes totalitários. A suposição é a seguinte: “Se estava lá, deve ser culpado”.

Isso é coisa muito distinta da “teoria do domínio do fato”. A rigor, é o oposto. No caso em questão, não havia como Matarazzo ter o chamado “domínio do fato”. O que que quer que se tenha feito independia de suas escolhas, de sua intervenção, de sua atuação. O escândalo do indiciamento fala por si mesmo: como uma mensagem de 1997 pode servir para incriminar alguém que só passou a ser secretário no ano seguinte? Ainda que a eventual irregularidade tivesse sido cometida em 1998, estaria fora de sua alçada.

Absurdo emblemático
Agora volto à questão da imprensa. Vejam lá um trecho da reportagem: “O trabalho da polícia se baseou em informações obtidas pelo Ministério Público da Suíça”. Muitos leitores pensarão: “Ah, se veio informação a Suíça, deve ser coisa séria…”. Não estou pedindo que a imprensa se comporte como juíza, não. Se o indiciamento existe, tem de ser noticiado. Mas é preciso que o jornalismo tome cuidado para não atuar como linchador de reputação em casos em que o escândalo está no próprio processo.

Como não lembrar o que fez a imprensa com Eduardo Jorge Caldas Pereira, que era secretário-geral da Presidência de FHC? Teve a sua reputação destroçada por um conluio — não cabe outra palavra — entre Ministério Público (Luiz Francisco à frente) e imprensa. Ocorre que Eduardo Jorge era inocente. Teve de recorrer à Justiça, acreditem!, para provar essa inocência.

“Ah, quando é tucano, logo vem com essa conversa…” Uma ova! Não contem comigo para depredar a reputação de uma pessoa inocente (tucana, petista, palmeirense ou corintiana) — evidência ditada pelo fatos — só para que os petralhas me considerem uma pessoa “isenta”. Matarazzo foi indicado pela Polícia Federal
a) em razão de uma decisão que não era de sua alçada;
b) com base em uma mensagem trocada antes ainda de ele ser secretário.

“Ah, mas a Folha informa Isso no ‘Outro Lado’”. É verdade! Ocorre que, em certas circunstâncias, o tal “outro lado” fica parecendo apenas o “jus sperniandi” de quem é flagrado num delito. De resto, o que vai acima não é um de outros lados possíveis; trata-se de matéria de fato.

Que fique claro! Ações dessa natureza não pertencem à tradição do estado democrático e de direito. Isso é coisa de estado policial.

Por Reinaldo Azevedo

18/04/2013

às 20:25

Justiça decreta prisão de 13 envolvidos na ‘máfia do asfalto’

Na VEJA.com:
A Justiça Federal decretou nesta quinta-feira a prisão preventiva de treze investigados pela Operação Fratelli, que apura um esquema de fraude em licitações no interior de São Paulo envolvendo empresários e agentes públicos.

Na última terça-feira, o Ministério Público Federal denunciou dezenove pessoas envolvidas na chamada “máfia do asfalto”, especializada em desvios nos contratos de pavimentação e recapeamento de asfalto em municípios do noroeste do estado de São Paulo. De acordo com as investigações, o valor desviado pode chegar a 1 bilhão de reais e envolve oitenta cidades paulistas. O grupo foi denunciado pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica e fraudes em licitações.

Segundo o Ministério Público, quatro das treze pessoas foram presas até a tarde desta quinta-feira – as demais são consideradas foragidas. Os investigados já haviam sido presos temporariamente na semana passada, mas foram soltos na última segunda por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo.

“As empresas do grupo econômico investigado fraudaram e superfaturaram inúmeras licitações. Houve lesão à livre concorrência, o que prejudica a ordem econômica”, afirma o procurador da República Thiago Lacerda Nobre. Segundo ele, o grupo “possui contatos influentes nas mais diversas esferas de poder, sendo certo que, uma vez em liberdade, causaria enorme transtorno para a instrução penal”. “Se mantidos em liberdade, eles podem fazer uso de seu poder e influência para intimidar eventuais testemunhas e destruir ou ocultar provas, tumultuando o andamento processual”, completou.

O esquema
De acordo com as investigações, o esquema de fraudes era centralizado pela empreiteira Demop, com sede em Votuporanga (SP), que possui mais de 30 empresas parceiras, muitas delas de fachada e todas pertencentes à família Scamatti. Essas empresas participavam de licitações públicas, mas esses certames eram fictícios já que as concorrentes eram do mesmo grupo empresarial. “Eram simulacros de licitações”, diz o procurador Thiago Lacerda Nobre.

As obras públicas receberam recursos dos Ministérios do Turismo e das Cidades por meio de emendas de deputados ao Orçamento da União. De acordo com as investigações, como as licitações eram direcionadas e as obras foram superfaturadas, o dinheiro público era rateado entre os integrantes do esquema.

Políticos
Relatório da Operação Fratelli mostra que o grupo acusado tinha tentáculos no meio político. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, os documentos transcrevem telefonemas de Gilberto da Silva, o Formiga, apontado como “lobista do PT” na região de São José do Rio Preto (SP). Ele cita emendas do deputado Arlindo Chinaglia (PT), líder do governo na Câmara dos Deputados.

Nos grampos telefônicos, Formiga foi flagrado contando a um aliado sobre suposto encontro com Chinaglia e Toninho do PT, ex-assessor do deputado petista e eleito vereador de Ilha Solteira (SP). No dia seguinte, Formiga diz que se reuniu com Toninho do PT. “Ele (Toninho) disse que dá para pôr um monte de recurso lá”, diz. O lobista afirma também que durante um final de semana “carregou o Arlindo para todo lugar na região”. Chinaglia negou ter vínculos com o lobista e afirmou que não conhece Oívio Scamatti, dono da empreiteira Demop e apontado pela PF como chefe da quadrilha.

