Blogs e Colunistas

20/11/2008

às 17:45

Universidade: o Partido Universal do Reino de Marx

Do leitor André Henrioque:

O proselitismo ideológico é muito maior dentro da universidade pública. Faço o curso de ciências sociais e, fazendo licenciatura, fico habilitado a dar aulas de geografia, história etc. Em uma aula de didática, a professora fez várias críticas a essas reportagens da VEJA, dizendo que não existe possibilidade de um professor ser imparcial na hora de expor sua matéria e que VEJA é neoliberal. Usei Max Weber para responder: “É claro que um professor tem suas paixões e preferências, mas deve buscar a OBJETIVIDADE”. E o engraçado é que essa professora é do PT. Certa vez, comentando projetos sociais do partido, ela disse a um estudante: “O PT tem umas sacadas diferenciadas!” Eu disse: “Sacadas de dinheiro, só se forem!”

Essa mesma professora queria explicar a crise da escola pública paulista, dizendo que a culpa é do PSDB, lembre-se que ela é do PT, e do NEOLIBERALISMO, o ser abstrato preferido dos ideopatas — que, segundo um professor, não é conceito e sim xingamento! Ela disse que a meritocracia e as idéias liberais estão arruinando a escola pública. Estava munida de um ranking que informava os países que tinham as melhores escolas. Canadá e Austrália estavam nas primeiras posições, e o Chile era o país latino mais bem-colocado. Eu a questionei: “Mas os países que a professora usa como exemplo são liberais, como a culpa é do liberalismo?”

Complementei: “Se lermos Faoro, Edson Nunes, veremos que os preceitos liberais não existem nas relações das universidades públicas e do Estado brasileiro; o que temos não é meritocracia, e sim clientelismo e patrimonialismo. O problema da universidade pública é justamente a falta de meritocracia e de princípios liberais. E, no caso da escola pública, devem ser levadas em conta as particularidades sociais de cada escola e a influência da revolução tecnológica, que desmantelou as pernas das instituições, colocando-as à prova, tanto a família como o Estado e a escola. Não podemos reduzir questões complexas a mero jogo ideológico, pois estes limitam nossa visão.”

Essa professora não enxerga essas questões porque dá uma aula enviesada, seu estudo é enviesado. E, como ela é do PT, o negócio é atacar o PSDB e o tal do neoliberalismo. A universidade vira igreja – é o Partido Universal do reino de Marx com seus bispos vermelhos! O marxismo perdeu muito espaço dentro da universidade, ainda bem! Mas ainda tem gente desse tipo lá, que dá aula pregando revolução, defendendo as FARC e o MST. Terrível!

A maioria dos alunos vem de escolas particulares, dopados pela heresia intelectual marxista, entra nas universidades públicas negando-se a estudar, andando feitos hippies e pregando revolução — como a dose de heresia é maior nas universidades, acabam sofrendo de overdose ideológica. Depois que saem das universidades, esses indivíduos seguem para os jornais, sindicatos e escolas e tocam o ciclo da evangelização intelectual adiante. É um ciclo vicioso e venenoso.

A princípio, serei professor de história e de geografia, e desse mal estou curado, nunca fui de seguir consenso. Acredito que educar não é incutir uma idéia na cabeça do aluno, mas colocá-lo a par de todas as vertentes de forma científica e não política. Até porque escola não é sindicato ou laboratório ideológico; escola é espaço de ensino democrático. E os alunos são cidadãos e não cobaias!
Desculpem a extensão do texto.
Publicar Recusar (André Henrique) 20/11/08

Por Reinaldo Azevedo
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56 Comentários

  1. Rodrigo

    -

    21/12/2008 às 7:26

    Fico muito feliz em ver q o despretensioso comentário do Andrezão (sim, ele é meu melhor amigo, invejem…) rendeu tanto. As pessoas boas precisam de oportunidades, mas as pessoas excepcionais se destacam em qualquer coisa que façam.

    Em relação aos “esquerdopatas”, acho que o ensino universitário não é o lugar onde você aprende a ter senso crítico, ele é o lugar onde vc o exercita. O que está em questão não é o fato dos professores serem de esquerda e acreditaram na messiânica revolução do proletariado, ou serem liberais crentes na Canaã da meritocracia. No caso do ensino fundamental, instituir um determinado viés - volto a frisar - qualquer que seja, é um atentado contra a livre consciência, e pior, pois não é um mero ato de “culturalização”, mas é o ato de instituir numa cultura de diversidade a monocracia de uma ideologia de grupo.

    mas é importante ressaltar que os cânones da ideologia da igreja universal do reino de Marx cumpre um significado diferente do q era no século XIX. Não cabe aki fazer aquele velho comentário - que é igualmente estúpido - de q Marx não trabalhava etc… pq a vida dos pensadores deve ser desvinculada da obra, caso contrário não levaríamos a sério nenhum penasador (pra que levar a serio a filosofia grega já q enquanto eles filosofavam abusavam e exploravam dos escravos e de todos os outros povos possíveis?…). O que eu estou querendo dizer é que o fato essencial é que o discurso, e sobretudo as ações “esquerdopatas” tem uma disparidade com a teoria marxiana similar a “aristotélica” idade média. Usam-se conceitos estrategicamente para atender a outros interesses.

    O marxismo hj é uma ideologia da classe dominante. Portadores do discurso marxista se apóiam em posições, cargos públicos, que são na origem contrários a essência do discurso, e quem não segue a “cartilha” é automaticamente excluído. Um professor universitário de uma universidade particular, que ganha dezenas de vezes um salário mínimo ao mês para dizer as pessoas o quanto são alienadas e como deveriam seguir um outro discurso monístico, caso contrario, serão reprovados, é igual a um pastor q diz q os fieis devem se libertar das posses doando tudo para a igreja. É muito fácil falar de revolução ganhando muito, e fazendo nada. Quando vc pergunta o que eles fazem pela revolução, eles dizem: “eu estou lhe tirando da alienação”; é como enxugar alguém lhe jogando um balde d´água.

