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07/11/2009

às 5:35

VEJA 2 - Diogo: Lévi-Strauss e os moluscos do Brasil

“Aqui, Claude Lévi-Strauss descobriu o homem reduzido à sua condição de molusco. Perseguido pelo nazismo na II Guerra Mundial, ele tentou refugiar-se no país, mas Getúlio Vargas, o molusco que naquele tempo presidia o Brasil, fechou-lhe as portas”

Claude Lévi-Strauss descobriu o Brasil. O Brasil é assim mesmo: é descoberto e redescoberto continuamente, desde 1500. Se os portugueses, em 1500, descobriram o Brasil seguindo a corrente marinha, Claude Lévi-Strauss, quatro séculos mais tarde, em 1939, descobriu-o seguindo a linha telegráfica do marechal Rondon, em Mato Grosso. Ali, depois de se afastar da “escória de Cuiabá”, ele encontrou uma série de aldeias de índios em estado bruto, intocados pelos costumes do homem branco. Em particular, os nambiquaras.

Num de seus ensaios antropológicos, Claude Lévi-Strauss observou a indigência cultural dos nambiquaras e comparou-os a “uma raça gigante de formigas”. Eles se caracterizavam por ter orelhas grandes, por embriagar-se com “chicha”, por tocar uma música de uma nota só, por entreter-se cuspindo no rosto uns dos outros e por ignorar o estojo peniano devido à sua apatia sexual. Antes de Claude Lévi-Strauss, o geógrafo Edgar Roquette-Pinto já comparara os nambiquaras a “homens da Idade da Pedra”, acrescentando que a “pneumatose intestinal fá-los companheiros desagradáveis”. E o presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt, que passara por lá em 1914, acompanhado pelo marechal Rondon, dissera que os nambiquaras eram “ingênuos e ignorantes como animais domésticos”.

O contato com os nambiquaras deprimiu Claude Lévi-Strauss. Ele passou a se perguntar: “O que viemos fazer aqui? Com que esperança? Com que finalidade?”. Ele só conseguiu encontrar a resposta alguns anos depois, quando estabeleceu as bases do estruturalismo: “O maior interesse oferecido pelos nambiquaras é que nos defrontamos com uma das formas de organização social e política mais simples que se possam imaginar”. E prosseguiu: “A diferente estrutura do aparelho digestivo de homens, bois e moluscos não indica diferentes funções de seus sistemas digestivos. A função é sempre a mesma, podendo ser mais bem estudada e compreendida em suas formas mais simples, como a de um molusco”. Aqui

Por Reinaldo Azevedo

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21 Comentários

  1. Vera L.

    -

    08/11/2009 às 0:33

    Reinaldo Diogo escreveu bem demais, e só ele para ao final mostrar nosso TRISTE destino.

    Agora falando de “estruturas intestinais”, os intestinos dos porcos são iguais aos dos “humanóides”, vai ver que isso explica um pouco por que tantos “humanóides” gostam tanto de viver na sujeira, tem uma turma no poder que adora chafurdar na lama.

  2. Sandra

    -

    07/11/2009 às 19:21

    Bem, Diogo também acha que as culturas tem muitos aspectos semelhantes. Pelo menos em suas mediocridades. Em seu livro Contra o Brasil ele detona todas, democraticamente.

  3. Zé Carlos

    -

    07/11/2009 às 18:58

    Pena que não consigo achar no arquivo um post antigo do Reinaldo em que ele tratava dos índios que, se não me falha a memória, estavam cercando o Congresso, ou o Supremo, ou coisa assim.
    Com outras palavras, ele dizia: “Os índios já executam a dança de guerra, na qual eles batem o pé no chão. Há outras danças, como as festivas e as de funerais, nas quais eles batem o pé no chão”.

  4. PI...PI...PI...PI...

    -

    07/11/2009 às 18:11

    Escapou petralha às 5:04 pm

    Nem merece comentário…

  5. Antonio Ahmed

    -

    07/11/2009 às 15:42

    Alguém aqui por acaso já viu ouviu falar de algum índio deficiente físico ou mental, ou como querem os politicamente corretos “portadores de necessidades especiais”? Pois é, você nunca viu. Sabe por quê? Porque quando a índia desconfia de algo anormal em sua criança, simplesmente a mata, sem dó nem piedade. Na maioria das vezes por afogamento.

  6. Zé Carlos

    -

    07/11/2009 às 15:05

    Só para completar o comentário anterior: tratava-se do preparo de carne humana, é claro.

  7. Zé Carlos

    -

    07/11/2009 às 15:01

    Cris (12,28):
    O hábito dos índios de comer cocô já era conhecido desde que os primeiros europeus chegaram ao Brasil.
    Monteiro Lobato, comentando o livro e as aventuras de Hans Staden - alemão que caiu prisioneiro dos tupinambás em 1548 - escreve: “Já as índias nunca se queixavam de encruamentos estomacais. Cabia-lhes as partes internas, mais tenras e de mais fácil digestão (…) Tinham o hábito de ferver a barrigada em grandes vasilhas até que tudo se desfizesse em caldo grosso e muito apreciado (…) No preparo deste mingau há um detalhe que não pode ser contado aqui. O batoque. O batoque preventivo … O batoque que impedia que algo se perdesse…”

  8. Iguinho

    -

    07/11/2009 às 14:45

    Essa mentira de que os portugueses descobriram o Brasil tem de ser combatida. Os portugueses sabiam dessas terras desde 1493. A vinda foi para marcar território em disputa com a Espanha e fazer escala até o Oriente. “Ah, mas todo mundo sabe disso”. Pois então que chamem as coisas pelo nome. Ademais, comparar os nambiquaras de 1939 com os brasileiros de 2009 é só deboche tosco.

