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kit gay

18/10/2012

às 15:21

Kit gay – Psicóloga da PUC acha que, enquanto pais trabalham, seus filhos devem estar submetidos a uma educação “de choque” na área sexual

Reportagem da Folha Online prossegue no esforço para demonstrar que alhos e bugalhos são coisas iguais. E chega a afirmar que também existia um kit gay no governo de São Paulo, o que é piada. Desde 1996, a área de educação prepara um material para a orientação dos professores. Não é material produzido para os alunos.

A reportagem ouve os famosos “especialistas” sobre os kits gays. E eles, claro!, os endossam. No conjunto do material enviado às escolas, vocês se lembram, há o filminho que diz que ser bissexual é melhor do que ser homossexual e outro que defende que travestis usem banheiros femininos. Não só isso: crianças de 11 anos são convocados a debater a situação de pessoas que estão desconfortáveis com seu órgão genital.

Atenção, leitor! Há uma professora de psicologia da PUC-SP que diz o seguinte:
“Quando se trata de temas fortes, tabus, é importante que a abordagem seja radical, senão você abafa o problema. É preciso causar choque”.

O nome desta senhora é Ana Mercês Bock. Se, um dia, seu filho ou filha precisarem de um psicólogo, é bom que vocês tenham esse nome em mente. Ela aposta na “psicologia do choque”.

Dona Ana Bock acredita que, enquanto pais e mães estão no trabalho, certos de que seus filhos estão na escola aprendendo português e matemática, seus respectivos filhos devem é estar sendo submetidos pelo estado a uma política de “choque” no que concerne à sexualidade.

Nesse caso, a reportagem da Folha dispensa “outro lado”. Fica parecendo que a “psicologia do choque” é um consenso científico, é o bom senso, é a verdade da inquestionável. Há outro “especialista” sendo ouvido, que concorda com o material, claro! Esse é um daqueles casos em que não há diferença entre reportagem e opinião. O que parece ser um mero relato de fatos é escolha de uma agenda.

Por Reinaldo Azevedo

15/10/2012

às 22:51

Malafaia não cai no truque primário do PT-SP e de parte da imprensa e separa alhos de bugalhos, dizendo, como sempre, o que pensa — concordem ou não com ele

Tentaram envolver o pastor Silas Malafaia numa trapaça óbvia, comparando o material produzido pela Secretaria de Educação de São Paulo contra várias formas de preconceito ao kit gay do MEC, elaborado na gestão Haddad. Reportagem publicada pela Folha Online não hesitou: afirmou que “Serra distribuiu” (sic) material semelhante ao kit gay. Nota: a Folha nunca atribuiu o material do MEC a Haddad pessoalmente. Sigamos.

Como o pastor Malafaia gravou um vídeo em apoio à candidatura Serra, começou uma cobrança para que, acreditem!, retirasse o seu apoio ao tucano — que é dele, pessoal, não da sua igreja. Igreja não vota, como ele meso destacou. E ele gravou um novo vídeo dizendo o que pensa e reafirmando o apoio a Serra, deixando claro que não concorda com todos os aspectos do material preparado pela Secretaria de Educação. Eu também não concordo, diga-se. As minhas restrições são diferentes das dele. Ocorre que estamos entre aqueles capazes de tolerar a divergência — o que não é verdade no mundo petralha. Segue o novo vídeo. Volto em seguida.


Voltei
No vídeo, como vocês viram, Malafaia faz referência ao senador Lindberg Farias (PT-RJ) a partir dos 50 segundos. Esclareço do que ele está falando reproduzindo parte de uma post que escrevi aqui no dia 5 de abril deste ano:

Comecemos pelo lead, pela notícia do dia, porque o início dessa história está lá atrás, em junho do ano passado. Já conto. O Setorial LBGT (lésbica, gays, bissexuais e transgêneros) do PT divulgou nesta quinta uma nota de repúdio ao senador do partido Lindberg Farias. O que ele fez? Num discurso em plenário, solidarizou-se com o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, que está sendo acusado de homofobia pelo Ministério Público Federal. Mas o que fez, afinal de contas, o pastor? Então agora é preciso recuar a junho do ano passado.

O tema da marcha gay de 2011, em São Paulo, a maior do país, fazia uma óbvia provocação ao cristianismo: “Amai-vos uns aos outros”. Nem eles nem os cristãos são ingênuos, não é? O “amar”, no caso, assumia um conteúdo obviamente “homoafetivo”, como eles dizem. Como provocação pouca é bobagem, a organização do movimento espalhou na avenida 12 modelos masculinos, todos seminus, representando santos católicos em situações “homoeróticas”.

Tratava-se de uma agressão imbecil a um bem, destaque-se, protegido pela Constituição. Na época, escrevi:

“Sexualizar ícones de uma religião que cultiva um conjunto de valores contrários a essa forma de proselitismo é uma agressão gratuita, típica de quem se sente fortalecido o bastante para partir para o confronto. Colabora com a causa gay e para a eliminação dos preconceitos? É claro que não! (…) Você deixaria seu filho entregue a um professor que achasse São João Batista um, como posso dizer, “gato”? Que visse São Sebastião e  não resistisse a o apelo ‘erótico’ de um homem agonizante, sofrendo? O que quer essa gente, afinal? Direitos?”

Ah, sim: a proposta então, não sei se levada a efeito, era distribuir 100 mil camisinhas que trouxessem no invólucro a imagem dos “santos gays”. A hierarquia católica fez um muxoxo de protesto, mas nada além disso. Teve uma reação notavelmente covarde. O sindicalismo gay reivindique o que quiser! Precisa, para tanto, agredir a religião alheia? Embora, por óbvio, não seja católico, Malafaia reagiu em seu programa de televisão. Afirmou: “É para a Igreja Católica entrar de pau em cima desses caras, sabe? Baixar o porrete em cima pra esses caras aprender. É uma vergonha!”. Ele acusou os promotores do evento de “ridicularizar os símbolos católicos”. Teve, em suma, a coragem que faltou à CNBB!

Pois é. O Ministério Público viu na sua fala incitamento à violência!!! Ah, tenham paciência, não é? O sindicalismo gay tem de distinguir um “pau” que fere de um “pau” metafórico — ou “porrete”. Alguém, por acaso, já viu católicos nas ruas, em hordas, a agredir pessoas? Isso não acontece em nenhum lugar do mundo! O contrário se dá todos os dias: o cristianismo, nas suas várias denominações, é a religião mais perseguida do mundo, especialmente na África e no Oriente Médio. E, no entanto, não se ouve um pio a respeito. A “cristofobia” é hoje uma realidade inconteste. A homofobia existe? Sim! Tem de ser coibida? Tem! Mas nem as vítimas desse tipo de preconceito têm o direito de ser “cristofóbicas”!

É evidente que “baixar o pau” ou “porrete”, na fala do pastor, acena para a necessidade de uma reação da religião agredida — legal, se for o caso. É uma metáfora comuníssima por aí afirmar que alguém decidiu pôr outrem “no pau”, isto é, processá-lo: “Fulano pôs a empresa no pau”, isto é, “entrou com um processo trabalhista”. Os cristãos, no Brasil, não agridem ninguém. Mas são, sim, molestados, a exemplo do que se viu há dias numa manifestação contra o aborto. Faziam seu protesto de modo pacífico, sem agredir ninguém, quando o ato foi invadido por um grupo de abortistas. Estes queriam o confronto, a agressão. Ganharam uma oração.

A ação contra Malafaia, na verdade, tem um alcance maior. Ele é um dos mais notórios críticos da tal lei que criminaliza a homofobia — e que, de fato, avança contra a liberdade de expressão e a liberdade religiosa. Os que cultivam os valores da democracia não precisam, no entanto, concordar com o que ele diz para reconhecer seu direito de deixar claro o que pensa.

Vejam como autoritarismo e hipocrisia se cruzam nesse caso. Os agressores — aqueles que levaram os “santos gays” para a avenida — se fazem de vítimas e, em nome da reparação a um suposto agravo, querem punir um de seus críticos. É um modo interessante de ver o mundo: os sindicalistas do movimento gay acham que, em nome da causa, tudo lhes é permitido. E aqueles que discordam? Ora, ou o silêncio ou a cadeia!

É assim que pretendem construir um mundo melhor e mais tolerante.

Encerro
A ação contra Malafaia não foi nem julgada. Foi apenas extinta, tão absurda era ela, pois se tratava de uma óbvia agressão à liberdade de expressão. A propósito: quem agrediu um bem protegido pela Constituição — valores religiosos — foi o movimento gay. Malafaia apenas havia exercido um outro bem protegido pelo Artigo 5º: o direito de se expressar. 

