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VEJA 7 – Favorável às pesquisas, mas sem chicana

sábado, 31 de maio de 2008 | 4:23
VEJA, a exemplo da unanimidade da imprensa brasileira, é favorável às pesquisas com células-tronco embrionárias, o que sempre se soube. Mayana Zatz, talvez a cientista mais citada pelos ministros do Supremo, é minha colega de coluna aqui na VEJA.com e uma das principais referências nesse debate. Eu, todos sabem, não sou. E não serei. Do meu ponto de vista, não se trata de uma questão científica ou religiosa. Tal debate é falso. Trata-se de uma questão ética. E diferentes pessoas têm concepções éticas diversas. Como já deixei claro em dezenas de textos, o que me incomodou foi a demonização das pessoas contrárias às pesquisas. Só aí entrei para valer na controvérsia.

Pois bem, a matéria de VEJA desta semana, de Carlos Graieb, demonstra que se pode fazer um texto favorável às pesquisas e à decisão do Supremo — posição que eu sabia ser da revista desde que fui contratado — sem fazer chicana. Eu não dou bola é pra chicaneiro. Ou sim: chuto. O texto é equilibrado e respeitoso com a divergência. Até porque a própria VEJA a abriga. Ao longo da semana, conversei com o comando da revista. E ninguém me pediu que perfilasse em ordem-unida. Ou que silenciasse, mesmo quando o debate azedou. Há aqueles que entendem que democracia é a ditadura daquilo que consideram ser as luzes. Felizmente, nao é o caso da revista.
Para ler o texto de Graieb, assinante clica aqui

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31 comentários em “VEJA 7 – Favorável às pesquisas, mas sem chicana”

  1. Surfista Prateado disse:

    Sobre esses debates que você tem abraçado, gostaria de levantar novamente aquele debate sobre o voto para escolha do reitor nas universidades… Você era adepto de quem o voto dos alunos e funcionários não tivesse o mesmo peso que de professores, por exemplo? É isso mesmo? Minha pergunta: e no caso da eleição, por exemplo, do presidente da república? Deveria o voto do mendigo ali da esquina ter o mesmo peso de um médico ou engenheiro responsáveis por grandes feitos? Ou daquele grande empresário? Ou daquele cientista de ponta? Ou daquela faxineira do seu prédio? Deveriam ter todos os votos dessas pessoas o mesmo peso na hora de escolher o presidente? Minha opinião? Você já sabe… Acho que o voto daquele que mais produz para a sociedade deveria valer mais. Funcionários públicos, por exemplo, deveriam ter o voto com peso próximo de zero, já que nada produzem e vivem da riqueza produzida pelos demais… Subindo na escala, viriam todos da iniciativa privada, e a escala é graduada simplesmente pela renda. Porque quem tem a mais renda é porque gera mais riqueza. Renda é o que você recebe da sociedade em troca do que você gera de riqueza para essa mesma sociedade… Sendo assim, quem pouco ou nada faz de valor pela sociedade, pouco recebe e pouco deve influir na escolha de governantes. Senão, acaba acontecendo o que estamos vendo: um bando de incompetentes e preguiçosos acaba escolhendo um dos seus para tomar de quem produz para dar para quem nada faz, vivendo como verdadeiros parasitas da parte da sociedade que é produtiva.

  2. Luiz Antonio disse:

    2/10
    Com todo respeito que se deve aos Senhores Bispos, é conveniente um esclarecimento sobre a Nota da CNBB (29-5).

    Cito: “… o embrião humano tem direito à proteção do Estado. A circunstância de estar in vitro ou no útero materno não diminui e nem aumenta esse direito. É lamentável que o STF não tenha confirmado esse direito cristalino, permitindo que vidas humanas em estado embrionário sejam ceifadas.”

    Parece que talvez se admita, como pacífico e moral, a existência de embrião humano in vitro. Tanto que se defende para ele a proteção do Estado - na circunstância in vitro e no útero.

    Ora, o problema todo se dá unicamente por “fazerem” os tais embriões in vitro. Coisa incompatível com a dignidade humana. Uma prática veterinária que extrapolou indevidamente para a medicina!

    Certamente os Senhores Bispos conhecem bem o documento DONUM VITAE, de 22-fev-1987, assinado pelo Cardeal Ratzinger, atual Papa.

    Documento detalhado, a ponto de condenar, há 21 anos atrás, o autorizado agora na Inglaterra: geração de híbridos homem-animal !

    Convido os leitores sérios, responsáveis, que lutam contra preconceitos, para leitura objetiva deste indispensável subsídio - misteriosamente não citado - no debate sobre embriões humanos.

