Blogs e Colunistas

leitores

09/03/2012

às 16:06

Comentários, comentaristas e tropa de choque do partido

Caros, sei que está havendo demora na mediação de comentários. No momento, há 381 na fila. Peço compreensão. Ainda estou sem ajuda para essa tarefa, e há muita coisa. Alguns me perguntam por que não liberar a área e pronto! Porque “eles” tomariam conta, a exemplo do que fazem nos portais e sites dos jornais. O “partido” já anunciou que contrataria uma tropa de choque para monitorar a Internet. E o fez. Cada “soldado” cria 10, 20, 30 apelidos diferentes, e a turma se finge de maioria, expulsando os verdadeiros leitores, que não têm paciência para enfrentar a quadrilha. Isso não é democracia, mas coisa de fascistóides. Não dá para abrir.

No fim, a gente sempre acaba se acertando, vocês sabem, ainda que demore um pouco. Esse não deixa de ser um bom problema. Chata é a vida daquela escória que precisa inventar comentaristas ou que depende da tal tropa de choque para fingir que tem leitores…

Por Reinaldo Azevedo

08/03/2012

às 21:36

Internet voltou. Novo post daqui a pouco

Ufa! Estava sem Internet. Daqui a pouco, novo post.

Por Reinaldo Azevedo

01/03/2012

às 15:46

Comentários

Queridos, quase 400 comentários na fila. Tenham um pouquinho de paciência. A coisa está pegando fogo hoje. Felizmente, voces estão na maior animação!

Por Reinaldo Azevedo

23/02/2012

às 16:27

Comentários e a Musa da Galochas

Caras e caros,
há 160 comentários na fila neste momento. Já cuido deles. Antes, mais um post. Ah, sim: alô, Musa das Galochas, muita chuva em São Paulo! Hora de culpar o Serra, o Alckmin, algum outro não-petista qualquer. Gilberto Kassab também pode entrar na lista, mas só se ele não estiver junto com Fernando Haddad, certo? O mundo, afinal, se divide entre os culpados de sempre e os inocentes de sempre.

Por Reinaldo Azevedo

17/02/2012

às 6:15

Presidente do PT não quer saber de “temas morais” em campanha. É? Então eu quero! E viva o ziriguidum!

Caras e caros,

Uma semana mais curta, mas muito cheia, não? Gostem eles ou não, o fato é que tiveram de dançar conforme a nossa música e foram obrigados a vir a público para se explicar. Notaram? A ministra Eleonora Menicucci se viu compelida a emitir uma nota desmentindo o que ela mesmo dissera em entrevista. Uma Universidade Federal, a de Santa Catarina, fez um papelão e censurou a página com as palavras de Eleonora, num movimento inútil. A estupefaciente entrevista já havia ganhado o mundo. Gilberto Carvalho, sempre ele!, teve de se justificar com os evangélicos. Fernando Haddad tenta confundir com homofobia as críticas sensatas e fundamentadas ao absurdo kit gay preparado pelo seu ministério. No Estadão desta sexta, Rui Falcão, presidente do PT, disse não acreditar que a eleição em São Paulo vá debater o que chamou de “questões morais”.

Em suma: o PT tem medo de debater “questões morais”, o que, convenham, faz todo sentido…

O governo Dilma é ruim. À diferença dos modernos cantores de qualquer ritmo, ele “não tira o pé do chãããooo”. Está com a âncora enterrada no fundo do mar. Não deslancha. O país cresceu 2,79% no ano passado e se estima que não vá além dos 3% neste 2012. Os investimentos públicos encolheram. Programas-vitrine, como o “Minha Casa Minha Vida”, estão parados. As creches só existem na fantasia da petezada. À medida que se vai conhecendo o “modelo” de privatização petista nos aeroportos, qualquer pessoa sensata conclui que se contratou foi uma crise.  Atenção! O PT perdeu a guerra ideológica contra as privatizações porque teve de se ajoelhar. A questão, e o futuro dirá, é que o partido privatiza mal, com danos ao erário e aos usuários dos serviços. Teremos muito tempo para falar desse assunto neste ano e nos vindouros. De todo modo, esses são temas ainda um tanto distantes da vida das pessoas. Leva um tempo para que atinjam a reputação da presidente, que ainda navega na popularidade das sete demissões que fez, segundo a agenda “da mídia”, como diz aquela canalha a soldo. Vale dizer: a tal “mídia” conseguiu dar a Dilma ao menos uma pauta, já que ela não tinha nenhuma.

