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MST

30/05/2013

às 20:14

Governo agora investe na falácia de que a Justiça é que impede os assentamentos. Então vamos fechar o Judiciário! Ou: E se Stedile arrumasse um emprego, hein?

Embora a petezada queira “controlar a mídia”, a turma, lá na intimidade, deve se regozijar: “Pô, tá ficando cada vez mais fácil plantar conversa mole na grande imprensa, né, companheiros?” E todos brindam à saúde moral de Che Guevara com uísque 12 anos — idade mínima aceita por Lula desde quando, sindicalista, negociava com o Grupo 14, da Fiesp. Por que digo isso?

Porque o governo conseguiu emplacar a história de que os assentamentos na área rural só não andam por culpa da Justiça. Haveria, segundo as contas, 413 mil hectares dependendo de decisões judiciais, suficientes para assentar 14 mil famílias.

Que chato! Acho que, sem o Poder Judiciário, eu também faria um bom governo. Qualquer um de nós faria. E sem o Legislativo, então? Huuummm… Reescrevo: não sei se seria “bom”, mas daria para mandar à vontade, né? Seria gostoso ao menos. As ditaduras sempre são divertidas — para os ditadores e acólitos.

Como são feitas as demarcações e desapropriações? Será que o Incra faz tudo direitinho, e o juiz só entra no fim, para atrapalhar? O caso dos índios (ver post anterior) ilustra bem a questão. Governos têm de ter políticas claramente definidas, em vez de entregar áreas da administração a feudos ideológicos.

A verdade dramática, esta sim, é que a reforma agrária com distribuição de terra é um modelo falido. Já era! Virou um buraco sem fundo, sem lógica econômica nenhuma. Não existe mais sem-terra já faz tempo. O que existe é um aparelho ideológico chamado MST, que mantém a causa para, na verdade, financiar as próprias fantasias ideológicas. O que falta, isto sim, é legalizar, com carteira assinada, os trabalhadores rurais que ainda estão na informalidade. O máximo que pode haver no campo — e isso deveria ser objeto de política pública — é desemprego, não sem-terra. Vale dizer: NÃO PRECISAMOS DE UMA REFORMA AGRÁRIA, MAS DE UMA REFORMA NA MÃO DE OBRA DO SETOR AGRÁRIO. É mais simples de resolver, muito mais barato e dará a esses trabalhadores condições de vida muito mais dignas e com mais celeridade. Mas aí João Pedro Stedile e outros da sua turma terão de arrumar um emprego.

Todo mundo tem direito à propriedade e ninguém pode ser dela privado de modo arbitrário. Está lá, de modo claro, no Artigo 17 da Declaração Universal dos Direitos do Homem. Mas ninguém nasce, em nenhum país do mundo, que eu saiba, por mais democrático que seja, com o direito de receber de mão beijada uma propriedade.

Por Reinaldo Azevedo

09/03/2013

às 6:29

Eles estão acima da lei, do estado de direito, da propriedade e até da honra alheia. E contam, na prática, com a proteção do Planalto

Vejam esta foto.

São militantes da Via Campesina, um braço do MST e da CPT (Comissão Pastoral da Terra) invadindo as instalações da usina Maravilha, na cidade de Goiana, a 70 quilômetros do Recife (foto de Hans von Manteuffel /O Globo).  O pretexto é a demora na desapropriação de terras para a reforma agrária. Eles também reclamavam que o governo de Pernambuco foi hábil em doar terrenos da região para a construção de uma unidade da Fiat — como se isso fosse um mal para a população local —, mas lento para atender aos sem-terra e coisa e tal. Essa ladainha, bovinamente veiculada pela imprensa, a gente já conhece. A empresa invadida também estaria devendo uma dinheirama em dívidas trabalhistas. Ainda que assim seja, é esse o método a que se deve recorrer? Cinicamente, a Via Campesina usou a depredação como a sua forma de marcar o Dia Internacional da Mulher. É a razão por que aquelas senhoras chegaram quebrando tudo, com porretes e facões. O que vai acontecer com elas? Nada! No Brasil, “movimento social” pode passar a mão no traseiro do guarda…

Anteontem, um grupo de mulheres da mesma Via Campesina depredou e ocupou por algumas horas uma fazenda que pertence aos filhos da senadora Kátia Abreu (PSD-TO). Destruíram nada menos de 500 mil mudas de eucalipto. Por quê? Pelo prazer de destruir. A turma de João Pedro Stedile é contra os eucaliptos… Vejam esta foto.

Acima, vocês veem as mudas arrancadas. O prejuízo, segundo os administradores da fazenda, é da ordem de R$ 500 mil. Uma certa Mariana Silva, coordenadora do MST em Tocantins, explicou assim o vandalismo:
A ruralista e senadora Kátia Abreu é símbolo do agronegócio e dos interesses da elite agrária do Brasil, além de ser contra a reforma agrária e cometer crimes ambientais em suas fazendas. Por isso estamos realizando esse ato político e simbólico em sua propriedade. Nosso objetivo foi sabotar o modelo de monocultura e mostrar a essa senadora que, em vez de destruir o meio ambiente, o melhor caminho é diversificar a produção de alimentos para o povo”.

Digam-me cá: ela fala ou não fala como uma “mulher do povo”? Para o MST, uma plantação de eucaliptos é “monocultura”. Ela admite o crime. Ela assume a “sabotagem”, tudo em primeira pessoa. Kátia Abreu é “símbolo” do agronegócio? Ainda bem! Não fosse ele, o país estaria no buraco. Mariana, muito sabida, pretende decidir, como se vê, o que Kátia e sua família devem e não devem cultivar em suas terras. Agora vejam isto:

 

Quer dizer que Kátia mandou matar gente no Pará? Por quê? Ora, porque ela é uma “ruralista”. Considerando que dona Mariana resolveu ser porta-voz do grupo e que a senadora está impedida de acionar na Justiça o MST e a Via Campesina porque não têm existência legal, só resta a Kátia processar por calúnia aquela suposta “agricultora” que mal esconde o sotaque ideológico de suas formulações.  Os comandados do senhor João Pedro Stedile não reconhecem a existência de propriedade, de leis e de honra alheia.

No governo do PT, alguns grupos estão acima das regras do estado de direito. Têm licença para ameaçar, invadir, depredar. O ministro que faz a interlocução com os ditos “movimentos sociais” é Gilberto Carvalho, aquele que anunciou no ano passado: “Em 2013, o bicho vai pegar!”. Um funcionário seu foi à reunião na embaixada cubana que preparou os atos vis de hostilidade a Yoani Sánchez.

No fim das contas, Carvalho é a fachada moderada e legalista da turma que faz o “bicho pegar” nas cidades ou no campo.

Por Reinaldo Azevedo

07/03/2013

às 15:13

Movimento dos Sem-Lei e dos Sem-Limite invade e depreda fazenda produtiva dos filhos de Kátia Abreu

E o Movimento do Sem-Terra — que também atende pelo nome de Movimento dos Sem-Limite, dos Sem-Freios, dos Sem-Polícia, dos Sem-Justiça, dos Sem-Constituição — voltou a praticar uma de suas costumeiras brutalidades. Agora invadiu uma fazenda que pertence aos filhos da senadora Kátia Abreu (PSD-TO). Orgulhoso, o MST fotografa a ação e a divulga. Leiam texto de Letícia Cislinschi, na VEJA.com. Volto em seguida.

*
Cerca de 500 mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram uma fazenda dos filhos da senadora Kátia Abreu (PSD-TO), no Tocantins, na manhã desta quinta-feira e destruíram viveiros de mudas de eucalipto. Segundo a senadora, 48 funcionários foram feitos reféns.

Em nota, Kátia Abreu repudiou o ato e avisou que a “invasão é um ato de retaliação contra sua atuação democrática como senadora e líder do setor produtivo rural”. Ela afirmou ainda que a invasão não vai impedi-la de continuar “mostrando ao Brasil as mentiras e as atrocidades cometidas por este movimento dos sem lei”. A senadora também informou que sua família está indo ao local para tomar as medidas judiciais e “prestar atendimento aos verdadeiros trabalhadores que lá foram feitos reféns”.

