Livros

Leitores estão me pedindo que publique a lista de livros que sugeri aos estudantes da São Francisco, a Faculdade de Direito da USP. Não o fiz antes porque não queria dar a entender que estes são “os” livros para saber a verdade do mundo. Não! Trata-se de uma lista útil para aquele debate: “Cuba e […]

Leitores estão me pedindo que publique a lista de livros que sugeri aos estudantes da São Francisco, a Faculdade de Direito da USP. Não o fiz antes porque não queria dar a entender que estes são “os” livros para saber a verdade do mundo. Não! Trata-se de uma lista útil para aquele debate: “Cuba e o futuro da esquerda na América Latina”. Ao longo da conversa, acabei sugerindo que lessem outros tantos.

Lista entregue ao Centro Acadêmico:
– Para dados sociais sobre Cuba antes e depois da revolução:
La Lune et le Caudillo – Le Rêve des Intellectuels et le Régime Cubain, 1959-1971, de Jeannine Verdès-Leroux – Editora Gallimard (disponível na Amazon).
(A Lua e O Caudilho – O Sonho dos Intelectuais e O Regime Cubano – 1959-1971)
Por que ler:
– Para saber que Cuba tinha, em 1952, o terceiro PIB per capita da América Latina. Trinta anos depois da revolução, tinha o 15º;
– Para saber que o índice de analfabetismo de Cuba, em 1958, era de 22% (metade do índice mundial, não de 50%, como afirmava Fidel).
– Para saber que a repressão comandada por Fulgêncio Batista, antes da vitória da revolução, matou 2 mil pessoas, não 20 mil, como afirmou Fidel.

– Para ler a declaração de Fidel sobre o desinteresse pelo poder, afirmando que voltaria a ser advogado depois de depor o regime:
The New York Times – entrevista a Herbert Mattheus

– Para saber detalhes sobre a brutalidade de Che Guevara
Loués Soient Nos Seigneurs
– Régis Debray – Edigora Gallimard
(Louvados Sejam Nossos Senhores) – Disponível na Amazon.

– Sobre primeiro campo de trabalhos forçados na América Latina, criado em Cuba, pela dupla Fidel-Che Guevara.
Loués Soient Nos Seigneurs – Régis Debray – Edigora Gallimard

– Os mortos de Cuba
Além de La Lune…, A América Latina e a Experiência Comunista – Pascal Fontaine, in O Livro Negro do Comunismo – Editora Bertrand Brasil

– A brutalidade do regime soviético e seus milhões de mortos:
Stálin – A Corte do Czar Vermelho
– de Simon Sebag Montefiori – Companhia das Letras

– A brutalidade do regime chinês e seus milhões de mortos:
Mao: A História Desconhecida,
de Jon Holliday e Jung Chang – Companhia das Letras

Outros livros comentados, fora da lista, sugeridos aos alunos no debate:

– O Contrato Social, de Rousseau
Cheguei ao autor porque um aluno falou de O Contrato Social como um texto em defesa da democracia. Será? A obra faz uma exposição aparentemente muito ponderada do triunfo do coletivo sobre o indivíduo. Aparentemente. Este escriba acredita que ali estão as sementes das flores do mal do totalitarismo.

Emílio ou Da Educação, de Rousseau também. As mesmas tolices que Rousseau afirmava sobre a organização social orientam a sua concepção de educação — justo ele, que entregava os filhos ao orfanato à medida que iam nascendo. Voltaire — este, de fato, um gênio — o tinha por idiota e chegou a declarar que lê-lo despertava no ser humano a vontade de andar de quatro.

O 18 Brumário, de Karl Marx
Citei como um exemplo do que considero um grande texto a serviço da ideologia. Ali estão resumidos, com brilho, alguns dos notáveis procedimentos usados pelos marxistas para distorcer a história, ignorando o fato em benefício da “militância”.