Temas ligados à administração, ao mau uso do dinheiro público, à corrupção, essas coisas não mobilizam hoje muita gente. O PT tem clareza disso. Seu sonho, aliás, é atrair as oposições para um debate, vamos dizer, “administrativista”. Poderá, assim, acenar com suas utopias e redenções. Se os adversários ficarem nesse terreno, os petistas erguerão as mãos para os céus. O PT acha que essas coisas “não pegam”. E, convenham, a experiência têm dito que, nesse particular, o partido está certo!

Perceberam? Guido Mantega está na berlinda por causa do ex-presidente da Casa da Moeda. Nada de muitas explicações ou de agitação. O PT sabe que a esmagadora maioria dos eleitores ignora o assunto. Se a coisa esquentar mesmo, Dilma se livra do ministro e ganha mais um ou dois pontinhos na pesquisa (”essa decide”!!!). Já os tais “temas morais”… Ah, para esses, os petistas têm, sim, uma agenda muito determinada, mas não sabe como lidar com a reação do homem comum.

Ficamos, então, diante de uma situação curiosa. Quem freqüentemente convoca a sociedade para debater matérias atinentes aos costumes são os petistas e seus assemelhados, certo? Não foi Eleonora quem resolveu reavivar essa brasa? Não foi Haddad quem preparou o kit gay? Não é a senadora Marta Suplicy a liderar a negociação para que se aprove a tal lei contra a homofobia? Sim, eles querem tomar essas iniciativas, mas repudiam qualquer reação contrária a seus propósitos. Pretendem fazer esse debate apenas na classe média e com os militantes de ONGs, sem o “povão”. Afinal, um bom petista é obrigado a considerar que o povo não sabe direito o que é bom para si; quem sabe é o partido.

Ora, se Rui Falcão não quer saber dos temas que chama “morais”, vai ver seus adversários devam se interessar por eles, não é mesmo? Como vimos, nesta semana que passou, foi a moral que obrigou o petismo a se explicar.
*
Ziriguidum
Queridos,
Viajo daqui a pouco. Levo a minha conexão 3G porque, vocês sabem, “sou brasileiro e não desisto nunca”. E porque sou brasileiro, a conexão é uma porcaria, e o serviço é de quinta! Volto na quarta-feira. Conseguindo me conectar com o mundo, passo aqui para dar umas palavrinhas.

Espero que vocês vivam dias felizes ao lado da família e daqueles a quem amam.

Ah, sim: eles não cansam. Nem eu!

Até a volta!

Por Reinaldo Azevedo

15/02/2012

às 17:13

Este blog, a gestão Kassab, o PT, as pessoas e os princípios

Dados o noticiário sobre a eventual cessão de um terreno em São Paulo para Instituto Lula e a aproximação entre o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e os petistas, leitores, alguns por bons motivos, outros por espírito de porco (os petralhas), têm enviado comentários mais ou menos assim: “E pensar que você apoiou o Kassab diversas vezes, hein!?…”

Então vamos ver.

O que escrevi sobre a administração Kassab está em arquivo. Acho que mais de uma vez ele foi vítima e alvo de uma orquestração vagabunda. Continuo a achar a sua gestão melhor do que o noticiário a respeito dela, bastante pautado pelo petismo até outro dia. Neste momento, por razões óbvias, “eles” deram um tempo. Dou um exemplo: a tal ONG Nossa São Paulo é dirigida por petistas. Basta essa gente soltar um pio, muitas vezes com números perturbados, como já mostrei aqui, e lá vem uma penca de reportagens de jornal.

Atenção! Eu não tenho compromisso com pessoas, mas com posturas. Se e quando acho que Kassab acerta, eu escrevo: “Acertou!” Se e quando acho que Kassab erra, eu escrevo: “Errou!” E isso vale para qualquer um.  Ainda que alguns tentem meter todos no mesmo saco, não me confundo com esses vagabundos que escrevem o que o cliente manda. Eu não tenho clientes. De resto, vejam que coisa!, sou assim mesmo, né? Quando a petezada toda, inclusive a da imprensa, fazia de Kassab saco de pancada, eu o defendi muitas vezes. Agora que estão todos embevecidos com a possível doação do tal terreno, eu estou na contramão. Faz sentido: eu e PT pertencemos a universos mentais distintos, ora essa!