Violência
Em outubro de 2009, a Polícia Militar registrou em vídeo a ocupação pelo MST da fazenda Santo Henrique, da empresa Cutrale, no município de Borebi, a 290 km de São Paulo, na região de Bauru. Nas imagens, integrantes do movimento aparecem destruindo 12 mil pés de laranja com o uso de tratores. Além do pomar, os invasores depredaram máquinas, tratores e casas da fazenda. O prejuízo passou de 1 milhão de reais.

Voltei
Até quando o país viverá essa rotina? Até quando houver impunidade. Ate quando o MST decidir que pode fazer o que bem entende sem que lhe advenham consequências. Poucos se lembram, mas, na raiz desses atos violentos, de puro vandalismo, está o PT. Existe uma lei, uma MP devidamente aprovada, que criava uma espécie de cadastro de invasores e os mandava para o fim da fila de prioridades dos assentamentos. Os petistas passaram a ignorar a lei solenemente. Vejam uma foto da invasão, divulgada pelos próprios criminosos.

Lá nos primórdios, o MST se justificava moralmente dizendo que só invadia “terra improdutiva”. Com o tempo, isso foi mudando — nem poderia ser diferente: era mesmo mero pretexto. Os sem-lei passaram a invadir muito especialmente terras produtivas. O movimento passou a ser uma espécie de juiz do que pode e do que não ser produzido no pais.  Muito bem: eles sabem que não há a menor possibilidade de tomar a fazenda dos filhos de Kátia Abreu. A terra não se encaixa nos critérios que a tornariam passível de desapropriação porque produtiva. Então optam pela depredação, a exemplo do que já fizeram com instalações da Monsanto e da Cutrale.

E qual a consequência? Nenhuma! O governo ignora a lei que pune os invasores. O Ministério Público, quando atua, encontra na Justiça uma barreira porque se alega que não existe “crime coletivo”; para que possa haver uma punição, os juízes exigem a conduta individualizada. O filho de Kátia Abreu não tem como processar o MST porque o movimento não existe legalmente, entenderam? É uma rede, como a Al Qaeda, sem personalidade jurídica. Um grupo, uma cooperativa, um assentamento, uma associação, entes os mais variados são do MST sem que o MST seja alguma coisa acionável na Justiça.

Mulheres e crianças
A ação na fazenda, como viram, foi protagonizada por mulheres. É uma das táticas a que recorre o MST. Elas costumam praticar os atos mais violentos. É uma tática importada dos movimentos terroristas, que recorrem a mulheres e a crianças — ou as usam como escudos — para intimidar a reação dos agredidos.

Vejam lá a foto. Há ao menos uma criança no meio da bagunça. Deve haver outras. Só isso exporia os adultos ali presentes ao braço da lei. Sabem o que vai acontecer? Nada!

Reféns
Nada menos de 48 funcionários foram feitos reféns pelo movimento. É prática semelhante ao terrorismo. Só para arrematar: aquela comissão que encaminhou ao Senado uma proposta aloprada de reforma do Código Penal sugeriu que o país tenha, finalmente, uma lei que puna terroristas. Mas abriu uma exceção: atos praticados por “movimentos sociais” estariam isentos de culpa e de pena. Ah, bom…Segue nota da senadora Kátia Abreu:

Repudio, com indignação, a invasão perpetrada pela Via Campesina, uma das milícias do MST, em uma propriedade da minha família, localizada em Aliança, Tocantins.
Trata-se de uma propriedade produtiva, moderna, que emprega 48 trabalhadores, hoje violentamente transformados em reféns, enquanto o grupo de vândalos destruía viveiros de mudas cultivadas com alta tecnologia, destinadas ao plantio de eucaliptos, que é a atividade principal do empreendimento.
Esta invasão é um ato de retaliação contra minha atuação democrática como senadora e líder do setor produtivo rural, em defesa do Estado de Direito e dos direitos fundamentais, neste caso traduzido no direito de propriedade.
 Não vão me fazer recuar. Não vão me amedrontar. Não vão impedir que continue mostrando ao Brasil as mentiras e as atrocidades cometidas por este movimento dos sem lei.
Neste momento, minha família está se dirigindo ao local para tomar as medidas judiciais cabíveis e prestar atendimento aos verdadeiros trabalhadores que lá foram feitos reféns.
Brasília, 7 de março de 2013
Senadora Kátia Abreu
Por Reinaldo Azevedo

06/02/2013

às 18:58

O estado paralelo do MST, as mortes no campo e as mistificações

Que tal tratar de um tema delicado?

Regina dos Santos Pinho, agricultora do assentamento Zumbi dos Palmares, em Campos, no Rio, foi assassinada. É lá que morava também Cícero Guedes dos Santos, liderança do MST, morto a tiros no dia 26. O movimento se pronunciou nesse caso afirmando que o assassinato era “resultado da violência do latifúndio, da impunidade das mortes dos sem-terra e da lentidão do Incra para assentar as famílias e fazer a reforma agrária”.

Muito bem!

A polícia já prendeu o mandante do assassinato de Cícero. Latifundiário? Não! José Renato Gomes de Abreu, 45 anos, é funcionário público do município de São João da Barra, mas, ATENÇÃO!, morava num acampamento do MST na Usina Cambaíba, em Campos. Vocês entenderam direito: o funcionário público em um município era invasor de terra em outro. E o MST, é claro!, sabia. Cícero foi morto justamente quando voltava de uma reunião em Cambaíba. E por que José Renato mandou matá-lo? Segundo a polícia, ele é aliado de traficantes da “comunidade” Tira Gosto, em Campos, e queria assumir a liderança na invasão.

Uma pausa para a memória
Em 2011, houve cinco assassinatos de pessoas envolvidas em conflitos de terra no Pará. Gilberto Carvalho e Maria do Rosário denunciaram o que seria uma cruzada de extermínio contra os movimentos sociais. De novo, os “latifundiários” — sejam lá quem forem — entraram na mira. Dilma formou uma espécie de gabinete de crise com cinco ministérios e os deslocou para a região. Ok. Tá bom! Cinquenta mil morrem todo ano no Brasil, e isso não mobiliza nem mesmo um ministério… Mas vá lá.

Fez-se tal barulho que alguns figurões da imprensa estrangeria resolveram se interessar pela coisa. O tiro até saiu pela culatra. Jon Lee Anderson, biógrafo de Che Guevara, o Porco Fedorento, escreveu um textão na New Yorker. Jogou parte da responsabilidade pelas supostas execuções nas costas de Dilma — e, obviamente, acusou o novo Código Florestal, que demonstrou desconhecer. Esculhambei o mistificador.

Apuradas as mortes, tudo não passava de acerto de contas e rivalidades entre os próprios assentados. O caso mais espantoso foi mesmo o do “casal de ambientalistas”, como chamavam os cândidos, José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo. Os dois teriam sido assassinados pelos interesses do latifúndio, madeireiras etc. e tal. O assassino, na verdade, era José Rodrigues Moreira, morador do mesmo assentamento. Tinha uma rixa com o casal. Mas o dado espetacular que surgiu da história foi outro. José Cláudio havia, ele próprio, participado de outro homicídio, o de um homem chamado Pelado. A polícia nem mesmo havia aberto inquérito a respeito. “Pelado” não era considerado do lado “do bem”…

Outro suposto “líder” morto era um bandido foragido do Maranhão, que usava nome falso…

E daí?
Os idiotas e analfabetos morais militantes lerão este texto e dirão: “Ah, o Reinaldo nega que haja mortes no campo!”. Uma pinoia! O Reinaldo está informando — isto mesmo, INFORMANDO — que as mortes envolvendo lideranças, assentados e invasores do MST entram na conta dos ditos “latifundiários” e que isso esconde conflitos de outra natureza. Eu estou afirmando que o MST é o primeiro a jogar uma cortina de fumaça nas ocorrências e a impedir a devida apuração dos casos, como aconteceu em Campos com Cícero Guedes dos Santos. Eu estou dizendo que, com frequência, os mortos do MST escondem mortos que não são do MST e que não chegam a ser notícia porque essas outras vítimas não têm em mãos uma empresa de produzir mistificação e ideologia.