    Obrigado, Luiz Antonio.

  3. Anônimo disse:

    “Tio Rei,

    Injustiça sua tirar meu post sobre a Mayana Zapt, a “Musa das Pesquisas Com Células Embrionárias”, só por causa de reclamações alheias…mas tudo bem…

    Mas que a Mariana Zap protagonizou um movimento anti-civilizatório de retorno ao SACRIFÍCIO HUMANO, NUM ESTADO LAICO (PAGÃO?)isso ela e seus fanzocas devem assumir…

    E têm responsabilidade também no surgimento de novo CULTO (ESSE PODE, NÃO É CATÓLICO…) no Brasil: A CIENTOLOGIA MELO, segundo a qual a vida humana (pelo menos a dos outros, aí excluídos os familiares e amigos CIENTÓLOGOS MELO, é lógico)…A VIDA HUMANA É UM DIREITO RELATIVO…

    PELA INACREDITÁVEL CIENTOLOGIA MELLO, PROFUNDAMENTE CONCEBIDA (EPA) EM UMA TARDE INTERMINÁVEL DE ELOCUBRAÇÕES, SEGUNDA A QUAL ENTRE DEZENAS DE DEFINIÇÕES EXISTENTES (OPA) SOBRE O QUE EVENTUALMENTE SERIA A “TAL” DA VIDA E QUANDO ELA (A “TAL” DE VIDA) SE INICIARIA, AO INVÉS DE, EM NOME DA SEGURANÇA JURÍDICA E DA MANUTENÇÃO DE MILÊNIOS DE HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO HUMANA EM DEFESA DA DIGNIDADE DA VIDA HUMANA, OPTAR-SE PELA DEFINIÇÃO MAIS ABRANGENTE E PORTANTO, ASSEGURADORA DA IMPOSSIBILIDADE DE UM ERRO, COMO POR EXEMPLO, O GENOCÍDIO DE MILHÕES DE EMBRIÕES QUE, POR ALGUMA RAZÃO (QUALQUER…hahahaha), POSSAM ESTAR VIVOS, ESSA DEFINIÇÃO EM SENDO, LOGICAMENTE QUE A VIDA INICIA-SE NA FECUNDAÇÃO DO ÓVULO PELO ESPERMATÓIDE, A CONCECPÇÃO…NADA DISSO!!!… A NOVA “CIENTOLOGIA MELLO”, DIANTE DESSE CIPOAL DE DEFINIÇÕES DIFERENTES SOBRE TÂO IMPORTANTE TEMA, UMA VEZ QUE TRATA DO PRINCÍPIO FUNDAMENTAL QUE FUNDA O PRÓPRIO DIREITO, OPTA…PELA DEFINIÇÃO QUE ELA ESCOLHER E MELHOR SE ADEQUAR AO QUE SE PRETENDE EM DETERMINADA DEMANDA OU TEMPO OU GOVERNO(SE PETISTA, OU TUCANO, OU DO DEM, OU DO PTB…)!!!! “PELA CIENTOLOGIA MELO” AINDA BEM QUE SÃO MUITAS AS DEFINIÇÕES DO QUE É VIDA E DE QUANDO ELA SE INICIA…ISSO DÁ MUITA OPÇÃO E MUITA FLEXIBILIDADE NO “TRATO” DESSE ASSUNTO “CHATO”…

    SÃO MUITAS, ENTÃO PODE SER QUALQUER UMA (QUE A CIENTOLOGIA MELLO ESCOLHER, FIQUE BEM ENTENDIDO)…

    POR QUE? AH, SEI LÁ…PORQUE NA SUPREMA CORTE AMERICANA FOI ASSIM…LÁ AQUELES JUIZÕES TRABALHAM PRA VALER…SABE COMO É, 1º MUNDO, OS CARAS SÃO SUPERIORES: SUPER-INTELIGENTES!…NOS ESTADOS UNIDOS A HISTÓRIA É OUTRA, MEU IRMÃO…

    AH…E O “TAL” DO PRÉ-EMBRIÃO É “ALGO” A SER REPUDIADO, UMA VEZ QUE NEM DEVIA EXISTIR (OU MELHOR, DEVIA EXISTIR SIM, PARA SER REPUDIADO, TRIPUDIADO, USADO, E DESCARTADO, SE POSSÍVEL SECO E ESTRAÇALHADO, PRÉ-EMBRIÃO “COISA” QUE É…

    E O BISTURI A LASER A TODO VAPOR: PLUNC PLACT ZUM! ZAP!
    TRUUUUCO, LADRÃO!

