O AI-5 GAY JÁ COMEÇA A SATANIZAR PESSOAS; SE APROVADO, VAI PROVOCAR O CONTRÁRIO DO QUE PRETENDE: ACABARÁ ISOLANDO OS GAYS

O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, chanceler a Universidade Mackenzie — homem inteligente, capaz, disciplinado na sua fé e respeitador das leis do país; sim, eu o conheço — está sendo alvo de uma violenta campanha de difamação na Internet. Na próxima quarta, grupos gays anunciam um protesto nas imediações da universidade que ele dirige com […]

O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, chanceler a Universidade Mackenzie — homem inteligente, capaz, disciplinado na sua fé e respeitador das leis do país; sim, eu o conheço — está sendo alvo de uma violenta campanha de difamação na Internet. Na próxima quarta, grupos gays anunciam um protesto nas imediações da universidade que ele dirige com zelo exemplar. Por quê? Ele teve a “ousadia”, vejam só, de publicar, num cantinho que lhe cabe no site da instituição trecho de uma resolução da Igreja Presbiteriana do Brasil contra a descriminação do aborto e contra aprovação do PL 122/2006 — a tal lei que criminaliza a homofobia (aqui). O texto nem era seu, mas do reverendo Roberto Brasileiro, presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil. A íntegra do documento está aqui. Pode-se ler lá o que segue:
“Quanto à chamada Lei da Homofobia, que parte do princípio que toda manifestação contrária à homossexualidade é homofóbica (…), a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre a homossexualidade como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos”.

Respondam: o que há de errado ou discriminatório nesse texto? A PL 122 nem foi aprovada ainda, e as perseguições já começaram. Vamos tornar ainda mais séria essa conversa. Há gente que gosta das soluções simples e erradas para problemas difíceis. Eu estou aqui para mostrar que há coisas que, simples na aparência, são muito complicadas na essência. Afirmei certa feita que o verdadeiro negro do mundo era o branco, pobre, heterossexual e católico. Era um exagero, claro!, uma expressão de mordacidade. A minha ironia começa a se transformar numa referência da realidade. A PL 122 é flagrantemente inconstitucional; provocará, se aprovada, efeitos contrários àqueles pretendidos e agride a liberdade religiosa. É simples assim. Mas vamos por partes, complicando sempre, como anunciei.

Homofóbico?
Repudio o pensamento politicamente correto, porque burro, e o pensamento nem-nem — aquele da turma do “nem isso nem aquilo”. Não raro, é coisa de covardes, de quem quer ficar em cima do muro. Procuro ser claro sobre qualquer assunto. Leitores habituais deste blog já me deram algumas bordoadas porque não vejo nada de mal, por exemplo, na união civil de homossexuais — que não é “casamento”. Alguns diriam que penso coisa ainda “pior”: se tiverem condições materiais e psicológicas para tanto, e não havendo heterossexuais que o façam, acho aceitável que gays adotem crianças. Minhas opiniões nascem da convicção, que considero cientificamente embasada, de que “homossexualidade não pega”, isto é, nem é transmissível nem é “curável”. Não sendo uma “opção” (se fosse, todos escolheriam ser héteros), tampouco é uma doença. Mais: não me parece que a promiscuidade seja apanágio dos gays, em que pese a face visível de certas correntes contribuir para a má fama do conjunto.

“Que diabo de católico é você?”, podem indagar alguns. Um católico disciplinado. É o que eu penso, mas respeito e compreendo a posição da minha igreja. Tampouco acho que ela deva ficar mudando de idéia ao sabor da pressão deste ou daqueles grupos católicos. Disciplina e hierarquia são libertadoras e garantem o que tem de ser preservado. Não tentem ensinar a Igreja Católica a sobreviver. Ela sabe como fazer. Outra hora volto a esse particular. Não destaco as minhas opiniões “polêmicas” para evitar que me rotulem disso ou daquilo. Eu estou me lixando para o que pensam a meu respeito. Escrevo o que acho que tem de ser escrito.

