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Fernando Haddad

19/03/2015

às 19:16

Justiça determina que Haddad suspenda obras de ciclovias

Na VEJA.com:
O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou nesta quinta-feira, em caráter liminar, que a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) interrompa as obras de ciclovias na capital paulista. O juiz Luiz Fernando Rodrigues Guerra, da 5ª Vara da Fazenda Pública da capital, acatou parcialmente ao  pedido do Ministério Público, que moveu na quarta-feira uma ação contra a prefeitura, alegando que as faixas exclusivas para bicicletas estavam sendo instaladas sem projeto técnico, audiências públicas suficientes e de maneira inadequada. Cabe recurso.

“Defiro tutela antecipada para o fim exclusivo de impor aos réus a paralisação de todas as implantações de novas ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas de caráter permanente no Município de São Paulo, sem prévio estudo de impacto viário global e local”, escreveu o magistrado no despacho. Na ação, a promotora de Habitação e Urbanismo Camila Mansour Magalhães da Silveira afirma que solicitou “informações detalhadas” à prefeitura sobre os estudos de engenharia das ciclovias e só recebeu releases de imprensa. Ela também elencou uma série de irregularidades na construção das ciclovias, como a ocupação de calçadas, sarjetas e pontos de ônibus.

A Justiça estipulou multa diária de 10.000 reais em caso de descumprimento da decisão e definiu um prazo de sessenta dias para a prefeitura apresentar a sua defesa. “Sabendo-se que o interesse da Administração Municipal segue no desejo de implantar ao menos 400 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas nesse município, é de se entender como razoável a presença de prévio estudo de impacto viário global e local, de sorte a mitigar efeitos deletérios como o estrangulamento do tráfego de veículos em vias públicas”, afirmou o juiz no texto.

O magistrado, no entanto, indeferiu o pedido do MP de paralisar as obras na Avenida Paulista, sob o argumento de que os trabalhos no local estão em estágio avançado de execução e foram mais planejados. “Solução diversa merece a implantação da ciclovia da Avenida Paulista, já que se trata de trabalho que aparenta melhor estudo e planejamento. A paralisação dos trabalhos ou a recomposição ao estado anterior importará em maiores transtornos aos munícipes”, concluiu o juiz.

Resposta
Em nota, a prefeitura considerou a decisão do juiz como “sensata” por não ter entendido que “houve omissão ou violação do poder público na implantação do sistema cicloviário”, conforme dizia a ação proposta pelo MP. “A Procuradoria Geral do Município irá apresentar todos os dados e relatórios que se fazem necessários para esclarecer a questão. Com isso, a prefeitura espera em breve poder retomar as obras e ajustes viários para dar continuidade ao projeto cicloviário da cidade, um marco importante no desenvolvimento da mobilidade de São Paulo”, informou a nota.

Por Reinaldo Azevedo

03/03/2015

às 16:04

Como? Haddad, na prática, estimula o tráfico e o consumo de crack — e quem provou isso é um auxiliar seu — e cobra providências da Polícia Militar? Ora, ela não pode prender o prefeito!

Vejam esta foto. Fernando Haddad explica, em junho do ano passado, ao príncipe Harry como funciona a Cracolândia. Já volto aqui.

Haddad, príncipe e crack

Ê, Haddad!!!

Como esse rapaz gosta de jogar a sua própria incompetência e os desastres protagonizados por sua gestão em costas alheias! Então vamos lá.

O programa Braços Abertos, que ele criou, fornece hotel gratuito para os viciados — já se transformaram em pardieiros.

O programa Braços Abertos, que ele criou, aumenta o dinheiro que circula entre os viciados.

O programa Braços Abertos, que ele criou, estabelece áreas “seguras” para o tráfico e o consumo de drogas.

O programa Braços Abertos, que ele criou, concede benefícios aos viciados sem, no entanto, lhes impor tratamento.

Logo, não é preciso ser um gênio da economia para adivinhar que, estimulando a demanda, haverá um aumento da oferta, não é?

Mas não é só: a “hotelização” da Cracolância, ainda que nas condições abjetas conhecidas, criou, vamos dizer, os “viciados de elite”. Há os ainda mais desgraçados, os ainda mais ferrados, os ainda mais deserdados. Estes se espalharam pela cidade, em minicracolândias.  Como o prefeito é do tipo que nem aprende nada nem esquece nada, ele promete criar mais seis núcleos do tal programa Braços Abertos. Vale dizer: Haddad quer oficializar mais seis cracolândias.

E como ele justifica a expansão da Cracolândia central e das cracolândias periféricas? Ora, resolveu jogar toda a culpa nas costas do governo do Estado. Segundo disse, cabe à polícia combater o tráfico. Entenderam? Haddad quer abraçar os viciados, lhes dar dinheiro, casa e comida, e espera que a polícia evite o desastre. Mas até esse discurso, se a memória não me falha, é falso.

Ataque à polícia
Em janeiro do ano passado, o Denarc realizou uma operação na Cracolândia para, atenção!!!, prender traficantes. Sabem o que fizeram o prefeito e seu então secretário de Segurança Municipal, Roberto Porto (hoje controlador-geral)? Concederam entrevistas coletivas com ataques à polícia e ao governo do Estado, o que mereceu uma resposta precisa da delegada Elaine Maria Biasoli (para saber mais, clique aqui).

De resto, se alguma dúvida houvesse sobre como a Prefeitura vê o crack, sugiro que se lembrem destas palavras de Porto quando o príncipe Harry esteve aqui, em junho do ano passado. Prefeito e secretário o levaram para a Cracolândia como se aquilo fosse um zoológico humano. Disse, então, Porto: “Pelo contato que tive, que foi limitado, ele [o príncipe] gostou do que viu. Ele quis saber a lógica de se ter um local monitorado, com as pessoas continuando a venda de crack”.

Não há dúvida, não é mesmo? As cracolândias de Haddad foram pensadas prevendo a manutenção do tráfico. E o prefeito, com a maior cara de pau, vem cobrar providências da Polícia Militar?

Que providência? Ora, a PM não pode prender o prefeito!

Por Reinaldo Azevedo

26/02/2015

às 13:01

Haddad e o truque sujo com as criancinhas

O prefeito Fernando Haddad é mesmo um portento. Na campanha eleitoral, ele prometeu zerar a demanda por creche em São Paulo. No terceiro ano de sua gestão, a fila de espera nunca foi tão grande: 188 mil crianças. Ele tem uma desculpa: segundo diz, a fila aumenta porque ele está ampliando o serviço, entenderam? Assim, a gente deve concluir que, quanto mais eficiente ele for, mais a fila vai aumentar. Santo Deus!!! Mas calma que o melhor está por vir.

Como informa Fábio Takahashi, na Folha de hoje, o ciclofaixista deu um jeito para diminuir o déficit de vagas. Sabem como? Resolveu fazer com que as crianças pulassem uma etapa. Assim, elas podem ser acomodadas em séries que permitem um maior número de alunos em sala.

Haddad é um mágico. Aumentou em 10% o número de crianças atendidas, mas só em 6% o de vagas. O inconveniente é que os professores estão tendo de lidar com crianças com menos de dois anos na mesma sala em que há outras de três. Pais e mães sabem a diferença brutal que existe entre essas duas idades. Bebês com menos de dois anos ainda não tiraram a fralda, por exemplo. Deveriam estar acomodadas em salas com, no máximo, 12 crianças. Estão sendo enviadas para as que comportam 24.

É evidente que se trata de um truque sujo. Uma diretora de escola da Zona Sul reclama: “Elas [as crianças] deveriam ter sido desfraldadas. Agora, estão com crianças grandes, em salas sem fraldários”.

Eis aí do que é capaz este gênio da raça.

Por Reinaldo Azevedo

23/02/2015

às 15:31

Justiça manda Haddad tirar ciclofaixa de porta do colégio. Ou: Haddad é o “Estado Islâmico” das duas rodas

A loucura de Fernando Haddad (PT), o ciclofaixista que aterroriza São Paulo, não tem limites. Ele é a versão sobre duas rodas do Estado Islâmico. Quando a gente acha que já foi longe o bastante, dá mais um passo. Finalmente, a Justiça se lembra de que existe — e os paulistanos se lembram de que ela existe —, e alguém começa a pôr um pouco de limites no extremista.

Em decisão liminar, a juíza Simone Viegas de Moraes Leme mandou a Prefeitura retirar uma ciclovia que fica em frente ao colégio Madre Cabrini, na Vila Mariana, que dá nome à rua. É preciso ver a foto para crer no que fez ali a gestão Haddad.

A rua, como lembrou a magistrada, é curta — cerca de 700 metros — e estreita. Pois o ciclofaixista meteu a estrovenga lá — para ninguém circular, já que bicicletas não há!!! — e criou uma outra, azul, rente ao que restou de espaço para o tráfego de veículos, destinada ao embarque e desembarque das crianças. Como há um trânsito grande de vans, é evidente que diminuiu a segurança dos estudantes. Mais: houvesse bicicletas, aí, sim, o risco seria imenso. Vejam a foto.