    HAHAHAHAHAHAHAHAHA

    6:26 PM”

    Parabéns.Vc tem o direito de emitir as suas opiniões,gostem delas ou não.Engraçado:eu tolero os críticos de vc,mas acho estranho que os mesmos não lhe toleram.Vá entender a cabeça de alguns destes uspianos,defensores da pesquisa com células-tronco embrionárias.

  4. Anônimo disse:

    “Anônimo disse…
    Reinaldo,

    Interessante refletirmos sobre a matéria que saiu no blog da Folha de São Paulo, http://penaafrica.folha.blog.uol.com.br/
    Escrito por Fábio Zanini.

    Destaco os seguintes tópicos:

    “De vez em quando é bom ver uma história de sucesso nesse continente, só para variar, e o combate à Aids em Uganda é um sucesso inquestionável. Há 15 anos, cerca de 30% da população tinham o vírus; hoje, são 6,5%.”

    “Uganda trata a Aids de uma maneira como nós nunca faríamos no Brasil. Uma maneira inusitada, para dizer o mínimo. E assumidamente moralista.”

    “A meu ver, a lógica mandaria que se propagandeasse o uso de camisinhas entre caminhoneiros. Mas veja como é o cartaz do governo de Uganda que vi na sede de uma ONG:

    “Diz o pôster: “um motorista responsável se importa com sua família; ele é fiel a sua mulher”.

    “Percebeu a diferença? O enfoque tradicional em vários países, inclusive no Brasil, é centrar fogo na camisinha. Em Uganda, camisinha é um último caso, quase o recurso dos pecadores.”

    “Hoje conversei com representantes de duas ONGs, esperando ouvir algumas críticas à política do ABC. Nada. Aprovam 100%. Há um consenso nacional em torno do tema. Sobra para organizações estrangeiras descerem o pau, dizendo que é irreal esperar que um jovem de 20 anos se mantenha virgem.”

    “Mas os números estão aí, desafiando o que diz a lógica e a convicção de muitos (como eu). São um tapa na cara dos céticos.”

    2:54 PM”

    Gostei do seu comentário!Parabéns!

  5. Anônimo disse:

    Eu não sei ainda se sou a favor ou contra a pesquisa de células-tronco. É tudo tão confuso!

    De qualquer maneira, isso não vai alterar em nada o que foi decidido!

    Para os cientistas, comerciantes, financiadores de pesquisas, para essa turma toda que tem pressa de ganhar dinheiro, o que eu penso ou deixo de pensar, pra eles é indiferente.

    Pode ser amoral a pesquisa com células-tronco, mas isso pouco importa para os seus defensores.

    Existe coisa mais amoral do que transplante de órgãos? E, nem por isso, esse “comércio” deixa de ser tão florescente!

    Alguém ouviu falar que os órgãos da pequena Isabella foram utilizados para transplantes? Por que estou fazendo esta pergunta? Para mostrar a sua amoralidade. Ninguém se atreveu a se candidatar aos seus órgãos, certamente pela repercussão do fato que não deixava espaço para essas coisas menores, diante da tragédia.

    A coisa é tão repugnante – refiro-me ao transplante de órgãos – que os pacientes e familiares vão pra frente das câmeras protestar pela lentidão como a fila está andando! É verdade! Eu já presenciei alguém se lamuriar, quase a pedir que as pessoas morressem mais para atender à demanda. Uma coisa abominável!

    À frente, à espera de resultados, sempre estarão os doentes ilustres!

  6. Anônimo disse:

    Caro Reinaldo,se me permitires,gostaria de responder à indagação do anônimo das 10:28 AM!

    resposta:PORQUE O MELHOR DA REVISTA VEJA ESTÁ AQUI!SEU NOME É REINALDO AZEVEDO!DONO DESTE MARAVILHOSO BLOG!!!!!!!!!!!!!!!!

  7. Anônimo disse:

    Reinaldo, gostei muito da matéria, você tem toda razão, pode ser a favor sem demonizar quem é contra, e muito menos procurar um culpado pelo não progresso da ciência. Quando vejo as pessoas culparem você de UM tudo por ser contra, o teu argumento na verdade, pelos meus modestos conhecimentos do que já li e vi em programas da Globo News, é o MESMO de todos os países em que a legislação não dá tanta liberdade as pesquisas, e não estão indo com “tanta sede ao pote”, a não ser a Inglaterra que deve ter mecanismos de controle e fiscalização pois tem vasto conhecimento na área , como todos sabemos o primeiro bebê de “proveta” nasceu lá. Reinaldo isso tudo é muito novo e deve-se respeitar os contrários, tenho pra mim quando o debate é de alto nível, (parece coisa de petrália,mais não é) “ sem chicanas”, como bem diz você, há EVOLUÇÃO, o atraso é quer CALAR quem diverge.

