Blogs e Colunistas

26/09/2009

às 4:25

VEJA 5 – Por que a escola brasileira é tão ruim

Poucos especialistas observaram tão de perto o dia a dia em escolas brasileiras quanto o americano Martin Carnoy, 71 anos, doutor em economia pela Universidade de Chicago e professor na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, onde atualmente também comanda um centro voltado para pesquisas sobre educação. Em 2008, Carnoy veio ao Brasil, país que ele já perdeu as contas de quantas vezes visitou, para coordenar um estudo cujo propósito era entender, sob o ponto de vista do que se passa nas salas de aula, algumas das razões para o mau ensino brasileiro. Ele assistiu a aulas em dez escolas públicas no país, sistematicamente – e chegou até a filmá-las -, além de falar com professores, diretores e governantes. Em entrevista à editora Monica Weinberg, Martin Carnoy traçou um apurado cenário da educação no Brasil.

(…)
QUE CONSTRUTIVISMO É ESSE?
O construtivismo que é hoje aplicado em escolas brasileiras está tão distante do conceito original, aquele de Jean Piaget (psicólogo suíço, 1896-1980), que não dá nem mesmo para dizer que se está diante dessa teoria. Falta um olhar mais científico e apurado sobre o que diz respeito à sala de aula. É bem verdade que esse não é um problema exclusivamente brasileiro. Especialistas no mundo todo têm o hábito de martelar seus ideários sem se preocupar em saber que benefícios eles trarão ao ensino. Há um excesso de ideologia na educação. No Brasil, a situação se agrava porque, acima de tudo, falta o básico: bons professores.
(…)
VIGILÂNCIA SOBRE OS PROFESSORES
Os professores brasileiros precisam, de uma vez por todas, ser inspecionados e prestar contas de seu trabalho, como já ocorre em tantos países. A verdade é que, salvo raras exceções, no Brasil ninguém sabe o que eles estão ensinando em sala de aula. É o que me faz comparar as escolas públicas brasileiras às empresas pré-modernas. Elas não contam com mecanismos eficazes para cobrar e incentivar a produtividade. Contratam profissionais que ninguém mais no mercado quer, treinam-nos mal e, além disso, não exercem nenhum tipo de controle sobre eles. Hoje, os professores brasileiros estão, basicamente, livres para escolher o que vão ensinar do currículo. Não há padrão nenhum – tampouco há excelência acadêmica.
(…)
CHEGA DE UNIVERSIDADE GRATUITA
Se quiser mesmo se firmar como uma potência no cenário mundial, o Brasil precisa investir mais na universidade. É verdade que os custos para manter um estudante brasileiro numa faculdade pública já figuram entre os mais altos do planeta. Por isso, é necessário encarar uma questão espinhosa: a cobrança de mensalidades de quem pode pagar por elas, como funciona em tantos países de bom ensino superior. Sempre me pergunto por que a esquerda brasileira quer subsidiar os mais ricos na universidade. É um contrassenso. Olhe o que aconteceria caso os estudantes de renda mais alta pagassem algo como 1 000 dólares por ano às instituições públicas em que estudam. Logo de saída, o orçamento delas aumentaria na casa dos 15%. Com esse dinheiro, daria para atrair professores do mais alto nível. Quem sabe até um prêmio Nobel. O Brasil precisa, afinal, começar a se nivelar por cima. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

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63 Comentários

  1. Carlos Pedro da silva

    -

    26/03/2014 às 3:08

    Uma das principais questões esta na disciplina. atualmente não existe, eu disse, não existe disciplina mínima em uma sala de aula de escola pública. Isso é culpa da esquerda que acha que qualquer chamadinha de tenção com o aluno é coisa de repressor fascista. Alguém conhece algum lugar que funciona, que produz, que resultado sem disciplina.

  2. Matheus

    -

    12/06/2013 às 23:45

    Concordo com a questão de que se deve saber o que está sendo estudado em cada série. Eu, por exemplo, estou no segundo ano do ensino médio e já estudei mais de uma matéria várias vezes, enquanto outras eu nunca vi na minha vida! Os professores precisam receber apoio, as faculdades deverão ser particulares, e o investimento deve ser para as escolas públicas do ensino fundamental e médio com uma preocupação com um padrão de ensino de qualidade, e não com a quantidade, pois de que adianta investir tanto nas faculdades para aumentar o número de vagas, se nem mesmo as escolas não tem qualidade? A educação começa desde cedo. Não adianta concertar aquilo que já começou errado. A solução vem de baixo pra cima.

  3. Daniel

    -

    05/07/2012 às 19:38

    Eu sou da linha do radicalismo..implode tudo e monta um novo sistema!!Esse modelo educacional brasileiro é resquicio da revolução industrial, são pessoas educadas para serem meros operários de fábricas. Se estão atrás de seres pensantes, implode esse modelo e vamos trabalhar com outro!!

