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Veja 2 – Eles querem desmiscigenar o Brasil

sábado, 31 de março de 2007 | 4:12
Por Cíntia Borsato e José Edward:
Desde que foi nomeada ministra da Promoção da Igualdade Racial, em março de 2003, a assistente social Matilde Ribeiro submergiu na rotina pasmacenta da burocracia de boas intenções de Brasília – também existem ministérios para os pescadores, para os portos, para a mulher e para o turismo. A tarefa de Matilde guarda, no entanto, uma peculiaridade. Num país fortemente miscigenado, onde mazelas sociais se sobrepõem a diferenças raciais, é muito difícil, se não impossível, definir quem integra qual raça e quais etnias devem receber proteção do estado – prova disso é a polêmica em torno das cotas raciais em universidades e escolas. Na semana passada, a ministra Matilde tornou sua missão ainda mais complicada ao externar, numa entrevista à BBC Brasil, uma de suas concepções. Disse a ministra: “Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. A reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma reação natural, embora eu não esteja incitando isso”. Para Matilde, portanto, é “natural” que negros discriminem brancos.
A declaração, que flerta com o crime de incitação ao racismo, mostra o despreparo da ministra para o exercício de seu cargo ou de qualquer outra função pública. Mas não deveria ser vista de forma isolada. Desde seu início, o governo do PT alimenta a diferenciação racial no Brasil a pretexto de reforçar a identidade cultural dos negros e reparar injustiças históricas. A parte mais explosiva dessa política de desmiscigenação não está nas cotas universitárias nem na declaração infeliz da ministra. Está na subordinação da reforma agrária a critérios étnicos e raciais. Nos últimos quatro anos, uma seqüência de medidas e decretos presidenciais induziu os brasileiros a se dividir em comunidades, cores e guetos raciais e ofereceu a cada um desses grupos o direito de pedir a desapropriação de terras hoje ocupadas por empresas, famílias e até ONGs. Tudo começou em 2003, quando, contrariando a Constituição, um decreto do presidente Lula permitiu aos descendentes dos antigos moradores de quilombos exigir do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) o direito de receber o seu pedaço de chão. O decreto revogou um anterior, do governo FHC, que limitava o pleito aos descendentes de quilombolas que morassem nas áreas a ser requisitadas. Lula eliminou essa exigência, dispensou a chancela de laudos antropológicos e permitiu que a desapropriação seja conduzida após uma simples autodeclaração dos interessados. Resultado: desde que o decreto foi alterado, explodiu o número de comunidades que se auto-intitulam quilombolas, de 840 para cerca de 3.000. Com isso, a área potencialmente demarcável já chega a 20 milhões de hectares, o equivalente ao território do Paraná. Um segundo decreto, de fevereiro passado, estendeu o direito dos quilombolas a outros grupos “tradicionais”, como comunidades de terreiros urbanos, quebradeiras de cocos babaçu e pomeranos, entre outras.
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18 comentários em “Veja 2 – Eles querem desmiscigenar o Brasil”

  1. Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro disse:

    21/10/2007
    MESTIÇOFOBIA - Encontro de Negros defende fim do Dia do Mestiço

    O I Encontro da População Negra e das Comunidades de Terreiro de Roraima, realizado de 15 a 16 de setembro em Boa Vista, aprovou Carta que defende,

    “Instituição do 20 de novembro como feriado Municipal/ Estadual e Federal e pelo fim do dia do mestiço criado no Estado do Amazonas e em Roraima”.

    A Carta está disponível no site do Governo Lula:

    https://www.planalto.gov.br/Consea/static/documentos/Outros/Carta_Roraima.pdf

    O Dia do Mestiço (27 de junho) é uma data comemorativa instituída para homenagerar todos os mestiços brasileiros e uma demanda do movimento mestiço e caboclo.

  2. Paulo Cesar disse:

    Vamos dividir o Brasil com 2m² para cada um colocar……UMA REDE.

    AÍiiiii QUE PREGUIÇA!!!!!

