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Paulo Teixeira

20/04/2013

às 7:08

Relatório preliminar de órgão do Ministério da Justiça diz que Dilma aceita debater a descriminação das drogas. É mesmo? Ela avisou isso aos eleitores em 2010? Vai avisar em 2014?

Um relatório preliminar do Conad (Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas), órgão do Ministério da Justiça, diz que a presidente Dilma Rousseff está disposta até mesmo a debater a eventual descriminação das drogas. Está? Ulalá! Deveria ter avisado isso aos eleitores em 2010. Deixará isso claro em 2014? Sabem o mais dramático, leitores? É que as oposições não só querem passar longe desse debate como flertam com a proposta abertamente. Infelizmente, esse é um dos debates em que um grande homem, como Fernando Henrique Cardoso, entra de forma errada. Se Dilma resolver enveredar por aí, quem lhe dará combate? Parte do PSDB acha que endurecer a lei de combate às drogas é coisa de… reacionários. E muitos tucanos, como sabem, são progressistas até debaixo do chicote de outros progressistas… Que coisa!

Não há lobby mais organizado no Brasil do que os dos maconheiros e seus defensores, aos quais costumam se associar os preguiçosos (e não há nada a estranhar nesse caso) e os vigaristas. Há dias o deputado e médico Osmar Terra (PMDB-RS), um homem, até onde sei, decente, vem sendo fustigado por pilantras e mentirosos por conta da PL 7663/10, de sua autoria, que muda a Lei Antidrogas no Brasil. Há, sim, no texto, uma emenda, que não é de sua autoria, que tem de ser suprimida. Trata da criação de uma espécie de cadastro de usuários. Não é uma boa ideia. Abordarei o assunto neste domingo, num post específico. Mas, no geral, seu texto é correto, necessário, urgente — desde que você, leitor, considere que:
– o tráfico de drogas tem de ser punido com mais severidade;
– o dependente de drogas precisa ser tratado com mais responsabilidade;
– o consumo de drogas deve continuar a ser crime (sem pena de prisão);
– o dependente que já não  pode responder por suas próprias escolhas receba tratamento compulsório.

Mas não vou me ater agora a seu projeto, de que pretendo tratar no detalhe. Quero dar destaque a outra coisa. Enquanto Terra vem sendo massacrado pelo lobby dos maconheiros e dos pilantras, outro debate prospera. Sabem onde? No Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas. Sabem o que andam debatendo por lá? A descriminação do consumo. Sabem a quem é vinculado a estrovenga? A José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça.

Reproduzo, em vermelho, texto publicado no Globo e comento em azul.
*
O Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad), vinculado ao Ministério da Justiça, discute a possibilidade de descriminalização do uso de drogas no Brasil, em especial a liberação da maconha com finalidade médica, como no caso de tratamento de dependentes do crack. Um grupo de trabalho foi constituído no ano passado e busca um consenso sobre a melhor alternativa para a legislação referente ao assunto.
A política de redução de danos é uma das mentiras mais escandalosamente influentes dos nossos dias. O uso de uma droga para combater outra tem utilidade terapêutica em casos muitos específicos, sob severa vigilância médica. Franquear a maconha para o dependente de crack, de modo massificado, terá apenas uma consequência: tornar ainda mais corriqueiro o uso da maconha, sem que mude a realidade do crack. Até porque são drogas que apresentam efeitos distintos, que mexem com substâncias diferentes do cérebro. Nem o perfil social do usuário costuma ser o mesmo. Isso é coisa de vigaristas, se é que não se trata mesmo de ação criminosa do ponto de vista intelectual, médico e moral. Alguns de seus promotores, por que não dizer?, incidem mesmo é no Código Penal!

Representantes do Ministério das Relações Exteriores que participaram das discussões sugeriram a criação de uma agência reguladora específica para acompanhar um eventual uso medicinal da maconha no país. Eles disseram ainda que o uso é contemplado em tratados e convenções internacionais. A coordenação do grupo de trabalho coube a Vladimir Stempliuk, que deixou nesta semana o cargo de diretor de Projetos Estratégicos e Assuntos Internacionais da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad). A titular da secretaria, Paulina Duarte, e a número dois do órgão, Cátia Chagas, também foram exoneradas. Os três eram conselheiros do Conad e ainda não foram substituídos.
Vocês vão reparar como, no curso do texto, o “uso medicinal” evolui depressa para a descriminação mesmo. Essa conversa é mero disfarce e pretexto para uma outra agenda.