Mas que se registre: se considerasse a doação do terreno uma coisa legítima, daria meu apoio. Mas não acho. E não porque seja um presente para o PT. Não creio que partidos políticos ou líderes políticos devam merecer esses mimos do poder público.  Eu escrevo o que penso e o que me dá na telha escrever — só que a minha “telha” é pautada por princípios, não por fidelidade a este ou àquele. Quando o BC decidiu baixar os juros, por exemplo, este “contumaz oposicionista” apoiou.

Já disse que tenho uma máxima bem simples nessas coisas: quando gosto, digo “sim”. Quando não gosto, digo “não”. A campanha obscurantista de verdes e artistas descolados contra Belo Monte era uma excelente oportunidade para pegar carona no “joga pedra no governo”. Modéstia às favas, os meus posts a respeito estiveram entre os mais duros e claros da imprensa — e contra aqueles obscurantistas, não contra o governo, ainda que eu tenha críticas severas ao modo como ele atuou nesse caso.

Eu não me alinho automaticamente com ninguém. Se o que vejo coincide com os meus valores, as minhas convicções, os meus princípios, apóio; se não, então não! É por isso que esse blog reúne milhares de leitores, muitos da esquerda inclusive. Eu não preciso explicar absolutamente nada em relação a meus posicionamentos sobre atos de Kassab. Se alguém deve explicações, convenham, é ele — e também os petistas, que faziam um picadinho injusto de seu governo até anteontem.

Encerrando
De resto, é evidente que, caso Kassab se junte ao PT, os petistas não vão atacar a sua gestão em São Paulo. Talvez não a elogiem também. Preferirão fazer promessas e, claro!, atacar os tucanos. Caso José Serra seja mesmo o candidato do PSDB, é provável que Kassab o apóie. Nesse caso, os petistas avançarão com fúria contra a gestão do atual prefeito, com ou sem terreno doado para Lula.

Peçam explicações a Kassab. Peçam explicações aos petistas. Eu continuo a gostar e a desgostar de tudo aquilo de que gostava e de que desgostava antes. Escreveria de novo todos os textos que escrevi porque é o mesmo Reinaldo Azevedo, com os mesmos valores, que escreveu os artigos de antes e os de agora. Como vocês sabem, eu não puxo o saco nem dos leitores. O caso do Ficha Limpa é exemplar. A maioria de vocês é a favor e sabe que considero o texto inconstitucional.

Defendi, sim, muitas vezes, a gestão de Kassab porque a considero, em muitos aspectos, defensável. E critico a intenção de doar o terreno ao Instituto Lula porque isso é indefensável.

Por Reinaldo Azevedo

09/02/2012

às 15:35

Comentários

Caras e caros,
Há mais de 300 aguardando mediação. Aos poucos, vamos dando conta de tudo. Tenham um pouquinho de paciência.

Por Reinaldo Azevedo

26/01/2012

às 17:20

Comentários

Caros, há quase 400 comentários na fila. Estamos cuidando deles. Assoviando e chupando cana, hehe, como se diz em Dois Córregos. A gente chega lá. Só um pouquinho de paciência! Eis um bom problema, né? Triste é fazer aqueles blogs no deserto. Não deixem de ler o post anterior sobre a conexão “EBC de Dilma-Telesur de Chávez”.

Por Reinaldo Azevedo

24/01/2012

às 19:25

Não esqueci, não!

Caras e caros, não esqueci, não, do texto que fiquei de escrever sobre a oposição, definição de candidatos, entrevista de FHC etc. Vou escrever, sim. Se não sair até o fim da noite de hoje, cuido dele na madrugada. Sempre cumpro as promessas.

Por Reinaldo Azevedo

23/01/2012

às 15:33

Post sutil

Cuidem da sutileza, sim? Se é que vocês me entendem…

Por Reinaldo Azevedo

20/01/2012

às 20:36

O leitor pode desativar recurso de que não gosta

Caros, alguns leitores estão reclamando daqueles links que aparecem no pé da página remetendo a textos sobre os mais variados assuntos da VEJA Online. Não há por quê. Reparem (canto direito da faixa preta) que o recurso tanto pode ser ampliado como pode ser minimizado — nesse caso, as sugestões não aparecem.