A ciclofaixa em frente ao colégio Madre Cabrini: vejam do que é a capaz a obsessão irresponsável (Foto: Vinicius Pereira/Folhapress)

A ciclofaixa em frente ao colégio Madre Cabrini: vejam do que é a capaz a obsessão irresponsável (Foto: Vinicius Pereira/Folhapress)

ALIÁS, QUE ISTO FIQUE CLARO: SÓ NÃO TEMOS PEDESTRES EM PENCA ATINGIDOS POR CICLISTAS E CICLISTAS EM PENCA ATINGIDOS POR AUTOMÓVEIS PORQUE AS BICICLETAS NÃO EXISTEM. O PREFEITO SÓ PODE CONTINUAR COM A SUA OBSESSÃO PORQUE A CIDADE PARA A QUAL ELE GOVERNA NÃO EXISTE, E A QUE EXISTE FICA SEM GOVERNO.

Em sua liminar, a juíza afirma que faltou planejamento na implementação da faixa e acrescenta: “Diante de tal panorama, causa espécie a colocação de ciclofaixa no local, eis que patente o perigo de dano irreparável ou de difícil reparação em relação a potencial situação de risco à criança e aos adolescentes que frequentam o Colégio Madre Cabrini”.

A Prefeitura diz que vai recorrer da decisão. Pelo visto, não abre mão de pôr as crianças em risco.

Por Reinaldo Azevedo

19/02/2015

às 6:03

Efeito Haddad: Moradores começam a deixar a Vila Madalena; preço de imóveis despenca; prefeito está destruindo o bairro

Eu sou como o Pequeno Príncipe, que nunca desistia de uma pergunta. E eu não desisto de uma ideia quando os fatos evidenciam  que tenho razão.

Reportagem do Estadão conta a história da família da neuropsicóloga Cristine Franco Alves, moradora da rua Fidalga, na Vila Madalena. Depois de 70 anos no local, os Alves estão deixando seu imóvel, expulsos pela irresponsabilidade do prefeito Fernando Haddad, do PT, que decidiu transformar o bairro num laboratório da sua inexperiência administrativa, ciceroneado por seus esquerdistas que pensam que a academia é botequim e que o botequim é a academia. A casa fica perto da rua Aspicuelta, no miolo da bagunça.

O patrimônio das pessoas está virando pó, mato, pedra. Está sendo cheirado, fumado, inalado. O preço dos imóveis despenca. Um leitor pede que não dê o nome por razões óbvias. Ele tinha praticamente fechado a venda de um apartamento de alto padrão. O e-mail que recebeu da imobiliária deveria servir de lápide para o velório político de Haddad. O comprador — um executivo, mulher e filha que se mudaram recentemente para São Paulo — não desistiu apenas do seu apartamento. Não quer é saber da Vila Madalena.

Os comerciantes reclamam por razões óbvias. Vendem menos, não mais. Se a Vila continuar nessa toada, a decadência é inexorável. A questão é, antes de mais nada, econômica.

Brinquei ontem na rádio Jovem Pan que aquele velho maconheiro, meio comunista, da Vila — o estereótipo do barrigudo progressista, quase careca, de rabinho de cavalo — está desolado. Era gostoso brincar de petismo, revolução de costumes e outras imprecisões teóricas quando isso parecia, assim, uma coisa de minorias supostamente inteligentes. Aí chegou Haddad, o administrador que eles imaginavam que realizaria suas utopias.

O resultado é este: onde quer que prospere o seu modelo de cidade, o que se tem é desordem, decadência e desolação.

Por Reinaldo Azevedo

17/02/2015

às 17:39

Os progressistas do xixi, do cocô, do vômito e das drogas adoram a cidade inventada por Fernando Haddad, este flagelo que se abateu sobre São Paulo. Em 2016, ele concorre à reeleição, tendo Chalita como vice. Quer dizer: pode piorar!

O prefeito Fernando Haddad concedeu na semana passada uma entrevista ao “Jornal da Manhã”, da Jovem Pan. Tomou uma surra de Marco Antonio Villa. Não conseguiu responder a uma só questão de modo objetivo. Jogava todos os embates para o terreno ideológico: ele seria o “progressista”, e Villa, o “reacionário”; ele seria “o bem”, e o interlocutor, “o mal”: uma trapaça tipicamente petista. Mas o prefeito dispõe de algo que falta a seu interlocutor: uma equipe de comunicação organizada para distorcer a verdade e puxa-sacos financiados, encarregados de repetir uma mentira para ver se ela passa por verdade. Espalharam a versão, falsa como a cidade que Haddad anuncia em seu discurso, de que o prefeito foi o grande vencedor de um confronto que não existiu. Como se sabe, o político é ele — logo, quer é a versão; ao outro, só interessavam os fatos, que o prefeito fez questão de ignorar. E é de fatos que trato aqui.

Na madrugada desta terça, a Polícia Militar teve de recorrer a bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo para dispersar ditos foliões que se reuniam na Vila Madalena. Foi Haddad quem transformou o bairro num mijódromo a céu aberto, num vomitódromo a céu aberto, num cagódromo a céu aberto, num motel a céu aberto, numa área livre — mais uma! — para o consumo de todas as drogas ilícitas, vendidas abertamente e aos brados.

Os moradores do bairro que se danem. Os pagadores de IPTU que se danem. Os cidadãos que se danem. As maiorias que se danem. Afinal, como Haddad fez questão de deixar claro a Villa, ele é um homem “moderno”, e quem se importa com direitos individuais, com Constituição, com Código Penal, com o mínimo necessário de ordem para manter a civilidade é só um reacionário.

No dia 9, relatei no programa “Os Pingos nos Is” (link aqui), na Jovem Pan, o que eu havia constatado numa visita que fiz a amigos na Vila Madalena. Reproduzo um trecho da minha fala:
“Em frente à casa desse meu amigo, havia fezes, urina, vômito, tocos de cigarro de maconha, latinhas queimadas por uso de crack… Ninguém gosta daquela festa à porta da sua casa. E aí é que começa a civilização. Não existe civilização sem reconhecer a existência do outro. Se você não quer ninguém fazendo xixi na porta de sua casa, não faça xixi na porta da casa alheia. Se você não quer ninguém vomitando na porta de sua casa, não vomite na porta da casa alheia. Se o poder público promove uma coisa dessas, como o sr. Haddad está promovendo, para dar uma de moderninho, é preciso cobrar dele a responsabilidade. Aliás, as pessoas já estão cobrando: nota dele [no Datafolha]: 4,2%; rejeição: 44%. O problema é o cara abraçar uma pauta sem olhar a cidade real”.

Pois é…

No dia 2 de julho do ano passado, durante a Copa do Mundo, escrevi neste blog um post cujo título era este: “A Vila Madalena se transformou na Cracolândia dos descolados”.

Vila Madalena 1

Lia-se lá:
Na Cracolândia, não valem as leis do Código Penal. Na Vila Madalena, também não.
Na Cracolândia, não vale a Lei Antidrogas. Na Vila Madalena, também não.
Na Cracolândia, o Artigo 5º da Constituição, que assegura direitos fundamentais — entre eles, o de ir e vir — não tem vigência. Na Vila Madalena, também não.
Na Cracolândia, os moradores reais da região não têm como reivindicar seus direitos. Na Vila Madalena, também não.
Na Cracolândia, tudo é permitido, menos cumprir a lei. Na Vila Madalena, também.
Na Cracolândia, os proprietários viram o seu patrimônio virar pó; na Vila Madalena, também.
Na Cracolândia, a via pública serve de banheiro ou de motel. Na Vila Madalena, também.
Então qual é a diferença entre a Cracolândia e a Vila Madalena: o preço que se paga para frequentar uma e outra; o estrato social de seus frequentadores; os produtos que se vendem nas ruas.
(…)

No dia 10 de julho, voltei ao tema:

Vilma Madalena 2

Muito bem! Na madrugada desta terça, quando a brigada da limpeza chegava para maquiar o desastre — sim, maquiar, porque o grosso da sujeira fica lá; é impossível removê-la rapidamente —, foi recebida com hostilidade por vagabundos disfarçados de foliões. A Polícia Militar foi atacada com garrafas e teve de revidar. Pessoas se feriram, inclusive um policial.

A culpa é de Fernando Haddad, é claro! Angelo Filardo, subprefeito de Pinheiros, admitiu que a coisa saiu do controle — ah, não me digam! E afirma: “O bairro não comporta esse tamanho de evento. Precisamos, a médio prazo, desmontar essa bomba”. A médio prazo???

A imprensa é condescendente com a desordem. Na Folha, leio o seguinte título: “Popularização da Vila Madalena gera rixa entre moradores e antigos foliões”. Como??? Popularização? Quer dizer que “povo” é aquilo que faz xixi, vomita e caga na rua? “Povo” é aquilo que não respeita o pactuado? Que não segue as regras mínimas da civilização? Leio na reportagem: “Nesta segunda-feira (16), seis universitários saíram de São Bernardo do Campo, na Grande SP, levando um megacooler com 600 cervejas e uma caixa de som potente. (…) um casal que mora a uma quadra dali passa. O homem aponta para a caixa de som. ‘Você não mora aqui, mora?’, pergunta a um dos estudantes. ‘Pois é, tem gente que mora, e esse barulho incomoda. Vocês podiam ir para outro lugar.’”

E segue a reportagem:
“Os meninos abaixam o volume, e o casal vai embora. Minutos depois, o som volta a tocar no volume inicial.”

Como? “Meninos”??? Universitários saídos de São Bernardo com um megacooler com 600 cervejas??? Meninos??? Cá para mim, eu reservaria a palavra “meninos” para, sei lá, “Os Meninos Cantores de Viena”.