Além da descriminalização, o grupo de trabalho do Conad discute outros três cenários: legalização, manutenção da política atual e eventuais “retrocessos” na legislação. O Conad está praticamente parado em razão da debandada na Senad. Procurado pelo GLOBO, o Ministério da Justiça disse que só se pronuncia sobre o assunto segunda-feira, em função da transição na secretaria.
Viram só? O que o “uso medicinal” tem a ver com a legalização, a descriminação ou os retrocessos na legislação? Se é “medicinal”, deveria estar sendo debatido por médicos, bioquímicos, cientistas, especialistas em fármacos. Mas não! Os prosélitos é que tomam conta do cenário.

Num documento preliminar produzido no final do ano passado, os técnicos envolvidos detalham a realidade de Portugal, que descriminalizou o uso, mas manteve a proibição legal da venda de drogas. As atas das reuniões realizadas no Ministério da Justiça, obtidas pelo GLOBO, mostram que a situação de Portugal é a mais citada nos encontros. Também são apontados projetos em cidades dos Estados Unidos e do Canadá onde a maconha é utilizada como um substituto do crack, considerada uma droga mais pesada.
Técnicos? Quais técnicos? Técnicos em quê? A evidência de que a conversa sobre uso medicinal é mero diversionismo é o fato de se meter Portugal nessa conversa. O país descriminou o uso de drogas, mas não o tráfico. E se passou a espalhar a mentira. Já desmoralizei essa patacoada. Com a descriminação, houve um aumento de 53,8 % no número de pessoas que experimentaram drogas ao menos uma vez: de 7,8% para 12%. O tráfico aumentou, cresceu a taxa de homicídios, e o número de mortes relacionadas a drogas aumentou 40%.

O Conad é o órgão superior que acompanha e atualiza a política nacional sobre drogas. O colegiado tem representantes do governo e da sociedade civil. Por meio de resoluções, estabelece regras relacionadas ao setor. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, preside o conselho.
Que perigo!

A constituição do grupo de trabalho ocorreu em maio de 2012, um mês depois da participação da presidente Dilma Rousseff na Cúpula das Américas em Cartagena das Índias, na Colômbia. “A presidente manifestou a posição de que o governo brasileiro está aberto a debater ‘possíveis cenários’, que incluam também eventual descriminalização”, cita o relatório preliminar.
É mesmo? Então Dilma Rousseff estaria disposta a debater até a eventual descriminalização das drogas? Deveria ter avisado isso aos eleitores em 2010. Os que as mães achariam a respeito? Vamos começar a cobrar dela a sua opinião desde já. Ela costuma fazer evoluções esquisitas em temas assim. Vejam o caso do aborto: era favorável à legalização quando tinha cara de furiosa, cabelo de capacete e óculos de formiga atômica. Depois passou a ser contra a legalização ao virar candidata, tirar os óculos, cortar o cabelo e mudar o guarda-roupa. Mas nomeou para o Ministério das Mulheres uma abortista e aborteira confessa. Assim, nunca se sabe. No começo do governo, demitiu Pedro Abramovay, o “Menino Maluquinho” que era contra prender “pequenos traficantes”. Agora diz o relatório que ela topa debater a descriminação…

A proposta do debate partiu do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. A Comissão Interamericana para o Controle do Abuso de Drogas (Cicad), da Organização dos Estados Americanos (OEA), vai produzir estudo sobre novos cenários para a política de drogas nas Américas.
É… Santos, presidente de um país produtor de cocaína, pode ter mesmo uma visão muito particular do assunto, não é?

No Congresso, um projeto de lei com a proposta de descriminalização do uso das drogas deverá provocar intenso debate. O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) diz que vai apresentar projeto nesse sentido. Pela proposta, ficaria permitido o porte de uma quantidade equivalente ao uso pessoal por dez dias. Paulo Teixeira é crítico do projeto de lei nº 7.663/2010, que prevê internações involuntárias de dependentes de drogas e eleva a pena mínima a traficantes de drogas.
“A ideia do projeto é distinguir usuário de traficante. A questão sairia da legislação penal e viraria infração administrativa, como multa de trânsito. A venda continua a se configurar tráfico, e o usuário passa a ser um destinatário de políticas de saúde”, diz o deputado.
Ah, entendi! Teixeira é um notório prosélito da causa. Veja bem, leitor: faz sentido o sujeito sair portando por aí a “quantidade equivalente para dez dias”? Vai levar a droga para passear? E quanto seria? Qual é o consumo de maconha normal para um dia,  de modo que se possa estabelecer o de dez? E o de cocaína? E o de heroína? E o de crack?

