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Honduras

27/11/2009

às 22:19

PARABÉNS, LEITORES! ENFIM, O RECONHECIMENTO: SEMPRE ESTIVEMOS CERTOS!!!

Vocês sabem que pouco me importa quem concorda ou não comigo. Nos limites do ordenamento legal — necessariamente democrático —, não dou bola pra torcida. E disse aqui ao longo dos meses: “Danem-se os que dizem que foi um golpe o que aconteceu em Honduras; danem-se os que não reconhecem que Manuel Zelaya é o verdadeiro responsável pela crise”. Mas aí havia o, como é mesmo?, apelo do tal “mundo inteiro”… “O mundo inteiro diz uma coisa, e você diz outra…” Pois é!

Em “Máximas de Um País Mínimo”, que chega às livrarias entre hoje  e segunda, está lá, na página 49, “A convicção da maioria não torna verdadeira uma mentira”. Eis uma questão de princípio por aqui.

Desde o começo da crise, este escriba afirma que a Organização dos Estados Americanos não estava apenas equivocada sobre a questão. Mais do que isso: ela promovia a desordem em Honduras, em especial seu secretário-geral, o socialista José Miguel Insulza, que é de uma delinqüência intelectual e moral como nunca antes na história da OEA. Lembrem-se que ele chegou a prever luta armada no país…

Pois agora a bastante respeitada Human Rights Foundation produziu um relatório sobre a situação hondurenha. E confirma boa parte do que afirmei quando estava sozinho. Não preciso de companhia para estar certo, reitero. Mas a entidade que antes “eles” usavam para endossar seus argumentos agora endossa boa parte dos meus.

Javier El-Hage, diretor da HRF, deixa clara a omissão da OEA na crise que resultou na deposição de Zelaya: “Poucos sabem que, dias antes do 28 de junho [data da deposição de Zelaya], no pior momento da crise neste país, a OEA criou uma ‘Missão de Acompanhamento’ para acompanhar a consulta [aquela que Zelaya queria fazer] que havia sido rechaçada POR TODAS AS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS HONDURENHAS”

Está bem claro, não? A HRF, claro, continua a sustentar que houve um golpe — ainda bem que não dependo do que ela pensa, não é? Afinal, seu próprio texto deixa claro que a “consulta” era ilegal. Vá lá, um pouquinho de hipocrisia… A entidade é ainda mais clara sobre a irresponsabilidade da OEA e sobre a sua responsabilidade direta na crise: “Diante da erosão da democracia hondurenha sob o comando do presidente Zelaya, a OEA atuou incorretamente porque, em vez de acionar a cláusula democática contra ele, decidiu enviar uma missão de observação e tornou mais aguda a crise em Honduras”.

Se críticas ainda faltassem à OEA e a Insulza, a HRF não se furta a ser direta no ataque ao secretário geral. Ele está errado ao se opor à presença de observadores do organismo nas eleições: “O apoio da comunidade internacional para a realização das eleições do dia 29 de novembro é o melhor meio para conquistar o restabelecimento da democracia em Honduras”.

Este blog não dá a menor pelota se tem ou não companhia quando expressa as suas opiniões. Mas o fato é que “consenso” estúpido sobre o golpe que não houve em Honduras está fraturado. E a verdade está ganhando mais espaço.

Aqui, queridos, sempre estivemos do lado certo, que é o da Constituição democrática e do estado de direito. E contra a canalha bolivariano e o megalonaniquismo carnavalesco!

Perdeu, Celso Amorim!

Por Reinaldo Azevedo

26/11/2009

às 17:51

LULA E SEUS GOLPISTAS DE ESTIMAÇÃO

Leiam esta fala:
“Os países democráticos do mundo precisam repudiar de forma veemente o que ocorreu em Honduras, portanto, a posição do Brasil se mantém inalterada. Nós não aceitamos histórias de golpes (…)o Brasil não reconhecerá o resultado eleitoral, e manterá sua posição de não [retomar] relações com Honduras (…) A América Latina e América Central têm experiências de sobra de golpistas que usurpam o poder rompendo os princípios democráticos, e se aceitarmos isso, pode acontecer o mesmo em outro país amanhã”.

Leram? É de Luiz Inácio Lula da Silva. Na madrugada, comentei intervenção idêntica de Ruy Casaes, representante do Brasil na OEA. Como se nota, é política oficial. A exemplo do embaixador, Lula também teme o efeito-exemplo. É por isso que a pequena Honduras se tornou tão importante.

Lula não gosta de golpismo? Não?
- Hugo Chávez deu vários golpes por meio de eleições;
- Evo Morales fraudou a regra de reforma constitucional prevista na Constituição;
- Daniel Ortega usou os juízes sandinistas da Corte Suprema para declarar sem efeito um trecho da Constituição;
- Manuel Zelaya estava usando as eleições para violar a Constituição.

Desses golpes, Lula gosta. Gosta, aplaude e apóia.

Ainda bem que Honduras está se lixando para o que pensa o Brasil. Se os EUA reconhecerem o pleito, é o que importa para aquele país.

PS - Vocês já sabem, mas reitero: o acordo feito entre os grupos de Zelaya e do governo interino não previa a restituição obrigatória. Isso é invenção do Chapeludo e do Brasil.

Por Reinaldo Azevedo

26/11/2009

às 5:51

AMORIM E SEUS ALOPRADOS PRECISAM DE CAMISA-DE-FORÇA

O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) decidiu entrar com um requerimento no Itamaraty pedindo informações e esclarecimentos sobre uma entrevista concedida por Ruy Casaes, representante do Brasil na OEA, à Terra Magazine. Ruy Casaes? Vocês se lembram do homem. Ele resolveu me mandar um e-mail contestando um post meu certa feita, e eu fiz um vermelho-e-azul com ele. Com a devida vênia, observo que o homem destrambelhou de vez. E lhe faço justiça: não se trata de um destrambelhamento pessoal. Ele nada mais faz do que reproduzir o estado miserável a que chegou a política externa brasileira.

Alguns leitores já haviam comentado a entrevista aqui. Aquele que representa, na OEA, um país que chegou a se colocar como mediador da crise chama o presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, de “palhaço”. Ainda que o atual presidente de Honduras fosse o mais desprezível dos seres, é evidente que não estamos mais diante de uma linguagem diplomática. Compreendo a fúria dos bolivarianos brasileiros. O papel ridículo desempenhado pelo Itamaraty revela-se agora sem reservas. Micheletti, para a turma de Celso Amorim, é mesmo um “palhaço”. O Brasil gosta de gente séria, de democratas circunspectos como Mahmoud Ahmadinejad, do Irã; Kadhafi, da Líbia, e Omar al Bashir, ditador do Sudão. Toda essa gente tem a mão atolada em sangue — Bashir, pelo menos 300 mil vezes. O governo Lula gosta é de homem sério. Micheletti não! Micheletti é um “palhaço!” Onde já se viu fazer uma “ditadura” em que os Três Poderes da República continuam a funcionar livremente, sem leis de exceção?