    O que a esquerda tem de melhor é um humanismo, é um projeto coletivo para uma sociedade melhor baseada no respeito e no reconhecimento ao outro. Mas os “esquerdopatas”, a principio, lhe consideram um “ser inferior” pq vc é “alienado”. É evidente para todos que o respeito ao próximo é uma coisa q passa bem longe, sobretudo dos professores doutrinadores. Eles só bem querem os alunos q ainda são moldáveis, mas qndo o aluno questiona, recusa, ele os pune, oprime. Isso é muito mais trágico, por não estamos falando de uma exploração dentro de um modo de produção, estamos falando de sadismo, e da repressão àquele que pensa de forma dissonante. A igreja universal do reino de Marx também tem sua própria inquisição.

    O esquerdopatas é aquele q crê q consegue realizar a proeza do juízo sintético a priori, pq ele é um marxista critico, sem ter lido nada de Marx. Existem as pencas os “bixos” marxistas nas universidades, que leu a edição de bolso do Manifesto e já se acham o Che do século XXI. Alias, a priori é um conceito recorrente, pois, são críticos a priori, é o famoso “não li e não gostei”. O marxismo hj é uma das ideologias contrarias, que, não havendo correspondência com a realidade objetiva, servem para dar coesão à ideologia dominante, usando o conceito gramsciano. É fundamental para a sociedade, da forma como ela é, estar cheia de pessoas que pensam q a contrariam, mas q dessa forma a reproduzem. Sob o discurso da ruptura com o neoliberalismo corrupto, eu sou corrupto em prol da revolução, mas a corrupção que é o mal em si, eu r

  2. Anônimo

    -

    21/11/2008 às 22:38

    Francamente , fiquei com pena dessa gente que está “estudando”….ou será wue estão sendo estudados? Parabéns ao André pelo texto e pela coragem.Dora Jardim

  3. Anônimo

    -

    21/11/2008 às 18:57

    Parbéns, André! Pessoas como você e o Rei é que fazem o meu dia ser melhor.Quanta leitura gratificante!
    Um abraço a todos os leitores deste Blog. É bom compartilhar boas idéias.

  4. Anônimo

    -

    21/11/2008 às 18:52

    Esse André é leitor do Rei, dá pra ver. Já os da Ratazana, do Anão, do Mascate…

  5. Anônimo

    -

    21/11/2008 às 18:29

    Belo texto André Henrique. Parabéns pelo senso de humor. Partido Universal do Reino de Marx foi genial…

  6. Anônimo

    -

    21/11/2008 às 16:35

    Parabéns ao jovem André pela sua capacidade de ver e entender.
    Deu ele uma amostra do rol de motivos - talvez o principal deles - pelos quais a “Universidade Brasileira” não produz ciência.
    O descaso dessa gente com a educação, com todos os significados que a palavra pode assumir, tem como emblema a pessoa de seu idolatrado líder. O sujeito que provou que para ser presidente não é necessário diploma.

  7. Anônimo

    -

    21/11/2008 às 12:39

    O PT tem sacadas de dinheiro, e na boca do caixa.

    Ô capitalismo selvagem!

  8. Anônimo

    -

    21/11/2008 às 12:37

    Infelizmente após a redemocratização, em 1984, a Universidade brasileira regrediu. O debate tornou-se extremamente ideológico, politizado, e pior, focado em política partidária.

    Prestem atenção na argumentação do aluno, em que ele levanta questões muito mais amplas sobre o desmonte do ensino público. Já nossos acadêmicos ainda estão na fase Marilena Chauí: usam o espaço acadêmico para praticar proselitismo e política partidária. Isso vindo de pessoas de quem deveria se esperar uma visão mais ampla da sociedade. Lamentável.

  9. Anônimo

    -

    21/11/2008 às 11:27

    NAO E VERDADE QUE O PROSELISMO E MAIOR NAS UNIVERSIDADES PUBLICAS

    Aqui em SP, as faculdades particulares estão infestadas de doutrinação ideológica. O mackenzie é uma delas. As disciplinas de filosofia do direito são dadas segundo a orinetação marxista. Não existe contraposição, nem visão de que aquele modo é apenas uma hipótese de entendimento do direito. Ele é dado como verdade absoluta. Os alunos ficam fascinados e passam a ranger os dentes a cada argumento contrário

    enfim…uma pena

  10. Tiago Dias

    -

    21/11/2008 às 11:17

    Faço logística na Fatec, quando li o post lembrei do meu professor de português na faculdade também, não só dele mas do de economia que nos fez ler o livro “O Brasil Privatizado :um Balanço do…” de Aloysio Biondi e depois aplicou uma prova, tirei 3,5 pq não falei o que ele queria ouvir. Isso não é educação, como disse nosso amigo “educar não é incutir uma idéia na cabeça do aluno, mas colocá-lo a par de todas as vertentes de forma científica e não política”, eles querem nos doutrinar, e punem (com notas baixas) aqueles que não concordam com sua posição política.

  11. Anônimo

    -

    21/11/2008 às 10:42

    Como cursei Administração de Empresas sofri menos que os colegas acima.
    Como eu e meus colegas estávamos nos preparando para TRABALHAR de verdade, ser futuros empresários…não tinhamos tempo pra essas bobagens esquerdistas!! O empresário olha pra frente! (Olha para trás para ver os erros e acertos para não repetir os erros)

  12. Emerson

    -

    21/11/2008 às 9:50

    Oi Reinaldo,

    Estou com medo, com muito MEDO. Vc acha, SINCERAMENTE, que diante de notícias como esta das cotas, do conhecimento de que a doutrinação no ensino já não vem de hoje, que, em 2010, haverá mesmo eleções, quando o petralhismo tomar consciência de que não tem um candidato viável para derrotar Serra?
    Pois lhe direi o que acontecerá: Quando ficar evidente que o candidato(ou candidata?) do governo não é viável, a máquina de terror petista convocará, nos bastidores, os “movimentos sociais” dizendo o seguinte: “Se ELES vencerem, VOCÊS perderam tudo o que conquistaram. VOCÊS permitirão que isso aconteça?”
    Se ouver resistência contra as manisfetações que virão, dizendo que a eleição foi “fraudada”, haverá um banho de sangue Reinaldo. Não se trata de teoria conspiratório ou alguma espécie de delírio. É o que acontecerá. E acontecerá exatamente assim, se não resistirmos desde já, pois acredito ainda ser tempo. Caso continuemos de braços cruzados, só assistindo, a única coisa que nos restará será pedir a ajuda de Deus, porque o futuro deste lugar é sombrio.