Na reportagem da Folha, aliás, um testemunho resume o tamanho do problema. Diz uma tal Bárbara que a turma vai pra lá porque é onde “tem mais muvuca, além de bastante polícia”Vale dizer: o poder público foi sequestrado e posto a serviço de quem transgride a lei. Se a Polícia Militar cumpre a sua função, aparece no noticiário como aquela que espanca os “Meninos Cantores de Viena”.

Por que o Ministério Público não fez nada até agora? Não sei! Falta de vergonha? Falta de espírito público? Falta de isenção? Sugiro aos moradores da Vila Madalena que consultem seus advogados e acionem a Prefeitura. O poder público não tem o direito de tirar o seu sossego, de cassar suas prerrogativas, de promover a depredação e a desvalorização do seu patrimônio, de incentivar o desrespeito ao Código Penal, de rasgar a Constituição.

Eis aí a cidade administrada pelo “moderno” Fernando Haddad. Segundo ele, quem não gosta de sua gestão são os reacionários. Os progressistas do xixi, do vômito, das fezes e das drogas adoram a sua obra.

Em 2016, Haddad concorre à reeleição — provavelmente com Gabriel Chalita como vice. Caso reeleito, em 2018, haverá folião fazendo cocô na sua sala, leitor. E você fará o quê? Sei lá… Pode abrir um dos livros de autoajuda de Chalita. Afinal, você tem o direito de fazer cocô na própria sala.

Por Reinaldo Azevedo

13/02/2015

às 4:35

Haddad, o ciclofaixista, não quer saber da dengue. Mosquito é coisa de pobre da periferia

Escrevi aqui que o prefeito Fernando Haddad, aquele que gasta R$ 655 mil por quilômetro de ciclofaixa para ninguém — e o cálculo da VEJA São Paulo está certo, à diferença do que afirma o prefeito —, ignora os problemas de São Paulo, sua gente real, suas deficiências reais, sua geografia real, suas ruas reais, suas carências reais, para se comportar como o prefeito de uma Nova York ideal, de uma Amsterdã ideal, de uma Berlim ideal.

Batata! Segundo reportagem publicada pela Folha nesta sexta, “faltam carros para levar agentes de controle do Aedes aegypti, mosquito que transmite a dengue, às casas da zona norte de São Paulo, a mais afetada pela doença este ano”. O jornal informa que “a região amarga a maior taxa de incidência do município. São 4,9 casos para cada 100 mil habitantes, seguidos pelas zonas oeste (2,2), sul (1,9) e leste (0,6)”.

Apesar dos números alarmantes, os carros para os agentes que combatem o mosquito não chegaram. Deveriam ter sido entregues 80 veículos em janeiro, mas isso não aconteceu.

Há alguns dias, a Prefeitura teve uma ideia luminosa para justificar o aumento dos casos de dengue: a população estaria estocando água em razão da crise hídrica. Como a dita-cuja não se limita a São Paulo, seria preciso explicar por que o crescimento não se dá na mesma escala em outros municípios.

Um agente de Pirituba diz à reportagem: “Na semana passada, mandaram dois carros. Somos 60 agentes”. Ah, sim: a dengue cresceu 171% em São Paulo em relação às quatro primeiras semanas de 2014. A prefeitura diz que novos veículos deverão chegar em 30 dias.

Mas eu confio em Haddad. Ele vai saber negociar com o mosquito. Até lá, ele terá pintado mais 8.737 quilômetros de faixas vermelhas nas ruas da cidade. Os R$ 655 mil por quilômetro de ciclofaixa dariam para comprar uns 20 veículos. Mas o ciclofaixismo não se importa com isso. Mosquito é coisa de pobre da periferia.

Por Reinaldo Azevedo

12/02/2015

às 19:42

O que diz Haddad e o que diz a realidade

Vejam esta foto.

Ciclofaixa Albuquerque

Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, concedeu nesta quinta uma entrevista ao “Jornal da Manhã”, da Jovem Pan. Não participei porque é a hora em que durmo. Poucas pessoas alteram essa minha rotina, e o prefeito não está entre elas. Na verdade, político nenhum.

Falou sobre muita coisa, e a ciclofaixa foi um dos temas polêmicos. Seu custo médio, por quilômetro, é de R$ 655 mil, segundo levantamento feito pela VEJA São Paulo. O prefeito tentou negar. Afirmou que a revista computou o custo das intervenções urbanas feitas para abrigar a ciclofaixa. É mesmo? Se é assim, então ele tem de fazer licitação. E ele não faz porque considera que as ditas-cujas são meras readequações do espaço público. VEJA São Paulo não errou. O prefeito sim. Um erro deliberado.

Haddad insiste que a questão das ciclofaixas traduz uma disputa entre “progressistas” — ele próprio, claro! — e conservadores. Transforma um problema real numa questão conceitual para deitar falação gratuita.

Tirei aquela foto lá do alto nesta quinta, às 16h30, a caminho da Jovem Pan.

É da rua Albuquerque Lins. Àquelas manchas esburacadas, Haddad chama “ciclofaixa”. Como se vê, não há bicicletas — a essa hora ou a hora nenhuma. O trânsito, no entanto, é o que se vê. A Albuquerque cruza a Marechal Deodoro, acesso para o elevado Costa e Silva — o famoso Minhocão. Ali também o prefeito planeja a pista exclusiva para as bicicletas que não existem. O caos se instala.

No “Jornal da Manhã”, ele se orgulhou de ser esta uma questão mundial. Entendi. Haddad é um cara moderno. Disse até que foi convidado para um evento internacional de ciclistas — ou algo assim. Também não duvido. Como sei que ele poderia ser chamado para um Congresso Internacional de Travestis, que agora têm uma “bolsa” mensal em São Paulo.

O paulistano dá ao prefeito nota 4,2. Nada menos de 44% acham seu governo ruim ou péssimo. E apenas 20% o consideram “bom é ótimo”. E daí? Definitivamente, ele faz um governo para minorias.

Por Reinaldo Azevedo

10/02/2015

às 4:09

As ciclofaixas de Haddad podem não ser apenas caso de política, mas também de polícia

Até ler reportagem de Aretha Yarak e Silas Colombo na VEJA São Paulo desta semana, eu achava que a obsessão ciclofaixista do prefeito Fernando Haddad, do PT, era só um caso de política. Agora, eu começo a mudar de ideia. Os números são impressionantes. Os indícios de ilegalidades são gritantes. As histórias mal contadas se amontoam. Comece a se escandalizar, leitor amigo. O preço médio por quilômetro das ciclofaixas do prefeito petista — que, no mais das vezes, não passam de um pedaço da rua pintado de vermelho — é de R$ 655 mil.

Sabem quanto custa a mesma extensão de uma ciclovia, não mera ciclofaixa, em Paris? R$ 129 mil. Um quinto. Sabem por quanto sai em São Francisco, nos EUA? R$ 157 mil. Em Copenhague, na Dinamarca? R$ 205 mil. Em Amsterdã, na Holanda? R$ 210 mil. Aqui pertinho, em Bogotá, na Colômbia? R$ 290 mil. Atenção! As ciclofaixas mixurucas de Haddad, com sua tinta desbotada, sua buraqueira, sua sinalização porca, são as mais caras do mundo. Por quê? Acho que há algumas pistas onde transitam coisas mais antigas do que bicicletas. Já chego lá.

Atenção, a reportagem foi a campo, leiam, e conversou com empresas e órgãos técnicos para saber quanto custa apenas pintar o chão de vermelho, como faz o prefeito na maioria das vezes. E eles deram a resposta: R$ 105 mil por quilômetro — menos de um sexto. Ah, sim: em Nova York, o trecho sai por R$ 140 mil. Aquelas coisas horrorosas que Haddad entrega custam R$ 510 mil a mais por quilômetro.

Quando anunciou a intenção de criar 400 km de ciclofaixas e ciclovias, Haddad estimou o custo das obras em R$ 80 milhões — média de R$ 200 mil por km. Parece que baixou, assim, um espírito Abreu e Lima na Prefeitura. O custo já estabelecido de 177 quilômetros (parte entregue e parte em construção) é de oficiais R$ 116 milhões: R$ 655.367,00 por trecho.

Vamos continuar nas contas? O prefeito anuncia a intenção de chegar ao fim do mandato com 444 km de pista exclusiva. Pelo preço médio até aqui, o mais alto do mundo, estamos falando em quase R$ 300 milhões — precisamente R$ 290.982.948,00.

Questão de polícia
Até aqui, poderia ser apenas caso de má gestão. Mas há um cheirinho de caso de polícia. O Tribunal de Contas do Município descobriu que a contratação das empresas para fazer as ciclofaixas é feita com base numa tal “ata de registro de preços”, não por licitação normal. Esse expediente serve apenas a compras rotineiras. Assim, fica impossível a um órgão de investigação saber como é gasta a dinheirama.

Agora vejam que curioso: a ciclofaixa da Paulista vai custar R$ 15 milhões. O responsável pela obra é um tal “Consórcio Semafórico Paulistano”, registrado na Junta Comercial só dia 19 de maio do ano passado. E já levou uma obra dessa importância. Gente de sorte! A reportagem da VEJA São Paulo foi até a rua Siqueira Bueno, 35, no Belenzinho, onde deveria estar o dito-cujo. Deu de cara com um edifício residencial. E, por lá, nunca ninguém ouviu falar do tal consórcio. Mas eu confio em Jilmar Tatto, secretário de Transportes. Ele jamais contrataria gente que não fosse da sua mais estrita confiança, não é mesmo?