  3. Anônimo disse:

    Sou branco e me orgulho disto. Por que não poderia? Estou na expectativa de que alguém me discrimine por este fato, ou que se “insurja” contra mim, conforme sugeriu a ministra… Vou sentir um enorme prazer em ir à delegacia registrar minha queixa.. Afinal.. a lei vale para todos não é? Ou ela não protege os malvados brancos?

  4. Anônimo disse:

    Esse povo precisa muito ler, reler, treler a Genealogia da Moral…

    Adoram se dizer democratas e militantes…. no fim das contas encarnam o ‘amigo-inimigo’ do Kronjurist do III Reich como ninguém!

  5. Júlio César Taques disse:

    A ministra Matilde é racista e mentirosa. Afirma que entende o comportamento para quem “foi açoitado pelos brancos”. Sou branco, nunca açoitei ninguém e a história dos meus antepassados no Brasil começa bem depois do fim da escravatura. Se houvesse governo, já estaria demitida.

  6. Anônimo disse:

    Nota de Repúdio do Fórum Mestiço de Políticas Públicas às declarações da Ministra Matilde Ribeiro

    O FÓRUM MESTIÇO DE POLÍTICAS PÚBLICAS vem expressar seu repúdio às declarações da ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), à BBC Brasil no dia 27 de março deste mês. Já há anos diversas pessoas e instituições, de professores universitários a movimentos populares como o movimento mestiço, vem alertando a sociedade brasileira e autoridades para o perigoso caminho que a política governamental no campo das relações étnicas está levando a nação brasileira. Se é lamentável que as palavras expressas pela ministra Matilde Ribeiro tenham sido ditas, uma análise das mesmas permite-nos expor aspectos que são pouco conhecidos pelo público em geral sobre a ideologia por trás do discurso da ministra. Um resumo desta ideologia encontramos no documento “Relatório de Desenvolvimento Humano – Brasil 2005”, documento do PNUD que contou com a contribuição da ministra da SEPPIR.

    A segregação racial favoreceria a solidariedade entre os negros. Uma das crenças desta ideologia é a de que os negros não teriam criado um sentimento de grupo porque conviveriam nos mesmos espaços que os brancos. Diz o Relatório, “Mesmo os negros sendo mais numerosos nos espaços da pobreza, o fato de conviverem com brancos em favelas e bairros periféricos e freqüentarem os mesmos espaços de lazer e as mesmas escolas que eles deu substância à noção de democracia racial. Enquanto isso, nos Estados Unidos, a segregação ajudou a desnudar as desigualdades raciais – inclusive entre brancos pobres e negros pobres”, por sua vez afirma a ministra Matilde Ribeiro, “A reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma reação natural. (…) É natural que aconteça, porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou”. O Brasil é um país atualmente sob um processo contínuo de fracionamento em territórios “étnicos”.

    Leis de segregação favoreceriam a mobilização dos negros. Afirma o Relatório, “Outro fator que dificultou a emergência de um discurso e de uma mobilização raciais no Brasil foi a não-legalização, ou a não-formalização, do racismo”, e afirma a ministra, “Os indígenas e os negros não eram os donos das armas, não eram os donos das leis, não eram os donos dos bens de consumo. A forma que eles encontraram para sobreviver não foi pelo conflito explícito. No Brasil, o racismo não se dá por lei, como foi na África do Sul. Isto nos levou a uma mistura. Aparentemente todos podem usufruir de tudo, mas na prática há lugares onde os negros não vão”. Leis de cotas, o “Estatuto da Igualdade Racial” e o “Cantando as Diferenças” são projetos atualmente em trânsito no parlamento brasileiro, com implicações econômicas importantes.