Teixeira, este gênio da raça, é um dos queridinhos de certos setores da imprensa. Afinal, ele quer descriminar as drogas. Já o deputado Osmar Terra, coitado!, que quer endurecer o jogo com os traficantes, é tratado como pária por certo jornalismo. Então ficamos assim: o consumo deixa de ser crime, e as pessoas podem portar uma quantidade suficiente para 10 dias, mas o tráfico continuaria proibido. Trata-se de uma equação econômica única de estímulo à demanda e repressão da oferta. Digam-me: por que o traficantes não se aproveitariam para usar a “quantidade permitida” na distribuição de seus produtos?

Talvez faça sentido. O Brasil já oferece a seus estudantes uma das piores escolas do mundo. Nossos alunos já amargam os piores lugares em exames de matemática e língua pátria. Que, ao menos, fumem maconha, numa boa!

Já escrevi uma vez e reitero: projetos dessa natureza — e o texto com a reforma do Código Penal traz a mesma proposta — buscam transformar os nossos congressistas em lobistas do narcotráfico. Vamos ficar atentos e ver quais deputados e senadores se alinham com Teixeira e quais ficam com Terra. Os traficantes certamente já fizeram a sua escolha. Afinal, se a demanda estiver plenamente liberada, e a oferta continuar reprimida, o fator de ajuste será o preço. Fernandinho Beira-Mar não conseguiria fazer melhor em favor de seu ramo de negócio.

Por Reinaldo Azevedo

04/06/2012

às 16:12

PT terá presidência e relatoria da CPI por uma semana

Por uma semana, a CPI do Cachoeira terá presidente (deputado Paulo Teixeira-SP) e relator (deputado Odair Cunha-MG) do PT. É que o senador Vital do Rego (PMDB-PB) teve de se submeter a um cateterismo na sexta e ficará cinco dias de licença. Na vice-presidência, Teixeira jamais escondeu o intento de transformar a comissão num instrumento para atingir os supostos “inimigos” do seu partido. Vamos ver como se comportará na interinidade.

Por Reinaldo Azevedo

29/11/2011

às 6:27

Deputado petista vai à USP para defender maconheiro; “professores que ensinam” e “estudantes que estudam” que se danem!

Quando a PM deu um flagrante nos três maconheiros da USP, episódio que está na pré-história do banditismo a que se assiste agora, o deputado federal Paulo Teixeira (SP), líder do PT na Câmara, correu para o campus. Foi pra lá, claro!, para criticar a polícia e defender a turma que queima o mato. Segundo ele, maconha na universidade é um “ritual de passagem”.

Nem poderia ser diferente: é um notório defensor da descriminação das drogas. Suas melhores piores entrevistas são aquelas concedidas a sites de maconheiros. Questão de ritmo. Não sei se fui claro. Pois bem! Agora, alunos e professores passaram a ser caçados e cassados por trogloditas, aliados objetivos de Paulo Teixeira. E o valente, naturalmente, não diz nada.

Para proteger professores e alunos cujos direitos estão sendo agredidos pelos esquerdopatas, Teixeira jamais se deslocaria até a universidade. Afinal, deve pensar, “essa confusão toda é ruim para o PSDB e é boa para o meu candidato à Prefeitura…” Não será se o PSDB fizer a coisa certa no horário eleitoral. Temo que faça a errada.

Também cabe indagar: o Ministério Público não vê nada de estranho na universidade? Ele pode, sim, agir contra indivíduos e grupos que agridem direitos coletivos ou valores protegidos pela Constituição e pelas leis. Imaginem, meus caros, o escarcéu que não seria se, por qualquer razão, algumas das minorias influentes estivesse tendo algum direito agravado. Como se trata apenas de violar direitos da maioria, então ninguém se interessa, certo?

Não é impressionante que petistas se mobilizem para defender maconheiros, mas não movam uma palha para proteger professores que ensinam e estudantes que estudam?