Também são citados nas investigações os deputados petistas Cândido Vaccarezza e José Mentor. Ambos negam envolvimento no esquema. Nas eleições de 2010, Mentor recebeu doação de 550 000 reais da empresa Demop.

Por Reinaldo Azevedo

12/04/2013

às 15:43

Mensalão: Polícia Federal abre inquérito contra Lula

Por Gabriel Castro, na VEJA.com:
A Polícia Federal confirmou, nesta sexta-feira, ter aberto inquérito para investigar a atuação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma das operações financeiras do mensalão. Agora, Lula é oficialmente investigado por sua participação no esquema que movimentou milhões de reais para pagar despesas de campanha e comprar o apoio político de parlamentares durante o primeiro mandato do petista.

O presidente teria intermediado a obtenção de um repasse de 7 milhões de reais de uma fornecedora da Portugal Telecom para o PT, por meio de publicitários ligados ao partido. Os recursos teriam sido usados para quitar dívidas eleitorais dos petistas. De acordo com Marcos Valério, operador do mensalão, Lula intercedeu pessoalmente junto a Miguel Horta, presidente da companhia portuguesa, para pedir os recursos. As informações eram desconhecidas até o ano passado, quando Valério – já condenado – resolveu contar parte do que havia omitido até então.

A transação investigada pelo inquérito estaria ligada a uma viagem feita por Valério a Portugal em 2005. O episódio foi usado, no julgamento do mensalão, como uma prova da influência do publicitário em negociações financeiras envolvendo o PT.

O pedido de abertura de inquérito havia sido feito pela Procuradoria da República no Distrito Federal. As novas acusações surgiram em depoimentos de Marcos Valério, o operador do mensalão, à Procuradoria-Geral da República. Como Lula e os outros acusados pelo publicitário não têm foro privilegiado, o caso foi encaminhado à representação do Ministério Público Federal em Brasília. Ao todo, a PGR enviou seis procedimentos preliminares aos procuradores do Distrito Federal. Um deles resultou no inquérito aberto pela PF. Outro, por se tratar de caixa dois, foi enviado à Procuradoria Eleitoral. Os outros quatro ainda estão em análise e podem ser transformados em outros inquéritos.

Segredos
Com a certeza de que iria para a cadeia, Marcos Valério começou a contar os segredos do mensalão em meados de setembro, como revelou VEJA. Em troca de seu silêncio, Valério disse que recebeu garantias do PT de que sua punição seria amena. Já sabendo que isso não se confirmaria no Supremo – que o condenou a mais de 40 anos por formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro – e, afirmando temer por sua vida, ele declarou a interlocutores que Lula “comandava tudo” e era “o chefe” do esquema.

Pouco depois, o operador financeiro do mensalão enviou, por meio de seus advogados, um fax ao STF declarando que estava disposto a contar tudo o que sabe. No início de novembro, nova reportagem de VEJA mostrou que o empresário depôs à PGR na tentativa de obter um acordo de delação premiada – um instrumento pelo qual o envolvido em um crime presta informações sobre ele, em troca de benefícios.

Por Reinaldo Azevedo

26/11/2012

às 16:01

PF prende 33 e apreende documentos na casa de Marco Polo Del Nero, vice-presidente da CBF e presidente da FPF

Na VEJA.com:
Marco Polo del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) e vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), prestou depoimento à Polícia Federal na madrugada desta segunda-feira, em São Paulo. O dirigente teve documentos e computadores apreendidos em sua casa. Del Nero, o cartola mais poderoso do país na atualidade – é considerado nome certo para disputar a presidência da CBF na próxima eleição na entidade, às vésperas da Copa do Mundo de 2014 -, não revelou o motivo da operação de busca em sua residência. Ele disse apenas que o assunto não envolve sua atuação no futebol. Em nota divulgada pela FPF, o cartola diz que foi “surpreendido em uma operação da Polícia Federal” e afirma que os agentes estavam “em busca de documentos não relacionados à sua atividade na entidade e de seu escritório de advocacia”. O depoimento de Del Nero seria ligado à Operação Durkheim, lançada pela PF para desarticular duas organizações criminosas – uma que vendia informações sigilosas e outra voltada à prática de crimes contra o sistema financeiro nacional.

De acordo com a PF, 87 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo, Goiás, Distrito Federal, Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro. Trinta e três pessoas foram presas. A PF informa ainda que entre as vítimas de um dos grupos criminosos há “políticos, desembargadores, uma emissora de televisão e um banco”. Em seu escritório de advocacia, Del Nero tem como sócio o deputado petista Vicente Cândido, que foi relator da Lei Geral da Copa. O dirigente participaria nesta segunda-feira do seminário Soccerex, no Rio de Janeiro. Ao chegar para o evento, Marin evitou comentar o episódio envolvendo seu vice – que não apareceu no início do evento, mas chegou a dizer que viajaria ao Rio mesmo depois da operação da PF. ”Conhecido advogado criminalista, Marco Polo Del Nero prestou depoimento regulamentar na Polícia Federal sendo liberado em seguida. O teor do depoimento segue em sigilo de justiça”, afirma a nota da FPF.

