Por oito votos a um, acaba de cair, definitivamente, a obrigatoriedade de diploma de jornalista para o exercício da profissão. O relator da matéria foi o ministro Gilmar Mendes, cujo voto foi seguido por Carmen Lucia, Eros Grau, Ricardo Lewandowski, Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello. Marco Aurélio de Mello votou pela manutenção da obrigatoriedade. Menezes Direito e Joaquim Barbosa não participaram da sessão. Sou um admirador do trabalho do ministro Marco Aurélio. Não conheço detalhes do seu voto. Estou certo de que ele encontrou bons argumentos para uma causa ruim.
Nem me importa tanto se a obrigatoriedade do diploma deriva do Regime Militar. Nem toda lei daquele período reproduz o autoritarismo do regime. Acho esse argumento fraco. O que me parece evidente é que a obrigatoriedade atenta contra a liberdade de expressão — e, pois, contra um princípio constitucional. Se um economista sabe escrever, sabe ser claro, sabe se fazer entender pelo leitor, por que não pode escrever sobre economia — ou, sei lá eu, sobre música caso tenha habilidade para tanto? Conheço diplomados que são grandes jornalistas. E sei de outros que ficariam bem com uma ferradura, carregando uma carroça de obviedades e preguiça. Também os conheço sem diploma — às vezes, diploma nenhum! — que são mestres no ofício. É óbvio que o papelucho não faz o bom jornalista. É óbvio que não se aprende a ser jornalista na faculdade.
O jornalismo, ademais, só tem a ganhar — e, se houver inteligência, as escolas de jornalismo também. Hoje em dia, como regra, tornaram-se verdadeiras madraçais (sei que se escreve “madrassas” por aí, mas o dicionário só registra “madraçal”) do baixo proselitismo ideológico e, curiosamente, do ódio à imprensa. Não raro, gente que nunca pisou na redação de um grande jornal ou de uma grande revista — ou que não conseguiu conquistar a posição que almejava nesses lugares —, abraçada a seu ressentimento, abraçada a seu rancor, destila preconceitos contra o que chama “mídia”. Em suma: depois de devidamente deseducados, os jornalistas formados têm de ser educados para o trabalho.
Mais: até agora, o curso de jornalismo não definiu o seu objeto. É um verdadeiro tico-tico no fubá: um pouco de semiologia, um pouco de língua portuguesa, um pouco de filosofia, um tantinho de “estudo crítico da mídia” e muito de proselitismo. Ou se reinventam e passam a lidar com as demandas da sociedade — em vez de responder a igrejas ideológicas — ou fecham as portas.
O STF está de parabéns. Restaram a Fenaj e a ABI na luta pela obrigatoriedade do diploma. Eis, de fato, duas defensoras da profissão!!! Quando a Petrobras, há dias, resolveu afrontar o bom senso e o decoro e vazar questões enviadas por jornalistas antes da publicação das reportagens, a primeira se calou e ainda fez praça de um plano de previdência privada com a Petros — da Petrobras. A outra não apenas se calou sobre a agressão à profissão como engrossou uma manifestação pública contra a CPI, que é uma prerrogativa constitucional do Congresso. Com o patrocínio publicitário da… Petrobras.
Não espanta que defendam a obrigatoriedade do diploma. Essa gente descobriu as delícias do jornalismo cartorial.









você é feio branco e burro.
CAIU, CAIU O DIPROMA!
Eu tenho esse diploma asqueroso. A realidade descrita pelo Reinaldo Azevedo foi a mesma que eu percebi no meu curso, na UFC. Tem um monte de gnte opinando aqui, mas que a opinião sái do umbigo. Jornalistas são ameaçados e até usados como escudo humano e essas entidades nao fazem nada, ocupadas com a defesa de um privilégio irracional. Qualquer leitor regular do Olavo de Carvalho sabe que vivemos um apagão de informação, manipulada pelo viés materialista, esquerdista e globalista.
Quanto a mim, agora falo do meu umbigo. Caí na esparrela de que aquilo era ensino e superior ainda por cima.
Depois da esmagadora derrota que a FENAJ teve no S.T. F, a probabilidade da Federação Nacional de Jornalistas e ir à extinção, pois a atual diretoria deixou bem claro a sua incapacidade de lutar pela categoria no processo do STF
O que a classe precisa hoje e uma entidade que luta por todos sem distinção ou da mídia que o profissional representa, e muito menos de entidades que fazem conchavos políticos com grandes grupos petrolíferos e universidades particulares.
A atitude da FENAJ deixou claro que ela estava defendendo não só o diploma de Jornalismo, mas sim as grandes empresas na área de ensino espalhada no Brasil.
A FENAJ acusou os ministros que votarão contra a exigência do diploma, de estar defendendo as empresas de comunicação, mas em nenhum momento no S.T. F, nem os Ministros fizeram o uso da palavra para defender os jornalistas de uma forma geral.