    Os mestiços seriam um obstáculo à unificação política dos negros. Afirma o Relatório que, “A própria natureza da escravidão no Brasil favoreceu o surgimento de arranjos que agravaram a destituição de poder da população negra, como é o caso da miscigenação e do papel que os senhores tiveram de atribuir aos mulatos, diante da escassez de mão-de-obra branca para ocupar os cargos de confiança. Essas divisões logicamente quebraram correntes de solidariedade. Nesse sentido, a existência das irmandades dos homens pretos e das irmandades dos homens pardos é emblemática. (…) Enquanto isso, nos Estados Unidos, a população negra sempre foi minoritária. Naquele país, a definição política da classificação racial foi genotípica e por hipodescendência, ou seja, os frutos da miscigenação eram considerados negros em razão de ser esta a “raça” considerada “inferior”. A graduação de cor, embora existente no interior do segmento negro norte-americano, não teve a mesma validação externa, impedindo assim que as fragmentações internas se tornassem obstáculos à mobilização política unificada das mulheres e dos homens

  7. Anônimo disse:

    Reinaldo, os antropólos (os novos comunistas-herdeiros intelectuais das práticas stalinistas) estão mostrando as suas garras: acabaram com a noção de “brasileiro”. Hoje somos “descendentes”; afros, índios,europeus, asiáticos. Não existe mais o brasileiro.

  8. Anônimo disse:

    Essa Sra. não está errada. Um negro não tem que gostar de um branco, um índio não tem que gostar de um japonês e uma foca não tem que gostar de um leão marinho.
    O que é demente, é achar que o dando direito ao desgostar ao negro, fará que com isso ele chegue mais longe do que conseguiu até agora. Não chegará. Só irá até o limite de sua competetência, só terá mais ódio pelo descaso que sentiram, como sentem até agora, sobre as tentativa ridículas de mostrar que com as oportunidades falsas criadas pelo Desgoverno, os negros (que por definição do Partido Guerrilheiro são pobres, burros e bandidos) conseguiram ter uma vida digna, deixando as favelas ou palafitas.
    O negro, ou branco, ou qualquer um, não mora em lugar nenhum por ser negro, branco ou perneta…não tem o dinheiro que tem por essas qualidades, mas, é mais fácil explicar assim, é mais fácil separar em células, que continuarão a dar votos aos Guerrilheiros como os dementes do MST, os dementes dos Gays, os dementes do PCC, os dementes dos servidores públicos, e todo curral eleitoral que apóia essa imoralidade que existe hoje nestepaiz.
    Eu odeio quem eu quiser, se o governo estabelece que cotas para adentrar a Universidade paga com impostos de todos, não só de negros, eu posso ser dono de um boteco e estabelecer um limite de entrada de negros…posso não aceitar mais de 20% de negros utilizando os serviços do meu estabelecimento.
    O negro pode e deve ter o direito de odiar quem ele quiser, eu também tenho que ter esse direito.
    Agressão contra um negro, contra um gay ou contra um sem-terra é agressão, deve ser punida e ponto. Agora, se é um agravante bater em gay, negro ou sem-terra só por suas qualidades, então, sugiro que convoquem somente pessoas desse tipo para as polícias e forças armadas, talvez assim, os bandidos possam realmente cumprir as penas após cometerem as atrocidades de praxe.

  9. Anônimo disse:

    Há no INCRA verdadeiros bolsões de interessados em promover a tal igualdade. Acontece que os bravos servidores do INCRA, mais interessados em manter seus empregos, ainda que matando a “galinha dos ovos de ouro”, estão concedendo os tais títulos de reconhecimento de comunidas quilombola a toro e a direito e descumprindo, como aliás o presidente da república que deveria estar preso por crime de responsabilidade, o contido no artigo 68 das Disposições Constitucionias Transitórias:

    “Art. 68. Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos.”

    O comportamento dos servidores do INCRA, especialmente nos estado do nordeste é, assaz curioso: ignoram toda acadeia dominial que assegura ao que mnora na terra o seu direito por posse e atribui a propriedade e a posse ao “quilombola”. Se o defenestrado (desterrado seria o termo mais apropriado) abre a boca acaba enrolado até com a Polícia Federal como aconteceu o ano passado no sul do Piauí. Duvida? Procure saber dso moradores rurais de Simplício Mendes-PI.

  10. Anônimo disse:

    Grande Rei…
    A pouco tempo entregaram um territorio inteiro, agora será o Brasil, Viva os indios do paraguai, argentinos, bolivianos, peruanos, colombianos, venezuelanos.
    Vamos chamar o rei ZULU e entregar a Bahia.
    ACORDA BRASIL!!!!!!!!!!!!!!!!