Aberração e militância
Ter tais opiniões não me impede de considerar que o tal PL 122 é uma aberração, que busca criar uma categoria especial de pessoas. E aqui cabe uma pequena história. Tudo começou com o Projeto de Lei nº 5003/2001, na Câmara, de autoria da deputada Iara Bernardes, do PT. Ele alterava a Lei nº 7716, de 1989, que pune preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional (íntegra aqui) acrescentando ao texto a chamada discriminação de gênero. Para amenizar o caráter de “pogrom gay”, o senador Marcelo Crivella acrescentou também a discriminação contra idoso e contra deficientes como passível de punição. Só acrescentou absurdos novos.

Antes que me atenha a eles, algumas outras considerações. À esteira do ataque contra três rapazes perpetrados por cinco delinqüentes na Avenida Paulista, que deveriam estar recolhidos (já escrevi a respeito), grupos gays se manifestaram. E voltou a circular a tal informação de que o Brasil é o país que mais mata homossexuais no mundo. É mesmo? Este também é um dos países que mais matam heterossexuais no mundo!!! São 50 mil assassinatos por ano. Se os gays catalogados não chegam a 200 — e digamos que eles sejam 5% da população; há quem fale em 9%; não importa —, há certamente subnotificação, certo? “Ah, mas estamos falando dos crimes da homofobia…” Sei. Michês que matam seus clientes são ou não considerados “gays”? Há crimes que não estão associados à “orientação sexual” ou à “identidade de gênero”, mas a um modo de vida. Cumpre não mistificar. Mas vamos ao tal PL.

Disparates
A Lei nº 7716 é uma lei contra o racismo. Sexualidade, agora, é raça? Ora, nem a raça é “raça”, não é mesmo? Salvo melhor juízo, somos todos da “raça humana”. O racismo é um crime imprescritível e inafiançável, e entrariam nessa categoria os cometidos contra “gênero, orientação sexual e identidade de gênero.” Que diabo vem a ser “identidade de gênero”. Suponho que é o homem que se identifica como mulher e também o contrário. Ok. A lei não proíbe ninguém de se transvestir. Mas vamos seguir então.

Leiam um trecho do PL 122:
Art. 4º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1999, passa a vigorar acrescida do seguinte Art. 4º-A:
“Art. 4º-A Praticar o empregador ou seu preposto atos de dispensa direta ou indireta: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco)anos.”

Art. 5º Os arts. 5º, 6º e 7º da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1999, passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 5º Impedir, recusar ou proibir o ingresso ou a permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público: Pena: reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos.”

Para demitir um homossexual, um empregador terá de pensar duas vezes. E cinco para contratar — caso essa homossexualidade seja aparente. Por quê? Ora, fica decretado que todos os gays são competentes. Aliás, na forma como está a lei, só mesmo os brancos, machos, heterossexuais e eventualmente cristãos não terão a que recorrer em caso de dispensa. Jamais poderão dizer: “Pô, fui demitido só porque sou hétero e branco! Quanta injustiça!”. O corolário óbvio dessa lei será, então, a imposição posterior de uma cota de “gênero”, “orientação” e “identidade” nas empresas. Avancemos.

“Art. 6º Recusar, negar, impedir, preterir, prejudicar, retardar ou excluir, em qualquer sistema de seleção educacional, recrutamento ou promoção funcional ou profissional: Pena – reclusão de 3 (três) a 5 (cinco) anos. ”
Cristãos, muçulmanos, judeus etc têm as suas escolas infantis, por exemplo. Sejamos óbvios, claros, práticos: terão de ignorar o que pensam a respeito da homossexualidade, da “orientação sexual” ou da “identidade de gênero” — e a Constituição lhes assegura a liberdade religiosa — e contratar, por exemplo, alguém que, sendo João, se identifique como Joana? Ou isso ou cana?