Em suma: os que não gostam do recurso têm como desativá-lo.

Por Reinaldo Azevedo

19/01/2012

às 16:06

Moderação já começou, sim!

Caras e caros,

A moderação já começou, sim! É que havia muita coisa. A gente chega lá.

Por Reinaldo Azevedo

11/01/2012

às 20:31

Comentários

Caras e caros, só terei tempo de fazer a mediação de comentários no fim da noite. Enquanto não voltar a contar com ajuda para a tarefa — estamos tentando —, a coisa será um pouco atrapalhada. Tenham um pouquinho de paciência. Obrigado!

Por Reinaldo Azevedo

11/01/2012

às 19:22

De volta

Desculpem a demora. Estava numa reunião de trabalho. Vamos à luta.

Por Reinaldo Azevedo

02/01/2012

às 3:42

A CARTA AO LEITOR DA PRIMEIRA EDIÇÃO DE 2012 DE VEJA

Suspendo por alguns minutos as minhas férias para reproduzir a “Carta ao Leitor” da primeira edição de 2012 de VEJA. No dia 9 - ou antes caso se faça necessário -, tudo volta ao normal no nosso blog. Segue a carta.

*
VEJA começa 2012 com uma configuração editorial mais adequada aos imensos e múltiplos desafios envolvidos em entregar a seus leitores semanalmente uma revista que, indo além da súmula dos fatos nacionais e internacionais, aprofunda, analisa e contextualiza os principais eventos e tendências.

A partir desta edição, a equipe editorial se reforça com a promoção dos editores executivos Thaís Oyama e Fábio Altman a redatores-chefes em São Paulo. Em acréscimo a suas responsabilidades habituais, Policarpo Junior, que dirige a sucursal de VEJA em Brasília, e Lauro Jardim, titular da coluna Radar, no Rio de Janeiro, também foram promovidos a redatores-chefes, missão que exercerão a relativa distância geográfica da sede paulistana, mas em estreita colaboração com a direção da revista.

O vigor e a capacidade de reação de VEJA se reforçam sobremaneira com os novos redatores-chefes e a nova estrutura. Thaís, Fábio, Policarpo e Lauro ocupam, cada um, há mais de dez anos postos-chave na revista, tendo se saído sempre com enorme sucesso em todos os fundamentos do jornalismo de alto padrão, mesmo sob as mais adversas circunstâncias.

Tê-los na linha de frente é uma garantia para o leitor de que VEJA , além de continuar se empenhando em ser “os olhos e os ouvidos da nação”, vai publicar mais notícias exclusivas e de alto interesse. A redação ganha dinamismo para retratar um Brasil emergente que, apesar das ainda imensas distorções estruturais, finalmente cruzou o cabo das tormentas das crises sistêmicas avassaladoras na política e na economia - sendo o maior risco não mais o retrocesso, mas deixar de avançar no ritmo que a plena utilização de seu potencial permitiria.
*
Deixou VEJA neste fim de 2011 o jornalista Mario Sabino, profissional de enorme valor, raro talento e inexcedível dedicação que, nos últimos oito anos, foi redator-chefe da revista. Depois de um ano de deliberações, Sabino decidiu seguir carreira na iniciativa privada em atividade correlata ao jornalismo.

Ele foi na revista antena poderosa e corajoso oponente dos desmandos do mundo oficial. VEJA e seus leitores perdem o concurso de um combatente incansável na trincheira do jornalismo que sempre busca a verdade. Desejamos felicidades a Mario Sabino e esperamos que, mesmo em outras paragens e por outros meios, ele continue sua luta por um Brasil menos corrupto, melhor e mais justo.

Por Reinaldo Azevedo

22/12/2011

às 6:42

Venha logo, 2012! Este nosso coração se alegra é na batalha dos justos!

champagne-9368Caras e caros.

conforme já havia anunciado ontem, este blog faz um pausa na reta final de 2011 e início de 2012, como acontece todos os anos. Estará de volta, com a produção regular — a minha regularidade, que vocês sabem qual é —, a partir de 9 de janeiro. Isso não significa que eu não possa aparecer antes caso considere necessário. Se acontecer, dou um toque no Twitter (twitter.com/reinaldoazevedo). Há dois anos, vocês se lembram, interrompi o meu descanso para denunciar as imposturas do tal Plano Nacional de Direitos Humanos, aquele que introduzia a censura prévia no Brasil e extinguia o direito de propriedade. Vocês sabem: em nome dos “direitos humanos”, eles acham que tudo lhes é permitido. E pode ser que eu escreva um post ou outro nesse período para matar a saudade de vocês, ora… Passem por aqui de vez em quando. Se a mediação dos comentários demorar um pouco, não se zanguem. Daremos conta de tudo.