  11. Anônimo disse:

    Reinaldo,
    A CNN vem mostrando reportagens feitas na África sobre o trabalho em minas de diamante e cassiterita. Ontem vi uma feita no Congo. O trabalho é escravo, feito em condições aterradoras. E quem explora aqueles pobres coitados? Os brancos? Não! Uns milicianos armados, seus “irmãos de cor”, que os mantêm no cativeiro, não mais com o açoite, é verdade, mas sob a mira do fuzil. Seria bom a dona Matilde ir até lá. Poderia enriquecer ainda mais suas fabulosas teses histórico-etnográficas.

  12. Anônimo disse:

    “Disse a ministra: “Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. A reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma reação natural, embora eu não esteja incitando isso”. Para Matilde, portanto, é “natural” que negros discriminem brancos”.

    A recíproca: Seria natural o branco não querer conviver com negros, né matildinha?

  13. Anônimo disse:

    Rei, e o comentário da Matilde sobre a repercussão de suas declarações absurdas? Usou a velha saída cretina de valorizar a polêmica como algo construtivo, necessário e coisa e tal. O deputado Paulo Paim, confrontado com a insensatez de suas propostas racistas, apelou para o mesmo argumento. E assim vamos. A irresponsabilidade, o despreparo, a preguiça, a demagogia - quando flagrados - ganham o sentido positivo de “provocar a discussão de um tema relevante para a sociedade”. Isso tem um nome: cretinice.

    Li.

  14. Marlon disse:

    Moro na região de Campos Novos onde se desenrola este problema envolvendo as terras de uma comunidade Negra. Estas terras foram doadas em fins do século XIX, quando um fazendeiro da região deixou em seu testamento terça parte de suas terras a três escravos e oito libertos. Na região encontrei ao menos uma outra referência a doação de terras a ex-escravos como em Curitibanos.
    Em relação a estas terras em questão estas passaram por uma série de conflitos sobre a extensão e a divisa, tendo algumas áreas apropriadas ao longo do tempo. Inclusive para legalizar as terras, metade de sua área foi utilizada como pagamento. Só que apropriação de área sem titulação regular e acordos para a legalização das terras ficando o responsável pela legalização com a metade era comum na região. Observei isso em depoimentos de moradores e mesmo em dois acordos firmados em cartório. Ora, se for assim deveriam também estender o direito a toda população da região que teve suas terras apropriadas por acordos semelhantes ou mesmo expulsas, afinal muitos destes moradores, também possuíam descendência não apenas européia e indígena, mas também africana.

  15. Orfeu Lima disse:

    Índio Carioca zangado.
    Qué praia só com muié.
    Cara pálida não entre.
    Só popuzudas morenas.
    Heh…

  16. Orfeu Lima disse:

    Sou índio Cariocá, quero praia de Ipanema.

  17. Anônimo disse:

    Por que nunca ocorreu a dona Maltilde reinvindicar cota, oportunidade, apoio ou sei-lá-o-quê para que o negro se torne EMPRESÁRIO? Ou seja: para que ele demonstre sua capacidade como indivíduo empreendedor e produtivo. Em vez disso, toda reivindicação vinda das associações negras se resume a emprego ou a facilidades disso ou daquilo, sempre às nossas custas. Há mais de um século trazem, internalizado, essa síndrome da senzala, pela qual só conseguem se enxergar na situação do empregado, e nunca do patrão. Ah, dirão: o negro não é empresário porque há preconceitos e barreiras sociais. Quais? Quando? E, se é assim, por que as donas maltides da vida nunca denunciaram esse estado de coisas e propuseram um programa em prol, digamos, de uma ação afirmativa empresarial negra?

  18. Rafael Fernandes disse:

    É Reinaldo, do jeito que anda esta imposição das diferenças, só falta mesmo é dividir o território e acabar com o Brasil.
    Se bem que, se disso surgisse um pequeno país livre de petralhas, seria uma boa!

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