Na semana passada, Del Nero e o presidente da CBF, José Maria Marin, anunciaram a demissão de Mano Menezes do comando da seleção brasileira. A decisão foi atribuída em grande parte a Del Nero, que indicou Marin à vice-presidência da CBF e, assim, possibilitou sua chegada à presidência da entidade (ele assumiu no lugar de Ricardo Teixeira por ser o vice de mais idade dentro da CBF). Em entrevista ao portal UOL, Marco Polo del Nero se disse “absolutamente tranquilo” e afirmou que a ação da PF “não atrapalha em nada neste momento” de transição no comando da seleção brasileira. “A polícia chegou em casa, pediu documentos, eu dei. Depois prestei depoimento por cerca de 20 minutos. Como advogado, a gente não se assusta com essas coisas.” Marco Polo del Nero é presidente da FPF desde 2003. Em 2007, ele assumiu um lugar no Comitê Executivo da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Neste ano, com a saída de Ricardo Teixeira do comando da CBF, passou a acumular mais um cargo, agora no Comitê Executivo da Fifa.

Ligado ao Palmeiras (seu pai foi jogador do clube) e advogado especialista em Direito Penal, Marco Polo del Nero tem 71 anos e é considerado o homem forte do futebol brasileiro desde a queda de Teixeira – tudo por causa da relação muito próxima com Marin, que assumiu tanto a presidência da CBF como a chefia do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014. Para muitos, Marin age de acordo com os desejos do amigo, por ter chegado ao comando das duas entidades em decorrência da intervenção de Del Nero. A operação da PF acontece em um momento delicado para Del Nero – e não só por causa da demissão de Mano. No sábado, São Paulo recebe o sorteio dos grupos da Copa das Confederações de 2013. Por causa disso, a cúpula da Fifa estará na cidade a partir da quarta-feira. Del Nero seria o anfitrião de diversos compromissos importantes, como a reunião do comitê organizador do torneio e a visita às obras do Itaquerão, que será o palco da abertura da Copa de 2014.

Por Reinaldo Azevedo

24/11/2012

às 6:15

Alvo da PF em escritório da Presidência em SP é faz-tudo de Lula e pessoa de confiança de José Dirceu, a quem serviu por 12 anos

Entre os locais visitados pela Polícia Federal na operação Porto Seguro está o escritório da Presidência da República em São Paulo, que fica no 17.ª andar do prédio do Banco do Brasil, na  avenida Paulista.  O alvo da apuração é Rosemary Nóvoa de Noronha, chefe de gabinete do escritório. A PF a acusa de corrupção ativa.

E quem é Rosemary? Eis o busílis. Trata-se de pessoa da mais absoluta e estrita confiança de… Luiz Inácio Lula da Silva. Poucos se lembram, mas a mulher integrou as comitivas do Apedeuta mundo afora e tinha, em seu governo, um razoável controle sobre nomeações para o segundo e terceiro escalões — incluindo as agências reguladoras. Uma delas, a de Águas, está sendo investigada agora.

E como é que Rose chegou a Lula? Tchan,tchan, tchan… Por intermédio de José Dirceu, de quem foi assessora por longos 12 anos. Rose conseguiu emplacar o próprio marido, José Cláudio de Noronha, na assessoria especial da Infraero, em São Paulo.

Quando estourou o escândalo dos cartões corporativos, descobriu-se que Rosemary era uma das funcionárias com direito a “gastos secretos”, como se, sei lá, operasse com questões que dissessem respeito à segurança nacional…

Chegou ao topo pelas mãos de Dirceu e lá foi mantida na cota pessoal de Lula.

Texto publicado originalmente às 20h45 desta sexta
Por Reinaldo Azevedo

23/11/2012

às 14:55

PF realiza buscas na Anac, Correios e Agência Nacional de Águas

No Globo:
A Polícia Federal (PF) realiza nesta sexta-feira operação Porto Seguro em São Paulo e em Brasília para desarticular uma organização criminosa que se infiltrou em órgãos federais para obter pareceres técnicos fraudulentos. Estão sendo cumpridos seis mandados de prisão (sendo que dois são contra servidores públicos) e 43 mandados de busca e apreensão nas cidades de Cruzeiro (SP), Santos (SP), São Paulo e Brasília. Buscas estão sendo realizadas na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Agência Nacional de Águas (ANA) e Correios.

A investigação começou em março de 2011, depois que um servidor do Tribunal de Contas da União procurou a PF para relatar que integrantes de um esquema ofereceram a ele R$ 300 mil, para que ele elaborasse um parecer técnico de modo a beneficiar uma empresa do setor portuário.

A Polícia Federal percebeu que não se tratava de um caso isolado e que um grupo de servidores e agentes privados cooptava funcionários públicos para que eles acelerassem a tramitação de procedimentos ou elaborassem pareceres técnicos fraudulentos.

A ANA divulgou nota em seu site, informando que a PF realizou operação em instalações da agência. Segundo o texto, a operação, iniciada às 6h30m e concluída às 10h45m restringiu-se ao interior do gabinete do diretor Paulo Rodrigues Vieira, para coleta de documentos. A agência informou ainda que, segundo mandado da PF, a operação não envolve a Agência Nacional de Águas ou qualquer outro servidor órgão.
(…)

 

Por Reinaldo Azevedo

08/08/2012

às 17:29

“Há limitações” para atender policiais em greve, diz ministro da Justiça

Por Tânia Monteiro, no Estadão Online:
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que o governo está dialogando com os policiais federais que estão em greve, mas argumentou que “há limitações”. Em entrevista no Centro Nacional de Gerenciamento de Risco e Desastres (Cenad), o ministro disse acreditar que os policiais grevistas “agirão com comedimento e garantirão os serviços básicos”. A categoria iniciou paralisação nacional nessa terça-feira, 7.