Dos Filhos Deste Solo, de Nilmário Miranda e Carlos Tibúrcio. É um levantamento, o mais amplo possível, das pessoas mortas pelo regime militar no Brasil. Total: 424. E não “milhares”. Sob a guarda do estado, a morte de uma só pessoa já seria um excesso. A questão é saber por que as nossas esquerdas demonizam os generais do Brasil e endeusam Fidel Castro, que matou 17 mil pessoas, além das 78 mil que morreram tentando fugir da ilha. Quem não se importa com 95 mil cadáveres, por que se importaria com 424. Não é um campeonato macabro. Macabra é a moral dessa gente.

Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda.
Só entrei no mérito do livro porque ele foi citado pelo deputado Ivan Valente. Então comentei com os alunos a estúpida distorção que acompanha esta obra, muito citada e quase nunca lida. A tal “cordialidade” do homem brasileiro está longe de ser uma constatação positiva.

A vida de D. Pedro I, de Octávio Tarquínio de Souza – 3 vols. — esgotados, mas certamente encontráveis nas bibliotecas da USP.
Esta recomendação foi feita depois, a um grupo de 20 alunos, que me convidaram para um bate-papo depois do debate. Usei a obra como exemplo de uma história séria, não-marxista, quase sempre ignorada na universidade, nos cursinhos e nos livros didáticos, corroídos pela esquerdopatia. Os fundadores da pátria brasileira são tratados pelo marxismo vagabundo como delinqüentes.

A Rebelião das Massas, de Ortega y Gasset – Também recomendado durante o bate-papo, depois do debate, como um ensaio grandioso sobre o fundo autoritário que o conceito de maioria pode comportar.

Comentários
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  1. Comentado por:

    Anônimo

    Obrigado pela lista, Reinaldo. Tenho particular interesse pelos livros sobre a revolucao cubana. Um abraco,

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  2. Comentado por:

    einesellesenie

    Thoreau e sua cabana desobediente também vêm a calhar, não?
    Não li e já gostei desse Ortega aí: vou procurar.
    Obrigado pelas dicas!

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  3. Comentado por:

    Anônimo

    Reinaldo,A inveja que este blog desperta, realmente, tem razão de ser. Além de nos informar, magistralmente, sobre os acontecimentos desse tempo obscuro do Apedeuta, ainda nos instruí, enviando esta lista. Copiei, e comprarei na medida do possível. Obrigada! Nilda Paula

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  4. Comentado por:

    Anônimo

    Para os curiosos, Rousseau não teve um ou dois filhos. Teve cinco. E não se limitou a entregá-los a um Orfanato. Largava-os, recém-nascidos, na porta do Orfanato, sem nome, sem nenhuma identificação (exceto o primogênito, que tinha um código). E neste Orfanato, 3% das crianças sobreviviam além dos 10 anos. Ou seja: em termos estatísticos, ROUSSEAU MATOU SEUS 5 FILHOS. E nós ainda o veneramos como alguém respeitável, capaz de propor coisas sensatas à humaniddade. Fonte: Os Intelecuais, de Paul Johnson, outro livro que pode ser acrescido à lista, com a permissão do Reinaldo.
    Leo

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  5. Comentado por:

    carlos octaviano

    Se me permite sugerir, indicaria o “Viaje Al Corazón de Cuba”, de Carlos Alberto Montaner. Livro muito bem documentado e esclarecedor.

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  6. Comentado por:

    Anônimo

    Acauã K. falando:Isaiah Berlin escreveu um livro sintomático sobre Rousseau:“Rousseau e Outros Seis Inimigos da Liberdade”

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  7. Comentado por:

    Anônimo

    Reinaldo, bom dia.
    Obrigado pela lista. Pena que não more em São Paulo para assistir ao debate.
    Você poderia montar um curso à distância, quem sabe com o nome “Fundamentos do pensamento contra os consensos”, evoluindo até “Tópicos avançados…”
    Algo fora do blog, do tipo: leiam esse mês o livro x, os capítulos 2 e 4 do livro y, a primeira parte do livro z, e assim por diante.
    O norte para a escolha poderia ser “o que todo o brasileiro (desde o físico até o sociólogo) deve saber para compreender o mundo em que vive e participar ativamente de sua construção e transformação. Para que suas escolhas sejam de fato livres.
    Um abraço,
    Rodrigo