Quanto à questão do dia, dizer o quê? Tentaram tratar Malafaia como um ingênuo, procurando forçá-lo a retirar o apoio a Serra ao igualar alhos com bugalhos. Mas ele não caiu no truque e estabeleceu as devidas distinções.

Por Reinaldo Azevedo

15/10/2012

às 18:22

Marcelo Coelho, da Folha, inventa um fato que não aconteceu e, segundo a lógica, chama Dilma de “desumana e sórdida”

Eu e Marcelo Coelho, colunista da Folha, não concordamos em quase nada. Ele já me criticou. Eu já o critiquei. É do jogo. Numa coisa, no entanto, ambos concordamos: os vídeos do kit gay têm de ir parar no horário eleitoral. Como ele considera aquela coisa toda bacana, acha que será bom para Fernando Haddad, em quem provavelmente vai votar — que eu saiba, não declarou voto. Como avalio que o kit reúne uma coleção de absurdos, creio que será ruim para o petista — como sabem, já declarei voto em Serra. No Brasil, chama-se “independência” não declarar voto, né? Gato escondido com o rabo de fora pode, hehe…

Coelho escreve em seu blog, leitores me enviam o link, o que segue (os negritos são meus). Volto em seguida.

Talvez o grande erro de Fernando Haddad, no Ministério da Educação, tenha sido retirar o famoso “kit gay” de circulação, cedendo a pressões obscurantistas e conservadoras.
Três peças publicitárias do “kit” foram mostradas, na época, pelo site da UOL.
São lindas.
Repito, são lindas. Contam de forma delicada os problemas de adolescentes que são normais e felizes, exceto pelo fato de sofrerem discriminação. Duas meninas que namoraram numa festa são surpreendidas porque as fotos do romance aparecem na internet. Vêm os risinhos dos colegas, a vergonha. As duas resolvem enfrentar juntas a situação, e assumem o namoro.
Se alguém acha errado isso, e julga poder tirar votos de Haddad falando do “kit gay” sem ter visto os vídeos, está cometendo um ato de desumanidade e sordidez.
Se a campanha de Haddad tivesse a coragem que os vídeos preconizam, o melhor a fazer seria mostrar esses vídeos no próprio horário eleitoral.
Se Haddad tivesse enfrentado a situação na época, sem recuar, provavelmente toda a exploração em torno do assunto teria sido impossível.

Voltei
A opinião é livre. Cada um diga o que quiser. Já os fatos são os fatos. HADDAD NÃO RECUOU. FOI DILMA QUEM VETOU O KIT. Disse Dilma:

“Não é permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais. Nem, de nenhuma forma, nós não (sic) podemos interferir na vida privada das pessoas”.

Assim, se Coelho considera que a restrição ao conteúdo daqueles vídeos é coisa de gente desumana e sórdida, deve incluir Dilma na sua lista. Segue o vídeo em que a presidente comenta o kit. Este também deveria ser levado à TV pela campanha tucana.


Por Reinaldo Azevedo

10/10/2012

às 16:38

O Kit Imprensa-PT de censura – Daqui a pouco, críticos do kit gay serão perseguidos pela Polícia Federal com o apoio de jornalistas… Como em 2010

Não demora, e setores da imprensa logo passarão a defender a censura prévia na campanha eleitoral em São Paulo, a exemplo do que fizeram em 2010, agora para tentar proteger Fernando Haddad de si mesmo. Vivemos dias em que a única forma legítima — e laica!!! — de fazer política é aderindo à pauta petista. Ou é isso ou se decreta: “É tema religioso! E a política é para leigos!”.

O caso da hora é o tal “kit gay”. Sim, na gestão Haddad, fizeram-se os famigerados “kits” para ser distribuídos das escolas. Há os filmes. Há os livros. O material é intelectual, moral e tecnicamente delinquente. Foi elaborado — e custou dinheiro público — na gestão de Fernando Haddad. Ninguém é contra a que se combata o preconceito nas escolas, qualquer preconceito, inclusive aquele que existe, E É O MAIS ANTIGO E PERMANENTE NAS ESCOLAS, contra os alunos mais inteligentes e mais capazes, geralmente discriminados pelos malandros socialmente bem-sucedidos no ambiente escolar ao menos. Qualquer preconceito, se preconceito, é detestável, inclusive o que existe contra estudantes gays.

Sempre que Haddad é indagado pela imprensa companheira, filocompanheira ou “moderna e leiga” a respeito, faz-se a pergunta de um ponto de vista engajado, de quem é favorável àquela porcaria. Um dos filmes oficiais defendia que travestis passassem a usar banheiros femininos também nas escolas. As alunas querem isso? Seus pais não têm de ser ouvidos a respeito? Outro filme diz que ser bissexual traz vantagens na comparação com o heterossexual. A POLÍTICA DE FERNANDO HADDAD entregou a tarefa de elaborar esse material a ONGs. Gastou alguns milhões com isso. Ele é igualmente protegido de sua herança nas universidades federais.

Muito bem! Em 2010, o debate sobre o aborto — levado adiante, sim, por setores religiosos da sociedade — mobilizou quase toda a imprensa nacional em defesa de Dilma Rousseff. Sua opinião arreganhadamente favorável ao aborto foi lançada na categoria do boato. Era como se tudo não passasse de uma acusação feita por seus adversários. Não! Ela havia concedido entrevista à Folha, gravada em vídeo — que praticamente desapareceu —, em que se dizia favorável à LEGALIZAÇÃO DO ABORTO. Não era descriminação o que ela defendia. Ia mais longe: queria legalização mesmo. Disse o mesmo em uma entrevista à revista Marie Claire.

Muito bem! Um setor da Igreja Católica fez um panfleto ASSINADO — REITERO: ASSINADO — recomendando AOS CATÓLICOS que não votassem em candidatos favoráveis ao aborto. O material foi censurado, por ordem da Justiça Eleitoral. A Polícia Federal foi posta no encalço do autores do texto. Pessoas foram detidas apenas por portar o papel.

Atenção! Não se citava um só nome no texto, nada! A autoria estava clara! Tratou-se de um caso escandaloso de censura à liberdade de expressão, APLAUDIDA POR JORNALISTAS OU COM PALAVRAS OU COM O SILÊNCIO, o que é ainda pior porque covarde.

A fé e a política
Sindicalistas podem se manifestar. Professores podem se manifestar. Engenheiros podem se manifestar. Movimentos sociais podem se manifestar. Até bandidos podem se manifestar! Então não podem os crentes, os que têm fé? O fato de o poder, no Brasil, ser laico — FELIZMENTE! — impede que os cristãos digam o que pensam?

Uma coisa é uma igreja ser dona de um partido — como o é a Igreja Universal do Reino de Deus, que comanda o PRB —; outra, distinta, é a expressão de uma opinião política daqueles que têm fé. São realidades completamente distintas. No mundo inteiro, temas relacionas a comportamentos e a escolhas de natureza moral estão presentes no debate político. É parte da democracia. Porque a sociedade e o poder são laicos, pode um dirigente, como Fernando Haddad, tentar impor às escolas uma orientação que vai bem além do direito — e do dever — que tem o estado de educar as crianças? Ora…

Haddad tem de responder por suas escolhas. Se a imprensa que lhe é servil não lhe faz a devida cobrança por seus atos, não pode ter a ambição de censurar aqueles que o fazem, AINDA QUE SUA MOTIVAÇÃO SEJA RELIGIOSA, ORA ESSA! Ou, então, que se declare a ilegalidade e a ilegitimidade da religião. Alguém a tanto chegará em nome das luzes? Depois dessa censura, qual será a próxima?

Fiquem atentos! Daqui a pouco, alguns tarados da censura, em nome do laicismo, vão propor censura aos críticos do kit gay. É o kit Imprensa-PT do laicismo. É o kit Imprensa-PT da censura. A síntese é a seguinte: “Ditadura boa é a nossa!”

Por Reinaldo Azevedo

16/08/2012

às 18:50

TCU quer saber que destino tiveram os kits gays, autorizador por Haddad e suspensos por Dilma

Por Rosa Costa, no Estadão:
Encomendado pelo Ministério de Educação (MEC) na gestão do ministro Fernando Haddad, hoje candidato do PT à prefeitura de São Paulo, o kit anti-homofobia será alvo de “diligências” e “medidas saneadoras” do Tribunal de Contas da União (TCU). As medidas foram impostas pelo ministro José Jorge, no parecer em que ele considera “insatisfatória” a explicação da pasta quanto à destinação do kit anunciado como meio de combater a discriminação contra os homossexuais.

