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Lina Vieira

24/08/2009

às 3:43

Casa Branca mantém todos os registros de visitantes

Por Patrícia Campos Mello, no Estadão:
O serviço secreto americano mantém um registro geral de todos os visitantes da Casa Branca. Esse registro inclui a lista das pessoas que estiveram com o presidente e seus principais auxiliares, como o chefe de gabinete (equivalente ao ministro da Casa Civil), e também os vídeos das câmeras de segurança. No fim do mandato, parte dos registros é transferida para as bibliotecas presidenciais e para o Arquivo Nacional, e passam a integrar o patrimônio histórico.

Portanto, nos Estados Unidos, a Casa Branca não poderia alegar que não tem mais imagens ou registros de visitantes do ano passado. Essa foi a justificativa do Planalto, que disse ter apagado o vídeo da data em que a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, afirmou ter estado com a ministra Dilma Rousseff.

Nos Estados Unidos, a imprensa ou o Congresso também teriam dificuldades para ter acesso às informações de quem esteve na Casa Branca. Desde o governo George W. Bush, os registros passaram a ser secretos. O governo Obama, apesar de prometer transparência, manteve a medida.

Uma organização de defesa de ética, Citizens for Responsibility and Ethics in Washington (Crew), entrou na Justiça pedindo que os registros voltem a ser cobertos pela Lei de Liberdade de Informação e, dessa maneira, divulgados ao público diante de pedidos na Justiça. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

23/08/2009

às 6:15

DEM vai pedir apuração sobre segurança do Planalto

Por Fernando Nakagawa, no Estadão:
O DEM anunciou ontem que vai entrar com uma representação no Ministério Público Federal para pedir investigação das ações do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, General Jorge Armando Félix. A decisão veio um dia após o GSI informar que não tem registros da entrada da ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira no Palácio do Planalto no fim de 2008 porque o órgão não guarda gravações e registros do sistema de segurança por mais de 30 dias.

Em nota, o presidente do DEM, Rodrigo Maia, levanta a suspeita de “queima de arquivo público em benefício do próprio GSI ou do Palácio do Planalto”. Para ele, se isso ficar comprovado, Félix deve ser responsabilizado pelos crimes de destruição de documento público ou sonegação de livro oficial.

Na sexta-feira, o GSI informou que gravações de novembro e dezembro de 2008 - período em que Lina teria se encontrado com a ministra Dilma Rousseff - não podem ser encontradas porque o sistema de segurança descarta todos os registros após 30 dias. Essas imagens poderiam ser uma indicação de que Lina e Dilma se reuniram. A ex-secretária diz que, no suposto encontro, a ministra teria pedido que a Receita Federal acelerasse as investigações que envolvem Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

O GSI também informou que não há registros dos automóveis que entram e saem da garagem do Palácio do Planalto.

Por Reinaldo Azevedo

22/08/2009

às 5:45

VEJA 3 - Caso Lina: Mantega sabia. Mas teria feito apenas perguntas

Mantega obteve informações da ex-secretária da Receita Federal sobre as investigações dos negócios do clã Sarney mas não fez propostas “incabíveis”


Alexandre Oltramari

Celso Junior/AE
SIM Guido disse que pediu a Lina Vieira (à esq.) explicações sobre o vazamento de informações

Existe um terceiro personagem envolvido no caso do suposto encontro entre a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no fim do ano passado. É o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chefe direto de Lina Vieira nos onze meses em que ela ocupou o cargo e responsável por sua demissão, há um mês, sem nenhuma justificativa pública.
(…)
O caso não se encerra com o depoimento de Lina. Será preciso esclarecer as razões pelas quais, como tudo indica, a ministra cortou caminhos na hierarquia e fez pedidos “incabíveis” a uma secretária da Receita Federal. Uma hipótese a ser investigada é a de que Dilma só teria entrado em ação depois de uma falha no canal natural para obter o efeito desejado pelo Palácio do Planalto - o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Descobriu-se agora que esse canal foi acionado, mas sem que se produzissem os resultados esperados. Mantega efetivamente chamou a ex-secretária em seu gabinete e pediu detalhes sobre o caso dos Sarney. O ministro justificou seu interesse sem rodeios, informando a Lina que a investigação estava preocupando o Palácio do Planalto. A secretária fez seu relato e o ministro agradeceu as informações. Mantega encerrou a conversa sem pedir nem sugerir nenhuma ação à secretária Lina. Isso é o que se sabe. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