  4. deilson

    -

    13/03/2012 às 1:06

    Concordo plenamente que as juntas escolares precisam serem inspencionadas pelas de legacias de ensino,e que a grade de ensino é constituida mais com assuntos passados que com assuntos conteporâneos.Acho importante saber por exemplo quando foi descoberto o pais em que nascemos,vamos em frente

  5. Leandro

    -

    02/12/2011 às 17:40

    Que a educação no Brasil vai mal, estamos carecas de saber as razões. Agora pergunto ao respeitável doutor Martin: onde os americanos erraram na educação nos EUA ? Ele como professor de economia deveria explicar por que o povo americano não foi educado no gerenciamento dos gastos pessoais. Prova disto reside no fato da “bolha” imobiliária em que se encontram. Com a palavra, Mr.Carnoy..

  6. Dinaya Honorato

    -

    27/06/2011 às 21:52

    Que idéia é essa de cortar as Universidades Gratuitas? Ele vai pagar por nós. Eu sou aluna de um Instituto Federal do RJ IFRJ, estudei em escolas públicas sempre.Não fiz ao menos um pré-vestibular e passei em 9° lugar… Realmente existem muitos riquinhos ocupando os lugares de pessoas que realmente precisam nas faculdades Federais, porém não podemos nos esquecer da maioria, as classes mais baixas das quais vivem com um salário apenas e esse dinheiro não da pra fazer uma compra de mês no supermercado e pagar as contas, imagine pagar mensalidades de faculdade para um, dois, três ou mais filhos. Reynaldo Azevedo sua análise política está completamente fora da realidade brasileira…

  7. Rosely

    -

    14/01/2011 às 14:46

    Não posso concordar com esse eterno “os mais ricos podem pagam, então a universidade não deve ser pública”

    Põxa! Pagamos nossos impostos! Arduamente! O ensino é algo que deveria ser assegurado em qualquer nível! O que há é a péssima gestão das universidades e, para variar, o corpo mole de seus funcionários!!!!

    Paulo Renato quis incluir mais um turmo nas universidades federais e os professores não queriam trabalhar mais (embora já ganhem para!). Nem para a produção científica eles geram o suficiente!

    Mais uma vez, são a falta de gerenciamento e prestação de contas da coisa pública!

    Essa hipocrisia de quem tem deve pagar é algo que já não suporto mais carregar! Venho de família simples que trabalhou e lutou para estudar. E tivemos de estudar em escola particular. Quando não foi mais possível, fomos para a escola pública.
    Também meus filhos coloquei em escola particular desde o maternal! Não nas de ponta, mas não poderia deixá-los nas fracas escolas públicas! Ou seja, paguei pelo que o Estado deveria prover! Um deles somente tentou na universidade pública e, creio que pelo stress a que são submetidos ele não entrou. Fez particular!

    Mas, depois submeteu-se a cinco universidades na Alemanha. Passou em quatro. TODAS públicas! Na que ele escolheu, concorreu com outros 728 estrangeiros!

    Considero um absurdo que no meu país, naquele para o qual eu pago oe meus impostos, meus filhos tiveram de estudar em escolas particulares, medianas mas particulares, para que pudessem absorver conhecimento, estudar línguas em escolas particulares, etc…

    E foi em outro país, em uma dos cursos TOP 5 da Europa, que meu filho atendeu, finalmente, a estudos de um Estado qeu respeita a aplicação dos impostos dos contribuintes.

    Com a crise, um único “reparo”. Os alunos pagam “500 Euros” (sim, quinhentos) por semestre, como forma de constribuir para a atualização tecnológica e mantenção das instalações!

    Precisamos começar a respeitar os impostos aos quais pagamos! E exigir que sejam revertidos a TODOS NóS!

  8. taty

    -

    11/07/2010 às 18:23

    Concordo que o professor deve ser responsabilizado pelo que ensina ou que deixa de ensinar, mas quem irá fazer esse controle? O MEC? Não seria levado em conta as diferenças? Ele ensinou, mas nem todos aprenderam. O que se ensina é mais importante que a forma como é ensinado?Criam-se controle de currículo, mas não apontam soluçoes para que realmente se aprendão. Para aprender é necessário desenvolver todas as potencialidades( social, fisica, mental, emocional)Para tanto necessita-se também, de um controle “modelo” de escola, de sociedade, de valores, sobretudo de ensino-aprendizagem.Seria possível?”Re-invente” a escola, que concerteza teremos soluções.

  9. Professor de Ensino Médio ( Matemática)

    -

    04/10/2009 às 23:35

    Caro Reinaldo Azevedo:
    Parabéns pela colocação…
    Deu muita discussão mesmo.
    São inúmeras opiniões, onde depois de tantos anos ministrando aulas, se vê também nelas contendo qualidades (ou não) inerentes à educação em geral vivenciadas pelos próprios.
    A reportagem diz:

    “Martin Carnoy, 71 anos, doutor em economia pela Universidade de Chicago e professor na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, onde atualmente também comanda um centro voltado para pesquisas sobre educação….”
    O homem veio para entender, pesquisar e tentar ajudar de alguma forma a nós.
    Sendo ele doutor, poderá propor algumas idéias ao nosso governo, na “tentativa” de melhorar.
    É isso…

  10. Gizele

    -

    30/09/2009 às 16:59

    Eu gostaria de saber em primeiro lugar por que um economista está fazendo uma pesquisa sobre educação que parece ser
    puramente baseada em números e com uma lógica empresarial?