Por Reinaldo Azevedo

28/10/2011

às 19:09

PAULO TEIXEIRA, LÍDER DO PT NA CÂMARA, DIZ QUE MACONHA NA UNIVERSIDADE É “RITUAL DE PASSAGEM”. EIS AÍ: SEUS FILHOS ESTÃO EXPOSTOS AO PT!!!

Onde há o que não presta, é grande a chance de haver um petista. Se o que não presta é droga, aumenta a chance de o petista ser Paulo Teixeira, líder do PT na Câmara. Ontem, o pressuroso deputado se deslocou até a USP. Leiam o que informa a VEJA Online. Volto depois:

Com um acurado senso de oportunidade, políticos do PT correram para a USP assim que souberam da ocorrência. Um dos primeiros a chegar ao local e, depois, a acompanhar os estudantes à delegacia foi o deputado federal Paulo Teixeira. Para ele, o episódio “foi um exagero de ambas as partes”.

“O uso de drogas na faculdade faz parte de um ritual de passagem”, disse à reportagem o deputado do PT. “A presença da PM junto aos estudantes é uma química que não dá certo e gerou esse problema hoje.”

A Polícia Militar passou a patrulhar o campus da USP em setembro, depois de um aluno de Ciências Atuariais  ter sido morto no estacionamento da faculdade. A presença da PM no local foi aprovada pelo Conselho Gestor da universidade em maio.

Voltei
Entenderam? Seu filho pretende estudar na USP? O deputado Paulo Teixeira está entre aqueles que não vêem mal nenhum em a droga rolar solta por lá. Tudo ritual de passagem! Ignorando a esmagadora maioria dos estudantes, que é favorável à presença da PM no campus, ele também quer que os policiais saiam dali.

Posso entender. Dada a militância do deputado em favor da descriminação das drogas, ele está pouco se lixando para quem tem a cara limpa. Não quer mesmo o voto dos “caretas”.

Por Reinaldo Azevedo

11/10/2011

às 15:16

Petista, desta vez, não deu entrevista para site de maconheiro; ele defendeu Ira-ny e atacou “colunistas inspirados no fascistizante Tea Party”

Uuuiii…

O deputado Paulo Teixeira (SP), líder do PT na Câmara – aquele que concede entrevista a site de maconheiro -, divulgou uma nota, em nome da bancada federal do partido, em defesa da ministra Iriny Lopes, a “Ira-ny”, da tribo das mulheres que dizem “ny”. E acusou “alguns articulistas [que] preferem o passado, inspirados no conservadorismo fascitizante do Tea Party.”

Publico na íntegra a nota da bancada do partido. No próximo post, vamos ver onde estão as “práticas fascistizantes”.

*

“Nota de solidariedade à ministra Iriny Lopes

Em nome da Bancada do PT na Câmara, manifesto solidariedade à ministra da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, Iriny Lopes, cujas posições em defesa das mulheres vêm sendo atacadas ou por má-fé ou com objetivos políticos. Ao contrário de versões divulgadas, a ministra em nenhum momento pediu a uma emissora de televisão que retire do ar um quadro de programa de humor, tampouco defendeu a censura ao questionar uma novela e uma peça publicitária estrelada por uma modelo.

A ministra agiu com legitimidade quando sugeriu a divulgação da Rede de Atendimento à Mulher e o Ligue 180 ao autor de uma novela de TV que aborda a tema da violência doméstica, pediu ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) a análise de publicidade de lingerie e questionou um quadro humorístico veiculado em rede de televisão em que é banalizado o assédio sexual, problema enfrentado com frequência por mulheres que utilizam o transporte público coletivo.

Nos três casos, a ministra levantou questionamentos sobre como o corpo da mulher é utilizado pelos meios de comunicação como forma de vilipendiá-la, transformando seu corpo em mero objeto. O tema suscita debate sobre os meios de comunicação de massa, importantes instrumentos de formação da sociedade.

A atitude de Iriny evidencia a construção de uma nova postura em relação ao papel das mulheres. E ao usar os meios institucionais para defender suas posições, longe de querer censurar ou interferir, a ministra mostra que os meios de comunicação têm uma contribuição a dar à democracia e à construção de uma sociedade mais avançada.