22/08/2009

às 5:37

Governo obriga Receita a tirar grupo de Lina da fiscalização

Por Leonardo Souza e Leandra Peres, na Folha:
A pouco mais de um ano das eleições, o governo federal decidiu intervir na Receita e mudar o responsável por auditar o recolhimento de impostos das maiores empresas do país.
Numa reunião tensa com a cúpula do órgão, o novo secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, avisou o subsecretário de Fiscalização “que não teria como segurá-lo” no cargo devido a pressões do ministro Guido Mantega (Fazenda).
Henrique Jorge Freitas é peça central num projeto elaborado pela ex-secretária Lina Vieira, que mudou o foco de ação da Receita: mais preocupada com grandes contribuintes, e não com pessoas físicas e pequenas empresas. Procurados pela Folha, o Ministério da Fazenda e a Receita Federal informaram que não iriam se manifestar.
No primeiro semestre deste ano em São Paulo, por exemplo, a Receita Federal autuou as grandes pessoas jurídicas em R$ 7,7 bilhões -mais do que o dobro no mesmo período do ano passado (R$ 3,1 bilhões).
Outro exemplo foi a ofensiva lançada contra os bancos para retomar uma cobrança de tributos questionada na Justiça estimada em R$ 20 bilhões.
Essa nova postura provocou protestos na iniciativa privada e descontentamento no governo. A Folha apurou que Lina Vieira foi demitida no dia 9 de julho, entre outros motivos, por não ter atendido a uma série de pedidos políticos.
A reunião de cúpula da Receita foi realizada na casa de Cartaxo, em Brasília. Foi convocada com o propósito de comunicar a dispensa dos servidores mais próximos de Lina.

Levante
A discussão avançou a madrugada e resultou num levante, não por causa da substituição dos cargos de confiança, mas pela suspeita de que ela estava sendo usada como pretexto para acobertar mudanças na política de cerco aos grandes contribuintes. Os presentes bateram pé pela permanência de Henrique Freitas. Cartaxo encerrou o encontro com a promessa de que voltaria a falar com o ministro Mantega. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

21/08/2009

às 20:53

ENTÃO MANDEM O GSI EMBORA! É O FIM DA PICADA!

(leiam primeiro o post abaixo)
Dizer o quê?

Se a segurança do Palácio do Planalto for essa, o Gabinete da Segurança Institucional tem de cair. Inteiro. É uma questão de princípio: o Palácio do Planalto tem de ser o lugar mais seguro do Brasil. Se a República tem um endereço, é aquele. Se a coisa for como diz a nota, trata-se de uma esculhambação. Muitos prédios residenciais são mais seguros do que isso.

Com a devida vênia: sustentar que não há backup dessas imagens é apostar na imbecilidade coletiva — não que o lulo-petismo seja malsucedido nesse investimento. Mas, desta feita, acho que há certo exagero, não?

Então, tá. Não há imagens. O governo que aumentou brutalmente os gastos não tem uns trocados para comprar, na pior das hipóteses, nem uns CDs, desses que as minhas filhas usam como se fosse papel Sulfite. O país do PAC (quá, quá, quá) não compra nem pen drive para aqueles pobrezinhos do GSI. Vai ver falta espaço para estocar esse volumoso material. Tenham paciência!

Ok, não há imagens. Então vamos à lista das placas dos carros que entraram no prédio. Huuummm… Também não existe: “No caso de audiências sem agendamento prévio, feita a identificação dos convidados, os gabinetes das autoridades são consultados, oportunidade em que, após credenciamento, é autorizado seu ingresso”. Ah, bom!

O GSI que se cuide! Como todos sabem, um membro da Al Qaeda já foi preso no Brasil. Não que a Al Qaeda tivesse muitos motivos para atacar o Palácio do Planalto, é claro

Como concluir? Chamem o Protógenes! Ele vai gravar e filmar tudo.

Por Reinaldo Azevedo

21/08/2009

às 20:24

Segurança da Presidência diz não poder fornecer imagens pedidas pela Câmara

Eles realmente apostam da estupidez coletiva. Leiam o que vai abaixo. Volto no post seguinte:

Por Jeferson Ribeiro, do G1:
O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República divulgou nota nesta sexta-feira (21) informando que não há como fornecer imagens do circuito interno de vídeo do Palácio do Planalto para checar se a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, esteve no prédio em dezembro passado para uma audiência com a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

O pedido de acesso às imagens foi encaminhado ao GSI nesta quinta-feira (20) pelo presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), atendendo a pedido do líder do Democratas, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). O deputado quer ter acesso a vídeos do circuito interno, registro de carros que estiveram no local e cópia da agenda de compromissos.

O objetivo é provar que a ex-secretária da Receita fala a verdade quando diz que esteve no gabinete da ministra no final do ano passado em uma reunião em que, segundo Lina, Dilma pediu para que ela “agilizasse” a investigação sobre empresas da família Sarney. A ministra nega que o encontro tenha ocorrido. Lina reafirmou em depoimento no Senado na última terça-feira (18) que esteve com a ministra.

Segundo o GSI, pelo contrato de segurança assinado em 2004, o período médio de armazenamento das imagens registradas no Palácio do Planalto é de 30 dias. Segundo a nota, as câmeras são acionadas por sensores de movimento. Quando a capacidade de armazenamento do HD (disco rígido) se esgota, novas imagens substituem as antigas.