    Professor não pode atuar num espaço com a mesma lógica utilizada em empresas, pois empresas prestam serviços e fabricam ou vendem coisas. O professor trabalha com material humano e precisa ser avaliado de forma diferente. Ou será que algum economista já encontrou uma fórmula de medir o conhecimento das pessoas?

  11. Gizele

    -

    30/09/2009 às 16:57

    Se alguém alega que os professores são mal formados deve ter inteligência suficiente para saber que estes professores foram
    formados por um sistema educacional que guarda uma história de abandono político e mesmo assim ainda podemos reconhecer
    verdadeiros “milagres educacionais”, pois ainda temos alguns, infelizmente, poucos resultados para nos orgulhar no âmbito da
    educação.

    É ridículo ler uma matéria como esta que não leva em consideração a questão das condições de trabalho do professor (salário, incentivo e apoio a formação continuada), a estrutura das escolas (degradação do espaço físico), entre outros inúmeros pontos de discussão que tangem o espaço escolar público brasileiro.

  12. Gizele

    -

    30/09/2009 às 16:53

    Acredito que seja necessária uma revisão de todo sistema educacional brasileiro e de diversos outros sistemas (saúde,
    segurança etc), mas antes disso precisamos mudar completamente o cenário político brasileiro. Afinal, não é segredo para ninguém que não existe EXCELÊNCIA POLÍTICA no Brasil.

    Gostaria muito de ver uma reportagem séria que mostrasse um estudo sobre a educação BRASILEIRA feito por intelectuais
    BRASILEIROS que conhecessem a educação BRASILEIRA de forma profunda, que elucidasse ao povo que o problema da educação não está somente nos professores e que uma mudança depende da vontade política de nossos governantes e do envolvimento de toda a sociedade brasileira.

  13. Professor

    -

    29/09/2009 às 0:27

    (continuando)

    - a responsabilidade de educar passou a cair nas costas dos professores. É péssimo entrar numa sala de aula e precisar ensinar boas maneiras e respeito a pessoas de 16 ou 17 anos;

    - a cobrança das responsabilidades do aluno diminuiu. A escola virou um clube no qual, se quiser, ele pode assistir a alguma aula.

    Resultado? Vejo que muitos estudantes não sabem correlacionar simples fatos e ter o mínimo de comportamento.

    Abraço ao Reinaldo e aos comentaristas!

  14. Professor

    -

    29/09/2009 às 0:25

    O lado mais triste da história é justamente ver que as coisas só degringolam. Terminei a faculdade há algum tempo e entrei no magistério. Tenho muitas dificuldades em ensinar por vários motivos:

    - nas aulas de licenciatura, a discussão sobre uma “outra educação possível” é constante e quase ininterrupta. O debate sobre formas aplicadas e práticas de ensinar as diversas matérias fica em segundo ou terceiro plano;

    - os alunos chegam ao fim do ensino fundamental não sabendo subtrair. Para dar meu conteúdo, às vezes preciso explicar tal tipo de coisa;

    (continua)

  15. Anonimo

    -

    27/09/2009 às 22:04

    Como é fácil enxergar nossa tragédia em matemática. O INEP lançou um simluado e na questão 2 de matemática é dito que o volume do elipsóide de dimensões a, b e c é 4/3 (vezes) Pi(vezes) a (vezes) b (vezes). Em nenhum livro didático aprovado pelo MEC encontro alguma explicação da validade desta. Não encontro nenhum docente de matemática do ensino médio que saiba ensinar isso. Não encontro nenhum aluno do ensino médio querendo saber disto, quando ¨sabe¨é apenas por ter decorado que é.

  16. Leonardo Simoni

    -

    27/09/2009 às 12:59

    O que esse cara disse é o óbvio ululante. O Brasil subsidia o filho do médico que vai de carro importado à universidade, num curso que custa R$3000 por mês por aluno, enquanto o filho da empregada doméstica estuda em uma escola primária que é um lixo com professoras analfabetas que ganham R$900 por mês.
    Universidade pública deve ser gratuita para quem é pobre. E sem esse negócio de cotas. Universidade é um lugar de excelência, não de caridade. A inclusão social deve ser feita no ensino básico.

  17. regina

    -

    27/09/2009 às 9:26

    Um livro que todos os brasileiros deveriam ler para saber falar, escrever, raciocinar e se fazer entender

    É O TRIVIUM (lógica,gramática,retórica)
    mas poucos se dão ao trabalho de querer aprender realmente.

    É um livro lido por adolescentes nos EUA, e aqui nem os professores de universidades se dão ao trabalho.Eu como não faço parte deste grupo estou lendo e aprendendo muito.Graças ao Bom Deus!

  18. Anonimo

    -

    27/09/2009 às 7:20

    em tudo que diz o Mr. Carnoy, há um erro fundamental quando ele defende haver educação de qualidade em Cuba, pois o primeiro fator para haver isso é liberdade. Assim como, libertinagem é pior tanto quanto falta dessa. E no caso da matemática, mandei para esse via e-mail mostra de que não falta pesquisa apontando toda desgraça e que também não é pouca a perseguição pomovida pelo MEC a todo que faça tal coisa.