Agora leiam isto: o traçado de ciclovias da Faria Lima tem 12 km. O custo de cada um é de escandalosos R$ 4,5 milhões — R$ 54 milhões ao todo. O trecho ora em construção, de 5,5 km, está orçado em R$ 15,7 milhões. Agora a nota de surrealismo: já existe uma ciclovia entre o Largo da Batata e a Praça Apecatu, que está em operação desde 2012. A dupla Haddad-Tatto planejou uma ciclovia sobre a outra.

Jilmar Tatto não quis falar com a reportagem da VEJA São Paulo. O prefeito também não. Sua assessoria afirmou que ele estava muito ocupado. Pensa que é fácil desfilar por aí de shortinho e capacete e ainda fazer ar de pensador pós-moderno?

Atenção! R$ 655 mil por quilômetro, insisto, é o que já está mais ou menos contratado para 177 km. Como a gente vê, a obra na Faria Lima vai custar quase seis vezes mais. O buraco pode não ter fundo. E isso tudo para quem? Por enquanto, e sabe-se lá por quanto tempo, para ninguém.

Até ler a reportagem da VEJA, podem procurar tudo o que eu escrevi e disse a respeito, eu achava que o ciclofaixismo era só um caso de política. Agora, começo a desconfiar de que seja também um caso de polícia.

Sinceramente, eu não tinha noção de que essa aparente obsessão pós-moderna de Haddad era tão cara e desafiava com tanta determinação procedimentos, digamos, mais ortodoxos de probidade e aritmética comparada.

Por Reinaldo Azevedo

10/02/2015

às 2:26

Uma imagem gigante de Chávez é grafitada, com autorização de Haddad, em edificação tombada. Tem tudo a ver com o homem que já disse que matar alguém depois de ler um livro é moralmente superior a fazê-lo sem ler

A irresponsabilidade infantiloide, somada ao esquerdismo de butique, com que o prefeito Fernando Haddad, do PT, administra São Paulo terá, obviamente, consequências de longo prazo para a cidade. Um absurdo vai se sobrepondo a outro, numa escalada vertiginosa. Um leitor deste blog me manda esta foto.

CHÁVEZ NOS ARCOS

A construção que vocês veem  é conhecida como “Arcos do Jânio” porque, na década de 80, o então prefeito Jânio Quadros retirou as moradias irregulares que os encobriam. E veio à luz, então, a edificação de 1920, que foi tombada pelo Patrimônio Histórico Municipal.

Pois bem: Haddad não quis nem saber. Na sua ânsia de parecer um prefeito moderno e antenado — a mesma inclinação que o leva a transformar a Vila Madalena num depósito de fezes, urina, vômito e drogas, com a sua micareta dos picaretas —, ele entregou a área aos grafiteiros. Agora já sabemos que a noção de patrimônio tombado já não existe mais. Tudo é possível.

O mais espantoso é que o Conpresp (conselho municipal de preservação) deu carta branca à intervenção. Os vermelhinhos que estão no tal conselho não devem achar que os arcos sejam arquitetonicamente importantes o bastante para ser preservados. Digamos que não sejam — e eu até tendo a achar que não mesmo. Mas isso não depende do arbítrio de cada um. Os valentes estão lá para cumprir a lei.

Agora voltem  à imagem. Sim,  o vagabundo, assassino e psicopata que se vê em tamanho gigante, pintado sobre um patrimônio tombado, é Hugo Chávez, ex-ditador da Venezuela, que conduzia um governo composto, entre outras delicadezas, de bandidos ligadas ao narcotráfico e de antissemitas enlouquecidos. É o criador do modelo que conduziu aquele país à falência. Lembrando: para conter a insatisfação dos venezuelanos, Nicolás Maduro, o sucessor de Chávez, fez aprovar uma lei segundo a qual é permitido atirar contra manifestantes com bala de verdade, para matar mesmo.

Assim, o patrimônio da cidade está sendo manchado com a imagem de um tirano, de um assassino, de um maluco. E tudo sob o patrocínio do prefeito Fernando Haddad, com a conivência dos irresponsáveis do conselho municipal de preservação.

Segundo o Datafolha, 44% dos paulistanos consideram a gestão Haddad “ruim ou péssima”; apenas 20% a avaliam como “boa ou ótima”. Pergunto: quais outras edificações tombadas ainda receberão as homenagens ideológicas dos amiguinhos do prefeito? Quais serão os outros homenageados? Fidel Castro e Raúl Castro, que mataram 100 mil? Pol Pot, que matou três milhões? Mao Tsé-tung, que matou 70 milhões?

Se bem que tudo faz um danado de um sentido, não é? Quando ministro da Educação, este incrível Haddad mandou distribuir nas escolas públicas aquele tal livro que endossava concordâncias como “nós pega os peixe”. Criticado, ele tentou se defender então, acusando as pessoas de atacar o tal livro sem ler. E disse a seguinte pérola, prestem atenção, no dia 31 de maio de 2011:
“Há uma diferença entre o Hitler e o Stálin que precisa ser devidamente registrada. Ambos fuzilavam seus inimigos, mas o Stálin lia os livros antes de fuzilá-los. Essa é a grande diferença. Estamos vivendo, portanto, uma pequena involução, estamos saindo de uma situação stalinista e agora adotando uma postura mais de viés fascista, que é criticar um livro sem ler”.

Entenderam? Para este gênio da raça, fuzilar alguém depois de ler um livro é moralmente superior a fuzilá-lo sem ler. Ou por outra: para Haddad, é bem melhor a gente ser morto por um assassino instruído.

Num país com uma imprensa um pouquinho melhor — mais lida, sim, mas não homicida —, sua carreira teria terminado ali. Mas ele seguiu adiante e segue sendo o queridinho dos vermelhinhos do jornalismo, que também devem achar que matar alguém depois de ler um livro é moralmente superior a fazê-lo sem ler.

Se a gente deixar, o PT ainda manda pintar a cara de Stálin, que matou 35 milhões, na estátua da Justiça, nos jardins do STF.

Por Reinaldo Azevedo

28/01/2015

às 2:39

A dupla incompetência de Haddad: nem zela nem planeja

Se os paulistanos querem morar num lugar bacana, devem escolher a São Paulo que existe no discurso do prefeito Fernando Haddad (PT), o Supercoxinha que segue sendo o preferido das redações. Basta que ele faça uma faixa em “x” no Centro para ser tratado como um Schopenhauer. Chega a ser patético. No domingo, aniversário da cidade, ele escreveu um artigo para a Folha. O homem do aposentado “Arco do Futuro” agora se dedica ao “Caminho para o futuro”. É preciso ler para crer. O que não é risível é francamente incompreensível.

O que quer dizer, por exemplo, este trecho: “Na educação, recuperamos a centralidade da escola com o fim da “aprovação automática” e com a instalação de universidades nos CEUs”? Resposta: nada! Há inverdades que insultam os fatos, como esta: “Mesmo com todo o esforço de outros governantes, recebi a administração municipal em 2013 com o prognóstico de quebra financeira, expansão caótica e obsolescência por falta de investimentos”. O prefeito fala de “um projeto habitacional que entregará 55 mil moradias até 2016, algo sem precedente na luta por moradia”. Sem dúvida! Estamos em 2014. Em dois anos, ele entregou apenas 2.700.

Bem, nesta terça, o vereador Andrea Matarazzo (PSDB) contestou na mesma Folha o seu artigo. Segue a íntegra do texto.

Crônica de uma cidade imaginária

Cada vez que leio uma entrevista ou um artigo do prefeito Fernando Haddad fico mais impressionado com seu desconhecimento da vida e dos problemas de São Paulo. No último domingo (25), nesta seção, Haddad escreveu um artigo sobre uma cidade que só ele conhece. Bem distante da São Paulo real, na qual os moradores são diariamente castigados pela incúria da administração.

Haddad afirma que é uma “falsa dialética contrapor a prefeitura-zeladora, que coleta impostos, tapa buracos e recolhe lixo, à prefeitura-planejadora, que inova e olha a cidade do futuro”. Não existe falsa dialética, mas uma dupla incompetência: a prefeitura não cumpre sua função de zelar nem de planejar o futuro.

Mesmo contando com a boa vontade dos críticos, é inegável que Haddad piorou a cidade. Ele a recebeu após as gestões José Serra (2004-06) e Gilberto Kassab (2006-12) com R$ 885 milhões de superávit, além de um amplo acervo de obras concluídas nas áreas de saúde, educação e infraestrutura. Até agora, Haddad nada de positivo criou.

O prefeito insiste em dizer que precisa disputar palmo a palmo a versão dos fatos, mas os fatos insistem em desmentir as versões. A prefeitura diz que mais de 80% dos dependentes que vivem na cracolândia foram recuperados. Porém, mais de mil pessoas vagam desassistidas como zumbis pela região.

Ele diz que a culpa pela queda recorde de árvores neste verão foi de um vendaval semelhante ao Katrina, mas se esquece de falar da total ausência de manutenção e de podas dos galhos em sua gestão.

O discurso dá menos trabalho do que a prática, mas os fatos são implacáveis. Ao ser empossado, Haddad se comprometeu com 123 metas. Dessas, apenas 16 foram cumpridas. A meta para os primeiros dois anos na saúde era construir 38 UBSs, mas fez apenas quatro.

Na habitação, a promessa era concluir 19 mil casas até a metade do mandato –foram entregues 2.700. Haddad havia prometido construir 243 creches. Contudo, apenas 26 foram concluídas.