Jornalista foi comparado a cozinheiro por um ministro, e grandes vultos da comunicação sofreu ataques pela FENAJ, que por sinal contatou um péssimo defensor oral para a defesa do processo, que mostrou insegurança em suas palavras e nervosismo no plenário. Associações de jornalismo estão sendo fundadas em todo Brasil após a decisão do STF
Antes já era grande o numero de profissionais mesmo os diplomados que não estão sindicalizados, e agora coma derrota da FENAJ, e dos grandes grupos de ensino, a quantidade de não sindicalizados tende a crescer, e uma provável debandada geral dos sindicatos deve acontecer.
Não sou nenhum defensor de cartórios, ao contrário mas, não seria prudente ter a obrigatoriedade de ser formado num curso superior para exercer de fato, a profissão de jornalista? Sei que existem algumas regras básicas para uma reportagem, princípios éticos que devem ser seguidos para que uma notícia seja publicada e, com o aparelhamento ideológico varrendo as redações, não seria melhor que esse jornalista tivesse uma escola, uma formação mais específica?
Se para ser presidente não precisa de diploma, acho que não se precisa de diploma pra nada. Tô abrindo um jornal e quero logo abrir minha banca de advogado. Professor já sou. Agora político, acho que nunca serei. Tem que ter muita sensibilidade, ética, curiosidade, lealdade (vejam a defesa de Lula a Sarney), e algo mais, que não se apreende em faculdade nenhuma.
Aliás lendo isso me lembrei do professor Lalo, a aliteração ambulante. E não é que ele escreveu no blog da Petrobras, elogiando a “democrática iniciativa” da empresa?
Pois é, meu senhor.
E como ficamos eu e outros tantos que se formam na faculdade de jornalismo neste mês? E o nosso investimento (tempo, dedicação nos estudos, dinheiro -cerca de R$50 mil gastos com a faculdade).
Foi muito mais simples retirar a obrigatoriedade do que apoiar a reforma da grade de ensino. Pois é, meu senhor, e como ficamos?
Como ficamos nós que acreditamos na formação acadêmcia como diferencial e buscamos na prática jornalística o aperfeiçoamento do aprendido em sala de aula?
Raso demais o seu ponto de vista.
Já tranquei minha faculdade. Sou formado em outra coisa e não preciso mais torrar meu dinheiro por conta de sindicalista ressentido.
E o Direito caro Azevedo? Se uma pessoa conhece as leis e o rito processual não poderia se defender sem depender de um terceiro? Ou, como alguns diriam aqui, seria esta a maior reserva de mercado do Brasil?
e tantos outros é um desserviço a informação. Se a única garantia de alguma ética ou dignidade era justamente a obrigatoriedade que os profissionais fossem de fato jornalistas, o que vão ser desses veículos agora. Focar a questão apenas nos grandes jornais é um erro, é não conseguir ter o mínimo entendimento do que é o Brasil, da sua dimensão, dos interesses em conflito. Vamos em frente, o tempo dirá. Agora, Tio Rei, muito feio ficar corrigindo o texto de quem não concorda com vc. Estamos teclando do trabalho, de casa, em meio a outros afazeres e vc fica se pegando em por menores só pra desqualificar. Porque não questiona as besteiradas dos puxa-sacos de plantão, vc sabe que sobram erros.
Fico aqui pensando o que será dos jornais menores pelo interior do país. Se nas capitais nordestinas já é difícil encontrar jornais e concessões públicas de tv que não estejam nas mãos de grupos políticos jurássicos, imagine as redações dos jornais do interior. Agora o que não vão ter é jornalista, mas não vão faltar cabos eleitorais, paus mandados, parentes de políticos e por aí vai. É por essas e outras que às vezes é bom dar uma escutada na voz das ruas mesmo, pelo menos na voz dos grotões. O STF tapou o sol com a peneira, só. Temos que rever muitas outras coisas quando o assunto é “mídia”, jornais e tvs nas mãos de políticos como ACM, Sarney, Collor, Agripino, Jereissati (cont)
VIVA O STF!
ABAIXO A RESERVA DE MERCADO!
Confundem escrever bem com fazer jornalismo, como se fosse apenas isso. A falta de qualidade das faculdades de jornalismo no Brasil não justifica a não-obrigatoriedade do diploma. Se os cursos são vazios, pobres, funcionando apenas para defender uma ideologia petista “anti a mídia” ou “contra o sistema”, que se mude isso, que se organize outras matérias, não pode é deixar que qualquer um, sem nenhum conhecimento de lead, de redação trabalhe em uma redação. Um músico ou economista pode escrever sobre suas áreas ou em colunas de opinião, só isso.
Reinaldo,
AGORA TODO JORNALISTA É JORNALISTA.
Já começam a chorar as mágoas e dizerem que as faculdades de jornalismo vão fechar. Esse argumento idiota só reforça o argumento contra a obrigatoriedade do diploma. Ora, se vão fechar é porque se sustentavam numa reserva de mercado sem sentido. Cabe agora a estas faculdades mostrarem que seu curriculo tem algo de diferente e relevante e que podem competir com alunos saídos da literatura, economia, sociologia, e outras tantas instituições que também podem ensinar a escrever corretamente e, principalmente, a pensar.