“Desse modo, não mais existem as imagens relativas aos meses de novembro de dezembro de 2008″, diz o GSI. Segundo o GSI, também não há registros de entrada de veículos que transportam autoridades que entram pela garagem do Palácio do Planalto. “Com relação ao ingresso de veículos, após reconhecidos, [eles] não têm suas placas anotadas”, diz a nota do governo.

O GSI informa também que não são feitos registros de autoridades que chegam pela garagem do Palácio Planalto. O governo explica que no caso “das pessoas com audiências previamente agendadas, os convidados são identificados e credenciados”. Mas não são registrados em nenhum livro ou planilha de computador.

“No caso de audiências sem agendamento prévio, feita a identificação dos convidados, os gabinetes das autoridades são consultados, oportunidade em que, após credenciamento, é autorizado seu ingresso”, diz a nota do GSI. Também nesses casos, não ficam registrados os dados dos visitantes.

Portanto, mesmo que a secretária esteja falando a verdade, não é possível atestar isso por meio dos registros feito nos visitantes do Palácio do Planalto que entram pela garagem.

“Nos registros existentes, correspondentes aos meses de novembro e dezembro de 2008, não foi encontrado o nome da ex-secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira”, conclui a nota. O procedimento normal é fazer os registros apenas de pessoas que acompanham os convidados, mas que não participam diretamente da audiência.

Por Reinaldo Azevedo

21/08/2009

às 6:15

Câmara requisita agenda de Dilma e gravações do circuito interno e externo do Planalto

No Globo Online:
A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados enviou nesta quinta-feira à Casa Civil um ofício solicitando informações sobre a agenda oficial da ministra Dilma Rousseff e requisitando as gravações do circuito interno e externo do Palácio do Planalto, que monitoram o acesso de veículos e pessoas.

O documento da Mesa foi baseado em requerimento do líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), que pretende comprovar se houve ou não o encontro entre a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira e Dilma. Lina Vieira sustenta que se reuniu, reservadamente, com a ministra. No encontro, segundo a ex-secretária, Dilma pedi para que “agilizasse” as investigações sobre o filho do senador José Sarney (PMDB-AP). O encontro teria ocorrido, segundo relato da ex-secretária da Receita a parlamentares do PSDB, no dia 19 de dezembro. Dilma nega que tenha conversado reservadamente com Lina.

As gravações se referem aos meses de novembro e dezembro do ano passado. A Casa Civil tem até o dia 21 de setembro para passar as informações à Câmara.

Conforme prevê a Constituição Federal, as mesas da Câmara e do Senado têm a prerrogativa de encaminhar pedidos escritos solicitando informações a ministros de Estado. A recusa ou o não atendimento da solicitação, no prazo de um mês, é considerado crime de responsabilidade da autoridade competente. Informações falsas também serão imputadas no mesmo crime.

Por Reinaldo Azevedo

18/08/2009

às 19:27

Para Mercadante ler e pensar

“Eu não mudo a verdade no grito, nem preciso de agenda para dizer a verdade. A mentira não faz parte da minha biografia”.

De Lina Vieira, ex-secretária da Receita. 

Por Reinaldo Azevedo

18/08/2009

às 19:25

A lambança de parte da imprensa. Ou: “Correu, perdeu”

Parte da imprensa está sendo descuidada ao reproduzir o que disse Lina Vieira, ex-secretária da Receita. Já li mais de uma vez: “Lina nega pressão de Dilma para…” Vamos devagar. Indagada se a ministra tinha sido explícita em pedir que suspendesse a investigação nas empresas da família Sarney; indagada se a ministra havia pressionado abertamente, ela afirmou o óbvio: “Não”. A petista pode até ter sido imprudente, mas louca não é. Lina reafirmou, com clareza absoluta, o que disse à Folha e ao Jornal Nacional:
1 - foi chamada ao Palácio por Dilma;

2 - quem fez o “convite”, que não era oficial, foi Erenice Guerra;

3 - Dilma pediu para agilizar o processo;

4 - ela, Lina,  entendeu “agilizar” como encerrar.

Observem o seguinte: tivesse Dilma admitido o encontro, essa fala de Lina teria se perdido no vento. Bastaria à ministra dizer que a outra entendeu errado. Ocorre que Dilma resolveu negar o que, em si, não é crime — um encontro entre a chefe da Casa Civil e a secretária da Receita —, e aí se especula, então, a razão da negativa.

Sim, estivéssemos num tribunal, diria o advogado: “O ônus da prova é de quem acusa”. Mas qual é acusação de Lina? Um encontro! O resto é o que ela entendeu. AÍ É QUE ESTA O BUSÍLIS: AO NEGAR A REUNIÃO, É DILMA QUEM A TORNA INACEITÁVEL E SUGERE A ILEGALIDADE. De fato, o ônus da prova cabe a quem acusa. Mas estamos falando de política. A liberação das imagens, de todas elas, poderia eliminar as suspeitas. E o governo sairia fortalecido.

