Escrevi aqui sobre o filme Simonal - Ninguém Sabe O Duro que Dei, de Cláudio Manuel. Micael Langer er Calvito Leal, que retrata o desastre que colheu a vida de uma dos mais populares cantores do Brasil. Vocês devem se lembrar: ele, com efeito, fez uma bobagem ao mandar dar uma esfrega no seu contador. Um dos policiais que praticaram a delinqüência era do Dops, para onde fora levado o sujeito. Segui-se um rolo danado, com inquérito policial. Simonal tentou se safar dizendo-se “amigo dos homens”. Assinava a sua sentença de morte. Pois bem. O filme evidencia, sim, o absurdo da ação truculenta, mas deixa claro que não há uma só evidência, além do diz-que-diz-que, a demonstrar que o cantor era um informante do Dops.
Pois é… Simonal continua, e isso é realmente muito impressionante, a mobilizar ódios. A esquerda, escrevi hoje em outro texto, só aceita ser vítima, jamais algoz. Simonal foi moralmente assassinado sem que jamais se provasse que era, enfim, informante. Era assim até hoje…
Na capa da Folha deste domingo, há lá com grande destaque chamada para uma reportagem do caderno Mais! Título ao lado da foto de Simonal: “O Informante”. Titulo na capa do suplemento: “O Informante Simonal”. Ambos remetem a uma reportagem de Mário Magalhães, ex-ombudman do jornal, que deveria ser matéria de reflexão para ouvidores do leitor do mundo inteiro.
Magalhães pôs as mãos num documento até agora desconhecido — o processo 3.540/72 — em que testemunhos de pessoas ligadas aos Dops consideram Simonal um informante, sim. O próprio cantor teria dito num depoimento que ajudou a combater subversão no meio artístico.
O que mais me impressiona é que fica parecendo que tal documento contesta o filme — quando, na verdade, ele só o reforça. Por quê? Porque a obra deixa claro que o artista se jactava da proximidade com os órgãos se segurança, embora não houvesse evidências de sua atuação política.
Não há — a menos que Magalhães tenha escondido, mas acho que não — um só exemplo concreto caracterizando tal atuação. O desafio lançado por Chico Anysio no filme continua válido: “CITEM UMA SÓ PESSOA QUE TENHA SIDO DENUNCIANDA POR SIMONAL”. Não há! O sujeito volta a ser assassinado, em 2009, com a mesma sem-cerimônia com que foi no começo da década de 70.
Se o documento se resume ao que se publica, há nada mais do que depoimentos de meganhas afirmando a ligação, mas rigorosamente SEM NENHUMA PROVA, SEM NENHUM CASO CONCRETO, SEM NENHUM EXEMPLO. Nada! O que há, isto sim evidente, é uma espécie de revanche. A esquerda não aceita que também fez as suas vítimas. Aliás, não só vítimas morais como Simonal. Também tem uma penca de cadáveres nas costas, sobre os quais silencia.
A declaração de Simonal, destacada na primeira página da Folha, não inova. Que ele próprio se dissesse, à época, ligado “aos homens”, isso o próprio filme evidencia. Ora, o testemunho dos tais policiais têm tanto peso, no caso, quanto o boato, também espalhado por agentes da ditadura, de que José Genoino, por exemplo, entregou seus companheiros quando preso no Araguaia (o tema também está no noticiário de hoje) e só por isso não foi morto. É que não se dá bola a conversa de torturadores quando isso afeta a reputação de um esquerdista. Mas Simonal pode continuar a ser assassinado.
Escrevo de novo! O documento noticiado por Magalhães não sustenta a acusação de “informante”. Apenas detalha o que já se sabia: a acusação não saiu do nada. Ao contrário: como o filme deixa claro, havia um pretexto bastante verossímil.
