Para Dilma, ditadura que matou 424 pessoas era composta por bandidos, já a que matou 100 mil é um celeiro de heróis. Seu passado explica tudo!

Mas por que, afinal de contas, Dilma não faz uma cobrança explícita a Cuba, pedindo respeito aos direitos humanos, como fez Jimmy Carter no Brasil em 1978? Carter era, e é, um bobalhão em política externa (não vou debater isso agora), mas vem de uma tradição democrática. Dilma, ao contrário, vem de um tradição autoritária, […]

Mas por que, afinal de contas, Dilma não faz uma cobrança explícita a Cuba, pedindo respeito aos direitos humanos, como fez Jimmy Carter no Brasil em 1978? Carter era, e é, um bobalhão em política externa (não vou debater isso agora), mas vem de uma tradição democrática. Dilma, ao contrário, vem de um tradição autoritária, antidemocrática.

Sim, vocês já leram essas informações aqui, mas cumpre relembrá-las porque, infelizmente, o momento pede. Dilma queria uma ditadura comunista de modelo soviético no Brasil. Era essa a utopia do Colina (Comando de Libertação Nacional), que depois se fundiu à VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) parar formar a VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares). Estamos falando de grupos terroristas que estavam entre os mais virulentos do país, com várias mortes e atentados nas costas. Não viam mal, inclusive, em matar gente sem qualquer ligação com a luta política. Afinal, eles queriam a “libertação nacional”, né?

Que importância tem isso? A importância que tem a verdade:
– não, não queria democracia; queria ditadura comunista;
– não, não lutava “pela liberdade; lutava para implantar o socialismo;
– não, não foi presa por crime de opinião; foi presa porque pertencia a um grupo que praticou uma série de atentados, com várias mortes.

O fato de que se opunha a uma ditadura não quer dizer que fizesse as melhores escolhas. Nem tudo o que não era a ditadura militar prestava. Nem todos os métodos empregados para derrubá-la eram bons. Até porque a opção de muitas correntes da extrema esquerda pela luta armada antecede o golpe militar de 1964 e, evidentemente, o recrudescimento do regime, em 1968. Inventou-se a falácia, desmentida pelos fatos, de que não teria havido guerrilha e terrorismo sem a decretação do AI-5. Falso! Falsidade que deve virar história oficial na pena da turma da “Comissão da Verdade”, que terá, então, a nobre missão de consolidar a mentira.

Dilma já deixou claro em mais de um discurso, até com a voz embargada, que não se arrepende de seu passado. Isso significa que, naquelas condições, acredita que os grupos terroristas a que pertenceu fizeram a coisa certa. Fizeram? Isso inclui, por exemplo, a morte de pessoas quem nem tinham vínculo com a luta política.

Para gente como Dilma Rousseff e Maria do Rosário, um regime que mata 424 pessoas é composto de bandidos, mas um que mata 100 mil é um celeiro de heróis.

É preciso entender: Cuba é a manifestação presente dos sonhos passados de Dilma. Ela queria no Brasil um regime como aquele — para nós, é claro! Para ela, certamente haveria as mesmas regalias de que gozam os irmãos Castro.

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  1. Comentado por:

    Kohama

    ReinaldoXXXXXXX na cascuda petralha!

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  2. Comentado por:

    Renato

    Hoje voce está inspirado.Perfeito. Sem retoques.

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  3. Comentado por:

    Ivan o terrivel

    PARABENS… LI E CONCORDO POIS TAMBÉM FIZ PARTE DOS ESTUDANTES CONTRA A TAL DITADURA MILITAR… MAS COM CERTEZA HOJE VEMOS QUE ERAMOS FELIZES E NÃO SABIAMOS…
    POIS MORREM GENTE NA FILA DO SUS… NAS FAVELAS POR FOME E INANIÇÃO E DIZEM COM ESSA TAL BOLSA FAMILIA QUE NEM CHEGA AOS POBRES…
    TAI TODOS ELES QUE ERAM CRIMINOSOS TOMANDO CONTA DO GOVERNO ATUAL… ABSURDO E AINDA FAZEM LEIS QUE MANTEM CADA UM DELES NO PODER PARA SEMPRE…
    QUE TAL O POVO DE VERDADE DIZER O QUE SENTE… FRENTE A FRENTE …

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  4. Comentado por:

    Clayton

    Eu havia pensado nisso há algum tempo mas não tinha como saber quantas vítimas a ditadura tinha feito, em se falando de presos políticos. Realmente a nossa ditadura foi branda, eu sempre achei. Até aqui no Chile e na Argentina foram muitas vezes piores que a nossa, sem dúvida. A matança continua hoje aqui, a nossa violência é de cunho sócio-econômica e bastante racismo também sem dúvida.

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  5. Comentado por:

    Amilton Pio Vilanova

    Abolumante bem informado e sincero. Parabéns Sr Reinaldo.

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  6. Comentado por:

    odinei

    Parabéns pelas palavras é a ralidade política do nosso País, onde os bandidos querem virar mocinho a qualquer preço.

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  7. Comentado por:

    Alexandre Schupp da Silva

    Excelente texto!Se existe um mérito da esquerda foi fazer o povo acreditar que aquela revolução foi para implantar uma democracia e não um regime autoritário.Outra é que não havia nenhum apoio popular à intervenção militar naquela época.O governo militar foi um “remédio amargo” mas, como devia, acabou, já se a “esquerda revolucionária” tivesse sido vitoriosa naqueles tempos estaríamos em uma Cuba até hoje.

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