Blogs e Colunistas

Paulo Maluf

24/09/2014

às 1:31

PENDURANDO A CHUTEIRA – TSE rejeita recurso e barra candidatura de Paulo Maluf

Na VEJA.com:
Em julgamento acirrado e após mais de uma hora e meia de debate, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmaram a impugnação da candidatura do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que tenta um novo mandato na Câmara. Por 4 votos a 3, o TSE negou o recurso apresentado pelo político contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que, no início de setembro, barrou a candidatura de Maluf com base na Lei da Ficha Limpa. A defesa do político ainda pode recorrer no próprio TSE e no Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto os recursos não forem julgados, o deputado pode continuar em campanha.

Superfaturamento
Maluf foi condenado em segunda instância, em novembro do ano passado, por improbidade administrativa, acusado de superfaturamento na construção da Avenida Jornalista Roberto Marinho (antiga Água Espraiada) e do Túnel Ayrton Senna quando era prefeito da capital paulista, entre 1993 e 1997. Na condenação, o Tribunal de Justiça de São Paulo também determinou que Maluf tivesse os direitos políticos suspensos por cinco anos.

Os ministros Gilmar Mendes, João Otávio de Noronha e o presidente da Corte, Dias Toffoli, votaram contra a impugnação da candidatura de Maluf, concordando com a defesa do político, que alegou que, por sua condenação no TJ não ter incluído improbidade dolosa, ele não poderia ser enquadrado nas hipóteses de inelegibilidade.

Em parecer enviado ao TSE, o procurador-geral Rodrigo Janot rebateu a tese da defesa e recomendou a impugnação da candidatura. Segundo ele, “a Justiça Eleitoral pode aferir a presença dos requisitos para a incidência de causa de inelegibilidade”. Os ministros Luiz Fux, Admar Gonzaga, Maria Thereza Moura e a relatora Luciana Lóssio votaram contra Maluf. Para Fux, o dolo só não foi consagrado pelo TJ por um “erro”, o que pode ser apurado pelo TSE.

Por Reinaldo Azevedo

03/09/2014

às 20:48

Maluf diz ficar envaidecido de ser chamado de “Sr. Propina” e, elogiando Dilma, afirmou ser “comunista perto do PT de hoje”

Eu sei que o assunto já não é novo, mas preciso deixar aqui o registro.
Por Gustavo Uribe, na Folha:
Na semana em que teve sua candidatura impugnadapelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo), o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) realizou uma carreata nesta quarta-feira (3) com direito a fogos de artifício, chuva de papel picado e carro de som na zona leste da capital paulista.

O ex-prefeito de São Paulo, que foi chamado de “Mr. Kickback” –ou “Sr. Propina”, na tradução livre– em uma campanha mundial contra corrupção, lançada nesta terça-feira (2) pela organização não governamental suíça Transparência Internacional, afirmou que fica até “envaidecido de estar importunando uma entidade europeia.”

“De uma certa maneira, eu fico até envaidecido de estar importunando uma ONG na Europa. Eu pensava que só importunava picaretas brasileiros, mas agora eu vejo que importuno picareta da Suíça”, disse.

De acordo com ele, membros da organização suíça estariam sendo processados por “coisas indecorosas”. “Eu recebi uma informação de que dois diretores deles estão sendo processados por coisas indecorosas. Eu não me incomodo com isso”, afirmou Maluf, que disse também ficar “envaidecido” de ver seu “trabalho dar coceira em pessoas que vivem na Europa”.

A campanha intitulada “Desmascare a Corrupção”, que tem como objetivo pressionar o governo suíço a mudar a legislação sobre sigilo bancário no país, Maluf é acusado de ter desviado US$344 milhões (ou o equivalente a R$ 770 milhões) durante seu mandato como prefeito de São Paulo (1993-1997). O ex-prefeito sempre negou as acusações de corrupção.

Aniversário:
No dia em que o parlamentar completa 83 anos, um carro de som com o logotipo “Loucuras de Amor” o esperava no ponto de encontro para o início da carreata. Na sua chegada, foi tocada a música “Parabéns da Xuxa”.
(…)

Comunista
O ex-prefeito de São Paulo também elogiou a presidente Dilma Rousseff e disse que admira o PT porque tornou-se um partido de “centro para centro-direita”.

“Eu me sinto comunista perto do PT de hoje”, afirmou.
(…)

Voltei
Dizer o quê? Cada um sabe do que se orgulha, não é mesmo? O de Maluf é absolutamente justificado!

Por Reinaldo Azevedo

01/09/2014

às 15:27

TRE indefere candidatura de Maluf; ele vai recorrer ao TSE e não tem como não perder. Aleluia!

Leiam o que informa a Folha. Volto em seguida.
Por Gabriela Terenzi:
O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) indeferiu, nesta segunda-feira (1º), o registro de candidatura de Paulo Maluf (PP) a deputado federal, com base na Lei da Ficha Limpa. Por 4 votos a 3, venceu o entendimento de que a condenação de Maluf no caso de superfaturamento na construção do túnel Ayrton Senna, quando ele era prefeito de São Paulo, o enquadra no artigo da Ficha Limpa que trata da inelegibilidade por improbidade administrativa.

O candidato sempre negou todas as acusações de improbidade e alegou inocência em todo o processo. Cabe recurso da decisão ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Na última sexta-feira (29), o julgamento foi adiado após empate entre os membros da corte. Foi o voto do presidente do TRE, Antônio Mathias Coltro, que definiu o caso. Maluf foi condenado pelo Tribunal de Justiça em dezembro do ano passado. Além de ser um caso previsto na Lei da Ficha Limpa, a sentença do TJ previa a suspensão dos direitos políticos do ex-prefeito por cinco anos.
(…)

Voltei
A única coisa que não entendi na decisão do TRE foi o 4 a 3. Deveria ter sido 7 a zero em favor da cassação da candidatura. Qual é a dúvida? Maluf foi condenado por um colegiado, em segunda instância, por improbidade administrativa, antes do prazo final para o registro da candidatura. Os três que votaram contra podem não gostar da Lei da Ficha Limpa. Mas por que disseram que ela não se aplica?

É claro que Maluf vai recorrer ao TSE. E vai perder — ou estamos no manicômio. A situação dele é bem mais clara e explícita do que a de José Roberto Arruda. Afinal, o ex-governador do DF foi condenado depois do registro; mesmo assim, teve a candidatura anulada. Maluf não tem isso a seu favor. Nem isso nem a biografia. É claro que este senhor indica, assim, uma espécie de passagem melancólica do tempo. Explico: uma eleição sem este estorvo será a prova de que ficamos mais velhos. Mas temos de aprender a viver sem aquilo que nos empurra para o atraso, né? 