Mas cadê a “colaboração” de Simonal? É, meus caros… Os mais jovens estão habituados a ver a máquina esquerdista empenhada, hoje em dia, em lavar reputações. É uma verdadeira lavanderia. Mas saibam que a sua especialidade é o oposto: sujar reputações. Nisso, continua realmente imbatível.
A edição do material destaca: “Processo a que a Folha teve acesso explicita colaboração entre cantor e Departamento da Ordem Política e Social. Em vida, artista desmentia vínculo com órgãos de segurança”. Bem, não explicita coisa nenhuma. Ou me mostrem onde. Não deixa de ser curioso aquele “em vida” — como se algo pudesse ser negado por um morto. Curioso, mas emblemático: até o cadáver de Simonal incomoda. Querem-no um desaparecido político.









Até agora estou inconformado com a incrível injustiça que fizeram com um dos maiores nomes da música brasileira. Que ele errou em mandar dar uma “coça” no tal contador é óbvio, mas nada mais que isso. O Simonal nos USA ou outro país sério qualquer seria idolatrado até hoje, e fizemos questão de mata-lo, liquidá-lo, aniquila-lo como se fazia aos inimigos das ditaduras de esquerda como na antiga URSS. É um absurdo saber que ele foi relegado a nada. Ninguem ergueu, estendeu a mão para ajuda-lo a sair daquela errascada. Pelo contrario, ficaram de longe se deliciando com a derrocada do maior cantor da decada de 60. Parabens a classe artistica da esquerda brasileira, os verdadeiros traíras.
Simonal morreu sabendo da mancada, foi prá caldeirinha pelas mãos dos esquerdopatas coniventes com a corja vermelha e seus crimes, preocupada nos últimos trinta anos em lavar curriculuns dos seus líderes, marginais subversivos, guerrilheiros impidosos, populistas, muitas vezes infiltrados pelos Golberys da vida, nas classes populares, etc. Pior: com a benção de intelectuais de m*, jornalistas frustrados, cantores, atores, escritores emaconhados. Os bandeiras sem causa lavaram também o BOI. Cadê o BOI ? Que cargo ocupa hoje num governo formado essencialmente de guerrilheiros ? não entendo porque não abrem os arquivos da ditadura, e dão nome ao (s) boi (s).
Você citou Chico Anysio. Ele está muito acima dos outros artistas. Moralmente e profissionalmente. Por isso está na geladeira na Globo.
Wilson Simonal, se foi vítima(partindo-se do pressuposto de que é inocente da acusação de “dedo-duro”), o foi da própria estupides e soberba.
Em pleno regime de excepção, mandar dar uma surra em outro, usando policiais do DOPS… Uma estupides sem tamanho. Na época não tinha como se apurar se ele era “X9″ ou não. É lógico que todo mundo da esquerda no meio artístico iria ficar com medo dele.
Se eu fosse artista, na época, e tivesse num bar que o Simonal chegasse, eu me levantaria e me retiraria no ato.
Se fazem isso com quem já morreu imaginem
se fosse vivo ?
Ainda sou mais Simonal , que muitos artistas
que estão por ai.
Ainda que fosse verdade que Simonal era, de fato, um informante, por que haveria algo de errado em não aceitar o comunismo???
Há um detalhe que JAMAIS constará da “biografia oficial” do vagabundo cachaceiro: o fato de ter sido o INFORMANTE “BOI”, frequentador do DOPS.
Seria legítimo levantar a questão das ligações do cantor com o regime no escopo de um estudo ou discussão mais amplos sobre as relações entre artistas brasileiros e Estados ditatoriais da época. Poder-se-ia analisar, no mesmo contexto, eventuais ligações de C. Buarque com o regime cubano, e.g., ou até que ponto a música dos artistas teria sido inspirada, ditada ou formatada por tais ligações, sem que, necessariamente, perdessem seu valor artístico.