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  8. Comentado por:

    Anônimo

    Bom dia Reinaldo.
    Citar um livro do petralha Nilmário deve ser um tapa na cara da canalha…Eles te acusam (ou melhor, te elogiam) de direitista então você saca uma referência que eles não podem contestar para desmistificar a mentira que eles mesmo propagam…
    Deve ser dolorido…. eh eh eh…

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  9. Comentado por:

    Roberto Leandro

    Obrigado Reinaldo pela lista dos livros.
    Sugiro ainda “Cuba, Uma Nova História” de Richard Gott e “O Homem Que Inventou Fidel” de Anthony DePalma. Para entender como mais um golpe de um, entre tantos, caudilho caribenho é alçado pelas esquerdas em todo o mundo como uma redenção.Um abraçoRoberto Leandro

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  10. Comentado por:

    Anônimo

    Rei, no link http://www.ordemlivre.org/?q=/ebooksHá vários e-books gratuitos de obrasde Bastiat, Mises, Schumpeter e Hayek.

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  11. Comentado por:

    WEIMAR

    Fora do assunto, EINESELLESENIE, tudo de Ortega y Gasset merece ser lido. Pelo conteúdo e pelo estilo claro e elegante. Ortega é grande.
    Dentro do tema do debate: Há um filme aí nas locadoras, “ANTES DE ANOITECER”, sobre a vida do poeta cubano REINALDO ARENAS, imperdível. Arenas morreu em 1990, em N. York, onde vivia depois de haver fugido daquela ilha vocês-sabem-qual. O ator principal é o espanhol Javier Bardem, que este ano ganhou o Oscar. O diretor é Julian Schnabel, também ganhador do Oscar. Fazem pontas, logo quem!, o esquerdinha Sean Penn (irreconhecível, como um carroceiro) e Johnny Depp.
    Sobre Stalin, há muitos bons livros. O de S. Montefiore, indicado pelo Reinaldo, está entre os melhores. Mas igualmente imperdível é o de Martin Amis, “Koba the Dread”. Infelizmente não está traduzido no Brasil, ao contrário, por exemplo, da biografia daquela garota que foi traçada pelo Clinton no gabinete oval (de duplo sentido na administração Clinton), e de cujo nome não me recordo no momento. Ela vende mais do que Martin Amis. É justo. Parece-me também que exista um livro sobre a Hillary – no triângulo, a outra – para ser lido no banheiro. Não recomendo, não li, não pretendo lê-lo. Não conservo livros no banheiro, e mesmo que conservasse seriam outros no meu banheiro. Mas imagino que haja interessados nesses dois livros, tanto que foram traduzidos e colocados à venda. Nas livrarias, ainda, a biografia daquele camarada dono da Igreja Universal, outra pessoa cujo nome me escapa no momento. Na capa, ele está atrás de grades; na vida real, não, infelizmente. Tem também, vi na vitrine, muitos livros de auto-ajuda… Mas aí já estou me perdendo. Paro aqui.
    Weimar

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  12. Comentado por:

    Anônimo

    O problema com avaliar O Contrato Social como a semente das ideologias coletivistas é esta leitura rasa vinda da floricultura. Esta idéia da prevalência do coletivo sobre o individual, até onde a ignorância sobre períodos mais antigos da história, marca a Idade Média e a Igreja Católica. Marca inclusive e fortemente o Antigo Regime, com seus corpos, guildas etc. Nos passaria pela cabeça em afirmar que a semente do totalitarismo está aí? De mais a mais, apesar de comunista, é um pouco difícil creditar o totalitarismo chinês a uma influência rousseauniana. O caso chinês e o japonês, como se sabem, têm fortes raízes nas suas culturas.João Paulo Rodrigues