 

Por Reinaldo Azevedo

09/06/2014

às 5:25

Planalto está pessimista com Padilha. Ou: Os “moralmente progressistas” e “moralmente conservadores”…

O Palácio do Planalto está pessimista com o desempenho de Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo. Na mais recente pesquisa Datafolha, ele aparece com 3% ou 4% das intenções de voto, a depender do cenário. É certo que ainda vai crescer. A questão é saber se dá para ganhar, coisa na qual os petistas não estão acreditando muito. Não custa lembrar que o ex-ministro da Saúde é o pré-candidato por vontade e determinação de Lula. Depois da eleição de Fernando Haddad como prefeito, o chefão petista ficou um pouco mais arrogante do que já era e acha que, de fato, elege quem quiser.

A Folha desta segunda traz uma reportagem a respeito do desconsolo do Planalto. E há lá o registro de uma fala de um petista que dá o que pensar. Já chego a ela. Antes, algumas outras considerações.

O PT apostava suas fichas em Padilha e achava que ele tinha uma imagem pública que poderia rivalizar com a do governador Geraldo Alckmin, do PSDB: ambos são médicos, têm origem na classe média e são vistos como homens moderados e de fala mansa etc. Ocorre que a receita do petismo desandou. A gestão Padilha no Ministério da Saúde foi varrida pelo furacão Alberto Youssef. Por mais que o pré-candidato queira negar, a sua gestão aparece perigosamente perto de algumas lambanças feitas pelo doleiro. Foi sob as bênçãos de Padilha que o Labogen, um laboratório de fachada que servia para a lavagem de dinheiro, celebrou um acordo para a produção de medicamentos. O então ministro serviu de testemunha. Isso é fato, não boato.

A imagem do partido no Estado também está arranhada pelo deputado estadual Luiz Moura, um queridinho da cúpula paulista do PT — afilhado político de Jilmar Tatto, secretário de Transportes da capital — que foi flagrado numa reunião a que compareceram membros do PCC na qual se tramavam novos ataques a ônibus. Neste fim de semana, ficamos sabendo que um sujeito chamado Herivaldo Santos foi nomeado como assessor da Diretoria de Marketing da SPTrans, a empresa pública que gerencia o serviço de transportes coletivos em São Paulo. Muito bem! E quem é esse Herivaldo? Trata-se de um ex-assessor e amigo do vereador Senival Moura, também petista, irmão de Luiz Moura e igualmente ligado às polêmicas cooperativas de perueiros. Até aí, tudo bem! Ocorre que o rapaz é réu num processo por receptação de carga roubada.

Nada nisso, em suma, contribui para a reputação do PT, não é? Sempre lembrando que estamos falando de fatos, não de boatos. No começo do artigo, referi-me a uma fala intrigante de um petista. À reportagem da Folha, ele diz que esses acontecimentos acabam pesando contra o PT porque os paulistas são “moralmente conservadores”. Ah, entendi agora por que o petismo anda enrolado com Alberto Youssef e com o deputado que foi a uma reunião com membros do PCC: é que essa turma é moralmente “progressista”, né? Ser moralmente progressista, agora, é ser amigo de Luiz Moura, de Alberto Youssef e, parece, comparecer a encontros com membros do PCC.

Mas lembro que o PT ainda pode ter esperanças, não é? Afinal, Padilha é agora um aliado de Paulo Maluf, já posou para fotografias a seu lado e o chama de “Dr. Paulo”. Como a gente vê, os petistas contam com Maluf para conseguir a sua recuperação moral.

Por Reinaldo Azevedo

30/05/2014

às 17:30

O petismo é o malufismo pós-romântico

Sempre que príncipes do pensamento — e da gramática! — como Emir Sader saúdam o caráter “progressista” do PT, eu e ele pomos a mão na carteira, por motivos diferentes.

O petismo, obviamente, não é e nunca foi, digamos, “progressista”. A turma é autoritária, aí sim, e isso, obviamente, é outra coisa. O petismo é hoje um meio de vida. A turma se apoderou do estado e não quer largar o osso de jeito nenhum. E aí vale tudo.

E, se vale tudo, vale também uma aliança com Paulo Maluf não apenas por motivos pragmáticos. Ao contrário. Eles têm é orgulho mesmo. O petismo é a profissionalização do malufismo. O petismo é malufismo transformado num sistema. O petismo é o malufismo pós-romântico, entendem? O malufismo ainda era aquela coisa que dependia do talento individual para certas práticas, como Butch Cassidy e Sundance Kid. Notem: há uma certa inocência perversa em Maluf, como alguém que não consegue fugir à sua natureza. O PT é a racionalização da voracidade malufista.

A foto em que Lula e Fernando Haddad posam — Emir Sader escreveria “pousam” — ao lado de Paulo Maluf nos Jardins da Babilônia da mansão do notório político já fez história. Alexandre Padilha deve achar que o chefão do PP em São Paulo é uma espécie de talismã. E foi também ele em busca da sorte. Vejam as duas imagens, publicadas pela Folha.

PT E MALUF

É isso aí. Em 2010, Marilena Chaui tentou explicar a aliança do PT com Maluf. Segundo essa grande pensadora, Maluf não é de direita porque “sempre se apresentou como engenheiro”. Para Marilena, quando o sujeito é engenheiro, não é de direita; quando é de direita, não é engenheiro.

Entenderam onde foi parar o petismo? Dá pra descer mais? Sempre dá.

Por Reinaldo Azevedo

29/05/2014

às 5:10

Dilma afronta a legalidade em Brasília e em São Bernardo para fazer campanha. Ou: Quando os petistas não levam alguns da cadeia para o poder, eles é que vão do poder para a cadeia

Vejam estas fotos de dois políticos presos. Explicarei por que estão aí.

Maluf e Jader

Não posso fazer nada! Enquanto eles não pararem de cometer ilegalidades, eu não paro de acusá-los. Eles fazem aquilo que NÃO deveria ser o trabalho deles. E eu faço aquele que deve ser o meu trabalho. Reportagem de Ranier Bragon, na Folha de hoje, relata a natureza da conversa que manteve a presidente Dilma Rousseff, na noite de terça-feira, com dirigentes, parlamentares e governadores do PMDB, durante jantar no Palácio do Jaburu, sede da Vice-Presidência da República. Sim, leitor, trata-se de um prédio público, sustentado com o nosso dinheiro. Petistas e não petistas pagam as contas do Jaburu. Eleitores e não eleitores de Dilma arcam com os custos.

Dilma deixou claro, por exemplo, para que serve a candidatura do peemedebista Paulo Sakaf em São Paulo: “Temos duas candidaturas, uma que é a do ex-ministro [Alexandre] Padilha [PT], e o Skaf. Acredito que é essa a fórmula do segundo turno (…). Quero enfatizar esse fato, a gente não pode ser ingênuo e não perceber o que significa uma derrota dos tucanos em São Paulo, sendo bem clara”.

Convenham! Ela estava sendo claríssima. E praticando ilegalidades também! Estava usando dinheiro público — a estrutura do Jaburu — para convocar seus aliados para uma guerra contra um governador da oposição.

