O bom jornalismo é o antídoto contra envenenamento da democracia

Gerou-se no país a sensação de que ninguém escapará da delação do fim do mundo; essa atmosfera só favorece os verdadeiros arquitetos do esquema de corrupção

Dei destaque ao editorial do Estadão de domingo. Agora, dou destaque ao desta segunda. Sim, eu concordo com ele a cada linha. Até porque seu conteúdo sintetiza uma série de posts que publiquei aqui. No seu momento mais eloquente, diz: “O jornalismo de qualidade – feito de independência, sensatez e inteligência, capaz de separar o joio do trigo – é o único antídoto realmente eficaz contra o envenenamento da democracia”. Em temos de chicaneiros e bucaneiros disfarçados de jornalistas, eis um alento.

Leiam a íntegra.
*
O vazamento a conta-gotas do conteúdo das delações de executivos da Odebrecht, acerca de pagamentos feitos a mais de uma centena de políticos de vários partidos, só se presta a acelerar a desmoralização do Congresso. É preciso uma boa dose de ingenuidade para não ver aí uma ação deliberada, com vista a emparedar o mundo político, intimidando aqueles que porventura questionem promotores e magistrados, seja por seus salários e benefícios, seja por sua atitude messiânica.

A imprensa, é claro, tem o dever de publicar o que apura, ainda mais quando se trata de tema tão explosivo. Mas a ânsia de levar bombásticas informações ao público não deve se sobrepor à obrigação ética que tem o jornalista de cuidar para que essas mesmas informações sejam devidamente depuradas. Toda e qualquer informação deve ser bem apurada. Mas o material que está vindo à tona nos últimos tempos é relevante demais – pelos efeitos que produz nas vidas das pessoas e da Nação – para que mereça não mais que os cuidados de praxe.

Está claro, a esta altura, que as delações dos executivos da Odebrecht não diferenciam os políticos que receberam doações eleitorais legais daqueles que receberam propina para favorecer a empreiteira. Tudo ganha contornos ainda mais confusos quando as delações atribuem a quase todos os políticos agraciados apelidos jocosos, que induzem a imaginá-los todos como bandidos, desses que carregam alcunhas reveladoras de seus traços criminosos.

O fato de políticos eleitos pelo voto popular serem tratados como “Feia”, “Boca Mole”, “Kimono”, “Missa” e “Velhinho”, entre outros cognomes que fazem a delícia do noticiário político de baixa extração, dá a exata dimensão do tratamento desrespeitoso que os agentes ativos da corrupção dispensavam ao Congresso que pretendiam comprar. Demonstra também uma indisfarçável estratégia de desqualificação generalizada dos parlamentares, como se as empreiteiras fossem vítimas e não agentes atuantes de um sistema apodrecido, composto somente por ladravazes gerados por “condições culturais” que levavam ao erro de ter se envolvido em práticas de corrupção.

Um olhar mais demorado sobre o que veio à luz até aqui nas primeiras delações deixa claro que muitos políticos ali citados solicitaram e receberam recursos para campanhas eleitorais quando isso era perfeitamente legal. Há casos em que o executivo delator declara que alguns parlamentares, mesmo tendo recebido dinheiro, não fizeram o que o doador esperava – portanto, não podem ser acusados de corrupção.

Mesmo assim, gerou-se no País a sensação de que ninguém escapará da “delação do fim do mundo”, como se caracterizou a colaboração premiada dos 77 executivos da Odebrecht. Nem é preciso dizer que, além dos promotores que vão além de seus elogiáveis deveres e se apresentam como messiânicos salvadores da pátria, essa atmosfera de apocalipse, sob a qual se misturam culpados e inocentes, só favorece os verdadeiros arquitetos desse monumental esquema de corrupção do qual a Odebrecht era um dos pilares, isto é, os petistas ora escorraçados do poder.

Considerando-se que ainda há mais de sete dezenas de depoimentos a serem vazados – ou alguém duvida de que esse será o seu primeiro destino? –, obviamente para manter intactas as condições de temperatura e pressão da crise e, com isso, continuar desgastando o governo e o Congresso, cabe ressaltar a responsabilidade da imprensa nesse cenário.

O trabalho jornalístico em geral, mas especialmente em momentos críticos como este, deve ser pautado pelo mais absoluto respeito aos fatos, aos quais só se chega após exaustiva apuração, sem açodamento. A imprensa não pode se prestar a ser mero veículo de interesses de terceiros, pois sua função primordial é fornecer à sociedade as informações necessárias para que esta se proteja de quem pretende se aproveitar de suas fragilidades. O jornalismo de qualidade – feito de independência, sensatez e inteligência, capaz de separar o joio do trigo – é o único antídoto realmente eficaz contra o envenenamento da democracia. Ainda mais quando o veneno vem sob a forma de poção regeneradora da moral social.