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  13. Comentado por:

    Anônimo

    É uma pena …
    Reinaldo –
    É uma pena que na sua lista não figure aquele que talvez seja o melhor ensaio histórico já publicado no Brasil. Refiro-me a DOIS AMORES, DUAS CIDADES, de Gustavo Corção. Nesses dois volumes estão presentes: conhecimentos históricos, informações científicas, filosofia, teologia, arte e literatura, tudo exposto com uma linguagem elegante, que não cansa o leitor.
    Para entender tudo o que vem acontecendo no Brasil e nos demais países do Ocidente, não há melhor leitura que a do livro citado!

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  14. Comentado por:

    Anônimo

    “A questão é saber por que as nossas esquerdas demonizam os generais do Brasil e endeusam Fidel Castro (…)”
    Ou a questão não seria saber por que a direita brasileira gosta de citar o número de mortos da ditadura para aliviar a barra dos militares?

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  15. Comentado por:

    Peregrino

    Reinaldo,
    Karl Popper em A Sociedade Aberta e Seus Inimigos, também considera Rousseau uma fonte das sementes das flores do mal do totalitarismo.

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  16. Comentado por:

    Anônimo

    Ao leitor JOÃO PAULO RODRIGUES 9:39 AM
    Você escreveu isto:
    Esta idéia da prevalência do coletivo sobre o individual, até onde a ignorância sobre períodos mais antigos da história, marca a Idade Média e a Igreja Católica.
    Pois é, ficou bem claro o seu preconceito juntamente com um infeliz desconhecimento da História.
    Se você conhecesse realmente a história da Igreja e a história da Idade Média, saberia que a pessoa humana ganhou profundidade com os ensinamentos da Igreja, fato esse ocorrido de modo especial na Idade Média.
    Sugiro a você a leitura de livros sérios, escritos por historiadores , e não por romancistas, para que fique conhecendo de fato a verdade, e não lendas preconceituosas.
    Léo – (vale do Paraíba)

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  17. Comentado por:

    Anônimo

    Alguém sabe informar se existe uma tradução para o português de Portugal do livro “Loués Soient Nos Seigneurs” ?Na Amazon o livro está com o título “Praised Be Our Lords: The Autobiography ” e custa US$ 25,51.Obrigado
    Marcelo

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  18. Comentado por:

    Anônimo

    Ao Léo 7:57 AM
    Esse fato ligado à vida de Rousseau é contado no livro DOIS AMORES, DUAS CIDADES, de Gustavo Corção, editado pela AGIR no final da década de 60. Aliás, no citado livro, Corção fala sobre a “roda”, isto é, a “roda dos expostos”, um sombrio mecanismo que recebia o pobre infante abandonado por alguém, para que uma instituição caridosa o educasse. Rousseau teria usado esse cruel “mecanismo”.
    Aquele que viria a ser o grande matemático D’Alembert foi assim abandonado pela própria mãe, uma nobre francesa (isso também é contado no referido livro).
    Se você LÉO, ainda não o leu, sugiro a leitura de DOIS AMORES, DUAS CIDADES.

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  19. Comentado por:

    Anônimo

    “A Felicidade Humana ”
    Um outro livro que poderia estar na sua lista: – “A FELICIDADE HUMANA” , do grande pensador espanhol, amigo do Brasil, Julian Marías (existe tradução em português).
    Marías foi aluno de Ortega y Gasset. Olavo de Carvalho costuma dizer que esse fato é um bom exemplo do caso em que um discípulo ultrapassou o mestre.

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  20. Comentado por:

    faith

    ofato é que esses ptiralhasobssessivosnostálgicosdocomunismobullsnão sãosolitáriosetampoucoisoladosna américa do sulnessaobssessãodos nostálgicos do comunismoem blindarfidel castro:há naquelese emvárias partes do planeta;uma necessidadeimperiosainconsciente ou nãode proteger-se indivudualfilosóficaideológicae mentalmente.e para muitostambém financeiramente.BASTA!

