PT NA TV – EVOCAÇÃO DO NOME DE SERRA PROVA ILEGALIDADE

Horário político não é horário eleitoral gratuito. Pronunciamento oficial também não. Lula já havia violado a lei no dia 29 de abril quando, sob o pretexto de saudar o 1º de Maio, fez as comparações que bem quis entre o seu governo e o anterior, chegando ao requinte de mentir que o salário mínimo, sob […]

Horário político não é horário eleitoral gratuito. Pronunciamento oficial também não. Lula já havia violado a lei no dia 29 de abril quando, sob o pretexto de saudar o 1º de Maio, fez as comparações que bem quis entre o seu governo e o anterior, chegando ao requinte de mentir que o salário mínimo, sob sua gestão, teve aumento real de mais de 70%. No programa de hoje, o presidente funcionou como uma espécie de âncora, apresentando Dilma Rousseff aos telespectadores e exaltando as suas qualidades de administradora, com destaque para a sua suposta luta em favor da democracia. Falso. Quando pertenceu a grupos terroristas, Dilma lutou por uma ditadura comunista.

Até aí, vá lá, embora seja preciso registrar que um programa centrado numa só figura, declaradamente pré-candidata à Presidência e apresentada pelo próprio presidente como uma “mulher que vai ter papel muito importante no Brasil”, já caracterize uma violação da lei. O pior estava por vir. Fizeram-se comparações entre as realizações dos governos “FHC-Serra” e “Lula-Dilma”.

Ora, nunca existiu o “governo FHC-Serra”, assim como não existe o “governo Lula-Dilma”. Se o programa do PT exalta as obras, reais e supostas, da “ministra Dilma”, o único termo de comparação possível seriam as obras do “ministro Serra” ou do “governador Serra”. Mas o que estou dizendo, não é? Isso corresponderia a supor que os petistas têm compromisso com os fatos. São quem são. O programa demonstrou que não têm compromisso com as leis também. Lula queria opor seu governo ao de FHC, a sua obsessão permanente? Que o fizesse. Mas por que evocar o nome do pré-candidato tucano senão para cair no jogo rasteiro, eleitoral? É exercício de lógica elementar: se FHC é seu “outro”, Serra é o “outro” de Dilma; logo, fez-se um programa eleitoral, não político.

Há mais a ser dito.

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