O prefeito não “desliza investimentos”, ele os engaveta por inépcia ou por inviabilidade.

As finanças foram comprometidas. O superávit herdado já virou déficit. Nos últimos dois anos, Haddad gastou mais do que arrecadou. A tão celebrada renegociação da dívida com a União, que o prefeito pinta como mérito exclusivo dele, é um processo que vem desde a administração Kassab.

O prefeito, que não conhece São Paulo, insiste em compará-la a Nova York, o que demonstra desconhecimento de ambas. Ao citar Janette Sadik-Khan, ex-chefe do departamento de trânsito de Nova York, ele omitiu um fato essencial: ela apenas alcançou bons resultados na implantação de ciclovias depois de discutir com toda a sociedade.

Em entrevista a esta Folha, ela explicou que organizou 2.000 encontros por ano, durante seis anos, para definir rotas –enquanto por aqui tudo é feito no afogadilho.

O prefeito quer dar a impressão de “moderninho descolado” quando fala de grafites, wi-fi e micropraças, mas continua esquecendo o sofrimento dos que vivem na periferia, onde os programas de habitação, limpeza de córregos e do sistema de drenagem não saem do discurso.

No artigo de domingo, o prefeito já preparou a desculpa pela falta de resultados –os ” tempos sofridos”. Se quisesse ser mesmo solidário, deveria gastar a verba de publicidade da prefeitura em campanhas esclarecedoras de como poupar energia elétrica e água, em vez de mostrar uma cidade que não existe.

O verdadeiro furacão que passa por São Paulo é a atual gestão municipal, que está devastando a cidade, a despeito das palavras moderninhas de Haddad e de sua gestão “protossocialista” — como disse a secretária de Planejamento de Haddad, Leda Paulani, que, de cidade, só conhece a universitária.

Por Reinaldo Azevedo

22/01/2015

às 23:25

Governos de Dilma e Haddad disputam para ver qual o mais “inepto”, diz Serra

Por Daniela Lima, na Folha:
Em uma palestra a empresários nesta quinta-feira (22), o senador eleito por São Paulo, José Serra (PSDB), ironizou a falta de capacidade do governo federal de alavancar investimentos e disse que a presidente Dilma Rousseff e o prefeito paulistano, Fernando Haddad, ambos do PT, competem pelo título de gestor mais “inepto”.

Para o tucano, o governo federal tem recurso “e não consegue gastar”. Ele disse que o mesmo acontece em São Paulo. “Veja a prefeitura. Estão preocupados com ciclovias, subsidiar o consumo do crack [numa referência ao programa Braços Abertos, que paga usuários que se disponham a trabalhar]… uma profunda inépcia”, afirmou.

“Aliás, é um concurso: quem é o mais inepto, a prefeitura ou o governo federal?”, disse Serra em seguida. “E veja que pelos últimos secretários apontados [pelo governo Haddad] não há o menor perigo de melhorar”, ironizou. Esta semana, Haddad convidou o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), derrotado pelo tucano na última eleição, para a Secretaria de Direitos Humanos. Nesta quarta (21), o prefeito confirmou convite para o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha assumir sua articulação política. Padilha disputou o governo do Estado no ano passado e terminou em terceiro lugar.

O tucano afirmou ainda que a presidente não surpreendeu com as medidas impopulares que teve que adotar logo no início do mandato. “Todo mundo sabia que ela ia ter que fazer o que disse que não faria na campanha: consertar os erros do primeiro mandato.”

Por Reinaldo Azevedo

22/01/2015

às 1:39

São Paulo virou cabide de emprego de petistas despejados pelo povo. Ou: Dois novos secretários de Haddad em flagrantes

Coitada da cidade de São Paulo! Virou mesmo cabide de petista desempregado pelo povo. O eleitor rejeita, Fernando Haddad, o prefeito da capital, acolhe.

Eduardo Suplicy, apeado do Senado depois de 24 anos — sem que os paulistas se lembrem de um só projeto seu, a não ser o absurdo e socialmente injusto “Renda Mínima” —, vai ser o secretário de Direitos Humanos da Prefeitura. É só uma vitrine para ele se candidatar a vereador. Este exótico senhor poderá sair periferia afora de São Paulo a cantar Racionais e Bob Dylan, não é? Não venham sugerir que ele seja comediante porque sou amigo de alguns muito bons. O grande artista nessa área é capaz de dizer coisas muito sérias. E Suplicy? Abaixo, seguem três flagrantes de sua gloriosa trajetória como senador.

Aqui, ele “declama” um trecho de uma “música” do Racionais. Reparem, em 1min28, no primeiro plano, a cara do senador Jefferson Peres (PDT-AM), que era um homem sério.

Num outro momento glorioso, ele lê no Senado a carta do mensaleiro José Genoino.

Finalmente, ele tenta nos comover com a historinha do terrorista Cesare Battisti.

Quem, no PT, gosta muito de Suplicy? Haddad? Lula? Algum outro petista? Ninguém! Os companheiros o consideram maluco. Mas é ex-marido de Marta, que ainda carrega o seu sobrenome, e sua ida para uma secretaria significa, é evidente, um ato de hostilidade àquela que andou desferindo duras críticas ao partido. Notícia, ele vai gerar. Não me espanta se decidir morar pelo menos um mês nos hotéis dos viciados em crack, pagos pela Prefeitura, ou participar do “fluxo”, disfarçado de usuário da “pedra”. Setores da imprensa paulistana são viciados nesse tipo de demagogia barata.

Mais um
Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde e candidato derrotado do PT ao governo de São Paulo — venceu em apenas um dos 645 municípios do Estado —, será o secretário de Relações Governamentais da Prefeitura. Foi, na prática, nomeado por Lula, que também o fez candidato ao governo na base do “dedaço”. Tratou-se de uma das escolhas mais erradas feitas até hoje pelo Poderoso Chefão.

Padilha, sem dúvida, é um amigo dos amigos, não é mesmo? Aqui, por exemplo, ele faz campanha para o patriota André Vargas, aquele que foi cassado por causa de sua intimidade com o doleiro Alberto Youssef:

Aliás, o contrato celebrado pela Labogen, o laboratório de fachada que o doleiro usada para lavar dinheiro, com o Ministério da Saúde teve uma testemunha importante: Padilha!

Mas vocês entendem: “amigo é coisa pra se guardar/ debaixo de sete chaves…”. E Padilha é homem de muitos amigos. Um deles é o ex-deputado estadual petista Luiz Moura.

É aquele senhor que foi flagrado pela polícia numa reunião que tinha o objetivo de combinar novos ataques a ônibus na cidade de São Paulo. E quem estava presente ao encontro? Justamente… o então deputado! Havia nada menos de 13 membros do PCC no local. Um assaltante de banco então foragido, que integrava a turma, tem condenações que somam SETENTA ANOS. O encontro acontecia na sede da Transcooper, uma cooperativa de vans da qual Moura é presidente de honra. Ele também é integrante da diretoria da Confetrans – Confederação Nacional das Cooperativas de Transporte – e da Fecotrans, que é a federação. Moura é um ex-presidiário condenado a 12 anos de cadeia por assaltos à mão armada. Não cumpriu a pena porque fugiu. Permaneceu dez anos foragido e surgiu reabilitado, obtendo perdão judicial. No período em que permaneceu clandestino, juntou um patrimônio de R$ 5 milhões na área de transporte e postos de gasolina. Um empreendedor nato! Padilha gostava dele, como se vê nas fotos abaixo. Compareceu à sua festa de aniversário no ano passado. Vejam que bilu.

A partir da esquerda, Luiz Moura, Senival Moura e Padilha: tudo positivo, moçada!!!
A partir da esq. Luiz Moura, Senival Moura e Padilha: tudo positivo!!!

Padilha não se contentou em comparecer: ele discursou com entusiasmo na festança
Padilha não se contenta em comparecer: ele discursa com entusiasmo

Amigo de fé, irmão, camarada: o abraço amigo e palavras ao pé do ouvido
Amigo de fé, irmão camarada: o abraço amigo e palavras ao pé do ouvido

Tratou-se de um festão mesmo, coisa podre de chique, como se diz por aí

Tratou-se de um festão mesmo, coisa podre de chique, como se diz por aí

Pronto
Assim Haddad prepara o terreno para disputar a reeleição, quem sabe tendo Gabriel Chalita, do PMDB, como vice, com o apoio do ubíquo Gilberto Kassab, do PSD. Vai que dê certo pra eles e errado pra São Paulo. Aí não adianta ficar esperando dos céus um sinal de Deus. Há coisas que nem Ele perdoa.

Por Reinaldo Azevedo

13/01/2015

às 4:43

Marta, o PT, Juca, machismo vigarista, Haddad, Kassab, Chalita, a “pedagorreia”  do amor e a miséria política da cidade de São Paulo  

Mas o que quer a senadora petista Marta Suplicy (SP)? Sabe Deus! Freud tentou uma pergunta mais simples: “O que querem as mulheres?”. Estou entre aqueles que consideram que ele foi malsucedido no esforço de dar uma resposta. Sim, que ela queira ser candidata à Prefeitura, parece fora de dúvida. Que não o será pelo PT, isso também é certo. Eis aí um ponto de atrito. Que eventualmente possa trocar o descontentamento por uma candidatura ao governo do Estado pelo partido em 2018, quando termina seu mandato no Senado, essa me parece uma possibilidade. Ocorre que o caminho está congestionado. Há muita gente querendo a mesma vaga. Também é verdade que suas bases no partido foram minadas. Seus homens fortes debandaram. Ela tinha bastante força na periferia da cidade. Hoje, desconfio, isso também se perdeu.