Vejam lá: o movimento acusou os latifundiários em Campos. Errado! O mandante é um sujeito que é funcionário público — o que faz ele numa invasão de terra? —, aliado de um traficante.

O que estou dizendo, meus caros, é que, na prática, João Pedro Stedile e seus comandados pretendem liderar uma espécie de estado paralelo. Quando morre alguém “da sua gente”, eles pretendem ter a última palavra sobre a natureza da ocorrência. A lógica me diz que, nesse universo dominado pelos ditos sem-terra, deve-se matar e morrer muito mais do que sabemos. Existe aí um Brasil subterrâneo. As mortes conhecidas, as que vêm a público, entram na conta dos conflitos com o latifúndio.

Não era verdade no caso do Pará, com todo aquele estardalhaço. Não é verdade no caso de Cícero, em Campos. E, suspeito, não deve ser verdade no caso de Regina dos Santos Pinho, a morta da hora.

O primeiro que chamou a minha atenção para esses acertos de contas feitos ao arrepio do estado, no ano 2000, foi um dos chefões do PT que andam por aí — informação passada em off, fora da entrevista. Ele temia, então, que, com a chegada do partido ao poder, que antevia como certa (e eu também), houvesse um recrudescimento desses casos. Como disse então, o PT controlava apenas parte das ações do movimento.

É um escândalo que o governo brasileiro permita que essas mortes fiquem sob o arbítrio de uma espécie de estado paralelo.

Por Reinaldo Azevedo

23/01/2013

às 14:37

O MST, pelego que é, não apoia “ocupação” do golpista Instituto Lula por assentados. Ou: Finalmente, uma área realmente improdutiva é ocupada

Moradores do assentamento Milton Santos, que fica entre Americana e Cosmópolis, no interior de São Paulo, resolveram invadir… Ooops! Eles resolveram “ocupar” — é o verbo politicamente correto — a sede do Instituto Lula, no centro de São Paulo. Tão logo fiquei sabendo da notícia, pensei o óbvio: “Finalmente o MST invade uma área realmente improdutiva”. Como, que se saiba, não existem pés de jabuticaba no Instituto Lula, a única coisa realmente nativa que se produz por ali é besteira. Mas eu estava enganado, e não se está noticiando por aí um fato realmente encantador: O MST NÃO ESTÁ APOIANDO ESSA OCUPAÇÃO. Ao contrário! Os pelegos emitiram uma nota em seu site oficial deixando claro que estão fora dessa. Lê-se lá: “Os protestos organizado pelo MST têm como orientação geral denunciar os verdadeiros inimigos da reforma agrária, como o agronegócio, o latifúndio, o Poder Judiciário e a imprensa burguesa e pressionar os órgãos de Estado para que façam a Reforma Agrária.”

Entenderam?  Sigamos.

Decisão judicial determinou que os assentados — sim, eles já foram assentados pelo Incra — deixem a área. A terra pertencia ao grupo Abdalla e foi tomada pela União em razão de dívidas com o INSS. A decisão foi revertida na Justiça, e daí se criou a confusão. Muito bem! Ações judiciais têm de ser cumpridas. Se um juiz determina que a Polícia Militar realize a desocupação e se esta se nega a fazê-lo — ou o governador de Estado —, os responsáveis pela negativa podem ir em cana. Qual é a saída?

Os moradores do assentamento Milton Santos reivindicam que o governo federal faça o óbvio: que desaproprie a área, o que está a seu alcance. A rigor, é o que ele poderia ter feito no caso do Pinheirinho, por exemplo — lembram-se dele? Em vez de aquele amigo esquisitão de Gilberto Carvalho ir lá fazer proselitismo e incitar à violência, Lula poderia, então, como presidente, ter desapropriado o terreno. Mas não se fez isso.

Por que os assentados invadem o Instituto Lula? Ora, fomos informados há três dias que é ali que se decidem realmente os destinos da nação — segundo os petistas ao menos. Foi no instituto que amigos do Apedeuta anunciaram um golpe de estado: Lula vai surrupiar de Dilma a condução da política e as negociações com o Congresso. Se o Babalorixá de Banânia pode ser o intermediário nas negociações com o Parlamento, também pode sê-lo em casos assim. Depois do golpe dado, o instituto deve ser uma espécie de centro de peregrinação — e, claro!, ocupação — de todos os descontentes do país. Se a APUE (Associação dos Portadores de Unha Encravada) tem algo a reivindicar do Poder Público, já sabe o endereço.

Os moradores do Milton Santos prometem sair do local só quando houver o decreto de desapropriação. Sem o apoio de ninguém e discretamente hostilizados pelo MST, duvido que resistam tanto. Mas puseram o dedo na ferida: o governo federal tem como resolver essa história com um simples decreto. Mas é bem possível que alguns espertalhões prefiram que a PM seja obrigada a agir — não pode resistir a uma decisão judicial — para que se possa jogar a culpa nas costas do tucano. Aí os inefáveis Gilberto Carvalho, Maria do Rosário e José Eduardo Cardozo podem vir a público para verter suas lágrimas caridosas.

Quanto ao MST, dizer o quê? O peleguismo inflamado consegue ser ainda mais asqueroso do que o outro, que se permite ser cavalgado sem disfarces.

Por Reinaldo Azevedo

10/12/2012

às 17:27

MST, finalmente, invade uma área realmente improdutiva e ocupada pelo crime: o escritório da Presidência em SP

Ah, achei que o MST finalmente tivesse promovido uma ação verdadeiramente virtuosa, talvez uma das poucas realmente justas de sua história. Li na Folha o seguinte título: “Grupo ligado ao MST tenta invadir escritório da Presidência em SP”. Pensei cá comigo: “Vejam os sem-terra invadindo uma área realmente improdutiva”.

Mas não era bem assim. Reproduzo trecho da reportagem:
Um grupo de agricultores ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e de estudantes tentou invadir na manhã desta segunda-feira (10) o escritório da Presidência em São Paulo. (…) Cerca de 120 pessoas chegaram ao local por volta das 10h e subiram a até o segundo andar do prédio. Não houve confusão, e uma comissão formada por 18 pessoas foi recebida pelo secretário executivo da Secretaria-Geral da Presidência, Rogério Sottile. Nos últimos dois anos, foi a terceira vez que os manifestantes tentaram invadir o escritório.
(…)
Os agricultores fazem parte do assentamento Milton Santos, que fica em Americana (SP). O assentamento onde vivem 68 famílias é alvo de uma disputa judicial. De acordo com o advogado do grupo, Vandré Paladini Ferreira, uma decisão da Justiça Federal determinou a reintegração de posse do terreno até quinta-feira (13). Eles querem que o governo faça uma desapropriação por interesse social para que possam continuar no assentamento.
(…)
O governo federal se comprometeu a conversar com o governo estadual para tentar adiar a reintegração de posse. Os manifestantes afirmam que irão resistir à reintegração. “Se eles insistirem, vai ser um conflito aberto. Vai acontecer um novo Pinheirinho”, disse o assentado Rodrigo Lima.

Voltei
Não, não é o que eu imaginava. Segundo entendi, o MST recorreu ao Executivo para que este desaproprie uma área e torne sem efeito uma decisão da Justiça. Segundo entendi, a pessoa que falou em nome do governo federal prometeu fazer coisa diferente: interceder junto ao governo do Estado para que este não cumpra uma decisão judicial, o que não é mera questão de gosto.

Achei que o MST havia decidido ocupar uma área improdutiva, que estava dedicada à delinquência criminal mesmo. Mas não! Se as coisas aconteceram como se relata acima, tudo se resolveu com a promessa de uma delinquência política.