  8. Anônimo disse:

    Enviado por O Estado de S. Paulo -
    31.5.2008
    | 3h00m
    O sentido da decisão do Supremo

    A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de considerar constitucionais as pesquisas com células-tronco embrionárias para fins terapêuticos, nos restritivos limites da Lei de Biossegurança de 2005, consagra o caráter laico do Estado nacional. Embora os principais opositores da liberação dessas pesquisas tivessem tido o cuidado de remeter invariavelmente as suas objeções à esfera jurídica, invocando a inviolabilidade da vida e da dignidade humana, assegurada pela Constituição, desde a primeira hora - quando a matéria ainda era debatida no Congresso - as motivações religiosas ficaram patentes.

    O texto afinal aprovado já foi um compromisso para tentar contornar as resistências das chamadas bancadas da fé. E o então procurador-geral da República, Claudio Fonteles, que entrou no STF com a ação direta de inconstitucionalidade contra o artigo 5º da Lei que trata do assunto, jamais escondeu a sua condição de católico fervoroso. É também o caso do ministro do Supremo Carlos Alberto Menezes Direito, o primeiro dos seus pares a se manifestar desfavoravelmente às pesquisas, nos termos estabelecidos na legislação. Ele retardou o veredicto da Corte em cerca de três meses, ao pedir vistas do processo quando começou a ser examinado, no início de março. Enfim, na quarta-feira, ao cabo de três sessões, o STF manteve, por 6 votos a 5, a integridade do dispositivo legal.

    Significativamente, o veto aos estudos com células-tronco extraídas de embriões descartados ou congelados ao menos por três anos em clínicas de fertilidade assistida, com o consentimento dos genitores - como estipula a Lei de Biossegurança -, nem sequer se explicitou.

    O ministro Direito não pediu a derrubada do referido artigo 5º. Preferiu recorrer ao ardil de lhe dar, como dizem os juristas, uma “interpretação conforme a Constituição”: os trabalhos com as células-tronco seriam autorizados, mas sem a destruição dos embriões viáveis dos quais tivessem sido removidas. Para todos os efeitos práticos, a exigência equivale à proibição pura e simples. Só um grupo de pesquisadores, no mundo inteiro, conseguiu essa proeza.

    Depois de desencadear uma discussão que se prolongou por mais de um ano e meio, replicando as audiências públicas e as pressões de defensores e adversários do uso de embriões para fins de terapia celular que antecederam a aprovação da Lei de Biossegurança, a ação impetrada pelo procurador-geral Fonteles obrigou o Supremo, em última análise, a julgar se um óvulo humano fertilizado, com cinco dias de desenvolvimento, ainda na fase pré-embrionária, portanto, é uma vida - uma questão especiosa como poucas até para a ciência. Segundo o ministro Direito, a resposta é sim, porque “desde a fecundação, o embrião é um indivíduo, um representante da espécie humana”.

    O seu colega Eros Grau concorda. “O embrião faz parte do gênero humano, já é uma parcela da humanidade.” Mas, para o relator da ação, Carlos Ayres de Britto, que votou a favor das pesquisas, “vida humana já revestida do atributo da personalidade civil é o fenômeno que transcorre entre o nascimento com vida e a morte”. Ou, conforme a ex-presidente da Corte Ellen Gracie, “o pré-embrião não acolhido no seu ninho natural de desenvolvimento, o útero, não se classifica como pessoa”.

    Outros ministros preferiram enfatizar as dimensões substantivas do problema. Carmen Lúcia avaliou que as pesquisas com células embrionárias e “o seu aproveitamento em tratamentos voltados à recuperação da saúde não agridem a dignidade humana”.

    De seu lado, o ministro Joaquim Barbosa foi ao nervo da questão ao assinalar que a Lei de Biossegurança “respeita três primados fundamentais da República: laicidade, liberdade individual e liberdade de expressão da atividade intelectual e científica”. No Estado laico, em outras palavras, o cientista é livre para trabalhar com células-tron

  9. Anônimo disse:

    Tio Rei,

    Injustiça sua tirar meu post sobre a Mayana Zapt, a “Musa das Pesquisas Com Células Embrionárias”, só por causa de reclamações alheias…mas tudo bem…

    Mas que a Mariana Zap protagonizou um movimento anti-civilizatório de retorno ao SACRIFÍCIO HUMANO, NUM ESTADO LAICO (PAGÃO?)isso ela e seus fanzocas devem assumir…

