16/05/2013
às 5:03Virada Cultural – Supercoxinha revoluciona a economia e a administração e mostra que o bom gestor é aquele que gasta mais para fazer menos
Ih, lá vou eu provocar a ira do Supercoxinha, que fica bravo quando falam meu nome. Fazer o quê? Fernando Haddad, prefeito de São Paulo (PT), quem diria? (eu digo!), exibe seu lado demofóbico logo na primeira “Virada Cultural” de sua gestão. E o mais espantoso: Juca Ferreira, o secretário da Cultura da cidade, decide dar aula sobre um evento que já está na sua nona edição. Qual é o busílis?
Leiam trecho de reportagem de Lucas Nobile, Matheus Agenda e Silas Martí, na Folha. Volto em seguida.
*
No ano em que chega à sua nona edição, a festa mais popular de São Paulo abandonou a periferia e se concentrou na região central. A primeira Virada Cultural da gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), marcada para este fim de semana, também vai ser menor do que a do ano passado, mesmo tendo o maior orçamento de toda a sua história, R$ 10 milhões. Foram cortados da festa todos os Centros Educacionais Unificados, os CEUs, que no ano passado reuniram 162 apresentações.
No total, 4 milhões de pessoas foram a 790 eventos no centro e 414 em áreas periféricas em 2012. Agora, serão 784 atrações centrais e 226 em pontos distantes. Com um orçamento 33% maior neste ano — foi de R$ 7,5 milhões para R$ 10 milhões —, a Virada diminuiu os eventos em cerca de 16%.
“Tudo que levava à dispersão, a gente reduziu”, diz Juca Ferreira, secretário municipal da Cultura, à Folha. “A Virada não diminuiu. Houve um reordenamento e fortalecimento de certos processos e redução de outros. O conceito da Virada é permitir uma convivência inaudita na cidade, por isso ela não pode se dispersar.”
(…)
Voltei
Esse Fernando Haddad é danado mesmo! No mundo inteiro, governos tentam fazer mais com menos dinheiro. Revolucionário, o Supercoxinha ensina que o certo é fazer menos com mais dinheiro. Seu amor ao povo é, mais uma vez, demonstrado. Na semana passada, decreto do prefeito reorganizou a licitação dos ônibus na cidade. Haddad aumentou a lotação prevista nos veículos. O homem, como sabem, é socialista. Gosta de ver a massa unida, colada mesmo!
Volto à festa do próximo fim de semana. Uma das razões de ser da Virada Cultural é justamente acabar com a ideia de que há lugares privilegiados para a manifestação artística. Não para os reacionários do PT! Como tinha de dizer alguma coisa, nem que fosse uma estupidez, Juca Ferreira mandou brasa: “O que nós não queremos é que a periferia tenha de ficar na periferia. Queremos que as pessoas que moram lá venham até a Virada”.
Trata-se de um conceito velho, ultrapassado, bolorento mesmo, de cidade. Ora, boa parte da periferia vai para as regiões centrais todos os dias porque nelas se concentram os empregos, por exemplo. Uma das coisas positivas da Virada, criada pelo ex-prefeito José Serra (PSDB), é justamente não tratar a periferia como um lugar de onde se deva fugir.
A Virada, agora, é comandada por aquela gente do “Existe amor em SP”, os petistas disfarçados de isentos que seduziram a imprensa paulistana durante a campanha eleitoral.
O vereador Andrea Matarazzo (PSDB) criticou a mudança: “Acho isso um erro. Eu teria feito como sempre fizeram, para não sobrecarregar o centro”. Matarazzo apresentou um projeto de lei para assegurar a realização da Virada. É bom mesmo. Nesse ritmo, no ano que vem, Haddad gasta o dobro e produz a metade, até extinguir o evento. Sabem como é… A maior festa da cidade não é, afinal de contas, uma criação do PT…
















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