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  21. Comentado por:

    Rodrigo

    Se você diz que Rousseau ia colocando os filhos no orfanato À MEDIDA QUE IAM NASCENDO, tem que revelar também que “voltaire – este sim um Gênio” tinha participação em empresas (?) que traficam negros, por isso ele preferia não ler Rousseau, decerto porque achava que lendo ficaria como os milhares que ele ajudou a ficar de quatro. Imparcial você?! Creio que é por falta de conhecimento mesmo, mas como você é esclarecido espero que corrija, pelo ao menos na sua cabeça, essa coisa de falar de Rousseau usando Voltaire.

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  22. Comentado por:

    Ricardo A. N. Dornelles

    Caros colegas reinaldianos: O livro “Mao: a história não-contada” é de autoria de um professor inglês de História e de sua mulher, Jun Chang, uma ex-Guarda Vermelha. Em minha modesta opinião, pega muito leve com o Grande Torneiro, oops!, Timoneiro -pois esconde, entre outras coisas, a pedofilia do vagabundo. Só por via indireta consegue-se vislumbrar a diabólica capacidade de Mao de liberar no outro aquilo que ele tem de pior. Tenta “limpar a barra” de carniceiros como Lin Piao e Liu Shao Chi. O Livro Negro do Comunismo é muito mais impactante e revelador do caráter mesquinho, paranóide e essencialmente sanguinário do “humanismo socialista”. Digno de nota é o tratamento dado aos “camaradas” em desgraça, presos em campos de concentração da Securitate, que chegava a encenar uma espécie de subida ao Calvário dos escolhidos (aleatória e arbitrariamente) para morrer.

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  23. Comentado por:

    Wilson1

    Reinaldo, você, certamente, usou os melhores argumentos, na discussão com o radical, mostrando claramente o porquê não ser; anti-democrático, anti-EEUU, anti-globalista, anti-capitalista, anti-privativista, etc. Enfim porquê é errado querer impor que 2+2 sejam 5 e não 4. Ou dizendo de outra maneira o porquê não ser; a favor de Fidel, de Chaves, do ditador do Irã, do ditador da Coréia, de países fechados em grupelhos atrasados, do Estado polvo, etc.etc. Mas, muito provavelmente, você não deve tê-lo(e, também, a moçoila aquela que, coitada, deve se achar a verdadeira cristã porque, APARENTEMENTE, ela(e os outros que pensam semelhante) quer igualdade, preocupa-se com os pobrezinhos, que está mostrando que não é uma monstra dazelite, como têm razão os cumpanheiros PHA, Mino Carta, Luís Nassif, Azenha, Emir Sáder, Marilene Chuí, Lula, Heloísa Helena, Luciana Genro e muitos outros em chamar os brancos bem sucedidos) feito mudar uma vírgula. Provavelmente, ele continuará pensando e agindo da mesma maneira radical.

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  24. Comentado por:

    WEIMAR

    Mas será o Benedito?! Sei, a expressão é velha, mas não tão velha quanto Rousseau e Voltaire. Continuando o que eu ia dizendo, não é que o Rodrigo se aborrece quando se fala mal do finado Rousseau?!!! Será o Benedito?!
    Rodrigo não está só. Existem pessoas, além dele e do João Paulo Rodrigues, 9:39 AM, que não consideram Rousseau uma “semente das ideologias coletivistas”. Não será aqui que podemos chegar a um acordo sobre isso. Mas, hoje, a grande maioria dos autores, à direita, que o detestam, e à esquerda, que adoram sua “vontade geral”, tende a ver em Rousseau um antiliberal. Os petistas, aqueles que já leram mais do que dez livros, gostam dele.
    Cada um que pense como achar melhor. O fato é que ele tinha alguma coisa de PSDB, não acham todos? Um dia nós, ou alguns de nós (esse negócio de céu e inferno deixa um agnóstico sempre em dúvida), vamos encontrá-lo. Por isso deixo aqui uma sugestão: Não comprem nada que ele oferecer. Prudência, prudência! Pode ser coisa boa, mas também pode se tratar de uma esparrela.
    Já Voltaire… Hummmm! Também esse não goza de uma “boa vontade geral”. Os dois devem estar batendo boca até hoje. Onde não sei.
    Weimar

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  25. Comentado por:

    Sandra

    Reinaldo
    E Ivan Valente recomendou …
    Ah! Que eles não lessem!