Mas ao derrapar na politicagem, Folha não contribui para o fomento de um ambiente em que tais questões possam ser refletidas com mais maturidade intelectual. Usa-se WS apenas como veículo de um sílabo ideológico demagogo, obsoleto e estreito.
A esquerda brasileira é tão canalha, tão covarde, tão maldosa, que massacrou até aqueles dois pobres coitados do DOM e RAVEL, que cometeram o crime bárbaro de fazer sucesso com uma música que dizia “eu te amo meu Brasil, eu te amo, meu coração é verde-amarelo-branco-azul-anil, eu te amo meu Brasil, eu te amo, ninguém segura a juventude do Brasil ” !!! Obrigado Wilson Simonal por sua extraordinária e deliciosa obra musical !!! Valeu, “Rei do Suingue”, valeu grande showman !!! Enquanto a canalha canta Chico Buarque, eu cantarolo “eu era neném, não tinha talco, mamãe passou açúcar em mim ” !!!
Prezado Reinaldo, “fazer uma bobagem” e “dar uma esfrega” são verdadeiros eufemismos perto do que Simonal tentou fazer: torturar, por meio de terceiros, um desafeto de quem desconfiava. Não há talento artístico, suíngue, malemolência ou requebro que possam amenizar a barbárie cometida por Simonal. Se foi informante ou não, pouco importa. Manchou para sempre sua biografia. Do ponto de vista legal, sua pena foi leve.
REINALDO RESPONDE
Ninguém, eu tampouco, defende o que ele fez. Mas tem/tinha de pagar pelo que fez. Não pelo que disseram que fez.
Simonal foi vítima inicialmente da sua “balaquice”. Existe muita gente que para se fazer importante diz que é amigo de autoridade. Foi exatamente o que ele fez. Na verdade, ele nunca foi nada nos serviços de repressão, mas tentou obter uma vantagem, tipo lei de Gérson, o que se voltou contra ele depois. A esquerda sabe que errou, mas jamais vai reconhecer. Mas não adianta a gente ficar escrevendo sobre isso, pois a esquerda não lê nada que não seja de esquerda.
Já mataram o cara, querem mais o quê? A patrulha da esquerda fez mais vítimas do que a ditadura da direita. Deixei de ser esquerdista (faz tempo) por não tolerar essa patrulha.
Simonal era muito, muito bom.E quem disse que era feio? o homem era um charme: elegante, articulado, dominava a cena… Eu, na época de esquerda(PCB), assim como meus amigos e amigas, (todos anti-ditadura) adorávamos ouvir e dançar ao som de sua voz nas nossas festinhas…Sá Marina, Nem Vem Que Não Tem, etc, . Que saudade.Claro que Simonal cometeu um crime nojento, mas não foi por isso, ó ingênuo(?) aí de cima, que acabaram com ele não! Todo mundo ainda suspira e chora por Olga Benário, que era fria como focinho de cachorro.Veja se algum jornal fala da pobre “Elza”(era codinome) ,de 16 anos, amante de um comunista do alto escalão, acusada de traidora e estrangulada a mando do ilustre casal
Mário Magalhães mente, ele NÃO APRESENTOU dados novos como tentou aparentar. Os tais documentos que afirma ter descoberto são de conhecimento público, já foram analisados por pessoas da mais alta competência e, inclusive, foram objeto de estudo em dissertações e teses de mestrado. E, vale ressaltar, as conclusões destes estudos DIVERGEM EM MUITO das opiniões apresentadas por ele.
Desde a morte de Simonal, a mesma reportagem vem sendo insistentemente reeditada – foi veiculada originalmente em 26 de junho de 2000, dia seguinte à morte do cantor.
Sinceramente, não sei qual é o real interesse do Mário Magalhães. Se a intenção era o esclarecimento dos fatos, novamente ele falhou.
Reinaldo,até onde sei não houve essa figura: informante.Simonal deve ter inventado isso para intimidar os colegas que manifestavam preconceito.Pode ter sido um artista carismático,com muito talento.Nas FFAA,quando saiu,era um humilde cabo.