    Em tempo: não deixa de ser irônico que um porco direitista como Diogo Mainardi tenha lido Lévi-Strauss mais e melhor do que os porcos esquerdistas que o desprezam e paparicam a obra do francês.

  9. Sergio G

    -

    07/11/2009 às 12:57

    Entrei aqui para escrever duas coisas

    Uma o Zeca Brito Bezerra já escreveu às 7:12 am, sobre os nambiquaras e os brasileiros (dúvida: a rua de Moema é nhambiquaras - qual a grafia correta?)

    A outra é pedir que se libere o texto integral do Mainardi - normalmente a coluna dele é aberta, mas hoje é preciso colocar senha…

  10. Cris

    -

    07/11/2009 às 12:28

    Rei

    E olhe que os nambiquaras não comiam cocô. Se Strauss conhecesse uma raça que surgiu recentemente - em termos hishtóóóricos - no Brasil, e que cultiva o hábito, teria mudado o tiutlo do livro: “Trópicos Asquerosos”.

  11. j.j.s.xavier

    -

    07/11/2009 às 11:46

    O antropologo deveria estudar as relações de parentesco na Camara ,Senado , Presidencia e adjacências, teria material farto para estudo de uma nova forma de parasitismo social.

  12. João

    -

    07/11/2009 às 11:45

    Lembre-se de que haverá uma mobilização massiva da máquina pública e milhões serão torrados com marketeiros, que promoverão uma suposta transformação da Dilma. Não sei se dará certo. Ela consegue ser mais burra do que o Lula e não sei se a população vai cair nas invenções dos marketeiros. Porém, não duvido de mais nada.

  13. pctinoco

    -

    07/11/2009 às 11:15

    Se ele tivesse estudado o molusco mais famoso, piraria de vez…. veria o que é um ser primitivo.
    rsrsrs

  14. Surfista Prateado

    -

    07/11/2009 às 9:49

    Diria para você que se Lévi-Strauss aparecesse agora por aqui e se deparasse com a tribo do bolsa-família, provavelmente chegaria as mesmas conclusões, e diria o seguinte: “que futuro tem um país que privilegia a proliferação dos parasitas do bolsa-família a proliferação de mestres e doutores?”. Esse é o paradigma do Bananão.

  15. Cris

    -

    07/11/2009 às 8:58

    Ei, Dogo!

    Faltou dizer que os nambiquaras eram imundos (gostavam de rolar na terra) e comiam piolhos. COMIAM PIOLHOS!? Sim, catavam piolhos nas cabeças uns dos outros e comiam, felizes da vida.
    Isso lembra alguma coisa? Lembra, sim, mas é melhor não falar, senão a gente apanha.
    Um doce para quem responder a pergunta: Por que Levy-Strauss deu a seu livro o nome ” TRISTES Trópicos”?

  16. Heitor

    -

    07/11/2009 às 8:56

    Como eu nunca ouvi falar deste Levi-Strauss, ele soa como Danúbio Azul.

  17. O PATRIOTA AURIVERDE

    -

    07/11/2009 às 8:50

    TRATADO SOBRE O BERIMBAU

    Escreverei o tratado sobre o nobre instrumento brasilenho. Revelarei o segredo aqui: trata-se de um violino. Observem.
    É um violino de uma corda só, sendo portanto um instrumento nao temperado, mesmo sendo mais usado na Bahia. Mas, como? Explico. Tentaram tudo pra tirar som daquilo esfregando a corda. Nao deu certo. Berimbau, o nosso violino, em pizicato, beliscado, fracasso. Finalmente, um genio descobriu que bastava usar o protoarco, batendo, percussao, criando portanto um violino semelhante ao piano: instrumento de corda e percussao.

  18. O PATRIOTA AURIVERDE

    -

    07/11/2009 às 8:41

    A CIÊNCIA MONOSSÔNICA

    Há uma ciência em se fazer música de uma nota
    só. É dificil. Nosotros, brasileiros, em breve seremos
    brasilenhos bolivarianos, temos nosso simbolo maior
    : o berimbau. Existe até uma musica alemâ para ele.
    Oh, berimbaum, o berimbaum, wie treu sind deine Blatter…etc.
    É uma música natalina, adequada já. Em ingles se chama “Christmas Tree”,
    esqueceram o nosso “berimbau”. Mas, voltemos ao assunto. Há
    uma ciência por trás da capacitância (capacidade em espanhol-bolivariana, aprenda
    pois em breve seremos todos bolivarianos) de se fazer música com um nota só.
    Tentou Beethoven na Sonata ao Luar, como todos sabem. Tentou a bossa nova,
    com o samba de uma nota só. Ninguem conseguiu. Beethoven ficou tão frustrado
    que logo encheu a sonata com todas a notas. Uma civilizaçao que faz musica com
    uma só nota ou tem um instrumento de uma só corda é uma civilizaçao privilegiada.
    MUSICA PARA TODOS. Todos podem tocá-la. Todos podem compô-la. Todos
    podem sabê-la de cor, de memoria. É o ideal comunista-socialista-bolivariano: MUSICA
    ACESSIVEL A TODOS. Existe sim, incompreendida por Diogo Mainardi por ele ser mau,
    existe a ciencia por trás da sofisticaçao da musica de uma nota só. É a “Pa-ciência” de ouvi-la.

  19. Esquilo

    -

    07/11/2009 às 7:34

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Grande diogo.

  20. Zeca Brito Bezerra

    -

    07/11/2009 às 7:12

    Os nambiquaras não são muito diferentes da maioria dos brasileiros. Existem só para comer, dormir, defecar e se reproduzir. Também “torcem” por um time de futebol, ao que se resume sua vida intelectual…


 

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