Por Reinaldo Azevedo

22/06/2012

às 6:41

Com inveja do Paraguai — MST continua em busca de cadáveres e invade fazenda no Pará; 12 pessoas ficaram feridas

Escrevi ontem que há extremistas no Brasil fascinados com os confrontos entre invasores de terra e policiais, que resultaram na morte de 17 pessoas no Paraguai e podem custar o mandato do presidente Fernando Lugo, que merece perdê-lo por ter sido tolerante com táticas de guerrilha em seu país. Pois bem: militantes do MST decidiram invadir anteontem de manhã a fazenda Cedro, que fica em Eldorado do Carajás, no Pará. No confronto entre invasores e seguranças da propriedade, 12 pessoas ficaram feridas. A Cedro pertence à Agropecuária Santa Bárbara, do grupo Opportunity, de Daniel Dantas.

Reproduzo trecho de reportagem de Guilherme Voitch, no Globo, e volto em seguida:
O MST acusa os seguranças da fazenda de terem atacado os militantes, que faziam um manifestação pacífica, com mais de mil famílias, em frente à sede da propriedade. Os sem-terra protestavam contra o uso abusivo de agrotóxicos. “Fomos recebido com muitos tiros por parte da escolta armada. Há muitos feridos”, declarou o dirigente do MST Charles Trocatte. Depois do ataque, os militantes fecharam a BR-155, km 55, ao lado da fazenda. Durante a tarde, a rodovia foi liberada.
Já a Agropecuária Santa Bárbara, em nota, dá outra versão. Segundo a empresa, cerca de 300 integrantes do MST invadiram a propriedade. “Com muita violência, o grupo, fortemente armado e enfurecido, destruiu parte da propriedade e causou pânico nos funcionários e prestadores de serviços presentes. Os invasores chegaram atirando e destruindo a propriedade, aterrorizando os funcionários — que fugiram desesperados. Eram 300 invasores enfurecidos e apenas seis seguranças para proteger as vidas dos funcionários e de si próprios e à propriedade”, diz a empresa, por meio de nota. De acordo com a Agropecuária, os militantes também estavam armados e a “polícia vai esclarecer” de onde vieram os disparos.

Voltei
Em quem acreditar? É preciso apurar tudo direitinho. O que é certo é que nós vimos ontem, na invasão do estande da CNA, na “Rio+20″, como o MST é pacífico, não é mesmo? Pois bem. Vejam este filme. Volto depois.

A fazenda de que trata a reportagem é a Santa Isabel, que também pertence à Agropecuária Santa Bárbara. A propriedade foi destruída em novembro de 2009. Escrevi, então, um post cujo título é  MST e o terrorismo oficializado. Infelizmente, a reportagem de Valteno de Oliveira, da Band, pecou só por excesso de otimismo. Os vândalos que invadiram a fazenda Cutrale, por exemplo, a que ele se refere, não foram nem sequer processados. A denúncia foi rejeitada pela Justiça.

Como se nota, o MST continua em busca de cadáveres. Ontem, depois de depredar o estande da CNA, uma líder do movimento chamou a ação de pacífica porque, segundo disse, não houve feridos. Eis a regra: deixe o MST entrar e botar pra quebrar, sem resistência, e tudo termina em paz, como a gente vê no filme acima e nas fotos que encerram este post.

Em 1996, na mesma região de Eldorado do Carajás, no Pará, 19 militantes sem-terra morreram em confronto com a polícia. Eles bloqueavam uma estrada num protesto. A Polícia Militar foi chamada a intervir, e a tragédia se deu. Há 16 anos os extremistas tentam repetir confronto parecido, com as mesmas consequências. O sangue dos inocentes úteis, afinal, serve para irrigar a causa.

Vejam duas fotos de instalações da fazenda Cedro, depois da passagem do MST. Foram publicadas no Estadão de hoje:

mst-depredacao

Abaixo, imagens da “luta pacífica” do MST na fazenda Santa Isabel, em 2009. Ele não mudaram nem de tática nem de prática.

 

Imóvel da fazenda destruído com trator

Imóvel da fazenda destruído com trator

Casas dos funcionários destruídas

Casas dos funcionários depredadas

Vista área da destruição da infra-estrutura da fazenda

Vista área da destruição da infra-estrutura da fazenda

Imóveis também foram incendiados

Imóveis também foram incendiados

A cozinha da casa de um dos funcionários

A cozinha da casa de um dos funcionários

Destruição do banheiro da casa de um outro trabalhador

Destruição do banheiro na residência de outro trabalhador

Geladeiras, fogões e objetos dos trabalhadores foram depredados e largados ao relento

Geladeiras, fogões e objetos dos funcionários foram depredados e largados ao relento

As casas foram saqueadas; nem um andador de bebê foi poupado

As casas foram saqueadas; nem um andador de bebê foi poupado

Sementes (acima) e insumos também foram queimados

Sementes (acima) e insumos também foram queimados

Infra-estrutura da fazenda destruída: nem a motocicleta escapou

Nem a motocicleta escapou da fúria dasquels patriotas

Depois de usado para derrubar casas, trator foi incendiado

Depois de usado para derrubar casas, trator foi incendiado

A casa-de-máquinas também não escapou: fogo

A casa-de-máquinas também foi destruída: fogo

Um trabalhador na era Lula que nem é do partido nem é ligado a algum "movimento social"

Um trabalhador que nem é do partido nem é ligado a "movimento social" recebe uma "lição" de militância dos invasores

Post publicado originalmente às 3h48
Por Reinaldo Azevedo

21/06/2012

às 19:50

Espaço da CNA na Rio+20 é invadido e depredado por terroristas do MST, da Via Campesina e de outros movimentos

Vejam estas fotos.

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participa da “Rio+20″. Tem um estande no Pier Mauá denominado “AgroBrasil”, montado com o apoio da Embrapa e do Sebrae, para expor práticas de agricultura sustentável no Brasil. Pois bem: no fim da manhã desta quinta, militantes dos MST e da Via Campesina, entre outros grupos, invadiram e depredaram o espaço, como se pode ver acima.

Os invasores chegaram como se fossem visitantes comuns. Uma vez no local, deram início a seu “protesto”. Danificaram maquetes, jogaram tinta vermelha no local e espalharam panfletos. A segurança no Pier Mauá é feita por empresa privada. A Polícia Militar teve de ser acionada, e só não houve confronto porque ninguém resistiu à ação dos vândalos.

Leiam a declaração dada ao Globo por Divina Lopes, do MST:
“Ficamos satisfeitos com a manifestação, que conseguiu apresentar um contraponto ao agronegócio. Mas não houve depredação. Lá dentro, fizemos uma colagem de cartazes contra este modelo de agricultura e gritamos palavras de ordem. Mas a manifestação foi pacífica e ninguém saiu machucado”.

Vamos decupar a sua fala. “Apresentar contraponto”, segundo Divina, é invadir um espaço, depredar o trabalho alheio e gritar palavras de ordem. Segundo ela, a “manifestação foi pacífica” porque, afinal, “ninguém saiu machucado”. Ou por outra: deixe o MST agir à vontade, e ninguém se machuca. As fotos estão aí. A polícia tem como atuar se quiser.

A propósito: o MST e a Via Campesina são organizações políticas de extrema esquerda — há ATÉ alguns agricultores entre eles. O chefão é João Pedro Stédile, que nunca pegou num cabo de enxada. Basta olhar as fotos para perceber que há manifestantes que não têm nenhuma intimidade com as questões ligadas à terra. São as Mafaldinhas e os Remelentos de sempre, que saem dali para algum bar da Zona Sul, onde vão comemorar o seu feito heroico, e dali para o conforto de seus lares. Enquanto empregadas invisíveis administram a casa, eles se dedicam à revolução…

A CNA emitiu uma nota de repúdio, assinada pela senadora Kátia Abreu (PSD-TO), presidente da entidade. Leiam. Volto em seguida:

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) vem a público manifestar o seu repúdio aos tristes episódios ocorridos na manhã desta quinta-feira, dia 21 de junho, quando o Espaço AgroBrasil, que lidera no Pier Mauá, um dos espaços oficiais da Rio+20, foi invadido por cerca de 200 manifestantes.