É, até parece que a esquerda só tem coitadinhos e vítimas inocentes! Simoninha e Max de Castro deveriam entrar com pedido de indenização, amparados pela Lei da Anistia. Se serve para indenizar ladrões, terroristas e sequestradores da esquerda, por que não indenizar também uma vítima de difamação ideológica como o Simonal?
Se existe a prova documentada, e o proprio confirmou, nao ha’ o que discutir, apenas lamentar.
Pois é, Reinaldo, agora a FOLHA deu para exibir manifestações explícitas de canalhice e mau caratismo !!! E lança uma campanha publicitária milionária na televisão, tentando convencer os incautos a fazer uma assinatura do jornal, que, ao que parece, está entrando numa crise financeira das brabas !!! Não desejo a falência da FOLHA, que, ao menos, nos diverte !!! E ainda tem gente boa por lá !! Além do mais, São Paulo comporta, no mínimo, três jornalões (hoje só tem dois) !!! Mas que eu não assinaria a FOLHA, não assinaria mesmo !!!!
O que é que Simonal teria a dizer que não fosse público e notório? Naquela época, diga-se de passagem, todo mundo sabia quem eram os artistas que se pretendiam “contestadores”. Estão todos por aí posando para a história. Alguns notórios inimigos da esquerda como, por exemplo, o apresentador Flávio Cavalcanti, que emprestou a sua voz ao início do movimento (primeiro civil, depois militar) de derrubada do Jango, escondeu gente da polícia mais tarde, coisa que comuna de salão nenhum podia ou queria fazer.
O Simona, coitado, era no máximo papudo.
Essa questão deixou de ser séria e se tornou uma tolice total. Se ele tivesse sido informante teria sido muito melhor que ser sequestrador e torturador em beneficio próprio.
Tá na cara que, quando fedeu, ele tentou sair pela tangente, se dizendo amigo dos homens;
Tá na cara que a fedentina piorando na imprensa diária seu advogado inventou que o contador era terrorista, deixando de ser tangente pra ser secante;
Tá na cara que quando sujou pra Repressão - não batiam por ideologia e patriotismo somente - eles entregaram o negão acusando-o como informante.
Portanto, se não era informante era apenas criminoso comum. Logo, não há porque ser anistiado.
MAM
O Wilson Simonal perdeu tudo, fama, dinheiro, os “amigos” se afastaram, vale observar que alguns “jornalistas do antigo Paquim, foram indenizados com milhões de reais, na realidade como disse Millor Fernandes, os caras que estão recebendo indenizações milionárias na realidade aplicaram na Poupança à Longo Prazo, tudo com o nosso rico dinheirinho.
Enquanto isso, Ziraldo e Jaguar recebem mais de R$ 1 milhão da Bolsa-Ditadura, e se gabam de terem realmente ajudado a acabar com a carreira do único show-man que este país teve…
Pobre Brasil que mata seus ídolos e glorifica seus canalhas…
Mas por que ficar tirando fora esse argumento do Simonal dedão, amigo dos milicos?? O cara já morreu! O que essa estória mais interessa??
O pior esquerdista é o jornalista esquerdista com carteira do PT,
sào impagáveis na mentira e se tratando da Folha é até redundante, Paulo Francis quando crinista tinha que aturar proceres da informação cm estrelinha do peito, o mais ridícula em
um tal de caio metido a ombusdman do jornal, mas deu pena PF
em meia hora de papao mandou caçar marido.Por exemplo para
Suplicy/Tarso a Itália era ditadura em 60/70 mas onde foi se
refugiar e ser bem acolhido ? Chico Buarque.
TODOS os escribas da Folha são petistas de carteirinha.