 

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  1. Há muito tempo não leio um editorial que sintetizasse o que tenho sentido em relação ao jornalismo atual como esse do Estadão. Por isso abri meu dicionário na palavra LIMPO, que quer dizer nítido, puro, que não tem impurezas ou manchas: fato limpo. ISENTO. Aperfeiçoado; bem feito……É o que espero para o bem do Brasil.

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  2. Luis Eduardo R Caracik

    Concordo em gênero número e grau. Aliás poucos percebem que esta delação dos Odebrecht (pai e filho) e seus executivos asseclas, que foi engenheirada por um longo período (talvez para conseguir concatenar todas as versões), me parece destinada mais a salvar a pele dos Odebrecht (ou minimizar o tempo de reclusão de ambos), que ao fim e ao cabo demonstram ser os maiores criminosos desta história toda. Se julgavam capazes de subjugar não só os políticos, mas o Brasil inteiro. Continuam com o poder de pagar advogados caríssimos, e de manipular interesses como os de partidos de esquerda da laia do PSOL e Rede, para que estes enfraqueçam o governo atual. Espero ver muitos políticos na cadeia, mas os Odebrecht merecem ficar lá por anos muito longos, mais longos mesmo do que de os de qualquer político que venha a ganhar uma estadia grátis nos aprazíveis presídios do Brasil.

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  3. Faz parte da estratégia da esquerda jogar lama em todos para provocar o caos, pois é no caos que ela ganha discurso legitimador de falsa indignação esquerdopata, cujos fins são apenas o seu mesquinho projeto de poder…

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  4. eber alves da rocha

    No cerne do problema. O adjetivo evitado, para evitar celeuma com os nobres colegas da imprensa, entretanto, talvez o correto: PANFLETAGEM, esse e o nome do trabalho de 99% da imprensa. Parabéns Reinaldo e parabéns Estadão.

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  5. Esse é um dos seus melhores textos, caro Reinaldo.
    O jornalismo é o grande responsável pela transparência dos fatos, ou seja, pela liberdade de consciência da nação e, em última análise, um dos requisitos da democracia.
    Pena que poucos jornalistas são honestos como você.
    A banalização da violência só faz crescer as atrocidades. É o mesmo raciocínio válido para o suicídio.
    Entretanto, os jornais não cansam de mostrar cenas grotescas, que não deveriam ser mostradas.

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  6. Roberto Negromonte Santos Negromonte

    O judiciário fede! com os supersalários indecentes, a manipulação degenerativa das delações,a intromissão política como se eleitos fossem e a baixíssima qualidade técnica/profissional do STF.

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  7. eber alves da rocha

    O Ministro Teori deveria deixar claro, ser taxativo: vazado não será homologado, se homologado e vazado, perderá o efeito.

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  8. A responsabilidade da imprensa, nesses tempos de internet “popular” e redes sociais, está intimamente ligada ao tipo de aderência de seus editores principais à manifestações populares. Uma importante emissora de TV mostrou que as invasões escolares em SP foram ótimas para a cidadania. Mostraram que alunos de um colégio descobriram livros de filosofia que não foram utilizados no ano anterior. Esqueceram de mostrar as depredações ocorridas na mesma escola em computadores, mesas, portas etc. Tentam dizer que as depredações e roubos normalmente são feitas por gente que não participava das invasões(rs). Como também depredações em “manifestações pacíficas” são feitas por infiltrados, nunca pela CUT ou MTST. Esse é apenas um exemplo, de inúmeros que eu poderia relatar utilizando mais de 500 linhas de texto. A imprensa norte americana está louca para minimizar a vitória de Trump. Parte da imprensa aqui no Brasil aprendeu com os americanos a escrever textos com base mais na torcida do que nos fatos. Vejam a diferença de opiniões nas TVs entre Renan e Cunha. Os 2 são bandidos mas é nítida a torcida para demonizar mais o Cunha. Isso vai levar muito tempo para que a imprensa renove seus jornalistas filósofos e professores de história. Dom Evaristo faleceu e mais se falou em “ditadura” do que propriamente em seus feitos como ser humano. Não sei onde querem chegar, mas sei onde estamos chegando. E não está muito longe. Os venezuelanos que o digam.

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  9. Marcelo Alonso

    Engraçado, não há vazamentos sobre o PT, será que só os promotores petistas vazam?