Dilma também fez afagos a peemedebistas. Elogiou, por exemplo, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão: “Em poucos lugares do Brasil construímos uma parceria tão fluida”. Pois é… Ocorre que o senador Lindbergh Farias, do PT, elegeu a gestão peemedebista do Estado como seu principal alvo. Tanto é assim que parte do PMDB vai fazer campanha para o tucano Aécio Neves, no chamado voto “Aezão”.

Mas nada fala tanto sobre o PT de hoje em dia como a declaração de apreço que Dilma fez pelo senador Jader Barbalho (PMDB-PA): “Tenho um grande respeito pelo Jader Barbalho. Acredito hoje que o Jader tem muita sorte, tem um filho que pode continuar a caminhada dele”. Ela estava se referindo à candidatura de Helder Barbalho ao governo do Pará.

Em 2002, Jader chegou a ser preso pela Polícia Federal, junto com outras dez pessoas, todas acusadas de envolvimento no escândalo da extinta Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia). No dia 4 de outubro do ano anterior, tinha renunciado ao mandato de senador, não resistindo a uma chuva de acusações, como desvio de recursos do Banpará e emissão fraudulenta de Títulos da Dívida Agrária. Mas sabem como é… Dilma é dona do seu respeito.

Maluf
Nesta quarta, a presidente participou de um evento comemorando os dez anos do programa “Brasil Sorridente”. O ato se deu lá em São Bernardo. O atual ministro da Saúde, Artur Chioro, estava presente. Ocorre que o ex também estava: Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo. Mais uma vez, o dinheiro público financiava a festa e era posto a serviço de um candidato.

Indagado sobre a sua aliança com Maluf, em São Paulo, e se tiraria uma foto ao lado do deputado, Padilha afirmou: “Vai ter uma foto muito bonita com o PP e quem deve estar triste são aqueles que queriam o PP junto”.

Além de certos hábitos, Maluf tem em comum com Jader o fato de também ter sido preso pela Polícia Federal em 2005. O PT é mesmo um portento: quando não contribui para levar as pessoas da cadeia para o poder, seus homens fortes acabam indo do poder para a cadeia. Desse jeito, o Planalto ainda acaba não se diferenciando da Papuda.

Ah, sim: lá no alto, vocês veem Jader e Maluf, ambos presos pela Polícia Federal.

Por Reinaldo Azevedo

15/05/2014

às 4:43

STF pede repatriamento de US$ 53 milhões de contas no exterior atribuídas a Maluf

Por Laryssa Borges, na VEJA.com. Comento em seguida:
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou pedido da Procuradoria-Geral da República para requisitar o repatriamento de cerca de 53 milhões de dólares depositados em contas bancárias atribuídas ao ex-prefeito Paulo Maluf (PP-SP) no exterior. O Ministério Público sustenta que esse dinheiro foi desviado dos cofres públicos quando ele administrou a cidade de São Paulo na década de 1990. Na decisão que autoriza o MP a pedir a remessa do dinheiro apropriado por Maluf, Lewandowski também permite que os processos a que o parlamentar responde no exterior sejam enviados para o Brasil para ajudar na coleta de mais provas.

No STF, as informações colhidas em apurações no exterior deverão ser utilizadas em uma ação penal a que Maluf responde pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O caso tramita em segredo de Justiça. Nos autos, Maluf é acusado de ter desviado recursos de obras públicas da capital paulista quando era prefeito. Pelas projeções do Ministério Público de São Paulo, estão congelados em nome de Paulo Maluf 13 milhões de dólares na Suíça, 8 milhões de dólares em Luxemburgo, 5 milhões de dólares na França e 27 milhões de dólares nas Ilhas Jersey. Maluf nega que tenha contas no exterior.

 Comento
Acho que Maluf não vai reagir nem tentar recorrer, certo? Afinal, como ele mesmo diz, o dinheiro não é dele, certo?

Por Reinaldo Azevedo

24/02/2014

às 17:56

Banco usado por Maluf faz acordo e pagará US$ 20 milhões à prefeitura e ao governo de SP

Na VEJA.com:
O Deutsche Bank fechou um acordo com a prefeitura de São Paulo e com o Ministério Público Estadual (MPE) para o pagamento de 20 milhões de dólares (cerca de 47 milhões de reais) por ter movimentado valores depositados pelo ex-prefeito Paulo Maluf. As informações são do MPE. A promotoria, a Polícia Federal e a prefeitura tentam resgatar no exterior e no Brasil cerca de 340 milhões de dólares desviados da construção da Avenida Água Espraiada (atual Avenida Jornalista Roberto Marinho) e do Túnel Ayrton Senna.

O objetivo da instituição financeira é, de acordo com os promotores de São Paulo, “evitar qualquer discussão” sobre transações bancárias feitas pela família de Maluf entre 1996 e 2000. Familiares de Maluf teriam movimentado cerca de 200 milhões de dólares em contas de empresas de fachada (offshores) na Ilha de Jersey. Os investigadores constataram que, deste montante, 93 milhões de dólares foram posteriormente investidos na Eucatex, empresa da família Maluf, entre 1997 e 1998.

Dos 20 milhões de dólares, 18 milhões serão depositados no Tesouro Municipal; 1,5 milhão de dólares ficarão com o governo do Estado, e mais 300 mil dólares com o Fundo Estadual de Interesses Difusos. Os 200 mil dólares restantes pagarão custos de processos na Justiça relativos aos desvios nas obras, como perícias e inspeções judiciais.

O acordo prevê que a prefeitura invista os recursos na construção de creches, hospitais, escolas ou parques. A destinação final será definida, porém, pela prefeitura. O acordo deverá ser homologado pelo Conselho Superior do Ministério Público e pela 4ª Vara da Fazenda Pública, órgãos responsáveis pelo trâmite das ações.

Histórico
A Justiça paulista autorizou em 2004, 2009 e 2013 bloqueios que atingem cerca de 2 bilhões de dólares, em contas vinculadas à família Maluf. Em novembro de 2012, duas offshores controladas por filhos de Maluf foram condenados em Jersey a devolver cerca de 28 milhões de dólares à prefeitura – dos quais cerca de 5 milhões de dólares já foram repatriados para os cofres municipais.

Por Reinaldo Azevedo

03/12/2013

às 6:46

Oba! Maluf vai se juntar a Padilha. Podemos esperar uma nova teoria de Marilena Chaui

Esta foto, convenham, é inesquecível.

Lula-Haddad-Malu-nos-jardins-480x292

Lula e Fernando Haddad se encontram com Paulo Maluf nos jardins da mansão do ex-prefeito e ex-governador de São Paulo. Não se tratava, como fica claro agora, de uma aliança episódica; é coisa mais profunda, de pele mesmo. Marina Dias informa na Folha desta terça que o PP malufista “trocou Alckmin por Padilha”. Reproduzo trecho:
“O PP do deputado federal Paulo Maluf (SP) deixou o cargo que ocupava no governo de São Paulo em um movimento de aceno ao PT no Estado, que no ano que vem irá lançar a candidatura do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. No último dia 19, Antônio Carlos do Amaral Filho, presidente da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), anunciou seu desligamento da companhia após um embate interno com o secretário-geral do PP, Jesse Ribeiro. A ação foi interpretada por aliados do governador Geraldo Alckmin (PSDB) como um sinal do desembarque dos pepistas da gestão tucana e do alinhamento da sigla ao PT. A pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Padilha tem se empenhado pessoalmente nas negociações com os partidos que podem integrar sua chapa. O ministro já se reuniu em Brasília com o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, para acertar os detalhes do apoio.”