    E têm responsabilidade também no surgimento de novo CULTO (ESSE PODE, NÃO É CATÓLICO…) no Brasil: A CIENTOLOGIA MELO, segundo a qual a vida humana (pelo menos a dos outros, aí excluídos os familiares e amigos CIENTÓLOGOS MELO, é lógico)…A VIDA HUMANA É UM DIREITO RELATIVO…

    PELA INACREDITÁVEL CIENTOLOGIA MELLO, PROFUNDAMENTE CONCEBIDA (EPA) EM UMA TARDE INTERMINÁVEL DE ELOCUBRAÇÕES, SEGUNDA A QUAL ENTRE DEZENAS DE DEFINIÇÕES EXISTENTES (OPA) SOBRE O QUE EVENTUALMENTE SERIA A “TAL” DA VIDA E QUANDO ELA (A “TAL” DE VIDA) SE INICIARIA, AO INVÉS DE, EM NOME DA SEGURANÇA JURÍDICA E DA MANUTENÇÃO DE MILÊNIOS DE HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO HUMANA EM DEFESA DA DIGNIDADE DA VIDA HUMANA, OPTAR-SE PELA DEFINIÇÃO MAIS ABRANGENTE E PORTANTO, ASSEGURADORA DA IMPOSSIBILIDADE DE UM ERRO, COMO POR EXEMPLO, O GENOCÍDIO DE MILHÕES DE EMBRIÕES QUE, POR ALGUMA RAZÃO (QUALQUER…hahahaha), POSSAM ESTAR VIVOS, ESSA DEFINIÇÃO EM SENDO, LOGICAMENTE QUE A VIDA INICIA-SE NA FECUNDAÇÃO DO ÓVULO PELO ESPERMATÓIDE, A CONCECPÇÃO…NADA DISSO!!!… A NOVA “CIENTOLOGIA MELLO”, DIANTE DESSE CIPOAL DE DEFINIÇÕES DIFERENTES SOBRE TÂO IMPORTANTE TEMA, UMA VEZ QUE TRATA DO PRINCÍPIO FUNDAMENTAL QUE FUNDA O PRÓPRIO DIREITO, OPTA…PELA DEFINIÇÃO QUE ELA ESCOLHER E MELHOR SE ADEQUAR AO QUE SE PRETENDE EM DETERMINADA DEMANDA OU TEMPO OU GOVERNO(SE PETISTA, OU TUCANO, OU DO DEM, OU DO PTB…)!!!! “PELA CIENTOLOGIA MELO” AINDA BEM QUE SÃO MUITAS AS DEFINIÇÕES DO QUE É VIDA E DE QUANDO ELA SE INICIA…ISSO DÁ MUITA OPÇÃO E MUITA FLEXIBILIDADE NO “TRATO” DESSE ASSUNTO “CHATO”…

    SÃO MUITAS, ENTÃO PODE SER QUALQUER UMA (QUE A CIENTOLOGIA MELLO ESCOLHER, FIQUE BEM ENTENDIDO)…

    POR QUE? AH, SEI LÁ…PORQUE NA SUPREMA CORTE AMERICANA FOI ASSIM…LÁ AQUELES JUIZÕES TRABALHAM PRA VALER…SABE COMO É, 1º MUNDO, OS CARAS SÃO SUPERIORES: SUPER-INTELIGENTES!…NOS ESTADOS UNIDOS A HISTÓRIA É OUTRA, MEU IRMÃO…

    AH…E O “TAL” DO PRÉ-EMBRIÃO É “ALGO” A SER REPUDIADO, UMA VEZ QUE NEM DEVIA EXISTIR (OU MELHOR, DEVIA EXISTIR SIM, PARA SER REPUDIADO, TRIPUDIADO, USADO, E DESCARTADO, SE POSSÍVEL SECO E ESTRAÇALHADO, PRÉ-EMBRIÃO “COISA” QUE É…

    E O BISTURI A LASER A TODO VAPOR: PLUNC PLACT ZUM! ZAP!
    TRUUUUCO, LADRÃO!