Em todos os casos, não se trata de uma tutela, mas de atitude para mostrar que estereotipar a mulher denota um comportamento que devia estar ultrapassado.

Os questionamentos feitos ao trabalho da ministra procuram criar uma situação constrangedora a quem desenvolve um trabalho fundamental para implementação de políticas públicas para as mulheres. No século 21, quando as mulheres assumem cada vez mais um papel relevante na sociedade, é condenável qualquer atitude de caráter machista que tenha como objetivo a manutenção de uma situação que a história vem sepultando, com a crescente participação das mulheres nos rumos do mundo. Não se pode tolerar como natural a manutenção de estereótipos em que a mulher é vista como objeto de desejo sexual e vítima da violência doméstica.

Enquanto nas democracias mais avançadas o combate aos estereótipos da mulher é empunhado como bandeira, aqui, na contramão da história, alguns articulistas preferem o passado, inspirados no conservadorismo fascitizante do Tea Party.”

Por Reinaldo Azevedo

02/10/2011

às 6:27

Líder do PT apresenta emendas para ONG que emprega sobrinha

No Estadão:
O líder do PT na Assembleia, deputado Enio Tatto, criou emendas para uma ONG na qual trabalha a filha de um de seus irmãos e cuja liberação de recursos é destinada a projetos sociais que beneficiam seu tradicional reduto político, a periferia da zona sul de São Paulo. Duas emendas foram apresentadas por Tatto e dirigidas ao Instituto de Tecnologia Social Brasil (ITS Brasil), sob gerência executiva de Irma Passoni, ex-deputada federal pelo PT por quatro mandatos e com uma história dedicada a movimentos populares e comunidades carentes.

Júlia Tatto, sobrinha de Enio, trabalha há três anos na entidade. Exerce função “na área de comunicação”. Ela cursa o último ano de jornalismo. Na quarta-feira, depois da denúncia de venda de emendas feita pelo deputado Roque Barbiere (PTB), o PT propôs uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI ) para investigar o caso. O pedido é capitaneado por Tatto. “É necessário e se faz urgente apurar se houve desvios de finalidade ou tráfico de influência, no âmbito do governo do Estado na destinação de recursos públicos”, disse ele. A primeira emenda de Tatto, 9061/2010, proposta em setembro do ano passado, destinava R$ 150 mil ao ITS Brasil para capacitação e aquisição de equipamentos. Segundo a assessoria do parlamentar, o governo vetou esse pedido. No fim de 2010, o deputado apresentou uma segunda emenda para o mesmo projeto, dessa vez no montante de R$ 50 mil. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2011

às 19:38

A proposta estúpida do líder do PT na Câmara. Ou: Da natureza do mal

Sim, alguns leitores têm certa razão quando afirmam que me ocupo excessivamente do PT. Sabem o que é? Nunca antes na história destepaiz se produziu tamanha monstruosidade moral! Como dizia o meu avô, essa gente não vale o que come! Eu sei que a literatura de inspiração religiosa anda em baixa — como anda, pari passu, a moral. Mas seria preciso resgatar alguns doutores da Igreja e seus estudos sobre a origem do mal para que se pudesse entender direito esses caras.

O mal essencial, por essencial, não é visível. A sua eficiência está em se disfarçar de bem — o que não quer dizer que aquilo que se mostra um mal à primeira vista não o seja; com freqüência, é! Mas isso costuma ser coisa de diabinhos de segunda grandeza. O capeta, o próprio, é profissa! Esse busca seduzir com palavras maviosas.

O deputado Paulo Teixeira, líder do PT na Câmara, teve uma idéia. Sempre que isso acontece, o bom senso treme; a decência política se espanta; a racionalidade tem urticária. E, como é próprio dos companheiros, na aparência, sua tese voa nas asas dos anjos; na essência, recende a enxofre.

Se política fosse sexo, todos teríamos assistido à pornografia pesada que foi a absolvição da deputada Jaqueline Roriz — patrocinada, à socapa, pelos petistas (isso é uma informação!). O próximo que vai livrar a cara na Câmara é Valdemar Costa Neto (PR-SP). Seus métodos custaram a demissão de um ministro e de 26 funcionários do Dnit. Mas a Câmara vai abrigá-lo em seu regaço. Muito bem. Voltemos a Teixeira. Atenção para o anjinho tentando esconder o rabo e os chifres. Volto em seguida.
*
Por Andreia Sadi, do Portal G1:
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Teixeira (SP), disse nesta quinta-feira (1º) ao G1 que estuda elaborar um projeto para que seja de competência do Supremo Tribunal Federal (STF) a análise de processos de cassação de mandato de deputados, e não mais responsabilidade da Casa. Segundo o líder, o “espírito de corpo” dificulta o julgamento entre os próprios colegas. “Os deputados convivem o dia todo, 24 horas, fica difícil um julgamento”, afirmou o deputado.