  13. Anônimo

    -

    21/11/2008 às 7:03

    Pois é 50% das vagas nas univ. públicas para os que saem do ensino público. Só beneficia as univ. particulares, que verão muitos cursos mais conceituados (por serem de profissão que dar status) encherem.
    E nas públicas fica a questão levantada por minha filha a um amigo: “Porque vocês não colocam aquele aluno, que está só, em seu grupo?”(logo após a tal universidade ter intituido o sistema de cotas para negros). Resposta:”Ele entrou pela cota e não será capaz de contribuir com o trabalho do grupo” . Existia “negros” participando do tal grupo, o tal aluno desistiu do curso por ter sua qualificação questionada e não por sua cor de pele. Ao menos agora eles poderão formar grupo. E fica a questão: nossos políticos deveriam exigir que os médicos que entram no legislativo tenham entrado na universidade pela cota. Será que eles confiariam nesses médicos?

  14. Péricles

    -

    21/11/2008 às 1:10

    Reinaldo e leitor André,

    O principal problema é justamente que não existem neoliberais na política. O PSDB pode ser menos ruim, mas sempre quis ser um “PT de centro”. No há quem nos represente! Estamos órfãos!

    Em relação à sua professora e demais demais elementos dessa fauna, só vejo duas esperanças: A primeira e que eles sempre foram “pedra”, e cada vez mais vão a passar a ser “vidraça”. E a segunda é que já não se fazem mais esquerdopatas como antigamente, estão cada dia mais burros!

  15. André Henrique

    -

    21/11/2008 às 0:47

    Fico orgulhoso de ver um texto meu publicado no maior blog de política do Brasil. Comecei em escola pública e alcancei a universidade pública sem pegar um tostão do PSTU e do PCO, diferente de alguns malandros. E por mais que pareça exagerado, fiquei muito emocionado com a publicação e para mim significou e sgnifica muito. Chamar a atenção logo de um dos maiores formadores de opinião do Brasil, é um bom começo, embora tenha que trabalhar muito para chegar onde realmente quero. Nada de empolgação exagerada.
    Porém, como não sou da república da boçalidade, não faço uso oportunista de minhas origens, ao contrário do presidente da República, mas ele é o presidente, eu…

    Sou liberal, acredito nas vitórias individuais e gosto de pessoas que lutam por seus objetivos pessoais. Pessoas que persistem, trabalham e lutam para encontrar um rumo, sem ficar chorando as raízes, usando-as como trampolim ideológico.

    Busquei informações sobre a carreira de Reinaldo Azevedo e o vejo como espelho, um indivíduo vencedor que atua de forma livre, sem amarrar suas opiniões a consensos estatais e boçais. Começou dando aula e hoje tem o maior blog de política do Brasil, no qual foi publicado um texto meu. Como diz Reinaldo, “humildade as favas”. Digo mais: humildade é esconderijo de falso moralista, os representantes do politicamente correto.

    Podem discordar das opiniões de Reinaldo, até chamá-lo de “reacionário”, mas como disse outro que admiro bastante, Demétrio Magnoli, Azevedo escreve e argumenta bem, e isso é o que importa!
    Não esperava a publicação. Fiquei bem contente. Espero trilhar um caminho parecido ao de Azevedo, quem sabe…
    E obrigado por ter corrigido alguns erros oriundos da pressa e da inexperiência.

    As informações que coloquei no texto são verídicas, e não são ataques pessoais, principalmente no primeiro exemplo, trata-se de uma professora competente, mas filha do proselitismo ideológico rasteiro da tal igreja. Espero que contribua no debate levantado por Veja!

    Temos que acabar com o proselitismo ideológico pelo bem da democracia!

  16. Anônimo

    -

    21/11/2008 às 0:26

    Reinaldo já que o PT tem “sacadas diferenciadas” como diz a “mestra”, por que não fez DIFERENTE e mandou pras cucuias o neoliberalismo do PSDB e implementou a tal política da economia desenvolvimentista cantada em prosa e verso ANTES de ser governo, tinham solução pra tudo, mas foram buscar um presidente para o BC do PSDB, aí o PT já tinha que fazer “diferente” e chamar uma MULHER, Maria da Conceição Tavares, aquela que SABE tudo e ODEIA o neoliberalismo mas nunca fez NADA de CONCRETO pra mostrar que está certa, só CACAREJOU a vida toda. Tem que perguntar pra essa cambada por que Lula continuou CONSERVADOR na economia, muitas vezes até mais que Fernando Henrique. Se é uma raça que eu tenho NOJO é professor esquerdista e petista, não tem nenhum país no mundo pra pegar de exemplo das glórias do esquerdismo e fala mal do (neo) liberalismo, os únicos exemplos são dois países FALIDOS E DITADURAS. Essa cambada tem que se enxergar antes de ficar ensinando utopias cretinas pra desavisados, ainda bem que temos resistências como esse seu leitor, vida inteligente nas Universidades APESAR DA PETRALHADA BOÇAL.

  17. Anônimo

    -

    21/11/2008 às 0:26

    Reinaldo, não devemos esquecer que as universidades brasileiras desde muito tempo tem esse “viés esquerdóide”…Desde 1968 as universidades cultuavam a esquerda, a revolução cubana , a chinesa…Fidel, Mao Tsé Tung, Lenin, Stalin eram adorados…Essa esquerdização vem de longa data, e com a redemocratização do país esse pessoal esperto continuou na luta…Fazendo cabeças no meio universitário…A novidade para mim é com relação as escolas de ensino fundamental e médio…Nunca imaginei que se prestariam a esse doutrinamento…Mas os métodos dessa esquerdopatia brasileira são truculentos e imorais…Já arregimentaram a imprensa, as escolas e universidades, o funcionalismo publico, o judiciário ( através dos ministérios públicos infestados de esquerdistas totalitários )…É o ovo da serpente…

  18. Anônimo

    -

    21/11/2008 às 0:13

    Sou professor de História e passei no tempo de Universidade e ainda passo pelos mesmos problemas identificados pelo leitor. A doutrina marxista é um “estupro mental”. Brilhante exemplificação do que acontece nas Faculdades. Cheguei a pensar que fosse eu o escritor deste excelente texto.