O Ministério de Haddad planejava distribuir 6 mil kits nas escolas públicas, mas recuou em maio do ano passado por determinação da presidente Dilma Rousseff. Ela alegou, na ocasião, que achava o material “impróprio” e que não cabia ao governo fazer “propaganda de opção sexual”. No parecer aprovado na quarta-feira, o ministro José Jorge aponta o prejuízo acarretado ao erário pela inutilização de parte de um programa avaliado em R$ 800 mil. Ele questiona o que foi feito das cartilhas e vídeos do kit. “Penso que o prejuízo ou dano ao erário está configurado ao menos em relação aos gastos públicos realizados na criação/confecção do referido material, estimado em aproximadamente R$ 800 mil”, afirma. O ministro lembra que o governo suspendeu a distribuição do material por entender que ele “não estava adequado aos professores e estudantes”.

José Jorge entende que, diante da ausência de justificativa técnica para a suspensão da distribuição do material, duas hipóteses se apresentam: ou a análise e aprovação do projeto de criação do kit não seguiu ou não se alinhou às diretrizes e aos critérios definidos pelo governo federal na condução da política educacional; ou os agentes públicos encarregados da análise e aprovação do projeto não levaram em conta as orientações dos escalões superiores, atraindo para si a responsabilidade pela realização das despesas.
(…) 

Por Reinaldo Azevedo

15/02/2012

às 18:47

DESCONSTRUINDO UMA MENTIRA – Haddad tenta fazer de conta que o MEC não conhecia o conteúdo do “kit gay”. É falso! E eu provo! Ou: A heterofobia da turma de Haddad

O virtual candidato do PT à Prefeitura e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, escora-se em duas muletas para tentar explicar os absurdos contidos no kit gay: a) tenta associar os críticos à homofobia, como se só homofóbicos pudessem combater aquelas bobagens; b) afirma que o material não havia ainda sido aprovado pelo MEC, que ele mesmo não sabia de nada.

Bem, meus caros, eu desmenti de forma cabal e insofismável as desculpas de Haddad no dia 19 de maio de 2011. Vale a pena relembrar o texto. Sim, o MEC sabia de tudo. Os filmes foram debatidos em conferências. A única dúvida da turma era até onde uma língua poderia entrar na outra boca num beijo lésbico. Isso à parte, eles consideravam que tudo estava certo. Afinal, as tais conferências eram realizadas apenas por militantes homossexuais.

FAZ OU NÃO FAZ SENTIDO? Mais de 90% dos jovens estudantes são, com certeza, heterossexuais, mas o material voltado para a sua educação sexual passa a ser uma tarefa da militância gay… Tenham paciência!

Releiam aquele texto. Acho que vale a pena. Vejam quais são as entidades que Haddad chamou para cuidar dos filminhos. Prestem atenção à fala do representante do MEC.

*
O ministro Fernando Haddad, da Educação, encontrou-se ontem com deputados católicos e evangélicos para conversar sobre o kit gay — também chamado “anti-homofobia” — que o governo federal pretende distribuir nas escolas. Uma comissão de parlamentares será formada para examinar o material. É a primeira vez que brasileiros não-gays estão sendo chamados a debater o assunto. Até havia pouco, a questão estava entregue apenas a ONGs estrangeiras e à militância gay, como se o público-alvo do programa não fosse o conjunto dos estudantes. Seja para discutir floresta, seja para discutir sexo, o Brasil parece um laboratório de teses de organizações estrangeiras, que se comportam como legítimas representantes do povo, embora não tenham sido eleitas por ninguém. Curiosamente, em seus países de origem, não conseguem aprovar algumas das propostas que tentam ver implementadas aqui – na floresta ou no sexo…

Haddad, um dos pré-candidatos do PT à Prefeitura de São Paulo, parece ter descoberto que precisa de voto caso seja o escolhido do partido para disputar o cargo, conforme gostaria Lula. Só com a simpatia dos meios de comunicação e dos homossexuais militantes, talvez não logre o seu intento. Aos congressistas, assegurou que filmes e cartilhas que circulam por aí ainda não são de responsabilidade do Ministério. Teria vazado das organizações contratadas para produzir o material. Conversa mole, e ele sabe disso muito bem. Pode ainda não ser o produto final, mas tudo foi elaborado sob o comando do governo federal.

Quem coordenou os trabalhos foi a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), órgão ligado ao MEC, mas quem se encarregou da produção propriamente foram a Global Alliance for LGBT Education (Gale), uma fundação holandesa; a Pathfinder do Brasil, associada à Pathfinder Iternational, dos EUA; a Reprolatina, entidade brasileira que trabalha em parceria com a Universidade de Michigan, e duas outras ONGs ligadas à miitância homossexual: a Ecos – Comunicação em Sexualidade e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Perceberam? A sexualidade das crianças brasileiras seria assunto importante demais para ficar sob o cuidado dos nativos – a menos que sejam gays. Isso lhes parece razoável? Infelizmente, Haddad está contando o oposto da verdade. O material vazou, sim, mas o MEC acompanhou tudo no detalhe. E é fácil provar.

No dia 31 de março [de 2011], publiquei aqui  o vídeo que segue abaixo. Reproduz parte da sessão da Comissão de Legislação Participativa da Câmara, ocorrida no dia 23 de novembro de 2010. Apresentou-se ali o tal material didático sobre homossexualidade. O destaque da sessão é a intervenção de André Lázaro, então secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC. Ao discutir um dos filmes que o ministério pretende exibir nas escolas, ele deixa claro que houve uma certa hesitação da equipe: “Até onde entrava a língua” num beijo lésbico. Essa era a única dúvida. As palavras são dele, como vocês podem ver, não minhas. Lázaro não está mais no Ministério da Educação. Agora ele é secretário executivo de Direitos Humanos da Presidência da República. Na sessão, também foi apresentado o filme em que um adolescente chamado José Ricardo diz ser, na verdade, “Bianca”. O vídeo é bem ruim, mas é bastante ilustrativo. ISSO PROVA A VERDADE DAS PALAVRAS DE HADDAD.

Por Reinaldo Azevedo

15/02/2012

às 18:22

Haddad tenta se livrar da própria obra e volta a associar a oposição ao kit gay à homofobia. Uma ova! Continua a ofender as pessoas de bom senso

Fernando Haddad, ex-ministro da Educação e virtual candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, já está doidinho para se livrar da própria obra. Como um bom petista, resolve, então, contar a história pelo avesso e, ora vejam!, atacar adversários, invertendo o ônus de suas próprias escolhas.

Em sua gestão, o MEC preparou filminhos para ser exibidos nas escolas de suposto combate à homofobia. Eles não foram preparados por educadores que conhecem a sala de aula. A tarefa ficou a cargo de ONGs e militantes, como de costume. Em um deles, a bissexualidade era apresentada como uma vantagem na comparação com a heterossexualidade. Se você quiser relembrar, segue abaixo. Volto depois.

Escrevi sobre essa coleção de absurdos no dia 25 de maior de 2011. Leiam este trecho que transcrevo do filmete:
“Foi copiando a lição de probabilidade, que Leonardo teve um estalo: por que precisaria decidir ficar só com garotas ou só com garotos se ele se interessava pelos dois? E ele não era de ficar com qualquer um. Mas, quando ele gostava, não importava se era garoto ou garota. E, gostando dos dois, a probabilidade de encontrar alguém por quem sentisse atração era quase 50% maior. Tinha duas vezes mais chance de encontrar alguém (…)!

A mensagem geral é a seguinte: qualquer um que assiste ao filme, qualquer dos estudantes, pode, a exemplo de Leonardo, ser gay e não saber — ou, no caso, bissexual. Implicitamente, incita-se a experimentação. Se não tentar, como sabê-lo, não é mesmo? A tese é, obviamente furada, basta vocês procurarem qualquer pessoa que estude o assunto a sério. Agora a matemática.

 Não! Se Leonardo, antes, colhia os seus namoros em apenas 50% do público namorável — as meninas — e poderia, descoberta a sua bissexualidade, fazer a coleta também nos outros 50%, então a probabilidade de encontrar alguém por quem sentisse atração “era 100% maior”, não 50%. Erro de matemática. Bando de ignorantes! O professor que ensinou probabilidade para o Leonardo deveria ser um craque em homoafetividade, mas um estúpido na sua disciplina. Há outro erro, este de matemática e de língua. Se eu tenho uma laranja e você tem duas laranjas, você não tem “duas vezes mais laranja do que eu”, mas apenas uma. Quando a chance de alguém dobra, ela aumentou uma vez, não duas.