Rejeita a violência do grupo que  portava cartazes do Movimento dos Sem Terra (MST), além de materiais de outros movimentos não identificados.

Lamenta os atos de vandalismo que danificaram parte das instalações, especialmente uma maquete que reproduz as várias técnicas de agricultura de baixo carbono, além de uma Área de Preservação Permanente (APP), conforme fotos disponibilizadas no link:  http://www.flickr.com/photos/canaldoprodutor/

Por esse motivo, protesta mais uma vez frente ao preconceito contra um setor que utiliza apenas 27,7% do território do país para produzir alimentos de forma sustentável, preservando 61% do Brasil com cobertura vegetal nativa.

A CNA considera inaceitável que manifestações antidemocráticas como estas ainda tenham lugar em um evento como a Rio+20, onde os povos e as nações buscam o entendimento e a convergência para um mundo melhor, sempre respeitando a diversidade de ideias.

Senadora KÁTIA ABREU
Presidente da CNA

Voltei
“A CNA não chama os manifestantes de terr0ristas, Reinaldo, mas você chama?” Quem quer que, por questão política, imponha ao outro a sua vontade, submetendo-o pela força,  pondo em risco a segurança de terceiros, pratica ato terrorista. Todos esses elementos estão dados na ação empreendida pelo MST e pela Via Campesina. Há mais: há gente ali que não pertence a esses movimentos nem a pau, Juvenal!

Vocês acham que aquele barbudo e cabeludo e sua companheira alimentada com Toddynho e sucrilho moram naquelas barrascas de plástico preto do MST? Vocês acham que aquela senhora que discursa sobre a maquete sabe distinguir uma batata de um nabo? Vocês imaginam aquele rapazola de camiseta cor-de-rosa e cabelo de surfista plantando o alimento que come com as próprias mãos?

Basta pensar um pouquinho para constatar que há grupo ambientalistas de alcance mundial bastante chegados a esse tipo de ação direta e… terrorista!

Por Reinaldo Azevedo

17/04/2012

às 5:37

MST invade em 15 Estados e governo suspende negociações

No Estadão:
O Movimento dos Sem-Terra (MST) intensificou ontem a onda de ocupações do “abril vermelho” com protestos em 15 Estados. A ação começou com a invasão do Ministério do Desenvolvimento Agrário, em Brasília, e inclui – segundo lideranças do movimento – 38 ocupações de terra, cinco de sedes do Incra e quatro protestos em prédios públicos, além de bloqueio de estradas e acampamentos. Na invasão do ministério, o MST pediu audiência com a presidente Dilma Rousseff mas foi logo informado pelo ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) de que não haverá diálogo enquanto o prédio e as sedes do Incra estiverem ocupados. “Não posso me sentar com o movimento enquanto ele estiver ocupando”, explicou.

Em advertências anteriores, o MST informou também que as operações de 2012 representam uma represália à decisão do governo federal de congelar 70% das verbas do Incra destinadas a desapropriações. Ainda assim, Carvalho deixou a porta aberta: “Assim que desocuparem, retomaremos a negociação. Vamos fazer de tudo para atender às reivindicações justas deles”. O ministro da área, Pepe Vargas, divulgou uma nota na qual diz contar com o bom senso dos invasores e com a desocupação espontânea do ministério.

Jornada. “Abril vermelho” é como os sem-terra denominam as ações da chamada “Jornada de Lutas” em defesa da reforma agrária e para lembrar o massacre de Eldorado de Carajás, no Pará – que deixou 21 mortos, em abril de 1996. Nos Estados, a operação começou no sábado. Em Pernambuco, com a ocupação de fazenda em Gravatá – onde outras cinco propriedades foram ocupadas ontem. Em Salvador, cerca de 3 mil integrantes de quatro associações de sem-terra acamparam ontem diante da sede do Incra. Segundo o MST baiano, a ocupação não tem data para acabar.

Também ontem, cerca de 300 militantes ocuparam, de forma pacífica, a superintendência do Incra no centro do Rio. “No Rio, há cinco anos não há assentamento de nenhuma família ligada ao MST”, disse a coordenadora Amanda Matheus. Parte das ruas de Curitiba também foi ocupada ontem por pelo menos 500 manifestantes. Em São Paulo, no Pontal do Paranapanema, cerca de 600 sem-terra invadiram sábado, novamente, a fazenda São Domingos, em Sandovalina. A ação de reintegração de posse seria encaminhada à Justiça ontem. Grupo de quase 600 pessoas também ocupa desde sábado área próxima a uma fazenda em Bataiporã (MS). Os assentamentos no Estado estão parados desde 2010.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

10/04/2012

às 18:44

Será mesmo que Tarso Genro estava por acaso na bagunça promovida em frente ao Clube Militar? Vejam o que eu descobri, com foto e tudo! Ou: DAS VERGONHOSAS OMISSÕES DA IMPRENSA

Vejam esta foto.

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Aquele senhor sentado na primeira fileira, com a mão no rosto, com ar vetusto, é Tarso Genro (PT), governador do Rio Grande do Sul. O que ela faz ali? Vamos ver.

No dia 29 do mês passado, um bando de fascistoides cercou o Clube Militar. A turma xingou e agrediu militares da reserva que participavam de um seminário. A foto de um rapaz dando uma cusparada num idoso tem de se tornar um emblema do que esses caras entendem por democracia e civilidade. “Descobriu-se”, vejam que coincidência!, que ninguém menos do que Tarso Genro passava por ali, por acaso… O valente não teve dúvida: “encontrado” por jornalistas, concedeu uma entrevista e acusou de provocação… as vítimas!!! A todos pareceu normal que um governador de estado estivesse passeando, solerte, pelas ruas da capital de um outro estado, topando, de súbito, com um protesto!!!

Pois é…

Aquela manifestação, a exemplo de outras que têm sido feitas em frente à casa de pessoas acusadas de colaborar com a tortura, foi convocada por um certo “Levante Popular da Juventude”. As ações obviamente ilegais do grupo têm merecido ampla cobertura do jornalismo — E SEMPRE EM TOM FAVORÁVEL! O que antes se chamava “grande imprensa” não se interessou nem sequer em saber quem é essa gente, de onde vem, o que pensa. No dia 27 de março, contei aqui quem são eles.

O tal “Levante” é só uma nova fachada do MST, que anda em baixa. João Pedro Stedile, o nosso leninista do capital alheio — já que seu movimento vive de dinheiro público — resolveu levar a sua “revolução” do campo para as cidades (afinal, ele é, reitero, um leninista).

A cobertura dos jornais tem sido asquerosa. Diz-se que o “Levante Popular da Juventude” luta apenas, que coisa bonita!, pela instalação da Comissão da Verdade. Enquanto isso, sai por aí xingando pessoas, cuspindo nelas, pichando as suas casas. Então agora volto à foto lá do alto.

Encontro
Entre os dias 1º e 5 de fevereiro, o grupo promoveu o “1º Acampamento do Levante Popular da Juventude”.Aconteceu em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, e reuniu, segundo os próprios organizadores, 1.200 pessoas, vindas de 17 estados. Isso explica, por exemplo, por que ações de vandalismo contra as respectivas casas de supostos torturadores aconteceram em vários estados, ao mesmo tempo, numa coordenação que a imprensa chamou de “surpreendente”. “Juventude” não é categoria social, política ou de pensamento. O “jovem” por trás do movimento é João Pedro Stedile — com suas ideias do fim do século 19. Na fotos abaixo, ele aparece dando a sua “aula” de levante.

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Muito bem! Tarso Genro foi um dos convidados de honra do “acampamento”. É o que mostra aquela primeira foto. Isso significa que ele tem intimidade com o “Levante Popular da Juventude” e conhece, então, a sua agenda. Parece-me que o fato põe em dúvida a coincidência entre o protesto no clube militar e a sua estada no Rio — justamente nas imediações do Clube Militar.

Abaixo, seguem algumas fotos do evento. Ao fim de tudo, um vídeo que chega a ser engraçado de tão patético.