Dilma encontrou pela frente, parece, um osso meio duro de roer. Lina aceita uma acareação. Mas acho que a ministra vai refugar. Nesse caso, não tem jeito: correu, perdeu.

Por Reinaldo Azevedo

18/08/2009

às 14:12

Muito tranqüila

O governo e os governistas sabem que não há quem, assistindo ao depoimento de Lina, ponha em dúvida a sua versão. Ela é de uma tranqüilidade irritante para quem estava tentando empastelar a sua fala e criar versões fantasiosas. Se for, como querem os petistas, mentirosa, é uma verdadeira especialista na área. As pessoas têm trajetórias. Não é Lina, nesse enredo, que se mostra mais íntima da mentira.

Por Reinaldo Azevedo

18/08/2009

às 14:02

A FARSA DE QUE MERCADANTE FOI O ATOR PRINCIPAL

É normal que governo e oposição se esforcem para fazer o melhor uso dos depoimentos em comissões etc. No caso de Lina Vieira, o papel da oposição é evidenciar que Dilma Rousseff tentou interferir na investigação da Receita; no caso do governo, evidenciar que não. Muito bem. Há modos de fazer isso. O dos petistas é vergonhoso. E o que mais envergonha o bom senso até agora é o senador Aloizio Mercadante (PT-SP):

  • 1) Tentou pôr palavras da boca de Lina Vieira, sustentando que ela está mudando a entrevista concedida à Folha. Não está. Repetiu rigorosamente o que disse à publicação e ao Jornal Nacional: a ministra Dilma Rousseff lhe pediu para agilizar a investigação nas empresas da família Sarney, e ela, Lina, entendeu como uma pedido para que fosse encerrada. Hoje em dia, ela acredita que isso tenha ocorrido porque Sarney era candidata à presidência do Senado.
  • 2) Mercadante, falando alto, tentando sempre constranger a mulher Lina Vieira, insistiu que ela estava mudando a versão porque teria dito que Dilma lhe pedira para fazer algo ilegal. É MENTIRA! LINA NUNCA DISSE ISSO EM LUGAR NENHUM.
  • 3) Seguindo argumentação do nobre Renan Calheiros (PMDB-AL), Mecadante argumentou que, se havia uma determinação da Justiça para acelerar a investigação, então Dilma não fez nada demais. Mercadante e lógica não combinam: a Justiça cumpria seu papel determinando agilidade; Dilma exorbitava do seu. Ela, afinal, não é juíza.
  • 4) Quase aos gritos, Mercadante deu um salto argumentativo e disse que ou Lina está mentindo ou, então, prevaricou, já que teria sido convidada a praticar uma ilegalidade e nada fez. Vamos ver: a) por que ela estaria mentindo? Ele não diz: b) não ocorre ao senador que, para que Lina estivesse prevaricando, forçoso seria que o encontro tivesse ocorrido e que o pedido tivesse sido feito. Nesse caso, o crime de Lina seria decorrente de outro bem mais grave, cometido por Dilma. De todo modo, a ex-secretária sempre deixou claro que aquela fora a sua interpretação. Se, hoje, numa comissão, é esmagada por gente delicada e amiga da verdade como Mercadante, imaginem se teria tido como encaminhar uma denúncia quando ainda secretária da Receita. Ademais, tendo sido como ela diz, Dilma pediu “agilidade”, entendem?
  • 5) Lina afirmou que não procurou os jornalistas da Folha para dar entrevista, mas que foi procurada por eles, que já tinham a informação de seu encontro com Dilma. Aí Mercadante demonstrou o melhor do mercadantismo: “Se a senhora não falou a ninguém sobre o encontro, como os jornalistas da Folha sabiam? Como?” E Lina: “Isso o senhor tem de perguntar a eles”. Que nada! O petista — afinal, havia uma mulher ali — tentava intimidar: “Como? Diga como?”

Sugiro aos jornalistas de Brasília que entreguem a Mercadante as suas respectivas fontes. Esse gigante tem o direito de saber!

Imagem de depoimento no Senado pode ser usada em campanha eleitoral? As mulheres de São Paulo não podem perder essa atuação de Mercadante.

Se algum bom senso lhe restar, espero que se desculpe publicamente com Lina pelo espetáculo de truculência.

