DIOGO MAINARDI
“Sem medo de ninguém, sem medo do império, hoje, diante do povo boliviano, declaro o senhor Goldberg persona non grata.”
Foi assim que, na quarta-feira, Evo Morales anunciou a expulsão do embaixador dos Estados Unidos. (…)
No mesmo dia, em Genebra, entrou em funcionamento o LHC, o maior acelerador de partículas do mundo. A idéia dos cientistas europeus é reproduzir os acontecimentos do Big Bang. Evo Morales é uma espécie de Big Bang da política. Ele representa o choque de um próton da tribo aimará com outro próton do sindicato dos cocaleros, que colidem na velocidade de um trem de Cochabamba. O resultado desse extraordinário experimento antropológico é um retorno ao início dos tempos. O antiamericanismo é a matéria negra da América Latina. Seu estudo permitirá responder àquela pergunta primordial: de onde nós viemos? Nós viemos dali, do tiranete do charango, com sua farda de alpaca bordada e seu atavismo pré-colombiano.
Em O bóson de Morales
BOLÍVIA
A oposição regional ao governo de Evo Morales, organizada pelos comitês cívicos, conta com enorme apoio popular e raízes profundas: a União da Juventude Cruzenha, líder nas manifestações em Santa Cruz, existe desde 1957 como esforço para dar alguma representação política aos moradores do departamento. A primeira eleição para governadores foi em 2005 – até então, eles eram indicados pelo presidente. À frente da oposição está Santa Cruz, o departamento mais empreendedor, próspero e com maior presença de fazendeiros brasileiros. Os cruzenhos não querem um novo país, mas a autonomia de um estado brasileiro: autoridade para criar leis, decidir o que vai ser ensinado nas escolas e determinar o trajeto dos ônibus municipais. Hoje, tudo isso é resolvido em La Paz.
Por Duda Teixeira e Leonardo Coutinho em Ameaças ao nosso gasoduto
CHILE
O Chile vive uma perspectiva de deixar os vizinhos mortos de inveja: a de entrar para o time dos países ricos em curtíssimo prazo. Mantido o ritmo atual de crescimento, faltam apenas doze anos para o país atingir 21000 dólares de renda per capita. Esse patamar de renda – o triplo do brasileiro – é o mínimo exigido para um país ser considerado de Primeiro Mundo. A previsível mudança de categoria na comunidade internacional é fruto de duas décadas em que a economia chilena cresceu a uma média anual de 5,2%, superior ao índice regional de 2,6%. Nesse período, as taxas de criminalidade e de pobreza tornaram-se as mais baixas da América do Sul. Estima-se que em 2020, quando o país deve entrar no grupo dos desenvolvidos, seus indicadores sociais estejam iguais aos da Nova Zelândia, um dos melhores do mundo.
Por Thomaz Favaro, em Data marcada para ser rico









OFF TOPPIC
LULA OFERECE AJUDA
Na manhã da terça-feira 9 de setembro, o presidente cubano teve uma conversa telefônica com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, a pedido do presidente sul-americano, a quem explicou os estragos causados pelos furacões Gustav e Ike.
Lula mostrou seu interesse em ajudar o povo cubano e expressou que daria instruções a seus ministros para concretizar a maneira em que esta seria executada.
Ao mesmo tempo, pediu a Raúl que transmitisse a todo o povo de Cuba e a Fidel sua saudação solidária nestes momentos difíceis.
Fonte: Jornal Granma
Ai, ai, ai, meus impostos …
Sobre o Chile entrar para o time dos países ricos em curtíssimo prazo…
ISSO SE OS GOVERNOZINHOS ESQUERDISTAS DE ME#DA QUE ANDAM SENDO ELEITOS POR LÁ NÃO DESTRUÍREM TODO ESSE TRABALHO
Reinaldo, viste a “manchete” do portal Terra:
“Se houver paz, Evo Morales não ampliará estado de sítio”
Tá lá assim mesmo, não há nenhuma “fonte” da frase na tal “manchete”.
A “notícia” deve ter saído do Oráculo de Delfos…
E nos Estados Unidos…
veja a página com o processo de acusação contra Barack Obama pelo crime de apresentação da Certidão de Nascimento falsa para concorrer à presidência.
http://www.obamacrimes.com
Quanto a este estúpido e tacanho antiamericanismo,vejam este delicioso e esclarecedor artigo do Estimado Reinaldo Azevedo,em seu AVESSO DO AVESSO:
“
Antiamericanismo: o recalque do oprimido*
Edward Gibbon: ele entendeu o Império Romano. E pode nos tirar da ignorância
A invasão do Iraque evidenciou que o antiamericanismo pulsa no mundo como um recalque do oprimido. À menor possibilidade, aflora, exacerba-se, ganha as ruas, os sites, a mídia. A “velha Europa”, na expressão de Donald Rumsfeld (a terceira das Parcas), limpa o sangue derramado nos últimos dois séculos para entoar uma cantilena que faz a mímica do pacifismo. As ditaduras muçulmanas ameaçam alçar Samuel Huntington ao panteão de segundo profeta e acenam para o Ocidente com um choque de civilizações. No Brasil, até a CUT esconde sua vergonhosa e pusilânime subserviência ao governo Lula com um grito de guerra: “Imperialistas, fora do Iraque! Não se troca sangue por petróleo”.