O que motivou o pedido de Jungmann, que é membro da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e foi convidado para ser observador das eleições hondurenhas, do dia 29 — e ele vai —, nem foi o destempero do tal Ruy. No vermelho-e-azul que fiz, já achava que ele precisava ou de férias ou de um Lexotan. Além, claro, de precisar ler a Constituição de Honduras. Jungmann quer que o Itamaraty explique outro trecho da entrevista. Ao considerar que Peru e Colômbia devem reconhecer o governo hondurenho que sair das urnas, afirmou o valente:
A Colômbia é um país altamente dependente dos EUA, o Peru é um país que tem um governo de centro-direita que tem dificuldades com alguns vizinhos, históricas com o Chile e ideológicas com a Venezuela. O Peru age de uma maneira que para eles é aquilo que significa a sua individualidade. Eu não sei se eles vão reconhecer ou não. Os indícios apontam que o Peru reconhecerá, assim como a Colômbia, independentemente de qualquer outra coisa. Eles estarão agindo de maneira incoerente e terão que fazer uma grande ginástica para justificar o fato de eles não estarem tomando a posição que eles assinaram tanto na Unasul, quando no Grupo do Rio, quanto na Calc. Isto será um problema deles.

Entenderam? Trata-se da confissão de que o alegado pragmatismo da política externa brasileira é mesmo falso. O alinhamento que conta é, antes de tudo, ideológico. Ora, não cabe ao representante brasileiro na OEA especular sobre o grau de “dependência” ou “independência” de uma nação soberana, como é a Colômbia, na relação com um terceiro país. É absurdo que o embaixador classifique ideologicamente o governo de uma nação amiga para desmerecê-lo, como ele faz com o Peru.

Sem contar que Casaes está falando, para não variar, uma grossa bobagem.  Como ele mesmo deixa claro, os problemas do Peru com o Chile são “históricos” — e existiriam ainda que o governo fosse de esquerda. Mais: é o Peru que tem dificuldades “ideológicas” com a Venezuela, ou é a Venezuela que tem dificuldades com outros países? Qual dos dois governos julga poder exportar uma “revolução”? A crise hondurenha, aliás, nasce no chavismo, como é amplamente sabido.

A diplomacia brasileira, sob Celso Amorim, não é só primitiva ideologicamente. Ela é também ruim, grosseira, indicando seu impressionante rebaixamento. Casaes diz coisas como: “A população americana está se lixando para Honduras”, como se as populações dos demais países estivessem muito preocupadas. E, com razão, não estão: têm os seus próprios problemas. E Casaes? E Celso Amorim? E o governo brasileiro? Estariam eles, por acaso, preocupados com os hondurenhos ou estão ocupados apenas em marcar um ponto de vista que é de natureza ideológica? Gente preocupada com aquele povo propõe adiamento de eleições?

Vamos ver o que dirá a Fada Sininho que Amorim tem na imprensa, segundo aquela fascinante teoria da “penetração e do diálogo”… Nunca antes na história destepaiz tivemos uma diplomacia tão rasa, que nos expusesse a tantos vexames. Mas, se querem saber, estou começando a gostar da coisa. E explico por quê.

Amorim e seus aloprados estão começando a cumprir aquele roteiro da tragédia. Alguns tontos começaram a ver sucessos onde só havia desastres, e eles foram se agigantando — no caso de Amorim, trata-se de linguagem duplamente figurada… E foram sendo sempre mais ousados na demência. A tramóia para instalar Manuel Zelaya na embaixada, a proposta de adiar as eleições e a visita de Ahmadinejad dão conta de que os loucos passaram a tomar conta do hospício. Os “heróis” começaram a demonstrar a ambição desmedida, e isso chamou a atenção dos deuses, que estavam achando tudo até bem divertido até ali. “Está na hora de dar um chega prá lá nesses bananas”. E foi o que a diplomacia americana fez: pôs os bananas do Brasil no seu devido lugar.

Por isso Ruy Casaes está choramingando agora. As eleições hondurenhas vão acontecer apesar das ameaças terroristas. O novo governo tomará posse, e os EUA vão reconhecê-lo. E Amorim terá perdido mais essa.

E só para arrematar: vocês se lembram que escrevi aqui que Honduras havia se tornado um caso tão importante para as esquerdas latino-americanas porque era a primeira vez que a tática de assaltar a Constituição para dar sucessivos golpes por meio de eleições havia fracassado. E isso, claro, poderia servir de exemplo para outros países que viessem a sofrer o assédio de vagabundos dessa espécie. Casaes confirma minha análise. Leiam o que ele diz:
“Além de tudo é preciso levar em conta o efeito demonstração dessa crise. Há mais países com instabilidades internas que podem se agravar a partir do momento em que a crise não foi resolvida com a reinstalação da ordem democrática. Isso pode estimular. Se em Honduras, nada foi feito, porque não posso fazer em outro país também?”

Tá com medinho, Casaes? É isto mesmo: que as forças democráticas da América Latina, incluindo os militares, não mais permitam que Constituições democráticas, COMO É A DE HONDURAS, sejam rasgadas em nome da suposta democracia. CHEGA DE GOLPES NA AMÉRICA LATINA, INCLUINDO OS DOS POPULISTAS!

PS: Casaes já leu a Constituição de Honduras depois que desmoralizei a sua tese naquele vermelho-e-azul ou continua imerso na mais escura ignorância? Ok, gente, a minha pergunta é só retórica.

Por Reinaldo Azevedo

25/11/2009

às 17:36

TERRORISMO, O ATUAL ALIADO DO BRASIL EM HONDURAS

Segundo o jornal El Heraldo, a Suprema Corte de Honduras e um canal de televisão sofreram atentados a bomba. Nos dois casos, houve danos materiais, mas ninguém se feriu. A polícia investiga a possibilidade de que o próximo alvo seja a ponte La Democracia, que liga as cidades de El Progreso e La Lima a San Pedro Sula. É o que restou à canalha: recorrer ao terror para tentar sabotar o processo eleitoral.

E aqui é preciso que se diga com toda a clareza: o Brasil se torna um aliado objetivo do terrorismo quando propõe o adiamento das eleições. Esse ponto não consta do acordo celebrado entre os grupos de Manuel Zelaya e do governo interino. Todos os seus passos foram cumpridos. Quem rompeu as negociações foi o ex-presidente — que exige a restituição. O combinado, por exigência do próprio Zelaya, é que isso seria decidido pelo Congresso. E a decisão não implicava aceitação.

marcha-por-eleicoesEm entrevista concedida ontem, Marco Aurélio Garcia previu dificuldades para a realização das eleições. A que estaria se referindo esse herói? Certamente não era às milhares de pessoas (foto acima) que ocuparam nesta quarta de manhã as ruas de Tegucigalpa defendendo o pleito de 29 de novembro.

Vejam que coisa: a esmagadora maioria dos hondurenhos quer as eleições e o fim da crise. Mas Lula, Chávez e a corja bolivariana querem a volta de Zelaya. Seus aliados objetivos, hoje, em Honduras são os terroristas.

Por Reinaldo Azevedo

24/11/2009

às 14:34

Brasil, Honduras e a tese mentirosa

Honduras é um bom exemplo para desmoralizar a fantasia estúpida — que mente para os leitores — segundo a qual o Brasil opera a sua política externa em consonância, e passos combinados!, com os EUA.

Por quê? O Brasil apresentou a proposta de adiar por 15 dias a eleição naquele país, marcadas para o próximo dia 29. “Exige” a reinstalação de Manuel Zelaya. O Departamento de Estado dos EUA disse não e se irritou.

É claro que o Brasil não precisa seguir os passos de Washington; é livre para fazer o que quiser. O problema é que ele também não pode passar a fazer, agora, sempre o contrário do que querem os EUA — porque isso também seria uma forma de subordinação. A proposta, como vocês devem supor, é de Celso Amorim - e, pois, de Luiz Inácio Lula da Silva.