Por Reinaldo Azevedo

18/08/2009

às 13:29

A agressividade de Mercadante se exacerba diante de mulheres

Acompanho o depoimento de Lina Vieira. Detalharei a questão no post seguinte. Mas deixo um registro. O comportamento do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) é vergonhoso. Só isso! Sinto, em seu lugar, a vergonha que ele não sente, que é uma sensação muito característica quando vemos alguém viver um vexame. Se Mercadante não sabe respeitar alguém que está depondo sob convite numa comissão do Senado, deveria saber tratar, ao menos, uma mulher. Não que Lina devesse ser protegida por isso; não que devesse ser preservada em razão, sei lá, de machismo; não que devesse ser tomada por um ser frágil, já que ela é muito firme. É que falta a Mercadante até mesmo o decoro que seria desejável entre pares. Poderia ter conduzido a sua intervenção na mesma linha, de que trato no post seguinte, mas com civilidade. Ocorre, e agora volto à questão feminina, que a falta de educação de Mercadante parece se exacerbar especialmente quando indaga uma mulher. E isso não deixa de caracterizar a sua coragem. Coragem, aliás, revelada no episódio da abertura de processo contra Sarney no Conselho de Ética. Foi reiteradamente humilhado por Lula e pelos governistas. E ficou calado. Diante de Lina, ele tentou se agigantar. E ficou pequeno.

Por Reinaldo Azevedo

18/08/2009

às 4:39

Erenice esteve várias vezes no prédio do Ministério da Fazenda, onde funciona a Receita Federal, entre novembro e dezembro de 2008

Por Geralda Doca e Luiza Damé, no Globo Online:
O Ministério da Fazenda confirmou nesta segunda que a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, esteve várias vezes no prédio em novembro e dezembro do ano passado. A ex-secretária da Receita Lina Vieira afirma que Erenice foi ao seu encontro, no fim do ano passado, para acertar uma reunião com a ministra Dilma Rousseff. Na suposta reunião, segundo Lina, Dilma teria pedido para agilizar investigação da Receita sobre empresas da família Sarney.

Segundo a assessoria da Fazenda, Erenice teria ido ao ministério para participar de discussões sobre a elaboração do programa habitacional Minha Casa Minha Vida. A assessoria da pasta informou ainda que está sendo feito um levantamento preciso sobre quantas vezes Erenice entrou no prédio e com quem foi falar. Esse trabalho está sendo baseado na agenda dos secretários; portanto, um encontro informal, se houve, pode não constar nos registros. O gabinete da Secretaria da Receita Federal funciona no prédio do Ministério da Fazenda na Esplanada.

Na semana passada, Erenice divulgou nota atestando que a única vez em que esteve na Receita foi no dia 19 de maio deste ano. Na ocasião, segundo Erenice, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e outros assessores também estavam na sala de reunião da Secretaria da Receita Federal.

Visitas costumam ser registradas em livro pela segurança

As visitas de Erenice ao prédio podem ter sido registradas pelas câmeras do ministério. No edifício, há equipamentos na entrada e no hall da portaria privativa para autoridades. Além disso, as guardas de serviço na portaria principal do prédio costumam registrar no livro a entrada de visitas, embora não seja necessária a assinatura dessas pessoas.

A Receita Federal fica no 7º andar do Ministério, mas, desde que Lina assumiu, o local está em reforma. O gabinete da Receita passou a funcionar no 6º andar, onde, segundo a assessoria de imprensa da Receita, não há câmeras de vídeo.

Já no Palácio do Planalto, onde Lina disse ter ido para reunião com Dilma, todos os veículos que entram na garagem devem ser registrados. Só não há registros para carros oficiais com placa de bronze, usados por ministros de Estado. Os seguranças anotariam a placa do veículo, o nome da autoridade e qual órgão autorizou a entrada pela garagem. Esse seria o caminho da ex-secretária da Receita ao comparecer ao encontro com a ministra da Casa Civil. Quem entra pelas demais portarias do Planalto também tem de se identificar e informar onde irá.

O governo também começou a instalar no Planalto um sistema de monitoramento por câmeras, mas até o início da reforma do Palácio nem tudo estava pronto. Toda a segurança do Palácio é da responsabilidade do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que não respondeu nesta segunda às indagações do GLOBO sobre esses registros. Assessores da Presidência dizem duvidar que exista algum registro da entrada de Lina no Planalto.

No Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde funciona temporariamente a Presidência, as autoridades que têm audiência com Lula entram por um acesso exclusivo e passam por um detector de metais. Na entrada há uma lista com as audiências de Lula. Na entrada geral, no bloco três do CCBB, os seguranças anotam nome e número de identificação de quem entra, além da sala para a qual a pessoa se dirigirá.

