O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL CONTRA O BRASIL!

Três peças publicitárias do Ministério Público Federal, com o apoio do Idec — Instituto de Defesa do Consumidor —, demonizam a carne produzida no Brasil e criam uma sombra de suspeição sobre toda a produção do país. Uma delas é esta que segue. O vídeo traz o link das outras duas. httpv://www.youtube.com/watch?v=a-pHIuoZhCM&NR=1 Uma filme bem-produzido, […]

Três peças publicitárias do Ministério Público Federal, com o apoio do Idec — Instituto de Defesa do Consumidor —, demonizam a carne produzida no Brasil e criam uma sombra de suspeição sobre toda a produção do país. Uma delas é esta que segue. O vídeo traz o link das outras duas.

httpv://www.youtube.com/watch?v=a-pHIuoZhCM&NR=1

Uma filme bem-produzido, como vocês viram. Um ingênuo diria: “Ah, Reinaldo, mas eles estão criticando apenas a carne que vem das fazendas ilegais!”

Uma ova!

Em primeiro lugar, a questão sobre as áreas legais ou ilegais está sob intenso debate, e o tema não é infenso à militância e à politicagem. Em segundo lugar, é evidente que esse tipo de propaganda, no momento em que o Brasil ocupa o topo na exportação do produto, ganha o mundo e lança uma sombra de suspeição sobre toda a nossa produção, que passa, então, a ser associada a “trabalho escravo”, “dinheiro suspeito”, “sonegação fiscal”, “lavagem de dinheiro”, “violência”, “queimadas” e “desmatamento”. Em terceiro lugar, o proselitismo não está entre as tarefas do Ministério Público.

A propósito: não há indústria funcionando ilegalmente no Brasil? Não há comércio irregular? As empresas de serviço todas seguem a legislação? Será por isso que pouco mais da metade apenas da mão-de-obra brasileira está na formalidade? O Ministério Público faria propaganda idêntica sobre esses setores? Não faria! E seria mesmo descabida, até porque cabe a máxima: que cada setor cumpra o seu papel para coibir ilegalidades. E esse não é o papel do MP.

O Ministério Público sabe que o consumidor não tem, a não ser em situações excepcionais, como ser o fiscal da origem da carne. A campanha ajuda a difamar o produtor brasileiro e não tem efeito prático nenhum.

Sob o pretexto de defender o consumo responsável ou sustentável, a campanha apela à demagogia descarada para investir contra o setor  mais virtuoso da economia brasileira. Os produtores de carne — na verdade, os produtores rurais — deveriam mudar de ramo: e começar a investir na engorda e reprodução de ongueiros.

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