Cardozo lembrou que é preciso ter clareza sobre a situação que o governo enfrenta do ponto de vista orçamentário. “Há uma situação internacional que não pode ser desprezada. Temos de ter clareza desta situação econômica e internacional. O governo não pode ser irresponsável, até porque no final quem pagaria a conta seria a população”, disse o ministro.

Questionado se o reajuste solicitado pelos policiais seria concedido, o ministro respondeu: “A providência, neste momento, é o diálogo. Temos absoluta convicção de que os policiais federais têm lideranças que sabem respeitar o direito da população e não creio em qualquer iniciativa que possa ser colocada contra a população”.

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, também falou sobre a greve dos fiscais agropecuários. Para o ministro, há uma conversação em andamento com os sindicatos e “eles prometeram não prejudicar o serviço e assim estão fazendo”. Mendes Ribeiro salientou, no entanto, que o governo está atento para que não haja prejuízos.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

08/08/2012

às 17:02

Ponte: protesto da PRF e ônibus pegando fogo param trânsito em Niterói

No Globo:
O fechamento parcial da Ponte Rio-Niterói, devido a um protesto de agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), causa um grande congestionamento em Niterói na tarde desta quarta-feira, mesmo após a manifestação ter sido encerrada por volta das 15h. Para complicar a situação dos motoristas, um ônibus pegou fogo no sentido Rio. Por causa do incêndio, o sentido Rio ficou fechado por 30 minutos, com apenas uma pista liberada por mais 30. Duas faixas da via estão livres, mas o trânsito segue muito lento. A CCR Ponte, concessionária que administra a via, afirma que o engarrafamento não deve se desfazer até o começo do rush do fim da tarde, continuando ao longo da noite.

O ônibus da Viação Fagundes pegou fogo na altura do Vão Central por volta das 15h30m. Nenhum dos 30 passageiros do coletivo se feriu. O veículo ainda está no local. Segundo a CCR, engenheiros da concessionária avaliam se o incêndio causou danos à estrutura da ponte, e o coletivo só deve ser removido por volta das 17h30m, o que deve piorar ainda mais o trânsito

O congestionamento já se estende do sentido Rio da Ponte até grande parte de Niterói. Juntas, a Avenida do Contorno e a Niterói-Manilha tem 14 quilômetros de congestionamento na chegada à Ponte, e Alameda São Boaventura, assim como as ruas do Centro que dão acesso à Ponte estão paradas. A Avenida Roberto Silveira tem um congestionamento desde o túnel que liga Icaraí à São Francisco.

No sentido Niterói, o protesto causa um engarrafamento nos 13 quilômetros da via, que tem tempo de travessia de 1h50m, e já causa reflexos no Rio: o Viaduto do Gasômetro tem trânsito bastante lento para a Avenida Brasil.

Ação foi encerrada uma hora mais cedo
Blitzes da PRF fecharam duas pistas de cada sentido da ponte desde as 13h para realizar o que a categoria está chamando de “mobilização sindical” em defesa de melhores condições de trabalho. A ação foi encerrada uma hora mais cedo do que o previsto devido, segundo os agentes, para evitar mais transtornos no trânsito. A decisão ocorreu pouco depois de um idoso ser atendido por ter passado no engarrafamento próximo ao posto da PRF no Rio.

De acordo com o presidente do sindicato da categoria, Marcelo Novaes, os policiais agora farão uma reunião para decidir se vão participar de um protesto da Polícia Federal às 16h no Galeão. Segundo Novaes, a fiscalização cumpriu o seu objetivo, uma pessoa foi presa foi presa e várias notificações foram feitas, mostrando a importância e necessidade do aumento de efetivo da categoria.

Um mototaxista, identificado como Cristiano Vinicius Cruz Melo, de 31 anos, foi preso durante a ação. Segundo a polícia, havia um mandado de prisão contra ele. Cristiano disse que foi preso há anos por furto, mas que não chegou a ser julgado e foi liberado pela Justiça. A PRF explicou que, como existe um mandado de prisão em aberto, o homem, que sai algemado do local, será encaminhado à Polinter para que sua situação penal seja esclarecida.

De acordo com Novaes, seria necessário dobrar o efetivo atual para oferecer um serviço de qualidade para sociedade. “Queremos demonstrar com a ação de hoje a necessidade de ter um efetivo mais presente nas estradas. O ideal seria que tivéssemos 1,2 mil policiais em nossos quadros enquanto temos apenas 600 e, desses, temos uns 400 trabalhando diariamente”, detalhou Novaes. Representantes da categoria devem se reunir em assembleia no próximo dia 13 para deliberar sobre a decretação ou não de uma greve nacional a partir do dia 20 de agosto.
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Por Reinaldo Azevedo

07/08/2012

às 17:37

Policiais federais de todos os estados aderem à greve

Por Gheisa Lessa, no Estadão Online:
Em greve nacional a partir desta terça-feira, 7, os policiais federais dos 26 estados do País e do Distrito Federal pedem por reestruturação da carreira e reajuste do piso salarial da categoria.

O País conta com aproximadamente 9 mil agentes federais, entre policiais, escrivães e papiloscopistas. A categoria deve suspender o trabalho de 70% de todo o efetivo, o que pode causar a adesão de 5 e 6 mil trabalhadores. O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Marcos Wink explica que as reivindicações vão além de reajuste salarial. Para ele, desde 1996 – quando a categoria passou a exercer cargos de nível superior – a legislação que trata das atribuições dos policiais federais de todo o País não sofreu correções em relação ao desempenho do cargo de nível médio. “É preciso que o papel reconheça aquilo que é feito no dia a dia e que não está lá”, diz.

