SE ZELAYA NÃO É ASILADO, CONDIÇÃO EM QUE DEVERIA FICAR DE BOCA FECHADA, ENTÃO É O QUÊ?

O que é Manuel Zelaya para o governo brasileiro? Em que situação ele está na embaixada do Brasil em Honduras? Celso Amorim, esperto e serelepe, já saiu declarando que ele não é um “asilado”. E por que se apressou em dizê-lo? Porque, como asilado, estaria impedido de usar a embaixada como base de uma convocação […]

O que é Manuel Zelaya para o governo brasileiro? Em que situação ele está na embaixada do Brasil em Honduras? Celso Amorim, esperto e serelepe, já saiu declarando que ele não é um “asilado”. E por que se apressou em dizê-lo?

Porque, como asilado, estaria impedido de usar a embaixada como base de uma convocação para a sua guerrinha civil. Afinal, fala em “vitória ou morte” – a vitória para ele, e a morte para os outros… Bem, se ele não está asilado, então a embaixada brasileira em Tegucigalpa se converteu numa base de operação de um dos lados do conflito, o que também é vetado explicitamente por uma penca de acordos internacionais e dá a Honduras o direito de reagir.  Essa indefinição explicita a tramóia em que se meteu o Brasil quando decidiu interferir de forma tão escandalosa nos assuntos internos de um outro país.

É claro que, ai, ai, com um outro Senado, a situação seria diferente. Ontem, Eduardo Ai-que-preguiça Azeredo (PSDB-MG), presidente da Comissão de Relações Exteriores, liderou o coro dos que protestavam contra o “cerco à embaixada brasileira”. Com os diabos! Cerco a uma embaixada é coisa muito diferente. Baderneiros faziam arruaça por ali, insuflados por Zelaya. Por que Celso Amorim não nos mostra a legislação que permite essa pantomima?

Não mostra porque não existe. Ao contrário. Já demonstrei aqui que a atuação do Brasil viola vários dispositivos da Carta da OEA, da sua própria Constituição e da Constituição hondurenha. Ora, Roberto Micheletti está certo em sua obviedade: ou Brasília considera Zelaya um asilado e fica com o homem ou o entrega ao Poder Judiciário.

O que não pode é Zelaya ficar como “abrigado” na embaixada brasileira, mas insuflando a insurreição.

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