  19. Tete

    -

    26/09/2009 às 23:51

    O problema da educação no país são os professores.
    O problema dos professores é sua formação.
    Os currículos das Universidades precisam de revisão com urgência.

  20. magros

    -

    26/09/2009 às 23:40

    Gente, não sejamos ingênuos…o que seria do ensino particular (fundamental, médio, e superior) se não fosse a desgraça do ensino público? Quem iria pagar os impostos???
    A escola é simplesmente um lugar para entreter os alunos. Para que eles não fiquem nos sinais de trânsito pedindo dinheiro e constrangendo os bacanas…

  21. Wilson

    -

    26/09/2009 às 22:22

    O pior é a ideologia em resistir que empresas banquem com $$$
    as pesquisas cois normal no mundo civilizado, agora lembram que
    tem que investir na base, pois além de doutores estes precisam de
    tecnicos, já viram algum exercito só com generais? Até hoje temos
    base mas não temos tecnologia espacial de verdade, os fritz em 1944 já utilizavam foguetes e aviões a jato, daí questionando aos
    generais do pentágono porque a russia tinha o sputnik os generais
    responderam: é que os alemães deles são melhores que o nossos!

  22. Rogério

    -

    26/09/2009 às 21:52

    Olá Reinaldo,
    Sou professor universitário e vivêncio muito do que é falado no artigo. Faço apenas uma ponderação quanto a questão do ensino público pago. Na verdade há algum tempo venho me perguntando se as ditas políticas inclusivas e sociais alteraram o techo de nossa constituição que diz que todos são iguais perante a lei independente de credo, raça ou condição social. Se todos tem igual direito de estudar em uma instituição pública porque se pensa que uns devem pagar e outros não? A título de corrigir distorções, a classe média vem sendo acossada por todos os lados. São cotas na universidade, imposto sobre a poupança e tantos outros. Somos ou não somos “todos iguais” perante a lei?

  23. \aparecido f.

    -

    26/09/2009 às 21:35

    Estudei na escola pública na década de setenta e consegui entrar na USP em 1978, onde cinco anos depois sai como engenheiro. Hoje sou dono de uma empresa de pre moldados com trinta funcionários. E faço obras dentro de escolas publicas para as prefeituras e o estado. E vejo os alunos de hoje fazendo de tudo dentro das escolas, menos estudar. Desde o inicio da civilização, as escolas servem para educar o instinto, para que as pessoas tenham controle dos atos instintivos animais. A educação prepara pessoas para a vida civilizada, onde cada um faz uma tarefa que é essencial a sociedade e a vida civilizada. O ensino esquerdista aviva os instintos e destroi o aluno para a vida civilizada.

  24. Ségolène

    -

    26/09/2009 às 21:05

    Quero ver quando a nossa geração terminar…. quem souber pensar será rei. Ou vai ter que esconder a qualidade pra não morrer.

  25. Miguel

    -

    26/09/2009 às 20:41

    Querido Reinaldo,

    Retirado do seu texto: “Sempre me pergunto por que a esquerda brasileira quer subsidiar os mais ricos na universidade. É um contrassenso”

    Não há contrasensso nenhum, esquerdismo não tem nada a ver com pobres, eles são apenas uma desculpa para se matar gente e controlar a vida dos que sobrarem.

    Gde abraço e zero concessão. Eles não só não merecem como se aproveitarão da sua generosidade.

  26. AnonimoO,0

    -

    26/09/2009 às 20:07

    Como disse, a nossa desgraça é fácil de ser vista. Usarei só esse trecho de um dos comentários daqui: ¨Sou professor de uma grande universidade federal onde ocupo cargo administrativo¨ e vejamos razões para isso:
    1- Ter cargo administraitvo paga muito melhor do que ministrar aula. CQD;
    2 – A universidade diploma centenas em curso de Administração, mas nenhum presta para administrar um departamento. CQD;
    3 – É docente, mas destesta ministrar aula. CQD;
    5 – Nem queria, mas o MEC incentiva bastante docente deixar sala de aula para fazer bur(r)ocracia. CQD;
    6 – Não estudou para passar a vida toda suportando alunos imprestáveis em sala de aula. CQD;
    7 – Nem queria, mas os alunos sim. CQD.

  27. AnonimoO,0

    -

    26/09/2009 às 19:47

    Há coisa que precisa ser ditas: o cidadão em questão já trouxe autorização, a qual o MEC só pode avalizar, para entrar na escola pública que quiser. Qualquer pesquisador nacional precisa fazer um processo pedindo isso da secretaria de educação e termo de aceite assinado por todos os docentes que vão participar da pesquisa. Além disso, no projeto já deve ficar claro quais serão todas as concusões que pretende provar. Isso se for aprovado pelo Departamento e instâncias da reitoria. Fica claro que nada irá acontecer!!!! Além disso: nossa desgraça é visível de todos, o que falta é quem tenha moralidade pública para tomar alguma providência, que não seja arruinar mais.

  28. Andre

    -

    26/09/2009 às 19:38

    E as escolar particulares? Passei o ensino médio sendo humilhado por professores…Nunca adiantou reclamar, o resultado era reunião com meus pais para relatar “dificuldade de aprendizagem” ou que “sabe ler, mas não sabe digerir”. O engraçado foi quando sai da escola e uma funcionária me disse que a diretoria estava afim de demitir alguns professores, mas não conseguia.

  29. Lúcia

    -

    26/09/2009 às 19:09

    Tudo que sei hoje é graças aos professores do Grupo Escolar Maurício Murgel, do Colégio Pio XII e Instituto de Educação de Minas Gerais, lá nos anos cinquenta.
    Só uma boa escola e bons professores podem formar o aluno para a vida.
    A universidade só foi um complemento para a base que eu tinha. Hoje os professores são tão despreparados que dá pena.
    Ou o Brasil investe na educação ou vai continuar nesta mediocridade de hoje em dia.

  30. carlos ramires

    -

    26/09/2009 às 17:22

    Apesar de tudo, Reinaldo, vc escreve muito bem. Pena o espírito.
    O que você falou sobre a educação cabe também, sobre, a polícia, a justiça, o inss, as prefeituras, etc… O segredo para se chegar ao primeiro mundo é fazer o estado funcionar. Metas e resultados como parâmetros. O saudoso Mario Covas falava em choque de capitalismo no estado.

  31. Teo

    -

    26/09/2009 às 17:20

    Grande Reinaldo,

    Desculpe a redundância no comentário anterior.

  32. Teo

    -

    26/09/2009 às 17:11

    Grande Reinaldo,

    Alguém precisa questionar a APEOESP.
    Pelo motivo mais banal já quer fazer passeata.Toda estrutura
    disponível, ônibus, lanche e outros apetrechos sempre à dispo-
    sição.E o governo de São Paulo que não ajuda.
    O último a ser pensado é o aluno.

  33. Sergio G

    -

    26/09/2009 às 16:15

    A escola brasileira é RUIM porque é dominada por ESQUERDISTAS, empenhados não em educação mas em DOUTRINAÇÃO comunista

    A inspiração é o FARSANTE Paulo Freire, COMUNISTA travestido de pedagogo

  34. J.A.

    -

    26/09/2009 às 15:56

    Um erro teimosamente velho

    Reinaldo
    Lendo os muitos comentários dos leitores sobre o tema da entrevista publicada na VEJA noto como é velho um erro que existe no Brasil, o de confundir escolaridade com educação .
    Atuo no ensino de nível dito Superior. Todos os dias percebo que a quase totalidade dos meus colegas de trabalho lê apenas livros científicos, de suas respectivas especialidades.Estudaram durante mais de vinte anos e nunca foram alertados sobre a educação como um processo eminentemente pessoal e permanente, e que só termina quando damos neste mundo nosso último suspiro.

    J.A.

  35. eu hem?

    -

    26/09/2009 às 15:45

    Reinaldo, a escola é ruim por várias razões
    1- Quem manda ODEIA estudar
    2- Ensino sempre foi tedioso, ainda mais num país que JAMAIS premiou o esforço e a inteligencia- muito pelo contrário
    3-Ideologia comunista na escola pública- os professores esquerdistas sempre foram pessimos alunos, e nem gostam de estudar, estão lá na militancia e no proselitismo
    4- com um governo deste naipe, que educação queremos?

  36. Mariazinha

    -

    26/09/2009 às 14:57

    Sou do tempo da cartilha Caminho Suave, logo fui alfabetizada de forma adequada. Quando nos deparamos com crianças que chegam até a 5a. série sem saber ler e escrever, só nos resta chorar. Não faz muito tempo, assisti uma reportagem sobre o assunto na Globo, uma garotinha carioca de 10 anos não sabia ler nem escrever corretamente, então, depois do colégio ela ia para uma ONG para ser alfabetizada. Que droga de país é esse?

  37. Akhenathon

    -

    26/09/2009 às 14:18

    O sr. Martin veio muito ao Brasil mas não conhece tanto assim de nosso país. Dizer que a “esquerda” está no poder por aqui é piada, sr. Martin. Ele ainda não entendeu que as escolas públicas servem de instrumento de proselitismo, e não há nenhuma preocupação com a qualidade e muito menos com o conteúdo no ensino.

    Muitos educadores ainda rezam pela cartilha de um xarope, um maluco-beleza como Rubem Alvez, que acredita que escola é para se brincar.

  38. Pascal

    -

    26/09/2009 às 14:17

    A perigosa tentação do totalitarismo

    Reinaldo -

    O leitor Ferrabraz 9 43 am escreveu isto : Muito bem dito por este SR. Martin Carnoy, tem que vigiar e submeter os professores a controles e índices de produtividade e para terem efeito verdadeiro, referenciados à remuneração destes.

    Note bem, Reinaldo, o verbo vigiar usado por Ferrabraz. Esse leitor pode não ser petista, nem comunista ou nazista.Entretanto, pode estar sendo iludido por um traiçoeiro perigo…

    Pascal

  39. heckler

    -

    26/09/2009 às 14:01

    Reinaldo, as considerações do professor não estão de todo erradas, mas exageram nas tintas. Vejamos: é o Estado que propõe uma leitura distorcida do construtivismo em seus concursos para professores. Basta ler as provas para perceber que o Estado entende Piaget ao avesso. Ainda, é o Estado que não faz questão nenhuma de ter um programa específico. Segundo a Secretaria da Educação, um programa específico seria muito rígio, e entraríamos novamente naquele ciclo de exclusào escolar (onde quem não conseguem atingir os patamares médios repete de ano sem parar). Ou seja, Reinaldo, é o próprio estado brasileiro que abandonou a educação.

  40. Paranaense enojado

    -

    26/09/2009 às 13:52

    Não é possível melhorar a educação brasileira com pedagogos formados em cursos para o MST: Pedagogia para Educadores do Campo…Tudo pago por nós: hotel, restaurante, ônibus, com audições diárias de cantos de guerra do MST, tudo ornado com a bandeira vermelha, em salas de universidades públicas.
    Nada de Aritmética, de Português, de Ciências, estas coisas inúteis que a elite de olhos azuis tanto valoriza. O diploma deles terá o mesmo valor de um diploma comum de Pedagogia.
    Rei, pesquise um pouco e faça uma matéria a respeito.

  41. Antipetralha

    -

    26/09/2009 às 13:20

    Por que a escola brasileira é tão ruim ? Qualquer pessoa minimamente informada sabe porque a educação brasileira não sai do atoleiro ? Enquanto a sociedade brasileira continuar letárgica e a classe política seguir charfundando na lama, a nossa educação nunca sairá da pré-história.

  42. Plínio

    -

    26/09/2009 às 13:14

    Eis aí mais uma demonstração do que somos: um país de catengas.
    Sempre é preciso chegar por aqui um americano ou um europeu pra revelar as nossas obviedades.
    Enquanto isso, agorinha mesmo dia 22 entrou em vigor uma lei que obriga a entoação do Hino Nacional nas escolas. O mote é “produzir cidadãos mais conscientes”. Sei…
    Reinaldo, por favor diga a esses valentes parlamentares que isso é bobagem. Apenas revela que o Parlamento brasileiro está sempre preocupado com futilidades.
    Diga-lhes que não dá mais pra curarmos a Vanusa, mas certamente ainda dá pra prevenir as nossas criancinhas daquelas cenas fortes que vimos na Assembléia paulista dia desses.

  43. juan-50

    -

    26/09/2009 às 13:04

    ALIÁS, NA FOLHA, A COLUNA DE MÔNICA BERGAMO, HOJE, ESTÁ INSUPERÁVEL: AS PIMPOLHAS DE BATTISTI FALAM CARINHOSAMENTE DO PAIZÃO. AINDA BEM QUE TENHO ESTÔMAGO DE MARINHEIRO! SUGIRO À JORNALISTA QUE, EM PROL DO POLITICAMENTE CORRETO, CONVOQUE POR EXEMPLO: A VIÚVA DO SILVIO MALDIÇÃO, OS REBENTOS DO ELIAS MALUCO OU, AS PREFERIDAS DO MARCOLA. PODERIA QUIÇÁ PROMOVER, O LEILÃO DAS CUECAS DO ORLANDO JOGADOR. PEGA BEM!

  44. N. Esposito

    -

    26/09/2009 às 12:24

    Martin Carnoy!! Esse sim é o cara..Chega de universidade publica. O aumento orçamentário oriundo do pagamento nas universidades publicas poderia ser utilizado para financiar a escola publica integral nos niveis fundamentais e medios. Com isso reforçaria o ensino em portugues e matematica e a qualificação dos professores. Simples. Não precisa ser Martin Carnoy para tal conclusão. E por que não? Simples tambem. Falta coragem.

    nandoesposito 35 anos, SP

  45. juan-50

    -

    26/09/2009 às 12:13

    ATÉ TU REINALDO? ESSE CARA COMPARA PAÍSES COM REALIDADES DÍSPARES, SUGERE VIGILÂNCIA A LA CUBA NOS PROFESSORES, ALÉM DE USAR MEIAS RIDÍCULAMENTE COLORIDAS. LI ESSA MATÉRIA NA FOLHA E, LÁ ESTAVA O ILUMINADO OLHANDO PARA O FIRMAMENTO, COMO A ESPERAR, ALGUMA REVELAÇÃO DIVINA.

  46. Eu

    -

    26/09/2009 às 11:58

    Caro Reinaldo,

    Sou professor de uma grande universidade federal onde ocupo cargo administrativo. De minha experiência posso afirmar ser possível aumentar de forma significativa os recursos da universidade sem necessariamente cobrar dos alunos, não que eu seja contra esta medida. Em sua essência o problema é retirar o número absurdo de restrições impostas à captação de recursos pelas universidades públicas, não vou me alongar muito, mas, mesmo sem falar de onde dinheiro está, parcerias para pesquisa aplicada (estamos na sociedade do conhecimento), posso dar um exemplo trivial: você já viu algum shopping center em algum campus? Milhares de jovens com renda acima da média…

  47. Dota

    -

    26/09/2009 às 11:49

    Mais uma vez, esse bla-bla-bla de turistas no Brasil sobre a educação do país. Gente, aprendam de uma vez por todas: não dá para visitar dez, cinquenta, cem escolas que seja e sair falando: “a educação brasileira é assim, é assado…” “Ele assistiu a aulas em dez escolas públicas no país sistematicamente”. (ha ha ha) Poderia ter assistido em cem e mesmo assim ainda não saberia o que é a educação no Brasil.O que me espanta é ainda darem crédito para esse tipo de conversa. Tchau!

  48. Ney

    -

    26/09/2009 às 11:40

    Na verdade educação neste país, faz anos que é pseudo prioridade na política de estado, a solução está em “passar a limpo” a nossa estrutura educacional, racionalizando, revisando e modernizando a gestão, quadro de funcionários mal distribuídos e desqualificados e remuneração associada a produtividade. Simples não, quero ver aparecer o “cuiudo” que tenha coragem de arcar com o ônus politico destas atitudes.

  49. Paula

    -

    26/09/2009 às 11:38

    Semana passada ligou um pai aqui na escola, exigindo falar com a diretora. Ele queria que ela fosse buscar seu filho, aluno nosso, pois ele estava com asma e a “escola é responsável por seus alunos”. A diretora, paciente, respondeu que isso não fazia parte de suas atribuições, e que o pai deveria chamar o SAMU, para que o jovem tivesse como chegar ao hospital. Eis que o pai respondeu:
    - O SAMU não porque eles só buscam, mas não trazem de volta pra casa. E quero quem nos busque e quem nos traga.

    PSDB e PT são iguais. Dão tanto direito aos cidadãos, que eles já não têm o menor constrangimento em cobrar absurdos, com ares de conhecedores da legislação.

  50. Paula

    -

    26/09/2009 às 11:31

    “Especialistas no mundo todo têm o hábito de martelar seus ideários sem se preocupar em saber que benefícios eles trarão ao ensino. Há um excesso de ideologia na educação”.

    É isso. Sou professora do Estado de SP e posso dizer: por mais que se invista em formação continuada, essa formação é mais doutrinação ideológica do que preparo para a sala de aula. É tanta ideologia, que as escolas são procuradas para tudo: lazer, merenda, material, socialização, proteção, e, por último e menos importante, para aprender qualquer coisinha. E ganhar o diproma.

    Curso de Licenciatura também pode ser chamado de chá-das-cinco-dos-comunas-que-querem-mudar-o-mundo-melhor-por-meio-da-educação.

  51. MK

    -

    26/09/2009 às 11:17

    O construtivismo brasileiro funciona muitíssimo bem, desde que, é claro,combinado com políticas de cotas para quem foi educado com esta maravilhosa doutrina.

  52. Rovison

    -

    26/09/2009 às 11:10

    Perfeito o diagnóstico do professor norte-americano. Ele tocou nos problemas centrais da educação no Brasil. Concordo integralmente com a análise que ele fez.
    Sou professor e percebo cotidianamente o que Martin Carnoy acertadamente constatou sobre a péssima qualidade do ensino no Brasil.
    Professores muito mal preparados, eivados de preconceitos ideológicos esquerdistas, que não dominam a matéria que ensinam e que não são obrigados a dar a ninguém nenhuma satisfação do que falam e fazem em sala de aula.

  53. Vox Populi

    -

    26/09/2009 às 10:44

    Reinaldo, enquanto no Brasil se homenagearem pessoas como Che, como aconteceu no Ceará, no dia 10 de setembro, quando foi inaugurado, por Lula, o CUCA Che Guevara (Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte). Um espaço de integração para carentes e suas famílias a fim de promover a educação, o respeito e a paz.
    Colocar o nome de Che, um médico, que em vez de salvar vidas as ceifou barbaramente por ideologia, num centro desses, leva a crer que matar, deve aprimorar a educação ou então é uma nova modalidade esportiva.

    Se políticos homenagearam esse nome num centro desses, quem são os mestres que permitiram…e isso no século XXI.

  54. Léo - (vale do Paraíba)

    -

    26/09/2009 às 10:39

    A frase da VEJA deveria ser outra

    Reinaldo -

    Ainda não comprei a revista.Entretanto, já posso dizer, apoiado na minha longa experiência de setuagenário, que a frase da VEJA devia ser esta:
    Por que a escola brasileira acabou ficando tão ruim ?

    E o pior, caro Reinaldo, é que a culpa dessa decadência não deve ser atribuída apenas aos governos FHC e Lula. O processo vem de longe. Começa quando hípervalorizou-se o ensino universitário e esqueceu-se do essencial papel educador do Ensino Primário (lembremo-nos de que “educar” não é treinar os moços para serem vencedores na vida).

    Léo – (vale do Paraíba)

  55. Ferrabráz

    -

    26/09/2009 às 9:43

    Muito bem dito por este SR. Martin Carnoy, tem que vigiar e submeter os professores a controles e índices de produtividade e para terem efeito verdadeiro, referenciados à remuneração destes.
    Quem sabe, Serra faça isto.