O líder do PT afirmou que vai analisar a questão nos próximos dias para saber a melhor forma de apresentar a ideia, por projeto de lei ou emenda à Constituição. Perguntado se já havia informado à bancada sobre a proposta, Teixeira disse: “Vou costurar isso nos próximos dias”.

Na terça-feira, em votação secreta, o plenário da Câmara dos Deputados, absolveu, por 265 votos a 166 e 20 abstenções, a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) do processo que pedia cassação de seu mandato. Para alguns parlamentares, o voto secreto e o “espírito de corpo” da Câmara contribuíram para a preservação do mandato de Jaqueline. “Não houve mobilizaçao pública sobre a questão, e o Congresso tem poderoso espírito de corpo”, afirmou o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra.

Voltei
Que tese asquerosa!

O Supremo Tribunal Federal jamais será o que é e deve ser o Congresso: uma reunião de duas “câmaras” políticas — a Câmara Federal propriamente e o Senado. Eu poderia dizer que Teixeira não sabe o que é uma República, mas isso seria lhe conceder o benefício da ignorância. Pode haver alguma, mas não é maior do que a má fé implícita em sua proposta.

Que diferença faz, NUMA AVALIAÇÃO DE NATUREZA ÉTICA, se a tal Jaqueline recebeu o dinheiro — sabidamente público, sabidamente roubado — antes ou depois de ter o mandato? O que os senhores deputados estavam julgando ali era se aquele comportamento é ou não aceitável naquele ambiente. E eles disseram que é!

Os julgamentos do STF são — e isto é bom — de outra natureza. Atenção, meus queridos, porque o mundo não é plano! JAQUELINE FOI INOCENTADA POR MAUS MOTIVOS NA CÂMARA, MAS PODERIA SER INOCENTADA POR BONS MOTIVOS NO STF. Esse tribunal não condenaria Jaqueline sem a evidência material de que aquele dinheiro teve origem ilegal, de que ele foi roubado dos cofres públicos, de que aquilo foi fruto de propina. E todo esse cuidado, à diferença do que pensam alguns ligeiros, serve para proteger os cidadãos não-criminosos de eventuais acusações do estado, que sempre tende a tentar calar seus adversários. O que estou dizendo é que um tribunal como o STF não pode e nem deve cassar mandatos com base em evidências de má conduta aética. Ele precisa ter a prova inquestionável do crime. Mas uma câmara de representantes? Ah, esta não só pode como deve exigir um padrão de seus pares e determinar: “Gente assim, aqui, não!”

Conclui-se, até aqui, que Paulo Teixeira, como os demônios, está, na prática, PROPONDO O CONTRÁRIO DO QUE APARENTA PROPOR. O ente parece ter asinhas; na verdade, fede enxofre. Mais: está querendo transferir responsabilidades.

A prerrogativa que os parlamentos têm de cassar os seus pares nasce como uma das garantias da democracia, como uma das certezas de que os outros dois Poderes não vão interferir naquele Poder que, por excelência, expressa a vontade do povo. Teixeira está, desse modo, violando um princípio bem mais antigo do que a sua covardia, bem mais antigo do que o conúbio de malfeitores que ele pretende, na prática, preservar na Câmara, sob o pretexto de combatê-lo.

Se a maioria dos deputados não tem coragem — e caráter — para dizer um “não queremos este aqui”, ele espera que seja o STF a fazê-lo em seu lugar? Notável sandice a deste senhor! Teríamos um Parlamento forte o bastante para determinar o impeachment de um presidente da República, mas incapaz de cassar o mandato de um “par”.

Teixeira representa uma decadência particular dentro de uma decadência mais geral. Acreditem vocês ou não, até os petistas já foram melhores que isso! Ou menos piores, o que parece mais preciso!