Por Reinaldo Azevedo

18/08/2009

às 4:37

PMDB ameaça retaliar PT no depoimento de Lina Vieira nesta terça na CCJ do Senado

No Globo Online:
A ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira depõe na manhã desta terça-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado sobre o suposto encontro que teve com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Em entrevista à “Folha de S. Paulo”, Lina afirmou que, no fim de 2008, foi contatada pela secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, que lhe disse que a ministra gostaria de lhe falar pessoalmente. Na conversa que teria mantido com a ministra, esta lhe teria questionado sobre a possibilidade de agilizar as investigações da Receita sobre Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Lina entendeu como uma pressão para que o caso fosse encerrado. Dilma nega ter havido o encontro. (Ouça aqui o que disseram Dilma e Lina sobre o encontro)

Chateado com a indefinição do PT, que não decide se apoia ou não o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) no Conselho de Ética, o PMDB ameaça retaliar no depoimento de Lina.
- O senador Mercadante (líder do PT) só não pode esquecer que quem dá voto para ele é o presidente Lula - disse Wellington Salgado (PMDB-MG), acrescentando que não participará nesta terça do depoimento de Lina Vieira: - Desta vez não contem com a tropa de choque.

A oposição já preparou o requerimento de convocação de Dilma, para uma eventual acareação com a ex-secretária da Receita. A apresentação do documento está condicionada ao depoimento de Lina. Segundo o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), caso Lina confirme o que tem dito à imprensa, o requerimento será apresentado.

Por Reinaldo Azevedo

17/08/2009

às 21:55

“Lula deveria calar a boca”

“O Lula deveria calar a boca; ele está falando demais. Faz uns 15 dias que ele está sendo o maior adversário da Dilma. Se tem alguma coisa nesse pedido, é coisa do Lula. Ele deve ter mandado a Dilma pedir à secretária da Receita”.

É o senador Pedro Simon (PMDB-RS). É uma reação a Lula, segundo quem Lina Vieira deve apresentar a agenda como prova de que esteve com Dilma. Ele ainda chamou a acusação da ex-secretária da Receita de “mexerico”. Como se nota, Simon acredita que, se a ministra pediu a Lina para aliviar a barra de Sarney, foi Lula quem mandou.

Por Reinaldo Azevedo

17/08/2009

às 18:10

Lula rebaixa questão porque sabe que, se comprovado encontro, Dilma está fora

(leia primeiro o post abaixo)
Lula tenta reduzir o possível encontro entre Dilma Rousseff e Lina Vieira para discutir a situação da família Sarney junto à Receita Federal à máxima banalidade: tudo seria mero “mexerico”. E vem pedir a agenda de ambas como prova. Imaginem só: “Dia X, encontro secreto com a secretária da Receita”. Ou, na outra ponta: “Dia X: ver ministra DR (não contar para ninguém”. Romanceio um tanto, né?, a exemplo de Lula: “DR” é para ninguém saber que se tratava de Dilma Rousseff caso a agenda caísse em mãos estranhas… Lula pensa que os outros são idiotas? Pensa. Tem razão? Freqüentemente.

Bem, esse é “o cara”. No dia seguinte, ou dias, a uma pesquisa demonstrando que seu prestígio segue inabalado, ele é sempre tomado desses rasgos de prepotência, além daquela sua já tão própria, tão natural, tão corriqueira. “Nada cola nimim. Posso falar o que me der na telha”. De certo modo, é mesmo verdade. Se Lula oferecer um empréstimo todo em notas de R$ 3, uma fila imensa vai se formar. Os mais cúpidos entrarão na fila das notas de R$ 6. Não espanta que haja tantos milagreiros no Brasil.

E é o que lhe resta a fazer: banalizar o possível escândalo. Ele sabe muito bem que, caso se confirme o encontro entre Lina e Dilma, a ministra está fora; a candidatura, que já anda empacada, vai para o brejo. A razão é simples, não? Se Lina diz que esteve com Dilma, que lhe teria pedido para usar a Receita para facilitar a vida de Sarney, e se Dilma nega, o encontro não pode ser comprovado. Ou ficará evidenciado que a ministra pediu a um agente do Estado que não cumprisse a lei.

O chato para o governo é que nem dá para dizer que Lina é uma quinta-coluna do PSDB ou do DEM infiltrada na Receita. Foi nomeada por Guido Mantega justamente em razão de sua proximidade com o PT.

E que se note: se comprovado o encontro, a esta altura, Dilma teria é de deixar o governo.

Por Reinaldo Azevedo

17/08/2009

às 17:56

Lula desafia Lina Vieira a mostrar agenda para provar encontro com Dilma

Você já leram, sei disso. Mas fica o registro. Comento no post seguinte. Por Márcio Falcão, na Folha Online.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desafiou nesta segunda-feira a ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira a mostrar sua agenda para provar o encontro que supostamente teria tido com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). O presidente afirmou que não é “mexeriqueiro” para confirmar se houve ou não o encontro e reclamou que o assuntou tomou proporções maiores do que deveria.

“Seria tão mais simples e mais fácil se a secretaria mandasse a agenda que encontrou com a Dilma. Não precisaria gastar dinheiro, pagar passagem ou ir ao Congresso. Era só pegar as duas agendas e ver o que aconteceu. Toda vez nesse país que se começa a fazer Carnaval com as coisas que não dão samba, as coisas vão ficando cada vez mais desacreditadas na opinião pública. Qual a razão que essa secretária tem para dizer que conversou com Dilma e não mostrar a agenda. Se as duas se encontraram é só ver a agenda. A Dilma já disse que não teve agenda com ela. Só tem um jeito de saber, abrir a mala que ela levou a agenda e mostrar para todo mundo”, disse Lula.