Aqui, em círculo, os camaradas expõem os seus anseios, numa espécie de dinâmica revolucionária de grupo

Aqui, em círculo, os camaradas expõem os seus anseios, numa espécie de dinâmica revolucionária de grupo

A revolução social requer preparo intelectual, né? Aqui, uma aula sobre os caminhos da libertação

A revolução social requer preparo intelectual, né? Aqui, uma aula sobre os caminhos da libertação

Também é preciso curtir a natureza: moças e moços da cidade conhecem os prazeres de uma vida mais agreste. É a burguesia conhecendo de perto o paraíso do povo

É preciso curtir a natureza: moças e moços da cidade conhecem os prazeres de uma vida mais agreste. É a burguesia experimentando o paraíso do povo

Também há espaço para a burguesia consciente se misturar ao povo e celebrar a cultura popular. É o que se chama "possibilidade de intercurso de classes"

Também há espaço para a burguesia consciente se misturar ao povo e celebrar a cultura popular. É o que se chama "possibilidade de intercurso de classes"

Agora vejam este vídeo, em que um sujeito, por assim dizer, canta um rap sobre as ocupações promovidas pelo MST. Volto para encerrar.

Voltei
A apresentação foi feita durante a “II Feira e Festa da Agricultura e Agroindústria Camponesa”, evento paralelo ao 1º Acampamento Nacional do Levante Popular da Juventude. O refrão é claro: “Eu sou aquele que acredita em encarar o choque”. É um conclamação em favor do confronto com as forças da legalidade.

O vídeo é um troço patético. Um coroa, com a máscara revolucionária — que tira ao menos para cantar — se fantasia de cantor de rap para passar mensagens revolucionárias…

Eis aí: revelado, agora com imagens, o grande mistério do “Levante Popular da Juventude”. É só o velho leninista João Pedro Stedile brincando de fazer revolução. Mas Tarso, um governador de Estado, assistiu a tudo atentamente, no acampamento e nas imediações do Clube Militar.

Que futuro nos aguarda quando um governador de estado participa de uma patuscada como essa? Não muito bom! De toda sorte, é um comportamento compatível com o ministro da Justiça que levou o Brasil a abrigar um assassino, condenado em seu país à prisão perpétua.

Por Reinaldo Azevedo

12/03/2012

às 7:05

O leninismo caboclo se rende ao imperialismo!

Como sabia Lênin, todo processo revolucionário tem o momento de "que fazer". A resposta, nesse caso, foi óbvia: "Vamos ao MCDonalds"

Como sabia Lênin, todo processo revolucionário tem o momento do "que fazer". A resposta, nesse caso, foi óbvia: "Vamos ao McDonald's"

 

 

 

Vi a foto no Blog do Aluizio Amorim. É claro que tem a sua graça. Um fila de companheiros do MST aguarda a sua vez para comer, sei lá, um McLanche Feliz, que dá brinde. João Pedro Stedile já foi mais cioso da integridade ideológica de seus pares. Quando vejo a revolução socialista fazendo fila para ser servida no McDonald’s,  expressão máxima do imperialismo, meu lado panfletário se atiça, hehe.

Mas eu compreendo. O atendimento é rápido, o socialismo não pode esperar, e só resta aos companheiros usar as armas do inimigo: os lanches!

Por Reinaldo Azevedo

26/11/2011

às 6:51

Grupo de extrema esquerda critica submissão de líderes do MST ao governo e racha movimento

Por Roldão Arruda, no Estadão:
Um grupo de 51 militantes e apoiadores do Movimento dos Sem-Terra (MST), a maioria veteranos na luta pela reforma agrária, divulgou carta na qual anuncia o desligamento da organização por discordar de seu projeto político atual. Na avaliação do grupo, o MST, além de burocratizado e institucionalizado, está integralmente subordinado às políticas do governo federal.

“Vem se conformando uma ampla aliança política, consolidando um consenso que envolve as principais centrais sindicais e partidos políticos, MST, Movimento dos Trabalhadores Desempregados, Via Campesina, Consulta Popular, em torno de um projeto de desenvolvimento para o Brasil, subordinado às linhas políticas do governo”, diz a carta. Na avaliação dos signatários, trata-se de uma “esquerda pró-capital” e destinada a “movimentar a massa dentro dos limites da ordem e para ampliar projetos assistencialistas”.

Trata-se de uma crítica radicalmente de esquerda. O texto afirma que, além de perder a combatividade a partir de 2003, com a chegada do PT ao poder, o MST deixou de lutar pelo socialismo.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

26/08/2011

às 5:53

Novo ministro da Agricultura usa boné da Via Campesina

Na Folha:
Dois dias após ser empossado como ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro se encontrou ontem com a Via Campesina -movimento de agricultores ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)- e usou o boné da organização. Antes de Ribeiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no exercício de seu mandato, e a presidente Dilma Rousseff, na campanha eleitoral à Presidência da República no ano passado, também usaram o boné. Lula e Dilma foram criticados pelos ruralistas que entenderam o gesto como apoio a um movimento que promove invasões de terras.

Os integrantes das Via Campesina pediram a anistia das dívidas dos produtores rurais que pegaram créditos do Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar), que atualmente estão em R$ 30 bilhões. Eles também querem o assentamento imediato de 60 mil famílias.
Segundo a assessoria do ministro, o uso do boné foi um gesto simbólico que não prejudica a interlocução de Ribeiro com outros setores. O novo titular da pasta da Agricultura é considerado um “representante” dos produtores agrícolas, principalmente do Rio Grande do Sul, onde fica sua base eleitoral. Integrantes da Via Campesina realizam desde o início desta semana manifestações em 17 Estados e no DF.

Por Reinaldo Azevedo

24/08/2011

às 18:53

O povo estatizado marcha em Brasília; nós pagamos esses revolucionários de meia-tigela

Uma das características do nosso tempo são os chamados “movimentos populares” financiados com dinheiro público. Onde os idealistas e utopistas de outrora viam o despertar autêntico do povo, vê-se hoje o, como posso chamar?, “povo estatizado” — ou, se quiserem, o “povo privatizado pelo PT”.

“Milhares” — os militantes falam em 15 mil — de sem-terra marcharam sobre Brasília cobrando mais recursos para a reforma agrária e renegociação da dívida de pequenos agricultores. Essa segunda demanda empresta, assim, uma espécie de caráter econômico urgente ao que é, de fato, ideologia estatizada. Quem financia o MST — e, pois, indiretamente, a tal Via Campesina (com este sotaque ridículo de subcosmopolitismo latino-americano) — é o estado brasileiro. Ou seja: você.

O movimento promove invasões, ocupações de prédios públicos e interdições de estradas em 17 estados. Como várias instâncias do Poder Público não impõem a lei, a teatralidade lembra, assim, as vésperas da tomada do Palácio de Inverno. Mas reitero: esse tipo de “povo” que está na rua é só uma variante, a perversa, do funcionalismo público. Ainda que lhe tentem emprestar uma dimensão heróica.

Não por acaso, sem nada de mais urgente na agenda, dois dos principais ministros de Dilma — Gilberto Carvalho e Gleisi Hoffmann — estiveram ontem com líderes do movimento. Por qualquer razão, a bola não foi passada para o ministro do Desenvolvimento Agrário. É interessante saber que o coração do governo pára em favor de uma causa irrelevante.

Cutrale
A Justiça determinou a reintegração de posse da fazenda da Cutrale, em Borebi, interior de São Paulo, ocupada pelo MST (de novo!) desde segunda. Os valentes ganharam até o meio-dia de amanhã para organizar a saída. Devem sair da propriedade e rumar para o centro do Bauru, onde farão um ato público, com a participação dos deputados do… PT! Mais uma evidência do caráter estatizado do movimento.

Os trabalhadores da Cutrale ainda estão impedidos de entrar na propriedade. Uma das coordenadoras da invasão explica, com aquele destemor de quem pode mandar a Constituição à cerda: “Não entramos na sede nem em casas de funcionários, mas a entrada de pessoas é controlada pelo movimento”.