Art. 7º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar acrescida dos seguintes art. 8º-A e 8º-B:
“Art. 8º-B Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos ou cidadãs: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.”
Pastores, padres, rabinos etc. estariam impedidos de coibir a manifestação de “afetividade”, ainda que os fundamentos de sua religião a condenem. O PL 122 não apenas iguala a orientação sexual a raça como também declara nulos alguns fundamentos religiosos. É o fim da picada! Aliás, dada a redação, estaríamos diante de uma situação interessante: o homossexual reprimido por um pastor, por exemplo, acusaria o religioso de homofobia, e o religioso acusaria o homossexual de discriminação religiosa, já que estaria impedido de dizer o que pensa. Um confronto de idéias e posturas que poderia ser exercido em liberdade acaba na cadeia. Mas o Ai-5 mesmo vem agora:

“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero:
§ 5º O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica.”
Não há meio-termo: uma simples pregação contra a prática homossexual pode mandar um religioso para a cadeia: crime inafiançável e imprescritível. Se for servidor público, perderá o cargo. Não poderá fazer contratos com órgãos oficiais ou fundações, pagará multa… Enfim, sua vida estará desgraçada para sempre. Afinal, alguém sempre poderá alegar que um simples sermão o expôs a uma situação “psicologicamente vexatória”. A lei é explícita: um “processo administrativo e penal terá início”, entre outras situações, se houver um simples “comunicado de organizações não governamentais de defesa da cidadania e direitos humanos.” Não precisa nem ser o “ofendido” a reclamar: basta que uma ONG tome as suas dores.

A PL 122 institui o estado policial gay! E o chanceler no Mackenzie, Augustus Nicodemus Lopes, já é alvo dessa patrulha antes mesmo de essa lei ser aprovada.

O que querem os proponentes dessa aberração? Proteger os gays? Não há o risco de que aconteça o contrário? A simples altercação com um homossexual, por motivo absolutamente alheio à sua sexualidade, poderia expor um indivíduo qualquer a um risco considerável. Se o sujeito — no caso, o gay — for honesto, bem: não vai apelar à sua condição de “minoria especialmente protegida”; se desonesto — e os há, não? —, pode decidir infernizar a vida do outro. Assim, haverá certamente quem considere que o melhor é se resguardar. É possível que os empregadores se protejam de futuros dissabores, preferindo não arriscar. Esse PL empurra os gays de volta para o gueto.

Linchamento moral
O PL 122 é uma aberração jurídica, viola a liberdade religiosa e cria uma categoria de indivíduos especiais. À diferença de suas “boas intenções”, pode é contribuir para a discriminação, à medida que transforma os gays numa espécie de “perigo legal”. Os homossexuais nunca tiveram tanta visibilidade. Um gay assumido venceu, por exemplo, uma das jornadas do BBB. Cito o caso porque houve ampla votação popular. A “causa” está nas novelas. Programas de TV exibem abertamente o “beijo gay”. Existe preconceito? Certamente! Mas não será vencido com uma lei que acirra as contradições e as diferenças em vez de apontar para um pacto civilizado de convivência. Segundo as regras da democracia, há, sim, quem não goste dessa exposição e se mobiliza contra ela. É do jogo.

Ninguém precisa de uma “lei” especial para punir aqueles delinqüentes da Paulista. Eles não estão fora da cadeia (ou da Fundação Casa) porque são heterossexuais, e sua vítima, homossexual. A questão, nesse caso, infelizmente, é muito mais profunda e diz muito mais sobre o Brasil profundo: estão soltos por causa de um preconceito social. Os homossexuais que foram protestar na Paulista movidos pela causa da “orientação sexual” reduziram a gravidade do problema.

Um bom caminho para a liberdade é não linchar nem física nem moralmente aqueles de quem não gostamos ou com quem não concordamos. Seria conveniente que os grupos gays parassem de quebrar lâmpadas na cabeça de Augustus Nicodemus Lopes, o chanceler do Mackenzie. E que não colocassem com tanta vontade uma corda no próprio pescoço sob o pretexto de se proteger. Mas como iluminar minimamente a mentalidade de quem troca o pensamento pela militância?

Quando trato de temas como esse, petralhas costumam invadir o blog com grosserias homofóbicas na esperança de que sejam publicadas para que possam, depois, sair satanizando o blog por aí. Aviso: a tática é inútil.  Não serão! Este blog é contra o PL 122 porque preza os valores universais da democracia, que protegem até os que não são gays…

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  1. Comentado por:

    Otto Diesel

    Teoricamente você faz parte de uma população privilegiada. Não existem héteros morrendo por heterofobia. Quanto ao pensamento “criaremos uma parte privilegiada da população”, esse é um pensamento pseudo-racional. 99% dos argumentos contra a criação da 122 são irracionais. São coisas como “essa lei é contra Deus”. Existem alguns escritores que querem fugir desses argumentos irracionais e querem usar argumentos racionais, então esses escritores argumentam a criação do privilégio. Bom, a criação do privilégio ja é realidade no mundo inteiro e não há um único país que tenha tido problemas por causa do privilégio. Achei estranho seu texto não falar sobre um problema tão grave quanto o privilégio, o problema do preconceito. Se eu fosse escritor do tema eu lembraria aos leitores que existe a justificação do preconceito. A maior parte da população não é contra a 122 porque ela cria “privilégio”, a maior parte da população tem preconceito, ódio, nojo, repúdio, aversão aos homosexuais e se aguarra a qualquer argumento para ter o direito de poder manifestar o ódio, o nojo, o repúdio… Criação de privilégio? Nos mostre isso. Porque até agora tudo o que eu ouço são teorias sobre criação de parte privilegiada. Dados concretos sobre isso, NADA. Ainda tenho fé no homem.

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  2. Comentado por:


    Achei bem colocada sua opinião, mas acho um pouco de exagero em algumas coisas. Primeiro, a lei que criminaliza o racismo não criou grupo especial de pessoas nem segregou os negros,judeus, etc. A gente vê casos de pessoas processando outras por racismo, mas nada recorrente. E nem veremos brancos sofrendo preconceito. pq a história já diz tudo: negros sofreram a escravidão covarde da população branca e cristã da Europa. Se hoje os brancos sofrem penalidades por causa de discriminação, dá pra culpar os negros por isso? Eu culparia quem teve a estupida idéia de escravizar negros e ate declarar que eles não tinham alma. O caso da homossexualidade não é muito diferente. Homossexualidade já foi muito demonizada no passado (considerada de doença a crime) e ainda é hoje em alguns paises. Os gays tb sofreram atrocidades pelo nazismo, menos que os judeus claro, mas de uma forma que merecia destaque. Hoje ainda existe esse ódio, esse preconceito de que gays são uma espécie estranha que não deveria ser mantida em contato com pessoas “normais”. mas gays estão em toda parte, enrustidos ou não. o que fazer, criar um ghetto pra isolar os gays da sociedade? se a lei que criminaliza a homofobia afronta o direito de opinião da Igreja, do mesmo jeito a lei que criminaliza o racismo afronta o direito de opinião dos fascistas. posso criar uma igreja que demoniza os judeus? acho que os dogmas e opiniões da igreja podem ser revistos, como já o foi muitas vezes. usar a biblia como lei universal que rege o comportamento humano é abrir espaço pra preconceitos humanos. a biblia tb diz que mulheres adulteras devem ser apedrejadas. devemos agora derrubar a lei maria da penha pra proteger essa “opinião”? e quanto a “heterofobia”. se um gay é morto, é muito provavel que seja por preconceito. mas se um hetero for morto por um gay (como vc citou) muito provavelmente é por qualquer motivo. héteros não sofrem preconceitos nem violencia por causa da “opção sexual”,é o que a história nos diz. se existir um caso disso, me informem. não foram os heteros que foram torturados, massacrados em nome de um preconceito. se os heteros já estão se sentidos torturados por leis que barram o preconceito e o ódio é porque não conhecem os séculos de ódio e violencia motivados por homofobia, e que ainda acontece. se alguém não aprovam uma lei que visa proteger a integridade de um grupo de pessoas, que vem educar a população a conviver com as diferenças. pelo menos provem que vcs sabem conviver com diferenças.provem que vcs podem acabar com o preconceito de qq origem. mas provem baseados na propria razão, não porque um deus ou um capitulo de um livro disse. mas principalmente, deem uma solução pra acabar com todo tipo de preconceito, uma Lei Universal que protege qualquer um da opinião alheia segregacionista. vamos mostrar que somos evoluidos. quem diz que não pode conviver com um ser humano diferente está longe de ser um ser humano normal, nem deveria viver junto de qq pessoa, afinal somos todos diferentes, de alguma forma.

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  3. Comentado por:

    José

    Achei bem colocada sua opinião sobre a Lei, mas acho um pouco de exagero em algumas coisas. Primeiro, a lei que criminaliza o racismo não criou grupo especial de pessoas nem segregou os negros,judeus, etc. A gente vê casos de pessoas processando outras por racismo, mas nada recorrente. E nem veremos brancos sofrendo preconceito. pq a história já diz tudo: negros sofreram a escravidão covarde da população branca e cristã da Europa. Se hoje os brancos sofrem penalidades por causa de discriminação, dá pra culpar os negros por isso? Eu culparia quem teve a estupida idéia de escravizar negros e ate declarar que eles não tinham alma. O caso da homossexualidade não é muito diferente. Homossexualidade já foi muito demonizada no passado (considerada de doença a crime) e ainda é hoje em alguns paises. Os gays tb sofreram atrocidades pelo nazismo, menos que os judeus claro, mas de uma forma que merecia destaque. Hoje ainda existe esse ódio, esse preconceito de que gays são uma espécie estranha que não deveria ser mantida em contato com pessoas “normais”. mas gays estão em toda parte, enrustidos ou não. o que fazer, criar um ghetto pra isolar os gays da sociedade? se a lei que criminaliza a homofobia afronta o direito de opinião da Igreja, do mesmo jeito a lei que criminaliza o racismo afronta o direito de opinião dos fascistas. posso criar uma igreja que demoniza os judeus? acho que os dogmas e opiniões da igreja podem ser revistos, como já o foi muitas vezes. usar a biblia como lei universal que rege o comportamento humano é abrir espaço pra preconceitos humanos. a biblia tb diz que mulheres adulteras devem ser apedrejadas. devemos agora derrubar a lei maria da penha pra proteger essa “opinião”? e quanto a “heterofobia”. se um gay é morto, é muito provavel que seja por preconceito. mas se um hetero for morto por um gay (como vc citou) muito provavelmente é por qualquer motivo. héteros não sofrem preconceitos nem violencia por causa da “opção sexual”,é o que a história nos diz. se existir um caso disso, me informem. não foram os heteros que foram torturados, massacrados em nome de um preconceito. se os heteros já estão se sentidos torturados por leis que barram o preconceito e o ódio é porque não conhecem os séculos de ódio e violencia motivados por homofobia, e que ainda acontece. se alguém não aprovam uma lei que visa proteger a integridade de um grupo de pessoas, que vem educar a população a conviver com as diferenças. pelo menos provem que vcs sabem conviver com diferenças.provem que vcs podem acabar com o preconceito de qq origem. mas provem baseados na propria razão, não porque um deus ou um capitulo de um livro disse. mas principalmente, deem uma solução pra acabar com todo tipo de preconceito, uma Lei Universal que protege qualquer um da opinião alheia segregacionista. vamos mostrar que somos evoluidos. quem diz que não pode conviver com um ser humano diferente está longe de ser um ser humano normal, nem deveria viver junto de qq pessoa, afinal somos todos diferentes, de alguma forma.

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  4. Comentado por:

    TEO

    “Henrique Coutinho” – São palavras de uma civilização extinta, porém são palavras que parecem que foram escritas ontem. São ensinamentos para a vida. Você tem todo direito de não acreditar, porém, são palavras verdadeiras. Eu te desafio a falar com Deus, pedindo para ELE te falar pessoal

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  5. Comentado por:

    Marcelo

    Fantástica a colocação, quero aqui deixar registrado duas coisas:
    Sou contrário ao desrespeito com os gays, mas também sou contrário a essa PL 122, estão tentando confundir pais Laico, com país que deva ser subserveniente a opção homossexual.
    Quem desejar procure no site de busca google, o texto um muleque ideal de Luis Mott., e tirem suas conclusões, pois essa pessoa é um dos maiores ativistas do movimento ABGLT. NÃO DEIXEM DE LER.

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  6. Comentado por:

    Juciara Tomaz

    Penso que todos temos o direito de viver com liberdade e fazer cada um as suas escolhas, mas não podemos obrigar ninguém a concordar com elas. O que é preciso fazer é ensinar às pessoas, que elas precisam ser tolerantes e respeitar ao próximo. Fala-se muito sobre as religiões que são “contra” o homossexualismo, mas são os que praticam a religião no sentido puro da palavra e os que buscam vivenciar os valores éticos e morais que mais respeitam os direitos uns dos outros. Não falo daqueles que vão à igreja por costume ou tradição, mas dos que poem em prática o que ali é ensinado. Esses sabem que devemos amar ao próximo como o próprio Jesus amou e, impulsionados por isso, tratam a todos sem distinção nem preconceito, porque sabem que devemos agir como Jesus agiu enquanto estava no mundo. Ademais, o que penso é que todos devemos ser livres tanto pra escolher o que queremos quanto para dizer o que pensamos, sempre com respeito à individualidade e à dignidade de cada um, pois assim foi que Deus nos criou: livres.

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  7. Comentado por:

    Cristão 77

    Primeiramente, gostaria de informar ao Dr. Reinaldo e demais comentaristas, que não existe um gene gay em nosso DNA, por esta razão, o homosexualismo deve ser considerado uma opção sexual de tal. A pessoa escolhe ser homosexual, ela não nasce homosexual. Sabemos que todo nossa vida é influenciada pelo que somos, fazemos e aprendemos até os 10 anos de idade (fato científico), então podemos dizer que algo ocorrido nesse período faz com que a pessoa tenha “interesse” por uma do mesmo sexo. Homosexualismo não é uma doença, mas pode “pegar”, sim! A transmissão cultural hoje é a principal fonte de várias doenças como o sedentarismo e a obesidade, isto é, eu não nasci obeso e não tenho nenhuma pré disposição para tal, mas aprendi dentro de casa a ser obeso (até os 10 possivelmente) comendo o que não devo fora de hora, etc… iss é o que chamamos de transmissão cultural! É o que possivelmente acontecerá com filhos de pais gays, que aprenderam os valores homossexuais e se tornaram homossexuais em potencial, podemos “escapar” um outro, mas de forma alguma a maioria! Crianças de 0 a 10 anos poderam aprender a ser homosexuais com os pais sem que saibam o que estão aprendendo ou vivenciando! Sem querer banalizar a discussão, é como um torcedor de um time, que ama aquele time mais que sua própria família, casa ou emprego. Ele não nasceu torcendo para aquele time e se você se perguntar não lembrará quando foi que começou a torcer, mas passa mal toda vez que o seu time esta jogando, isso foi aprendido por você inconcientemente, pois seu pai o vestia e o fazia gritar o nome do time desde sempre! A mesma coisa acontecerá com os homosexuais, quem viver verá!

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  8. Comentado por:

    Vanessa

    Concordo plenamente acho q a pl122 é uma aberração, é contra os princípios bíblicos, contra Deus, querem colocar uma mordaça em nós, se a união homoafetiva fosse uma coisa normal, ñ precisaria de leis para ajudar a torná-la aceita, Ñ a PL 122.

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  9. Comentado por:

    João M S Franco

    Parabenizo o Dr. Reinaldo e também a revista Veja por essa bela reportagem sobre a PL122. O povo não pode se calar diante desse absurdo denominado Lei que vai contra os propósitos e princípios do cidadão. Será que merecemos dar voto de confiança para políticos que apoiam essa afronta a sociedade? Fica aquí desde já a minha advertência para as próximas eleições.

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  10. Comentado por:

    ana paula silva

    Parabenizo a revista Veja por esta matéria, pois é uma revista séria e que realmente divulga as informações.

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  11. Comentado por:

    Rodrigo

    Mas quanta parcialidade e ignorância vinda de um “jornalista”.
    É óbvio que um gay sendo demitido, não irá por o empregador em reclusão. Duas palavras pra ti: processo judiciário e provas.
    E justamente comentários de uma pessoa facista que defende claramente uma padronização, como você, irá implantar ideias absurdas na decisão de empregadores na hora de contratar um suposto homossexual, que não põe sua condição no CV.
    Sobre negros é diferente, pois a diferença é visual, diferente dos homossexuais, exceto transgêneros, que esses, sim, usufruirão da PL122.
    Negros e transexuais vivem ainda a margem da sociedade por uma condição visual, fatores históricos [chamado igreja também e alguns outros mais] e precisam de alguma forma serem inseridos no meio em que vivem [mal, obviamente].
    Então, Senhor jornalista, aprenda a dominar a arte de escrever e amadureça, pois estou aqui defendendo direito de minorias que nem eu faço parte, mas reconheço os seus direitos.
    Rodrigo – Estudante da Universidade de Coimbra.

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  12. Comentado por:

    Marcelo Jr

    Reinaldo, magnífico, estupendo artigo. Conseguiu dizer, em linguagem clara e acessível, o que muitos desejam há tempos. Conseguiu desmascarar um projeto de AI-5 com a perspicácia de poucos. Que Deus continue a lhe iluminar para poder, com suas sábias palavras, tentar tirar a maioria da escuridão do “Politicamente Correto”. Sem deixar de defender o Estado de Direito.

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  13. Comentado por:

    Aaliyah Jernigan

    Você acredita que a Síria espionando dissidentes ?

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  14. Comentado por:

    Camila Espinoza

    Qualquer notícia sobre o desaparecimento da mística Um desertor ?

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  15. Comentado por:

    Victor

    Universidade de Coimbra já esteve melhor de estudantes . Certo , Rodrigo ?
    E dizer que esse texto é excelente , seria homofobia ?

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  16. Comentado por:

    Tamires

    maravilhosos texto!
    Gostaria de dizer a todos que procurem nao tomara atitude algum como regra para todo o grupo. Existem muitas pessoas preconceituosas por ai, inclusive dentro de igrejas, mas como li em algum comentario, certamente essas pessoas so se dizem cristas, pois um cristao de verdade nao maltrataria uma pessoa por causa da opcao sexual, ou por qualquer outro motivo que seja. Cristo nos ensinou a amar o proximo incondicionalmente, ou seja, devemos amar a todos independentemente do que sejam ou facam. Isso nao quer dizer que devemos concordar com as atitudes de todas as pessoas, mas discordar nao nos impede de amar, nao e verdade?

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  17. Comentado por:

    Anônimo

    Concordo em parte com o senhor. E discordo daqueles que enviam mensagens hostis ao blog, achando que com isso estão exercendo o seu direito de resposta – quanta ignorância. Sou gay, e vamos discutir no âmbito da inteligência, da coerência, do direito de opinião de cada um ,desde que esse direito não ajude a apregoar de difundir o desrespeito ou incite agressões, para nenhum lado, claro. Só não sei como faríamos para, discordando da aprovação da lei, garantir que agressões, verbais ou físicas, sejam punidas realmente e com isso se tornem cada vez menores, até se extinguirem, quem sabe. Cresci ouvindo piadas, cochichos sobre minha sexualidade, falatórios como se eu fosse diferente de alguém. Não é nada agradável,tenha certeza. Até hoje, com quase 40 anos, tenho que mostrar de certa maneira que sou igual, tenho que provar isso de certa forma no trabalho, na faculdade. É difícil, muito difícil. Graças a Deus nunca sofri agressão física, mas a verbal também dói muito. Que podemos fazer? Qual a sua sugestão?

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  18. Comentado por:

    pedro henrique

    nao tem peguntas curtas

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  19. Comentado por:

    ewerton

    Resumidamente, creio que este texto mencionou o centro do problema. E que tal incluir neste PLC 122 -nos mesmos paragrafos- que também sera passivel das mesmas penas qualquer discrinação religiosa, alem da discriminação de orientação sexual? Ou seja, tanto comentarios cristofobicos quanto homofobicos serão igualmente penalizados, por exemplo ! Afinal, os cristãos tem tanto direito de acreditar em pecado sexual (dos quais, as praticas homosexuais são apenas um deles), quanto os homosexuais de acreditar que suas praticas e relacionamentos são boas. Penalize entao igualmente a discriminação religiosa no mesmo texto da PLC122, que certamente mercera ser aprovado com unanimidade! Isso sim, seria igualdade, pois como esta hoje, o PLC122 é uma proposta iniqua obviamente.

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  20. Comentado por:

    Luciano D S M

    repudio também “a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre a homossexualidade como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.”
    Ou seja, concordo com o Rev. Augustus Nicodemus.
    Sou contra a violência a qualquer cidadão: rico, pobre, preto, pardo, branco, homem, mulher, homossexual, trabalhador, desempregado, judeu, índio, ateu, protestante ou mulçumano. Portanto sou contra a PL 122, pois ela é contrária a Bíblia!
    O homossexual precisa assumir a sua postura de pecador, da mesma forma que assume ser homossexual!

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  21. Comentado por:

    Vicente Nunes

    Sou cristão e estou ao lado da Bíblia neste assunto e mesmo que não o fosse, estaria contra a PL 122 porque ela fere os meus direitos como cidadão.

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  22. Comentado por:

    Fernando

    Pensando de maneira democrática, eu até concordo com os argumentos contrários à aprovação do PLC 122. Se o sistema funcionasse de fato, digo todo o sistema de Estado (educação de qualidade, condições dignas de vida, etc.), tenho certeza que os cidadãos seriam conscientes da diversidade social e, mesmo pensando de outras formas, respeitariam as diferenças (assim como o senhor manifestou-se em seu artigo, favorável à ideia da união civil entre homossexuais). No entanto, isso não existe no Brasil. Infelizmente, ainda é necessário o império da lei para garantir que as minorias não sejam marginalizadas. Talvez não seja a melhor maneira de conscientizar a população a tratar todos de maneira igual, mas, a curto prazo, parece ser a menos danosa.

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  23. Comentado por:

    Roberto

    Porque não proibir discriminação contra os nudistas por opção. Também são filhos de Deus. Para deixar bem claro e evitar discriminação não seria interessante que as situações não convencionais constassem nos documentos de identidade,para fins de evitar algum abuso? O fato é que esta tentativa de engessar a sociedade não passa de mais uma forma de censura. Contra qualquer tipo de discriminação basta uma lei genérica e não com endereço certo. Logo logo ninguém poderá abrir a boca para falar nada sob pena de ser acusado de cometer crime. Estamos caminhando felizes e contentes para um estado totalitário.

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  24. Comentado por:

    Roberto

    (continuação)
    Não concordo com a critica com relação a dizer que proibir a condenação pelas religiões é censurar as religiões, pois não tem sentido as criticas que elas fazem sobre algo que não dependem da vontade das pessoas, ou elas são ou não são. Não é a mesma coisa que condenar o roubo, matar,sexo fora do casamento, aborto, corrupção, etc.

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  25. Comentado por:

    misantroppo

    Vc que tanto acusa a desonestidade intelectual alheia, acaba por praticá-la quando compara o assassinato de 50 mil heterossexuais com o de 200 gays por ano. Pela simples diferença dos 200 terem sido assassinados apenas por serem gays. Alguém foi assassinado por ser hétero? Se foi o assassino era gay? Absurdo, não? Vc não se importa o que pensam de vc, mas certamente quer ser levado a sério, até por quem discorda de suas idéias. Entretanto esse tipo de sofisma desqualifica boa parte de argumentos que são até razoáveis. A propósito, sou gay e defendo o PL 122/2006 incondicionalmente.
    REINALDO RESPONDE
    Você deveria ler o texto todo antes de falar besteira. Contestei a afirmação de que o Brasil é o paÍs mais mata gays. A razão é simples: este é um dos países que mais matam. Mas não só isso: Segundo o que se noticia, boa parte dos gays assassinados são mortos por garotos de programas. Eles são gays ou não? Isso nos autorizaria a dizer que este é um dos países do mundo com o maior número de gays assassinos? Calma aí, rapaz! Você está disposto a ver hom ofobia onde não tem. E aí pára de pensar.

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  26. Comentado por:

    Roberto

    (continuação)
    Sobre a legalização da prostituição, como alguem mencionou, qualquer pessoapode registrar no INPS com facultativo, se não tiver emprego ou profissão. Caso seja legalizado, o cliente que usar seus serviços por mis de duas vezes por semana correrá o risco de ser processado na justiça do trabalho e condenado a assinar sua carteira e pagar todos os seus direitos, inclusive licença maternidade. A favor do cliente poderia ficar isento de assumir a paternidade de algum filho que surgir do processo, através da assinatura de um contrato diante de duas testemunhas e registrado em cartóro, para os devidos fins de direito.

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