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  10. Osvaldo Pires

    Eleitos pelo povo, mas corruptos tem que serem escrachados mesmo! Este Marcelo deve ter pisados nestes caras, quando o politico e descartável ele nem adente telefone. Nas reuniões quando um objetivo e conquistado são regadas de risadas e gozações encima deste políticos ladrões, que passa pelo bordão O POVO QUE SE DANE.

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  11. Alexsandro Vieira

    O Estadao coloca em destaque, exatamente aquilo que estamos debatendo, em meus comentários sempre tento
    Deixar claro, sou 100% Moro e Lava a jato, mas dentro do estado democratico de direito.
    O pais não pode virar um estado policialesco.Eles tem que tomar cuidado com seus ímpetos de justiça.
    Em posts mais antigos sempre falei de minha preocupação, para a lava a jato não virar uma
    Satiagaha ou uma Castelo de Areia.

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  12. Luiz Carlos Oliveira

    Um belo editorial, mas em tempos de insanidade, cobrar responsabilidade e agudeza de pensamento é como tentar tirar osso da boca de cachorro.

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  13. Graça Simioni

    Excelente! É um alento saber que um meio de comunicação tão importante defenda posições que nos fazem repensar a forma como recebemos, interpretamos e reagimos às notícias. Como leitores, assim como eleitores, temos o dever de procurar a verdade por trás dos fatos e não nos contentarmos com as aparências. Nem falo em aprender a ler as entrelinhas, isto seria um esforço demasiado para quem está acostumado a simplesmente repassar sem refletir.

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  14. Nelson Carvalho

    O vazamento de informações é jogada política.
    As informações estão sob a guarda de alguém. Impossível não saber quem é esse ‘quem’.
    Tudo é um teatro.

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  15. jj guimaraes

    No Brasil a imprensa é um partido político. Defende seus interesses e dos seus aliados, sejamos ingênuos!!!!

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  16. Sonia Martins

    Chama-me a atenção o fato de funcionários públicos estarem cometendo o crime de vazar – se fosse correto os autores estariam nominados – e os superiores hierárquicos fingirem que não têm nada com isso… São incompetentes ou sacanas?

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  17. Infelizmente uma parte considerável da nossa população não sabe separar alhos de bugalhos, razão pela qual as ainda instituições aparelhadas pelo Petismo utilizam-se dessas estratégias para salvar sua pele!

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  18. O DIALOGO DA DEUSA COM O JUIZ

    Antes de mais nada é preciso esclarecer que qualquer semelhança dos fatos aqui narrados é mera coincidência, a desaprovar qualquer julgamento.

    . “Pega ladrão!” Gritava a multidão.

    . Quem é o próximo? esbravejava o cidadão que olhava a viatura na TV.

    Alguns anos antes daquelas cenas, um menino, assustado com o assalto a sua mãe, decidira que seria juiz e prenderia os ladrões.

    Anos depois, já togado, ele dedicou tempo a estudar a operação italiana que prendeu os mafiosos. Seu livro e filme preferido era o Poderoso Chefão. Foi aos EUA e ficou maravilhado quando viu que os condenados em primeira instância quando recorrem da decisão, o fazem de dentro da prisão.

    Sabia que não poderia levar a cabo a sua missão sozinho. Criou-se então uma força tarefa se unido a delegados e promotores. Dizem que na primeira tentativa, cruzou algumas linhas da legalidade e a operação foi suspensa por ordem superior.

    Em casa teve um ataque de nervo, quando fez a pergunta que iria mudar a sua vida: “Como as Cortes Superiores da Justiça Italiana não calaram um juiz de primeira instância?”

    Assim, descobriu que para furar o cerco da justiça era preciso mostrar para a multidão o pescoço do corrupto e provocar os instintos de vingança do ser humano. Os vazamentos para a mídia das operações eram calculados minuciosamente.

    Logo, a tática começou dar seus frutos e a multidão ia ao delírio a cada prisão realizada. O país virara um grande Coliseu à medida que as cabeças rolavam. Nas redes sociais continuava o “reality show” em tempo integral.

    Já famoso, o abnegado juiz passou na frente da estátua grega Têmis, símbolo da justiça e teve vontade de arrancar suas vendas.

    . “Idiotas!” Exclamou o único líder que restou naquele país, referindo ao que julgava ter sido o maior erro da história da humanidade.

    . “Abram os olhos da justiça, sem a qual não terá justiça!” Já destemido, o juiz passou a defender publicamente a tática e não havia quem ousasse questionar seu trabalho.

    Sua vida começou a mudar no dia em que interrogava uma testemunha.

