11/09/2010
às 9:01Erenice é Dilma 3 – O caso Lina Vieira
Em agosto do ano passado, Lina Vieira, ex-secretária da Receita — foi substituída por este incrível Otácílio, o Cartaxo do PT —, denunciou que a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, havia pedido a ela que, digamos, aliviasse o cerco à família Sarney, que estava sob investigação. Quem foi à sala de Lina e fez o primeiro contato, convidando-a a ir falar com a ministra no Palácio do Planalto? Bidu! A faz-tudo Erenice Guerra. Um trecho da entrevista de Lina para lembrar este momento edificante da República dos Companheiros:
FOLHA - A Folha obteve a informação de que a sra. foi chamada pela ministra Dilma ao Planalto e que ela lhe pediu para encerrar logo uma fiscalização nas empresas da família Sarney. Como foi a conversa?
LINA VIEIRA - O encontro ocorreu, mas não posso dar detalhes.
FOLHA - O próprio Fernando Sarney, em carta enviada à Folha e publicada no dia 26, confirmou a investigação da Receita nas empresas da família.
LINA - Tenho que respeitar o sigilo fiscal previsto no CTN [Código Tributário Nacional].
FOLHA - Vamos nos ater apenas ao encontro com a ministra. Como foi a conversa?
LINA - Na verdade, a chefe de gabinete dela, a Erenice, foi até a Receita e disse que a ministra queria conversar comigo. Eu perguntei do que se tratava, e Erenice disse que não sabia. Foi uma conversa muito rápida, não durou dez minutos. Falamos sobre algumas amenidades e, então, ela me perguntou se eu podia agilizar a fiscalização do filho de Sarney. Eu disse que não sabia da auditoria e que ia verificar.
FOLHA - Mas o que sra. respondeu?
LINA - Não fiz comentário, nem se eu ia atender, se não ia atender. Fui embora e não dei retorno.
FOLHA - Qual o recado que a sra. entendeu ali?
LINA - Para encerrar [a fiscalização]. Estava no processo de eleição do Senado, acho que não queriam problema com Sarney.
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