“Seja um jovem indignado, um playboy engajado, um artista militante”

Já escrevi aqui sobre a candidatura de Marcelo Freixo à Prefeitura do Rio, o queridinho da vez dos “socialistas” descolados do Rio. Posso não gostar, e não gosto, do casamento do PMDB com o PT, mas Freixo? PSOL? Com seu estoque de sandices? Millôr brincava com o paradoxo do mendigo que tinha medo do comunismo. […]

Já escrevi aqui sobre a candidatura de Marcelo Freixo à Prefeitura do Rio, o queridinho da vez dos “socialistas” descolados do Rio. Posso não gostar, e não gosto, do casamento do PMDB com o PT, mas Freixo? PSOL? Com seu estoque de sandices? Millôr brincava com o paradoxo do mendigo que tinha medo do comunismo. Vá lá. O andrajoso poderia argumentar que tinha de seu ao menos o direito de ir e vir. Já o rico que não teme o comunismo é, acima de tudo, um cínico.

“Justo você faz essas considerações? Justo você, que vive combatendo o que chama ‘petralhas’?”. O petralhismo é um estado de espírito e uma condição intelectual que se alimenta dessas fantasias.

Enviam-me um texto assinado pelo carioca Felipe Moura Brasil, publicado no Facebook. Eu o reproduzo aqui porque me parece na mosca!

A praia de Freixo
[uma introdução a outras leituras…]

Se você não faz a menor ideia do que é o socialismo, faça como os feicebuquianos: escolha um candidato socialista.

Você será bem-vindo no grupo dos descolados, recebido com tapinhas (em todos os sentidos) no Posto 9 de Ipanema, e ainda poderá assistir ao marinista Caetano Veloso e ao petista Chico Buarque juntos — o que é o mesmo que… o mesmo.

Se você não sabe qual partido levou São Paulo ao caos com a greve do metrô, se não conhece seu desapego às instituições nem seus ídolos, muito menos a ficha de seu fundador Achille Lollo na Itália; ou se acha que um candidato está livre de seguir o partido, aproveite.

Este é aquele grande momento em que você pode se sentir mais engajado, mais “cidadão”, mais Wagner Moura!, mais aliviado do sentimento de culpa de ser rico num país de pobres — que precisam de um apoio inteligente e embasado como o seu.

É hora de você mostrar que tem a cultura vasta de 1 (hum) filme (!), que você compreendeu sua mensagem política subliminar e sabe quem é aquele personagem heroico na vida real, como sabia onde estava o Geninho no desenho da She-Ra.

Você aprendeu que de nada vale ser incorruptível se o “sistema” não funciona, então eis a sua chance de mudar o “sistema” e transferir de vez ao Estado as suas obrigações morais, em nome da sua própria liberdade.

Vote em um candidato que se recusa a fazer “alianças espúrias”, limitando-se a receber apenas o apoio do Partido Comunista (!) Brasileiro e de gente de alto calibre como Leonardo Boff e Frei Betto, cujos méritos Fidel Castro não hesitaria em exaltar.

Seja um jovem indignado, um playboy engajado, um artista militante, e ajude este “novo” herói socialista de Ipanema e Leblon a disseminar a “esperança” e fazer a sua “Primavera Árabe”, como ele disse, na campanha eleitoral do Rio de Janeiro.

Se você não sabe o que é, nem em que resultou até agora a Primavera Árabe, este é mesmo o seu candidato.

O candidato da moda.

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