Agora temos que torcer que se acabe com o “jornalismo de serviços”…
No meu primeiro estágio, graças a Deus, encontrei um chefe que me ensinou a exercer a função de repórter. Dizia ele, depois de receber a pauta, antes de ir para a rua, vá para o arquivo. Informe-se sobre o assunto, a pessoa a ser entrevistada, não saia despreparada. Ele não tinha diploma e foi um dos meus melhores mestres. Salvo as exceções que confirmam a regra, o jornalismo, está alugado, feito na base do press release, tratando assuntos sérios com a profundidade de um pires, feito por “profissionais” que querem ser maiores que as notícias e mais celebridades que as celebridades. As escolas de Jornalismo federais estão aparelhadas, tô fora. `Hoje prefiro ser comentarista de blog.
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Uma das frases mais engraçadas nesta estória toda foi dita pelo advogado da Fenaj, João Roberto Pontes, segundo o site da UOL http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/06/17/ult5772u4370.jhtm:
“O advogado lembrou que a imprensa é conhecida como o quarto poder. ‘Ora, se não é necessário ter um diploma para exercer um poder desta envergadura, para que mais será preciso?’, questionou.”
Má-fé ou ignorância? Será que existe alguém neste país que não sabe que o Presidente da República não tem curso superior? E os membros do legislativos? Quantos de fato não são analfabetos funcionais? Seguindo o “raciossímio” de nosso amigo, metade dos poderes da federação estariam esvaziados….
Abraços, Rei!
Os bons jornalistas continuarão sendo cobiçados e bem pagos - independentemente de diplomas. Exatamente como em todas as outras profissões que exigem talentos especificos.
Não é um diploma que faz um bom profissional: das mesmas aulas, com os mesmos professores e textos, saem os génios e os medíocres.
Será exigido algum dia diploma para técnico de futebol?
[...] Uma derrota dos pterodáctilos do jornalismo e Por que a atual direção envergonha a Associação Brasileira de Imprensa [...]
O jornalismo exige um talento natural - tal qual um artesão. Talento não se aprende. As faculdades poderão potenciar o talento agregando conhecimentos especificos mas não garantirão qualidade jornalistica: delas saem jornalistas verdadeiros e outros que deveriam ser classificados como jornaleiros. Certo o STF, independentemente da Constituição.
É claro que os jornalistas - aqueles medíocres - não tenham gostado da decisão: não adianta entretanto querer proteger ruins. Estes serão sempre ruins: mesmo com um diploma numa moldura.
Com certeza, uma das grandes demandas da sociedade, senhores jornalistas, é ver escrito textos que cahmam o PT pelo que ele realmente é. E isso está em falta. É por isso que seus textos não são lidos, muito menos comprados.
Reinaldo,
Vou divergir do relator e acompanhar o voto do ministro Marco Aurélio. Sou a favor da exigência de diploma para jornalistas. Bons e maus profissionais podem ser encontrados em todas áreas de atuação, sejam eles formados ou não. Daqui a pouco, os dentistas práticos reivindicarão o direito de voltar a trabalhar, os mestres de obra irão advogar o direito de construir edifícios e assim por diante.
Isso, porém, não quer dizer que eu concorde com os posicionamentos das entidades de classe de jornalistas.
ótimo! foi esvaziada mais uma maquina de gerar petralhas… e espero que essa determinação faça os sindicatos murcharem feito maracujás de gaveta…
Então, é o caso de propor que se reformulem as Faculdades de Jornalismo. Acho contraditório, num país de tão pouca instrução, querer-se abolir mais uma exigência de curso superior, logo pra quem mais precisa dele, por questões de proselitismo. Assim sendo, vamos fechar todas as Faculdades do País? Ao invés de cortar o dedo, não seria mais salutar tirar o espinho?
[...] manifestantes; - Por que a atual direção envergonha a Associação Brasileira de Imprensa; - Uma derrota dos pterodáctilos do jornalismo; - Dick Cheney estava errado: Obama é, sim, capaz de matar uma mosca; - Comentários; - POR QUE LULA [...]