Os petistas, como sabemos, consideram o governador Geraldo Alckmin um conservador, né? Os petralhas arriscam até um “direitista”, certo? Progressista é o PT. Por isso mesmo, deve se aliar a Maluf também na esfera estadual. Aí o petralhinha tira os membros dianteiros do chão e tenta raciocinar com a coluna ereta: “E se Maluf estivesse com Alckmin? Aí ele seria bacana?”. Bem, não nesta página. Nunca foi. O homem até já me processou. E perdeu. Quem transforma aliados em heróis, quaisquer que sejam eles, e adversários em bandidos, quaisquer que sejam eles, é o PT, não eu. É no petismo que vale a máxima de que os amigos são sempre inocentes, mesmo quando culpados (não é, mensaleiros?), e os inimigos são sempre culpados, mesmo quando inocentes.

Quem sai por aí pespegando a pecha de “direitista” em adversários são os patriotas petistas. Eles são sempre progressistas, mesmo quando aliados a Maluf. Esse estranho modo de pensar tem até um dos lances mais patéticos, creio, jamais produzidos por uma “sedizente” intelectual. Durante a campanha eleitoral para a Prefeitura, em 2012, Dona Chaui participou de um evento em favor de uma candidata a vereadora do PT e produziu a seguinte pérola:
“Os candidatos Celso Russomanno (PRB) e José Serra (PSDB) representam duas vertentes da direita paulista igualmente prejudiciais à democracia, à inclusão e à cidadania”.

Ah, tá! Bem… Se eles prejudicavam a democracia, deveriam ser banidos, então, da política, né? Mas e Paulo Maluf, aquele que esta lá no alto trocando afagos com Lula e Haddad? O site petista que dava a notícia explicou o pensamento de Marilena. Leiam (em vermelho):

“Para Marilena, o ex-governador Paulo Maluf, cujo partido (PP) está aliado ao PT não eleições paulistanas, não se enquadra na tradição política representada por Russomanno, mas na do ‘grande administrador’, que ela identifica com Prestes Maia (prefeito de São Paulo de maio de 1938 a novembro de 1945) e Faria Lima (prefeito de 1965 a 1969).”

E Marilena mandou bala naquele encontro:
“Afinal, Maluf sempre se apresentou como um engenheiro”.

Entenderam? Se o capeta se juntar ao PT, Marilena começará a chamá-lo de anjo incompreendido…

O tempo na TV
Se Alckmin mantiver o apoio do DEM, do PSB, do SDD, do PPS e do PRB, terá 4min35 segundos na TV. Com 1min18s do PP, teria 5min53s. Antes do PP, Padilha contava com as adesões de PR, PDT, PCdoB e PROS, o que somava 5min3s. Acontece que o PP mudou de lado, e Padilha tem agora 6min21s. Entenderam? A segunda começou, e o tucano tinha 50 segundos a mais do que o petista. O dia terminou, e o petista tem 1min46s a mais do que o tucano.

Eis aí o peso da máquina federal. Padilha, com um latifúndio na TV, tem hoje apenas 4% das intenções de voto, segundo a pesquisa Datafolha. Com 43%, Alckmin tem menos tempo.

Fiquem atentos
Há dois outros candidatos. Paulo Skaf (PMDB), garoto-propaganda eleitoral da Fiesp, tem 2min28s. Não está coligado a ninguém. Gilberto Kassab tem 1min53s. Há quem aposte que o ex-prefeito, que sabe não ter chances para o governo, possa se juntar ao peemedebista, disputando o Senado. A união daria a Skaf 4min21s — quase o mesmo tempo do candidato tucano.

A vida de Alckmin não será fácil. Ele será o alvo dos demais candidatos, sejam dois ou três. E sabe que todos eles estarão unidos num eventual segundo turno. Se depender dos “marineieros” — que, em São Paulo, objetivamente, fazem o jogo do PT —, Alckmin não terá também os 58 segundos do PSB.

É uma gente que não brinca em serviço.

Por Reinaldo Azevedo

04/11/2013

às 18:02

Tribunal de Justiça condena Maluf por superfaturar obra de túnel

No Portal G1:
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve nesta segunda-feira (4) a condenação contra o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), ex-prefeito da cidade, por improbidade administrativa em superfaturamento de obra. Segundo a sentença, Maluf está proibido de fazer negócios com o poder público e teve suspensos seus direitos políticos por cinco anos. Além disso, terá que devolver o dinheiro desviado e pagar multa. Com a decisão tomada por um órgão colegiado em segunda instância, Maluf pode, aos 82 anos, ingressar na categoria dos fichas-sujas e não disputar eleições por oito anos.

Maluf havia apresentado um recurso contra a condenação sofrida em 2009 no processo sobre o superfaturamento das obras do túnel Ayrton Senna, executadas em sua gestão como prefeito da capital (1993-1996). Cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF).

Maluf foi um dos deputados federais mais votados nas eleições de 2010 em São Paulo. Ele recebeu cerca de 500 mil votos. Pela Lei da Ficha Limpa, uma pessoa condenada por um colegiado à suspensão dos direitos políticos por ato de improbidade administrativa pode ficar inelegível (por oito anos contados a partir da condenação) se a Justiça considerar que houve lesão ao patrimônio publico e enriquecimento ilícito. No caso de Maluf, ele pode pedir o registro da candidatura em 2014 e se alguém, um partido ou o Ministério Público questionar, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai analisar caso de inelegibilidade. Em março deste ano, o TSE entendeu que quando não há lesão ao erário ou enriquecimento ilícito o político pode se candidatar. Os advogados de Maluf, Eduardo Nobre e Patricia Rios, por meio de nota, afirmaram que a decisão não impede que o deputado participe das próximas eleições.

 Segundo os advogados, para ser impedido pela Lei da Ficha Limpa é necessário que a condenação por improbidade administrativa tenha as seguintes características de forma cumulativa: “proferida por órgão colegiado; determine a suspensão de direitos políticos; que o ato tenha sido praticado na modalidade dolosa; que o ato importe em prejuízo ao erário; e que o ato cause enriquecimento ilícito do agente público”. Ainda de acordo com Nobre e Rios, o Tribunal de Justiça não condenou o deputado Paulo Maluf pela prática de ato doloso, como também não o condenou por enriquecimento ilícito. “Por essas razões a Lei da Ficha Limpa não impede que o deputado participe das próximas eleições”, diz o texto.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

15/04/2013

às 3:15

Comissão investiga oferta de Maluf a fundos estrangeiros

Por Flávio Ferreira e Julio Wiziackde, na Folha:
A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) abriu processo para investigar uma operação em que a família do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) pode retirar R$ 126,5 milhões da Eucatex e enviar o dinheiro para o exterior. O Ministério Público de São Paulo desconfia que o objetivo da família seja proteger seu patrimônio contra as ações em que Maluf é acusado de ter desviado recursos dos cofres públicos no período em que foi prefeito de São Paulo, de 1993 a 1996. A operação que a CVM vai examinar faz parte do processo de reorganização da Eucatex. No ano passado, a empresa, que é controlada pela família Maluf, decidiu transferir seu patrimônio para uma nova companhia, a ECTX.