Fica difícil julgar quando não se tem todos os documentos a mão, já que parte dos arquivos da ditadura ainda são secretos e alguns foram queimados. Mas veja: a prova pedida por Chico Anysio jamais será satisfeita, já que muitas pessoas foram presas sem saber quem a denunciou, e mesmo nos arquivos não deve constar o nome do delator. Paulo Vanzolin, em entrevista recente (depois de exibido o documentário) disse que Simonal vangloriava-se de ter entregado “muita gente boa” (palavras de Vanzolin). Enfim, faltam documentos para que se possa apurar quais eram as ligações dele com os órgãos de repressão. Não iriam espancar o desafeto de um qualquer no DOPS. Fizeram isso em troca de algo. Do quê?
Reinaldo o que está incomodando os esquerdistas da Folha é que o documentário não foi feito por nenhum direitista como diriam eles, como NÃO podem contestar um documentário MUITO BEM FEITO, que não escorre para o ideologismo barato, mostra fatos, depoimentos, gente que viu TUDO DE PERTO, partiram para desqualificar com documentos fajutos. Os filhos de WS, deviam processar qualquer veiculo agora na atualidade que viesse com esse papo de que Simonal foi dedo duro. Aqueles meninos SEM rancores DEVIAM, mas não vão fazer isso porque apesar de todo sofrimento que passou WS deixou filhos legais, cabeça boa, BEM DIFERENTE dos esquerdistas da Folha de cabeça ruim pra caramba.
Reynaldo, o comentário sobre este post vai no outro comentário. Como sei que você lê todos os nossos envios, deixa eu te dar uma informação de “cultura inútil” (que deveria ir em sugestões) que eu acho relevante. A edição desta semana da revista CARAS traz fotos do casamento da filha de Agaciel Maia, que aconteceu em Brasília. E não é que, entre os amigos, compareceram o Ribamar de Marimbondos de Fogo e o Renan dos bois? São necessárias provas mais ululantes do que essa para provar a amizade dos senadores com o seu compar… com o seu funcionário? Talvez você queira comentar a esse respeito. Não é apenas uma festinha: trata-se da reunião de um covil!!
Na minha casa a Falha não entra nem para ser usada quando acaba o papel higiênico.
Abri o comentário para falar uma coisa e viajei na condição do pobre/grande Simonal, mas o que eu gostaria de dizer é que um texto como esse do teu post merecia estar era na VEJA.
Longe de mim querer pautar um monstro jornalistico como o irmão Rei ou minimizar o alcance do blog…
Mas, gera um documento menos virtual e com maior perenidade (encontro Vejas de semanas atrás na sala de espera do dentista..)
e o Brasil devia estar discutindo isso - a relação da imprensa e ideologia - e não o Sarney! O Sarney é um personagem de Dias Gomes e como tal deveria estar superado e formatado numa tese na estante. Mas Teatro e Literatura não bastam.
Realmente destino do Simonal é, como diriam os bacanas, um “case” para reflexão no país das cotas.
E acho uma pena que o molho que o negão trouxe para o que se chama MPB seja relegado a segundo plano por isso.
Não imagino o que ele estaria fazendo de bom na cena atual, já que muitos de seus pares, e a música brasileira em geral, tem piorado muito…
E a folha parece preferir “Dar pra Cachorro!”
O bom e o mau jornalismo
Reinaldo -
Esse seu post é especial. Ele nos mostra, obviamnte a quem não for bobo, que existe um bom e um mau jornalismo. Neste blog se pratica o bom, graças a Deus.
Um solidário abraço -
Pascal
Veja que curioso, uma pessoa morta que deixou entre os seus colegas a desconfiança como herança, causa indignação entre os vivos pelo o que supostamente é acusado de “traidor, delator, dedo duro, etc…, ai certos jornalistas se acham no direito de emporcalhar mais a memória do WS e de sua família, ao contrário do que acontece hoje, com tantas safadezas, no Congresso, no Governo, nos partidos, grande parte da imprensa finge que não ouve e vê, se existisse um pouco de verdade nessa história, o que são esses jornalistas melhor que o WS que nos abandonam e se corrompem, afinal se verdade for o WS tinha uma desculpa, livrar ele e a família da perseguição do governo faria todo sentido.