Tudo estaria bem, ao bem de todos vindo, exceto por um detalhe: nunca antes nesse País, se viu tantos jornalistas ameaçados, perseguidos e agredidos, como se vê no governo do semi-analfabeto Luís Inácio Lula da Silva:
Jornalista Larry Rothman
The New York Times
Jornalista Maria de Lourdes Ramos da Silva
Jornal do Municipio
Jornalista Leonardo Coutinho
Revista Veja
Jornalista Lucio Flavio Pinto
Jornal Pessoal
Jornalista Rodrigo Oliveira
Radio Guaiba
Jornalista Marcelo Campos
TV RBA - Bandeirantes
Jornalista Adjamilton Pereira
Radio Difusora de Cajazeiras
Jornalista Daniele Jammal
Jornal DHOJE
Jornalista Heleno Lima
Jornal Portal Jampanews
Jornalista Roberto Pazzianotto
Jornal Dois Pontos
Jornalista Renato Heitor Santos Moreira
Revista da Associacao Medica do Espirito Santo
Jornalista Vilmar Berna
Jornal do Meio Ambiente
Jornalista Fernando Araujo
Jornal Extra
Jornalista Iremar Marinho de Barros
Jornal Extra
Jornalista Luiz Torres
Associacao Paraibana de Imprensa (API)
Jornalista Jose Ursilio de Souza e Filho
Diario de Marilia
Jornalista Wagner Vilaron
Diario de Sao Paulo
Jornalista Alexandre Araujo
Sindicato dos Jornalistas de Rondonia
Jornalista Teoney Guerra
Jornal Opiniao
Jornalista Joacir Goncalves da Silva
Jornal Regional Enfoque Social
Jornalista Luciano Amaral
Jornal Regional Enfoque Social
Jornalista Carly Falcao
Sistema Jornal do Comercio de Comunicacao
Jornalista Marcos Grutzmacher
Presidente do Sindicato dos Jornalistas de Rondonia
Jornalista Andre Azevedo - Assassinado
Jornal O Dia
Jornalista Jorge Afonso Ramos
Jornal da Fronteira
Jornalista Danny Bueno de Moraes
Comite 9840 de Ouro Preto do Oeste
Jornalista Nelson Barros
Jornal Dois Estados
Jornalista Laercio Ribeiro Neves
Jornal Diario de Mogi
Jornalista Fernando de Santis
Jornal Imprensa Livre
Jornal Correio do Litoral
Jornalista Pedro Dantas
Jornal O Estado de Sao Paulo
Jornalista Graciliano Ramos
Jornal Folha de Sao Paulo
Jornalista Alex Bezerra
Jornal Tribuna de Betim
Jornalista José Gutemberg Nascimento
TV Rio Vale de Pedreiras
Jornalista Toni Marins
Jornal Online O Rebate, Macae, Rio de Janeiro
Jornalista Maria de Fatima Machado
Senado Federal
Jornalista Souza Andrade
Jornalista Altino Machado
Jornalista Gil Sobreira
Jornalista Douglas Araujo
Jornalista Jose Lopes de Araujo Fonseca
Jornalista Vera Mattos
E outros, aqui ainda não nomeados.
Não chego a dizer analfabeto porque - à exceção do apedeuta - seria difícil que o tal escrevesse. Mas numa dita democracia, liberdade de expressão é inerente ao ser humano. Ou não?
Fizeram foi uma salada terrível e colocaram no mesmo balaio jornalistas, repórteres, colunistas, cronistas, comentaristas, até cartunistas!!!
Se aplicada jurisprudência - ou súmula vinculante? - para ser professor de História, Geografia, ou qualquer outra matéria essencialmente teórica também não precisa diploma então.
Na verdade, nem Pedagogia precisa ser exigida. Os livros para os professores de Primeiro Grau são como “Fast Foods”!
Qualquer Mané segue a cartilha e consegue fazer o mesmo bolo!
Sinto muito , mas não concordo com a decisão.
Vivemos ciclos de “modismo” deste ou daquele curso universitário. Isso acaba nos custando uma grave queda na qualidade dos cursos.
O argumento de que existem bons e ruins, com ou sem diploma, é decorrente da má ou boa qualidade do curso e pessoas que tem um talento natural para determinadas coisas. Só que essas pessoas talentosas mesmo sem diploma equiparam-se porque são, na verdade, auto-didatas. Gostam, tem talento, dedicam-se. E como não se trata de uma área técnica, atingem os mesmos níveis de muitos diplomados!
Não existe a menor relação entre liberdade de expressão e formação jornalística, uma vez que até um “mobralense” pode manifestar-se
Para anonimus
A última vez que li sobre a possibilidade do fim da exigência de diploma de Jornalismo, e isso faz tempo, o argumento recorrente era “puxa-vida, paguei a faculdade de jornalismo e agora qualquer um vai poder ser jornalista?”.
Esse é o time.
Essa decisão claramente é um avanço na Banânia e sinaliza que outras profissões não devem ser regulamentadas, como analistas de sistemas.
Não concordo com a questão do jeito que está disposta. Não conheço o debate político-ideológico que possa haver, mas compartilho a preocupação dos Jornalistas.
Também sou formado em área que não é regulamentada e vejo seguidamente profissionais de outras áreas atuarem no meu campo.
Alguém poderia dizer: as forças do mercado lidam com isso, os bons profissionais ficam.
Engraçado, pois se eu tentar fazer alguma atividade típica da área desses sujeitos que invadem meu terreno, eles erguirão suas famosas carteirinhas profissionais emitidas pelos respectivos conselhos: CREA, OAB, CRECI, CRO, CRA, clamando exclusividade na realização de certas atividades.
E aí?
Quando ouço a notícia que o diploma não é mais obrigatório, sinto-me pessoalmente ofendida, desmoralizada, totalmente sem valor. Dedico minha vida ao jornalismo e recebo em troca descaso e falta de consideração. Claro que sinto como se tivesse perdido um filho, pergunte-se se o diploma de economista fosse tirado como você iria se sentir. Afinal, se eu estudar os livros de economia em casa posso até ser melhor profissional do que muitos que se formaram, não acha? Façam todos essa pequena reflexão, antes de elogiar ou criticar alguma coisa.
Sou estudante de comunicação do primeiro periodo e ao receber essa noticia devo então largar a faculdade e começar a trabalhar como jornalista? Nunca foram proibidos os médicos, economistas, engenheiros e todos os outros profissionais o acesso aos meios de comunicação. Caso contrário, você não estaria aqui agora escrevendo num blog, estaria? Se deseja ser jornalista, com todas as letras, estude, faça faculdade e se forme. Garanto que a faculdade faz sim toda diferença. Eu não me pergunto a cada texto que leio se o autor é ou não diplomado, mas eu espero ter acesso à informações verdadeiras, confiáveis e claras. Não que as pessoas não-formadas não possam escrever bons textos, claro que não.
REINALDO RESPONDE
Helena, já que cutucou, vai ter…
Eu sou formado em jornalismo também. E é a parte menos relevante de tudo o que estudei.
Em outro comentário, você se diz jornalista. Tivesse estudado letras, talvez não escrevesse “à informações”. Digo “talvez” porque não confio nas faculdaes de letras também… Em vez de ficar defendendo um canudo ridículo, vá estudar.
Realmente existe muita coisa que parecia fazer sentido mas não faz, como a obrigatoriedade do diploma universitário para o exercício do jornalismo.
Jornalismo exige cabeça, perspicácia, opinião, não é como ser contabilista, engenheiro ou médico, em que não se pode fugir da “técnica” própria da profissão que se exerce.
A decisão foi fundamentada na liberdade de expressão e de imprensa - que é constitucional - e, pelo fato de não haver necessidade do curso superior, pois a profissão não é uma ciência. Consigo concordar até aí, mas, achei lamentável - embora tenha entendido a comparação -, o Min.Gilmar Mendes, compara o jornalista a um cozinheiro, salientando não haver necessidade de fazer faculdade de gastronomia para ser um bom chef, basta ser cozinheiro.
Minhas dúvidas: o que adiantará essa decisão, se os grandes veículos de comunicação, continuarão a exigir o diploma?
O curso superior de jornalismo, certamente dá ferramentas - é o que se espera - e sem ele, não haverá uma decadência na profissão?
Como diria o “Chaves”, não aquele da Venezuela: “isso, isso, isso…”.
Vamos na linha do mandatário-mor da Nação. “Deploma” pra que? Chegou à presidência da ré-pública sem estudar, né? A linha de argumentação do sr. relator, no STF, pode ser resumida assim: só necessitam de diplomas aqueles profissionais que, em suas atividades, possam submeter a risco outras pessoas, como os profissionais de saúde. Assim, economistas, administradores, contadores e similares, logo não mais irão necessitar de formação superior, um cursinho meia-boca de umas… 40 horas-aula deverá bastar. E viva a inguinorança… Ah, e jornalista vai aprender na prática, como era antigamente.
Reinaldo.
Não entendi???
O que tem a ver obrigatoriedade do diploma com liberdade de expressão?
Economistas, músicos e outros profissionais podem escrever sobre assuntos que dominam sem serem jornalistas.
Outras profissões também não se aprendem só na faculdade. Lá se aprende o básico… há que se ter vocação, talento e ralar muito, após o curso, para ser um bom profissional. Estas também não necessitariam de diploma então?
Há baixo proselitismo ideológico somente nos cursos de jornalismo para justificar que o diploma seja desnecessário?
A não obrigatoriedade do canudo não dará margem para que se instituam cotas aos sem canudos nos meios de comunicação.
Para ser comentarista econômico, político, esportivo ou seja lá do que for, realmente não precisa ser jornalista, basta entender do assunto, ter bom senso e saber se expressar. O mesmo vale para narrador de futebol, blogueiro, colunista social e palpiteiro. Agora, para trabalhar corretamente a informação, ou seja, ter senso de oportunidade para captar, método para processar e credibilidade para difundir, tem que ter conhecimentos que só o estudo e a pesquisa acadêmica são capazes de dotar um profissional.
O ministro das ruas, Joaquim Barbosa, faltou de novo? No STF não descontam o dia de quem falta, e falta tanto?
Onde trabalho, ministro, se falto uma vez no mês, tenho que compensar. Se falto mais vezes, sou obrigado a apresentar atestado médico e sou mandado para o departamento médico para chancelar ou não o atestado que estou apresentando.
No STF não é assim? Apesar de toda a dificuldade - de locomoção, de horário rígido, de ter regras na produção -, no final do mês descontam do meu salário, o tal do imposto de renda, e que eu saiba, é também com esse dinheiro que se monta o bolo onde os agentes públicos saciam as suas necessidades.