Pelas regras estabelecidas pela empresa, seis fundos estrangeiros –que, juntos, controlam 37,4% das ações com direito a voto da empresa– terão a chance de sair do negócio, vendendo as ações para a Eucatex. De acordo com as condições oferecidas pela empresa, esses fundos poderão receber R$ 126,5 milhões por suas ações, o equivalente a 17% do valor atual da Eucatex na Bolsa de Valores. O balanço da empresa referente a dezembro apontou um patrimônio total de R$ 1 bilhão. O Ministério Público de São Paulo diz que esses fundos também são controlados pela família Maluf. Um dos objetivos da investigação da CVM é esclarecer esse ponto.
(…) 

Por Reinaldo Azevedo

10/04/2013

às 19:17

Justiça bloqueia R$ 520 milhões em bens de Maluf, membro da CCJ; chegou a hora de deflagrar um surto de beijo de língua

Deixem-me ver. A Justiça bloqueou R$ 520 milhões de bens da Eucatex, empresa que pertence ao deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), amigão do PT (cantou “Lula-lá” no ano passado) e do prefeito Fernando Haddad, um notável progressista. Mais adiante, explicam-se os motivos, em reportagem de Jean-Philip Struck.

Paulo Maluf, a exemplo de patriotas como José Genoino e João Paulo Cunha, é membro titular da mais importante comissão da Câmara dos Deputados: a de Constituição e Justiça. Caso se pergunte aos petistas como isso é possível, eles dirão que é da natureza do jogo, coisa do “presidencialismo de coalizão”. E, nesse caso, tudo é, então, permitido.

Maluf não vira alvo dos petistas e das esquerdas porque, agora, está com eles. Essa gente é assim: desde que o antigo inimigo faça as devidas reverências, ela se oferecem como lavanderia de reputações. Marilena Chaui, aquela que já comparou Lula a uma deusa grega, decidiu: Maluf não é mais uma acusado de corrupção; segundo ela, o homem pertence agora a uma nova tradição: a dos engenheiros.

Por causa de duas ou três declarações infelizes, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) motivou uma espécie de surto de beijo na boca — sem língua, claro!, que beijo político tem de ser coisa asséptica, pudica… Maluf na CCJ, com o seu passado, deveria dar início, no mínimo, a beijos de indignação os mais molhados.

Tudo é uma questão de senso de proporção, não é mesmo? Segue texto da VEJA.com.
*
A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de cerca de 520 milhões de reais em bens da Eucatex S/A Indústria e Comércio, empresa controlada pela família do ex-prefeito Paulo Maluf (PP), hoje deputado federal.

Segundo o Ministério Público, autor do pedido de bloqueio, a medida visa impedir que a família do ex-prefeito transfira bens da Eucatex para uma outra empresa, evitando o pagamento de indenizações por supostos desvios que aconteceram na administração de Maluf na capital paulista, estimados em cerca de 500 milhões de reais. O processo corre em segredo de Justiça.

A decisão judicial, da 4.ª Vara da Fazenda Pública, afirma, entretanto, que o bloqueio poderá ser revertido caso acarrete a quebra da Eucatex. No ano passado, a família Maluf registrou uma nova empresa, chamada ECTX, e anunciou que iria transferir para ela parte dos bens da Eucatex. Segundo a promotoria, a medida pretende blindar as propriedades e evitar o pagamento de ações que Paulo Maluf responde. Desde a criação da nova empresa, no ano passado, a Eucatex já teria transferido 320 milhões em bens para ECTX, de acordo com o Ministério Público.

Nos últimos anos, a Justiça brasileira determinou em diversas ocasiões o bloqueio de bens da família Maluf, entre eles propriedades dos filhos do ex-prefeito, mas a Eucatex, apesar de ter sido apontada como um dos destinos das verbas desviadas da prefeitura, vinha sendo poupada.

Eucatex
Fundada em 1951, a Eucatex é uma das maiores produtoras de pisos, divisórias, chapas de madeira, tintas e vernizes do Brasil. Tem mais de 2.400 funcionários e, em março deste ano, teve o valor de mercado avaliado em 790 milhões de reais. A família Maluf detém quase 60% das ações ordinárias (com direito a voto) da Eucatex, segundo informações do site da empresa.

Já o conselho é presidido por Otávio Maluf, filho mais velho ex-prefeito. Também compõe o conselho o Flávio Maluf (que acumula ainda a função de diretor-presidente), o ex-ministro da Fazenda Delfim Neto e Heitor Aquino, ex-secretário dos ex-presidentes Ernesto Geisel e João Figueiredo.

A empresa disse que pretende divulgar um comunicado ainda nesta quarta-feira sobre o caso.

Por Reinaldo Azevedo

18/01/2013

às 20:23

Corte de Jersey atualiza valor que Maluf, o inocente, terá de devolver à cidade de SP: R$ 57,9 milhões

O deputado e patriota inigualável Paulo Maluf (PP-SP) esteve ontem num evento em apoio à candidatura de Henrique Alves (PMDN-RN) à Presidência da Câmara. Ao comentar as muitas acusações que existem contra o postulante, ele fez o seguinte e especioso raciocínio, que interpreto assim: “Se eu sou inocente, então Alves também é”. Comentei então: “Faz sentido!” Eu também acho Alves tão inocente quanto Maluf…

Então… A Corte de Jersey havia condenado Maluf a devolver R$ 22 milhões aos cofres da Prefeitura de São Paulo — US$ 9 milhões. Mas faltava fazer a devida correção do dinheiro. Agora a Justiça da ilha bateu o martelo: o deputado “inocente” tem de devolver à cidade R$ 57,9 milhões. Também foi condenado a pagar as custas do processo: outros R$ 9 milhões.

O dinheiro, segundo a Corte de Jersey, foi desviado durante a construção da avenida Águas Espraiadas.

Por Reinaldo Azevedo

17/01/2013

às 21:15

Maluf matou charada: “Se eu sou inocente, Alves também é…” Faz sentido!

Agora as coisas estão em seu devido lugar. Quem, a não ser o deputado Paulo Maluf (PP-SP), poderia definir com a devida profundidade a inocência do deputado Henrique Alves (PMDB-RN), candidato à Presidência da Câmara?

Maluf, na prática, construiu um raciocínio irrespondível, que pode ser resumido assim: “Se eu sou inocente, então Alves também é”. Digam: faz ou não faz sentido?