Os filmes preparados pelo MEC de Haddad são moral e matematicamente indigentes. Um outro vídeo, como sabem, defende o “direito” que um aluno “transgênero” teria de usar  o banheiro feminino e de não ser chamado pelos professores pelo seu verdadeiro nome. Um terceiro trata do lebianismo, também numa linguagem que beira a apologia.

Ora, quem deu a Haddad o direito de se imiscuir, assim, na organização das famílias? Com que preparo especial e com que competência específica professores exibiriam esses filmes nas milhares de escolas brasileiras? O governo chegou a hesitar em algum momento, a ter dúvida? Só em um: até onde a língua de uma garota deveria entrar na boca de outra num beijo lésbico. Trato do assunto em outro post.

O tema voltou a ser debatido. Leio na Folha Online o que segue. Volto em seguida:
Na mira de líderes evangélicos por causa do chamado kit anti-homofobia, o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (15) que o uso político do tema estimula a violência contra homossexuais. O ex-ministro afirmou que exploração eleitoral do tema “indiretamente acaba incitando” casos de agressão e se disse preocupado com incitação de “forças obscurantistas” no país. “O que me preocupa é que muitas vezes o indivíduo pode entender que é um fato a ser explorado [na campanha] sem considerar que isso indiretamente acaba incitando a violência”, disse Haddad. “Muitas vezes, ao não abordar corretamente a questão dos direitos humanos, você acaba sem querer promovendo uma violência que é crescente no país contra pessoas que têm outra orientação sexual.”

O petista disse ter “certeza” de que os líderes evangélicos que o criticam não pretendem promover a violência, mas afirmou que o uso político do tema “libera em alguns indivíduos forças obscurantistas” contra os gays. Haddad disse não temer ataques por causa do tema. Em entrevista publicada na Folha nesta quarta-feira, Marcos Pereira, presidente do PRB e bispo da Igreja Universal, afirmou que o assunto fará o petista “sofrer” na campanha. “A verdade vai prevalecer sobre a mentira. A verdade prevalecendo, não há o que temer”, afirmou o petista. “Estou absolutamente seguro quanto às decisões que tomei.”
(…)
Voltei
Como é que é? Quer dizer que, se gays sofrerem alguma forma de violência, a responsabilidade poderia recair também sobre as costas daqueles que acham os vídeos preparados por Haddad e sua equipe inadequados? Esse material, e coisa ainda pior, só não foi distribuído em larga escala nas escolas porque a sociedade reagiu. São Paulo, cidade que Haddad pretende administrar, tem milhares de alunos em escolas municipais. É com esse cuidado que ele pretende tratar do assunto?

É uma vigarice intelectual e moral associar os críticos às barbaridades contidas naqueles vídeos à homofobia. O que a sociedade não aceita é que o estado se meta dessa forma na organização das famílias. Mais: há uma diferença nada ligeira entre combater o preconceito à homossexualidade e a linguagem que beira a apologia.

No próximo post, relembro o nível de delinqüência intelectual a que chegou o MEC, o que desmente a farsa de que Haddad não sabia de nada.

Por Reinaldo Azevedo

03/06/2011

às 18:24

Kit gay – Reclamam dos evangélicos? No Acre, eles evitaram o abuso e o assédio moral! Ou: Cadê o Ministério Público para apurar constrangimento ilegal de menores?

A canalha antidemocrática, que acredita que a democracia é bacana desde que valha para seus aliados, reclama que os evangélicos são conservadores, reacionários, atrasados, sei lá o quê. Pois é… Não fossem eles, os estudantes de Rio Branco, no Acre, continuariam a ser submetidos a uma variante de abuso e assédio moral — os filmes do MEC não exatamente isso. Mais: seriam usadas como uma espécie de cobaia.

O Ministério Público precisa apurar se procede a denúncia de que salas de aula foram trancadas para que os alunos fossem obrigados a assistir aos filmes. Se isso é verdade, professores, diretores e o secretário de Educação do Estado têm de ser processados. Trata-se de constrangimento ilegal.

Não se tranca uma sala de aula nem para obrigar o aluno a assistir aula de matemática. Direito de sair da sala, ele tem a qualquer momento, arcando com as conseqüências previstas em regimento. Nesse caso, estava sendo exibido em sala um material que havia sido vetado pelo próprio Poder Executivo porque inadequado.

Por Reinaldo Azevedo

03/06/2011

às 17:18

FORA, HADDAD! Alunos do Acre, governado pelo PT, estavam sendo obrigados a assistir filmes do “kit gay” vetado por Dilma

Você já gritou hoje “FORA, HADDAD!”? Ainda não? Então tem agora mais um motivo para fazê-lo. Atenção! O tal “kit gay” já tinha sido distribuído a escolas de Rio Branco, capital do Acre — governado por Tião Viana, do PT — e, consta, de Recife, o que não consegui confirmar.

Isso significa que, para não variar, Fernando Haddad, ministro da Educação — aquele que acha mais evoluído matar pessoas depois de ler livros do que matá-las sem os ter lido —, deixou de dizer a verdade ao afirmar que o material não tinha sido ainda aprovado pelo MEC.

É escandaloso que o governador Tião Viana permita que os estudantes do Acre tenham acesso a uma material considerado inadequado por diversos especialistas e que foi vetado pela própria presidente da República. Pior: os alunos estavam sendo obrigatoriamente submetidos às sessões, o que, na prática, até um secretário de estado admite.

FORA, HADDAD! Leiam o que informa agazeta.net, do Acre:
*
Governo suspende distribuição do Kit Gay em Rio Branco

O secretário [Henrique Corinto, de Justiça e Direitos Humanos]  foi convocado pela bancada evangélica na Assembléia Legislativa do estado para explicar denúncias de que estudantes da rede estadual de ensino estavam sendo obrigados a assistir aos vídeos distribuídos pelo MEC na luta contra a homofobia. Os deputados fizeram questão de assistir os vídeos na presença do secretário.

“Nós recebemos denúncias de estudantes e de pais de alunos que, na escola Armando Nogueira, os professores estavam obrigando os alunos a assistir aos vídeos. Muitos estudantes reclamaram que nem sequer puderam sair da sala, que foi trancada. O próprio diretor da escola confirmou que estava sendo obrigado pelo secretário de educação a exibir os vídeos”, explicou o deputado Astério Moreira (PRP).

Os deputados, que não gostaram do filme que trata da paixão de um adolescente do sexo masculino por outro do mesmo sexo, ficaram ainda mais indignados ao saber que, apesar de proibidos nos outros estados da federação, os vídeos continuaram a ser exibidos para os estudantes acreanos porque a ação faz parte de um plano piloto em execução em Rio Branco e em Recife. “Isso é crime. Quer dizer que estão usando nossas crianças como cobaias”?, reclamou a deputada Antônia Sales (PMDB).

Já o pastor José Wildson, presente à reunião, informou ao secretário que, se o governo insistisse na divulgação do material, a sociedade seria mobilizada contra a prática. “Se é proibido falar de religião nas escolas, por que é obrigado falar de homossexualismo?  Não vejo bom senso nessa medida, e vamos reagir contra. Não podemos ser punidos por defender a família, o que não significa que sejamos contra os homossexuais. Somos contra a indução, a apologia à prática”, esclareceu o pastor.

Após a conversa de aproximadamente duas horas, o secretário de Direitos Humanos declarou suspensa a exibição dos vídeos nas escolas da rede pública da capital. “O assunto é polêmico e deve ser mais bem esclarecido. Não queremos alimentar polêmica; por isso decidi suspender a partir de hoje”, disse Henrique Corinto.

A propósito: Marina Silva, que é “governo” no Acre, vai se calar?

Por Reinaldo Azevedo

01/06/2011

às 19:53

TCU vai investigar se o “Lírico de Stálin” desperdiçou dinheiro com kit gay que não será usado nas escolas

Por Débora Santos, no Portal G1:

O Tribunal de Contas da União (TCU) informou nesta quarta-feira (1º) que vai cobrar do Ministério da Educação explicações sobre a possibilidade de “desperdício” de recursos públicos na produção dos kits anti-homofobia, que seriam distribuídos em escolas. Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff cancelou a produção do material. A assessoria de imprensa do Ministério da Educação informou que vai aguardar a comunicação oficial do TCU para se pronunciar sobre o assunto.