Eu que não falto pago o dia de quem falta? É justo?
Em nome da liberdade de expressão, qualquer um pode ser jornalista. Por que, então, em nome da ampla defesa, qualquer um não pode ser advogado? Pra quê faculdade de direito (e, mais, exame da OAB)?!
Ora, tem muito rábula por aí bem melhor que grande parte dos advogados, mas que, infelizmente, não pode patrocinar qualquer defesa em juízo…
Dizer que jornalismo não é ciência é digno de quem não frequentou a academia. Eu sou diplomada e tive mestres que me ensinaram, de fato, a fazer jornalismo ético, isento e técnico (quando a tecnicidade é necessária). Isso não se aprende na prática, apenas se aprimora na prática. Se não tivesse passado seis anos na universidade, onde tive todas as teorias, histórias, fundamentos da comunicação, não seria a profissional que sou hoje. Fico triste de ver que muitos jornalistas não reconhecem isso. E os teus argumentos, Rei, não são dignos de um profissional de renome como és.
Endosso suas palavras, cássio (9h34).É isso mesmo.
Sou jornalista formada e concordo com você, Reinaldo. Os bons profissionais sempre terão espaço e reconhecimento no mercado de trabalho. O diploma não garante talento e competência pra ninguém.
Me parece o mesmo que exigir diploma para falar idioma estrangeiro. Eu mesmo aprendí inglês (self taught) por correspondencia e conseguí trabalhar 30 anos como comissário de vôo, 26 destes 30 para o exterior. Leio, escrevo, traduzo e sobretudo nunca parei de aprender. Tenho até um diploma enfiado há 40 anos num canudo de onde nunca saiu. Em muitas situações, quando precisei usar o idioma para resolver problemas da profissão, não foi o diploma que me socorreu. Por outro lado, sem ser um “expert” em aviação só por ter estado lá, vejo jornalistas supostamente diplomados avançarem mais nas conclusões sobre o acidente do AF447 do que os investigadores que vão demorar para achar as respostas.
Há quase 20 anos tive de ler a lei assinada por uma junta militar que regulamentava a profissão de jornalista e exigia diploma para o seu exercício. E ainda lembro a vergonha que senti.
É mais um monstrengo daqueles anos terríveis que se vai embora.
‘Lutar com as palavras / É luta mais vã / Entanto lutamos / Mal rompe a manhã.’ A luta continua, certo, mas hoje estou sorrindo.
Vamos tirar os diplomas dos medicos, advogados, engenheiros enfim de todas as profissoes, sim, pois se a profissao de jornalista nao necessita de diploma o restante tb nao.
Penso q chegamos num ponto crucial para a liberdade de expressao, se hj votam para o fim do diploma de jornalismo amanha estarao votando para a proibiçao de noticias do governo, da sua opiniao, e de todos as noticias, por q nao acabamos logo com as faculdades??? por q nao? se hj uma profissao tao importante quanto a do jornalista é “avacalhada” nao tendo importancia o diploma…o futuro sera qualquer individuo com um gravador, maquina ou cel sair pelas ruas,questionando, fotografando e publicando o que bem entender, sem a menor etica, ou conhecimentos necessarios para tal.
A banalizaçao da profissao é algo a ser muito bem pensada, esse voto para o nao diploma nada mais é do que a carta branca pra qualquer um se aposar da profissao q temo em breve ja nao existir mais.
A imprensa brasileira foi criada por jornalistas formados?É claro que não,basta lembrar dos grandes nomes da imprensa brasileira ,mas direi apenas um que foi importante na minha educação :Nélson Rodrigue .São clássicas as suas crônicas e a gozação que ele fazia com as estagiárias das faculdades de comunicação.O STF não proibiu a existência das faculdades e muito menos que os orgãos de imprensa se utilizem desse requesito em suas contratações.Eu já vi muito texto de jornalista formado chamando o STF de Superior Tribunal Federal e dizendo absurdos sobre decisões juduciais ,demonstrando o absoluto despreparo para questôes especializadas.
Caro Reinaldo,
segundo alguns jornalistas, a inexigibilidade do diploma ensejaria o perigo de analfabetos em redações. Ora, a maior parte desses diplomados mal saber escrever, só lê bobagens e ainda conseguiu eleger um apedeuta presidente da República.
Caro “Azevedo” (depois da queda da “coroa”, acabou-se a história do rei…) a análise está prá lá de perfeita; a lógica, absurdamente clara, não deixa dúvidas: o STF, marcou um gol legítimo, em nome das prerrogativas constitucionais.
Caro “Azevedo” (depois da queda da coroa, acabou-se a história do rei…) a análise está prá lá de perfeita; a lógica, absurdamente clara, não deixa dúvidas: o STF, marcou um gol legítimo, em nome das prerrogativas constitucionais.
… continuação.
Qualquer pessoa pode, sem gastar nenhum tostão, criar um blog, por exemplo, e se expressar à vontade. Afinal, estamos na China ou no Irã?