    HAHAHAHAHAHAHAHAHA

  10. Luiz Antonio disse:

    “Sem chicana” 1/10
    Soube que o Correio Brasiliense recusou imprimir, para o dia 28-5, meia página já paga, um texto contra a liberação das experiências: era “muito opinativo”.
    Soube que repórteres no correr de entrevista com deficientes físicos desistiram da mesma: eles NÃO apoiavam a destruição das células tronco embrionárias, entendendo que são humanos.
    A sistemática recusa a documentos da Igreja na maliciosa argumentação de que a Religião nada deve dizer no Estado laico. Sendo evidente que a Igreja pronuncia-se em Moral, Doutrina Social, além da Religião para os seus fiéis.
    Houve uma “chicana” triste na introdução do divórcio na lei. A Igreja NÃO doutrina sobre casamento só para católicos. Ela defende a ordem natural, portanto, para todos os homens, para todos os tempos. O casamento humano, para ser humano plenamente, deve acatar, ao menos as seguintes características: de homem e mulher, monogâmico, fiel e indissolúvel !
    Existem índios poligâmicos, infanticidas, etc. Dizem que é da cultura. E nós + ou - civilizados devemos elevá-los da triste escravidão: “a verdade vos libertará”
    Obrigado, Luiz Antonio

  11. Roberto Andrade disse:

    Sendo legalizado, não quer dizer que seja ético ou moral.

    Exemplo do incesto, apesar de não ser crime, é imoral.

    Uma coisa que não vi ninguém comentar ainda é quando as pesquisas começarem a dar resultados, o pessoal que é contra por motivos éticos se favorecerá dos tratamentos ou não?

    Eis a questão.

  12. Roberto Andrade disse:

    Tio Rei não poderia ser mais lúcido. A ética deve ser defendida, sem dúvida e sem chicana.

    Abraços.

  13. Anônimo disse:

    Reinaldo,

    Interessante refletirmos sobre a matéria que saiu no blog da Folha de São Paulo, http://penaafrica.folha.blog.uol.com.br/
    Escrito por Fábio Zanini.

    Destaco os seguintes tópicos:

    “De vez em quando é bom ver uma história de sucesso nesse continente, só para variar, e o combate à Aids em Uganda é um sucesso inquestionável. Há 15 anos, cerca de 30% da população tinham o vírus; hoje, são 6,5%.”

    “Uganda trata a Aids de uma maneira como nós nunca faríamos no Brasil. Uma maneira inusitada, para dizer o mínimo. E assumidamente moralista.”

    “A meu ver, a lógica mandaria que se propagandeasse o uso de camisinhas entre caminhoneiros. Mas veja como é o cartaz do governo de Uganda que vi na sede de uma ONG:

    “Diz o pôster: “um motorista responsável se importa com sua família; ele é fiel a sua mulher”.

    “Percebeu a diferença? O enfoque tradicional em vários países, inclusive no Brasil, é centrar fogo na camisinha. Em Uganda, camisinha é um último caso, quase o recurso dos pecadores.”

    “Hoje conversei com representantes de duas ONGs, esperando ouvir algumas críticas à política do ABC. Nada. Aprovam 100%. Há um consenso nacional em torno do tema. Sobra para organizações estrangeiras descerem o pau, dizendo que é irreal esperar que um jovem de 20 anos se mantenha virgem.”

    “Mas os números estão aí, desafiando o que diz a lógica e a convicção de muitos (como eu). São um tapa na cara dos céticos.”

  14. Anônimo disse:

    Reinaldo.

    Problema de muitas faces e pontos de vista.

    Mas é da natureza humana não ser natural. É o que nos caracteriza e nos diferencia do tudo o mais que existe na natureza. Não somos naturais, somos seres fora do equilíbrio, com razão, auto-conhecimento, reflexão e, talvez, alma. Somos capazes de criar Deus e deuses! Se existem não sabemos, mas que eles existem, existem.

    E, de fato, a ética e a moral devem ser nossos prumos, pois nos sabemos capazes de muitos deslizes e desvios. Temos que nos auto controlar. Para que nossa face divina floresça temos que inibir nossa face abissal.

    Neste caminho ficam muitas dúvidas. Dentre outras, o que é vida? O que diferencia seres vivos de ‘vida’?!

    Células vivas representam ‘vida’?

    Um coração que bate é vida? Um coração em um indivíduo com morte cerebral pode ser transplantado para outro indivíduo?

    E um embrião. Em um útero certamente é vida, ao menos vida potencial.

    Mas, e céluas a serem descartadas, fora de um útero, advindas do que seria um embrião, representam vida?

    Deveríamos proibir a evolução humana que gerou a capacidade de reprodução assistida?! Mas, ela também gera algumas células que não serão utilizadas, com algum potencial, mas limitadas, como um coração que bate em um indivíduo com morte cerebral. Devemos descartá-los por completo ou utilizá-los para ajudar outras vidas?!

    Devemos viver como abelhas ou formigas?! Ou, ir trilhando nossos novos caminhos, sempre perigosos, absolutamente inovadores na natureza natural, afinal criação de seres feitos à imagem e semelhança de Deus, sempre vivendo entre o céu e o inferno.