Entenderam? O “movimento” decide quando vale e quando não vale a propriedade privada e também regula o direito de ir e vir. Afinal, este país tem lei: a do MST.

Por Reinaldo Azevedo

24/08/2011

às 5:55

Bandoleiros do MST são recebidos por Carvalho e Gleisi: eis um governo sem agenda e sem pauta. Ou: O verdadeiro latifúndio improdutivo

O crescimento da economia dos últimos anos e a expansão dos programas de transferência de renda do governo federal e de governos estaduais fizeram o MST diminuir de tamanho. Nem poderia ser diferente. Há muitos anos o Brasil não tem um “problema de terra”. Os sem-terra, como escreveu a revista Primeira Leitura há alguns anos, não existem! Existem, sim, trabalhadores urbanos eventualmente desempregados em razão da baixa qualificação da mão-de-obra. São um problema, que requer políticas públicas, mas de outra natureza. Como João Pedro Stedile vê minguar o seu aparelho, então é hora de radicalizar e dar ordem ao “movimento” para sair invadindo tudo por aí, promovendo também uma “Marcha Sobre Brasília”, a exemplo do que se viu ontem. Tanto melhor se encontra pela frente um governo leniente com a ilegalidade. Serei mais preciso: tanto melhor se encontra pela frente um governo sem agenda, capaz de, na prática, incentivar os bandoleiros.

O MST voltou a invadir uma fazenda da Cutrale, no interior de São Paulo, que ficou conhecida no mundo inteiro por ter sido depredada por esses leninistas de meia-tigela, alimentados com dinheiro público. Pés de laranja foram arrancados; equipamentos da fazenda, roubados; funcionários, ameaçados. Foram todos inocentados. Ora, “inocentes” como esses emessetistas fazem o quê? Reincidem no crime. Se a Justiça diz, na prática, que é permitido invadir, depredar e ameaçar, então que se invada, se deprede e se ameace! Ontem, os valentes também decidiram ocupar uma área do Ministério da Fazenda. E o que aconteceu com eles?

Atenção! O objeto de análise deste post nem é o enésimo crime impune cometido pelo MST e a cumplicidade dos petistas. Infelizmente, estamos todos acostumados a isso. O meu ponto é outro. Ontem, deixaram de lado os seus afazeres para se encontrar com os chantagistas do MST ninguém menos do que o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Tento de novo: dois dos ministros mais importantes, extensões da própria presidente da República, não tinham nada de mais urgente e relevante a fazer do que atender meia-dúzia de bandoleiros, que se impõem pela força bruta.

Onde estavam o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, e o presidente do Incra, Celso Lisboa Lacerda? Digamos que existisse mesmo uma questão agrária urgente no país — vamos fazer de conta —, não é com esses dois que deveriam se encontrar as lideranças do MST? Mas quê… O coração do governo, o seu núcleo, teve de parar para ouvir as “reivindicações”. Isso tem nome, meus caros!

Já escrevi aqui há alguns dias e repito: isso a que se tem chamado “esforço moralizador” de Dilma acaba sendo uma espécie de tábua de salvação. Enquanto promove a degola de ministros e de funcionários pegos com a boa na botija, ela granjeia simpatias e um noticiário favorável (Lula a ajuda ao tentar proteger tudo quanto é safardana!), o que é compreensível. Quem pode ser contra a demissão de um larápio? Mas esse tipo de notícia também serve para escamotear o fato de que o governo está parado. Quer o quê? Para onde vai? Qual é o rumo? Qual e, em suma, a “agenda”? Inexiste! Só por isso Carvalho e Gleisi podem perder tempo com chantagistas tão barulhentos quanto irrelevantes.

Pensando bem, para eles, a bagunça do MST é uma espécie de solução. Não fossem os crimes cometidos pela turma de Stedile, a que ambos estariam se dedicando? Estariam cuidando de quais projetos estratégicos, de longo prazo?

Aqui e ali se lê que Dilma não quer mais demitir ninguém. Resolveu “tranqüilizar” a base, consta, mandando dizer que o período da degola terminou. Se é assim, também se vai o encanto de seu governo. Sem a demissão de corruptos, como aquecer o coração da galera?

E, claro, é preciso dizer, por mais óbvio que seja: pessoas que afrontam a lei de modo claro, determinado, organizado não podem ser recebidas em palácio como se fossem interlocutores do jogo democrático. Ao fim do encontro, diga-se, os “líderes” do movimento anunciaram novas ilegalidades. Faz sentido. Carvalho e Gleisi, sem nada de mais importante para fazer, como resta provado, deram à turma a maior força. Dado o conjunto da obra, tornaram-se promotores do crime.

A desocupação é a morada do capeta. A verdade insofismável é que o governo Dilma, por enquanto, é um grande latifúndio improdutivo, cultivando alguns canteiros de moral aqui e ali.


Por Reinaldo Azevedo

23/08/2011

às 19:55

Impunes reincidentes – Juiz manda invasores do MST saírem de fazenda da Cutrale em SP

No Estadão Online:
O juiz Mário Ramos dos Santos, da 2ª Vara Cível de Lençóis Paulista (SP), deu prazo de 24 horas para que os 400 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) desocupem a Fazenda Santo Henrique, da Cutrale, em Borebi, sob pena de despejo forçado. O juiz fixou ainda multa de R$ 500 por invasor caso a ordem não seja cumprida.A liminar foi dada hoje à tarde, em ação de reintegração de posse movida pela fabricante de suco de laranja. Um oficial de Justiça, de posse do mandado, foi até a sede da fazenda, no interior paulista, para intimar as lideranças dos sem-terra.

A fazenda foi invadida ontem, como parte da jornada nacional de lutas do MST. Durante o dia, os invasores mantiveram a ocupação da propriedade e voltaram a barrar a entrada de 400 trabalhadores que fariam a colheita da laranja madura. Pelo menos 1,5 milhão de caixas da fruta correm o risco de apodrecer. O movimento alega que as terras são públicas e estão sendo reivindicadas pela União em processo que tramita desde 2006 na Justiça Federal de Ourinhos.

Por Reinaldo Azevedo

23/08/2011

às 5:45

MST repete invasão de fazenda da Cutrale; faz sentido, né? Ficaram impunes antes, sabem que ficarão impunes agora!

Por José Maria Tomazela, no Estadão:
Cerca de 400 integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) voltaram a invadir ontem a Fazenda Santo Henrique, da empresa Cutrale, no município de Borebi, a 290 km de São Paulo, na região de Bauru. Apanhadores de laranja foram impedidos de entrar para a colheita. Advogados da Cutrale registraram a invasão na delegacia de polícia e pretendiam entrar ainda ontem com pedido de reintegração de posse no Fórum de Lençóis Paulista.

A ocupação faz parte da jornada nacional de lutas do movimento e reivindica a utilização da área de 2,6 mil hectares para assentamento. A fazenda é a mesma ocupada pelo MST em outubro de 2009. Na época, imagens gravadas pela Polícia Militar flagraram os sem-terra destruindo 12 mil pés de laranja com o uso de tratores.

Para a nova invasão, ontem, o movimento reforçou o contingente de acampados da região com pessoal recrutado no Pontal do Paranapanema, extremo oeste do Estado.

Um comboio de carros e ônibus parou na frente do portão de entrada da fazenda às 6 horas. Vigias e funcionários da portaria não conseguiram impedir que os sem-terra forçassem a abertura do portão para a passagem dos veículos.

Bandeiras do MST foram hasteadas no pátio transformado em acampamento.

Desta vez, os militantes não ocuparam as casas dos funcionários internos, que trabalharam normalmente. Os trabalhadores que chegaram para fazer a colheita da laranja, no entanto, foram barrados. Viaturas da Polícia Militar foram até o local, mas os policiais se mantiveram ao lado da portaria, aguardando uma possível decisão da Justiça. O MST alega que as terras são públicas. Um processo movido pela União visando à retomada da gleba tramita desde 2006 na Justiça Federal de Ourinhos.

