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Corinthians; futebol

05/07/2012

às 6:02

LOUCO POR TI

corinthians-libertadores

Fiquei um tanto apreensivo nesta quarta. Uma amiga enviou-me um SMS informando que o Apedeuta havia se manifestado sobre o Corinthians. Lula é um seca-pimenteira, um sugador da sorte alheia. Todas as vezes em que encostou no Corinthians, na Seleção ou em atletas olímpicos, sobreveio a catástrofe. Fiquei com um receio danado! Mas os movimentos iniciais em campo, mesmo com um primeiro tempo fraco, me pareceram seguros. No segundo, o time fez tudo certo.

Aplaudo Émerson, é evidente! Tite também, por motivos óbvios. Mas o esteio desse time é Leandro Castan, lá da boa terra de Jaú, cidade que fica no que costumo chamar de “A Grande Dois Córregos”. É bem verdade que nós temos só 24 mil habitantes, e Jaú, 131 mil, mas sabem cumé… O “corgo” que passa pela minha aldeia é mais bonito… E são dois “corgos”… Adiante. A propósito: Dois Córregos é uma cidade majoritariamente palmeirense. Saí corintiano radical. Sempre fui do contra.

Castan foi vendido para o Roma por 5,5 milhões de euros. Dada a sua importância no time, é uma merreca. A chance de desarticular o que o Corinthians realmente tem de muito bom — a defesa! — é gigantesca. Como substituí-lo, com igual eficiência, por esse valor? Por que não sonhar com o Japão? O Chelsea está longe de ser um bicho de sete cabeças. Uma má notícia num dia glorioso para o Timão.

Confesso que fiquei surpreso com o clima na cidade. As ruas realmente ficaram vazias. Só vi coisa igual em dia de jogo de Copa do Mundo — e, se querem saber, em dia de final, quando o Brasil está na disputa do título. O Corinthians é uma paixão — contra ou a favor — mais intensa do que se noticia habitualmente na imprensa. Rojões, gritos e buzinaços vararam a noite. E eu aqui, firme no meu livro! O que a gente não faz por amor?!

Um dado chamou a minha atenção e a de muita gente: o Corinthians desperta na imprensa esportiva uma estranha, como posso chamar?, “compulsão para a isenção”. O que quero dizer com isso? Outros clubes brasileiros já chegaram à final da Libertadores e ao Mundial interclubes, a exemplo do Santos no ano passado. Posso estar sendo vítima de uma memória seletiva e interessada, mas acho que não: realmente não me lembro de a imprensa ter dado tanto destaque aos “secadores”, àqueles que torcem contra o time que está na disputa. Os anticorintianos das mais variadas torcidas mereceram uma dedicada atenção.

Huuummm… Pensando bem, isso não deixa de ser uma forma de agrado, deferência e lisonja. Da forma como as coisas foram apresentadas, fica parecendo que a primeira clivagem é mesmo esta: ou se é corintiano ou se é anticorintiano; depois os “anti” se dividem. Tudo bem! O conjunto engrandeceu a festa e a importância do título.

Louco — e rouco — por ti, Corinthians!

Por Reinaldo Azevedo

22/12/2010

às 19:28

Adriano não vem para o Corinthians! Que bom! Não preciso ser um sem-time temporário!

Adriano vai ficar no Roma. Que bom!

Pela primeira vez desde que tenho memória de mim mesmo, eu já estava preparado para declarar suspensa a minha condição de corintiano. Consta que era grande a chance desse rapaz vir jogar no meu time. Prefiro não ganhar nada sem ele a ganhar tudo com ele. Os benefícios de sua vinda seriam incertos; os malefícios, certíssimos!

Meu amor pelo Corinthians é gigantesco, mas não é incondicional, como nenhum dos meus amores. Já me basta ter de suportar o tal Andrés Sanchez, presidente do clube. Adriano está acima da minha cota de concessões.

Ele próprio se encarregou de dizer que fica no clube ao lançar o projeto social “Imperadores da Vila”, na Vila Cruzeiro… Sei. Ainda bem, né? Adriano exibia sinais explícitos de amizade com o antigo comando da região, ainda antes da ação da Polícia e das Forças Armadas. Era amigo daqueles que mantinham refém a população local.

Além do Corinthians, também o Palmeiras e o Flamengo, sem professor de Educação Moral e Cívica desde a prisão do goleiro Bruno, incentivavam o jogador a romper o contrato com o Roma, a exemplo do que ele fizera em 2009 com a Inter de Milão, quando, então, “se internou” na Vila Cruzeiro em busca de suas raízes, poetizou o jornalismo vigarista. Esse incentivo dá conta do grau de vergonha na cara dos dirigentes do futebol brasileiro. Se Adriano rompesse compromissos com dois clubes italianos, por que não poderia fazer o mesmo com brasileiros?

Para time em que Adriano joga, eu não torço. Seria um sem-time enquanto ele estivesse no Corinthians. Jogadores de futebol não precisam ser um Kant da ética, mas não podem deseducar as crianças, que os têm como ídolos. Acho este rapaz impróprio para o consumo infanto-juvenil.

Por Reinaldo Azevedo

 

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