O vergonhoso rol de crimes-que-só-existem-no-Brasil (onde estão listadas, entre outras criações autóctones, o arrastão carioca e o seqüestro-relâmpago) agora inclui mais um item: o disque-seqüestro. A modalidade – em que presidiários munidos de celular extorquem pessoas de boa-fé convencendo-as de que têm em mãos seus filhos ou cônjuges – disseminou-se por todo o país nos últimos meses. É a prova da inépcia do Estado brasileiro, que não consegue coibir crimes e ilegalidades flagrantes nem nas suas próprias dependências. Em 2006, só nas cidades de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília, quase 10.000 pessoas declararam à polícia ter sido vítimas do golpe. Levando-se em conta que o número de casos não registrados é até quatro vezes maior do que o de notificados – e que há registros crescentes de ocorrências também no Ceará e na Bahia –, pode-se concluir que o disque-seqüestro atingiu níveis epidêmicos. Na segunda-feira passada, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, a aposentada Mércia Mendes de Barros, de 67 anos, sofreu um infarto depois de receber uma ligação de um telegolpista. Ela atendeu ao telefonema de um homem que dizia ter seqüestrado seu filho e que pedia 60.000 reais para libertá-lo. Enquanto o marido foi ao banco retirar parte do dinheiro, Mércia, que era cardíaca, passou mal e morreu. O autor da ligação usou o script e a atitude clássica dos especialistas em extorsão por telefone: depois de dizer que o filho de Mércia havia sido seqüestrado, deu início à série de ameaças, pressões e insultos que caracteriza esse tipo de diálogo).
O disque-seqüestro teve origem na Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, em Campos, no Rio, há cinco anos. Em sua versão primitiva, presos convenciam as vítimas de que elas haviam sido sorteadas em promoções de empresas. Para receber supostos prêmios, como TVs e DVDs, elas deveriam comprar cartões telefônicos de celulares pré-pagos e repassar os códigos para seus interlocutores. O objetivo dos detentos, até então, era apenas manter os celulares em atividade para que pudessem continuar se comunicando com familiares e parentes ou administrando eventuais “negócios” fora da cadeia. A Coordenadoria de Inteligência do Sistema Penitenciário (Cispen) do Rio de Janeiro apurou que, em menos de seis meses, o bando da Carlos Tinoco lesou mais de 1.500 moradores das regiões Sul e Sudeste do país. Hoje, mais de 90% das ligações de disque-seqüestro continuam partindo do interior de presídios – a maior parte deles localizados no Rio
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O disque-seqüestro teve origem na Penitenciária Carlos Tinoco da Fonseca, em Campos, no Rio, há cinco anos. Em sua versão primitiva, presos convenciam as vítimas de que elas haviam sido sorteadas em promoções de empresas. Para receber supostos prêmios, como TVs e DVDs, elas deveriam comprar cartões telefônicos de celulares pré-pagos e repassar os códigos para seus interlocutores. O objetivo dos detentos, até então, era apenas manter os celulares em atividade para que pudessem continuar se comunicando com familiares e parentes ou administrando eventuais “negócios” fora da cadeia. A Coordenadoria de Inteligência do Sistema Penitenciário (Cispen) do Rio de Janeiro apurou que, em menos de seis meses, o bando da Carlos Tinoco lesou mais de 1.500 moradores das regiões Sul e Sudeste do país. Hoje, mais de 90% das ligações de disque-seqüestro continuam partindo do interior de presídios – a maior parte deles localizados no Rio
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Muito engraçado quando falam que vão comprar um “aparelho israelense” ou japonês para bloquear celular em presídio. Qualquer estudante de 2o Grau sabe do princípio da gaiola de Faraday (ou quem já viu Conversação ou Inimigo do Estado) bloqueia celular ou rádio. Tentem falar de celular em um prédio com pesada estrutura de concreto armado. Não fala, pois a estrutura de vergalhão funciona como gaiola de Faraday. É só cobrir presídio com tela de galinheiro, de preferência, de cobre. Não tem que importar nada. Não fazem porque não querem. É sem vergonhice mesmo.