Na pauta de protesto há o pedido da reestruturação da carreira. Wink afirma que um policial federal com 15 anos de carreira já alcança o topo da função e não há motivações para a permanência na academia. “Não houve até hoje reajuste legal nas nossas atribuições”, argumenta o presidente da federação.
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Por Reinaldo Azevedo

01/08/2012

às 19:06

Agora são os policiais federais que votam em favor da greve

No Globo Online:
O Conselho de Representantes da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) aprovou na manhã desta quarta-feira greve geral da categoria. Segundo a entidade, os estados irão definir as ações que serão realizadas a partir da próxima terça-feira. Os policiais devem realizar operação padrão nas fronteiras, aeroportos e portos, divulgou a Fenapev. Na última quarta-feira, em campanha por melhores salários, agentes da Polícia Federal fizeram um protesto em frente ao edifício-sede da PF.

Entre as reivindicações dos policiais que levaram à aprovação da greve estão a saída do atual diretor geral da PF, Leandro Daiello, e a reestruturação salarial e da carreira.

“Depois de negociarem por quase três anos com o ministério do Planejamento, os policiais aguardavam uma proposta oficial do governo até 31 de julho. O governo, no entanto, não encaminhou nenhuma proposta ao Conselho de Representantes e tão pouco agendou uma nova reunião”, alegam os representantes do movimento, em nota. O governo tem até o dia 31 de agosto para encaminhar emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias 2013, para que a o reajuste salarial dos policiais aconteça no ano que vem.
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Por Reinaldo Azevedo

19/07/2012

às 5:27

Colegas de policial morto dizem que ele poderia estar devendo a agiotas

Na Folha:
A investigação sobre a morte do agente da Polícia Federal Wilton Tapajós Macedo, assassinado anteontem em Brasília, foca agora em duas hipóteses: morte por encomenda ou acerto de contas. Colegas de trabalho de Tapajós, que atuou na investigação contra o empresário Carlinhos Cachoeira, relataram aos investigadores do caso que o agente poderia estar devendo dinheiro a agiotas. A própria PF abriu inquérito para apurar o assassinato. Os investigadores têm o retrato falado de um suspeito, feito a partir de informações de um coveiro do Cemitério Campo da Esperança, onde ele foi morto com dois tiros na cabeça. Imagens de câmeras de segurança do cemitério vão ajudar os investigadores. Segundo relatos, dois homens cometeram o crime.

A Polícia Civil do Distrito Federal também investiga o caso. A hipótese de latrocínio perdeu força, segundo a investigação. Ela surgiu porque o carro que Patajós usava foi levado pelos bandidos. O agente participou da Operação Monte Carlo, que prendeu Cachoeira e investigou dezenas de policiais militares, civis e federais. A operação já tem um histórico de ameaças a investigadores e a um juiz que tocava o caso.
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Por Reinaldo Azevedo

17/07/2012

às 22:04

O assassinato do agente da Polícia Federal um pouco além do óbvio

Um agente da Polícia Federal foi assassinado no cemitério quando visitava o túmulo dos pais. Ele havia trabalhado na Operação Monte Carlo. Não sou especialista em AIDS, não sou especialista em investigação policial, não sou especialista em nada — os meus críticos têm razão. Sou apenas fã da lógica e costumo dar importância ao óbvio para tentar ultrapassá-lo. Leiam o que informa o Portal G1. Volto em seguida.

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Um agente da Polícia Federal foi assassinado com dois tiros na cabeça na tarde desta terça-feira (17) no cemitério Campo da Esperança, em Brasília. O agente Wilton Tapajós Macedo visitava o túmulo dos pais, por volta das 15h, quando um homem se aproximou e disparou. Macedo trabalhava no núcleo de inteligência da PF que investigou a operação Monte Carlo, que resultou na prisão do bicheiro Carlinhos Cachoeira. O chefe da operação, delegado Matheus Rodrigues, disse que Macedo participou das investigações desde o início, em 2009.

Em nota, a empresa Campo da Esperança informou que não pode restringir o acesso ao cemitério e que os visitantes não são revistados. A empresa informou ainda que quatro equipes com quatro seguranças armados trabalham, em escala, 24 horas no local. Também por meio de nota, a Polícia Civil disse que a 1ª Delegacia de Polícia está apurando o caso. Um jardineiro que trabalha no local viu o crime e informou à direção. A polícia investiga se o homem que cometeu o crime agiu sozinho.

De acordo com a PF, Macedo estava armado, mas não chegou a reagir. Ele morreu no local. O assassino levou o carro que estava com o policial, um Gol branco que era do filho de Macedo. A arma que o policial portava – uma Glock 9 milímetros – não foi roubada. O presidente do Sindicato dos Policiais Federais do DF, Jones Borges Leal, não descartou que o crime pode ter sido queima de arquivo.

Macedo estava na PF desde 1987. Leal disse que além do núcleo de inteligência da PF, o agente assassinado já tinha passado pelos serviços de proteção a testemunhas e de repressão a entorpecentes. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou nota de pesar pela morte de Macedo e se solidarizando com a família do agente.

Comento
É evidente que a tentação de ligar a morte do agente à operação é grande. Pode ser? Claro que pode ser. Tudo pode ser. Mas essa é uma operação gigantesca. O jogo está jogado. O que tinha de ser colhido já foi. Os vazamentos ainda estão em curso e não dependem mais da ação desses funcionários da PF. Mais: trata-se de uma ação grande, envolvendo vários profissionais. A suposição de que um deles concentrasse informação suficiente a ponto de fazer dele uma peça a ser eliminada é remota. Ele já havia atuado no combate ao narcotráfico e à pedofilia.