A investigação foi proposta pelo ministro do TCU José Jorge, responsável pela fiscalização dos gastos do Ministério da Educação, por causa da decisão da presidente de suspender a produção do material, destinado a combater o preconceito contra homossexuais. A alegação da presidente é que o governo não pode interferir na vida privada dos brasileiros.

“[Desperdício] é o que pode ter ocorrido quando o governo desistiu de distribuir os kits às escolas, conforme informações veiculadas pela imprensa. Diante desse quadro, o Tribunal pode e deve agir, cobrando explicações dos responsáveis acerca dos gastos efetuados com a elaboração do material”, afirmou o ministro, durante a sessão desta quarta.

De acordo com a assessoria do TCU, serão pedidas ao Ministério da Educação informações como valor total gasto até o momento e forma de concepção e produção do material.

Jorge deixou claro que o TCU não vai se pronunciar sobre o conteúdo ou a “escolha da política pública”. “O TCU deve passar ao largo do exame da conveniência ou adequabilidade da abordagem adotada pelo Ministério da Educação para orientar educadores e jovens estudantes”, disse o ministro do TCU.

Por Reinaldo Azevedo

27/05/2011

às 17:45

Portais, rádios e TVs escondem informação do público: kit alucinado de Haddad era para crianças a partir de 11 anos. Tenham vergonha, senhores editores!

A chamada grande imprensa, em todas as suas expressões, TV inclusive, é, em grade parte, responsável pela multiplicação dos vigaristas. Até outro dia, ela era apenas assediada pelo politicamente correto, pelas “milícias do bem” que querem censurar o pensamento. Hoje, essas milícias estão bem perto do controle mesmo, quando não estão no comando.

Matéria publicada por O Globo, reproduzida neste blog, mostra que o tal kit anti-homofobia preparado pelo MEC era destinado a alunos a partir dos 11 anos. Entre outras recomendações, indicavam-se filmes como “Milk” e “Brokeback Mountain”.  No caça-palavras, os infantes seriam convidados a designar as pessoas que estão insatisfeitas com o seu órgão genital: “Transexual”.  Só quem não tem a menor experiência com educação ou gente com alma de molestador infantil considera que isso é coisa pra criança — e indivíduos de 11 anos são crianças! É um escândalo. Igualmente grave é o fato de Fernando Haddad, ministro da Educação, ter contado uma mentira. Ele assegurava que o material preparado era para alunos do ensino médio.

Procurei a informação no Estadão Online. Não está lá. Procurei a informação na Folha Online. Não está lá. Procurei a informação no G1, do mesmo grupo que edita O Globo. Não está lá. A mentira de Haddad está sendo escondida. E é bem provável que não vá parar na televisão. Por quê?

Porque a questão se tornou um confronto ideológico, mera e suposta guerra de valores entre “reacionários” e “progressistas”, entre a “turma de Bolsonaro mais evangélicos” e os “educadores humanistas”, que só querem, vejam só!, combater a homofobia. Esconde-se dos leitores, dos telespectadores e dos ouvintes o descalabro porque a notícia não seria positiva para a “causa”. Agem como Jean Paul-Sartre no auge do seu vagabundismo intelectual, quando afirmou que denunciar os crimes de Stálin corresponderia a tirar as esperanças da classe operária. Em 1954, visitou a URSS e voltou dizendo que havia por lá liberdade de imprensa… Um lixo! Para quem, como ele, havia escrito em tom crítico uma peça chamada “As Mãos Sujas”, em que tudo é permitido em nome do partido, era o auge da indignidade.

Pois a mentira de Haddad passará impune. E, para todos os efeitos, o kit anti-homofobia só não chegou às escolas porque foi duramente combatido por pterodáctilos ideológicos e porque Dilma usou a questão para negociar o apoio dos evangélicos à impunidade de Palocci. Ora, isso tudo pode ser verdade sem que aquele lixo que pretendiam distribuir nas escolas fosse aceitável.

Já critiquei com dureza aqui o deputado Bolsonaro. Suas teses sobre as razões da homossexualidade e a maneira de tratar um filho gay são preconceituosas, ancoradas em nada além do achismo. No que concerne ao tal kit gay, no entanto, ela falava a verdade, e Haddad, a mentira. Estava pronto para ser distribuído nas escolas um material que caracterizava apologia da homossexualidade, assédio moral às crianças e, tudo pensado direitinho, molestamento infantil.

As bombas seriam largadas nas mãos de professores sem qualquer treino ou preparo técnico para lidar com assunto. E tudo para fazer a vontade da “comunidade LGBTTWXYZ”. É a militância, que não foi eleita por ninguém, tomando conta do governo. Essa e outras tantas. Lula se reuniu hoje com sindicalistas para cuidar da reforma política. Quer os “movimentos sociais” na causa. “Movimento social” é o petismo disfarçado de povo.

Pergunto: é do interesse dos leitores, dos internautas, dos ouvintes e dos telespectadores a informação de que Haddad estava falando uma mentira? É do interesse dos brasileiros, em suma, a informação de que o Ministério da Educação entrega uma orientação tão importante quanto essa a “curiosos” e “militantes”, que não são especialistas em educação?

Por que os editores estão escondendo essa informação do seu público? Medo da patrulha LGBTTXYZ, ou essa patrulha já assumiu a edição?

Por Reinaldo Azevedo

27/05/2011

às 6:15

“It gets better!”. Ou: O filme que eu levaria à sala de aula

Porque os bons e os sensatos se calam diante das aberrações e das coisas estúpidas, abrem, então, espaço para que os nem tão bons assim se façam porta-vozes do óbvio. É o que me ocorre dizer ao pensar no veto ao tal “kit gay” preparado pelo governo federal para ser distribuído às escolas.

Já apontei as impropriedades dos filmes; acusei — e quase toda a imprensa silenciou a respeito — até mesmo um erro grosseiro de matemática presente em um deles; demonstrei que não se trata de um trabalho conduzido por educadores, mas por prosélitos. E é neste ponto que reside o problema: o MEC e as ONGs envolvidas no projeto, lamento afirmar, não estão ocupados em combater a discriminação coisa nenhuma; estão empenhados, isto sim, em produzir ideologia.  As pessoas reais não importam, mas a guerra de valores que eles pretendem promover. Não foi por acaso que um militante gay, defensor do kit, escreveu na Folha que a “comunidade LGBTTT”  precisa “interpelar mais os heterossexuais, que vivem numa zona de conforto em relação às suas identidades sexuais e de gêneros”.

Lamento! Educação é coisa séria demais para ficar na mão de militantes. Só está assim porque Fernando Haddad, como ministro, é um falastrão irresponsável.

Ora, antes de mais nada, é preciso ficar claro que o material didático será destinado a uma esmagadora maioria de alunos que NÃO SÃO GAYS. Se existe a discriminação, e existe — chamada equivocadamente (já é ideologia!) de “homofobia” —, é preciso entender as suas razões e operar tanto na educação de quem discrimina como de quem é discriminado. Mas há de se fazê-lo sem o proselitismo de natureza sindical. Santo Deus! Há dois dias o tal Jean Wyllys (PSOL-RJ) é tratado como se fosse especialista em educação, pedagogo, psicólogo, sei lá eu. Não! Ele é um deputado gay, e isso não o torna uma voz especialmente sábia para tratar da educação pública.

Faz sentido exibir um filme em sala de aula em que o garoto se descobre bissexual e acaba concluindo que, assim, a probabilidade de ele ficar com alguém cresceu 100% — as cavalgaduras do MEC dizem “50%”? Seria essa uma das muitas manifestações do “orgulho gay”? Orgulho de quê? Por que alguém deveria se orgulhar disso — condição que, de resto, sabem todos, costuma trazer dor, solidão, desamparo? Eis o problema: a militância que orienta os filmes não está preocupada em debater tolerância e convivência entre as diferenças.

O estúdio Pixar gravou um filme com testemunhos de funcionários seus que são gays. O objetivo é combater a discriminação. Se ainda fosse professor, eu próprio o exibiria em sala de aula. Chama-se “It Gets Better”. Está com legendas em português. Assistam. Retomo depois:

Tudo o que precisa ser dito e debatido em sala de aula está aí. Em primeiríssimo lugar, resta evidente que não há uma só pessoa que escolheu ser homossexual — porque isso, afinal de contas, não é uma escolha. E essa não é uma verdade desse grupo. É uma verdade universal. Algumas pessoas são e ponto final! Não se trata, à diferença do que disse Dilma — despreparada para o debate que seu próprio governo mantém —, de uma “opção”. Não se corrige com os tabefes de Jair Bolsonaro. Fica também evidente que todas essas pessoas, em maior ou menor grau, sofreram. Antes que alguém as intimidasse com a discriminação, elas próprias se martirizavam porque se sabiam diferentes — afinal, uma minoria, sim! E o vídeo as exibe agora felizes, muitas em companhia de seus parceiros, com amigos, exercendo o seu trabalho. E insistem que as coisas podem melhorar.