O presidente se mostrou constrangido com a pergunta dos jornalistas, já que estava acompanhado da ministra no momento, e reforçou indiretamente que a ex-secretária teria mentido sobre a orientação para investigar as empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Dilma acompanhou Lula durante agenda com o presidente do México, Felipe Calderón.

“A Dilma já disse que não tem agenda com ela. Como não sei da vida das duas e não tenho propensão a ser mexeriqueiro como dizem no Nordeste brasileiro. Ou seja, se as duas se encontraram e só ver a agenda e não precisa fazer um cenário de crise entre duas pessoas que conversaram desnecessariamente. Eu sinceramente acho que o país tem coisa mais séria para discutir, tem conversas mais sérias que o Brasil gostaria de saber. O Brasil tem coisas mais sérias que esse assunto. Acho uma pobreza muito grande um assunto como esse estar na pauta da política brasileira”, afirmou.

Lula reclamou do peso que as declarações da ex-secretária receberam. “Esse processo de manipulação na política brasileira até agora mostrou que quem perde com isso é o Brasil. De qualquer forma vocês amanhã terão oportunidade de ver a agenda, a data e o horário. Se elas se encontraram, ou não, ou poderão ver nada. Eu gostaria que a agente pudesse discutir mais sobre México e Brasil, porque interessa mais para o desenvolvimento do nosso país”, disse.

Depoimento
Lina Vieira deve prestar depoimento nesta terça-feira à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. A oposição aproveitou um cochilo dos governistas e conseguiu aprovar convite para que ela fale à comissão. Lina mostrou disposição em comparecer ao depoimento.

Ela terá de esclarecer o suposto encontro que teve com a ministra, em que a petista teria pedido para acelerar a investigação contra as empresas da família Sarney, e explicar o método tributário adotado pela empresa em 2008, que teria causado prejuízo aos cofres da União.

A oposição ainda cogita pedir uma acareação de Dilma com Lina para que as duas versões sobre a denúncia sejam apresentadas. “O ideal seria acareação das duas. Temos que tentar convocar a Dilma. É evidente que isso se resolveria com uma acareação”, disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

Os oposicionistas reconhecem, porém, que não têm número suficiente de parlamentares para aprovar a acareação. Quanto à convocação da ministra, a estratégia de senadores do DEM e PSDB é tentar aprová-la em uma das comissões permanentes da Casa comandadas pela oposição –uma vez que na CPI da Petrobras os parlamentares não têm maioria.

A estratégia da oposição será esperar o depoimento de Lina à CCJ antes de incluir o pedido de convocação da ministra. Os oposicionistas esperam que Lina confirme sua versão, revelada em entrevista à Folha, de que Dilma pediu para que ela agilizasse as investigações sobre as empresas da família Sarney.

“Tudo vai depender do depoimento da Lina. O debate e a exposição do contraditório nos permite a busca da verdade com maior eficiência”, disse Dias.

Denúncia
A oposição também quer ter acesso, no Senado, às imagens captadas pelo circuito interno da Casa Civil no dia em que Lina teria se encontrado com Dilma –uma vez que a reunião foi negada pela ministra.

O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) pediu para ter acesso às imagens, assim como às planilhas dos automóveis que passaram na Casa Civil entre novembro e dezembro do ano passado, quando teria ocorrido o encontro. O deputado ainda pediu informações sobre uma “agenda paralela” de Dilma, que não incluiria os encontros oficiais. Segundo reportagem da Folha, a ex-secretária da Receita disse ter sido chamada para um encontro a sós com Dilma em dezembro do ano passado para agilizar as investigações fiscais nas empresas de familiares do presidente do Senado.

No encontro, a ministra teria pedido que a investigação fosse concluída rapidamente.

A ex-secretária diz ter interpretado o pedido como um recado para encerrar a investigação. Na reportagem da Folha, a ministra já havia dito por meio de sua assessoria que “jamais pediu qualquer coisa desse tipo à secretária da Receita Federal”.

Por Reinaldo Azevedo

14/08/2009

às 21:28

A acareação e o que é e o que não é crime

A oposição quer uma acareação no Senado entre a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e Lina Vieira, ex-secretária da Receita. Não há a menor chance de isso acontecer, como bem disse o senador sem voto Gim Argello (PTB-DF), convertido num misto de porta-voz do governo e da própria Dilma para esse caso. São amigos. Fazem ginástica juntos. Lina diz estar em busca de elementos que possam comprovar seu encontro com a ministra. Indagada se a ex-secretária esteve ou não com Dilma, a área de Segurança do Planalto não diz nem que sim nem que não. A posição oficial é que a intimidade de visitantes e visitados tem de ser preservada. A resposta dá um bom debate. O Palácio do Planalto, embora não pareça, é um local público. É claro que há regras para entrar e sair. Mas intimidade em prédio público é outra coisa. Dilma continua a negar o encontro e diz que cabe a Lina provar que ele existiu —  como se a eventual reunião, por si, fosse um crime. Convenham: não é. Criminosa seria a tentativa de impedir um ente do Estado de cumprir a sua função para proteger um aliado.