Leiam o que vai no Estadão Online. Volto em seguida:

Por Bruno Boghossian:
O deputado federal Paulo Maluf (PP) roubou a cena em jantar no restaurante Figueira Rubaiyat do qual políticos paulistas participaram nesta quinta-feira, 18, em apoio à candidatura do deputado Henrique Alves (PMDB) à presidência da Câmara. Questionado sobre as denúncias que pesam sobre o deputado, como direcionamento de emendas para empresa de um ex-assessor, Maluf disse que não vê nenhum constrangimento em apoiar o peemedebista. “Há muitos padres acusados de pedofilia, e nem por isso eu deixo de ser católico”.

O deputado disse ainda que não coloca a mão no fogo por Alves, mas usou seu próprio exemplo para defender o colega de Câmara. “Toda investigação é bem vinda e quem está dizendo isso é o homem mais investigado deste País, que se chama Paulo Maluf. Nunca tive uma condenação. Tenho quase meio século de vida pública. Estou casado com a mesma mulher, estou no mesmo partido, moro na mesma casa e estou feliz.”

Voltei
Há só uma coisinha na fala de Maluf que não entendi direito… Na sua metáfora, quem seria o pedófilo? Alves seria o padre, e o PMDB, a Igreja? 
Ainda dentro da sua figuração, ele acha que se pode deixar que um pedófilo cuide dos coroinhas?

Eis aí… Maluf é, sim, uma espécie de emblema, de presidente de honra, da grei a que pertence gente como Alves e Renan Calheiros. Em última instância e de modo irrecorrível, ainda não foi condenado mesmo pela Justiça brasileira, o que, parece-me, deixa o próprio Maluf impressionado. Noto que, em vez de se declarar inocente, ele prefere dar destaque à não condenação. Sabem como é… Há uma diferença entre o sujeito que se diz convictamente inocente e o que prefere dizer que não há provas… Al Capone, por exemplo, nunca deixou provas de seus crimes. Não fosse a sonegação…

Já a Justiça de Jersey condenou Maluf a devolver R$ 22 milhões aos cofres da cidade de São Paulo. Embora jure que o dinheiro não é dele, vai recorrer, entenderam? Tudo explicado. Se Maluf é inocente, Alves também é… O peemedebista não poderia encontrar  advogado mais competente.

Por Reinaldo Azevedo

19/11/2012

às 20:53

Quem tomou a iniciativa de repatriar dinheiro roubado de SP, que Jersey diz estar na conta de Maluf. Ou: A Conspiração dos Éticos

A Folha publicou nesta segunda uma reportagem de Diógenes Campanha com o seguinte título: “Secretário de Serra diz ter viabilizado ação contra Maluf”. Ali se lê o seguinte trecho. Volto depois:

Secretário de Negócios Jurídicos em 2005 e 2006, na passagem de José Serra (PSDB) pela Prefeitura de São Paulo, Luiz Antonio Guimarães Marrey afirmou que a gestão do tucano lançou as bases para a repatriação de US$ 22 milhões desviados pelo ex-prefeito Paulo Maluf. A administração municipal propôs em 2009 uma ação para a restituição dos valores bloqueados na ilha de Jersey, um paraíso fiscal britânico.

A seleção do escritório que defendeu a prefeitura no Reino Unido começou no governo da petista Marta Suplicy (2001-2004). “A gestão Marta selecionou, mas não contratou. A gestão Serra contratou e tomou providências para buscar documentos em Jersey e obter o bloqueio do dinheiro”, disse Marrey. Na última sexta, a Corte Real de Jersey determinou que duas empresas atribuídas à família Maluf restituam o valor aos cofres públicos.
(…)

Voltei
Ditas as coisas da maneira como vai no título, fica parecendo que Marrey está dando apenas uma das versões possíveis – a sua – sobre o episódio. Não! Há a matéria de fato. E o fato é este: as providências para repatriar o dinheiro foram efetivamente tomadas pela gestão Serra. No que concerne à ação legal, “selecionar” um escritório de advocacia não se distingue de tomar um Chicabon.

De resto, todo o meio político sabe que Serra teria encontrado mais facilidades em fechar uma composição com o PP de Paulo Maluf nas eleições municipais deste ano se tivesse se comprometido, caso eleito, a dar de ombros para essa ação, a fazer corpo mole, a deixar pra lá. O tucano não aceitou nem conversar sobre o assunto, e o deputado do PP acabou achou mais vantajoso apoiar o petista Fernando Haddad. O acordo foi celebrado no jardim da mansão de Maluf, com a presença de Lula.

O evento ficou conhecido como “A Conspiração dos Éticos”.

Por Reinaldo Azevedo

16/11/2012

às 16:29

Maluf, o assalto aos cofres públicos, à língua portuguesa e à lógica. Ou: Eis uns dos guias morais da “nova” Prefeitura de São Paulo…

A Justiça de Jersey condenou o ex-prefeito Paulo Maluf, um dos principais aliados do prefeito eleito Fernando Haddad (PT), a devolver R$ 22 milhões aos cofres da Prefeitura de São Paulo. Haddad ainda não decidiu que pedaço da administração será entregue aos cuidados de seu novo “companheiro” para que ele continue a zelar pelo bem público com a dedicação conhecida.  Abaixo, segue o texto publicado na VEJA.com. Se Maluf, segundo a Justiça de Jersey, saqueou os cofres da Prefeitura, sua assessoria decidiu saquear a língua portuguesa. Leiam. Volto depois para tratar do Maluf quântico.

*
A Corte de Jersey anunciou sua sentença final em relação ao processo do deputado federal e ex-prefeito Paulo Maluf (PP-SP) e concluiu que o político desviou pelo menos 22 milhões de dólares dos cofres públicos de São Paulo. A Justiça da ilha também ordenou que o dinheiro, atualmente depositado em contas, em Jersey seja devolvido à prefeitura de São Paulo.

A decisão foi anunciada em uma audiência nesta sexta-feira, em Jersey, e estabeleceu que Maluf foi “parte da fraude” cometida nas obras da Avenida Água Espraiada no final dos anos 90. A Corte entendeu ainda que Flávio Maluf, filho do ex-prefeito, esteve envolvido na gestão desses recursos desviados.

Os juízes de Jersey aceitaram a argumentação dos advogados da prefeitura de São Paulo de que duas empresas offshore eram usadas como instrumento de lavagem de dinheiro, em uma rota dos recursos que envolvia empresas brasileiras de construção, contas em Nova York e o depósito final no Deutsche Bank de Jersey.

Os advogados das empresas offshore ainda podem recorrer da decisão. Porém, tradicionalmente, em Jersey a decisão da Corte Real é mantida pelos instâncias de apelação.

Defesa
Em nota, o deputado Paulo Maluf se defendeu na tarde desta sexta-feira. Ele alega que não era mais prefeito de São Paulo em 1998, período em que os desvios aconteceram. Ele ainda diz que a verdadeira culpada seria a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), responsável pela obra. Maluf contesta o fato do processo ser julgado por uma corte internacional.