    ALEXANDRE (Santos/SP)

  19. Flavio Morgenstern

    -

    20/11/2008 às 23:52

    Escrevi um longo texto publicado na comunidade da UFPR do orkut que pretendo apresentar ao senhor Tio Rei de presente quando ele aparecer aqui por Curitiba. O assunto foi “o esquerdismo nas eleições para o DCE”.

    Fico feliz com esse estudante, de Ciências Sociais, famoso por sua contaminação marxista, ser tão científico. Malgrado dele, teu e meu, isso é estranho, parece alienígena — quando deveria ser, na verdade, a regra. Reinaldo Azevedo e eu somos dois egressos da FFLCH e conseguimos rir desse marxismo até em aulas de Literatura. Ora, não deveria ser sempre assim?

    É curioso ver que até os próprios alunos reclamam da falta de “conscientização política” da Universidadepúblicagratuitaedequalidade. Porém, o que é “conscientização política”? Quando defendi que verbas privadas na Universidade fariam bem ao ensino, reclamaram que isso tiraria (óbvio!) este caráter “conscientizador” da Universidade.

    Acompanhemos o raciocínio: se um professor defende o socialismo ou, digamos, o PT, está passando ao aluno “consciência”. Se um aluno (!) sugere que verbas privadas são do bem, isso é “não-consciência”. Logo, atrás desta palavra, esconde-se justamente a total falta de consciência: deve-se aceitar a visão esquerdofrênica e pronto. Afinal, no debate, não é nem permitido ter, veja só, consciência de quais as conseqüências de verbas privadas na Universidade, afinal, como espaço de “conscientização”, esse debate está proibido…

    Mas vejo panfletos até com o símbolo do PSTU por toda a Universidade, com avisos de suas “palestras” por aí. Eles, claro, estão muito preocupados com a qualidade do ensino, visto que não estamos formando militantes do PSTU o suficiente em cursos de Engenharia ou Nutrição. Imagine se fizéssemos o mesmo convidando Demóstenes Torres para uma palestra e colocando o logo do DEM nos cartazes? Lá se ia o conceito da Universidade como espaço de “discussão”, plural, democrático e rigorosamente comunista.

    Por fim, sempre pergunto: um engenheiro que seja precisa saber construir um carro barato, seguro, ecológico e com a melhor qualidade possível, e estar empregado para aplicar seu conhecimento (e mesmo para ganhar alguma coisa enquanto estuda). Quem está interessado nisso: a GM ou o PSTU?

    Façam suas escolhas pelo melhor modelo de Universidade. Eu já fiz o meu.

  20. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 23:47

    Finalmente apareceu alguém que vai dar aula de História e Geografia, e não é esquerdopata, aqui no blog para acalmar o pessoal.

    Já tava achando que estávamos condenados!!

    ufa! desculpem o desabafo.

  21. Leonardo Farias

    -

    20/11/2008 às 23:45

    Ainda bem que tive um professor (de geografia)semelhante ao que será o leitor André Henrique. Graças a ele e à minha leitura cheguei protegido da boçalidade do proselitismo ideológico que vivencie na escola neste ano. Fiquei pasmado. Infelizmente, para cada professor de verdade existem 20 molestadores de adolescentes.

  22. primeiranista

    -

    20/11/2008 às 23:13

    Agora na USP eles tem ate blog, que devia ser um espaço democrático mas ta virando partido unico: http://stoa.usp.br.

    E como os petralhas tem muito mais tempo pra blogar do que quem está estudando de verdade…

  23. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 22:52

    Gostei das “sacadas diferenciadas”. Tão diferenciadas que guardam a grana na cueca.

  24. elite

    -

    20/11/2008 às 22:44

    a questão é grandemente espiritual……espíritos que viveram na idade média sob o jugo da igreja católica que lhes dizia que nada eram capazes de fazer e que não podiam pensar, agora retornam e não suportam a liberdade, e, pior, não querem aprender a pensar…..o marxismo caiu do céu para eles.
    Aliás marx nem trabalhava, mas vivia às custas de seu mecenas….todos sabem quem, e o que rolava.
    Rei: uma funcionária minha imprimiu o seu convite e colocou no mural da UFPR, no setor de humanas, depois se escondeu e ficou observando: depois de dez minutos e um grupo reunido que passou a xingar o livro, o papel foi arrancado e rasgado……ela iria colocar novamente hoje à noite!!!!!!!Ela faz pedagogia, é muito estudiosa e trabalhadora, lê muito, e é super anti-esquerda…..está sofrendo uma terrivel perseguição por parte de uma professora, só porque ela, em um determinado trabalho, citou uma frase de FHC….a professora a ridicularizou perante toda a sala, disse que FHC era um “joão ninguem” e que ela deveria entregar um novo trabalho, o que ela se recusou a fazer e aceitou a nota baixa.
    Eu pedi a ela que , depois de passar na disciplina, me diga o nome da “criatura” que eu vou até a sala dela presenteá-la com “O país dos Petralhas”.
    Aguardo anciosa dia 26!!!!

  25. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 22:35

    Esse negócio de Universidades é sério. Por lá acontecem “coisas” que o cidadão desconhece. Se tem algo de bom lá? Claro que tem, mas está aquém do esperado. Isso numas poucas. A maioria tem menos. Mas, de “coisas” tem demais. É uma pena que o cidadão não possa usufruir de um patrimônio que, inclusive, é caro(R$)para seu bolso. É preciso despolitizar as Universidades.

