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NÃO, NÃO VOU CONCEDER. NÃO PRECISO SER SIMPÁTICO

“Por que você não concede que houve um golpe ao menos, embora Zelaya, Chávez e o Brasil estejam obviamente errados? Afinal, expulsar o sujeito do país, sem o devido processo legal!?!?!? Foi um golpe para impedir outro, como Jabor disse ontem no Jornal da Globo, mas foi um golpe”. Não admito porque não houve, e […]

“Por que você não concede que houve um golpe ao menos, embora Zelaya, Chávez e o Brasil estejam obviamente errados? Afinal, expulsar o sujeito do país, sem o devido processo legal!?!?!? Foi um golpe para impedir outro, como Jabor disse ontem no Jornal da Globo, mas foi um golpe”.

Não admito porque não houve, e nem “toda a comunidade internacional” afirmar o contrário faz um não-golpe ser um golpe. Como, no passado, não fez o Sol girar em torno da Terra ou o coração ser o centro do pensamento. Já demonstrei que, quando Zelaya foi tirado do país, nem presidente era mais. Se faltou o “devido processo legal” (caso tenha realmente saído à força), isso é outra coisa. A Justiça o destituiu, e a Constituição lhe dá poderes para tanto.

Não sou um moço de fazer acordos para ser simpático e demonstrar aos meus críticos e àqueles que detestam o que eu penso que não sou “um sectário”. Não sou político. Não preciso de voto. Não preciso que gostem de mim ou que me “compreendam”. Não que eu seja como o Gabriel Chalita do Ciro Gomes e goste, como é mesmo?, de “colocar a mão na massa e levar na cara”, hehe. De jeito nenhum! Só não faço questão de ser “moderado”.

Creio, aliás, que vivemos tempos de covardia intelectual explícita. Muita gente boa — ou que pensa direito — se deixa patrulhar por uma canalha que não vale nada. Ora, será que aquela gente estranha, a soldo, em seus blogs prestadores de serviços, vai, algum dia, fazer um bom juízo do que eu escrevo? Se, de vez em quando, lembro que existem, quero mais é que façam mau juízo mesmo.

Não! Eu não concedo. E vou continuar a distinguir a deposição constitucional de Manuel Zelaya de sua eventual expulsão ilegal do país — digo “eventual” porque este líder cretinóide anti-semita é um mentiroso compulsivo. Tenho informações boas de que a saída foi a alternativa à prisão. Mas esse particular, agora, é irrelevante.

A Corte Suprema do país impediu que Zelaya desse um golpe. Afinal, ele havia dado uma ordem ao Exército contrária a uma decisão da Justiça. E ele foi constitucionalmente deposto.

Não foi um golpe para evitar um golpe porcaria nenhuma! Foi a aplicação da Constituição democrática contra um golpista.

Não há o que ceder. A Terra gira em torno do Sol. O cérebro é a morada do pensamento. A maçã cai por causa da Lei da Gravidade.

E caso venha a se formar um consenso contra essas verdades, serão apenas verdades sufocadas pelo consenso.

Comentários
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  1. Comentado por:

    Concordo com você. O golpe foi tentado, mas por Zelaya. O que ainda fica incompreensível é o fato de tirá-lo do país. Suponho que teria sido para evitar um confronto sangrento com os seguidores daquele déspota, afinal, são violentos e irracionais.
    Querem um exemplo?
    Um zelaista assassinou seu cunhado, em agosto, apenas por discordar dele. Mas esse cadáver não vira “símbolo” como o da professora que morreu supostamente por enfrentar gases lançados pelos militares. Mortos por zelayístas não são vítimas. São apenas inimigos da democracia…
    Zelaya é apenas mais um narcopresidente apoiado por lula. Falastrões mentirosos! Corja!

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  2. Comentado por:

    A Era dos Extremos parte 2

    Reinaldo,
    Te reconheço como um dos mais destemidos defensores das virtudes da democracia.
    O grupo de Zelaya mostrou suas garras e dentes e mostrou aonde é capaz de chegar.
    Mas não se engane que o outro lado possa ser tão republicano quanto suas defesas apaixonadas demostram neste blog.
    Há algo de podre no reino de Honduras… E em todos os outros reinos do mundo. Será que estamos vivendo uma nova Belle Epoque?

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  3. Comentado por:

    Raphael Carvalho

    Micheletti tentou varias vezes explicar a situação, só procurar no youtube videos a respeito os encontrará. A proposito, a maioria tenta desmoralizar o hondurenho, que consegue por fim explicar o ocorrido ainda que pese a aparente raiva dos entrevistadores

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  4. Comentado por:

    Cecilia

    Reinaldo,
    O que me parece é que a defesa da existência do tal golpe visa a justificar o que está aí. Existe, vc sabe, inclusive, o GOLPE LEGALISTA, que, segundo os historiadores, é legítimo.
    Inclusive, apareceu um cara no JN, falava espanhol, que admitiu não ter havido golpe, após a repercussão do jornal americano sobre o tema, mas disse que, apesar da legalidade da ação, a imagem do ZELAYA, sendo expulso com uma arma na cabeça, de pijama, fala mais que mil palavras… Como vc disse, aí já é outro assunto.

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  5. Comentado por:

    Parcialmente Triste

    Reinaldo,
    Infelizmente a imprensa brasileira de uma maneira inexplicável está completamente aterrorizada pelo governo aí instalado, não se pode conceber que nenhum veiculo de comunicação de porte tenha tido coragem de mencionar que não foi golpe o que aconteceu em Honduras, quer me parecer que o medo da reação do presidente Lula e seus cúmplices tem calado a imprensa brasileira, mas alguns raros exemplos ainda se manifestam. Eu acredito que a maioria da impresa está refém do governo, de que forma não sei. Só espero que alguém se revolte e resolva denunciar. Só isso explica essa quase unanimidade da mídia em insistir em afirmar que houve golpe, e não investigar os acontecimentos passados.

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  6. Comentado por:

    Ricardo Magalhães

    Parcialmente Triste, posso lhe assegurar que a forma de subjugar a imprensa é via financeira. O volume de dinheiro que êste govêrno gasta com publicidade é o atrativo para que os mais variados órgãos da imprensa defendam o govêrno, por mais crápula que seja ou quando não é possivel, omitem os fatos.O que interessa é confundir a opinião pública.

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  7. Comentado por:

    Ze Mane

    O fato de ter saido de pijama ou de cueca, de madrugada, a pé ou de carona, ñão avisado com antecdencia, NÃO CONTAMINA O PROCESSO JURÍDICO. O bocó de chapeu conseguiu unir sindicatos, religião, companheiros de partido, legislativo, promotoria publica, exercito e judiciário – todos a favor da sua exclusão.
    Apenas os ignorantes e esquerdopatas chamam de golpe.

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