Por que o policial escolheria justamente o túmulo dos pais para marcar um encontro profissional, ligado a alguma investigação, dadas as muitas larguezas de Brasília? A polícia diz trabalhar com a hipótese de latrocínio, já que seu carro foi levado. Ladrões dando plantão em cemitério em plena terça-feira? Pode ser? Tudo pode ser, mas…

A Polícia Federal certamente vai trabalhar com todas as hipóteses. Que não descarte, então, uma delas: um crime que nada tem a ver com a atuação profissional de Macedo, praticado por quem sabia da atuação do policial da operação Monte Carlo e enxergou uma janela de oportunidades. É uma hipótese, como as outras.

Por Reinaldo Azevedo

24/05/2012

às 15:37

Delegado da PF que investigou o mensalão em mensagem a este blog: “Reinaldo, a PF é um órgão do Estado, não do governo; pode confiar”

Escrevi um post ontem em que afirmo que, na média, no Brasil, os grampos substituem a investigação e que alguns larápios acabam se dando bem na Justiça em razão da falta de provas consistentes, embora os saibamos… larápios. Luiz Flávio Zampronha, delegado da Polícia Federal, contesta essa minha afirmação em comentário enviado ao blog, que reproduzo abaixo, na íntegra. Zampronha foi o delegado que investigou o mensalão. Ele encerra sua mensagem afirmando: “Reinaldo, a Polícia Federal busca fazer seu trabalho da melhor forma possível. Não se trata de órgão de governo, mas de Estado, pode confiar”.

Agradeço a colaboração do delegado — que, de fato, sempre me pareceu empenhado em fazer corretamente o seu trabalho — e fico satisfeito por tê-lo entre os leitores. Segue a íntegra de seu comentário.

Como vocês sabem, a divergência, neste blog, desde que civilizada, como é o caso, é não só aceitável como bem-vinda. É parte deste trabalho.
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Reinaldo,
Várias provas foram produzidas durante as investigações realizadas pela PF no âmbito da Operação Monte Carlos, além das interceptações telefônicas realizadas com ordem judicial e supervisionadas pelo Ministério Público Federal.

Dentre elas, podem-se citar diversas filmagens (vídeos) de fatos mencionados nos áudios, tais como encontros, reuniões, salas de jogos em funcionamento etc. Entretanto, destaca-se no conjunto probatório o rastreamento do dinheiro movimentado pelos investigados, tendo por base o afastamento do sigilo bancário concedido pela Justiça (prova material), quando foi possível verificar a movimentação de recursos em contas de empresas de fachada (fictícias) sem qualquer relação com operações comerciais normais.

Do mesmo modo, nas diversas buscas e apreensões realizadas, foi recolhida documentação probatória dos fatos em investigação.

A interceptação telefônica é uma técnica de investigação mundialmente consagrada, sendo, na verdade, indispensável quando a polícia se depara com crimes que ocorrem em lugares fechados, tais como gabinetes de empresas, e nos quais os mentores dificilmente se envolvem pessoalmente na execução dos atos, mas apenas repassando ordens e comandos para seus subordinados.

Reinaldo, a Polícia Federal busca fazer seu trabalho da melhor forma possível, não se trata de órgão de Governo, mas de Estado, pode confiar.
Luiz Flávio Zampronha

Por Reinaldo Azevedo

16/05/2012

às 6:45

Polícia flagrou 416 telefonemas entre senador e Cachoeira

Por Gabriela Guerreiro, na Folha:
Em depoimentos sigilosos ao Conselho de Ética do Senado, os delegados da Polícia Federal que lideraram as investigações sobre o empresário Carlos Cachoeira deram novos indícios da proximidade entre o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) e o empresário. Segundo um integrante do conselho, os delegados Raul Alexandre Souza e Matheus Mela Rodrigues informaram que a polícia flagrou 416 conversas diretas entre Demóstenes e Cachoeira — 60 na Operação Vegas, que terminou em 2009, e outras 356 na Monte Carlo.

Há outros 292 diálogos interceptados pela PF em que integrantes do grupo de Cachoeira citam Demóstenes. Em uma delas, o tesoureiro da suposta organização criminosa comandada por Cachoeira, Gleyb Ferreira da Cruz, diz estar na porta da residência de Demóstenes esperando para entregar R$ 20 mil ao parlamentar. Em outro diálogo, Cachoeira fala sobre a entrega de R$ 1 milhão ao “professor”, que seria Demóstenes.
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Por Reinaldo Azevedo

26/03/2012

às 20:35

O caso Demóstenes, o Jornalismo da Esgotosfera Governista e o que tem de ser dito. Ou: Quando a PF usará com petistas o método que usa com oposicionistas?

Por Gabriel Castro, na VEJA Online. Volto em seguida.
A blindagem dos senadores ao colega Demóstenes Torres (DEM-GO) parece ter chegado ao fim. Respeitado pelos colegas, o democrata vinha até agora dispondo do benefício da dúvida, apesar das notícias sobre seu envolvimento com Carlinhos Cachoeira, chefe de uma quadrilha que controlava o jogo ilegal em Goiás. Agora, com novas notícias mostrando que a intimidade ia muito além de uma amizade inofensiva, os parlamentares cobram explicações.