É, Reinaldo, pois é. Mas ao que parece as coisas não são bem assim, não. Da reportagem da Folha: “Acontece que, 450 dias antes, Simonal já prestara declarações no Dops que foram anexadas ao processo e não chegaram ao noticiário.
Às 15h de 24 de agosto de 1971, perto de nove horas antes da diligência contra Viviani, Simonal afirmou ter ido à rua da Relação “visto aqui cooperar com informações que levaram esta seção a desbaratar por diversas vezes movimentos subterrâneos… subversivos no meio artístico” . Também não nomeou os “movimentos”. Ou seja, o primeiro a sustentar que Simonal era informante foi ele mesmo, e antes da ação da polícia.”
Ocorre que o documento do DOPS é um exemplar da mais autêntica falsificação que um pilantra esperto faz para se cercar de qualquer problema futuro: mostra que o que aconteceu com o contador esteve devidamente justificado e documentado, antes durante ou na certa - após - a informação (que era falsa) do informante da questão social no corcel de mel que abandonou a mulher virgem no altar.
Por essas e outras há mais de 10 anos deixei de ser assinante da Folha.
Aquilo não vale nada.
“Explicita” é de doer! Um sujeito que usa um termo desse deveria ser obrigado a incorporá-lo ao nome (em cartório, como fez o Lula)!. Luiz Explicito da Silva. Ou Luiza Explicita da Silva. “Momento atual” também é muito ruim, mas até dá pra explicitar seu uso.
Reinaldo,
de novo? A Folha realmente não tem jeito. É apelação em cima de apelação.
A “bobagem” do Simonal: pedir para dois meganhas do dops, seus amigos, sequestrar e dar uma “esfrega” (tortura com choques elétricos, socos e pontapés) em seu contador para confessar um desvio de dinheiro. Colaborar com o crime, levando os policiais em seu próprio carro na ação do sequestro e permanecer no Dops durante a sessão de tortura. E ainda se vangloriava de ser “amigo dos homi”.
Para mim seu ostracismo artístico foi mais que merecido. Deveria mesmo é ter ficado uns bons anos na cadeia.
Reinaldo, acho que caso tão absurdo quanto o caso de Simonal, foi o que aconteceu com dupla Dom e Ravel.
Pelo que tenho conhecimento, a dupla foi demonizada simplesmente porque lançou uma música que falava do Brasil. Não discuto a qualidade artistica da letra, mas com certeza não era pior do que muitas porcarias que a imprensa divulga hoje. Toda a música era composta de versos falando do Brasil assim:
Eu te amo meu Brasil, eu te amo
Meu coração é verde,amarelo,branco,azul anil
Eu te amo meu Brasil, eu te amo
Ninguém segura a juventude do Brasil
A música foi apontada pela esquerdopatia como apoio ao regime militar e por isso a dupla sumiu.
“Meu limão, meu limoeiro” tem de virar nosso hino. Eu já a canto para qualquer vermelhão que queira encher meu saco.
Sim, a justiça divina, com a verdade, surge após a morte de Simonal. O sentimento geral é de que a safadeza que lhe fizeram está vindo à tona, e isto não escapa aos setores da esquerda que coonestam o massacre do cantor, o que lhes irroga a missão de matar o morto.
Rei:
Entre tantas coisas que motivaram a perseguição do Simonal, uma delas foi inveja. Sou médico e a esquerda sempre nos demoniza, a menos que façamos só que eles querem. Se um colega erra (maus profissionais existem), toda a categoria é julgada. Acho que é porque inteligência suficiente para sermos aprovados em vestibulares concorridos e a ideologia deles jamais ter sido hegemônica nas nossas faculdades. Já li um texto deles em que os médicos são criaturas fora do controle do serviço público, pois não querem obedecer aos gestores e sim ao CRM e à literatura científica. Acho inclusive que o que está acontecendo com o que eles chamam de “mídia” hoje é o que acontece conosco há 20 anos.