Na entrevista concedida ao Estadão, soltou os cachorros contra o PT — “ou muda ou acaba”, segundo ela — e contra Juca Ferreira, que assumiu o Ministério da Cultura. No PT, consta, ninguém pensa num ato de força contra ela, como a expulsão, mas a queimação de sua reputação, em termos politicamente sórdidos, já começou. Marta, é verdade, fez duras críticas a Ferreira e apontou irregularidades em sua gestão. É crítica política, goste-se ou não dela. E como respondeu o petista?

Disse ter levado “uma bolsada na cabeça da Louis Vuitton”, numa referência à marca francesa que distingue, vamos dizer, as ricas e famosas. Marta passou a ser tratada por seu colega de partido como uma dondoca deslumbrada, uma riquinha meio inconsequente, que não aceita ser contrariada. Não faltaram à resposta do novo ministro da Cultura traços explícitos de machismo: “A madame que se cuide, que, uma hora dessas, eu vou responder plenamente a ela. Eu tinha admiração por ela, e tenho. Via ela defendendo o direito ao orgasmo da mulher na televisão. Depois foi uma boa prefeita de São Paulo. Agora, ela não foi uma boa ministra, pra falar a verdade. [...] Ela pegou algumas coisas que a gente fez e deu prosseguimento”.

O que o orgasmo na televisão tem a ver com isso? O propósito de tentar caracterizar Marta como uma doida, que se dedica a irrelevâncias fesceninas e malandrinhas, como o orgasmo feminino, fica evidente. E esse, sem dúvida, é um sintoma importante de decadência do PT. Afinal de contas, simboliza também a perda de um discurso. E tanto pior quando se trata do governo de uma mulher: Dilma Rousseff. Na resposta de Ferreira, não faltou nem a tolice mais infantiloide. Afirmou: “É que fui mais aplaudido que ela num evento cultural. Paciência, não posso ser punido pela popularidade que vocês viram aí”. Santo Deus!

Marta chegou a conversar sobre a possibilidade de se candidatar à Prefeitura pelo PMDB. As portas se fecharam. Fernando Haddad levou Gabriel Chalita para a Secretaria da Educação — agora, a “pedagorreia do amor” dará as cartas na Prefeitura. Haddad e Chalita juntos podem levar a uma intoxicação por excesso de coxinha.

Em que vai dar? Não dá para saber. A turma de Gilberto Kassab, agora ministro das Cidades, contra quem Haddad ganhou a eleição em 2012, também se prepara para desembarcar na Prefeitura. Nunca tive simpatia por Marta, e todo mundo sabe disso. De todo modo, bem ou mal, ela vem de um tempo em que os partidos ainda tinham alguma identidade. No momento, a cidade de São Paulo está sendo administrada pelo PPSC, Partido do Poder sem Caráter. E é o desastre que todos conhecemos.

Faltavam à receita apenas algumas pitadas de discurso incompreensível, mas dito com aquela mansidão de que só a falsa profundidade é capaz. Agora não falta mais nada. Chalita chegou!

E ele ameaça escrever mais 357 livros sobre a sua experiência — amorosa e fofa, é claro! — à frente da Secretaria Municipal de Educação. Tomara que Deus tenha piedade dos paulistanos. Os políticos, como a gente vê, não têm nenhuma.

Por Reinaldo Azevedo

08/12/2014

às 6:21

A piada da gestão Haddad agora na educação. Ou: Há o que ele promete, e há o que ele faz!

A gestão do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), é uma piada. Tão sem graça como a propaganda oficial, que vi ontem à noite na TV, com um monte de atores andando de bicicleta nas ciclofaixas. Eis aí: as de verdade — essas que vemos nas ruas, com aquele vermelho-amarronzado já todo descascado, em meio à buraqueira — são desertos de bom senso que cortam a cidade, conduzindo ninguém do nada para lugar nenhum, enquanto motoristas são espremidos nas ruas, e proprietários veem desvalorizar seus imóveis. Só há um lugar em que ciclistas efetivamente usam a estrovenga inútil: na propaganda.

É isto! Existe um Fernando Haddad para consumo publicitário, que conta com a enorme boa vontade de amplos setores da imprensa, e existe a gestão de verdade. A distância é imensa. O mais recente estelionato político se dá na educação. Vamos ver.

Reportagem desta segunda, da Folha, informa que “os estudantes das escolas municipais de São Paulo serão aprovados de série mesmo que tenham nota vermelha em todos os bimestres”. A afirmação é do secretário de Educação, Cesar Callegari. Lembra ainda a reportagem: “Na prefeitura, uma das principais medidas adotadas por Fernando Haddad  na educação foi aumentar o total de séries em que o aluno pode ser retido. Até então, a reprovação poderia ser feita apenas em duas das nove séries, no sistema chamado de ciclos. Passou a ser em cinco séries, a partir deste ano letivo”.

Nem vou entrar agora no mérito da polêmica aprovação automática. Há argumentos razoáveis contra e a favor, e deixarei isso para outro post. O estelionato é que é inaceitável. Haddad foi eleito prometendo mais rigor no sistema de promoção dos alunos, fazendo da possibilidade maior de reprovação uma bandeira. Só para que o leitor tenha tudo muito claro: quem introduziu a chamada promoção automática no país foi a Prefeitura de São Paulo, na gestão da então petista Luíza Erundina, quando Paulo Freire era o secretário de Educação, cercado por aquela reverência burra que tão bem caracterizava a sua atuação. Dali saltou para o Estado e para quase todo o país.

Embora a “inovação” tenha as digitais do PT, Aloizio Mercadante fez do ataque à promoção continuada uma de suas bandeiras na disputa pelo governo de São Paulo, em 2010. Haddad recorreu ao mesmo expediente em 2012. E, como se vê, sua gestão aplica agora o contrário do que prometeu. Sabem por quê? Porque a reprovação de alunos custa mais caro, requer mais prédios, mais salas de aula, mais professores, trabalho de reforço etc. Haddad prometeu, também na educação, o que não podia entregar.

Informa a reportagem: “Uma professora que leciona na zona norte disse, sob condição de anonimato, que as reuniões no começo deste ano com os dirigentes indicavam que haveria liberdade para reprovar alunos. Agora, porém, a recomendação é que se reprove menos de 10% das classes, independentemente da situação dos estudantes”.

Será que eu quero reprovação em massa? Eu não! Só cobro do prefeito que tenha um mínimo de compromisso com a propaganda que fez. 

Por Reinaldo Azevedo

04/12/2014

às 21:06

A São Paulo de Haddad sem retoques nem maquiagem ideológica

Vale a pena ler o artigo do vereador Andrea Matarazzo, publicado na Folha desta quinta. O retrato que faz da cidade de São Paulo, sob a gestão Fernando Haddad, surge sem retoques.
*
Fernando Haddad é um homem de sorte. Em sua primeira campanha, foi eleito prefeito da maior cidade do país prometendo muito, contando com a popularidade de seu padrinho político e com o desgaste de seu antecessor. No cargo, contou com a complacência dos que antes eram rigorosos fiscais. Com sua gestão ideológica, conseguiu o apoio de ONGs e grupos que atazanavam os mandatários anteriores.

Deu sorte mais uma vez ao governar em um período de seca histórica –a falta de chuvas encobriu sua inexperiência e o livrou do desgaste das enchentes. Quando parecia que as finanças estavam no fundo do poço, ganhou da União a aprovação da renegociação da dívida, que lhe dará fôlego para fazer obras que possam levantar sua popularidade.

Sorte do prefeito, azar dos munícipes. São Paulo nunca esteve tão abandonada. Trancado em seu gabinete, o prefeito não vê os problemas que se acumulam. Ruas esburacadas, mato crescendo, semáforos a piscar em amarelo a cada garoa, lixo acumulado. A cidade não tem zeladoria. Essa é a realidade que a pintura de faixas vermelhas no chão não consegue esconder.

A última surpresa com que os paulistanos foram brindados foi a volta da cracolândia. Por ingenuidade ou incompetência, o prefeito imaginou que dar hospedagem e subempregos aos dependentes químicos pudesse tirá-los do vício.

Impossível dar certo pretender que os dependentes vivam e trabalhem no ambiente do tráfico. Haddad restabeleceu a cracolândia de 2004, quando os hotéis eram utilizados pelo tráfico para hospedar usuários de drogas. Hoje é o poder público que o faz.

É uma ironia o prefeito reclamar em sua conta no Twitter da falta de policiamento quando a cada intervenção da Polícia Militar no local ele é o primeiro a vociferar contra o governo do Estado.

Haddad jogou por terra todos os avanços que os antecessores promoveram no centro. A região está abandonada. Marcos da cidade, como o Pateo do Collegio, a Catedral da Sé e a Sala São Paulo, são ilhas cercadas de sujeira de dia e, à noite, transformam-se em grandes dormitórios da população de rua, hoje abandonada pela prefeitura.

Refém dos movimentos sociais desde as manifestações de 2013, Haddad deixou alguns dos prédios mais simbólicos do centro se transformarem em ocupações irregulares. Agora ele irá destinar um quinto das unidades do Minha Casa, Minha Vida aos invasores do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto.

Não que eles não tenham direito à moradia. Mas ao privilegiar os militantes de um movimento protegido por seu governo, Haddad acaba com o critério da impessoalidade e incentiva as invasões.