    .”Doutor, por causa desses bandidos perdi o meu emprego de zelador. O Doutor sabe o que é perder o emprego?” No final da audiência, já desconcertado, o juiz pede desculpas ao depoente pelo empego perdido.

    Naquela noite, o Juiz teria um sonho revelador. Ele estava dentro de um gigante coliseu e à medida que mostra em uma bandeja as cabeças dos corruptos, a multidão aplaudia freneticamente.

    O espetáculo já durava quase um dia quando o desempregado interrogado levantou-se da multidão e gritou: “Doutor, estou com fome!”

    Com a mão no estomago, a multidão passou a gritar em coro: “Doutor, mate a nossa fome!”

    . “Eu estou apenas fazendo justiça!” Gritou duas vezes o Juiz. Na terceira tentativa recebeu uma chuva de pedra.

    Desolado e sozinho no meio do Coliseu, o Juiz recebeu a visita de Têmis, que desceu dos céus com os seus olhos tampados.

    . “Filho, jamais olhe apenas o que você quer ver. Ao tirar minha vendas e mostrar para a multidão a justiça, você se afastou do que faz a justiça forte: O seu silêncio.”

    . “Mas sem o grito da multidão, eu jamais teria ido tão longe.” Retrucou o bom juiz, sangrando pelas pedradas.

    . A Deusa passou a mão em seu rosto e disse: “Ao fazer uma aliança com os gritos da população, você foi capaz de impor suas decisões. Ao se tornar um homem forte, você perdeu a espada da justiça, cuja força nasce do silêncio que traz a sensatez e a sabedoria.”

    . “Mas não é justo que tenham me depredado assim!.” Gritou o equilibrado juiz.

    . “As leis que trago no colo, não foram feitas para serem interpretadas. É sobre as letras frias dessas leis, que devemos analisar as provas que as partes trazem aos autos.”

    . “Mas somos soberanos para interpretar as leis e os fatos.” Disse o juiz.

    . “Não, você é humano e como tal sujeito a erros. A leis e os fatos não podem estar sujeitos às tentações das interpretações humanas.” Lembrou a Deusa.

    .”Mas o direito não é uma ciência exata”! Retrucou o juiz, com soberba.

    . Continuo a Deusa: “O direito não é a única ciência não exata, e isso não empodera as profissões a atuarem de acordo com suas percepções pessoais.”

    Por um minuto ouvia-se apenas os gemidos das pedradas. Foi quando a Deusa sussurrou nos ouvidos do juiz: “É do princípio da razoabilidade que nasce o senso de justiça a reconfortar ganhadores e perdedores, das decisões da pena da justiça.”

    . “Mas eu fui razoável, minhas decisões foram mantidas até pelas Cortes Superiores!.” Insistiu o Juiz.

    Nessa hora a Deusa pegou o Juiz no colo, beijou-o na testa e disse:

    . “Filho, você se esqueceu que para fazer Justiça, não se faz inocentes de reféns. As nossas decisões não podem prejudicar as pessoas que não são parte do conflito.”

    Ainda gritando de dor o Juiz exclamou: “Deusa, não tenho culpa se encontramos os cadáveres, vítima dos corruptos.”

    . “Sim, mas não se coloca fogo em toda uma vila para matar o ladrão. A Justiça tem os seus meios e não perdoa os justiceiros!”

    A esposa bate a porta vestida de mamãe-Noel. Ela carrega uma bandeja com um farto café da manhã, um celular e um jornal. O Juiz acorda assustado e ela tira uma foto.

    No canto direito da “selfie” a manchete do Jornal: Desemprego sob para 25%.
    No segundo título: Multidão faminta invade supermercado.

    Gil Lúcio Almeida, PhD

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  19. sergio ricardo oliveira

    Belíssimo texto Reinaldo, não podemos ser irresponsável com o Brasil,e, o que temos hoje é um país,com os órgãos públicos ainda totalmente aparelhados pelo petismo , inclusive no ministério público não convencido de que a mamata acabou . Colocar todos no mesmo saco não será honesto, até porque ,ano passado pedir doação a empresas era legal, negociar MPs não. Realmente temos que separar o joio do trigo..

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  20. NÃO HAVERÁ MAIS VAZAMENTOS:
    CASO SEJA VERDADEIRA A INFORMAÇÃO DE QUE A PGR ENTREGA AO JUDICIÁRIO HOJE(19-12-16) OS DEPOIMENTOS DOS EXECUTIVOS DA ODEBRECHT ,TER-SE-Á FECHADO ESSA “JANELA”.