O trabalho do MEC é estúpido — coisa de gente primária, despreparada, que nunca pisou numa sala de aula — porque, em vez de buscar a integração, ele discrimina; em vez de investir no núcleo que nos torna a todos — héteros, gays e aquelas letrinhas da militância para designar subgrupos — humanos respeitáveis, responsáveis, capazes de uma vida civilizada, busca alargar as diferenças. É preciso ignorar a realidade psicológica e sociológica de alunos de 15, 16 anos, idade em que mais se acentua a afirmação da masculinidade, para acreditar que uma fábula ridícula, em tom de exultação e exaltação, do garoto que se descobre bissexual vai convencer, comover ou mover alguém. O efeito, ao contrário do que se imagina, poderia ser desastroso. Os rapazes menos agressivos, independentemente de sua condição sexual, seriam alvos imediatos da chacota. Por quê? O MEC não está preocupado em dizer aos héteros que reconheçam nos homossexuais pessoas íntegras, inteiras, com direito à felicidade, às quais nada falta. E que, como todo mundo, precisam de respeito, de afeto, de compreensão. Seu objetivo é advogar a especialidade, a excepcionalidade positiva. Essa gente é tarada na “discriminação positiva”!

Faltam a essa turma que elaborou o material experiência em educação, conhecimento de causa, informação. Notem que o filme da Pixar praticamente não trata de sexo. São testemunhos de indivíduos. Os do MEC foram feitos por “sexólatras” — não se esqueçam que uma das versões inicialmente aprovadas trazia um beijo entre duas garotas, e só a profundidade da língua é que gerou debate, segundo um então auxiliar de Haddad. O objetivo não era levar informação a héteros e homos sobre a sexualidade humana; não era promover o respeito à diferença, mas fazer proselitismo de estilos de vida. Os militantes tomaram o lugar dos educadores e produziram aquela porcaria.

E esse tem sido um problema permanente da nossa democracia. O estado está sendo tomado de assalto por minorias organizadas que pretendem impor a sua pauta, independentemente da vontade da maioria e de suas instâncias de representação. É assim em todas as áreas. Os Verdes de Marina Silva acham que o Congresso não tem de se meter com meio ambiente porque isso é coisa de sua militância; os gays organizados acham que os educadores e os héteros não têm que se envolver com o material anti-homofobia porque isso é coisa de sua militância; os negros organizados acham que os não-negros não podem participar do debate de cotas porque isso é coisa de sua militância; mulheres organizadas defendem que o aborto seja decidido em plebiscito por mulheres porque isso é coisa de sua militância; os maconheiros organizados acham que os não-maconheiros não tem legitimidade para debater a descriminação de drogas porque isso é coisa de sua militância…

Vivemos a era burra da sindicalização do espírito. Um dia isso passa. Vai melhorar.

It gets better!

Por Reinaldo Azevedo

26/05/2011

às 20:48

Chefe de ONG confirma: MEC acompanhou tudo. Devolve a grana, Haddad!

Os filmes do tal kit gay foram elaborados por uma ONG — ou empresa, sei lá — chamada Ecos. A chefona da “organização” é Sylvia Cavasin, apresentada no site da turma, pomposa e estranhamente,  como “Coordenadora de Advocacy”. Entendo. O trecho que segue abaixo foi extraído do Portal G1. É incrível! Sylvia fala como se fosse um quadro mesmo do governo. Segundo ela, foi tudo “amplamente discutido”. Já deixei claro que esse “amplamente” quer dizer “com a militância gay”. Destaque-se ainda que, segundo ela, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) — órgão do MEC, de que o chefe é Fernando Haddad — acompanhou tudo. Assim, o ministro alegar, agora, ignorância ou é coisa de picareta ou de incompetente. Ele que tome cuidado para que não pareça uma soma das duas coisas. Leiam. Volto em seguida.

*
“Todo o material foi submetido à análise da Secad. O beijo entre as meninas foi vetado no vídeo ‘Torpedo’. Tudo foi feito com muito cuidado e amplamente discutido”, afirmou a socióloga Sylvia Cavasin, fundadora da Ecos, responsável por desenvolver o material para o programa do MEC. O vídeo feito com seqüência de fotos mostra duas estudantes adolescentes que se apaixonam e são discriminadas na escola. Elas se encontram no pátio e decidem assumir a relação na frente de todos os colegas. Elas se abraçam ao final. Não há beijo.

Os outros dois vídeos, “Probabilidade”, feito com desenhos para ilustrar a história de um estudante e a descoberta de sua bissexualidade, e “Encontrando Bianca”, sobre os conflitos de um aluno transexual sobre o uso do banheiro masculino ou feminino na escola, não sofreram grandes mudanças após a filmagem, segundo a socióloga. Os três filmes vazaram na internet.

O G1 teve acesso ao kit que foi preparado pela Ecos para o programa do MEC. Os três vídeos mencionados são reunidos em único DVD. Outros dois vídeos mais antigos, que já haviam sido produzidos anteriormente, fariam parte do kit do MEC: a animação “Medo de quê?” (2005) e o “Boneca na mochila” (1995). A orientação de como usar os vídeos nas propostas pedagógicas estão dentro do “Caderno do professor”, que acompanha o kit.O material está sob análise da Secad. Quem dá a palavra final, no entanto, é o Comitê de Publicação do MEC, que pode vetar ou sugerir novas alterações no vídeo.

O caderno foi distribuído a um grupo de multiplicadores no final do ano passado durante um processo de capacitação que faz parte do pacote do programa. O caderno está (ou estava) sob análise da Secad e, por não ter sido aprovado ainda, não tem nenhum logotipo que remeta ao MEC ou ao Governo Federal. Como não foi aprovado oficialmente, a direção da Ecos não permitiu ao G1 fazer fotos do caderno.

O caderno do professor tem poucas ilustrações e é dividido em três partes. A primeira fala sobre os conceitos de gênero, diversidade sexual, homofobia e a luta pela cidadania LGBT. A segunda trata de retratos da homofobia na escola, mostrando pesquisas sobre o tema, como enfrentar a homofobia e de que maneira o tema aparece no currículo escolar. A terceira parte fala sobre diversidade sexual na escola, mostra ao professor temas que podem ser expostos e debatidos em sala de aula e sugere um projeto de política pedagógica dentro da escola contra a homofobia.

Segundo a Ecos, a idéia central, nessa parte, é a de mobilizar a comunidade escolar para que a diversidade seja contemplada com as devidas extensão e responsabilidade nos currículos e nas práticas escolares, enfrentando os desafios cotidianos relacionados à orientação sexual e à identidade de gênero de estudantes, professores e toda a comunidade escolar. “Só com esta proposta a escola legitima o tema”, diz Sylvia. “Não adianta a iniciativa ficar só com o professor, é fundamental que a instituição assuma o projeto.”

Ela destaca ainda que, em vez de silenciar sobre práticas que acontecem nas escolas, é preciso trazer a discussão em sala de aula para as situações vividas no cotidiano escolar. Diante da suspensão do kit pela presidente Dilma, e da possibilidade de se refazer os vídeos criados sob a supervisão da Secad/MEC, a Ecos aguarda uma posição do MEC para saber o que fazer com todo o material produzido em três anos de trabalho.

Voltei
A Ecos, em suma, desenha a política educacional do MEC nesse particular. Fernando Haddad terceirizou o ministério.

Ao procurar a diretoria da tal Ecos, encontro lá o nome de Osmar de Paula Leite, o “coordenador financeiro” da ONG, formado em “matemática”.

Matemática?

O Osmar viu a batatada sobre probabilidade que a sua  ONG  preparou para ser distribuída nas escolas ou não tem nada com isso, só cuida mesmo da bufunfa?

Por Reinaldo Azevedo

26/05/2011

às 15:34

A cara-de-pau de Haddad e uma pergunta: por que um programa que chegará a todos os estudantes tem de ser elaborado só por militantes gays?

Fernando Haddad, o ministro cut-cut da Educação, é realmente uma figura singular. Poucas pessoas erram tanto no governo e têm aquela suave cara-de-pau para fazer de conta que nada aconteceu. Numa cerimônia de assinatura de um termo de compromisso para a construção de 138 creches — é a chamada “inauguração de papel” —, a presidente Dilma Rousseff comentou a suspensão do kit anti-homofobia: “O governo defende a educação e também a luta contra práticas homofóbicas. No entanto, não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais”.