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  26. Comentado por:

    WEIMAR

    Vou dar uma sugestão pra resolver duas novas quizilas surgidas neste blog. E o faço com espírito de quem busca a concórdia. Então podíamos acordar assim:
    Rousseau é desapercebido e Voltaire, nesta nossa época, despercebido.
    Sou bom nisso. Chàvez, aquele mesmo!, sempre me pede conselhos. E eu nunca os nego. Tem tudo pra dar certo. Confiem em mim, como o D. Mainardi já pediu a alguém. Confiem em mim!
    Weimar

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  27. Comentado por:

    simplesmente maria

    Interessante sua opinião sobre Rousseau e Voltaire, pois desde tenra idade achava o Rousseau um paspalho e derramava-me em admiração pelo brilhantismo do Voltaire, uma genialidade que transparece em toda sua obra e que se pressente no brilho cínico de seu olhar profundo, tão bem retratado.

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  28. Comentado por:

    Anônimo

    Reinaldo voltando um pouco ao nosso passado,sugiro que vc leia tb “A verdade sufocada,a história que as esquerdas não quer que o Brasil conheça” do não menos “demoníaco” cel Brilhante Ustra,é sempre interessante saber quais as explicações de quem estava do outro lado da história.No entanto esse livro não é fácil de ser encontrado,uma vez que quase todas as editoras tiveram medo de mexer no vespeiro.

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  29. Comentado por:

    Leonardo BH

    Valeu pela lista tio Rei!

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  30. Comentado por:

    Anônimo

    Discordo do dado a respeito do analfabetismo na Cuba pré-revolução: Com certeza havia mais de 50% de analfabetos na ilha, pois se assim não fosse não haveria como vingar o comunismo, que é ideologia que só encontra terreno fértil onde prospera a imensa tendência humana para a imbecilidade e a delinqüência. Cuba, na verdade, era uma ilha de lúmpen-proletários, de modo que não foi a tal revolução levada a efeito pela classe proletária, quase inexistente por aquelas bandas naqueles idos.

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  31. Comentado por:

    einesellesenie

    Obrigado, Weimar.

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  32. Comentado por:

    Anônimo

    Olá Rei!
    Obrigada pela lista. Ortega y Gasset é muito bom mesmo.
    Rousseau era duro, por isso, mandou os filhos para o orfanato. Talvez a idéia fosse a de lhes oferecer o melhor; nao é memo? Planejamento familiar hoje é um problema; imaginem naquela época.
    Anouk

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  33. Comentado por:

    Marcelus Giovanni

    Para quem souber ler na língua do John McCain, eis aqui a entrevista completa de castro em 1957, re-publicada recentemente pelo site do The Guardian.

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  34. Comentado por:

    Anônimo

    Rosseau é um dos pais do totalitarismo, sem sombra de dúvida. Basta relembrar que para ele o homem é naturalmente bom, mas corrompido pela sociedade (ou seja, o convívio civilizado seria na verdade a raiz do Mal)e que apenas a submissão à vontade coletiva (expressa, preferencialmente, de forma direta pelo povo) poderia retornar o ser humano à sua liberdade original. Ou seja, começa como uma ode (ingênua até) à beleza da individualidade humana e termina com a submissão completa ao coletivo como forma de libertação. Algo como “liberdade é escravidão”. Sabe como é, esses humanistas…

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  35. Comentado por:

