O GOLPISTA ENTREGA O SERVIÇO EM ENTREVISTA À TV DE CHÁVEZ

httpv://www.youtube.com/watch?v=ncYJyP_242U&NR=1 O vídeo acima é do dia 26, dois dias antes da deposição de Manuel Zelaya, que governava Honduras. Chega a ser assustador de tão claro. Acompanhado de “organizações sociais” e de um militar visivelmente constrangido — parece ser “o comandante da Força Aérea”, conforme se ouve —, ele vai “resgatar” urnas eleitorais que estavam […]

httpv://www.youtube.com/watch?v=ncYJyP_242U&NR=1

O vídeo acima é do dia 26, dois dias antes da deposição de Manuel Zelaya, que governava Honduras. Chega a ser assustador de tão claro. Acompanhado de “organizações sociais” e de um militar visivelmente constrangido — parece ser “o comandante da Força Aérea”, conforme se ouve —, ele vai “resgatar” urnas eleitorais que estavam em um quartel. Por que estavam com os militares? Porque ele havia dado ordens para que fossem eles a realizar o tal referendo, que havia sido declarado ilegal pela Justiça, pela Promotoria e pelo Congresso. Neste vídeo, Zelaya tenta, de modo escancarado, jogar os militares contra a Justiça. E, ao mesmo tempo, cobra destes lealdade absoluta. Vocês lerão, verão e ouvirão. Adiante.

Como os soldados se negassem, então, a fazer o que a Justiça dizia ser mesmo proibido, o demagogo foi pessoalmente “recuperar” as urnas, afirmando que buscaria “um modo” de fazer o referendo. Este vídeo é uma entrevista do palhação à Televisíon VTV, a emissora de Hugo Chávez. O Beiçola de Caracas chega agora ao requinte de documentar seus golpes de Estado em outros países. Vamos a alguns trechos:

LUTA DE CLASSES VAGABUNDA
0min34s – “Sinto que as Forças Armadas estão sendo muito pressionadas (…) pela imprensa, pelos meios de comunicação, por um temor infundado dos ricos de Honduras.”
Reparem como eles falam a mesma linguagem em todo o continente e como os culpados são sempre os mesmos — na Venezuela, no Equador, na Bolívia, na Nicarágua, em Honduras ou no… Brasil. E a imprensa é sempre um deles.

ACABOU A FESTA, BURGUESADA!
Omin54s –
“O Estado burguês e o Congresso Nacional querem governar Honduras, e acabou essa festa. Agora vamos a um processo de Assembléia Nacional Constituinte para o próximo ano. E vai haver deputados operários, camponeses… Também vai haver representantes dos ricos, eles que não se preocupem”.
O Congresso de Honduras, como o de qualquer sociedade democrática, já traz representantes de vários setores da sociedade. Mas Zelaya claramente se oferece para ser uma espécie de porta-voz dos “grupos sociais”, que seriam opostos aos “grupos de poder”. É rigorosamente o que Chávez, Morales e Correa fizeram em seus respectivos países. E observem a linguagem. O presidente que estava nas ruas afrontado uma ordem da Justiça, ao lado de um militar, também desautoriza o Congresso. Eis o governante que Obama e Lula querem que volte ao poder.

OS MILITARES
2min10s – “Os militares superaram os complexos do passado (…), a Guerra Fria, a política de Segurança Nacional (…) As Forças Armadas são hoje um organismo profissional (…) É claro que insistem, provocam (os militares), para criar um estado militar.“
Zelaya está preparando o terreno para defender a tese exótica de que, como os militares são profissionais e não devem fazer política (e isso está certo), então devem acatar qualquer ordem que lhes seja dada — e isso, evidentemente, está errado. Vocês vão ver a sutileza de seu, por assim dizer, pensamento… Um soldado não é obrigado a cumprir uma ordem superior se ela estiver em desacordo com a Constituição, as leis e o código de conduta de sua Força (código este que não pode afrontar aqueles outros textos). Mas vejam que forma a obediência devida tomou na mente perturbada do Zé Trindade de Honduras…

ESTIMULANDO O CONFRONTO ENTRE MILITARES E AUTORIDADES CIVIS
3min40s –
“Se eu cometei um delito como comandante-geral das Forças Armadas, [os adversários] devem agir contra mim, correto? Porque eu sou comandante-geral das Forças Armadas, e [os militares] devem disciplina a seu comandante-geral, senão eles são um outro poder do estado. [os adversários] Deverão proceder contra mim, deverão me prender, deverão me expulsar do país, como costumam, ou mandar me matar”
É de lascar! Ele se refere ao fato de a Justiça ter proibido os militares de participar do referendo. E estes, dada a proibição, fizeram o óbvio: seguiram a lei. Vejam como Zelaya está tentando pescar em águas turvas. Ao chamar para si a punição, tanta se colocar como o herói da tropa. Ao mesmo tempo, diz aos militares: “Sou o comandante; você têm de fazer o que eu mando, ou se trata de poder paralelo”. Vale dizer: usava os militares para chantagear os civis e os civis para provocar os militares. Um velhaco!

O GOLPE
7min05s –
“Há um golpe de estado em ação por parte do Congresso e especificamente da Corte de Justiça (…) A Corte anulou o processo de consulta popular (…) É por isso que urge aqui uma Constituinte, e por isso que urge um processo de consulta, para que ninguém usurpe o direito do povo”.
Bem, ele não poderia ser mais claro. Juntem com a fala anterior. Ele não reconhece a autoridade da Justiça, não reconhece a autoridade do Congresso e acredita que, como comandante-geral das Forças Armadas, os soldados lhe devem obediência. Acho que isso caracteriza um golpe de estado, não?

“REVOLUÇÃO EM CURSO”
7min40s –
“Há um revolução que foi desautorizada pela Corte de Justiça, de forma desleal, de forma arbitrária”.
Revolução? Sim, a revolução que joga no lixo Congresso e Justiça e põe as Forças Armadas a serviço de milícias de apoio a um ditador ou candidato a tanto, a exemplo do que ocorre na Venezuela, na Bolívia, no Equador, na Nicarágua… Obama e Lula lutam para pôr Honduras nesse grupo. E Honduras, como se vê abaixo, só quer democracia.

Divulguem este post, leitores. “De que adianta, Reinaldo? Vai mudar a coisa?” Não interessa. Divulguemos a verdade. Sempre! É um primado ético e moral.

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