Desejo a todos vocês um ótimo Natal, voto que estendo àqueles para os quais a data nada diz de especial seja por que razão for. Que sejam dias de solução de conflitos, de caminhos que se abrem, de alternativas que se desenham no horizonte. E que 2012 chegue com todas as suas exigências. Enfrentaremos a vida e seu ofício como temos feito desde sempre. Essa é a nossa tarefa.

Travamos o bom combate. Este blog continuará a ser uma trincheira, e há outras, em defesa do estado democrático e de direito, do pluralismo político, da liberdade individual e da livre iniciativa. Este blog continuará a ser um defensor contumaz de um estado controlado pela sociedade, não o contrário. Este blog continuará a ser uma voz em defesa dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição, que não pode ser assaltada por grupos de pressão, maiorias de ocasião e clamores organizados por interesses corporativos. E não vai arredar pé.

Vocês conhecem as falanges do ódio e da desqualificação tão bem quanto eu conheço porque as enfrentam também nas redes sociais. Eles não combatem o que dizemos — e nem saberiam como fazê-lo; preferem combater aquilo que eles próprios dizem que dizemos. Não debatem no mundo dos fatos, mas no das fantasias ideológicas. Não têm adversários políticos, mas inimigos. E, sendo assim, não aceitam jogar segundo as regras: não lhes basta eventualmente vencer o oponente: querem também destruí-lo.

Mas não vão!

O ano que vem será denso, como é todo ano eleitoral. É possível que o Supremo Tribunal Federal julgue, finalmente, o maior caso de corrupção da história republicana: o mensalão. Essa possibilidade está na origem de uma verdadeira rede criminosa que se criou na Internet com o intuito de proteger a outra rede criminosa, aquela que tentou tornar irrelevante o processo democrático. A falsa lista de Furnas é o emblema de um método: com ela, pretendem incriminar inocentes para inocentar culpados.

O Supremo poderá ser palco de outros embates que têm tudo para ser memoráveis — para o bem ou para o mal. Isso exigirá a nossa atenção, a nossa vigilância e a nossa militância. Qual militância? A partidária? Ainda que eles lá digam o contrário, sabem vocês que falo, sim, sobre partidos — porque meu assunto principal é a política —, mas não sob um ponto de vista partidário. As minhas convicções não são hoje representadas por nenhuma das legendas que estão aí organizadas. E duvido que venham a ser.

Em 2012, vocês encontrarão em textos novos, que tratarão das questões da hora, os princípios de sempre. Se, em algum momento, esta página refugar diante da defesa da democracia e do estado de direito, então vocês me denunciem como farsante; se, em algum momento, esta página condescender com a violência institucional, então vocês me acusem de fraude intelectual; se, em algum momento, este blog abandonar a lógica e aderir à mistificação, então vocês apontem a trapaça.

E continuarei a defender esses princípios com a alegria e a satisfação de sempre. Há quem sofra escrevendo; eu me divirto. Há aqueles para os quais esse trabalho é uma condenação; para mim, é um exercício de liberdade. Estaremos, se Deus quiser, juntos em 2012, firmes, fortes e plenos de bons sentimentos. Como o rei Davi, enfrentamos os que “teimam no mau propósito e conspiram para armar ciladas”. Sabemos ser “um abismo o pensamento e o coração de cada um deles”, mas temos a convicção de que “a própria língua se voltará contra eles”.

Minhas caras, meus caros, obrigado por mais este ano que passamos juntos. Outros virão. Muitos outros. Sentimo-nos glorificados porque temos “o coração reto”.

Venha logo, 2012! Este nosso coração se alegra é na batalha dos justos!

Até a volta!

Por Reinaldo Azevedo

21/12/2011

às 19:22

O fim do ano, o retorno ao trabalho etc…

Caras e caros, como já afirmei no começo desta manhã, o blog dá aquela paradinha de fim de ano nesta madrugada. Retomo as atividades normalmente, ainda mais animado e com o pensamento bronzeado, no dia 9 de janeiro.

