Carta ao Leitor na Veja:
O Supremo Tribunal Federal varreu da legislação brasileira mais uma herança da ditadura militar: a obrigatoriedade do diploma de jornalista para quem exerce a profissão. Ao defender o fim dessa excrescência, o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, disse que ela atentava contra a liberdade de expressão garantida pela Constituição Federal a todos os cidadãos. “Os jornalistas são aquelas pessoas que se dedicam profissionalmente ao exercício pleno da liberdade de expressão. O jornalismo e a liberdade de expressão, portanto, são atividades imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensados e tratados de forma separada”, afirmou o ministro. Além de ferir o direito constitucional, já que impedia pessoas formadas apenas em outra área de manifestar seu conhecimento e pensamento por meio da atividade jornalística, a exigência teve o seu ridículo exposto por uma comparação brilhante de Gilmar Mendes: “Um excelente chef de cozinha certamente poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima o estado a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área”.
A obrigatoriedade do diploma foi impingida em 1969, auge do regime de exceção instalado cinco anos antes, não para melhorar o jornalismo brasileiro, mas para controlar o acesso às redações de repórteres, editores e fotógrafos que eram considerados ameaçadores aos generais. Com a redemocratização do país, a norma passou a servir de instrumento de pressão política de sindicatos sobre jornais, revistas e emissoras independentes. O fim da obrigatoriedade alinha o Brasil com as nações onde o jornalismo abriga, sem embaraços de nenhuma espécie, todos aqueles que encontraram no ambiente dos meios de comunicação a melhor maneira de dividir o que aprenderam nos campos da economia, da ciência, do direito, das artes, da moda e do esporte. Dessa forma, ganham em qualidade redações, leitores e espectadores. Poderão ganhar também as faculdades de jornalismo, que terão de rever currículos, a fim de formar alunos mais bem preparados para uma competição que se afigura mais dura.









O que dizer sobre diploma, ética e competência. Só posso acreditar que o ministro Gilmar Mendes é inteligente e, acima de tudo, ético… Parece que o fim do peleguismo chegou com esta decisão do STF. A reserva de mercado para os diplomados já era.
Achei aquela comparação do ministro uma grande ofensa à nobre classe dos cozinheiros
Certamente o Ministro só come nos melhores restaurantes da capital. Mas o resto dos mortais almoça preocupado se o cozinheiro sabe que precisa lavar as mãos, sabe como conservar alimentos de maneira correta e outras coisas que prefiro nem mencionar. Ministro, não é só porque a comida está gostosa que quer dizer que foi bem preparada!
O jornalista passa pelo menos 4 anos numa faculdade que é avaliada regularmente pelo MEC, aprendendo ética, legislação, história e técnica do jornalismo, além de conhecer outros campos do conhecimento e conviver com estudantes, professores, mestres e doutores. Isso pode ser comparado com um cara que apenas escreve bem? É essa liberdade que queremos?
É logico que o diploma não dar certificado de competencia a ninguem. Ele esta pra comprovar que o cidadão passou por um nivel superior!!!!!!!!!!! Vocês ja pararam pra pensar que agora uma empresa pode optar por escolher um jornalista que conhecem os codigos de etica de jornalismo ,e está empenhado a fazer um bom jornalismo ou por aquele que melhor possa atender seus intereces-independente de diploma ou não.
É bem melhor ter um jornalista não formado e que estaja disposto a defender o total intereces dos empresarios do que um que tenha passado por uma universidade e que estar cheios de sonhos de melhorar o mundo.
O que vale não é o “canudo´´,mas o conhecimento que vem por trás dele.Ninguem passa anos numa faculdade atoá ne??
Alem do mais é obvio que agora os grandes meios da comunicação vão defender a não criação da comissão federal de jornalismo!!! Ora pra quer ter um codigo que regularise a categoria se os empresarios já os fazem?? A informação é hoje um dos grandes mercados do mundo.E as grandes organização são os orgãos mais competentes pra decidir o que deve ou não ser informado.
Por isso vamos continuar falando de `ameaça a liberdade de expressão para continuem com o grande poder que vem da informaçõa!!Não era atoa que O grande Roberto Marinho era considerado ,o Homem mais importate do pais!!!
Espero que os leitores não caiam na esparrela de que o Ministro Gilmar equiparou jornalistas aos cozinheiros, que por sinal são profissionais importantes e respeitáveis.