  26. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 22:23

    Meus cumprimentos ao estudante e futuro professor André Henrique. Pessoas livres como você, fazem e farão ao glória deste país. Estes esquerdopatas são covardes! Ponha-os à prova…

  27. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 22:13

    Parabéns, rapaz. Você retratou com extrema fidelidade o que acontece na realidade das universidades brasileiras, sejam privadas, sejam públicas: uma infestação de professores cujas idéias remetem ao século XIX, que expõem uma visão distorcida da realidade aos estudantes. Como diria o ídolo deles, Karl Marx, é a alienação tomando conta do indivíduo.

  28. alexandre do espírito santo rocha

    -

    20/11/2008 às 22:00

    Bravo!

  29. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 21:50

    Parabéns ao seu leitor André Henrique pelo comentário!Que ele seja o professor que pretende ser!Um Professor e não um desses ideopatas,grevistas contumazes,loucos por dinheiro,que fazem lavagem cerebral em seus alunos baseados na maioria das vezes só no q ouviram dizer sem grandes ( ou quaisquer) embasamentos teóricos.

  30. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 21:41

    Lucidez rara para um aluno de ciências sociais. Parabéns. Ass: outro aluno de ciências sociais.

  31. rocket

    -

    20/11/2008 às 21:26

    Os anos passam, a realidade muda mas o ensino superior continua na lesma lerda. Depois de (mal) formados, quando ingressam no mercado de trabalho (se é que ingressam de fato), despreparados e ideologicamente contaminados com a esquerdopatia, entram em choque com a realidade empresarial e acabam se refugiando nos sindicatos, partidos políticos, empresas estatais ou instituições de ensino, retomando o ciclo vicioso descrito no post. Isso explica o grande número de simpatizantes dos Emirados Sáderes que ainda voam por aí.

  32. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 21:17

    Tenho uma filha de 2 anos. Desde os primeiros meses de vida está na escola e já estou preocupado com seu futuro no tocante a Educação. Espero que ela encontre professores como o André, que querem passar informações e não evangelizar. Tenho aversão a pseudocomunistas (neologismo) que protestam com uma lata de Coca na mão. Escola é para educar e não para alienar, doutrinar e prejudicar.

  33. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 20:42

    Parabéns! André Henrique, pela coragem de enfrentar esses professores esquerdopatas e esquerdofrênicos, que na verdade são repetidores para lavagem cerebral. Às vezes, nem eles mesmos entendem e têm segurança daquilo que falam, pois o objetivo é esse: “overdose de dopagem idiotizante”. Dá vergonha! Dá nojo!
    Também, concordo com você, a escola é o espaço democrático, onde se deve ter a visão de múltiplas vertentes. Tenho horror a essa mania de cercear a cabeça das pessoas, chegando a infundir ódio. É o que os ditos “intelequituais” fazem. É triste.
    Parabéns, siga na certeza de que os alunos não são cobaias! E tenha sempre o cuidado com a capacidade de respeitar os indivíduos a quem você se apresenta como professor. “Aquela canalha” ” gosta de formar cegas e amordaçadas legiões. Na verdade, não estão, eles, preocupados em formar, mas sim, deformar para utilizar! Em favor de causas suspeitas e projetos obscuros. Eles falam de neoliberalismo e capitalismo, pintando-os de diabólicos. Mas adoram enfiar a mão no erário, tornarem-se ricos, sob a figura do coitadismo e defesa mentirosa de pobres e minorias.
    Essa gente é asquerosa!
    Essa gente é lesa cérebros e pátria!
    Por isso, ver essa gente rejeitada, vaiada, esculhambada, rechaçada? Não tem preço!!!

  34. RRG

    -

    20/11/2008 às 20:34

    reinaldo,
    quando leio essas matérias sobre a maré vermelha na “educação” lembro com certa nostalgia dos meus tempos de escola em que os professores “xerocavam” (termo feio) matérias da veja e distribuiam entre os alunos da classe para explicar sobre algum assunto, dentre eles eu me lembro de uma matéria sobre o mercosul muito bem feita…anos 90 que não voltam mais.

  35. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 20:18

    Quando leio ou escuto pessoas como o André Henrique, tenho esperança que as coisas possam mudar um dia. Eu não aguento mais a turma do chinelinho que ele citou, escolas e universidades com partido, o politicamente correto. Sinceramente eu ando pensando e muito em mudar do Brasil. Tô quase jogando a toalha, mas quando leio isso, me encho de esperança novamente.

  36. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 20:06

    Estou chocada com a notícia! 50% (cin-quen-ta por cento) das vagas das universidades serão “cotadas”. É inacreditável. Destruíram de forma irreversível o ensino fundamental por conta do conceito de “escola plural”. Agora enterram de vez o que restava de mérito no ciclo superior! Fiquei ainda mais estarrecida ao ler que o Paulo Renato de Souza endossou esta aberração! Eu não sei quem é mais desrespeitado nesta lambança: se os contribuinte, os futuros alunos, os pais, os professores sérios, as universidades sérias. Putz! É muita merda pra limpar! Se é que vai ser limpa algum dia!

  37. Ana

    -

    20/11/2008 às 20:04

    Reinaldo,

    acabei de descobrir que devo aos militares da ditadura a graça de não ter sido instrumentalizada pela esquerda quando estava na escola e na faculdade nos anos 70.

    Ditadura por ditadura, para mim é preferível aquela que limita a ação política, do que aquela que escraviza o pensamento e impede a perspectiva e anula a crítica.

    Liberdade não é fazer o quê se quer. Liberdade é poder escolher o quê se vai fazer,

    concorda Rei?

    Ana

  38. MIKIO

    -

    20/11/2008 às 19:56

    Como o Reinaldo disse dias atrás:

    “Há leitores que melhoram este Blog!”

  39. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 19:54

    Alô “Rei Naldo”!

    Que belo exemplo do exercício consciente da condição de cidadão. Que belo jovem cidadão!…
    André transmitiu, no seu texto, aquilo, que nada mais é doque a comprovação do aparelhamento ideológico que os esquerdopatas tentam introduzir em nossas institições, mas que, felizmente, nesse caso, encontrou resistência do, suponho, jovem Henrioque. Parabens André, você demonstrou cosciência social e isto, para mim, é motivo de orgulho e esperança!…

  40. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 19:44

    Reinaldo,

    impresiona a qualidade, quantidade
    dos comentários e a diversidade de áreas representadas pelos leitores
    do seu blog.
    Esse rede vai crescer.
    É o verdadeiro tecido que vai dar
    corpo à sociedade
    brasileira do futuro, moderna e democrática.
    Essa massa gigantesca e silenciosa
    está se dinamizando a cada dia que passa e assumindo posição
    de dever.

  41. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 19:41

    André Henrique,

    Perfeito, escola não é sindicato, corretísimo.

    Parabéns, se juntarmos mais 10 futuros professores de história iguais a voce em sua faculdade o pais está a salvo dessa escumalha marxista.

    Forte abraço,

    Burduna nelles !!!

  42. Amigo da Democracia

    -

    20/11/2008 às 19:39

    Excelente!!!

    Fiz comunicação social na Universidade Federal Fluminense e conheço bem os “vícios” dessa gente.

  43. heróis anônimos

    -

    20/11/2008 às 19:38

    Repetindo:

    Já que, até onde sei, não vejo ninguém falar nisto nestes termos, eu insisto: essa doutrinação ideológica nas nossas escolas não pode ser vista como uma questão pontual, localizada - mas como um sintoma de um fenômeno cultural maior. E esse fenômeno se assemelha em muito com um passado conhecido por todos: em que todas as manifestações culturais tinham que se sujeitar a dogmas religiosos.

    Parece claro que o pensamento filosófico ocidental, que levou séculos para gradativamente adquirir alguma independência em relação ao Cristianismo, com Hegel e Marx se transforma a si mesmo em uma nova religião dominante em substituição àquela. A metafísica delirante de Hegel/Marx não só incorpora os dogmas de crenças religiosas sob uma roupagem pseudo- científica como assume, em lugar daquelas, a posição de uma nova religião dominante.

    Vale citar, aqui, Raymond Aron:
    “The Marxist prophetism, as we have seen, conforms to the typical pattern of the Judeo-Christian prophetism. Every prophetism condemns what should or will be; it chooses an individual or a group to cleave a path across the no-man’s land which separates the unworthy present from the radiant future.”
    (The Opium of the Intelectualls, pág 267).

    E este predomínio é muito claro de se ver no grosso de todas as manifestações culturais do mundo ocidental, notadamente no século 20 - mais acentuadamente na sua segunda metade.Quase toda manifestação artística, literária, filosófica, jornalística, etc, produzida então, tinha que ser coerente com os dogmas da nova religião, sob pena de ser estigmatizada como herética( reacionária, de direita, conservadora..).

    A queda do Muro de Berlim, desnudando mais claramente os horrores do mundo comunista, representou um marco de um novo renascimento.Mas, infelizmente, ainda não para as culturas mais atrasadas como a nossa, onde um sub-marxismo persiste como religião dominante no meio acadêmico-cultural.

    (P s : não vai aqui nenhuma crítica a qualquer religião: eu mesmo sou católico.Só que religião deve ser uma questão de foro íntimo, que não deve se impor ou ser confundida com questões ligadas às ciências)

    Robes Mendes

  44. francisco

    -

    20/11/2008 às 19:17

    Sou professor de filosofia na rede pública para ensino médio. O lema agora é “filosofia para senso crítico”, “filosofia como prática de liberdade” e as lorotas de sempre. O material didático que os professores agora serão obrigados a usar está recheadíssimo com os pastores dessa mesma Igreja Universal do Reino de Marx. Segue resumo de uma pequena análise que fiz de dois conteúdos:
    1. Aula “Filosofia e humilhação social”
    Vejamos o quanto é problemático o conceito de “Humilhação social”, baseado no psicanalista de viés marxista, José Gomes Filhos: “A humilhação social consiste em uma modalidade de angústia disparada pelo impacto traumático da desigualdade de classe, isto é, a angústia que se sofre quando alguém se depara com um abismo chamado desigualdade”, ou ainda, “a desigualdade experimentada do lado de fora é internalizada como sofrimento, ao qual muitas pessoas já estão habituadas” (p, 9). “Existe em nossa sociedade uma hierarquia constante que leva o humilhado a sentimentos que o agridem”, “Na sociedade, todos são, em alguma medida, humilhados, mas no caso das pessoas mais pobre isso é constante e vai da infância à velhice”, “Angústia que os pobres conhecem bem e que, entre eles, inscreve-se no núcleo de sua submissão” (p,10). “A humilhação é uma modalidade de angústia que se dispara a partir do enigma da desigualdade de classes. Os pobres sofrem freqüentemente o impacto dos maus-tratos. Psicologicamente, sofrem o impacto de uma mensagem estranha, misteriosa: ‘vocês são inferiores’”. Só faltou o autor deduzir disso que é preciso eliminar, a força ou não, a sociedade de classe. Agora eu pergunto, por que esse autor? Por que não outro que negue a idéia de “Igualdade” como paradigma de uma sociedade? Por que não analisar com nossos alunos que por trás do conceito de “humilhação social” vive uma filosofia marxista extremamente controversa. Não dá passivamente pra aceitar esse conceito. Poderia ser sugerida, justamente, uma série de outros autores que questionam essa noção. Por exemplo, o próprio Platão ou Nietzsche, ou Santo Agostinho, Aristoteles ou Tomas de Aquino, Alasdir MacIntayre ou Charles Taylor. Nós professores de filosofia sabemos bem que o conceito de “igualdade”/“desigualdade” social é um problemão filosófico!
    Vamos supor uma situação muito simples, baseada justamente nessa concepção de “humilhação social”. Certa aluna leva um notebook na escola cuja condição pecuniária da maioria é baixa. Senta na hora do recreio com uns amigos para mostrar umas fotos de um trabalho de ciência. Cinco garotos arrebentam a menina na saída da escola e ainda roubam o “notebook”. Por que? Porque “internalizaram um abismo enigmático chamado desigualdade?”, “sentiram-se angustiados, internalizaram misteriosamente sua inferiorização e agredidos por serem pobres, resolveram roubar e espancar menina?”. Claro que qualquer cartilha socialista (seja qual for o viés) diria: esses problemas se resolvem quando eliminarmos as classes. Gramsci não quis fazer isso à força e escolheu o funcionário ou intelectual orgânico que atuará, sobretudo, na educação – vide Paulo Freire no Brasil– para realizar seu projeto socialista. Atuando como uma hegemonia cultural, manipula a mentalidade viés educação e engajamento dos trabalhadores que atuarão como intelectuais representantes dessa classe outrorá “humilhada socialmente”. Mas nós não podemos nos furtar a isso e ainda que isso seja o esperado precisamos analisar criteriosamente todos os possiveis mecanismos dessa articulação política-filosófica. Mas será que isso resolve o problema da menina que foi espancada e roubada porque levou o nootbook na escola? É eticamente viável legitimar determinadas atitudes de comportamente só porque fulano é ou não pobre? Como é que vou ler um texto desses para os meus alunos que tem “interiorizada magicamente” a heroica noção de “paz, justiça e liberdade”? Se o problema dos alunos é leitura e “humilhação social”, por que não distribuir o “Quatrocentos contra