  56. Bobby

    -

    26/09/2009 às 9:34

    Lembrando M.J.Adler

    Reinaldo -

    Em que pesem os títulos de Mr.Carnoy, creio que, a respeito do tema EDUCAÇÃO, faríamos melhor consultando um compatriota dele que foi o grande MORTIMER JEROME ADLER. Começaria sugerindo aos colegas leitores deste blog a leitura do livro “A Proposta Paidéia – um Manifesto Educacional”, editado pela Universidade de Brasília em 1982.

    Em memorável artigo publicado na revista ÉPOCA (“Benfeitor ignorado”) Olavo de Carvalho escreveu isto: Ele [Adler] lutou pela verdadeira “educação para a cidadania” .

    Sem definir o real significado da educação ficaremos presos no ativismo pedagógico.

    Bobby

  57. Daniel Barcia

    -

    26/09/2009 às 9:33

    Meus tres filhos forão educados en escolas publicas,
    parte en RGS. e SP.hoje ainda tenho problemas con
    a pouca capacidade de aprendizado que les foi ministrado,
    muitos dos educadores precisarian e precisan boltar as
    aulas, para tentar aprender,o que nunca les foi ministrado.
    não precisa pesquisa de tipo algun,precisa seriedade e
    interes real e não politico,para o futuro do brasil realmente
    se manifeste pelo seu tamanho,educação e a melhor ferramenta
    para cualquer cidadão,erguer a sua participação en na sociedade
    Mostra de nossa incompetencia social, de meu ponto de vista e
    que para participar de cualquer comentarios,não nos identificamos
    sempre preferimos ser anonimos,e falta de educação?

  58. Gione Oigen

    -

    26/09/2009 às 9:24

    Entrei numa curso à distância numa Universidade Federal.

    A debandada é grande nesses cursos, pois a qualidade dos professores é péssima. É um cabidão de empregos, cheia de tutores que não sabem o que fazer.

    Mesmo a Internet é mal utilizada, complicada, de uso difícil.

    Os professores se escondem dos alunos, não atendem suas reivindicações.

    UNIVERSIDADE A DISTÂNCIA É MAIS UMA PIADA NO BRASIL.

    A VEJA poderia fazer uma análise profunda nessa modalidade para ver o que é isso. O índice de desistência é VERGONHOSO.

  59. jcafonso

    -

    26/09/2009 às 9:00

    Reinaldo,

    Excelente!!!!
    Como ja se diz no bananao, “… o Brasil eh para profissionais.”
    Por mais que Mr. Carnoy esteja certo – e ele esta, falta-lhe a visao do fator historico, da vivencia e do entendimento da “malandragem jeitosa”: Eles figem que nos pagam, nos figimos que trabalhamos, voces figem que estudam, nos fingimos que voces passaram. Poucas horas de estudo, pouco salario, falta de recursos modernos, poucos livros, muita distracao, muito feriado, nivelamento por baixo. O que mais? O mais importante: a baixa qualidade de formacao sempre foi meio de manobra governista. FHC tentou romper com isto. Mas Lullllla? Lulllla aprendeu como isso era bom. Finge investir na educacao.

  60. Cactus

    -

    26/09/2009 às 7:58

    Em São Paulo, temos sérios problemas de falta de escola. O crescente número da população começa a deixar crianças fora das escolas. Os políticos não se cansam de roubar e, como consequência, falta dinheiro para investir em educação. Assim, deixam todos os alunos passarem de ano automaticamente para que a situação não se agrave (?!). E isto é coisa que fica difícil para reverter. O Kassab está implantando uma sala de aula paralela de recuperação (sei lá o nome idiota que ele dá). Mas funciona assim: o aluno que não está acompanhando os outros (claro, passou de ano sem condições) utiliza-se de uma sala de aula na qual uma professora faz essa recuperação em horário extendido. Cont ==>

  61. Cactus

    -

    26/09/2009 às 7:57

    Cont. ==> Isto é feito na quarta série, por exemplo. Não funciona. Ora, se o aluno teve 3 anos para se recuperar, não será com uma sala paralela, em um ano, que isso vai
    acontecer. É óbvio. Mais para frente, talvez os governantes tenham uma ideia genial de ter esta sala para todos os anos. Aí tudo se complica e nada se resolve. O que estes cabeças de vento fazem, é tentar tapar um rasgo enorme com um Band-aid. Ou fazer como cachorrinho tentanto morder o próprio rabo. Isto é muito grave.

  62. DuraLexSedLex

    -

    26/09/2009 às 5:46

    Caríssimo.
    Quando o professor, passou a ser “tio”, a coisa degringolou.
    A educação sempre foi no passado, uma coisa séria, e não “lúdica”.
    Taboada se aprendia recitando, as conjugações verbais, idem. Aluno do terceiro ano primário (naquele tempo) que não soubesse fazer as quatro operações matemática, era considerado burro. Hoje até universitários recorrem às calculdoras de bolso, para as mais prosaicas contas de somar.
    Hoje temos até professoras de crianças, que nas horas vagas fica dançando o “todo enfiado”, que sai por programas televisivos dando entrevistas, toda sorridente…Nos bons tempos, isso não teria acontecido.
    Vergonha, vergonha…

 

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