Aproveitem, os que tiverem tempo para isto, para ler posts que foram ficando pelo meio do caminho ou para reler postagens antigas e conferir se houve mais acertos do que erros — ou o contrário.

Vocês sabem que eu não costumo cumprir esta palavra em particular: digo que vou parar de tudo, mas posso publicar algum artigo se julgar que há temas relevantes.

Para a alegria de quem gosta e a tristeza de quem não gosta, no dia 9 de janeiro, volta o blog em tempo e espírito integrais. Vamos seguir com o dia.

Por Reinaldo Azevedo

20/12/2011

às 15:56

Petralha pensa que figura de linguagem é capim

Petralhas não entendem metáfora.

Petralhas não entendem hipérbole.

Petralhas não entendem ironia.

Petralhas não entendem, em suma, figuras de linguagem. Comem tudo. Fossem, ao menos, ruminantes, elas voltariam para ser saboreadas mais tarde.

Eles acham que sou do tipo que bebe, de fato, 10 doses de uísque numa festa — o famoso “me dá esse litro de uísque aqui”. Literatura, pra petralha, é aquela coisa que vem em rolo.

Tanta gente de sua própria estirpe com blogs por aí, a implorar leitores, e eles não saem daqui, experimentando o que não estão equipados para entender. Pois é… Já estão chegando aquelas minhas férias de fim/começo de ano. Vão ter de lidar com a síndrome de abstinência…

Por Reinaldo Azevedo

20/12/2011

às 7:31

Como agradar as mulheres

Tá bom! Eu confesso! Fomos ontem a uma festa, eu e Dona Reinalda, e chegamos agora há pouco. Ela me fez jurar: “Você não vai escrever nada, né?” Ah, essas mulheres… Sempre preocupadas com o nosso gesto heróico e irresponsável, especialmente depois de 120 anos numa noite… Cento e vinte anos querem dizer 12 anos vezes 10, hehe…

Conheço isso. Lá nos tempos ancestrais, namorava essa moça não fazia tanto tempo. Depois de um fechamento de jornal daqueles horripilantes, num sábado, saímos pra jantar. Como sempre, as mulheres percebem tudo muito antes. Olhei pra Dona Reinalda, e ela estava lívida. “Vamos ser assaltados”. Sim, o restaurante estava sendo invadido por um bando disposto a, digamos, fazer a redistribuição de renda na base da luta armada. Era aquela gente bruta, que ainda não fazia isso por meio de eleições e mensalões, como viria a se tornar corriqueiro mais tarde.

Os bandidos, como os petralhas (vejam como sou generoso ao recorrer a uma mera comparação), também acharam que eu tinha cara de rico. Vieram pro meu lado, arma na cabeça, essas coisas… Dona Reinalda, pouco antes de eles chegarem com o seu instrumento frio (acabei de me sentir um Gabriel Chalita narrando um assalto numa carta para aquele padre fortão), me implorou: “Não reaja!” E eu disse, vazando testosterona pelos olhos: “Fique tranqüila; não vou reagir!”, dando a entender, evidentemente, que, se quisesse, poderia, como naquela música do Chico Jabuti, dar pernada a três por quatro sem nem me despentear. Ficou evidente que a minha passividade era, para mim, um custo! Atendia a um pedido amoroso…

Os bandidos me ensinaram a compreender um pouco mais a alma feminina, acho eu… Não trema nunca, rapaz! Dê a entender que você tem a arma secreta e pode usá-la quando quiser. Moças não gostam de choramingas. Quem curte homem sensível é… outro homem.

Cumpro, com este texto, a promessa solene à minha parceira de 25 anos (”Não vá escrever nada”), mas também aos leitores: “Nulla dies sine línea”, como recomendava Plínio, o Velho. Esse negócio de “Plínio, o Moço” é para gente progressista, né? E Tio Rei é mais conservador do que “Emoções” num show do Roberto Carlos. Menos quando se trata de agradar as mulheres.

Por Reinaldo Azevedo

19/12/2011

às 18:03

Comentários

Caras e caros, ainda sem auxiliar. Um monte de comentários na fila. Estou cuidando deles.

Por Reinaldo Azevedo

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados