27/09/2008
às 5:39VEJA 2 - Diogo Mainardi: Os americanos sempre ganham
Shylock, o agiota de O Mercador de Veneza, pede uma única garantia a Antonio, em troca de um empréstimo de 3 000 ducados. Em caso de calote, ele quer poder decepar um naco do corpo de seu devedor.
Quem está no papel de Shylock, agora, é Ben Bernanke, o presidente do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, em dobradinha com Henry Paulson, o equivalente ao ministro da Fazenda. Ninguém tem dinheiro no mercado financeiro internacional, só Ben Bernanke e Henry Paulson, se conseguirem arrancar aqueles 700.000.000.000 de ducados dos contribuintes. Por uns trocados, eles podem pedir as garantias que desejarem aos mercadores de Wall Street. Até mesmo uma libra de sua bela carne.
Em momentos de incerteza, como este, o melhor a fazer é recorrer a William Shakespeare. Está tudo ali: o passado, o presente, o futuro. Nos últimos dias, disseminou-se a idéia de que os contribuintes americanos sairiam perdendo com o pacote de ajuda às empresas quebradas. Na realidade, Ben Bernanke e Henry Paulson preparam-se para realizar um grande negócio para os cofres públicos, abocanhando uma montanha de títulos hipotecários por uma ninharia. Como Shylock, eles podem atribuir qualquer valor a esses bens, porque ninguém mais tem interesse em comprá-los.



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18 Comentários
Anônimo
-28/09/2008 às 15:08
CHÁVEZ: ESTADOS UNIDOS PRECISAM DE UMA CONSTITUINTE
Atualizado em 28 de setembro de 2008 às 09:20 | Publicado em 28 de setembro de 2008 às 09:16
da Agência Bolivariana de Notícias
Lisboa, 27 Sep. ABN — O primeiro mandatário venezuelano, Hugo Chávez, avaliou neste sábado que os Estados Unidos precisam entrar em um processo constituinte “para impulsionar um novo modelo democrático”, depois da crise financeira que atravessa a dita nação.
“Se eu fosse do governo dos Estados Unidos faria o mesmo que o Equador, entraria em um processo constituinte, em um novo modelo democrático”, assinalou desde Lisboa, Portugal, onde está em visita oficial.
O presidente venezuelano pediu aos cidadãos estadunidenses que retomem as idéias do ex-presidente Abraham Lincoln, que definiu a democracia como “um governo do povo, pelo povo e para o povo”, com o propósito de acabar com a ditadura imposta pelas entidades bancárias no momento atual.
Advogou que Barack Obama e John McCain, candidatos à presidência estadunidense, “entendam o momento histórico que vivem os Estados Unidos e que entendam que a culpa está dentro do próprio país”.
Meu comentário: Pouco se falou, até agora, nas conseqüências para a política doméstica que a crise atual terá nos Estados Unidos. Sei que elas serão grandes. Estou quase certo de que crescerá um terceiro partido nos EUA, voltado especialmente para os eleitores que hoje se definem como “independentes” e que representam um bloco de 20 a 30% do eleitorado
Anônimo
-28/09/2008 às 13:02
JULIANO PEDROSO, PARABÉNS PELA
EXPLANAÇÃO DA ATUAL CAMPANHA, A
COISA ESTÁ TÃO RIDÍCULA QUE O
CANDIDATO A PREFEITO DE SALVADOR
É DO psdb E SUA GRANDE BANDEIRA
TAMBÉM É O lula, O CARA FICOU 8
ANOS NA PREFEITURA SUSTENTADO PELO
ENTÃO SENADOR ACM E FHC, QUEM NÃO
CONCORDAR COMIGO, ETÃO ME EXPLIQUE
PORQUE O ATUAL PREFEITO (pmdb)ESTÁ
FAZENDO A PIOR ADMINISTRAÇÃO QUE
JÁ PASSOU POR SALVADOR, ALGUÉM
PODERIA ME EXPLICAR ESTE MISTÉRIO?
REALMENTE A POLÍTICA NO BRASIL É
DÁ NOJO.
ANONI-MATO
-27/09/2008 às 21:00
O BRASIL E O MUNDO TODO VAI PAGAR ESSE “PATO”.NAO TENHAM DUVIDA DISSO.
O JAPAO JA ESTA EM RECESSAO,VARIOS COMERCIOS ESTAO FECHANDO AS PORTAS,AS INDUSTRIAS ESTAO FECHANDO AS FILIAIS.
E SO UMA QUESTAO DE TEMPO PARA ENTRAR NA FASE DE DEPRESSAO.
Anônimo
-27/09/2008 às 19:18
O que é isso Diogo?, boca miúda, boca mi-ú-da. shhh!
marina
-27/09/2008 às 15:17
Diogo começou o texto como mestre,fechou como guerreiro..bela estocada !
gbmf
-27/09/2008 às 15:14
acho que não vai ser assim como o Diogo disse, o próprio Shylock ficou sem receber no final.
Anônimo
-27/09/2008 às 14:45
O problema eh mais embaixo.
O risco de se comprar ativos por uma ninharia dado que nao valem nada, isto eh, papeis de instituicoes que deveriam falir (processo intrinseco de “limpeza” numa economia de mercado), eh grande.
Isso leva a dois problemas. O primeiro eh se pagar por “po” com recursos dos contribuintes. O segundo eh se bloquear um processo essencial aa saude de uma economia de mercado.
Quanto aa questao contabil, quica seja realista a afirmacao de que a compra se equilibra intertemporalmente e, portanto, nao afetara o orcamento de 2009, mas isso eh contabilidade, a questao de novo eh mais embaixo.
Os contribuintes concordam com essa transacao intertemporal?
Se a economia estivesse em equilibrio… mas nao esta. A taxa de juros esta no pre-sal, quer-se enganar a quem?
Gostei de ouvir que vao separar explicitamente as medidas de curto das de longo prazo (as quais ainda nem foram pensadas). Assim as bobagens ficarao restritas ao momento.
ATENTO
-27/09/2008 às 14:41
PAPEL PODRE X JOGADOR QUEBRADO
É, a sacada é boa ,hoje o “papel” é podre mas poderá ser valorizado se o “mercado doente” sarar, assim como o craque que vale uma fortuna com o pé quebrado não vale nada,sarado volta a valer milhões.
O FATOR TEMPO é fundamental e o COMPORTAMENTO DOS AGENTES DO MERCADO,todos,é que determinarão o que vai acontecer.
Quem comandar o comportamento humano dos agentes ,dos personagens do mercado,vai também determinar o rumo dos acontecimentos.
Evoluiremos,sim, se aprendermos e apreendermos com as permissividades exageradas e sem fundamentos do SISTEMA.
O QUE OS ECONOMISTAS DESPREZAM É O COMPORTAMENTO HUMANO,E QUE É DETERMINANTE NOS RESULTADOS DO FUNCIONAMENTO DO SISTEMA.
AMÉM.
Juliano Pedroso
-27/09/2008 às 14:38
Reinaldo, descrevo um artigo que escrevi para um jornal local aqui de Maringá, acho que é interessante.
DA IDOLATRIA PETISTA
LULA está bem nas pesquisas, ótimo pro Lula, porém ruim para o PT. Pois o partido perdeu completamente a noção do ridículo. Os candidatos a prefeito petistas estão se mostrando seres que mais parecem fantoches fanáticos de um grande ídolo em comum, provavelmente o são, e acham que todo mundo vai ter a idolatria como regra também. Pode até dar certo lá no Nordeste com, infelizmente, os problemas sociais sérios que aquela região possui, mas aqui no Sul e Sudeste a coisa de “Olha, eu sou o amigo, o Lula é o meu amigo”, “eu sou o candidato do Lula viu” que permeia sempre o início de frase dos candidatos petistas beira ao ridículo. Só demonstram pessoas sem qualquer personalidade. E os eleitores vêem isto, vide que os candidatos petistas do “Lula é meu amigo, EU sou o candidato e o amigo do Lula” não ganham em praticamente lugar nenhum por essas bandas. Cito só algumas cidades: Curitiba, Maringá, Porto Alegre, Londrina, Rio de Janeiro, em São Paulo a candidata do Lula terá uma pauleira danada no segundo turno e deve perder, e o Lula não vai mudar isto. Enfim, os candidatos petistas perderam uma grande oportunidade de se mostrarem candidatos petistas sim, mas que também são seres que pensam sem a necessidade de terem um “Deus mitológico chamado Lula que os guie sempre.” Até por que Lula não é nenhum Deus, pelo menos pra nós seres não petistas que pensamos, e que felizmente são muitos.
