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Manuela D’Ávila

21/07/2012

às 1:05

Datafolha Porto Alegre – Fortunati lidera com 38%; Manuela chega a 30%; petista tem 3%

Por Felipe Bächtold, na Folha:
O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), lidera a corrida eleitoral na capital do Rio Grande do Sul, de acordo com o Datafolha. Se as eleições fossem hoje, aponta o instituto, Fortunati teria 38% dos votos, oito pontos percentuais à frente da segunda colocada, a deputada federal Manuela D’Ávila (PC do B). A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Em terceiro lugar, está Adão Villaverde (PT), com 3%.

Fortunati se elegeu vice de José Fogaça (PMDB) em 2008 e assumiu o município dois anos depois, quando o peemedebista deixou o cargo para concorrer ao governo. O prefeito costurou uma ampla aliança, com mais oito partidos, e terá vantagem de tempo no horário eleitoral no rádio e na TV. Licenciada da Câmara dos Deputados, Manuela está em sua segunda tentativa de ser prefeita da capital gaúcha.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

18/07/2012

às 22:25

A eleição em Porto Alegre e a geleia geral brasileira: Manuela, Ana Amélia, PC do B, regime militar, Guevara, essa coisa toda…

Publiquei na manhã desta quarta um texto sobre a barafunda partidária brasileira. Onde muita gente vê qualidades nativas, vejo defeitos. Para lembrar frase antiga, se a coisa só dá no Brasil, ou é jabuticaba ou é besteira. Muito bem. Embora a configuração atual dos partidos seja pouco fiel às origens de cada um, preservam-se, vá lá, alguns traços do DNA. O PP é o herdeiro direto do antigo PDS, que foi o partido derivado da Arena, que deu sustentação ao regime militar. Em tese ao menos, deveria ser a nossa legenda mais conservadora. Pois é… Em São Paulo, o partido vai apoiar a candidatura do petista Fernando Haddad. No Rio Grande do Sul, vai se juntar ao PDT, que saiu da costela de Leonel Brizola, o principal adversário dos militares.

Mas não será um apoio uníssono. A senadora Ana Amélia preferiu outro caminho, mais, digamos assim, à esquerda. Integrará a campanha da deputada Manuela D’Avila, do PC do B, herdeiro da Guerrilha do Araguaia. É bem verdade que o comunismo da legenda, hoje, é mais falsificado do que uísque das festanças do Divino — o bairro pop da novela das 21h —, mas conserva, ao menos, aquela pose.

Já me contaram que Manuela canta de cabo a rabo a Internacional Socialista e “Hasta siempre, comandante Che Guevara”, uma espécie de hino guevarista, criado em homenagem ao Porco Fedorento quando ele deixou o governo cubano para matar pessoas na África. O troço é de uma cafonice que chega a ser comovente. Segue um vídeo no pé do texto. Ouvindo, nem parece que o assassino trevoso podia matar um “companheiro” de luta por causa de um pedaço de pão e que foi o criador do primeiro campo de concentração da América Latina. Credo!

Poderia ser pior, claro!, se todos estivessem se juntado ao PT de Tarso Genro, que lançou a candidatura de Adão Villaverde. Em política, frequentemente a gente tem de lidar com o mal menor… Fico cá a imaginar Manuela cantarolando:

Tu mano gloriosa y fuerte
sobre la historia dispara,
cuando todo Santa Clara
Se despierta para verte.

Pois é… O sentido desse “dispara”… Sempre havia uma cabeça da trajetória da bala…

Por Reinaldo Azevedo

20/10/2011

às 5:37

Servidor cita desvio de dinheiro para financiar campanha de Manuela D’Ávila

carta-manuela

Por Adriana Irion e Letícia Duarte, no Zero Hora:
Uma carta de 40 linhas, escrita à mão, está tirando o sono de integrantes do primeiro escalão da prefeitura de Alvorada e de líderes do PC do B gaúcho. Tudo porque o texto, com acusações de desvio de verbas, foi parar nas mãos da polícia, depois de ser apreendido junto com outros documentos durante a Operação Cartola, deflagrada em julho deste ano.

Na correspondência, datada de 5 de maio do ano passado, o então diretor de esportes de Alvorada Marcio Taylor, à época filiado ao PC do B, acusa o titular da Secretaria de Juventude e Esportes, Nelson da Silva Flores, do mesmo partido, de obrigá-lo a devolver sobras de caixa, sob o argumento de que seriam usadas para financiar a campanha da deputada federal Manuela D’Ávila (PC do B). Em tom de desabafo, o autor enumera recursos que teria devolvido ao secretário – como R$ 10 mil da arbitragem do “Alvorada Olímpica” – e diz que gravou conversas que comprovariam o suposto esquema.

Por Reinaldo Azevedo

 

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