    Do bom debate sempre devemos tentar descobrir o melhor caminho, não tão estreito que nos imobilize, mas não tão largo que nos leve à perdição.

    Abraço,
    m

  15. Anônimo disse:

    Reinaldo,

    Agradeço a atenção da tb coleguinha flávia r.
    Porém, a minha sugestão é de debatermos a questão básica do que seja “estado laico”. Acredito que esta seja uma questão de princípio e que tudo o mais deriva daí. Ou seja, não só a questão do uso das células troncos embrionárias, mas tb todas as outras questões éticas: da ciência, da tecnologia, do direito, da sociologia, etc., etc.

  16. flávia r. disse:

    Ao coleguinha anônimo que citou o

    Ives Gandra Martins.

    Esse debate foi há dias atrás, o Reinaldão, claro, não perde nada!

    http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/constituio-e-as-clulas-tronco.html

  17. João - Bsb disse:

    Reinaldo,

    Voltando ao Ministro Celso de Mello. Por dever funcional, acompanho o dia a dia do STF e posso dizer que conheço os estilos de julgamento do ministros mais antigos. O Celso de Mello tem uma estrutura de pensamento muito axiomática, que ele lustra muito bem com um estilo de escrita clássico e elegante. Mas é AXIOMÁTICO. Ele chega a uma conclusão como se fosse, sempre, a coisa mais óbvia do mundo. Não contrói o raciocínio. Apresenta a conclusão e fica argumentando ao redor dela. Acaba sendo, então, superficial para as necessidades pluralistas de hoje, vistas, v.g., no voto do Gilmar Mendes.

    Abraço.

  18. Anônimo disse:

    Reinaldo,
    Contribuição ao debate do que seja “estado laico”:

    “Estado laico e Estado ateu

    Sob o pretexto de construir um Estado laico, os pensamentos marxista e liberal, filhos do iluminismo burguês, pretendem, na verdade, implantar um Estado totalitário confessional: ateu. O argumento fácil do Estado laico, utilizado como a panacéia de todos os males, presta-se a iludir os incautos, pois o que em realidade se deseja é que o Estado possua uma crença oficial: o ateísmo institucionalizado, com sua doutrina moral complacente.”

    Dr. Paul Medeiros Krause, Procurador do Banco Central em Belo Horizonte (MG), e bacharel em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais.

    http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2008/02/07/

  19. Anônimo disse:

    Reinaldo,

    Entendo que vale um bom debate a respeito do que seja “estado laico”.

    Para provocá-lo vai o que segue:

    “Quando se sustenta que o Estado deve ser surdo à religiosidade de seus cidadãos, na verdade se reveste esse mesmo Estado de características pagãs e ateístas que não são e nunca foram albergadas pelas Constituições brasileiras. A democracia nasce e se desenvolve a partir da pluralidade de idéias e opiniões, e não da ausência delas. É direito e garantia fundamental a livre expressão do pensamento, inclusive para a adequada formação das políticas públicas.
    Pretender calar os vários segmentos religiosos do país não apenas é antidemocrático e inconstitucional mas traduz comportamento revestido de profunda intolerância e prejudica gravemente a saudável convivência harmônica do todo social brasileiro.”
    ——————————–
    IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, 72, advogado tributarista, é professor emérito da Universidade Mackenzie, da UniFMU, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra. ANTONIO CARLOS RODRIGUES DO AMARAL, 45, mestre em direito pela Universidade Harvard (EUA) e mestre em educação pela USP, é professor de direitos e garantias fundamentais da Universidade Mackenzie e presidente da Comissão de Direito Constitucional da OAB-SP.

  20. Anônimo disse:

    Espero que deficientes e familiares enviem cartas à Veja cobrando a cura que sua colunista, Dr. Zatz (nome gostoso de pronunciar!), lhes prometeu, em troca de matar uns embriõezinhos que ela afirma serem inviáveis, embora soubesse que são viáveis.

  21. Iguinho disse:

    Democracia é debate.Portanto não se ofenda quando eu não entender alguma coisa que você escreveu.

  22. Anônimo disse:

    Cachorro louco às 7:00 AM.

  23. Anônimo disse:

    Não é possível que pessoas aqui neste blog fiquem fazendo escárnio de uma cientista séria, uma das melhores que já tivemos neste país, e além disso uma pessoa boníssima com a Professora Mayana Zatz, e que eu fique calado.