Na periferia, a situação também é de descaso. Do R$ 1,3 bilhão previsto para o programa Mananciais, que visa urbanizar favelas nas regiões mais carentes, a prefeitura empenhou apenas 8,1%.

As subprefeituras foram sucateadas. O Orçamento foi reduzido em 8,3% e cada um dos 32 subprefeitos terá, em média, apenas R$ 35 milhões para investir em obras essenciais, como a limpeza de córregos e a pavimentação de ruas. Dos 79 projetos de combate às enchentes, apenas 27 foram levados adiante.

O paulistano fica entre a cruz e a caldeirinha: se não chover, ele tem um problema; se chover, a cidade será inundada. A gestão é tão deficiente que a crítica vem até de aliados, como a ex-prefeita que estuda trocar de partido para enfrentá-lo nas eleições de 2016.

O prefeito, a partir do próximo ano, terá uma folga no Orçamento. Isso graças ao abusivo aumento do IPTU que ele impôs a todos os paulistanos sem se preocupar com as consequências para o bolso do cidadão e a um projeto feito sob medida pela presidente da República para tentar recuperar sua popularidade na maior cidade do país, onde foi derrotada por Aécio Neves.

Esse projeto busca resolver um problema causado pelo próprio PT, já que o serviço da dívida só aumentou porque a ex-prefeita Marta Suplicy não cumpriu o contrato. Mais dinheiro, porém, ajudará um prefeito que não consegue tirar nenhum projeto do papel? Para azar de nós, paulistanos, a resposta é não. A cidade, com Haddad no comando, não tem como melhorar. É muita promessa e pouca ação.

Por Reinaldo Azevedo

01/12/2014

às 2:31

Haddad e os sem-teto: grupos petistas tomam o bem público, impõem a sua agenda na porrada e atropelam os direitos dos pobres que não se subordinam às suas ordens

Em sua coluna na Folha Online na semana passada, Guilherme Boulos, o coxinha extremista que comanda o MTST — Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto —, resolveu me atacar. Explicável. Sou dos poucos colunistas da grande imprensa que criticam as ilegalidades que ele e sua turma promovem e que denunciam a parceria criminosa do grupo com a Prefeitura de São Paulo.

Se vocês querem saber como funciona a máquina petista que cria, como posso chamar?, “vítimas privilegiadas” e que privatiza o bem público em benefício de um partido político, basta que se olhe para o que está em curso em São Paulo com os ditos movimentos de sem-teto. O negócio é vergonhoso. Na sexta-feira, o Ministério Público abriu um inquérito para investigar um troço gerenciado pela Prefeitura do petista Fernando Haddad chamado “Minha Casa Minha Vida Entidades”. Em que consiste?

Lá vai: o prefeito se comprometeu a entregar 11 mil unidades habitacionais construídas com recursos públicos para os ditos movimentos de sem-teto, que as redistribuirão entre os seus militantes. Pessoas que estão há anos na fila da moradia que esperem! As ditas “entidades” terão a preferência quando essas casas existirem.

E que “entidades” são essas? Na maioria das vezes, grupos ligados ao PT e que ajudaram a fazer a campanha de Haddad. Dito de outro modo: o prefeito paga a fatura com o dinheiro que é de todo mundo, atropelando, adicionalmente, direitos de gente que também não tem moradia.

Ao decidir apurar o privilégio, o promotor Marcus Vinicius Monteiro dos Santos, da área de Habitação e Urbanismo, afirma que a proposta da gestão Haddad pode “ferir o princípio da isonomia ao dar tratamento diferenciado” aos sem-teto em detrimento das pessoas que esperam receber um financiamento por meio da fila de cadastrados na Prefeitura.

Nos dois anos de gestão petista, já demonstrou levantamento da Folha, as invasões de áreas públicas e privadas por ditos movimentos de sem-teto triplicaram: de 257 no biênio 2011-2012 para 681 em 2013-2014.

Uma pequena radiografia desses movimentos, feita por reportagem de VEJA.com, deixa claro do que se está falando. O mais midiático deles é o MTST, comandado por Boulos. Isso se deve, em boa parte, à personalidade egocêntrica de seu líder, um extremista oriundo de uma família rica, com formação universitária e candidato a pensador. As bobagens que diz têm certo sotaque acadêmico, e ele disfarça bem a própria ignorância com velhos chavões da esquerda. Não passa de um esbirro do PT, mas conta também com a simpatia de PSOL e PSTU. O MTST costuma promover a invasão de grandes terrenos. Haddad, que já discursou sobre um caminhão do movimento, regularizou invasões do grupo, como a Nova Palestina, na região de Guarapiranga — que é área de mananciais — e a Copa do Povo, perto do Itaquerão.

Mas o MTST está longe de ser o único grupo organizado. A FLM — Frente de Luta por Moradia — reúne nada menos de 10 movimentos e comanda a ocupação ilegal de 13 prédios. Foi essa FLM que promoveu quebra-quebra, pancadaria e incêndios e partiu pra porrada contra a Polícia Militar durante a reintegração de posse do Hotel Aquários, no dia 16 de setembro, transformando o Centro de São Paulo numa praça de guerra.

Entre as dez entidades filiadas à FLM, as de maior destaque são o Movimento Sem Teto do Centro (MSTC) e a Unificação das Lutas de Cortiços e Moradia (ULCM), que, já cadastrada no Ministério das Cidades, conseguiu dois convênios com o “Minha Casa Minha Vida Entidades”: o edifício Ipiranga e um prédio do antigo INSS.

De tal sorte se multiplicam as entidades de invasão que já há espaço para um grupo que se opõe à supremacia do PT na área: uma turma rompeu com a petista FLM e fundou o Movimento Sem Teto de São Paulo (MSTS), que não deve ser confundido com o MTST, do petista Boulos. O MSTS lidera sete invasões. Seus comandantes fizeram campanha para o PSDB em 2014 e reclamam dos privilégios concedidos por Haddad aos do seu partido. Referindo-se à truculência dos invasores petistas, afirma Wladimir Ribeiro Brito: “Os outros colocam fogo em ônibus, fazem tudo o que fazem e ganham os benefícios. Eles recebem a cereja do bolo e a gente só fica com a raspa do tacho. Tem que ser dividido igual”.

Irritado com o que considera diferença de tratamento, o MSTS invadiu o prédio do antigo INSS, que estava reservado para os chapas-brancas da Unificação das Lutas de Cortiços e Moradia (ULCM), e o antigo cine Marrocos, que foi comprado pela Prefeitura para ser a sede da Secretaria de Educação. E agora a ironia: Haddad, que sobe no palanque armado por Boulos e legaliza as invasões promovidas pelo coxinha extremista, recorreu à Justiça para ter o cine Marrocos de volta. Com que autoridade moral? Será que o faz só porque o MSTS não é da sua turma?

Uma nota para encerrar: lembram-se daquele decreto da presidente Dilma, redigido por Gilberto Carvalho, que entrega nacos da administração federal aos ditos “movimentos sociais”? Eis aí: a expressão “movimentos sociais” significa, na prática, grupos organizados pelo PT, que tomam o bem público, impõem a sua agenda na base da porrada e atropelam os direitos dos pobres que não se subordinam às suas ordens.

Por Reinaldo Azevedo

01/12/2014

às 2:17

A indústria de invasões promovidas por ditos sem-teto, mas com-partido

Por Eduardo Gonçalves, na VEJA.com. Ainda voltarei ao tema.
Nunca antes na história os movimentos sem-teto tiveram tanto protagonismo na cidade de São Paulo como nos dois primeiros anos de administração do prefeito Fernando Haddad. Pela primeira vez, os grupos de sem-teto participaram ativamente da elaboração do Plano Diretor Estratégico, que traça diretrizes para o crescimento urbano da capital paulista nos próximos dezesseis anos – cercaram inclusive a Câmara Municipal para pressionar vereadores. Também emplacaram um assessor na presidência da Companhia Metropolitana de Habilitação (Cohab). Os números são elucidativos: dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado apontam que as invasões a imóveis praticamente triplicaram nos últimos dois anos em relação aos dois anteriores – de janeiro de 2013 a novembro de 2014, foram registradas 681 invasões, ante 257 em 2011 e 2012, conforme revelou o jornal Folha de S. Paulo. 

O crescimento tem um preço: ao longo do ano, a maior metrópole do país passou a conviver com uma rotina de manifestações promovidas por sem-teto, algumas marcadas por atos de vandalismo e depredações, que provocam o caos no trânsito com o bloqueio de artérias centrais da cidade e prejudicam o comércio. Em 2014, o paulistano conheceu o poder de fogo do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), liderado por Guilherme Boulos, que profissionalizou a baderna e montou uma indústria de invasões a terrenos. Em julho, Ministério Público Estadual acionou a Justiça contra os supostos privilégios concedidos pela gestão Fernando Haddad ao movimento de Boulos.

Apesar de ser hoje o mais barulhento dos movimentos, o MTST não é o único. A Frente de Luta por Moradia (FLM) congrega ao menos outros dez movimentos e ocupa treze prédios no Centro da capital. Recentemente, um grupo decidiu romper com a FLM e fundou o Movimento Sem Teto de São Paulo (MSTS), responsável por sete prédios invadidos na cidade. É do novo MSTS que partem as principais críticas à relação estabelecida entre a administração municipal e os grupos de sem-teto. 