  45. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 19:16

    Olá, Reinaldo. Muito bom o texto do André Henrique.
    A educação atual está deseducando.É só lavagem cerebral.
    Ontem, tentei ler um texto de uma menina, aluna de escola pública,da 5ª série do fundamental e fiquei horrorizada. Ela se gabava que nunca tinha ficado reprovada e vejam só,nem escrever ela sabe. Como ela conseguiu chegar a 5ª série? Quais professoras cometeram esse desatino?
    Na verdade as professoras se queixam que não podem reprovar aluno. Se alguma se atrevem a desobedecer, são perseguidas pela administração. E há alguns dias atrás, pela tv, vejo a declaração de um secretário estadual de educação dizendo que aluno reprovado é incompetência da professora. Onde nós estamos?
    Ainda bem que fui educada em escola pública, no tempo que na 7ª série éramos obrigados a aprender , além das matérias normais, o latim, inglês e francês.Que tempo bom aquele!!!!!!

  46. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 19:15

    É mais fácil produzir ou distribuir? Nos parece mais cômodo desforrar doxas marxistas no que tange a injustiças, sempre aos outros, necessariamente em termos coletivos (vagos) ou pensar objetivamente em si mesmo e no papel de cada um? O que seria “fazer a diferença”, ficar no blá-blá-blá dentro de uma sala de aula com a garantia do salário pago pelo contribuinte no final do mês, ou sair para a rua suar a camisa e por seu próprio patrimônio em risco? Eis o estímulo a vagabundagem em oposição ao empreendedorismo.

  47. Wellington Moraes

    -

    20/11/2008 às 19:15

    Reinaldo,

    Existe um pequeno texto, “As raízes do Marxismo Universitário”, do sociólogo José Arthur Rios. Está disponível na internet. Através desse trabalho temos uma noção de como as idéias totalitárias do Petralha-mor (Karl Marx) entraram nas universidades brasileiras e de como essa palhaçada começou. Eis o link para download: As raízes do Marxismo Universitário.

    Um abraço.

  48. Cassio

    -

    20/11/2008 às 19:02

    Eu sofri doutrinação na escola. Descarada. Sofri doutrinação dem professores que davam aula com broche da estrela do PT. Até em aula de física. Mas as piores eram, claro, história e geografia. Meu irmão mais novo um dia veio com uma prova ou trabalho da ex-namorada cujo título era “Plano Colômbia ou Contra a Colômbia?” (imagine qual era a resposta que o professor queria ouvir de seus alunos com “consciêcia crítica”).

    Acreditei naquilo por bom tempo, enquanto nao tinha acumulado um certo volume de leituras. Mas muitas contradiçoes já me incomodavam. Como encarar como do bem um partido que ia fazer campanha pelos sequestradores do Abílio Diniz? O que fazia do argumento “de motivação política” ser algo nobre? Como se querer ter o poder de mandar em todo mundo fosse moralmente superior.
    As escolas brasileiras são um lixo, e o melhor que o aluno tema fazerfazer é prestar o mínimo de atenção e ir aprender em outro lugar.

  49. alzira

    -

    20/11/2008 às 19:00

    Eu estudei Ciências Sociais na UFRJ (IFCS-early 80’s!) e à época já (ou ainda) era uma luta diária não ser “esquerdizada” por professores e “coleguinhas”. Era LAVAGEM CEREBRAL MESMO!

    Faço uma idéia de como andam as coisas por lá nesses tempos de absolutismo petista. Hay que inocular-se previamente com muito Kant, Locke, Olavo de Carvalho, Smith, D.Hume, whoever! para enfrentar uma parada duríssima como essa.

  50. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 19:00

    Texto bem escrito não é longo, é até curto.

  51. Iguinho

    -

    20/11/2008 às 18:58

    Também faço Ciências Sociais, na UFRJ. Curiosamente o meu curso é considerado um dos melhores do país, sinal de os cursos de Ciências Sociais Brasil afora não são lá grande coisa. Na minha faculdade há um ódio e um desdém quase fanático à VEJA por parte de alunos e professores. Interessante que eles criticam a revista de forma rasa, como se quisessem apenas evitar o debate, sem se aprofundar nos textos e limitando-se a vigarices como a estética da revista ou a proteção de afirmações ou pessoas que eles consideram blindados contra qualquer questionamento que fuja do lugar comum típico das maiorias bovinas que constituiem a burritsia nacional, lugar comum que na universidade e na imprensa funciona como refúgio para todos os babacas com pretensões intelectuais. Sinto que essa gente (tanto na mídia quanto na academia) odeia mesmo é a liberdade de expressão, algo inexistente na Cuba que eles tanto admiram. Meus colegas e professores rejeitam qualquer opinião (da VEJA ou não) que questione sua visão de mundo tosca e seus privilégios oferecidos pelo Papai Estado. Com essa “elite intelectual” fica díficil pensar em como fazer o Brasil sair do século XVI.

    Em tempo: neoliberalismo é um termo utilizado exclusivamente por pessoas que nada entendem de economia. Tá pra aparecer economista decente que leve essa palavra a sério.

  52. marcelo b merlo

    -

    20/11/2008 às 18:52

    É isso aí, André. Eu fiz Sociologia na Unicamp e lá não é nada diferente disso - talvez pior. Se você falar que é petista no IFCH é capaz de ser chamado de liberal. Lá tem gente que bate no peito pra falar, com orgulho, que é trotskista. Dá medo.

    Eu lembro de uma aula logo no início do curso, após ser apresentado a Weber por um marxista que só esculachou ele e, portanto, munido da visão de que ciência se faz buscando a objetividade e não a isenção, eu ter apontado para a professora (uma figurona da Fundação Perseu Abramo) a velocidade do aparelhamento do Estado pelo partido. De presente pela ousadia eu tive que dar uma aula, dois dias depois, sobre um autor de uma universidade do Chile, marxista de dar dó, sobre uma teoria muito doida sobre uma pirâmide de poder no Legislativo. Li mais de 300 páginas em espanhol, em 2 dias, fichadas, com resenha, tudo bonitinho. Foi meu castigo.
    Esses caras que chefiam as cadeiras de humanas não deixam prosperar nenhum pensamento liberal.

    Só vai pra pós-graduação quem comeu direitinho no pasto marxista e só muge (como nomear o som do jumento?) em russo.

  53. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 18:52

    Enquete este momento na capa do Terra:

    Metade das vagas universitárias federais deve ser da rede pública?

    p.s. Socorro!

  54. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 18:34

    Reinaldo

    Compartilho da mesma opinião do amigo André, mesmo pq, passei por situação parecida ao fazer o mesmo curso de Sociologia em 1995 na Unesp.

    A Universidade era cheia de professores ligados ao PT, que após a derrocada do Collor, defendiam abertamente não só o MST e a sua luta armada, como toda e qualquer forma de oposição ao então governo FHC e a sua política neoliberal.

    Já naquela época, os alunos vinham de escolas particulares, negavam-se a estudar, andavam feitos hippes e pregavam a revolução, entretanto, triste é contatar que pouca coisa mudou dentro de nossas universidades públicas, em mais de 10 anos.

    Na realidade, nem no país houve qualquer mudança significativa!

    Posso apenas falar da minha própria experiência. Não fiquei no círculo vicioso de evangelização marxista. Depois de 04 anos de pura decepção com o curso e com os professores parti pra outra, fui fazer outra Faculdade (Direito)e hoje, no meu trabalho, consigo aplicar muito de meus ideais revolucionários e marxistas, creio que até mais do que aqueles professores Petralhas que infestavam e ainda infestam as nossas Universidades Públicas, nossas repartições, gabinetes, plenários, planalto…

    A revolução começa em você mesmo !

    bjs e até a próxima

  55. Anônimo

    -

    20/11/2008 às 18:29

    Parabéns pelo blog, Rei. A qualidade dos textos é excepcional. Tenho diariamente verdadeiras aulas de Política, Ética, História e outras disciplinas que enobrecem a minha alma.
    Pode ter certeza que a petralhada lê o seu blog com atenção. Eles também aprendem com você. Verdadeiras pílulas de consciência para doentes terminais esquerdopatas.
    Veja, é fácil falar de democracia. Mas você defende a democracia e as liberdades individuais de coração e não da boca pra fora. É o que chamamos de princípios de vida. Você os têm de sobra, já os petralhas…
    Milhares de petralhas defendem a democracia tendo atrás de si um retrato de Che Guevara ou Fidel Castro. E isso não é brincadeira. É psicopatia acompanhada de dissonância cognitiva. Essa gente justifica a democracia exortando ditadores. E o pior é que, devido a anos de lavagem cerebral esquerdopata, muitos nem se dão conta da confusão mental reinante em suas cabeças perturbadas. Querem um exemplo? A vinda de Raul Castro ao Brasil. Esse crápula será recebido com honras militares como se fosse um grande estadista. Não passa de um açougueiro matador de dissidentes políticos. No entanto será aclamado por milhares de petralhas. Essa mesma canalha que costuma defender aqui no Brasil os “valores democráticos” e o respeito as minorias baterá palmas para um matador profissional que joga cartas com os emblemas de dois outros “serial killers”: Che Guevara e Fidel Castro. É ou não é a suma contradição? Exortar um monstro cubano e se passar por democrata defensor de oprimidos e de minorias? Haldol neles! Camisa-de-força para os petralhas!
    Viva Tio Rei! A luz que nos guia na escuridão de ignorância e medo.

  56. Luiz Ricardo

    -

    20/11/2008 às 18:22

    Olha só: quando eu estava no primeiro ano do curso de direito na UEL, o professor da disciplina de ciência política fez uma propaganda das invasões de terra e disse que elas tinham de acontecer aqui em Londrina e região.

    Eu retruquei que esta região tem um dos solos mais férteis do mundo e que conheço um pouco da vida dos proprietários que chegaram aqui quando isso era uma selva mais densa que a Amazônia (aqui perto tem uma cidade que chama Jaguapitã, que significa onça pintada, e mais ao sudoeste tem outra que chama Cascavel; vocês devem imaginar o porquê desses nomes, né?). São pessoas que enfrentaram desafios que só de pensar me dá um frio na espinha, para abrir a fronteira e cultivar as terras, que, aliás, foram compradas à Cia de Terras Norte do Paraná.

    Sustentei que, por isso, não era justo que essas pessoas tivessem suas terras roubadas pelo MST.

    Ele rebateu, dizendo que havia muitas terras improdutivas.

    Eu, então, o desafiei a escolher o lado e andar 200km. Se ele achasse um palmo de terras improdutivas eu reporia a gasolina que ele gastara e lhe dava mais um tanque cheio.

    Resultado: o valente me reprovou por falta, lançando faltas quando eu estive presente na aula. Tive de manejar uma ação judicial para não ficar retido na série. Com efeito, venci a demanda e não fiquei retido.

    Os expedientes de que os esquerdiotas lançam mão estarreceriam (como de fato estarreceram e o levaram a agir) o general Franco.


 

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