    Eu pensei que insultos como os que eu li acima fossem barrados por você, Reinaldo. Afinal, você sempre bota os petralhas para correr, no que aliás eu o apóio integralmente. Mas já que é assim, que tal eu dizer o seguinte:

    Ao cidadão que escreveu as baboseiras extremamente ofensivas acima: vá aprender alguma coisa que preste, sobre ciência de preferência, antes de chamar Mayana de “doutora morte”. Ou será que você gostaria que eu chamasse você de “cristão perseguidor de judeus?” ou de “anti-semita FDP”?

    A professora, que estudou MUITO na vida, é lider em pesquisas genéticas no país, e tem inúmeras publicações em revistas internacionais de altíssimo nível.
    É por isso que ela é uma das maiores cientistas que o Brasil já teve, enquanto você é um b…. qualquer.

    Outra coisa: querer reduzir essa discussão toda sobre a decisão do STF a uma batalha de petralhas versus não-petralhas é ser INTELECTUALMENTE DESONESTO. Marco Aurélio Mello, por exemplo, votou a favor das pesquisas mas não tem absolutamente nada de petralha.
    E decididamente, a Professora Zatz NÃO é petista.

    As besteiras que você escreveu são puro destempero emocional. Alguém que pense como você jamais poderia ser cientista. Você quando muito é um torcedorzinho fanático que, quando seu time perde, reclama do juiz e diz que o outro time é uma merda.

    Edson de Faria
    IME-USP

  24. Anônimo disse:

    Espero apenas que aqueles que são contra as pesquisas com células tronco embrionárias, por uma questão de coerência, abram mão de quaisquer benefícios que venham a ser desenvolvidos (se vierem) das pesquisas.

    Não que eu ache que farão isso.

  25. Anônimo disse:

    Reinaldo, minha pergunta não se refere ao post, mas sim à Veja e ao blog.

    Por que eu nunca encontro por aqui o que a revista tem de melhor: os ensaios de Roberto Pompeu de Toledo??

  26. Anônimo disse:

    Pessoal do Rio de Janeiro!

    A PARTIR DE AGORA, CUIDADO COM O PETISCO “BRASILEIRINHO AO MOLHO PARDO” NO RESTAURANTE DO TINHOZÃO, DIGO, TINHORÃO, AQUELE UM DOS 40PETRALHAS/MINISTROS DO LULALAU

    VAI SER A IGUARIA MAIS FINA E CARA DO BUTECO, MAS NÃO É CARNE DE GATO NÃO, GENTE…CUIDADO!

    AH, NO RESTAURANTE DO PICARETA DO TINHOZÃO, A BEBIDA ALCOÓLICA TÁ LIBERADA, É CLARO…A PROIBIÇÃO É SÓ PROS OUTROS…HAHAHAHA…QUE QUE É ISSO…TÃO ESTRANHANDO O TINHOSÃO?…ELE NÃO É TROUXA, NÃO…É MALANDRO….

    BRASILEIRINHO AO MOLHO PARDO, COMIDA DE BUTECO DO TINHOZÃO…

  27. Marcia disse:

    Concordo que é um debate ético…mas é científico tb. pq. da Ciência temos que ter a segurança do uso ético.
    Religião? Passa longe! De preferência…..muito longe!

  28. Anônimo disse:

    É isso mesmo, Reinaldo: civilização compreende o respeito às opiniões contrárias ou diversas das nossas, sem se pretender calar o oponente e muito menos transforma-lo num inimigo.
    E palmas para nosso inteligentíssimo e civilizadíssimo amigo Voltaire, talentosíssimo (para fazer graça com os íssimos)escritor: “Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-la”. Abraço

  29. Heitor Bonfim disse:

    Ética petista:

    Peidei, mas não fui eu. Meu Santo é forte, estou chegando a conclusão de que não fui eu.

    Peidaste, mas tu és de outra quadrilha, tu és culpado.

    Peidaste, mas tu és companheiro, seu peido cheira bem.

    Peidou, mas é dos nossos, é inocente, seu peido cheira bem e faz bem a nação.

    Peidamos, não sei quem foi, estou quase chegando a plena certeza de sou inocente e não fui eu.

    Peidaram, foi o Azeredo.

  30. Heitor Bonfim disse:

    Não sei não, mas daqui a pouco alguém vai lançar algum produto cosmético de embriões humanos. Ou, então, alguma geléia. Tudo isso por causa do fim da ética, PROMULGADA pelos petistas.

  31. Anônimo disse:

    Não é o caso da revista *nesse aspecto*, quando entram em conflito os ultra-conservadores e os ultra-liberais.

    Mas qualquer matéria que não oponha esses dois grupo$ de força (i.e., sobre Chávez, o Foro de São Paulo, os transgênicos, a política econômica) é tudo isso que você falou…nunca vi a revista dar espaço pra argumentação contrária. Ou me engano?

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