“O caso é grave e esta Casa não terá moral para intimar qualquer cidadão para depor em suas comissões se não ouvirmos os esclarecimentos do senador Demóstenes. E eu disse isso a ele”, afirmou Pedro Taques (PDT-MT) nesta segunda-feira. “Que ele possa o quanto antes, quem sabe amanhã ou depois, voltar à tribuna e se posicionar sobre os novos fatos”, afirmou Jorge Viana (PT-AC), que havia, junto com cerca de quarenta colegas, elogiado Demóstenes quando o democrata subiu à tribuna para rebater as primeiras acusações. À época, sabia-se apenas que o senador goiano havia recebido eletrodomésticos de Cachoeira, como um presente de casamento.

Embora ninguém (ainda) fale abertamente em levar Demóstenes ao Conselho de Ética, Pedro Taques disse que vai agir para ver o caso esclarecido: “Vou tomar as minhas providências”, afirmou. “Não podemos proteger os amigos e prejudicar os inimigos”. Desde que o caso veio à tona, o senador goiano tem evitado dar entrevistas.

Voltei
Vale para Demóstenes o que vale para qualquer político, de qualquer partido: que pague por aquilo que fez. As coisas que têm vindo a público, tudo indica, não são nada abonadoras, o que absolutamente não muda a sua atuação pregressa no Senado
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O entusiasmo com que o Jornalismo da Esgotosfera Governista (JEG) e aqueles seres das sombras tratam do assunto é de vomitar. A linha de intervenção é mais ou menos esta: “Está vendo? Justo ele! Tão moralista! Olhem aí… ” Eu diria que, no extremo do mau-caratismo, chegam a estar menos satisfeitos com o fato de um político da oposição ter caído em desgraça do que com a suposta comprovação de que decência, então, não existe mesmo.

De novo e quantas vezes for necessário dizê-lo: que Demóstenes pague por tudo o que fez, mas que se instaure logo o devido processo legal! Ou, em nome da moral, o Brasil começará a funcionar como um estado policial.

Vagabundos do JEG tentam ligar este ou aquele jornalistas a Demóstenes, inclusive este escriba. Como raramente voltei a Brasília depois que de lá saí, em 1996, nunca estive com o senador pessoalmente. Mas falei, sim, com ele ao telefone umas dez vezes em seis anos. Eu e a torcida do Corinthians! Ainda que fossem 200!!! E daí? Suponho que a Polícia Federal tenha tudo gravado, não é? Que bom! Só converso com políticos o que pode ser conversado em praça pública ou num convento.

QUER DIZER QUE AGORA VAGABUNDO QUE PÕE A FUÇA AO LADO DE ZÉ DIRCEU VAI TENTAR TORRAR A MINHA PACIÊNCIA PORQUE ELOGIEI, ALGUMAS VEZES, A ATUAÇÃO DE DEMÓSTENES? Elogiei e não me arrependo! Sempre o fiz por motivos que considerei bons.  Por aqueles mesmos motivos, eu o faria de novo! Divergi frontalmente num caso notório, por exemplo: ele foi relator no Senado da Lei da Ficha Limpa, aquele coquetel de inconstitucionalidades (o Supremo, por maioria, não pensa assim, mas eu penso). Se, além da amizade com Carlinhos Cachoeira, havia também negócios, que arque com as consequências. Assim é na democracia.

Estado paralelo
O jornalismo faz bem em noticiar o que sabe e o que vem a público a respeito. Aliás, foi a VEJA o primeiro veículo impresso a fazê-lo. Se a informação já rompeu o cerco a que deveria estar restrita antes das devidas medidas legais, que o leitor fique sabendo — ou ela se prestará à chantagem. Mas o jornalismo falha brutalmente num aspecto, que tem de ser indagado: quer dizer que um senador da República estava sendo investigado havia três anos, sem a devida autorização legal para isso? É justo indagar quantos são os outros políticos submetidos ao mesmo procedimento, não? Todas informações que circulam por aí sobre o senador decorrem de vazamentos promovidos ou pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público. Não são as instâncias oficias de investigação e apuração que estão funcionando, mas o estado paralelo.

Estados democráticos investigam quem tem de ser investigado, com as devidas autorizações legais, e não são seletivos na escolha dos alvos. É curioso que nunca exista um peixão do PT na rede da Polícia Federal. Talvez os “companheiros” de José Dirceu tenham uma moral muito mais elevada do que os oposicionistas, né? Atenção: não estou pedindo que Demóstenes não seja investigado, já que ninguém investiga petistas. Ao contrário: estou cobrando que também se investiguem petistas.

É claro que o tsunami que colhe o senador é ruim para a oposição. Não por acaso, a esgotosfera — que se dedica à defesa de patriotas como José Dirceu, Delúbio Soares e companhia — está vibrando. Não só, reitero, porque um oposicionista está na berlinda, mas porque eles próprios se sentem absolvidos por todos os crimes que praticam ou por todos os crimes que justificam.

Atenção!
Não! Não há conspiração que consiga criar diálogos entre Demóstenes e Cachoeira. O que quer que esteja lá nas conversas está nas conversas. Ponto final! Aliás, que todas elas venham a público. Vamos acabar com essa novela! Ambos devem responder por seu conteúdo. Havendo indícios de crime, que tudo seja investigado. Caracterizada a falta de decoro ou coisa pior, que Demóstenes seja cassado! Mas que se adote, reitero, esse procedimento, então, com os, vá lá, “suspeitos” de todas as legendas.