É incrível como o Brasil, nesse seu protagonismo destrambelhado, que pretende exibir independência, não dá a menor bola para a realidade objetiva de um outro país e se mete em seus assuntos internos com uma desfaçatez impressionante. Imaginem a crise que implicara um adiamento do pleito…

E por que a insistência? Porque Amorim fez mais uma bobagem e agora pretende forçar a história a cumprir as suas profecias, entenderam? Os hondurenhos que se danem! Ele não está nem aí. O Brasil sobrou com o chapeludo na mão e não sabe o que fazer.

Não basta querer ser líder; é preciso poder ser líder. Não basta poder ser líder; é preciso SABER ser líder. Essa gente não sabe. A política externa brasileira, hoje, limita-se a medir forças com os EUA no continente — e a ambição é fazê-lo em âmbito mundial, como deixa clara a visita de Ahmadinejad…

É, vai ver somos o império do futuro, né? É por isso que o sol sempre está iluminando uma base militar brasileira onde quer que esteja nascendo… O mais constrangedor nem é essa posição estúpida do governo brasileiro, mas a falta de senso de ridículo. E, obviamente, seu amor por ditaduras, ditadores e bandoleiros.

NOTA - Roberto Micheletti cumpriu todas as partes do acordo feito com a turma de Zelaya. E este acordo não previa data para o Congresso votar a restituição — tampouco previa que os parlamentares eram obrigados a dizer “sim”. Mas o Brasil agora deu para considerar que textos de acordo e constituições não valem mais nada.

Por Reinaldo Azevedo

17/11/2009

às 5:07

EUA não têm mais tempo para Zelaya. Vai lá, Amorim!

O governo americano agora vem a público para afirmar que, em Honduras, os dois lados investiram no impasse. Desde o começo da pantomima, é a primeira vez que se admite com clareza e em público que Manuel Zelaya também é um criador de caso. O Departamento de Estado entendeu o óbvio: quem investiu na confusão foi ele. Só falta agora admitir que é o golpista original da história. Mas nem precisa.

Quando o zelaysmo, com a ajuda do Brasil, vivia o seu apogeu de popularidade na imprensa — já que, em Honduras, exceção feita ao bolivarianismo de cor local, ninguém quer saber do Bigodudo —, um ilustre representante da Turma do Barulho decidiu mudar a Constituição para ficar no poder. Refiro-me ao orelhudo Daniel Ortega. Juízes sandinistas simplesmente declararam sem efeito parte de um artigo constitucional que proíbe a reeleição na Nicarágua.

Ortega está disposto a continuar ferrando o país, com um governo, ademais, espantosamente corrupto, mas prestou um favorzinho aos democratas de Honduras. Mostrou à Casa Branca o covil em que estava se metendo — como se isso fosse necessário… Bem, no governo Obama, é necessário.

Honduras, anotem aí, é a primeira derrota de Chávez. E, é claro, estamos diante de  outro vexame da política externa brasileira. Sei que ninguém aqui se surpreende: Celso Amorim perdeu mais uma. O insucesso vive lhe subindo à cabeça, num percurso sempre muito curto.

Por Reinaldo Azevedo

16/11/2009

às 5:07

Pegue aí, Celso Amorim, que o Bigodão é seu!

Ah, que peninha! O Bigodão não quer mais brincar. Manuel Zelaya, Manuel Zelaya… Lembram-se dele? Pois é. O Maluco de Tegucigalpa leu uma carta aberta a Obama em que diz não aceitar mais a recondução ao poder. Pare de rir, leitor! Que coisa!  Ele não quer mais brincar! E diz que também não reconhece as eleições vindouras  — que, não obstante, acontecerão.

Zelaya também lastima o que considera mudança de posição dos EUA, que já começam a admitir a possibilidade de reconhecer o governo que sair das urnas, ainda que o Malucão não seja reinstalado simbolicamente no poder.

O chato pra Zelaya é que tudo segue conforme ele exigiu. A pendenga final da negociação era quem decidiria o seu retorno: a Corte Suprema, como queria Roberto Micheletti, ou o Congresso, como ele queria. Ficou decidido que seria o Congresso. Só que o acordo não previa data para a decisão e, como estava redigido lá, não tornava obrigatória a sua volta.

Estabelecia prazo, sim, para a formação do governo de unidade nacional — para o qual Zelaya não quis indicar representante. E, pois, quem, formalmente, desrespeitou o acordo foi ele. Pelo visto, o homem vai ficar lá como “hóspede” na embaixada do Brasil para sempre. Agora, sim, a coisa está mais perto de sua real natureza: uma pantomima.

Pegue aí, Celso Amorim, que o Bigodão é seu!

Por Reinaldo Azevedo

11/11/2009

às 4:45

Impasse hondurenho causa divisão na OEA

Por Sérgio Dávila, na Folha:
A divisão de ânimos entre a maior parte dos países-membros da OEA (Organização dos Estados Americanos) e de um grupo menor liderado pelos EUA ficou mais clara ontem. Após relato pessimista que destoou de suas mais recentes intervenções, o secretário-geral da entidade, José Miguel Insulza, disse que considerava impossível neste momento enviar uma missão eleitoral para monitorar o pleito presidencial hondurenho, como reza acordo assinado em 30 de outubro.
A decisão foi defendida pela maioria, Brasil incluído, mas sofreu críticas da delegação americana. No mesmo dia, os EUA anunciaram que enviavam o número 2 do Departamento de Estado para a América Latina, Craig Kelly, para novo esforço diplomático entre o grupo do presidente deposto Manuel Zelaya e do líder do regime golpista, Roberto Micheletti, cujas negociações desandaram nos últimos dias.
Washington insiste em que a saída para a crise hondurenha é a realização das eleições presidenciais hondurenhas, marcadas para o dia 29; a maior parte da OEA acredita que não há legitimidade no pleito sem que Zelaya seja restituído. Acordo firmado entre as duas partes sob o guarda-chuva do então número 1 da Chancelaria dos EUA para a América Latina, Thomas Shannon, prevê a formação de um governo de união nacional e deixa a decisão sobre a volta ou não de Zelaya para o Congresso hondurenho. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

06/11/2009

às 17:48

Departamento de Estado dos EUA: os próprios hondurenhos devem resolver a sua crise

Do jornal hondurenho El Heraldo. Está em espanhol, mas dá para ler numa boa.

Estados Unidos mantiene su compromiso con el diálogo para superar la crisis política en Honduras, pero aclaró que deben ser los propios hondureños los que resuelvan “por sí solos” el conflicto, declaró este viernes un portavoz del Departamento de Estado a la AFP.

“Nuestros esfuerzos se han centrado en facilitar un proceso de diálogo pragmático y en crear un ambiente en el que los hondureños puedan enfrentar el tema de la restitución (del presidente depuesto Manuel Zelaya) y resolver por sí solos este problema hondureño”, señaló el portavoz, Charles Luoma-Overstreet, en declaración telefónica a la AFP.

El portavoz reaccionó así a la declaración del jueves de un senador republicano, Jim DeMint, que levantó su veto sobre dos importantes nominaciones del gobierno de Barack Obama tras asegurar que había recibido garantías oficiales de que Washington reconocería el resultado de las elecciones hondureñas del 29 de noviembre, esté Zelaya de regreso en el poder o no.

Zelaya fue destituido el 28 de junio y expulsado del país, lo que generó una condena internacional unánime y un amplio boicot diplomático al gobierno interino.

El ex mandatario, refugiado en la embajada brasileña desde el 21 de septiembre, quiere que se concrete primero su restitución, antes de formar parte de un gobierno de Unidad Nacional, otro de los puntos clave de un acuerdo político negociado durante semanas entre ambas partes.

El acuerdo Tegucigalpa-San José fue supervisado en su tramo final personalmente por altos funcionarios diplomáticos estadounidenses.

Dicho acuerdo estipula que el Congreso tiene la última palabra para la restitución de Zelaya, asegura el Departamento de Estado.

Eso fue lo que llevó al senador DeMint a levantar su veto sobre el nombramiento de Arturo Valenzuela como nuevo vicesecretario para América Latina, que fue confirmado en la noche del jueves.

Por Reinaldo Azevedo

06/11/2009

às 15:06

Levem os discípulos de Lévi-Strauss para Honduras…

A evolução da crise política em Honduras ainda há de merecer, algum dia, uma tese de antropologia. Aliás, os discípulos de Durkheim e Lévi-Strauss deveriam baixar em Tegucigalpa para descrever “As Formas Elementares de Um Golpe de Estado”  — e, por óbvio, o golpista não é Roberto Micheletti, mas Manuel Zelaya, o ex-candidato a Rainha Bigoduda de Tegucigalpa. Como se trata de um bando de primitivos, as estruturas do que ali se passa estão todas à mostra, quase podem ser tocadas. Abstenho-me de narrar e descrever, mais uma vez, como se deu a tentativa de golpe do chapa de Hugo Chávez. Vocês já conhecem. Falemos um pouco sobre os desdobramentos da crise.

O acordo firmado para pôr fim à crise contou com representantes de Mauel Zelaya e do governo constitucional, de Roberto Micheletti. Ficou estabelecido, por exigência do Chapeludo, que seria o Congresso a definir, sem nenhuma outra condição, se e quando o ex-mandatário seria reinstalado — apenas simbolicamente — no poder. Ele não teria a condução do governo, a cargo de uma espécie de junta de conciliação, e o comando das Forças Armadas, que passaria para o Tribunal Eleitoral. É por isso que, guardadas as devidas proporções, afirmei que ele era candidato a rainha da Inglaterra de Honduras — ou Rainha Bigoduda de Tegucigalpa.

O acordo não tornava impositiva a volta de Zelaya ao poder. Cumpriu-se uma exigência sua: quem decide é o Congresso. E o Congresso decidiu ouvir outras instâncias institucionais, como a Justiça e o Ministério Público. E, até agora, não se pronunciou sobre o seu retorno ou não.

Uma vez golpista, sempre golpista. Zelaya está dando a entender ao mundo que sua volta era certa. É mentira. Thomas Shannon, subsecretario de Estado dos EUA para a América Latina, deixou isso muito claro em entrevista. À meia-noite de ontem, esgotou-se o prazo para a formação do novo governo. Os zelaystas não quiseram indicar nomes sem que, antes, houvesse a restituição de Zelaya. Notem: ELES NEM MESMO ESPERAVAM QUE PUDESSE HAVER UMA VOTAÇÃO CONTRÁRIA A ZELAYA. É assim que essa gente entende o Parlamento: só é legítimo se vota o que a canalha quer. Micheletti deu posse ao novo gabinete.

Como a dita “comunidade internacional” vai reagir? O Brasil e os bolivarianos já disseram o que pensam. Lidam com um acordo que nunca existiu: sem Zelaya, não há solução. Esses países não têm a menor relevância para Honduras. Só os EUA contam. Até agora, os passos do acordo foram seguidos. A menos que o mundo decida agora que chegou a hora de enfrentar estes potentados: o Congresso de Honduras, a Justiça de Honduras, o Minitério Público de Honduras… Eles todos já enfrentam um outro monstro poderoso: O POVO DE HONDURAS!

E então chegamos ao ponto: a única maneira de a Rainha Bigoduda ganhar um troninho por mais dois meses é ser imposto por entidades e governos estrangeiros. Não há hipótese de hondurenhos fazerem isso por sua própria conta O diabo é que o Congresso não quer Zelaya, a Justiça não quer Zelaya, o MP não quer Zelaya, as Forças Armadas não querem Zelaya, a maioria da população não quer Zelaya.

E quem quer Zelaya? Governos estrangeiros e a escória esquerdista-bolivariana que se tornou sua aliada.

Fosse o governo americano confiável hoje em dia — “confiável”, aqui, quer dizer “cumpridor de acordos firmados” —, poder-se-ia ter segurança de que os EUA dariam todo apoio ao processo eleitoral, único caminho seguro para sair da crise. Mas o que temos é o governo Obama, e a secretária de estado é esta boneca inflável do “progressismo”, Hillary Clinton. A depender da pressão, essa gente pode continuar a esmagar um governo constitucional, que, até agora, só seguiu a lei e se mobilizou para tirar do poder um celerado dado a ouvir vozes do além e a denunciar complôs judaicos para desestabilizá-lo emocionalmente. Como se fosse preciso contar com especialistas, judeus ou não, para isso…Zelaya é quem é por conta daquela massa pastosa que certamente separa um orelha da outra, onde séculos de atraso se misturam à demência clínica.

Celso Amorim, a esta altura, está pronto para subir num banquinho e dar ao mundo lições de democracia. Agarrado ao porrete de Hugo Chávez, como sempre.

Por Reinaldo Azevedo

05/11/2009

às 17:58

Thomas Shannon: não se garantiu a Zelaya a volta ao poder

Transcrevo, em espanhol mesmo - dá para ler sem grandes dificuldades - texto do jornal hondurenho El Heraldo. Comento em seguida.
*

Un popular refrán reza así: “más claro no canta un gallo”. Pues eso fue lo que hizo Thomas Shannon, subsecretario de Estado de EE UU, en una entrevista que ofreció a la cadena de televisión CNN relacionada con la crisis política en Honduras.

Shannon dejó claro que la prioridad ahora es el proceso electoral, además que la restitución y el gobierno de unidad nacional son cosas diferentes y que la decisión del CN debe respetarse. A continuación algunas preguntas y respuestas íntegras:

¿En algún momento se le garantizó a Zelaya que regresaría al poder? No, porque esta no es decisión de nosotros. Nosotros no podemos imponer una solución, ningún país de afuera puede imponer una solución. La única solución puede venir de Honduras.

¿Cuál es la prioridad en este momento, es la restitución o cómo es? La formación de un Gobierno de Unidad Nacional es aparte de la restitución, o sea, primero es la creación de un Comité de Verificación que está pasando hoy (el martes)… después es la creación del Gobierno de Unidad Nacional y después el tema de la restitución, o sea, es el Congreso que va a tener que determinar cuándo eso va a ocurrir y es diferente y separado de la formación del Gobierno de Unidad Nacional.

¿Y por qué mandar al Congreso, si el Congreso lo destituyó con una carta de renuncia que se ha dicho, es falsa? Mira, la situación política ha cambiado, Honduras ya está en una situación, en un momento electoral esperando el 29 de noviembre, o sea los dos líderes (Micheletti y Zelaya) al fin del día pensaron que ellos tenían una ventaja en el Congreso, pero esto va ser una decisión política tomada en una institución democrática de Honduras.

¿Puede darse que llegue el 29 de noviembre y Manuel Zelaya no haya sido restituido en el poder? Otra vez, eso depende del Congreso hondureño, totalmente.

¿Pero Estados Unidos considera que Manuel Zelaya debe ser restituido? Mira, nosotros tenemos un fin de este proceso, en varias resoluciones en la OEA y en la ONU hemos expresado, con el resto del hemisferio la importancia de una restitución, pero al fin del día, la solución de ese problema tiene que radicar dentro de Honduras, tiene que ser una decisión que pueda sobrevivir en tiempo y resolver el problema político en una manera pacífica y por eso decidimos centrar la decisión de restitución en una institución democrática hondureña para asegurar que son los hondureños al fin del día los que toman las decisiones, o sea no es una imposición de afuera.

¿Entonces, para EE UU el tema es que ya se da por terminada la crisis y que el 29 habrá elecciones y que se van a reconocer y que el tema de Manuel Zelaya lo van a resolver los hondureños? El futuro de la democracia hondureña ya está en manos de los hondureños.

¿EE UU, pase lo que pase, en el proceso reconoce lo que pase el 29? Sí, exactamente, por eso tenemos a nuestra secretaria de Trabajo, Hilda Solís, en Honduras en este momento como parte de la Comisión de Verificación.

¿Los seguidores de Zelaya han dicho que si no se da su restitución no se estaría cumpliendo el acuerdo y no tendrían porqué ellos aceptarlo? Esa es la esperanza del presidente Zelaya y también es parte de su intento de ganar espacio dentro del Congreso para su restitución, esto es parte del proceso democrático hondureño, yo entiendo su posición y respeto su posición, pero al fin del día esa es una decisión del Congreso hondureño.

¿Simplemente lo que se puede decir es que Estados Unidos considera a Honduras como un tema resuelto? No está resuelto. Hasta que tenemos elecciones el 29 de noviembre y una transferencia de poder el 27 de enero. Pero lo que tenemos resuelto en este momento es la situación que dividía el país. O sea, ya con el acuerdo hemos creado una situación donde las diferentes fuerzas puedan unirse dentro de una institución hondureña, el Congreso. Resolver el problema más difícil que causó los hechos del 28 de junio, o sea la destitución del presidente Zelaya y con eso marchar en rumbo a las elecciones. O sea, fue un gran logro pero todavía hay cosas por hacer.

Venezuela, Bolivia, Cuba habían dicho que si EE UU quería resolver esta crisis lo podía hacer en cuestión de horas. La Secretaria de Estado habló con Micheletti y con Zelaya, usted viajó y se dio una solución. ¿Por qué no se hizo antes? Mira, en la diplomacia como en la comedia el “timing” es todo, o sea uno tiene que saber exactamente cuándo empujar y después de cuatro meses el pueblo hondureño estaba cansado de esa crisis… nosotros también teníamos que tener la oportunidad de trabajar dentro de la comunidad internacional… con un enfoque multilateral para asegurar que al llegar nosotros no estamos llegando solamente como los Estados Unidos, pero como un representante trabajando junto con la OEA que traía atrás de nosotros todo el respaldo de la comunidad internacional.

Comento
Foi o que o Tio Rei escreveu num dos textos da madrugada, não? Que se registre: é maior a possibilidade de ele ser reinstalado no poder — apenas simbolicamente — do que a possibilidade de não sê-lo. Mas garantia nunca houve. Isso é invenção de Celso Amorim e da canalha bolivariana.

Por Reinaldo Azevedo

05/11/2009

às 4:45

O BRASIL E A RAINHA BIGODUDA DE TEGUCIGALPA

Ruy Casaes, representante do Brasil na OEA, faz um esforço danado para entrar no anedotário da diplomacia. Já me diverti fazendo um vermelho-e-azul, respondendo a um e-mail que ele me mandou em que contestava uma opinião expressa neste blog. Pois bem… Não sei se é a convivência com Celso Amorim ou com Manuel Zelaya, aquele ex-presidente que vive dando “penultimatos”, que anda perturbando o seu juízo. Eu diria que as duas coisas…

Ontem, ele disse que o Brasil não vai aceitar o resultado das eleições em Honduras se Manuel Zelaya não for restituído. É mesmo? E vai fazer o quê? Invadir o país para pôr no trono a Rainha Bigoduda de Tegucigalpa?

Já demonstrei aqui que Casaes não havia lido a Constituição de Honduras — nem ele nem Amorim. Agora, fica claro que também não leu os termos do acordo acertado pelas comissões de negociação. No artigo 5º, está claro que caberá ao Congresso decidir pelo retorno OU NÃO!!! de Zelaya depois de ouvida a Corte Suprema. O texto não diz que Zelaya vai ou tem de ser restituído.

O que faz é especificar quem terá o controle do governo — a tal junta de conciliação — e quem terá o controle das Forças Armadas (o Tribunal Eleitoral) no período de transição, até a posse do novo presidente. E isso pode se dar com Zelaya restituído (mas sem poderes, pobre rainha bigoduda!) ou não!

Digamos que não seja e que o Brasil não reconheça o novo governo… Honduras não dá a menor pelota. O país precisa é do reconhecimento dos EUA, que já afirmaram que a decisão cabe aos hondurenhos. Logo, a volta de Zelaya não é uma exigência nem da Casa Branca nem, reitero, do acordo. Isso é coisa da cabeça de Amorim e de Casaes. E, como tal, boa coisa não é.

Eu já disse, né? Por mim, os invasores da embaixada ficam lá. Mandem cercar aquele troço e garantam apenas o fornecimento de comida. Será uma experiência antropológica  interessante. Eles podem ir-se reproduzindo lá dentro. Em três gerações, conheceremos uma espécie mais próxima do elo perdido.

Bem que Casaes poderia ficar do lado de dentro, junto com Amorim… Em tempo: até acho que o mais provável é a volta, não mais do que simbólica, de Zelaya. Mas não porque o Brasil tenha alguma influência ou porque o acordo o exija.

Por Reinaldo Azevedo

04/11/2009

às 21:46

Perdeu, Rainha Bigoduda de Tegucigalpa!

Na Folha Online. Comento em seguida:
O governo dos Estados Unidos reiterou nesta quarta-feira considerar que o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya deveria ser restituído, mas deixou claro que a decisão cabe ao país e que aceitará o que for definido. Em Tegucigalpa, o ex-presidente chileno Ricardo Lagos, que integra a Comissão de Verificação do acordo firmado na última semana para tentar pôr fim à crise hondurenha, afirmou que a prioridade deve ser a formação do governo de unidade nacional.

“Deixamos clara nossa posição sobre o presidente Zelaya e sua restituição. Consideramos que deveria ser restituído”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly, em resposta à carta enviada pelo presidente deposto à chefe da diplomacia americana, Hillary Clinton, pedindo esclarecimento sobre a postura dos EUA.

No entanto, ressaltou que se trata “agora de um processo hondurenho”, iniciado com o acordo alcançado no final de semana passado pelos representantes do governo golpista e de Zelaya.

O artigo 5° do Acordo Tegucigalpa-San José estabelece que o Congresso, em consulta com as instâncias que considere pertinentes como a Suprema Corte, deve decidir sobre a restituição de Zelaya, embora não fixe data para isso.

Segundo a secretária de Trabalho dos Estados Unidos, Hilda Solís, membro da comissão, ao lado de Lagos, o presidente interino, Roberto Micheletti, está disposto a renunciar a presidir o governo de união nacional, embora mais cedo ele tenha dito que pretende liderar o novo governo.