A matéria sobre Simonal é leviana e desrespeitosa. O estilo, as palavras, tudo concorre para desmoralizar mais uma vez, a figura de Simonal. Mais de uma vez, a matéria lembra que Simonal confessa ser “amigo dos homens”, mas a matéria não revela nenhum caso concreto.
Uma vergonha!
Caro Reinaldo,
Estava na 314 sul, em Brasília, quando numa banca vi a capa da Folha deste domingo. Comprei para ler apenas duas matérias: a da greve da USP e a sobre Simonal.
Na primeira, é revoltante o esforço da matéria em limpar a barra dos truculentos sindicalistas do Sintusp, dando a entender que todos querem o melhor para a USP. Falácia! Lady Laura deveria se juntar ao movimento de uma vez.
“Querem-no um desaparecido político” e artístico! Não se encontram mais seus discos, as rádios não o tocam, parece que é proibido falar seu nome…Wilson Simonal. Não foi apenas o motivo ideológico que o tornou um “proscrito” mas, principalmente, o motivo psicológico. Simonal teve a ousadia de ser negro, pobre (filho de empregada doméstica) e feio sem se sentir VÍTIMA! Não era nada “politicamente correto”, não imitava ninguém, cantava o amor ao Brasil, ao PATROPI, em plena ditadura militar, não fazia concessões, não era “intelectual” e, além de tudo isso, ainda trazia ALEGRIA para o povo! Sua vitalidade era contagiante…isso é que foi imperdoável!O aspecto político é,a meu ver, um pretexto!
Oi Reinaldo,
realmente essa e’ uma especialidade das esquerdas ao redor do planeta: atribuir frases a quem nao disse nada e atos a quem nada fez. Eles sujam reputacoes como quem toma um copo d`agua. Aqui no nortao do mundo eles gostam de dizer que “he who controls the past controls the future”.
Um bom domingo para voce.
É claro que se houvesse a entrega, a deduragem, o prejudicado teria reclamado em bom som e o fato entregue às luzes.
Mas que droga de informante era esse que não estava infiltrado em grupos de esquerda?
O que esperar de uma tchurma criada no leninismo, que apaga Trotski da foto em que aparece do lado do púlpito que Lenin discursa, e depois “apaga” realmente o cara? O cara não era flor que se cheirasse (nenhum deles) mas apagar literalmente? Simonal sempre foi apagado pela tchurma, né. Grande cantor, senso musical apuradíssimo, criou gênero nunca repetido (tentaram imitar, mas imitar gênio é difícil, né) e deu alegria a uma porrada de gente que não fica preocupada com estas coisas.
Pode não ter sido informante, mas criminoso foi.
Mandar sequestrar e torturar alguém, ainda que seja um petralha, era e continua sendo crime. Não da para chamar isto de “deslize”, “pequeno erro”.
Deveria ter sido processado e preso.
Foi ?
No mais, ainda vale a pena ler a Folha?
De hoje em diante não compro, nem de vez em quando, mais a Folha.
-Usem o photoshop!
-E ja que hoje ‘e possivel fazer sumir um aborrecimento como WS,que tal dar um zoom em gigantes da liberdade como Dilma,Genoino,F Martins,Dirceu e ate o proprio LILdaS!
quanto ao caso do genoíno; sebastião curió em entrevista ao jornal de buzios (onde tem casa) “O Peru Molhado” (www.operumolhado.com.br), diz que genoíno entregou todo mundo sim, sem nem encostarem um dedo nele.
Excelente!
[...] WILSON SIMONAL É ASSASSINADO DE NOVO [...]
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