Por Reinaldo Azevedo

10/06/2011

às 5:49

PT X PT 1 – Teixeira ataca cobiça do PT com ministro no cargo e faz crítica indireta a Vaccarezza

Por Andrea Jubé Vianna, no Estadão:
Em meio ao fogo cruzado das diversas alas da bancada federal, o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), condenou a disputa interna pela sucessão do ministro Luiz Sérgio na Secretaria de Relações Institucionais. “É fundamental colocar um ponto final nessa disputa em nome da unidade da bancada e do governo”, afirmou, em resposta ao assanhamento de petistas pela substituição do ministro enquanto o correligionário ainda ocupa a cadeira.

“Nenhuma movimentação se legitima enquanto ele ainda estiver no cargo”, criticou Teixeira. O alvo era a articulação encabeçada pelo líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), à sua revelia. Ontem, Vaccarezza e os deputados João Paulo (PT-SP) e José Guimarães (PT-CE) reuniram-se com o líder petista no Senado, Humberto Costa (PE), o líder do PTB, Gim Argello (DF), o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), para discutir o nome do novo coordenador político do governo.

Atritos. Os grupos de Vaccarezza e Teixeira se enfrentam internamente desde que o líder governista foi derrotado por Marco Maia (PT-RS) na eleição para a presidência da Câmara. No auge da crise, o nome de Vaccarezza despontou como favorito para assumir a coordenação política do Planalto.

Ele teria o apoio do PMDB, que o vê como bom articulador e um nome com trânsito em todas as bancadas. Mas Vaccarezza não tem a simpatia da ala liderada por Maia e Teixeira, que preferem o ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP) ou o ex-líder do governo Henrique Fontana (PT-RS).

Paulo Teixeira afirmou que aguardará a definição das mudanças na articulação política do governo para iniciar movimentos concretos de pacificação da bancada. “É preciso cessar de vez essa disputa”, reconheceu. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

07/06/2011

às 19:09

Reação do líder do PT à queda de Palocci: “Em time que está ganhando, não se mexe” Eu juro!

Paulo Teixeira, vocês sabem, é aquele líder do PT na Câmara. É o deputado que quer legalizar a maconha, defendendo, inclusive, a formação de cooperativa de plantadores-consumidores, uma coisa, assim, bem natural… Também concede entrevista a site de maconheiros sem qualquer problema. Um homem sem preconceito. Como ele não vê nada de errado na erva, acha tudo muito natural, não vai se zangar (abaixo o preconceito!) se eu perguntar se ele tinha dado um “peguinha” (e assim que se fala?) antes de conceder uma entrevista há pouco à GloboNews.

Comentando a saída de Palocci e dizendo que tudo vai bem com o governo, que é preciso tocar normalmente a vida, Teixeira disse uma frase realmente fabulosa:
“Em time que está ganhando, não se mexe”

Disse uma outra coisa engraçada:
“O ministro Luiz Sérgio [Relações Institucionais] está indo muito bem!”

Luiz Sérgio? Quem é esse?

Paulo Teixeira deveria deixar a política de lado e se dedicar a outros assuntos.

Por Reinaldo Azevedo

17/04/2011

às 5:47

Líder do partido de Dilma defende plantio de maconha em cooperativa e diz que droga mesmo é um lanche do McDonald’s

A delinqüência intelectual que toma conta do debate no Brasil é estupenda. Perdeu-se qualquer compromisso com o rigor. Autoridades do estado ou autoridades políticas mandam o decoro às favas. Leiam o que segue. Comento depois. Abaixo deste post, há um outro, também sobre droga.

Por Felipe Coutinho, na Folha Online:
Na contramão do que prega o governo Dilma Rousseff, o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), defende a liberação do plantio de maconha e a criação de cooperativas formadas por usuários. Num recente debate sobre o assunto, o deputado disse que a política de “cerco” às drogas é “perversa” e gera mais violência. Dilma assumiu o governo incluindo entre suas prioridades o combate “sem tréguas” ao crime organizado e às drogas.

(…) o líder do PT na Câmara afirmou que a prisão de pequenos traficantes contribui para engrossar as fileiras das organizações criminosas. “São mães de família que, sozinhas, têm que criar os filhos e passam a vender”, disse o deputado. “As prisões têm levado a organizar a violência contra a sociedade.”

Teixeira falou sobre o assunto num debate organizado pelos grupos “Matilha Cultural” e “Desentorpecendo a Razão” em São Paulo, em 24 de fevereiro, um mês após a queda de Abramovay. Um vídeo com a íntegra da exposição foi publicado no blog do deputado e no site Hempadão (cujo título faz uma brincadeira com as palavras “hemp”, maconha em inglês, e “empadão”).
(…)
O líder do PT disse que, se comer sanduíches do McDonald’s, “talvez o maior crime”, não é proibido, o governo não poderia impedir também o plantio de maconha. “Cabe ao Estado dizer que faz mal à saúde. Não existe crime de autolesão. Se eu quero, eu posso usar, tenho direitos como usuário. E isso o Estado não pode te negar.”

Segundo ele, a forma como o governo e alguns juízes tratam as drogas é um tiro no pé: não garante a segurança nem a saúde dos usuários. A Folha fez vários pedidos de entrevista ao deputado desde 16 de março, mas sua assessoria não deu resposta.
(…)
Para o líder do PT, a proliferação do crack complicou a discussão sobre a maconha. “Ele não é o todo, ele é uma parte. É o resultado dessa política de cerco. Ele não pode interditar o debate sobre as demais drogas recreativas”.

Ao defender a regulamentação do plantio da maconha, Teixeira afirmou que isso não aumentaria a oferta da droga. “Esse cenário que as pessoas têm medo, de que “no dia em que legalizar, vão oferecer ao meu filho”, não é o futuro, é o presente. Hoje liberou geral. É mais fácil adquirir drogas na escola do que comprar antibióticos.” Aqui

Comento
Vocês sabem o que penso a respeito: ainda que fosse moralmente aceitável o estado promover as drogas, seria politicamente inviável. O Brasil não poderia fazer sozinho essa escolha.

Se grama fosse lógica, Teixeira seria Descartes. Porque é mais fácil comprar droga do que antibiótico, então ele acha que a legalização não acarretaria aumento do consumo, como se a interdição legal não criasse nenhuma barreira, especialmente para crianças e adolescentes. É de uma estupenda irresponsabilidade. Grave, para ele, é comer um lanche do McDonald’s, que, até onde sei, não altera o estado de consciência de ninguém. Em excesso, faz mal, mas muita água também pode matar um indivíduo…

Empanturrando-se daquele verde que se come – se também do verde que se fuma, isso não sei -, resolveu revogar a lei da oferta e da procura. Ele acredita que a legalização não aumentaria a oferta do produto… Na sua palestra, ele afirmou também que o seu modelo de cooperativa produziria a maconha sem lucro. Entendi: Paulo Teixeira é a favor da maconha, mas contra o lucro. É um petista!

Também me vi tentando a ir às lágrimas pensando nas pobres mães de família obrigadas a cair no tráfico, coitadinhas! Vou dar um aumento pras empregadas como demonstração de minha gratidão: “Obrigado por vocês terem resistido; eu sei que o normal seria vender maconha…”

O valente reconhece que o crack complicou um pouco as coisas e diz: “Ele não é o todo, só uma parte…” Ah, bom! Qual é a proposta? Liberar a maconha e manter proibidas as demais drogas? E como fica a tal tese da “redução da violência com o fim do tráfico”?

E não preciso que ninguém me lembre porque lembro eu mesmo. Sei que FHC, que elogio no post anterior, tem posição simpática à descriminação. Eu apóio os acertos do ex-presidente, não os seus erros. Sei também que muitos liberais – alguns são meus amigos – acham que se trata de uma questão individual: não se pode fazer uma lei impedindo alguém de se matar. Meu ponto nunca foi esse.

Eu estou convencido de que seria um desastre social, especialmente nas escolas, que já são um a lástima. O fato de a repressão não ser eficiente para eliminar a droga não implica que a liberação seja o caminho. Isso é lógica manca. Estamos apenas diante da evidência de que a política de combate é ineficiente.

Entrevista a um site de maconheiros
Abaixo, há o vídeo com a sua entrevista ao Hempadão, um site de maconheiros. Divulguem! É bom que mais gente saiba o que pensa o líder do PT. Vejam que mimo: ele acha que só existe violência associada às drogas por causa do proibicionismo. A gente deveria liberar também os homicídios no Brasil. Diminuiria a violência ligada a esse tipo de crime, né?



Por Reinaldo Azevedo

 

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