“O senhor Micheletti deixou claro que está estaria disposto a ficar de lado”, disse Solis em uma entrevista coletiva depois de reunir-se com Micheletti, juntamente com Lagos.

A junta de direção do Congresso decidiu na terça-feira solicitar à Procuradoria e à Suprema Corte sua opinião a respeito, sem ter fixado ainda um dia para votar sobre a restituição.

Para Kelly, a decisão “está de acordo” com o pacto assinado entre as partes.

“Ninguém votou contra nada neste momento. Tudo o que está acontecendo atualmente está contemplado no acordo, de modo que vamos deixar que o processo siga seu curso”, ressaltou o porta-voz.

O porta-voz reiterou também que não corresponde aos EUA interpretar o acordo das duas partes.

“Isso é agora um processo hondurenho. Seguiremos tendo um papel de apoio e de mediador, mas nós não temos que interpretar o acordo. Queremos ajudar no processo, mas será um processo hondurenho”, ressaltou.

Para o ex-presidente chileno Ricardo Lagos, o chamado acordo Tegucigalpa-San José, assinado por Manuel Zelaya, e pelo presidente interino, Roberto Micheletti, contém os fundamentos para solucionar com êxito o impasse desencadeado pela deposição.

Ao se referir à formação de um governo de unidade nacional, um dos pontos previstos pelo tratado, Lagos afirmou que esta é uma decisão que cabe especialmente aos hondurenhos.

“São eles que vão trabalhar para formar o governo de unidade, cuja configuração terá de ser objeto de um diálogo com outros poderes do Estado”, ponderou.

Lagos integra, ao lado da secretária de Trabalho dos Estados Unidos, Hilda Solis, a comissão responsável por acompanhar o cumprimento do acordo, cuja determinação principal é a transferência ao Congresso da decisão final sobre a restituição de Zelaya.

Também compõem o grupo Jorge Reina e Arturo Corrales, que no diálogo que levou ao pacto representaram Zelaya e Micheletti, respectivamente.

De acordo com o texto da medida, o novo governo de unidade deveria ser formado até no máximo amanhã. Esta é uma das pré-condições para a realização e o reconhecimento das eleições do dia 29 de novembro, nas quais será escolhido o sucessor de Zelaya, cujo mandato chegaria ao fim no dia 27 de janeiro de 2010.

O presidente deposto, porém, pressiona os parlamentares para que emitam seu parecer rapidamente, condicionando a formação do governo de coalizão a seu retorno ao poder.

Lagos ressaltou, por sua vez, que o processo deverá ser conduzido por etapas. “Devemos ir passo a passo para avançar nos temas mais importantes”, argumentou.

Em sua primeira jornada em Tegucigalpa, a Comissão de Verificação se reuniu com Zelaya, Micheletti, os seis candidatos à presidência, representantes do Tribunal Supremo Eleitoral e membros do Congresso, segundo informações do jornal local “El Heraldo”, que faz uma cobertura favorável ao governo interino.

“Foi uma experiência notável constatar a vontade de todos e o entendimento de que é preciso deixar para trás o período de confrontação”, disse o ex-presidente chileno.

“Com o sucesso na implementação deste acordo, são abertas as portas para a cooperação internacional”, complementou Solis, que disse esperar uma votação pacífica e transparente para novembro.

Comento
O tal artigo 5º do acordo deixa a decisão para o Congresso, depois de consulta à Corte Suprema. Não está no texto que Zelaya será necessariamente reinstalado no poder, ainda que como a Rainha de Tegucigalpa, sem poder nenhum. Se a decisão é do Congresso, ela pode ser negativa. A idéia de que uma resposta negativa anula o acordo é coisa dos zelaystas ensandecidos. Não está no acordo assinado

Os EUA já deixaram claro que o retorno de Zelaya não é impositivo. Se a instância escolhida para decidir, o Congresso, houver por bem que ele não volta, ele não volta. O processo eleitoral será mantido, e Honduras elegerá um no presidente.

Perdeu, rainha bigoduda de Tegucigalpa!

Por Reinaldo Azevedo

04/11/2009

às 4:25

Zelaya recua de mais um “penultimato” e admite governo de unidade sem ele. Perdeu, bigodão!

Por Fabiano Maisonnave, na Folha. Título meu.
Em reunião com a Comissão de Verificação, o presidente deposto, Manuel Zelaya, admitiu pela primeira vez ontem à noite a criação de um governo de unidade amanhã antes de que o Congresso decida sobre a sua restituição.
Segundo a Folha apurou, a ideia agora é de que o Congresso aprove hoje uma lei para que seja possível a criação de um “governo de unidade e reconciliação”, como prevê o acordo assinado na sexta-feira.
A mudança na legislação permitiria que a chefia de Estado fique com o ministro de Governo, e não com um presidente. Com isso, Roberto Micheletti renunciaria até amanhã, prazo final estabelecido pelo acordo.
Esse governo de unidade faria uma espécie de transição até que o Congresso decida se Zelaya será restituído.
A proposta surgiu em reunião na embaixada brasileira, onde Zelaya está há 44 dias, e ainda precisaria ser apresentado oficialmente a Micheletti.
Participaram da reunião a secretária de Trabalho dos EUA, Hilda Solis, o ex-presidente chileno Ricardo Lagos, integrantes da Comissão de Verificação, o embaixador americano em Honduras, Hugo Llorens, e nomes da OEA (Organização dos Estados Americanos), além de Zelaya e assessores.
Na saída, Solis, principal esperança de Zelaya para resolver a crise, disse que “há um longo caminha a percorrer”, mas que “os Estados Unidos não estarão de acordo se não houver uma solução”.
Até ontem à tarde, Zelaya insistia na tese de que o Congresso tinha de votar a sua restituição até hoje, para que ele liderasse o governo de unidade. Do contrário, ele ameaçava declarar o acordo rompido.
Pelo acordo de sexta-feira, o Congresso hondurenho decidirá se Zelaya volta ou não ao poder, mas não há um prazo definido para que decida. Já o governo de “unidade e reconciliação nacional” tem de ser conformado até amanhã.
O sinal de recuo do presidente deposto ocorre quando a direção do Congresso, controlada por Micheletti, dá sinais de que não tem pretende votar em breve a restituição de Zelaya.
A apenas dois dias do prazo acordado para a instalação de um governo de unidade em Honduras, a mesa diretora do Congresso, enviou pedidos de parecer à Corte Suprema de Justiça, à Procuradoria-Geral e ao Ministério Público sobre a restituição de Zelaya.
Todas as instâncias consultadas apoiaram a deposição de Zelaya, em 28 de junho, assim como o próprio Congresso.
“Eles têm a intenção de prolongar o conflito”, disse à Folha a deputada pró-Zelaya Silvia Ayala, da Unificação Democrática (esquerda), que tem 5 dos 128 deputados do Congresso (unicameral). “Mas isso demonstra que eles não estão confiantes em ganhar.” Aqui

Por Reinaldo Azevedo

03/11/2009

às 4:21

Zelaya terá de acatar decisão, diz governo

Por Roberto Simon, no Estadão:
Em resposta à pressão do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, que ameaça não reconhecer o acordo de San José-Tegucigalpa caso o Congresso não o reconduza à presidência, emissários do governo de facto reiteraram ontem que caberá exclusivamente aos deputados a decisão final sobre a restituição. Segundo o grupo do presidente interino Roberto Micheletti, não houve pré-acordos sobre a volta de Zelaya e, mesmo se o Legislativo não aprovar a restituição, os quatro meses de crise estarão encerrados.