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  21. Excelente editorial. O problema é, onde encontrar esse ‘jornalismo de qualidade’? O que se vê e se ouve é uma produção do material vazado que dá destaque justamente a essa orientação do MP de colocar todos no mesmo saco, de sangrar pessoas que tenham sido meramente citadas, de expor esses apelidos que, por si sós, já as expõem como integrantes do mundo do crime. Está nas mãos do leitor fazer o bom uso do material divulgado com intenções conhecidas. O problema é que 90% dos leitores ditos ‘independentes’ não têm a estrutura necessária (conhecimentos jurídicos) para separar o joio do trigo. Daí a importância de comentaristas. Daí a importância de editoriais como esse do Estadão. Daí a importância do Reinaldo Azevedo.

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  22. César Augusto

    Acho interessante que esses vazamentos acontecem constantemente e ninguém sabe com, por quem e ninguém é punido…

    Que zorra é essa?

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  23. Marcio Ruivo

    Realmente esta faltando nesse momento critico que atravessamos, o bom jornalismo e os bons jornalistas, Reinaldo é um bom exemplo de encaixe nas condições de bom e bom, más e o restante??, sinceramente quando vejo o que escrevem e produzem sem o menor entendimento de nada, mas simplesmente pelo puro prazer de apontar o dedo, tumultuar, desonrar e criar factoides em todos os sentidos, para provocar a opinião dos sem cultura e sem noção, que dominam as enquetes de pesquisas e produzem os mais absurdos resultados que temos visto e assistido, para que serve tudo isso?, qual o objetivo??, realmente um mínimo de bom senso poderia para se poupar os que neste momento, estão tentando tirar o Brasil do fundo do poço, mesmo que com aspas e olhar critico e de julgamento, más neste momento de travessia, qualquer mínima turbulência, vai realmente quebrar a linha fina que esta segurando as pontas, e se isso acontecer depois não adianta mais nada, o fim chegou e esses mesmos mal jornalistas que produzem o mal jornalismo, poderão enfim se gabar de serem os apóstolos do apocalipse.

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  24. Antonio Ferreira de Carvalho

    ” O jornalismo de qualidade – feito de independência, sensatez e inteligência, capaz de separar o joio do trigo – é o único antídoto realmente eficaz contra o envenenamento da democracia. ” Adiro a esse pensamento que deve se referenciado e aplicado por quem se diz jornalista. Uma coisa é certa: Os próprios políticos criaram um sistema eleitoral que demanda a corrupção. Se não houver dinheiro ninguém ganha eleição. Sabendo disso os empresários escrupulosos e inescrupulosos vêm agindo há muito tempo. Não adianta somente combater a corrupção, pois elas têm filhos e netos por muitas gerações. Ou se muda o sistema eleitoral a partir da Constituição ou vamos continuar …. O Rio de Janeiro “Fede” a corrupção. O Congresso Nacional exala o odor dessa praga, pois tem muitos doentes com essa praga que pode ser incurável. Temos que alijar os corruptos dos Três Poderes da República(O Judiciário não é Poder de Santos nem de deuses, aí há corruptos sob o manto da toga). A limpeza deve ser feita a partir dos homens, da lei e dos costumes, pois somos uma nação de corruptos.

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  25. Pensador Rogério

    O editorial, “sem querer querendo”, denuncia quem está por trás da bagunça. PROMOTORES ATUANDO POLITICAMENTE A FAVOR DO PT PARA ENFRQUECER O GOVERNO E A ODEBRECHT LIVRANDO A SUA CARA COLOCANDO A CULPA NOS POLÍTICOS. Ou seja, ALIANÇA PROMOTORES-PT-ODEBRECHT.

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  26. JOSÉ ANSELMO DE CARVALHO JUNIRO

    A imprensa deve publicar tudo, inclusive o conteúdo das delações. E ao final, seria importante divulgar o “vazador” (a fonte), que não deixa de ser um “delator” e tem a mesma moral dos demais.

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  27. Daniel De Freitas

    Enlamear a todos para que se igualem os petralhas deve ser uma estratégia sim. Mas todos sabemos que pelo menos o pmdb e o pp foram sócios da quadrilha petralha e roubaram tanto ou mais que o pt. Portanto merecem toda a lama que lhes cair em cima. E, infelizmente, nos outros partidos também há muitos corruptos inescrupulosos e responsáveis pela péssima condição em que nos encontramos. Todos têm que responder por seus atos. Os grandes corruptores também têm que sofrer punições exemplares. Se há alguém do MPF cometendo excessos que se apure. Por enquanto, a meu ver, com foco de um cidadão comum que sou o MPF só merece meus aplausos!

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