Já fui vítima desse golpe duas vezes, Reinaldo. Uma delas, revelo aqui.
O aparelho tocou e ouço do outro lado uma voz lacrimosa, tentando simular desespero:
- Pai, pai…
E eu:
- Alô… Alô…
- Pai, é você, pai? Eu tô com um pobrema…
- Você tá com o quê?
- Com um pobrema…
- Olha, sinto muito, mas acho que você não é meu filho, não…
- Não?
- Não. Filho meu não fala pobrema.
- Não? E por quê?
- Porque é alfabetizado.
Tu… tu… tu…
Logicamente não falei para o asno que meu filho tinha apenas 5 anos e - pasme! - foi ele mesmo quem atendeu o telefone…
Oras, tentem levar o suposto (como eu gosto desse termo ) sequestrador no bico: mostrem o quanto de impostos a classe média (bleargh!!) paga, o número de postos de trabalho que cria, sua importância para a sociedade brasileira enquanto “medida de decência”, como seus filhos são lindos e o futuro que eles têm pela frente, essas chorumelas. Talvez o suposto sequestrador tenha uma síncope ou engulhos, solte o ente querido da família de bem, e passe para o lado da Luz cristã.
Aqui no Rio de Janeiro, capital, é muito comum pessoas ligarem para a sua casa, se passando por funcionários de lojas/bancos/concessinárias/etc…Em alguns casos essas pessoas possuem até dados da vítima. Na ligação pedem para confirmar dados cadastrais, como: CPF, endereço, nome completo,Nº cartão-de-crédito, Nº celular, etc…Para causar impacto na vítima, normalmente, elas usam a frase:”essa ligação será gravada para sua própria segurança”. Se você cair no golpe, pode encomendar um caixão pra você mesmo…Antes de tudo, pense: se a pessoa fosse realmente de alguma empresa onde você fez cadastro, lógico que ela já teria seus dados completos( toda empresa exige comprovante de residência e nomes de conhecidos para comprovação das suas informações), além do mais, as empresas verdadeiras e honestas sabem da criminalidade pelo telefone , normalmente, se comunicam com os clientes por meio de correspondência, via CORREIOS ou empresas especializadas em entrega desse tipo de correspondência, o que dispensaria você de prestar garantias pelo telefone, de que você é você mesmo. Além do mais, se a ligação for verdadeira, quem garante que o funcionário não vai fazer uso criminoso da informação! Um aparelho de BINA está custando pouco e desestimula o criminoso de continuar ligando, pois eles têm pressa em arrumar dinheiro e desistem quando o telefone não atende, após algumas tentativas. Depois que instalei o BINA e cadastrei os telefones conhecidos, praticamente, acabaram as tentativas de golpes. Uma secretária eletrônica também ajuda. NUNCA FALE DIRETAMENTE COM CRIMINOSOS. Com familiares que precisam ligar da rua ou de outro número desconhecido, combine um intervalo certo entre ligações de orelhões ou telefones desconhecidos( ou outra forma), de forma a se certificar de que a pessoa que está ligando é do seu conhecimento.Só forneça o número do celular pessoal para amigos e parentes, nunca em lojas e locais onde você paga com cheques, a privacidade do seu número de celular é uma garantia extra. Pense se o assunto é tão urgente, que não possa ser tratado por carta escrita, o telefone pode ser uma forma de convencê-lo rapidamente, sem tempo de refletir e consultar outra pessoa sobre o assunto. É fácil dizer SIM no telefone. Por último lembre-se que, quando alguém liga pra você, supostamente, para tratar de assuntos financeiros ( ex. hipotético: atraso de pagamentos, dívida já paga, etc…), essa pessoa não quer deixar nenhum registro documental, deixando dúvidas quanto a verdadeira intenção ou objetivo do contato, diferentemente, da correspondência escrita e enviada p/ seu domicílio, este documento poderá ser usado na JUSTIÇA em sua defesa contra o golpe ou abuso de cobrança indevida. Ao contrário, se você fizer acordos por telefone, nunca mais poderá reclamar, pois o “será gravado para a sua própria segurança” está nas mãos de quem te achacou. Eu, pessoalmente, tive uma experiência com cobrança abusiva por telefone de uma fatura de cartão-de-crédito paga um ano atrás. Depois de inúmeras ligações de cobranças abusivas por ordenadas pela empresa, eu pedi que mandassem tudo por escrito explicando o que estava pendente, inclusive boleto bancário para pagamento da diferença, dizendo que pagaria o valor, se concordasse com as alegações. Após receber a documentação, dei entrada na JUSTIÇA e a empresa foi punida, inclusive indenizando por danos morais em 10 vezes o valor da cobrança abusiva.