Tais reações têm um pretexto bastante verossímil: cada um dos motivos alegados por George W. Bush para empreender a sua expedição punitiva a Bagdá foi desmoralizado pelos fatos. Restou a obviedade de que Saddam Hussein era um ditador. Ok, mas, como ele, quantos há? E a grande maioria formada por aliados de Washington. É preciso, para que se possa avançar, fazer a distinção entre a razão prática dos Estados e governos e a voz rouca das ruas, eventualmente irmanadas no mesmo antiamericanismo.
A Jacques Chirac, por exemplo, pouco importa a moralidade do ato americano — e a melhor prova é a lei de imigração que ele defende para a França. Não é um humanista; quer-se estrategista. Seu interesse objetivo é organizar um pólo europeu de resistência a uma bipolaridade que os estudiosos americanos já dão como certa. Em trinta anos, restará um adversário dos Estados Unidos no planeta: a China, que cresce a uma taxa entre 7% e 9% ao ano e poderá concentrar, no prazo dado, 25% do PIB mundial. Chirac e alguns outros líderes forçam para que se crie um triângulo e querem atrair a Rússia — que passaria a ser européia pela primeira vez em sua história — para esse terceiro vértice europeu.
As ditaduras muçulmanas, especialmente as árabes, cobram a ajuda do “porco imperialista” para conter seus fundamentalistas, mas rejeitam os “valores decadentes” do Ocidente, como a democracia. Até o governo brasileiro tirou uma casquinha. Num discurso contra a guerra, o presidente Lula conjugou o verbo quatorze vezes na primeira pessoa. Duda Mendonça não teve dúvida: “A nossa guerra é contra a fome”. Os Estados Unidos, ao menos, venceram a deles…
Já a reação das ruas, essa foi pautada, claro!, por bons sentimentos, mas também por recalque e ignorância, compartilhados, muitas vezes, por todos nós — a menos que estivéssemos ideologicamente convencidos de que se travava no Iraque um dos prenúncios do Armagedon. A
verdade é que, cidadãos comuns, repugna-nos a constatação de que os impérios têm uma essência amoral. Tendemos a reagir mal à obviedade de que, não impusessem a sua vontade, seriam outra coisa. O nosso primeiro impulso, anterior à compreensão, é o furor judicioso, a sentença moral. Cada bomba que caía sobre Bagdá parecia querer confirmar a impressão de que os Estados Unidos só chegaram a ser a maior potência da Terra porque se impuseram pelo terror, pela guerra, pela morte, pela violência, pelo assassinato, pela força, pelas armas. E tudo isso é mentira! Reagíamos como tolos, embora as nossas motivações fossem boas e justas — tolice e boas intenções não se excluem e costumam arder juntas no inferno.
Aqui, é forçoso lembrar Edward Gibbon (1737-1794) e de sua magnífica obra Declínio e Queda do Império Romano. Num dado momento, o autor aborda o que chama “tríplice aspecto” sob o qual “o progresso das sociedades” pode ser avaliado: 1) o talento extraordinário e individual; 2) a formação de indivíduos ou pequenos grupos voltada para a conhecimento;
Os tiranetes latrinamericanos estão “adentrando” na segunda metade do século passado. Haja modernidade!
Há dias, neste blog apareceu um petralheiro alfabetizado e com um discurso concatenado e o que ele disse é de se pensar.
Segundo elle, nesta sbórnia não há a possibilidade de repetirem-se os movimentos do índio malacara e do beiçola, por desnecessário:na surdina, sem alarde, o pré-comunismo já está instalado.
QUANDO VEJO NA TV lulla,fidel,evo,chaves SINTO UMA IMENSA VONTADE DE VOMITAR.
É mesmo. Quanto ao grande Chile, falo com a autoridade de quem voltou de lá há menos de um mês. Fiquei encantado com o país. Falei com vários brasileiros dislumbrados. Mas, em especial, com um capixaba que está por lá há 7 meses. Foi ver o netinho e… virou torcedor do Club Social y Deportivo Colo-Colo. Trabalha agenciando o menu de um restaurante típico no mercado municipal. O discurso que me fez por poder perambular em Santiago pela madrugrada! Parece ter comido doce pela primeira vez. Os preços são de recomendar imigração. Veículos, todos importados, das marcas mais cobiçadas por aqui, de R$ 35.000,00 a R$ 45.000,00. Pelo menos no valor do dólar daqueles dias (R$ 1,67). Calçados e confecções obrigam o sujeito a dobrar a bagagem de retorno. Tive o prazer de sentir toda a raiva que pude contra a insuportável carga tributária que pesa sobre o consumidor brasileiro. O que lá se paga por um veículo, desses que consideramos caro, é mais ou menos o valor dos tributos que pagamos ao adquiri-lo aqui. Os centros comerciais fervilham. E tudo às claras. No ticket do caixa, o registro do “único” tributo que se paga na compra da mercadoria: o IVA (imposto sobre o valor agregado). Exatamente como num país de primeiro mundo, que o Chile praticamente já é. Pobres bolivianos, venezuelanos, equatorianos, argentinos, nicaragüenses, … brasileiros.