A fala está quase correta e quase concorda com tudo o que este blog tem escrito a respeito. O único termo fora do lugar aí é “opção”. Ninguém escolhe nada. Se escolhesse, por razões óbvias, não haveria nenhuma dificuldade. Mas essa não é agora a questão.

Como se não fosse ele o responsável pelo material que seria distribuído nas escolas, Haddad afirmou:
“A presidenta entendeu que esse material não combate a homofobia. Não foi desenhado de maneira apropriada para promover aquilo que ele pretende, que é o combate a violência. (…) Os vídeos poderão ser integralmente refeitos”.

É mesmo, dedé? Na quarta, dia 18, este senhor se encontrou com deputados cristãos e afirmou que o material seria reavaliado. Patrulhado pelos “sexopatas”, recuou no dia seguinte. Teria visto o conjunto da obra e achado tudo muito adequado. Essa gente acha que deputado existe para levar um pé no traseiro. E ponto!

A questão relevante é a seguinte: inexistem EDUCADORES, com expertise técnica, para avaliar o que está sendo produzido. Quem coordenou os trabalhos foi a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), órgão ligado ao MEC, mas quem se encarregou da produção foram a Global Alliance for LGBT Education (Gale), uma fundação holandesa; a Pathfinder do Brasil, associada à Pathfinder Iternational, dos EUA; a Reprolatina, entidade brasileira que trabalha em parceria com a Universidade de Michigan, e duas outras ONGs ligadas à militância homossexual: a Ecos – Comunicação em Sexualidade e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Ora, se vão discutir a questão da sexualidade nas escolas — com enfoque no combate à chamada “homofobia” (ainda que existisse algo assim identificado) —, há de se supor que o tema seja de interesse geral. O material chegará a 100% dos alunos, certo? ENTÃO ME DIGAM: SE É ASSIM, POR QUE ELE TEM DE SER PREPARADO APENAS POR PESSOAS LIGADAS À MILITÂNCIA HOMOSSEXUAL? A educação dos brasileiros é, agora, um assunto privado dos educadores e militantes gays?

Não! Eu não estou defendendo que se forme um grupo misto de gays e héteros para elaborar o material. Escola não é corporação de ofício — ou de pessoas que usam assim ou assado o seu “regalo”. Quem tem de cuidar dessa questão são educadores. E, para começo de conversa, a militância tem de ficar do lado de fora da sala, ora essa! Militante é para fazer agitação política. Essa condição não torna ninguém especialista em coisa nenhuma.

E para encerrar:  até agora, a chamada “grande imprensa” não disse uma linha sobre a “matemática homoafetiva” de um dos filmes. Tudo bem, né? Afinal, era coia do Ministério da Educação…

Por Reinaldo Azevedo

26/05/2011

às 6:17

A Rainha Muda, a matemática homoafetiva, a idiotia politicamente correta e os cadáveres da imprensa

Um dos grandes dramas do Brasil hoje em dia é que os ignorantes patrulham os oportunistas. A presidente Dilma Rousseff suspendeu ontem o tal “kit anti-homofobia” que seria exibido nas escolas — se aquilo era “anti” alguma coisa, era anti-heterossexual; tratava-se de proselitismo gay. Escrevi aqui que Dilma pode ter feito por maus motivos o que deveria ter feito por bons. O que quis dizer com isso? O material era de uma impressionante vigarice intelectual, moral, técnica e matemática. Até aí, tudo bem para o Planalto! A Rainha Muda não havia movido uma palha!

Quando a bancada cristã ameaçou chamar Antonio Palocci para o palco, então a presidente se mexeu e descobriu, ora vejam!, que o tal kit era inadequado e entrava na seara das famílias. Desconheço país do mundo que exiba filmes em sala de aula que tenham o objetivo de alertar os alunos heterossexuais para a possibilidade de que eles podem estar perdendo a oportunidade de “ficar” com indivíduos do mesmo sexo. Isso, obviamente, é assédio moral. Mas não é ainda o limite. Abaixo do fundo do poço, há um alçapão.

Divulgados os vídeos — eu já havia publicado um deles aqui, sobre o rapaz que se chama “Bianca” —, assisti a outro, intitulado justamente “Probabilidades”. Escrevi um post a respeito. Conta a história de Leonardo, que descobriu que gostava de meninas e… meninos. Certo! Aí, relata o filme, “foi copiando a lição de probabilidade que Leonardo teve um estalo (…), gostando dos dois, a probabilidade de encontrar alguém por quem sentisse atração era quase 50% maior. Tinha duas vezes mais chance de encontrar alguém (…)!” Evidenciei o óbvio: trata-se de uma bobagem matemática dupla. Se Leonardo passou a se interessar por todos os bípedes sem pêlos e penas — os tais humanos —, e não apenas pelas fêmeas da espécie, dado que antes só fazia a sua coleta em 50% dos indivíduos, a probabilidade é 100% maior, não 50%; ele não tem duas vezes mais chance, mas uma — já que a primeira sempre esteve dada.

É um troço elementar. Eu não sei se a economista Dilma Rousseff, ainda que destituída de seu falso doutorado, percebeu a falcatrua matemática ao ter vetado o vídeo. O que me causa espanto é que não vi o erro apontado nos sites dos grandes jornais — não havia uma miserável linha a respeito. E a razão é simples. O erro não foi percebido pelo MEC, o erro não foi percebido pelos especialistas, o erro não foi percebido pelos jornalistas. Uma vez denunciado, como foi aqui (este blog teve ontem 98.627 visitas, e vocês sabem como funciona a rede; os posts se multiplicam porque reproduzidos por outros páginas), fizeram de conta que nada tinha acontecido, que a bobagem não estava lá, que o material era bom pra chuchu e só foi vetado porque Dilma cedeu aos dinossauros cristãos para tentar salvar a pele de Palocci.

Sim, ela, o PT e mais um bando de gente — sobretudo um bando de gente! — está tentando salvar a pele de Palocci, mas não só por intermédio da suspensão do kit gayzista, não é mesmo? O fato de que tenha recorrido também a esse expediente é uma evidência a mais do desespero, mas não torna aceitável ou respeitável o material. É um lixo pedagógico! É um lixo didático! É um lixo matemático!

Setores da imprensa estão indignados! E daí que a matemática homoafetiva seja diferente daquela matemática habitualmente usada par tocar a vida, presente nas pontes, nos prédios, nas calculadores, nas contas em geral? Que se dane! A escola é o lugar em que a gente tem de aprender “cidadania” e “justiça social”!!! Porque esses são dois conceitos respeitáveis, sem dúvida, então eles podem substituir todo o resto.  O Ministério da Educação pode torrar alguns milhões oferecendo uma matemática troncha à patuléia — desde, obviamente, que se o faça por bons propósitos. A canalha considera que a causa da igualdade pode suportar uma língua errada, uma matemática errada, uma ciência errada.

Os alunos pobres podem, sim, ser ignorantes. O importante é que sejam “justos” e pratiquem a igualdade. Dilma suspendeu o material por oportunismo, sem dúvida, mas está sendo patrulhada pelos estúpidos. Ontem, um dos portais trazia a Natalie Lamour do Congresso, Jean Willys (PSOL-RJ), conclamando os gays a não votar mais na petista. O ex-BBB teve pouco mais de 16 mil votos e só está na Câmara porque Chico Alencar foi o seu Tiririca…

Politicamente incorreto
Alguns colunistas condenados ao oblívio pelos leitores — em razão da falta do que dizer — esforçam-se para voltar ao debate atacando “essas pessoas politicamente incorretas” que andam aí pela imprensa — um deles ficou a um passo de soletrar meu nome quando defendi a ação da PM contra os maconheiros que fechavam a Paulista, mas não o fez.

Pois é… O que se entende por politicamente incorreto? Saber matemática? Apontar a picaretagem teórica dos vídeos homoafetivos do MEC? Acusar o estado de estar invadindo a esfera privada das famílias? Demonstrar o primarismo do roteiro, do texto e dos conceitos das FÁBULAS ESTATAIS que querem levar às crianças e aos adolescentes? Denunciar um verdadeiro trabalho de molestamento da maioria sob o pretexto de proteger a minoria?

Uma imprensa que se conforma com o fato de que o MEC exiba em sala de aula um filme oficial com um erro grotesco de conceito matemático, mas supostamente aceitável porque ancorado na correção política, é uma IMPRENSA MORTA! Parou de cumprir a sua função e está se comportando como militante política. Uma imprensa que propaga uma mentira estúpida — como a afirmação de que o suposto desmatamento no Mato Grosso teria sido provocado pelos debates sobre o novo Código Florestal — é igualmente uma IMPRENSA MORTA. Perdeu o seu compromisso com a verdade.