Na última semana, o MSTS invadiu um edifício do antigo INSS, reformado com recursos da Caixa Econômica Federal, que seria entregue a famílias associadas à Unificação das Lutas de Cortiços e Moradia (ULCM), um dos grupos que formam a FLM. A reforma do prédio havia sido viabilizada pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida Entidades, que repassa dinheiro a associações habilitadas no Ministério das Cidades para a construção de moradia popular — respeitando alguns critérios pré-estabelecidos, como o limite de renda, os grupos ganham o direito de indicar os beneficiários.

O líder do MSTS, Robinson Nascimento dos Santos, classificou a invasão como uma “forma de protestar e cobrar” da prefeitura o mesmo tratamento que os outros movimentos recebem. Segundo ele, há uma “perseguição política” por parte da gestão Haddad por ele ter se desfiliado do PT. “Nós queremos mostrar para o prefeito que também temos direito. A partir do momento que eu passei para o PSDB, ele não quer mais atender a gente”, afirmou Santos.

O secretário-geral do MSTS, Wladimir Ribeiro Brito, lembrou as ações violentas promovidas pela FLM durante a reintegração de posse do antigo Hotel Aquarius, no dia 16 de setembro, que transformou o Centro de São Paulo em um campo de batalha. “Os outros colocam fogo em ônibus, fazem tudo o que fazem e ganham os benefícios. Eles recebem a cereja do bolo e a gente só fica com a raspa do tacho. Tem que ser dividido igual. Se eles têm o direito a um real, nós também queremos um real, se eles têm direito a 1.000 reais, nós também queremos 1.000 reais”, disse Brito.

O líder da ULCM, Sidnei Pita, faz campanha para o PT em sua página no Facebook. Seu movimento tem uma associação cadastrada no Ministério das Cidades para receber projetos do Minha Casa, Minha Vida Entidades. Além do prédio do antigo INSS que foi tomado pelo MSTS, o movimento recebeu da Secretaria do Patrimônio da União o edifício Ipiranga, que também passa por uma reforma financiada pela Caixa. O imóvel foi cedido ao grupo em uma cerimônia que teve a participação do ex-presidente Lula, em 2009. Pita nega favorecimento: “A prefeitura não dá privilégio para ninguém. A questão é ser organizado”, disse.

A invasão ao imóvel do antigo INSS não é a maior preocupação de Haddad em relação ao MSTS. Desde novembro do ano passado, o grupo mantém uma das maiores invasões no Centro de São Paulo, a do antigo Cine Marrocos, que abriga mais de 700 famílias, segundo o movimento. A prefeitura havia comprado o imóvel com a intenção de transformá-lo na nova sede da Secretaria Municipal de Educação. A prefeitura já acionou a Justiça pela reintegração de posse, cuja data ainda não foi agendada.

Outra reclamação da liderança do MSTS é ter que se encontrar com um dos maiores líderes da FLM Osmar Silva Borges nas reuniões com o secretário municipal de Habitação, José Floriano Marques. Borges foi indicado a um cargo comissionado de assessor de superintendência na presidência da Companhia Metropolitana de Habilitação (Cohab).

Em nota enviada ao site de VEJA, a administração municipal afirmou que “não faz mediação” entre os movimentos e repudiou as invasões a imóveis públicos. “A prefeitura de São Paulo condena as invasões de prédios e terrenos públicos destinados a programas habitacionais. A administração mantém diálogo com entidades e movimentos e reafirma que não aceita pressões nem faz mediações entre grupos.” 

Plano Diretor
Na última semana, o prefeito Fernando Haddad alterou um decreto com respaldo no novo Plano Diretor para liberar a construção de mais de 3.000 moradias em uma área de manancial próxima à represa de Guarapiranga, na Zona Sul de São Paulo. O terreno abriga uma das maiores invasões do MTST, chamada de Nova Palestina. Em outra lei, sancionada em agosto, o prefeito regularizou a moradia em uma invasão na Zona Leste, conhecida como Copa do Povo, também do MTST. A expectativa é que os dois conjuntos habitacionais sejam feitos em parceria com o movimento.

Com a proposta de construir 55.000 unidades habitacionais até o fim do mandato, Haddad conseguiu o apoio quase majoritário dos sem-teto durante a campanha eleitoral, em 2012. No final deste ano, em mais um aceno favorável aos grupos alinhados ao PT, ele prometeu entregar 20% dessas 55.000 casas (11.000) às associações ligadas aos sem-teto por meio do Minha Casa, Minha Vida Entidades. Mais uma vez o Ministério Público reagiu e instaurou na sexta-feira um inquérito para investigar o caso. Segundo a ação, a proposta da prefeitura “pode ferir o princípio de isonomia” novamente ao privilegiar os movimentos de sem-teto em detrimento das pessoas que estão na fila esperando por moradia.

Mais do que uma iniciativa positiva, a construção de moradias populares é dever de todo bom gestor público. E não causa surpresa que movimentos sociais tenham mais espaço e interlocução na atual administração municipal dada a histórica ligação deles com o Partido dos Trabalhadores. O problema é quando os interesses vão muito além de unidades habitacionais. São políticos

Por Reinaldo Azevedo

26/11/2014

às 19:31

Justiça libera reajuste do IPTU em São Paulo

Na Veja.com:
O órgão especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) autorizou nesta quarta-feira a aplicação da lei que reajusta o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em até 35% para estabelecimentos comerciais e em até 20% para residências na capital paulista. Por 17 votos a 6, o tribunal decidiu que a lei que determina o aumento do tributo fosse executada imediatamente – e com efeito retroativo. No entanto, é provável que isso ocorra somente em 2015, quando forem emitidos os boletos para pagamento do imposto. Cabe recurso.

Proposta pelo prefeito Fernando Haddad (PT), a lei foi aprovada pela Câmara Municipal em uma manobra feita pela base aliada em outubro do ano passado. Porém, o reajuste foi suspenso após a Justiça acolher, em caráter provisório, ações apresentadas pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo PSDB. O prefeito chegou até a recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal para derrubar a liminar, mas teve o pedido negado nas duas instâncias.

A suspensão da lei havia sido decretada com base no argumento de que a votação da proposta na Câmara ocorreu de forma irregular e sem publicidade, já que a sessão que aprovou o aumento foi iniciada com outra finalidade e terminou às 23h39. Tanto a Fiesp como o PSDB também alegavam que o reajuste era abusivo, ferindo a capacidade contributiva dos paulistanos.

De acordo com o índice de valorização, parte dos imóveis terá o valor do imposto reajustado pelos próximos quatro anos – neste caso, o teto será de 10% para residências e de 15% para comércio nos anos seguintes. O aumento do imposto atingirá cerca de 1,5 milhão de contribuintes.

Por Reinaldo Azevedo

25/11/2014

às 6:41

Invasões triplicam na gestão Haddad, e o prefeito — aliado objetivo dos militantes, que ajudaram a fazer a sua campanha — culpa o governo do Estado!

É impressionante. O número de invasões promovidas por movimentos de sem-teto quase triplicou nos dois primeiros anos da gestão do prefeito Fernando Haddad, do PT, na capital de São Paulo, informa reportagem de Giba Bergamin Jr. na Folha desta terça. E sabem qual é a resposta do valente? Responsabilizar o governo de São Paulo. No começo, eu achava que Haddad não parecia ser uma pessoa muito séria. Agora eu tenho a certeza de que ele não é uma pessoa… séria!

Nos anos de 2011 e 2012, houve 247 invasões de propriedades públicas e privadas na capital, número já absurdo, que saltaram para 681 em 2013 e 2014, nos dois primeiros anos de gestão. Faz sentido? Ora, é claro que sim! A maioria dos ditos movimentos de sem-teto está sob o comando de militantes políticos ligados ao PT, como Guilherme Boulos, chefão do MTST e estafeta do partido. Não se esqueçam: o prefeito já subiu no caminhão do movimento para discursar.

Só isso? Não! Estimulou uma súcia disfarçada de gente sem moradia a cercar a Câmara dos Vereadores para que o Plano Diretor da cidade legitimasse a invasão chamada “Nova Palestina”, que fica em área de mananciais. Ocupá-la é cometer um crime contra o meio ambiente. E daí? Na prática, a Prefeitura incentiva a ação desses movimentos, que são aliados seus.

À Folha, o petista disfarçado de não petista Guilherme Boulos — aquele rapaz que costuma pôr seu furor militante até contra o Estado de Israel!!! —, deu a seguinte declaração para explicar a multiplicação de invasões: “Foi se tornando um barril de pólvora. A ocupação é por falta de escolha, causada pelo aumento desenfreado da especulação imobiliária”. Nota: não existe, no período, aumento nenhum da especulação imobiliária. A explicação é apenas mentirosa. O que cresceu, isto sim, foi a parceria entre a Prefeitura e os movimentos de invasão.

Segundo Haddad, vejam que mimo, cabe ao governo de São Paulo conter as invasões. Entenderam? Ele quer subir no caminhão do MTST e legitimar a ocupação de área de mananciais e, depois, quer que a polícia dê um jeito nos invasores.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado deu a resposta adequada ao prefeito: “Em vez de tentar transferir responsabilidades, o prefeito precisa dar explicações sobre sua política, que incentiva invasões ao premiar aqueles que as promovem, deixando à Polícia Militar o ônus de mediar os conflitos de interesses advindos das reintegrações de posse”.

A resposta é perfeita. O prefeito Fernando Haddad tem de ser mais responsável!

Texto publicado originalmente às 4h07
Por Reinaldo Azevedo
 

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