27/11/2009
às 22:19PARABÉNS, LEITORES! ENFIM, O RECONHECIMENTO: SEMPRE ESTIVEMOS CERTOS!!!
Vocês sabem que pouco me importa quem concorda ou não comigo. Nos limites do ordenamento legal — necessariamente democrático —, não dou bola pra torcida. E disse aqui ao longo dos meses: “Danem-se os que dizem que foi um golpe o que aconteceu em Honduras; danem-se os que não reconhecem que Manuel Zelaya é o verdadeiro responsável pela crise”. Mas aí havia o, como é mesmo?, apelo do tal “mundo inteiro”… “O mundo inteiro diz uma coisa, e você diz outra…” Pois é!
Em “Máximas de Um País Mínimo”, que chega às livrarias entre hoje e segunda, está lá, na página 49, “A convicção da maioria não torna verdadeira uma mentira”. Eis uma questão de princípio por aqui.
Desde o começo da crise, este escriba afirma que a Organização dos Estados Americanos não estava apenas equivocada sobre a questão. Mais do que isso: ela promovia a desordem em Honduras, em especial seu secretário-geral, o socialista José Miguel Insulza, que é de uma delinqüência intelectual e moral como nunca antes na história da OEA. Lembrem-se que ele chegou a prever luta armada no país…
Pois agora a bastante respeitada Human Rights Foundation produziu um relatório sobre a situação hondurenha. E confirma boa parte do que afirmei quando estava sozinho. Não preciso de companhia para estar certo, reitero. Mas a entidade que antes “eles” usavam para endossar seus argumentos agora endossa boa parte dos meus.
Javier El-Hage, diretor da HRF, deixa clara a omissão da OEA na crise que resultou na deposição de Zelaya: “Poucos sabem que, dias antes do 28 de junho [data da deposição de Zelaya], no pior momento da crise neste país, a OEA criou uma ‘Missão de Acompanhamento’ para acompanhar a consulta [aquela que Zelaya queria fazer] que havia sido rechaçada POR TODAS AS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS HONDURENHAS”
Está bem claro, não? A HRF, claro, continua a sustentar que houve um golpe — ainda bem que não dependo do que ela pensa, não é? Afinal, seu próprio texto deixa claro que a “consulta” era ilegal. Vá lá, um pouquinho de hipocrisia… A entidade é ainda mais clara sobre a irresponsabilidade da OEA e sobre a sua responsabilidade direta na crise: “Diante da erosão da democracia hondurenha sob o comando do presidente Zelaya, a OEA atuou incorretamente porque, em vez de acionar a cláusula democática contra ele, decidiu enviar uma missão de observação e tornou mais aguda a crise em Honduras”.
Se críticas ainda faltassem à OEA e a Insulza, a HRF não se furta a ser direta no ataque ao secretário geral. Ele está errado ao se opor à presença de observadores do organismo nas eleições: “O apoio da comunidade internacional para a realização das eleições do dia 29 de novembro é o melhor meio para conquistar o restabelecimento da democracia em Honduras”.
Este blog não dá a menor pelota se tem ou não companhia quando expressa as suas opiniões. Mas o fato é que “consenso” estúpido sobre o golpe que não houve em Honduras está fraturado. E a verdade está ganhando mais espaço.
Aqui, queridos, sempre estivemos do lado certo, que é o da Constituição democrática e do estado de direito. E contra a canalha bolivariano e o megalonaniquismo carnavalesco!
Perdeu, Celso Amorim!
Tags: Honduras



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