Não me preocupa — e acho que isso explica, em parte ao menos, o sucesso do blog — se minha opinião é politicamente correta ou incorreta; não preciso pedir licença a nenhum aiatolá para escrever. Já defendi algumas vezes, por exemplo, a união civil de homossexuais. Eu me oponho, aí sim, a que o Supremo ignore a Constituição para realizar esse propósito. Eu me oponho a que o Estado assuma o lugar das famílias. Eu me oponho a que se violem a lógica e a matemática para fazer “justiça”. Eu me oponho a que as aulas de “igualdade” tomem o lugar da aritmética e da língua portuguesa. Isso não é ser politicamente incorreto. Isso é não ser politicamente estúpido.

Dilma vetou o filme para salvar o couro de Palocci? É só mais uma manifestação da República dos Companheiros. A sua decisão, comprometida pelo oportunismo, não torna aceitável a porcaria que Fernando Haddad preparou para ser exibida nas escolas. Aplaudo a decisão em si. E censuro a Rainha Muda por ter deixado essa estupidez ir tão longe.

Por Reinaldo Azevedo

25/05/2011

às 21:48

Temer diz que governo precisa discutir melhor kit anti-homofobia

Leiam o que vai no G1. Volto em seguida:

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), afirmou nesta quarta-feira (25) que o governo precisa discutir melhor o “kit anti-homofobia”, que estava sendo elaborado pelo Ministério da Educação para distribuição nas escolas e foi suspenso pela presidente Dilma Rousseff nesta quarta.

“Acho que é preciso discutir um pouco mais amplamente esta matéria. Não dá para sair assim sem ouvir vários setores. Acho que é importante para o governo discutir um pouco mais”, afirmou o vice-presidente.

A decisão foi tomada por Dilma depois de uma reunião com as bancadas evangélica, católica e da família. Em reunião, os parlamentares haviam decidido colaborar com a convocação do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para que ele explique sua evolução patrimonial.

Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, a presidente achou o material “inapriopriado”. Dilma determinou ainda que todo material que versar sobre “costumes” terá de passar pelo crivo da coordenação-geral da Presidência e por um amplo debate com a sociedade civil.

Temer se reuniu com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, no início da noite desta quarta. O vice-presidente trouxe ao ministro o convite para um encontro de juristas de São Paulo. O grupo se reúne há cerca de 20 anos.

Denúncias

Na saída da reunião, Temer evitou comentar as denúncias envolvendo o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu explicações ao ministro sobre sua evolução patrimonial nos quatro anos em que exercia o mandato de deputado federal, conforme denunciou reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”.

“Acho que por enquanto é nada. Vamos aguardar”, disse o vice. Outra reportagem do mesmo veículo, publicada nesta quarta, afirmou que a Caixa Econômica Federal teria responsabilizado o ministro pela quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, em 2006.

Código Florestal

Questionado sobre a aprovação pela Câmara do projeto que modifica o Código Florestal, Temer afirmou que PT e PMDB vão continuar trabalhando “permanentemente juntos”. O vice-presidente minimizou os votos do PMDB, partido da base aliada, contra o interesse do governo.

Segundo ele, a derrota sofrida pelo governo na Câmara pode ser revertida no Senado.

“Mesmo no PT houve votos em favor do Código Florestal. Há um trabalho lá [no Senado] para reverter alguma coisa. Voltando depois para a Câmara, é possível que ela venha a confirmar”, concluiu.

Comento

Temer está certo quanto ao kit gay. Em relação a Palocci, digamos que se trate de uma avaliação excessivamente… Palocci-afetiva!

Por Reinaldo Azevedo

25/05/2011

às 21:01

Dilma pode ter feito por maus motivos o que deveria ter feito por bons

Há quanto tempo esse tal kit gay está sendo debatido, sem que a digníssima presidenta, a governanta, tenha se interessado pelo assunto? Pois é…

Foi preciso que a bancada evangélica ameaçasse encher o saco de Palocci, o milionário lícito, para que o Palácio do Planalto se coçasse, e a Rainha Muda se dignasse a ver o kit. E o suspendeu.

Ainda que o tenha feito por motivos justificados, quem acredita? Ontem, na sessão que votava o Código Florestal, Anthony Garotinho (PR-RJ) anunciou que os deputados cristãos entrariam em obstrução até debater o assunto. Parte deles anunciou a disposição de endossar a convocação de Palocci.

Atenção! Fernando Haddad prometeu, em reunião com a bancada cristã, que formaria uma comissão para debater os filmes. Patrulhado pelos “sexopatas” da imprensa, recuou, afirmou ter avaliado o material e não ter visto nada de errado. Nem na matemática, como se nota. Os parlamentares reagiram — e com razão! Foram feitos de bestas.

Como em rio que tem consultores demais, presidente da República nada de costas, Dilma, então, saiu do Olimpo e foi ver o material. E o vetou.

Poderia ter feito em nome da sensatez o que acabou fazendo movida pelo medo. Pior para todo mundo, inclusive pra ela, que passa o sinal de que tudo fará para salvar Palocci — ATÉ A COISA CERTA!

Por Reinaldo Azevedo

25/05/2011

às 20:01

Não! O material jamais tornará gay um hétero; mas há o risco de ambos ficarem mais burros, pouco importa o que façam com seu regalo

Só para deixar claro: eu não acho que o kit do MEC tornará gay o hétero. Só na cabeça dos estúpidos que elaboraram o material o “Leo” que fica com a Carla descobre, do nada, as graças do “Rafa”. Isso é parte a utopia homossexualista. De todo modo, nesse particular, o filme é inócuo. O risco, sabem todos que já pisaram numa sala de aula, é o material ser tratado por pessoas despreparadas e gerar intolerância em vez de tolerância.

O hétero continuará hétero; o gay, gay. Mas héteros e gays, dada a qualidade do que lhes oferece Fernando Haddad, ficarão inexoravelmente mais burros caso se deixem influenciar pela matemática do MEC, que a tal Maria do Pilar (ver abaixo) deve considerar iluminista.

Em suma, senhores pais. Seus pimpolhos e pimpolhas farão com o seu “regalo” — como diria Ayres Britto —, com o seu “bônus da natureza”, o que estavam destinados a fazer.

O diabo é o que o MEC quer que façam com o cérebro.

Por Reinaldo Azevedo

25/05/2011

às 18:25

“Tempo de trevas”, define secretária executiva do MEC a decisão de Dilma. Que tal a rua como serventia da casa?

Secretária Executiva do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, comentou o seguinte no Twitter sobre o veto ao kit gay: “Tempo de trevas”.

Entendo!

Ela caracteriza como expressão do “tempo de trevas” uma decisão tomada pela presidente da República. No meu governo, estaria na rua. No de Dilma, sei lá. Vai ficando evidente que a “presidenta” está mais para “governanta”. Entendem?

De todo modo, a Maria do Pilar está certa!

São os tempos das Trevas Matemáticas!

Por Reinaldo Azevedo

25/05/2011

às 18:05

MP tem de pedir que Haddad devolva o dinheiro do kit gay aos cofres públicos

Quanto custou a produção daquele lixo moral e matemático conhecido por “kit gay”, que acaba de ser suspenso pela presidente Dilma Rousseff? É uma questão que certamente interessa ao Ministério Público. ONGs não trabalham de graça, não! Elas são “não-governamentais” porque estão livres de qualquer controle democrático do estado — que é governado, direta e indiretamente, por pessoas eleitas. Mas costumam ser muito “governamentais” na hora de receber a bufunfa.

Os senhores parlamentares cristãos — nem digo a oposição, que está ocupada com questões  celestes como “guerra interna” — têm de interpelar o Ministério da Educação. E o Ministério Público tem de se ocupar do assunto.

Com que então a Educação usa verba pública para financiar filmetes que caracterizam um claro assédio moral à esmagadora maioria dos estudantes e que, além de tudo, violam a matemática!?

Haddad tem de devolver o dinheiro aos cofres públicos.

Fora, Haddad, o depredador da matemática e da língua!

PS – Lembro que o ministro afirmou aos jornais ter visto o material e não ter encontrado nada de errado.
Haddad, 1 é 50% a mais do que 0,5 ou 100%?

Haddad, quando é 1 mais 1?
Haddad, vai ver se a gente tá lá na esquina.

Por Reinaldo Azevedo
 

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