Para bandido, polícia! É uma regra da democracia! Ou: Revelo o meu delírio autoritário…

Estas duas fotos de Werther Santana, da Agência Estado, deram o que falar ontem no blog. Na primeira, vê-se um pobre oprimido socialista, da turma que quer entregar o poder aos “trabaliadores”, como escreveram numa faixa, com o seu blusão da GAP e os óculos Ray-Ban. Na outra, os encapuzados, à moda das Farc — […]

Estas duas fotos de Werther Santana, da Agência Estado, deram o que falar ontem no blog.

invasor-da-usp-gap1

usp-mais-invasores1Na primeira, vê-se um pobre oprimido socialista, da turma que quer entregar o poder aos “trabaliadores”, como escreveram numa faixa, com o seu blusão da GAP e os óculos Ray-Ban. Na outra, os encapuzados, à moda das Farc — faz todo sentido… — se reúnem em frente ao portão depredado da Reitoria invadida. São os revolucionários do sucrilho e do toddynho usando o dinheiros dos pápis para comprar roupas, mochilas e tênis de grife e depredando bens da universidade, sustentada com os impostos pagos pelas empregadas domésticas de suas respectivas casas, cujos filhos jamais pisarão na USP. Eis, aí, a verdadeira luta de classes brasileira hoje em dia: OS VAGABUNDOS DE ESQUERDA ESPOLIAM A DIREITA QUE TRABALHA. “Direita”? É, como eles gostam de dizer, o “povo” é mesmo reacionário…

Um analfabeto de sobrenome “Bonatelli” — se encher meu saco, publico o nome inteiro, o que certamente deixará seu pai envergonhado — me envia um comentário perguntando, na sua linguagem, “qual a porra do problema” das roupas do rapaz. Para ele, trata-se de um argumento típico “de uma adolescente que começou a estudar geopolitca(com “t” mudo!!!). E avança: “Quem foi que disse, que sendo um jovem de família rica ele não posse (!!!) se revoltar contra o sistema capitalista ao invez de ficar cego a suas mazelas?” Quando ele escreve “invez”, ou está querendo escrever “ao invés” ou “em vez de”. Deve ser aluno da professora Fani, aquela que, segundo o excelente comentário do leitor Guilherme, se expressa em “dilmês castiço”.

Um uspiano que escreve “invez”, “posse” (em vez de “possa”) e “geopolitca” nos condena à ditadura dos australopitecos — aqueles, sabem?, que se aquecerão com as páginas de Marx (ver posts abaixo). O Zé Banana, que certamente ignora o sentido da palavra “geopolítica”,  quer saber qual é o problema. Eu explico.

Um dia, “o revolucionário GAP” se cansa dessa brincadeira — porque tudo tem limite — e vai cuidar do patrimônio da família, procurando, se possível, aumentá-lo. É o que aconteceu com dezenas de “revolucionários” que conheci na USP. Já o povo, que sustenta essa farra, seu bobalhão, não terá compensação nenhuma. Ao contrário: continuará a pagar por um serviço que não utiliza. Pior: recursos que poderiam ser investidos em pesquisas — no limite, elas são um bem para todos os brasileiros — têm de ser redirecionados para consertar os estragos feitos por vagabundos, que não respeitam nem mesmo as assembléias já tão pouco representativas do DCE,  órgão de representação dos estudantes.

Entendeu o problema ou você precisa que eu desenhe? Se essa gente quer fazer revolução, que tenha a coragem de correr riscos, ora! Revolução no campus? Não querem nem mesmo enfrentar “a repressão”. Eles querem que o governador Alckmin mantenha o campus como território livre do socialismo da maconha… E tudo financiado, reitero, por suas empregadas domésticas.

Há saída?
Há! Pedido de reintegração de posse e polícia. A coisa é simples. Com autorização judicial, cerca-se o prédio, jogam-se umas bombinhas de gás lacrimogêneo (caso eles não queiram sair numa boa, claro!), os subcomandantes Marcos do Rio Pinheiros se escafedem com o rabo entre as pernas, a PM retira o pano que lhes cobre o rosto, mete todo mundo num camburão e manda pra delegacia. Deve haver alguma maneira de verificar o Número USP de cada um para que possam ser responsabilizados civil e criminalmente pelos danos causados ao patrimônio e à vida universitária.

Em seguida, é preciso entrar nos prédios invadidos, filmar tudo, cada detalhe, e expor à opinião pública, informando o custo dos reparos. A esmagadora maioria dos estudantes da USP é contra a bandidagem. As únicas forças reacionárias que a direção da universidade  e o governo têm de enfrentar são os simpatizantes da violência que estão nas redações. Aí é guerra de opinião pública mesmo! A população de São Paulo nunca viu em detalhes o que essa gente é capaz de fazer com o patrimônio de todos os paulistas.

Meu método, nessas coisas, é bem simples: bandido precisa de polícia. Chamo de bandido todo aquele que, deliberadamente, subtrai de terceiros um direito, recorrendo à força. Se a polícia fizer como estou sugerindo, estará garantindo o direito de 79.800 estudantes, contra a violência de 200 baderneiros. Ou seja: é a democracia de farda.

FASCISTA É QUEM NÃO TEM CORAGEM DE MOSTRAR A CARA PARA A DEMOCRACIA.

Tribunal de exceção
Não que eu não sonhe, cá com os meus botões, com uma coisinha, assim, mais violenta, mais arbitrária. Eu conto o meu delírio: cada invasor seria obrigado a ler aquele texto da professora Fani e escrever uma redação dizendo que diabos, afinal de contas, a mulher quis dizer. Alternativa: verter aquele troço para o português!

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s