A comparação do Ministro foi de que a liberdade de expressão dever ser tão comum e necessário à vida quanto um bom prato de comida!
PARABENS AOS MINISTROS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDDERAL, HONRAM A CONSTIUIÇÃO FEDERAL E, POR ISSO, HONRAM O CIDADÃO BRASILEIRO!
Na verdade diploma não serve para nada
vejam aqueles brucutus da USP em greve
amanhã,serão doutores diplomados,você
duvida ?
Comparação boa esta: jornalista com cozinheiro.
Que tal: ministro do STF com político aspirando cargo.
Que sejam extintos a maioria dos cursos superiores. Fiquemos somente com os cursos técnicos de ensino médio – ou nem isso. Afinal, alguns jardineiros com o ensino básico, incompleto, sabem mais sobre ecologia que muitos botânicos. Alguns mestres-de-obras entendem mais de estruturas que muitos engenheiros.
Mais… barbeiro entende de economia, política, relações exteriores, filosofia, psicologia… dá receita pra combater flatulências.
Tem ainda… um torneiro mecânico tagarela que não entende de p**** nenhuma, não é afeito ao estudo, diz que ler da azia, mas que… é o “CARA”.
Parece-me interessante, pelo mesmo viés, não exigir diploma para o exercício de advocacia, já que nos tribunais superiores desta sbórnia atuam pessoas cujo “reconhecido saber” não foi suficiente para serem aprovados em concurso para juiz…
O público que lerá este post precisa saber que no dia 25 de Junho será lançado em São Paulo o Instituto Vladimir Herzog.
Mais informações aqui: http://www.vladimirherzog.org
Observação: Herzog não possuía diploma de jornalismo, era formado em filosofia, coincidentemente ou não, pela USP.
Titio.
Sou professor, funcionário público e na minha profissão é exigido o diploma de curso superior em licenciatura para se poder dar aula, mas confesso que já encontrei médicos, dentistas, advogados, farmacêuticos e até memo um mecânico dando um show em termos de aula expositivas práticas e um licenciado se embabanar todo ao pegar uma pipeta. Pergunto: Diploma de jornalista torna alguém mais ético, mais competente, mais exato?, Ou seria apenas uma forma de se manter reserva de mercado para profissionais se aboletarem em sindicatos e ficar lá, mamando e mandando nos demais profissionais?
TIO REI,
Viva a liberdade de expressão, viva o STF e a derrubada do “mercadinho de jornalistas da fenojo”.
O STF ABRE UM LEQUE SAUDÁVEL COLOCANDO OUTRAS GUILDAS EM QUESTIONAMENTO. ATORES, CORRETORES IMOBILIÁRIOS ETC.
Diploma só é imprescindível nas atividades altamente especializadas, com riscos coletivos evidentes como: presidente da república, cirurgiões, engenheiros de contruções, aviadores, presidentes de bancos americanos e demais do tipo. A exigência de diploma não passa de uma reserva de mercado e de corporativismo idiota. Brasileiro adora isso. Diploma não avaliza ninguém. Que o diga a OAB. Somente os seus “carteirados” são, a seus olhos, considerados plenamente aptos. Advogados “carteirados” não vêm com garantia de serem bons e “éticos”. Somente a anuidade da OAB é garantida.
Parabéns Gilmar Mendes, Vossa Excelência é O CARA. The Best!
É sempre assim: a legislação oriunda da ditadura é tida como entulho sempre que está em desacordo com os interreses dos que se consideram de esquerda, fazendo disso a linha divisória entre o bem — a esquerda — e o mal, associado por eles com a direita. Já quando a legislação da ditadura corrobora seus interesses corporativistas, deixa de ser entulho. Li e ouvi inflamadas defesas da obrigatoriedade do diploma, falando-se até de um suposto código de ética específico para jornalistas que só o curso daria, passando pela defesa da livre expressão, que ficaria arranhada pela decisão do STF. Onde está a coerência dessa gente ?
Perfeito!Acho que essa é uma das poucas profissões que não tem como a pessoa tapear, diploma não produz talento, nem caráter, coisa que alguns jornalistas com diploma não possuem.A gente vê até cirurgião plástico de araque enganar e até ser bem sucedido em algumas intervenções cirúrgicas por muito tempo, mas o jornalista que escreve mal, não investiga com clareza, e não tem ética, não vai muito longe.
[...] VEJA 5 - Qualidade sem diploma [...]
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