Por Reinaldo Azevedo

14/08/2009

às 5:51

Cartaxo é que é a Lina dos sonhos de Mantega

Meu avô dizia que, se você tenta fazer o certo às escondidas e é descoberto, passará por criminoso. Se praticar o crime aos olhos de todo mundo, com a cara mais lavada do mundo, há uma possibilidade de que o ato passe por coisa corriqueira. O seu norte moral, evidentemente, era fazer a coisa certa às claras. O modo como se faz alguma coisa, às vezes, é tão importante quanto o conteúdo.

Lula e o petismo devem fazer muita coisa que a gente não sabe, é óbvio. Mas fazem outras tantas com tal clareza na desfaçatez, que todos se quedam inertes, sem reação. Ontem (leiam abaixo), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, efetivou na secretaria geral da Receita o então interino Otacílio Dantas Cartaxo. Dois dias antes, ele havia negado, na CPI da Petrobras, qualquer irregularidade fiscal na empresa. Lina Vieira caiu porque achou que a gigante estava dando um jeito de sonegar.

Indagado por que Cartaxo, Mantega nem nos deu tempo de interpretar. Disse de cara: “É um homem muito competente. Os senhores puderam ver a atuação dele na CPI, onde ele explicou detalhadamente a questão da Petrobras. Portanto, estou satisfeito com o trabalho dele”. Um bom critério, agora, para dirigir a Receita é se dar bem numa comissão de inquérito. E, evidentemente, o ministro deixou claro por que Lina caiu. Se quem sabe defender a mudança no cálculo que a Petrobras fez se credencia para o cargo, quem não concorda com  ela se descredencia. É simples e óbvio. E Mantega não tenta esconder. Também confirma o que escrevi aqui há alguns meses: hoje em dia, mais a Petrobras manda no governo do que o governo na Petrobras. Volto àquela história do modo.

Outro governante talvez evitasse o que restou como um emblema desses dias: ao mesmo tempo em que Renan Calheiros comandava uma baixaria inédita no Senado, Lula assinava mais uma concessão de rádio para o filho do senador. Poderiam ter pensado: “Pô, vamos deixar pra depois! O pessoal pode interpretar errado”. Que nada!

O presidente sobe nos palanques ao lado de Dilma e manda ver: “A lei proíbe que eu fale da minha candidata…” Ou: “O Brasil já está preparado para uma mulher”. Tudo assim, com desassombro, pisando nas leis distraído.

Voltemos ao ponto. Quando Mantega nomeou Lina Vieira, achou que estava nomeando um Cartaxo. Só agora descobriu que Cartaxo é o que ele imaginava que Lina fosse. Não sei se fui claro.

Por Reinaldo Azevedo

14/08/2009

às 5:37

DEM quer provar com vídeo versão de Lina

Por Denise Madueño, no Estadão:
O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), protocolou ontem pedido formal para que a Casa Civil apresente cópia das imagens do circuito interno de TV do Palácio do Planalto para tentar confirmar se a ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira esteve no local onde teria tido um encontro reservado com a ministra Dilma Rousseff no ano passado. Além das imagens, Caiado solicitou acesso à planilha de controle de veículos que trafegam no estacionamento do Planalto e a agenda oficial da ministra. O deputado também quer que a Casa Civil responda se existe algum tipo de controle paralelo sobre atividades e encontros não divulgados oficialmente.

Lina Vieira afirma que foi chamada para uma reunião com Dilma no fim do ano passado, na qual a ministra teria pedido para que acelerasse as investigações que o órgão estava fazendo nas empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), gerenciadas por seu filho Fernando. Dilma nega a ocorrência do encontro e que tenha feito o pedido. Lina, por sua vez, insiste em que esteve reunida com a ministra depois que a secretária executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, esteve na Receita para agendar o encontro.

“Se tivermos a prova cabal de filmagem, fica mais do que confirmada a audiência da ex-secretária com a ministra”, disse Caiado. “Temos um somatório de informações que sinalizam que a ex-secretária está dizendo a verdade.”

A chefe de gabinete da Secretaria da Receita, Iraneth Dias Weiler, afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que a assessora de Dilma foi ao gabinete de Lina no fim do ano passado, corroborando a versão da ex-secretária. Assim como Lina, Iraneth disse que não foi feito registro formal da reunião. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

 

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