Sem punição. Em 2009, as imagens de integrantes do MST derrubando o laranjal causaram a revolta de políticos e ruralistas, levando à abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso.

Além do pomar, os invasores depredaram máquinas, tratores e casas da fazenda. O prejuízo passou de R$ 1 milhão.

Uma operação da Polícia Civil prendeu nove integrantes acusados de liderar a invasão. Entre os presos estavam o ex-prefeito de Iaras, Edilson Granjeiro Xavier (PT), a vereadora Rosimeire Pan D”Arco de Almeida Serpa (PT) e o marido dela, Miguel da Luz Serpa, coordenador do MST na região. Além de mandar soltar os acusados, a Justiça anulou todo o inquérito que apurava os danos na propriedade. Até hoje ninguém foi punido.

Por Reinaldo Azevedo

06/07/2011

às 6:27

Procurador acusa MST de coagir eleitores em SP

Por Roldão Arruda, no Estadão:
O Ministério Público Federal apresentou ontem denúncia contra integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) do interior de São Paulo, acusando-os de terem coagido acampados da reforma agrária a transferir seus títulos de eleitor de uma cidade para outra. O objetivo era favorecer uma candidata a vereadora que também fazia parte da direção do MST. Os acampados que não aceitassem participar da irregularidade, segundo a denúncia, eram ameaçados de serem excluídos da seleção de famílias para futuros assentamentos da reforma agrária.

A irregularidade, ocorrida em 2008, teria contado com o apoio de funcionários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que forneceram a documentação necessária para a transferência dos títulos dos acampados do município de Agudos para o de Iaras, ambos situados na região centro-oeste do Estado. O Incra teria confirmado, falsamente, os domicílios eleitorais.

A beneficiária da possível fraude, segundo a denúncia, teria sido a candidata petista Rosemeire Pan D”Arco de Almeida Serpa, militante do MST. O organizador do esquema, de acordo com a investigação do Ministério Público, foi o marido dela, Miguel da Luz Serra – na época um dos principais líderes dos sem-terra na a região.

Quando a investigação foi iniciada os procuradores miravam uma outra irregularidade, a extração ilegal de madeira em um assentamento de Agudos. Nas conversas com assentados e acampados, porém, descobriram o esquema de transferência de domicílio eleitoral para favorecer a petista.

Dados cruzados
Em seguida, o procurador responsável pelo inquérito, Pedro Antonio de Oliveira Machado, solicitou ao Incra informações sobre as pessoas assentadas em Agudos entre os anos de 2007 e 2008. Ao fazer o cruzamento desses dados com os cadastros da comarca eleitoral da região, ele confirmou que, dos 102 assentados, 72 haviam transferido o título para Iaras. Após as eleições, 24 transferiram novamente o título deixando o município de Iaras.

A candidata petista apoiada pelo MST foi eleita com 213 votos. Mas perde o mandato em 2010, após ser presa junto com o marido, acusados de terem liderado a invasão da Fazenda Santo Henrique, da Cutrale, em 2009.

O casal acabou se livrando das acusações por falta de provas, mas Rosemeire não recuperou o mandato. O seu marido continua atuante na Cooperativa de Comercialização e Prestação de Serviços dos Assentados da Reforma Agrária de Iaras e Região.

Ontem, a reportagem do Estado tentou contato com Rosemeire e Miguel, mas eles não foram localizados. A superintendência regional do Incra em São Paulo não se manifestou sobre a denúncia. A coordenação do MST também preferiu não se manifestar. Segundo sua assessoria, até ontem as denúncias, embora divulgadas pela imprensa, ainda não haviam sido comunicadas oficialmente. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

04/07/2011

às 5:25

MST cobra nomeações no Incra e critica Dilma

Por Roldão Arruda, no Estadão:
A demora na nomeação de superintendentes regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) começa a desgastar a relação de dirigentes do Movimento dos Sem Terra (MST) com o governo da presidente Dilma. Além das declarações públicas de desagrado, que se tornam cada vez mais azedas, líderes do movimento preparam protestos contra o governo que ajudaram a eleger.

O movimento acusa o governo de ter paralisado a reforma agrária. O principal indicador do descaso com a reforma, segundo o MST, é o fato de que num total de 30 superintendências do Incra só seis contam com novos diretores. As indicações para as outras 24 cadeiras estão paralisadas em virtude de disputas políticas que envolvem tanto correntes internas do PT quanto partidos da base aliada. O próprio MST tem interesse nessas nomeações e tenta influenciar a escolha dos nomes a partir da aliança com partidos, como o PT.

O fato de a Presidência ter decidido devolver para o Ministério do Desenvolvimento Agrário um conjunto de processos de desapropriação e aquisição de terras para a reforma também provoca irritação do MST. Concluídos durante a gestão de Rolf Hackbart, que comandou o Incra no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, e à espera do sinal verde da presidente Dilma, os processos retornaram com a explicação de que precisam de justificativas mais robustas. “Foram devolvidos 90 kits de desapropriação já concluídos”, reclama João Paulo Rodrigues, porta-voz da coordenação nacional do MST. “Atitudes como essa paralisam o Incra e a reforma agrária.”

Na semana passada, Rodrigues postou em seu Twitter a seguinte mensagem endereçada à presidente: “Dilma, estamos em junho e até agora os diretores do Incra não foram nomeados, ou seja: a reforma está parada. Poderia nos informar o que se passa?”

No final de semana, outro dirigente nacional, Jaime Amorim, também atacou, em entrevista no site da organização: “Mesmo no projeto de combate à miséria que a presidente Dilma instituiu a reforma não está colocada”. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

19/06/2011

às 21:05

Tribunal Regional Federal nega habeas corpus para José Rainha

A Justiça, como vocês verão abaixo, decidiu manter presos José Rainha, líder dos ditos sem-terra em São Paulo, e nove outras pessoas que também foram para a cadeia. Leiam o que informa José Maria Tomazela, da Agência Estado. Volto em seguida.

O Tribunal Regional Federal (TRF) de São Paulo negou neste domingo, 19, o pedido de habeas corpus feito pelos advogados da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos na tentativa de libertar o dissidente do Movimento dos Sem-Terra (MST), José Rainha Júnior.

Com a decisão, Rainha e as outras nove pessoas presas na última quinta-feira na Operação Desfalque, da Polícia Federal (PF), devem permanecer na cadeia pelo menos até a próxima terça-feira, quando vence o prazo da prisão temporária. O líder sem-terra é acusado, entre outros crimes, do desvio de verbas destinadas a assentamentos da reforma agrária. Ele permanece preso na Cadeia Pública de Presidente Venceslau, no Pontal do Paranapanema.

O desembargador do TRF Carlos Muta, que apreciou o pedido de habeas corpus, considerou válidos os pressupostos que levaram a Justiça Federal de Presidente Prudente a pedir a prisão dos envolvidos, como o risco de prejuízo para as investigações. O advogado Aton Fon Filho, um dos que assinaram o habeas corpus, disse que os acusados podem ser libertados ao decorrer do prazo da prisão temporária.

Voltei
Há algumas coisas interessantes nessa história. Observem que o advogado não é de Rainha, mas da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos. Ele não é um homem, mas uma causa. Prendê-lo, como se nota, significa ofender a… justiça e os direitos humanos… Tenham paciência!

Quero voltar aqui a um aspecto importante nessa história. José Rainha está sendo tratado como “dissidente do MST”. É… A depender do que se queira dizer com isso, faz sentido. Mas é preciso pôr as coisas nos seus devidos termos:
1 – Rainha, de fato, exerce a liderança dos sem-terra em São Paulo ao arrepio de João Pedro Stedile e sua turma. Mas esse, por assim dizer, “MST do B” não enfrenta resistência do MST oficial. Ou seja: em São Paulo, o MST que existe é o de Rainha. Ponto.
2 – Não há nada que Rainha faça com recursos oficiais em São Paulo que o MST nacional não faça em escala nacional.

Não é que a prisão de Rainha seja injusta. Injusto é os outros estarem soltos.

Por Reinaldo Azevedo
 

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