Arturo Corrales, negociador de Micheletti, negou qualquer “acerto por baixo da mesa” sobre o retorno do deposto com o governo dos EUA, com a Organização dos Estados Americanos (OEA) ou com zelaystas. “A decisão que tomar o Congresso Nacional deverá lançar as bases para a paz social em Honduras”, completou Vilma Morales, ex-presidente da Corte Suprema e também da comissão de Micheletti.

Um funcionário do governo de facto garantiu ao Estado que Micheletti não quer arrastar a decisão sobre a volta aos cargo para depois das eleições do dia 29. Os deputados votarão “em breve”, afirmou. “E vamos respeitar qualquer decisão.”

No domingo, Zelaya dissera que reconhecerá o acordo apenas se os deputados aprovarem sua volta à presidência. “O governo de unidade só pode ser formado se estivermos de acordo e se eu for restituído.”

A facção zelaysta argumenta que o pacto firmado impõe “o retorno às condições políticas de antes do dia 28 de junho”, quando Zelaya foi derrubado e deportado de pijamas para a Costa Rica. Assim, a não restituição representaria uma violação do texto.

Ontem, o candidato presidencial César Han, do Partido Unificação Democrática - tropa de choque de Zelaya no Congresso -, reafirmou a posição: “Sem restituição o acordo não terá efeito”, disse ao Estado.

A comissão que deverá verificar a aplicação do acordo, liderada pela secretária do Trabalho dos EUA, Hilda Solís, e pelo ex-presidente chileno Ricardo Lagos (2000-2006), iniciará hoje suas atividades em Honduras. No entanto, Hilda permanecerá apenas 24 horas no país centro-americano e retornará amanhã para Washington, informaram seus assessores. A Comissão de Verificação deve acompanhar o Pacto San José-Tegucigalpa e abrir caminho para o fim do gelo internacional imposto ao país desde junho. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

30/10/2009

às 15:38

Tudo conforme o antevisto aqui…

Agora entendi alguns comentários saltitantes, que têm os dois pés no chão e as duas mãos também. O Anão da Bota Cor-de-Rosa está incitando o Esquadrão Pink a anunciar a “vitória” em Honduras. Ai, ai… Mais asqueroso do que o esquerdismo truculento, é este de chanchada.

O que foi que este blog escreveu no dia 1º de outubro?

Atenção: Zelaya e Chávez, ao contrário do que diz certa canalha no Brasil, já deram com os burros n’água. Não é de hoje que afirmo isso. Desde que o Plano Arias foi apresentando como solução internacionalmente aceita, dá-se de barato que o que aconteceu em Honduras não foi um golpe. A menos que a proposta fosse, então, colocar o bandoleiro chamado de “presidente legítimo” sob a tutela de “golpistas”. Atenção: pouco importa a forma de um eventual acordo, Zelaya estaria sob tutela até 27 de janeiro, quando assume o presidente eleito no pleito de novembro - caso este se realize mesmo.

Por Reinaldo Azevedo

30/10/2009

às 14:39

SE VOLTAR, ZELAYA TERÁ MENOS PODERES NA PRESIDÊNCIA DO QUE TEM NA EMBAIXADA DO BRASIL

Foi golpe o que aconteceu em Honduras? Se foi, então é a primeira vez na história que o mundo se mobiliza em favor da institucionalização de um… golpe!

É claro que aquela parte do Itamaraty sob o comando de Celso Amorim, o Megalonanico, dirá que o Brasil foi fundamental na reinstalação de Manuel Zelaya no poder. Ora, que poder? Não terá, se voltar, nem o governo nem as Forças Armadas.

Hugo Chávez, o grupo zelaysta, a OEA (do socialista Miguel Insulza) e o sandinista Miguel D’Escoto, presidente pro tempore da Assembléia Geral da Nações Unidas, flertavam com o adiamento das eleições. Deram asas à tese de que o mandato de Zelaya deveria ser esticado para compensar os quatro meses que ficou fora do poder. Não levaram isso também.

Procurem nos arquivos qual era a posição da OEA e do Brasil desde o começo: RESTITUIÇÃO DE ZELAYA NA PRESIDÊNCIA, COM OS PODERES PLENOS GARANTIDOS A UM PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Agora é pra valer: não vai acontecer.

ATENÇÃO: ZELAYA TEM MAIS PODERES HOJE, ABRIGADO NA EMBAIXADA BRASILEIRA, DO QUE TERÁ QUANDO VOLTAR À CASA PRESIDENCIAL, de onde não poderá continuar estimulando o levante civil, como faz hoje.

Insulza, um vigarista
“Não estivemos errados ao insistir na solução do diálogo. Demorou mais do que esperávamos, mas no final tivemos resultados construtivos”. A fala é se Insulza. “Diálogo” uma ova!!!

Este senhor chegou a antecipar uma guerra civil no país e, na prática, justificou a conclamação de Zelaya a que seus partidários resolvessem a coisa no braço.  No dia 20 de julho, a sua fala era esta: “No geral, o espírito é evitar a violência e o confronto entre os hondurenhos. Não acho que o caminho do confronto seja bom, mas acho que não vamos evitá-lo se não houver, da parte do governo de fato, alguma, flexibilidade”.

Ainda que as coisas se passassem como ele diz, cabe a um presidente da OEA flertar com o derramamento de sangue, assim, com essa ligeireza?

Isulza tenta agora pegar carona na solução encaminhada pelos representantes do governo dos EUA, que fizeram Zelaya perceber que a Casa Branca acabaria endossando o processo eleitoral, e ele ficaria sem a Presidência DE FATO e sem a Presidência simbólica.

Por Reinaldo Azevedo

30/10/2009

às 14:12

OS CHAVISTAS FORAM DERROTADOS EM HONDURAS! SE ZELAYA VOLTAR, NÃO TERÁ O COMANDO NEM DO GOVERNO NEM DAS FORÇAS ARMADAS! PERDEU, BIGODÃO!

Prestem atenção ao que está em curso em Honduras e ignorem a gritaria.

A canalha, como de hábito, proclama: “Vitória! Vitória!” Mas perdeu! A pequena Honduras derrotou Hugo Chávez. É a primeira vez que o golpe bolivariano dá com os burros n’água. Foi bem sucedido na Venezuela, no Equador, na Bolívia e está em curso na Nicarágua, onde o atraso chavista se junta ao atraso sandinista, mas, em Honduras, o tiranete quebrou a cara. Manuel Zelaya, o doido clínico, não conseguiu dar o golpe constitucional.

Vamos primeiro àquilo que foi combinado entre as comissões do governo constitucional de Roberto Micheletti e de Manuel Zelaya, o Maluco de Tegucigalpa. E vocês mesmos constatarão que os EUA, que forçaram o acordo, estão apenas revestindo com o glacê da hipocrisia o fato inquestionável: os que depuseram o Chapeludo venceram a parada.

1) Criação de um governo de reconciliação.
O QUE SIGNIFICA -
Na proposta de Oscar Arias, o país seria governado por uma espécie de Junta dos Três Poderes. A forma ainda não está clara agora. Mas, na prática, significa reconhecer que Zelaya, se restituído, não tem condições de governar. Perceberam que o sujeito merece é camisa-de-força.

2) Não há anistia para ninguém. Os que cometeram crimes segundo as leis hondurenhas responderão por eles.
O QUE SIGNIFICA - O reconhecimento de que, em nenhum momento, houve quebra da ordem constitucional.