Quer dizer que, se não for pela imprensa, uma pessoa fica impedida de se expressar? Liberdade de expressão é muito mais ampla que liberdade de imprensa. Ninguém precisa de diploma de jornalismo para dizer o que pensa, criar um blog ou segurar um cartaz na rua. Pode-se até ser contra a obrigatoriedade do diploma, mas com base nesse argumento é dureza!
Aliás, a advogada do Sindicato das empresas de Rádio e TV de São Paulo, para justificar a não obrigatoriedade, disse que seria impossível, com a internert no estágio atual, fiscalizar quem tem ou não diploma e escreve na rede.
Mas é exatamente esso um dos exemplos que torna o argumento da liberdade de expressão esdrúxulo! Continua…
Oba! Agora também sou jornalista.
Dizer que o tal decreto é resquício de um regime ditatorial ou dizer que a prática do jornalismo não envolve riscos para a população mostra que o STF está julgando com base em análise meramente sociológica, pois nada disso é argumento jurídico. Cadê o argumento jurídico para justificar a diferença de tratamento entre jornalismo e advocacia no que se refere ao inciso XII do artigo 5º?
Concordo com que os argumentos acima. Não quero que se exija diploma de jornalistas e quero que a OAB exija até mais dos novos bacharéis. Mas também quero mais apreço pela técnica jurídica, que os ministros dêem soluções com base na CF, na lei, nos costumes jurídicos etc.
Isso é o que se pode chamar de uma “comédia de erros”. O STF não captou o espírito da coisa. Se o produto final é “jornalismo”, quem se propuser a produzi-lo tem que “ser” jornalista. Tão simples assim… Quem trabalha numa empresa jornalística exercendo o nobre labor de servir cafezinho, está dispensado de portar o canudo. No entanto, para que a coisa saia perfeita, resta a lei determinar o que caracteriza a profissão de jornalismo. Estão dispensados, também, de apresentar o canudo, todos os demais colaboradores, como literatos, críticos, músicos e o que mais a lei determinar. Como qualquer profissão, a de jornalismo não pode prescindir dos conhecimentos científicos adquiridos nos bancos da faculdade. Por se tratar de um curso incipiente, ainda se encontra no meio jornalístico algumas resistências por parte de profissionais conservadores, mas não se justifica esse comportamento. Imagine-se outros ramos de atividade onde as pessoas pretendam exercê-los só pelo fato de que possuem pendores! Por exemplo: Administrador, que, também passou por essa polêmica, mas terminou fazendo valer a vontade da classe: para chefiar o departamento de administração de pessoal das empresas tem que possuir o curso de administração. Muito justo!
Tudo o que mais se disser a respeito é puro exercício de retórica!
Caro Reinaldo,
Faço um pedido desesperado para que você comente o caso da pedofilia no RS. Na prática, liberou-se a pedofilia consentida e aboliu-se a noção de menoridade. Perto disso tudo o mais é pequeno.
Abraço,
André
É isso aí, Reinaldo. Enquanto a ABI e a Fenaj nos enchem de vergonha, o Supremo, por esmagadora maioria, nos traz um certo conforto, mostrando que ainda há oxigênio e inteligência em algumas das nossas instituições. Lamento pelo ministro Marco Aurélio Mello, a quem também admiro. Acho que foi uma tarde de pouca inspiração para ele, a quem reputo um grande jurista e cuja presença engrandece a corte constitucional brasileira.
A exigência de diploma, na minha opinião, é só uma forma de protecionismo. Uma garantia a minorias que utilizam este meio para excluir de seus setores, milhões de concorrentes. Incluo nisso a medicina. A própria sociedade pode criar meios de filtrar os bons e os maus profissionais. Havendo demanda por segurança e confiança no serviço, haverá empresas especializadas em certificar bons profissionais, onde sua sobrevivencia dependeria da seleção e certificação da boa mão de obra disponivel.
Abraços Rei.
Reinaldo, perca um tempinho e dê um giro pelos fóruns sobre o assunto e verá - nua e claramente - porque a exigência do diploma
tinha que cair.É de chorar de vergonha ver os tais diplomados comentando sobre a queda.É como se eles tivessem perdido um ente querido. E pau nos não-diplomados, como se estes fossem os responsáveis pela decisão dos ministros, e não poderiam mesmo trabalhar sem o tal canudo.
Ouros, mais afoitos, pretendem ser indenizados por frequentarem o curso de quatro anos.Eles acreditam que os não-diplomados valem menos nas redações e estariam tomando o lugar deles.Simplesmente inacreditável tanta boçalidade junta.
Por trás de todos os argumentos a favor da obrigatoriedade a intenção é uma só: garantir reserva de mercado pra quem não consegue competir numa sociedade livre.
Escrever um texto, um comentário, um livro e até um roteiro de novela depende de cultura, de talento e nunca de um diploma. Finalmente as radações estão livres desse grotesco privilégio de classe. E assim vamos avançando, no ritmo de conta-gotas. A cultura brasileira está de parabéns!