    Anônimo

    REI , OBRIGADO , ADORO QUANDO VC PASSA NOMES DE LIVROS , SEMPRE ANOTO E PROCURO , NÃO É A TOA QUE SEU BLOG É O MELHOR , TAMBÉM PUDERA VC É IMBATÍVEL

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  36. Comentado por:

    Messias

    Ao anônimo das 7:57 AM.Rousseau fez isso, porque a sociedade o corrompeu.Falando sério:Rousseau defendia a democracia direta (participativa) em detrimento à democracia indireta (representativa).As únicas formas de democracia direta que temos são o plebiscito e o referendo.Agora comparem essa proposta com o texto sobre o demagogo plebiscitário de Max Weber. Parece que ele anteviu Hitler, Chávez e Lula. Está no livro “Economia e Sociedade”.
    Vejam só:
    “O tipo transitório mais importante é a dominação plebiscitária. A maioria de seus tipos é encontrada nas “lideranças de partido”, no Estado moderno. Mas sempre existe quando o senhor se sente legitimado como homem de confiança das massas e é reconhecido como tal. O meio adequado para isso é o plebiscito. Nos casos clássicos de Napoleão I e Napoleão III, ele foi aplicado depois da conquista violenta do poder político; no caso do segundo, recorreu-se a ele de novo após a perda de prestígio. É indiferente (a esta altura) como se estima seu valor de realidade: em todo caso, é formalmente o meio específico de obter a legitimidade do poder a partir da confiança (formal e ficticiamente) livre dos dominados.(…)1. A “democracia plebiscitária” – o tipo mais importante da democracia de líderes -, em seu sentido genuíno, é uma espécie de dominação carismática oculta sob a forma de uma legitimidade derivada da vontade dos dominados e que só persiste em virtude desta. O líder (demagogo) domina, na verdade, devido à lealdade e confiança de seu séquito político para com sua pessoa como tal. Ele domina inicialmente, os partidos que conquistou e, em seguida, no caso de estes o levarem ao poder, toda a associação. São representantes do tipo os ditadores das revoluções antigas e modernas: os aisimnetas, os tiranos e os demagogos helênicos; Graco e seus sucessores, em Roma; os capitani Del popolo e os burgomestres nas cidades-estados italianas (…)Onde quer que se procurasse legitimar essa forma de dominação, foi mediante o reconhecimento plebiscitário pelo povo soberano. (…) Tanto a legitimidade tradicional quanto a formal são igualmente ignoradas pelas ditaduras revolucionárias. (…)Característico da democracia com líder é, em geral, o caráter emocional específico da entrega e confiança nele, no qual costuma proceder a inclinação a seguir aquele que parece mais extracotidiano, que mais promete e mais trabalha com meios iniciativos. O traço utópico de todas as revoluções tem aqui sua base natural.”
    Um abraço,
    Joaquim Messias

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  37. Comentado por:

    rocket

    Como ex-aluno da Unicamp nos anos 80 tive o privilégio de ler a maioria dos livros citados. Como já havia confidenciado em outra oportunidade, assistia a tudo, observava, mas nunca fui tão ingênuo a ponto de cair de amores pela esquerda. Muito pelo contrário, ao ler O Capital de Karl Marx saquei de imediato o que se escondia por baixo das idéias dêle. De qualquer forma, caro Reinaldo, foi excelente a sua lista de sugestões. Espero que a maioria dos nossos companheiros de blog leiam essas obras e tornem-se formadores de opinião tão contundentes quanto você. Aliás, uma das características dos viajantes na maionese da esquerda é a total falta de precisão nos fatos e números. Eles não descobriram ainda que os números não mentem. A propósito, será que eles já conseguiram descobrir quanto é sete vezes sete? E sete vezes oito?

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  38. Comentado por:

    Marco

    E pro Edmundo Wilson, nada???

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  39. Comentado por:

    Anônimo

    Reinaldo: Por que voce nao indicou o livro “A volta do idiota”?

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