Guerra
E nós estamos alinhados com a bolivia e a Venezuela.
Tem dó!
Sobre o “Bóson de Morales”:
Valente o gajo, não? Muito valente! Na língua dos modernosos, dos metidos a sabidos, extremamente valente. (Há quem ache que o bonito é dizer “extremamente”, nunca “muito”, palavra esta última que assim tende a cair de moda. Coisa destes tempos “extremos”).
Grande valentia. Semelhante ao que ouvi certa vez na ESPN (eu também faço bobagens, por que não?, e assisto ao que não devia). Estava eu distraidamente com minha TV sintonizada na ESPN-Brasil quando um gajo lá, da equipe da emissora, careca, de língua presa, bravamente desafiou todos os generais que chefiaram o governo militar brasileiro, todos devidamente mortos e enterrados. Bravo jornalista! Acho que reagia a alguma crítica, e, não querendo deixar a crítica sem resposta, mostrou os músculos.
Exemplos diferentes, bem sei. Mas ambos de brava gente sul-americana a mostrar sua corajosa insignificância.
Muito bravo tiranete! Muito bravo jornalista!
E eu tão covarde! Vou reler Fernando Pessoa e volto já.
Weimar
O que achamos piada ( porque chega a ser engraçado mesmo, para quem pensa um pouco) tem que ser levado a sério, principalmente pelo Brasil, que apoia estes governos populistas e “democráticos” da Bolívia, Venezuela e etc. As forças armadas bolivianas rejeitaram a intervenção do Chavez, mas já faz tempo que tem militares venezuelanos e cubanos na Bolivía, eles já estão lá faz tempo, treinando e ensinando os bolivianos ( devem ter aprendido tudo com as FARC!
Chávez deu muito dinheiro aos “alto ” mandos da Bolívia,isso é só discurso deles e para esconder o submetimento ao imperialismo Venezuelano!! E a oferta de “apoio para iniciar operaciones de QUALQUER TIPO ” deve ser denunciada internacionalmente por patrocínio de terrorismo!
Um deputado boliviano, do governo, disse ontem o seguinte : las declaraciones de Chávez hay que entenderlas porque cuando estás hablando del internacionalismo revolucionário no tienes pátria. Tu patria es todo el mundo. Tu pátria es todo lugar en el que se está explotando el ser humano. Es la internacionalización de la lucha por la liberación de los pueblos”.
O discurso está virando realidade, e já começou na Bolívia, no Paraguai,etc, se continuar assim , a bagunça se instalará no Brasil também! Ser branco vai ser pecado, ter dinheiro sem ser petista também, e por aí vai…
No “bóson de Morales”, no momento, não passa nem agulha!
Sobre o Chile, só há um fato a constatar:
“É a herança “maldita” do general Pinochet.”
O Chile, ao contrário dos demais países da região, é o único que mantém um acordo comercial bi-lateral com Washington. Minto: talvez a Colômbia também tenha. É preciso checar essa informação.
Enquanto lá no Chile as bases da civilização e do crescimento econômico estão garantidas para as próximas gerações (pois a escola chilena ensina de verdade e as crianças estão ficando mais inteligentes e não mais burras como é o caso do Brasil), em banânia o crescimento econômico nada mais é do que uma nova NEP (nova política econômica de Lênin), destina a criadar as bases sobre as quais se erguerá o estado socialista futuro.
As regras constitucionais estão garantidas no Chile, essenciais para garantir que as regras do jogo não mudarão e não afetarão os negócios. Em banânia a alta popularidade do filo-ditador barbudo já virou um quarto poder que ameaça os demais e, claro, a constituição que pode ser rasgada a qualquer momento a fim de que avancemos rumo ao passado.
No Chile a ditadura serviu para construir as bases da democracia, da paz e da fartura sobre a qual o povo chileno vive hoje. No Brasil, a ditadura deu às esquerdas a chance de destruir tudo isso.
Mais sobre o Chile,
“Cabe destacar que a produção industrial chilena engloba todos os ramos produtivos (alimentar, siderúrgica, máquinário). Ainda que o Chile tenha reduzido sua dependência das exportações de cobre de 60% (durante a década dos setenta) a 35% em 2004, ainda é um nível muito alto, e grande parte do crescimento chileno está relacionado com os altos preços deste e outros minerais. Porém, ainda não conseguiu um elevado nível de produção industrial com alto valor agregado”.
Portanto vamso com cuidado. Há eo cobre é monopólio estatal.
Sobre o Chile só esqueceu de dizer que o cobre continua como monopólio estatal e nem Pinochet privatizou porque é receita em dólar para o Estado.
auhauauahuuauaaauauhaau “O resultado desse extraordinário experimento é um retorno ao início dos tempos.”
Realmente, o que acontece na America Latina só pode virar piada mesmo.