Caro Reinaldo,
O Supremo está de parabéns novamente!
Esta instituição, com todos os seus problemas e falhas, humanos que são, nos enche de orgulho!
A nacionalidade e a sociedade estão ali verdadeiramente representadas! Gostemos dos votos ou não!
Parabéns a todos os jornalistas, diplomados ou não.
Decisão interessante, agora falta derrubar o concurso público para advogados. Os pobres bacharéis em direito tem diploma mas não tem profissão até serem aprovados no concurso público da OAB, ou seja, concurso público para uma vaga sem remunerção, e pior, quando é aprovado tem que pagar anuidade. Não é extranho isso?
Com diploma profissional mas sem profissão, a menos que seja “aprovado” pela OAB, isso é lei, mas… nem sempre o que é legal e revestido de moral. Para ser médico, engenheiro, enfermeiro, and so forth, basta o diploma, não precisa de concurso público.
Alguns dirão que não é concurso público, mas….
Agora os jornalistas de verdade vão dar o recado, pois nestas
escolas de jornalismo tinha muito professor que não conseguia nem
ler um editorial, só conheciam panfletagem, aqueles artiquinhos de
semiotica, pseudo intelectuais, papinhos “eticos”, a famosa bobagem de democratização dos meios de comunicação ou seja
lá o que é, mostrar só coitadinhos, falor so epitetos lindinhos,
e mantras furados, agora já era vão fazer um estágio no Granma,
e quejados.Pois nem em jornalzinho de patota vai dar.
Agora uma estatal como a Petrobrás, BB, assim como o Estado não poderão considerar obrigatório o diploma de jornalista para concursar e contratar gente em suas acessorias e comunicações.
Para muitos será profissão, para outros será função.
O espaço não permite delonga, mas este seu texto renderia um vermelho vs. azul. Prevejo apenas uma precarização da profissão - que já anda tremulante.
Não vejo oposição clara entre veto à liberdade de expressão e obrigatoriedade de diploma. Ninguém era, já pela lei “antiga”, proibido de escrever em jornal - vide as inumeráveis colunas e artigos de especialistas e leitores em todos os jornais impressos. Defender liberdade de expressão, um princípio que me parece inatacável, não é necessariamente defender que o sujeito sem diploma de jornalismo possa trabalhar sete horas por dia em redação (para ficar apenas na carga legal neste exemplo) e disso viver. Liberdade de expressão e reportagem não são sinônimos, são? O argumento de que maus jornalistas podem ter diploma não é digno de ti, Rei. Todos os maus médicos certamente têm diploma…
O seu texto parece comigo. Rei. Te agradeço.
Sou economista, músico, e vivo de ser editor e programador.
Não sou jornalista, mas sou editor (nasci pra isso).
Responsabilidade não está no diploma (como dizia meu tio reitor da EPM), senão, não haveria a matéria “ética” em muitas escolas. Responsabilidade está na resposta dos clientes.
Jornalista é igual artista, nasce. A imprensa está repleta de jornalistas brilhantes que não fizeram faculdade de jornalismo. Não se justifica a reserva de caça para diplomados que, muitas vezes, são uma nulidade como profissionais. Agora é preciso oxigenar o ambiente e fechar um punhado de cursos de jornalismo que não ensinam nada.
Amei a decisão.Ainda existem juízes neste país!Flores para eles!
Sugestão para os colegas leitores deste blog
Reinaldo -
Com a sua permissão, gostaria de divulgar no seu blog um site sensacional, sem nenhum exagero no adjetivo ! É um site que atende a este primordial lembrete:
POLÍTICA É MEMÓRIA.
Aqui vai :
http://www.dcomercio.com.br/especiais/2009/museu/index.htm
Obrigado!
Penacho
Aos coleguinhas, parte do voto que derrubou o diploma:
“… o Jornalismo é um exercício puramente intelectual. Depende talvez do domínio da linguagem e do vasto campo de conhecimentos humanos. Mas muito mais que qualificação, é a lealdade, curiosidade, sensibilidade e ética que o jornalista deve ter. A obtenção desses requisitos não se encontra nos bancos da faculdade.”
Lealdade, curiosidade, sensibilidade e ética.
Lealdade a si mesmo equivale a ética.
Eu tinha duvidas quanto a manutencao da obrigatoriedade ou nao….
Acho que o foco da discussao estava errado muitas vezes. Ficou-se falando muito da grande midia, de que exploraria os jornalistas e tal (coitadinhos!!!)….Acho que o ponto principal e pensar no pequeno jornal, o Brasil tem uma “grande midia” bastante razoavel mas os jornais tem baixa capilaridade na sociedade. Acho que o fundamental contra a lei e se pensar no pequeno jornal, na democracia dos pequenos municipios….O acesso a informacao e um dos pilares da democracia e acho que a lei encarecia a producao de informacao, em especial nos pequenos/pobres municipios. Funcionava como uma barreira a introducao de novos jornais…