Nota na íntegra
1 – A sentença mostra claramente que Paulo Maluf não é réu na Ilha de Jersey.

2 – A sentença mostra claramente, o que temos afirmado à exaustão, que Paulo Maluf não têm conta na Ilha de Jersey.
3 – A sentença mostra claramente que os eventuais recursos citados na ação teriam sido movimentados em janeiro e fevereiro de 1998, quando Paulo Maluf não era mais prefeito de São Paulo, já que seu mandato acabou em dezembro de 1996. Portanto já havia saído da Prefeitura a mais de um ano.
4 – A ação não tem embasamento legal já que a obra não foi feita pela Prefeitura, mas sim pela Emurb, sendo, portanto, a Prefeitura parte ilegítima na questão.
5 – A ação não tem embasamento legal pois qualquer obra realizada em território brasileiro, si feita de forma irregular, o que não é o caso dessa, terá de ser julgada pela Justiça brasileira.
6 – À decisão cabe recurso.
Adilson Laranjeira
Assessor de Imprensa de Paulo Maluf

Voltei
Ai, ai… Aquele “têm” do item 2 não tem, por óbvio, circunflexo porque o sujeito está no singular: o sujeito, como sempre, é “Paulo Maluf.

Aquele “a” na última linha não é artigo ou preposição, mas verbo: indica tempo decorrido. Provavelmente, o redator tentou escrever “há” – e estaria errado ainda assim, já que se trata de um tempo decorrido no passado anterior; portanto, “havia”.

“Si”, em português, é pronome oblíquo; no caso, o redator tentou escrever a conjunção condicional “se”.

Adilson Laranjeira, que assina a nota, pode trabalhar em favor de uma causa ruim, mas sabe escrever. Provavelmente, coitado!, ditou a nota de algum lugar distante. Vai ver também está, a exemplo deste escriba, com dificuldades para estabelecer a conexão 3G, que merece ganhar o Prêmio Jabuti de melhor obra de ficção do Brasil.

Agora o conteúdo
Maluf, há muitos anos – e já o entrevistei no Roda Viva a propósito dessa lambança –, descobriu o que chamo desculpa quântico-esfarrapada. É aquela que lhe garante dizer, a um só tempo, que o dinheiro existe e não existe, que é seu e não é.

Vejam que maravilha. O item 2 diz que “Maluf não têm (sic) conta” em Jersey. Bem, se é assim, então cessa tudo o que a antiga musa canta, certo? Pergunta-se:
a) se ele não tem, que diferença faz a data em que a conta foi movimentada (questão tratada no item 3)? O dinheiro não era dele mesmo, certo?;
b) se ele não tem, que sentido faz discutir a legitimidade da Prefeitura para mover o processo?;
c) se  ele não tem, por que contestar a competência de Jersey na questão?;
d) se ele não tem, por que falar em recurso? MALUF, POR ACASO, VAI RECORRER CONTRA A DECISÃO PARA QUE DEVOLVA UM DINHEIRO QUE NÃO EXISTE?

Vai ver foi assim que Maluf convenceu Haddad de que ele teria uma contribuição ética a dar ao PT. Se bem que, tudo somado e subtraído, isso não deixa de ser verdade. Sempre considerei o petismo a profissionalização do malufismo.

Por Reinaldo Azevedo

10/10/2012

às 6:01

Juíza manda aliado de Haddad devolver R$ 21 milhões aos cofres da cidade de SP, mas petista quer é lhe dar a chave do cofre

Um momento lindo: Lula dá a mão a Maluf na celebração da união em benefício de Haddad

Ai, ai… Nada como um dia após o outro, com a falta de vergonha na cara no meio… O deputado Paulo Maluf (PP-SP), aliado de Fernando Haddad na disputa pela Prefeitura de São Paulo, terá de devolver R$ 21 milhões aos cofres públicos. É o ponto final de uma ação que foi movida por… petistas no tempo em que o PT fazia oposição ao ex-prefeito.

Hoje, eles estão juntos, e o agora deputado, um monumento à moralidade nacional, comandará um pedaço da Prefeitura caso Haddad vença a eleição. Eis o PT! Quando Maluf era adversário, eles o levaram para a barra dos tribunais — e por bons motivos. Agora, Maluf é aliado,  e eles querem levá-lo para dentro da Prefeitura.

Corolário: o PT não recorreu à lei contra Maluf por senso de justiça, mas apenas porque ele era seu adversário. Agora que é aliado, tornou-se um homem bom. Não que o malufismo envergonhe o petismo ou que este possa envergonhar aquele.  Trata-se de forças complementares contra a moralidade pública.

Leiam o que informa José Ernesto Credendio, na Folha:
O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) terá de devolver R$ 21,315 milhões aos cofres municipais até este mês, por decisão da Justiça, após perder todos os recursos numa ação movida pelo Ministério Público Estadual, com base numa representação apresentada pelo PT em 1996. Prefeito paulistano de 1993 a 1996, Maluf é hoje aliado dos petistas na coligação que tenta levar Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. O deputado foi intimado a devolver à prefeitura o valor de prejuízos de operações financeiras com papéis do Tesouro Municipal no caso conhecido como “escândalo dos precatórios”, em razão de uma condenação ocorrida em dezembro de 1998.

Como ele não conseguiu derrubar a sentença em instâncias superiores, em 20 de setembro deste ano a juíza Liliane Keyko Hioki, da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, atendeu pedido do Ministério Público e deu prazo até este mês para Maluf restituir o valor à prefeitura. A ação, por improbidade administrativa, foi motivada por petistas como o atual ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), Devanir Ribeiro e José Mentor, ambos do diretório nacional, o vereador José Américo e os deputados Carlos Zarattini e Adriano Diogo, na época opositores à gestão de Paulo Maluf.

O valor da restituição foi atualizado em agosto e, caso Maluf não o devolva, deve pagar mais juros e multa de 10%, determinou a juíza. Antes, o deputado tentara suspender o processo com apelações ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) e ao STF (Supremo Tribunal Federal). Em março de 2009, em recurso relatado pelo ministro Ayres Britto, o STF negou o pedido de Maluf, que já havia perdido também no Tribunal de Justiça paulista.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

03/09/2012

às 14:41

Justiça de Jersey rejeita recurso de Paulo Maluf, o aliado de Fernando Haddad

Na VEJA.com:
Os advogados de Paulo Maluf sofreram uma derrota na Justiça de Jersey e a Corte Real da ilha rejeitou mais uma tentativa de adiar o julgamento em relação ao destino do dinheiro que está congelado em contas no paraíso fiscal. Para a Corte, a iniciativa dos advogados de Maluf de apresentar um recurso era “tático” e concorda com a versão dos advogados da prefeitura de São Paulo de que os argumentos para pedir o adiamento seriam “cínicos”.