Caro Reinaldo,num comentário passado,mencionei que,comparando as pessoas do bananão com as pessoas em outras paragens,o brasileiro é um dos povos mais infantis do Planeta!É duro ser brasileiro com esse tipo de gente!Eu sinto vergonha de ser brasileiro…Que povinho,meu Deus!
Enquanto não se colocarem aquelas portas giratórias que identificam metais nas cadeias e delegacias , continuarão a entrar os celulares a torto e direito e os cidadãos de bem sendo vítimas dessa quadrilhas.Tá ficando cada dia pior…já não se sabe mais quem é policia e quem é o ladrão,quem é o bom advogado, o que mente mais ou que cumpre a lei…a lei foi feita para quê ou para quem?
Uma amigo recebeu o telefonema.
A sorte é que acabara de deixar o filho na escola.
Deve-se sim processar os agentes penitenciarios corruptos.
Enquanto a carreira de promotor e juiz for vitalício nada mudará. Necessário ter eleições para esses cargos onde somente a classe dos advogados poderiam votar. Uma forma dessas autoridades mostrar a que veio. Hoje essa gente passa no concurso e praticamente se aposenta, pois só trabalham meio período e não dão satisfação à ninguem. Corregedoria e nada é a mesma coisa.
Tem otario para tudo nesse mundo, ate para cair nesse golpe. Eu sinto pena da familia e tal, mas o sujeito nem disse o nome do filho dela. Pelamordedeus, gente, voces nao sao brazucas esperrrrrtos? Olha a malandragem ai… Ainda mais hoje em dia, em que ate bebes devem ter um celular, eh super hiper mega facil localizar qq pessoa… Tem do.
é só mandar ligar prá GRANJA
grana lá é que não falta…
Mas já não tinham resolvido esse problema de celular nas prisões?
Quanta inércia!
Lou
Engana-se quem pensa que isto esta partindo so’ dos presidios.O negocio e’ mais organizado do que possa imaginar nossa va filosofia.
Dai a omissao das “otoridades”.
É claro que os bandidos são esses facínoras de trás das grades, quando achacam pessoas desavisadas aqui fora. Sugiro, porém, que se faça uma campanha educativa nacional, para alertar as tais pessoas crédulas e inocentes, que não aprenderam ainda a separar “urus” de “hutus”…Quando aconteceu de chegar em minha residência um telefonema com a tal historinha dos “prêmios” de uma operadora de telefones, pude perceber de imediato que o desgraçado do outro lado da linha era um meliante. Não resistiu a duas perguntinhas básicas a meu respeito, de modo que só não lhe escarrei nas fuças, porque o fio do telefone, para meu lamento, não transporta escarro… Vamos acordar, gente boa; não caindo em qualquer lábia. Afinal de contas, excesso de ganância nunca fez bem a ninguém. Evitemos, a todo custo, que se dissemine ainda mais o antigo e sábio adágio: “enquanto existirem burros, bom preço o capim sempre terá…”
As vítimas têm que processar o Estado, isso sim!
A Polícia orienta a pessoa que atender esse tipo de telefonema desligar , como se fosse sem querer e tentar localizar a pessoa que os bandidos dizem estar com eles.
Jp