Por enquanto, o que se tem é uma óbvia operação, mais uma, para, por intermédio de um oposicionista, desmoralizar a oposição e inferir que não ser crítico do governo Dilma senão estando ligado a interesses escusos. Ocorre, isto também é fato, que a atuação de Demóstenes, a conhecida ao menos, nada tinha a ver com o ramo de atividade do senhor Carlinhos Cachoeira.

Ora, era só o que faltava! Agora vem uma súcia de notórios ladrões de dinheiro público, mamadores safados das tetas de estatais, de racistas descarados, de pilantras envolvidos até com espionagem apontar o dedo: “Olhe, Fulano falou bem de Demóstenes não sei quando”! E daí? Que Demóstenes seja punido pelo que fez e que a Polícia Federal do Brasil use com políticos de todos os partidos os métodos empregados com os de oposição. Ou será uma Polícia Federal do PT, a sua KGB, a sua Stasi, a sua Dina.

Por Reinaldo Azevedo

23/03/2012

às 5:55

PF: Demóstenes pediu dinheiro a Carlinhos Cachoeira

No Globo:
Gravações da Polícia Federal revelam que o senador Demóstenes Torres (GO), líder do DEM no Senado, pediu dinheiro e vazou informações de reuniões oficiais a Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar a exploração ilegal de jogos em Goiás. Relatório com as gravações e outros graves indícios foi enviado à Procuradoria Geral da República em 2009, mas o chefe da instituição, Roberto Gurgel, não tomou qualquer providência para esclarecer o caso. O documento aponta ainda ligações comprometedoras entre os deputados Carlos Leréia (PSDB-GO) e João Sandes Júnior (PP-GO) com Cachoeira.

 

O relatório, produzido três anos antes da deflagração da Operação Monte Carlo, escancara os vínculos entre Demóstenes e Cachoeira. Numa das gravações, feitas com autorização judicial, Demóstenes pede para Cachoeira “pagar uma despesa dele com táxi-aéreo no valor de R$ 3 mil”. Em outro trecho do relatório, elaborado com base nas gravações, os investigadores informam que o senador fez “confidências” a Cachoeira sobre reuniões reservadas que teve no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Parlamentar influente, Demóstenes costuma participar de importantes discussões, sobretudo aquelas relacionadas a assuntos de segurança pública.

O relatório revela ainda que desde 2009 Demóstenes usava um rádio Nextel (tipo de telefone) “habilitado nos Estados Unidos” para manter conversas secretas com Cachoeira. Segundo a polícia, os contatos entre os dois eram “frequentes”. A informação reapareceu nas investigações da Monte Carlo. Para autoridades que acompanham o caso de perto, esse é mais um indicativo de que as relações do senador com Cachoeira foram mantidas, mesmo depois da primeira investigação criminal sobre o assunto. O documento expõe também a proximidade entre Cachoeira e os deputados Leréia e Sandes Júnior.

Leréia também usava um Nextel para conversas secretas com Cachoeira. A polícia produziu o relatório com base em inquérito aberto em Anápolis para investigar a exploração de bingos e caça-níqueis na cidade e arredores. Como não pode investigar parlamentares sem autorização prévia do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF enviou o material à Procuradoria Geral em 15 de setembro de 2009. O relatório foi recebido pela subprocuradora-geral Cláudia Sampaio Marques. Caberia ao procurador-geral, Roberto Gurgel, decidir se pediria ou não ao STF abertura de inquérito contra os parlamentares. Mas, desde então, nenhuma providência foi tomada.

No segundo semestre de 2010, a PF abriu inquérito para apurar exploração ilegal de jogos em Luziânia e se deparou com as mesmas irregularidades da investigação concluída há três anos. Procurado pelo GLOBO, Gurgel disse, por meio da assessoria de imprensa, que estava aguardando o resultado da Operação Monte Carlo para decidir o que fazer em relação aos parlamentares. O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, confirmou o uso do Nextel por Demóstenes.

Segundo ele, o senador usou o telefone, mas não se lembra desde quando. O advogado não fez comentários sobre o suposto pedido de pagamento de despesas e o vazamento de informações oficiais.

Por Reinaldo Azevedo

07/12/2011

às 6:57

PSDB foi grampeado por PF no Acre

Por Andréa Jubé Vianna, no Estadão:
A Polícia Federal grampeou o comitê eleitoral do PSDB no Acre na campanha eleitoral de 2010. As escutas telefônicas às quais o Estado teve acesso revelam detalhes da campanha do candidato tucano ao governo, Tião Bocalon, como definição de agendas e requisição de material de propaganda. Até conversas com a coordenação nacional de José Serra à Presidência foram interceptadas.

A PF confirmou ontem que, de fato, um telefone do diretório do PSDB no Acre foi grampeado porque, segundo o órgão, estava em nome da deputada Antônia Lúcia (PSC-AC), alvo de inquérito por uso de caixa 2 e fraude eleitoral. Segundo a PF, muitas ligações para o comitê ou originárias desse número caíram na interceptação. Na versão da PF a escuta foi, portanto, indireta. A deputada nega que tenha cedido o telefone ao comitê. Antônia Lúcia (PSC-AC), hoje deputada federal, foi coligada aos tucanos e adversária do candidato Tião Viana (PT), governador eleito do Acre.
(…)

Reação
“É uma denúncia muito grave. Vamos reagir com certeza a qualquer grampo, a qualquer pretexto, no Acre ou em qualquer lugar. A Polícia Federal terá que esclarecer o seu papel nesse episódio”, disse o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE). O dirigente tucano afirmou que vai pedir esclarecimentos ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Por meio das interceptações, era possível monitorar a agenda de Tião Bocalon e acompanhar cada movimento do candidato.
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Por Reinaldo Azevedo

 

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