Há cerca de um mês, a Corte concluiu as audiências em torno do caso aberto pela prefeitura de São Paulo para reaver o dinheiro que Maluf teria desviado das obras da Avenida Águas Espraiadas e que estariam no paraíso fiscal. O julgamento permitiu que, pela primeira vez em uma década, documentos fossem liberados mostrando que a família de Maluf administrou contas no exterior, algo que o ex-prefeito sempre negou.

Os advogados de defesa admitiram que Maluf era beneficiário dessas contas, enquanto seu filho Flávio era diretor de uma das empresas para onde o dinheiro era enviado. Uma decisão deve ser tomada nos próximos meses. Mas, enquanto isso, a Corte tem sido obrigada a se pronunciar sobre tentativas dos advogados de Maluf de impedir que uma decisão seja anunciada.

Em uma decisão tomada em 22 de agosto e divulgada agora, a Corte revela como os advogados do ex-prefeito tentaram, já em 4 de julho, incluir novos elementos ao processo e, assim, pedir que a audiência fosse adiada. Uma primeira decisão rejeitou o pedido. Mas os advogados de Maluf voltaram a insistir com a tese e apelar da decisão. Uma vez mais a corte a rejeitou, no dia 28 de agosto. Os advogados de Maluf insistiam em mudar algumas de suas respostas que haviam dado no processo, dois anos depois que elas foram entregues ao juiz, o que atrasaria o andamento do caso.

Entre os motivos da rejeição, a Corte estima que as explicações que os advogados de Maluf gostariam de incluir poderiam ter sido apresentadas “durante as audiências”. O que os advogados de Maluf queriam incluir, segundo os documentos da Corte, seriam “declarações legais de advogado”P.G. de M. Lopes”. O jurista, ainda segundo a Corte, seria um sócio do escritório Leite Tosto e Barros Advogados, justamente quem fala em nome de Maluf no Brasil.

Há um mês, esse mesmo escritório rejeitou a informação de que os advogados que estavam presentes em Jersey representavam Maluf. No mais recente documento, a corte relembra que, já em 2009, o mesmo Lopes tentou “sem sucesso desafiar a jurisdição da corte”. Isso provaria que ele já conhecia o dossiê desde então.

Outra tentativa da defesa de Maluf foi a de provar que a prefeitura de São Paulo não poderia ser parte do processo. Isso porque, se alguém teve algum prejuízo com o desvio de dinheiro, essa seria a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), e não a Prefeitura. A Corte relembrou em sua decisão desta semana que essa não foi a posição dos advogados de Maluf, nem em respostas dadas em novembro de 2010 e nem em março de 2011. “O objetivo e efeito de emendar (a resposta) seria permitir que a defesa alegasse que a única pessoa que poderia dizer que sofreu alguma perda é a Emurb e que a Prefeitura não tem lugar nessa ação”, indicou os juízes, na decisão.

“Diante da falta de explicação para essa tentativa de último minuto de mudar sua posição original em relação à Emurb, não é difícil de ver porque os advogados da acusação convidam à Corte a concluir que o pedido não é mais que uma tentativa cínica de impedir o julgamento”, indicaram os juízes, que sustentaram a tese de que a iniciativa foi tomada por “motivos táticos. “Por todos esses motivos, os pedidos (de inclusão de novas informações) foram recusadas”, concluiu o documento.

Nas próximas semanas, a Corte deve se pronunciar sobre o dinheiro de Maluf na ilha e se os recursos devem ou não voltar aos cofres públicos em São Paulo.

Por Reinaldo Azevedo

24/08/2012

às 20:34

Após foto constrangedora, Maluf e Haddad voltam a se encontrar nesta sexta. Jornalistas e fotógrafos estão proibidos!

Por Thais Arbex, na VEJA.com:
Dois meses depois da constrangedora foto do deputado Paulo Maluf com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu candidato à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, o trio voltará a se encontrar na noite desta sexta-feira no Clube Monte Líbano, na zona sul da capital paulista, em um jantar em homenagem ao ex-ministro da Educação.

Maluf já confirmou presença no evento organizado pela Federação das Associações Muçulmanas do Brasil e pela Comunidade Árabe de São Paulo. Haddad, que será homenageado “por sua contribuição à integração dos povos e intercâmbio cultural entre os países”, irá acompanhado de Lula, seu padrinho político.

A assessoria da campanha petista divulgou comunicado no meio da tarde desta sexta-feira proibindo a presença de fotógrafos e jornalistas. ”Será de caráter reservado, em ambiente fechado. Portanto, a imprensa não terá acesso.”

Na última vez em que Maluf, Lula, Haddad se encontraram, com a presença da imprensa, em 18 de junho, nos jardins da casa do deputado do PP, em um bairro nobre da capital paulista, a imagem provocou a imediata saída de Luiza Erundina do posto de vice na chapa encabeçada por Haddad, mas garantiu ao PT 1min30s a mais ao tempo que o ex-ministro tem hoje no horário eleitoral gratuito.

Desde então, Maluf tem sido excluído das caminhadas pela cidade, dos discursos e do palanque dos petistas. Mais: a contraditória aliança tem provocado embaraços constantes ao candidato petista em debates e entrevistas.

Por Reinaldo Azevedo

24/07/2012

às 5:03

Papéis mostram que filho de Maluf geriu contas em Jersey

Por Flávio Ferreira e Rodrigo Russo, na Folha:
Documentos obtidos pelas autoridades brasileiras mostram que um filho do deputado Paulo Maluf (PP-SP) movimentou pessoalmente recursos que teriam sido transferidos ilegalmente para a ilha de Jersey, um paraíso fiscal britânico, em sua gestão como prefeito de São Paulo. Os documentos foram obtidos entre 2004 e 2007, durante as investigações conduzidas em Jersey, e incluem cartas em que o empresário Flávio Maluf dá instruções para a movimentação de contas associadas ao seu pai.

Folha obteve cópias desses papéis e comparou-as com documentos da Eucatex, empresa controlada pela família Maluf no Brasil. As assinaturas de Flávio nas cartas encontradas em Jersey são idênticas às que aparecem nos registros da Eucatex. A Prefeitura de São Paulo move uma ação na Justiça de Jersey contra as empresas que controlam esse dinheiro e pede a repatriação de US$ 22 milhões dos US$ 175 milhões que a família Maluf teria depositado na ilha. As mensagens assinadas por Flávio fazem parte da causa.

Maluf e seus advogados negam ter relação com as empresas, mas os documentos do processo fazem várias referências a ele e seu filho Flávio, que é mencionado como diretor das empresas. Segundo a prefeitura e o Ministério Público de São Paulo, o dinheiro depositado em Jersey foi desviado dos cofres públicos durante a construção da avenida Jornalista Roberto Marinho, uma das principais obras da administração Maluf (1993-1996). Os documentos examinados pela Folha que têm a assinatura de Flávio incluem cartas da Durant, a empresa que controla as contas associadas a Maluf, e da Sun Diamond, que controla a Durant.
(…) 

Por Reinaldo Azevedo
 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados