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MANDEM FLORES: O FIM DE PAULO HENRIQUE AMORIM E LUÍS NASSIF

Esta é mesmo do balacobaco!Um leitor me mandou um trololó de Paulo Henrique Amorim que sugere a deposição de Lula. Vocês sabem: o Apedeuta não tem muitas chances de estar certo. Uma das raras é quando alguém como Amorim o critica. E em que se sustenta a sugestão de tão ilustre jornalista? Num post de […]

Esta é mesmo do balacobaco!
Um leitor me mandou um trololó de Paulo Henrique Amorim que sugere a deposição de Lula. Vocês sabem: o Apedeuta não tem muitas chances de estar certo. Uma das raras é quando alguém como Amorim o critica. E em que se sustenta a sugestão de tão ilustre jornalista? Num post de Luís Nassif (em vermelho). Ué? Mas o PIG (Partido da Imprensa Golpista) não era integrado por VEJA, Folha, Globo, Estadão…? Nós somos os golpistas, mas é Paulo Henrique quem quer Lula fora do Palácio? Vamos ao post de Nassif, o discípulo de Protógenes, Paulo Lacerda e Simão Bacamarte:

Atenção, um novo capítulo se abre para o caso Satiagraha.
O governo Lula acertou um acordo com a Editora Abril – e, por extensão, com Daniel Dantas – para anular a Operação Satiagraha. O acordo foi montado da seguinte maneira:
1. É impossível interferir nos trabalhos em andamento do Ministério Público Federal e do juiz De Sanctis. A ofensiva de Gilmar Mendes foi um tiro no pé.
2. A estratégia acertada consistirá em tentar anular o inquérito de Protógenes, no âmbito da Polícia Federal. A versão preparada é que o inquérito continha irregularidades que precisariam ser sanadas. E a Polícia Federal colocou seus homens de ouro para “salvar” o inquérito. O trabalho dos “homens de ouro, na verdade, será o de garantir a anulação do inquérito.
3. Ao mesmo tempo, o governo aproveitará o factóide dos 52 funcionários da ABIN que participaram da operação – uma ação de colaboração já prevista pelo Sistema Brasileiro de Inteligência – para consumar a degola de Paulo Lacerda. A matéria do Estadão de domingo, o da “demissão em off” estava correta. Sabe-se, internamente no governo, que a operação foi normal. Assim como se tem plena convicção de que o tal “grampo” entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres foi uma armação. Mas Lula se curvou à real politik.
4. De sua parte, jornais e jornalistas mais envolvidos com o jogo estão reforçando essa versão do “inquérito ilegal” e do messianismo do delegado Protógenes. A armação, agora, terá o reforço da concordância tácita do Palácio.
5. O pacto foi referendado pela Ministra-Chefe da Casa Civil Dilma Rousseff. O Ministro Tarso Genro foi o que se mostrou mais constrangido com a operação, mas acabou se curvando à força dos fatos. Com essa operação, Lula e Dilma passam a ser aceitos no grande salão nobre, pavimentando a candidatura da Ministra para as próximas eleições.
6. O seu principal adversário, José Serra, já é outro aliado que entrou à reboque da Editora Abril. Está pagando um preço caro, com a descaracterização do seu discurso político.
7. A bola, agora, está com o Ministério Público e o Juiz De Sanctis, que terão que trabalhar com essa nova peça do jogo: a intenção de se anular o inquérito.
Não sei por que, mas o evento da Abril me lembrou aquela cena épica de Francis Ford Copolla, o fecho do filme. Enquanto todos estão na grande ópera, os inimigos são fuzilados na calada da noite.
Na grande festa foram selados os destinos do delegado Protógenes e Paulo Lacerda, dois funcionários públicos cumpridores da lei. Anotem os nomes deles e os repassem para seus filhos e netos: foram dois brasileiros dignos, sacrificados por um jogo sujo.
É o fim da grande batalha pela instituição da legalidade no país? Longe disso. É apenas um novo capítulo. Tanto assim, que integrantes próximos ao jogo estão completamente incomodados, assim como vários colegas jornalistas, que entenderam que esse jogo de cena foi longe demais e está comprometendo a imagem da categoria como um todo.
Com tanta testemunha, tanto conflito de consciência, julgam ser possível varrer o elefante para debaixo do tapete? É muita falta de fé no estágio atual de desenvolvimento do país.

Comento
Vamos fazer uma síntese do, por assim dizer, pensamento de Luís Nassif:
1) O governo Lula fez um acordo com VEJA;

2) Todos os demais jornais, obedecendo à orientação de VEJA (ô revista poderosa, não!?), aderiram ao acordo. Vocês sabem: é VEJA mandar, todo mundo obedece;

3) Dilma, aliada de Nassif e de Amorim até anteontem (o que deu errado?), resolveu mudar de lado, e agora é aliada da VEJA. Tudo pela candidatura. Como vocês sabem, se alguém quer ser presidente da República, tem antes de vencer a eleição dentro da VEJA;

4) Mas não só isso: VEJA também cooptou um possível adversário de Dilma em 2010: José Serra;

5) Você entenderam tudo ou faltou alguma coisa? Eu sintetizo: VEJA tem hoje, segundo Nassif, o controle de:

– Lula;
– Dilma;
– Serra;
– Folha;
– Estadão;
– O Globo;
– IstoÉ;
– Época.
Nada menos. Parece razoável, não?

Acho que, com estes dois posts, um de Nassif e outro de Paulo Henrique, as coisas ficam, definitivamente, em seu lugar.

Convenham, ainda que fosse verdade o que vai acima, ninguém acreditaria porque iria parecer fantasia. Sendo, evidentemente, mentira, acho que já deixamos há muito o terreno da racionalidade e da sanidade, não é? Ora, as pessoas se subordinam a um comando quando há entre elas uma relação de hierarquia ou de interesses:
– por que Lula se deixaria dominar por VEJA tendo a popularidade que tem?
– por que os outros veículos fariam o mesmo?
– o que todos eles ganhariam com isso?

Nassif sabe que criou um roteiro delirante e precisa demonstrar que, bem…, ele é um homem ponderado. Aí ele reproduz uma suposta conversa com uma “fonte” do Palácio do Planalto, que lhe teria dito o seguinte:

“Do ponto de vista dos fatos, esse acordo não existe, Muito menos com a Veja. O presidente sequer se dispõe a dar entrevistas à Veja. No momento, admito que todo mundo possa ter dúvidas, inclusive internamente. Mas ao final do inquérito se mostrará se houve ou não houve acordo. E garanto que não houve. O tempo mostrará que, obedecendo às regras do Estado de Direito, se produzirá um inquérito consistente, porque virou uma questão de honra para a Polícia Federal. O governo não tem interesse em encobrir nada. Só quer que se aplique a lei. E, para isso, o inquérito tem que ser conduzido tecnicamente. Admito que há dúvidas que só podem ser desfeitas com fatos. E o fato será o final do inquérito. Não haverá como convencer ninguém antes disso”.

Viram só?
O acordo a que se refere Nassif, que levou Paulo Henrique a pedir o impeachment de Lula, só “NÃO EXISTE DO PONTO DE VISTA DOS FATOS”.

Leitor amigo,
O QUE NÃO EXISTE DO PONTO DE VISTA DOS FATOS EXISTE DE QUE PONTO DE VISTA, ENTÃO?

Luís Nassif acabou!
Paulo Henrique Amorim acabou!
A tramóia que juntou os submundos da Polícia Federal, da Abin e do jornalismo chega a seu desfecho mais patético. Desmoralizados todos, matando-se uns aos outros, revelam-se. Nassif acerta quando diz que um filme sobre a máfia traduz os fatos. Mas não é O Poderoso Chefão, não. Estamos falando de Goodfellas, Os Bons Companheiros, de Martin Scorsese. Todos os bandidos morrem no fim, numa troca de tiros. Por excesso de ambição.

O ódio e a inVEJA destruíram Luís Nassif.

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