Anônimo
-27/09/2008 às 14:27
Estou com o Diogo.
Anônimo
-27/09/2008 às 14:23
Não consigo ler o artigo todo, não sou assinante.
O Diogo deve ter lembrado que o cobrador da dívida só podia ter a carne, não o sangue do devedor, por isso não pôde lançar mão de seu direito.
Como arrancar a carne sem derramamento de sangue?
O sangue com certeza também será o dos latino-americanos, pois os evos (sic) transparentes já estão mostrando que as víboras estão com sede e só precisam de uma desculpa, mesmo que esfarrapada, para desgraçar o jardim. E o jardim a pegar fogo será o “amazônico”, porque comum a todos os países da região.
Anônimo
-27/09/2008 às 13:38
Samuel 10:45AM:
1)O que quer dizer “azecla”?
Será alguma palavra tirada do complexo dicionário escrito pelos
Emirados Sáderes ou por algum outro expoente esquerdista que tem seu habitat natural nos galhos do PT, PSDB, PCBês, Psol,PSTU, PMDB, PDT e até no DEM?
2) Aqui os contribuintes já estão pagando uma conta alta para indenizar os “coitadinhos” beneficiários do bolsa-terrorismo.
Anônimo
-27/09/2008 às 13:27
“Samuel”,das 10:45 AM,você,por acaso,não sabe o que é viver com liberdade e correr riscos,caso queira,é claro?Não?Então,vai estudar economia,administração,etc.
“Samuel”,ninguém obriga as pessoas a apostarem;especularem;fazerem negócios de risco ou duvidosos,etc.
Estamos lidando com gente adulta,não com crianças ou idiotas…Que cada um arque com os riscos assumidos,sejam estes de que natureza forem!
Este “Samuel” vive num mundo que não é o mundo real!Mas esquerdista é assim mesmo;fazer o quê?Que cada um viva de acordo com as suas limitações cognitivas e fantasiosas…
Os Estados Unidos sairão desta crise mais fortes ainda!O americano SABE fazer negócios e SABE,também,resolver os seus problemas quando algo sai fora de controle!
Germânico
Gaertner
-27/09/2008 às 12:19
lullalau só é comparável a Incitatus - com as diferenças naturais entre um jegue e um cavalo.
Anônimo
-27/09/2008 às 10:52
Sacada de mestre. Grande Diogo!
Anouk
Samuel
-27/09/2008 às 10:45
Viva a globalização. Viva FHC e o PSDB/DEM. Viva Gustavo Franco e seus azeclas. Vamos hipotecar nossos imóveis e partir para o consumo e aplicar na bolsa. Aqui como lá quem pagou, paga e pagará a conta é o contribuinte. Quem recebeu o bônus foi o banqueiro que comprou a parte boa, já que a sociedade ficou com a parte podre, desemprego etc……
George
-27/09/2008 às 10:25
A questão é que eles não vão comprar por uma ninharia. Justamente o contrário, vão pagar muito mais do que valem para que os bancos não venham a quebrar se realmente vendessem pelo valor real.
Anônimo
-27/09/2008 às 10:09
A crise de Wall Street equivale à queda do Muro de Berlim
Publicado por Rodrigo L. Medeiros
Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia de 2001, sustenta que a crise de Wall Street evidencia que o modelo de fundamentalismo de mercado não funciona. Para ele, a crise que sacudiu Wall Street é para esse modelo o equivalente ao que foi a queda do Muro de Berlim para o comunismo. Stiglitz critica a complexidade dos produtos financeiros que provocaram a crise e os incentivos ao risco dos sistemas de recompensa dos executivos.