3) Reconhecimento das eleições presidenciais de 29 de novembro
O QUE SIGNIFICA -
Que o país segue a sua rotina, ou os EUA e OEA aceitariam eleições se considerassem que o país está sob as ordens de uma ditadura? Aliás, foi esse elemento que precipitou o acordo. Washington tinha deixado claro a Zelaya que estava disposto a reconhecer o pleito mesmo sem a sua restituição.

4) O Supremo Tribunal Eleitoral passará a ter autoridade sobre as Forças Armadas
O QUE SIGNIFICA -
Que Zelaya não vai mandar no governo e menos ainda nas Forças Armadas.

5) Criação de uma comissão para fazer cumprir o acordo
O QUE SIGNIFICA -
Que haverá um grupo para avaliar se as partes realmente cumprem o que assinaram. É prudente. Bolivariano sincero nasceu morto.

6) Formação de uma Comissão da Verdade para Investigar os fatos ocorridos ante, durate e depois de 28 de junho, data da deposição de ZeLaya.
O QUE SIGNIFICA -
Que os atos de Zelaya, anteriores à deposição, serão também investigadas. Implicitamente, significa que não se reconhece o que aconteceu no país como um “golpe”.

7) Solicitar à comunidade internacional que suspenda todas as sanções aplicadas ao país.
O QUE SIGNIFICA -
Que os hondurenhos devem cuidar de sua própria crise.

8  ) O Congresso decidirá a possível restituição de Manuel Zelaya depois de ouvir a Corte Suprema
O QUE SIGNIFICA -
Reconhecimento de que os Três Poderes, em Honduras, continuaram em funcionamento, mantendo a sua independência. O ponto concilia a exigência do grupo de Zelaya — restituição decidida pelo Congresso — e a do grupo de Micheletti: que fosse uma decisão da Justiça.

E a tal consulta popular?
Zelaya caiu porque queria fazer uma “consulta popular” sobre cláusula pétrea da Constituição. Observem que o acordo nem toca no assunto. Está acabado.  Ainda que venha a ser reinstalado na Presidência, será uma mera formalidade. Não terá o comando nem do governo nem das Forças Armadas.

O tigre bolivariano de Tegucigalpa foi reduzido àquilo que é: um rato. Vamos ter mais posts a respeito.

Por Reinaldo Azevedo

28/10/2009

às 21:47

EUA negociam com governo interino em Honduras

Do jornal hondurenho El Heraldo, de Honduras. Está em espanhol:
El subsecretario de Estado norteamericano para América Latina Thomas Shannon llegó este miércoles a Honduras al mando de una misión oficial que, conjuntamente con la OEA, buscará reanudar el diálogo para buscar una salida a la crisis política.

Shannon viene acompañado del secretario adjunto de Estado Craig Kelly y el asesor de la Casa Blanca para América Latina, Dan Restrepo.

La comitiva llegó en un vuelo comercial a las 11:30 de la mañana al aeropuerto internacional de Toncontín y posteriormente se trasladó a la residencia del embajador Hugo Llorens, quien llegó hasta la terminal aérea a recibirlos.

Los delegados estadounidenses se reunieron esta tarde con los representantes en el diálogo del presidente interino Roberto Micheletti y del destituido Manuel Zelaya, junto con representantes de la Organización de Estados Americanos que buscan una salida a la crisis política.

En una comunicación previa, el portavoz del Departamento de Estado, Ian Kelly, confirmó que los funcionarios estadounidenses se reunirían “con los representantes de ambas partes para discutir estrategias para hacer avanzar el proceso” del Acuerdo de San José.

Según las informaciones de Kelly, la tarea de esta comitiva es acercar a Micheletti y Zelaya, depuesto el 28 de junio pasado. Precisamente hoy se cumplen cuatro meses desde que el país se encuentra en una crisis política.

El martes, el presidente hondureño Roberto Micheletti descartó que la restitución de Manuel Zelaya sea tema de agenda con el subsecretario de Estado norteamericano.

La decisión de enviar la misión la tomó la secretaria de Estado, Hillary Clinton, tras el fracaso de las negociaciones entre Micheletti y Zelaya para alcanzar un acuerdo, a poco más de un mes para las elecciones previstas el 29 de noviembre, dijo Kelly a la AFP.

“Se le está pidiendo a ambas partes que muestren flexibilidad y que redoblen sus esfuerzos para poner fin a la crisis”, dijo el miércoles el portavoz del Departamento de Estado.

“La secretaria Clinton cree que Estados Unidos pude desempeñar un papel constructivo para impulsar el regreso de las partes a la mesa de negociaciones”, señaló.

Informó que Shannon dará una rueda de prensa el jueves, cuando concluya la serie de reuniones. Sin embargo, señaló que si considera es necesario puede quedarse en Honduras el tiempo que estime conveniente.

La delegación también llegaron a la embajada de Brasil en Tegucigalpa, donde sostuvieron un encuentro con el ex presidente Manuel Zelaya.

“Esta misión es importante y esperamos que tenga el respaldo de los golpistas y la sociedad hondureña”, expresó Zelaya. “Es necesaria una rectificación nacional para encontrar la reconciliación”.

La llegada de Shannon ocurre a 32 días de las elecciones generales en Honduras. El presidente Micheletti reiteró su apoyo al proceso electoral y expresó que cualquier solución a la crisis política mediante el diálogo tendrá que esperar hasta después de las elecciones del 29 de noviembre.

Por Reinaldo Azevedo

28/10/2009

às 21:41

Polícia Nacional denuncia plano da “esquerda radical” para assassinar lideranças do país

Do jornal hondurenho El Heraldo. Nem traduzi. Nem precisa.

La Policía Nacional denunció un supuesto plan de la izquierda “radical” para asesinar y secuestrar a empresarios, agentes policiales y de las Fuerzas Armadas.

Esto fue anunciado por el comisionado de la Policía Nacional, Danilo Orellana, quien declaró a radio HRN que decomisaron y tienen en su poder un plan “que ellos tenían y que, de alguna forma, sí manejaban la eliminación de policías y secuestro de empresarios y eliminación de oficiales de las Fuerzas Armadas”.

El comisionado no vinculó dicho plan con hechos ocurridos recientemente en el país, ya que las hipótesis policiales indican que fueron cometidos por la delincuencia común, pero no descartó que tengan que ver con la crisis política.

El Coronel de Las Fuerzas, Concepción Jiménez, y el sobrino del presidente Roberto Micheletti, Enzo Micheletti, fueron asesinados el pasado fin de semana. El martes fue secuestrado Alfredo Jalil, padre del viceministro de Defensa, Gabo Jalil.

“Esperemos que no haya ninguna vinculación porque indica que ellos estarían actuando con ese plan, pero tampoco se puede descartar esto”, dijo Orellana.

“Hemos escuchado algunos dirigentes radicales en algún caso que amenazan con que van a destruir la empresa privada, que es la columna vertebral de la economía de este país”, apuntó.

Los seguidores “radicales” del ex presidente Manuel Zelaya rechazaron cualquier vínculo con estos hechos y aseguraron que su lucha es pacífica.

Orellana detalló que tiene identificados a los grupos de izquierda y “cualquier querella o denuncia que nosotros hagamos ante la fiscalía, todo va a ser dentro del Derecho y de los derechos humanos, por tal razón no creo que traten de hacer alguna de estas cosas”.

Por Reinaldo Azevedo

 

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