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09/04/2012

às 16:47

Supremo decide nesta quarta sobre aborto de anencéfalos; cristãos se mobilizam. Ou: Escolhendo um futuro

Vamos para temas difíceis, já que os fáceis são… fáceis! A ação que pede a descriminação do aborto de anencéfalos será julgada depois de amanhã pelo Supremo. O relator é o ministro Marco Aurélio Mello, que deve votar a favor. E seu voto deve ser referendado por ampla maioria, com uma boa possibilidade de que seja unânime. E, como já escrevi aqui, um trilha estará sendo aberta para a terra dos mortos.

A rigor, não é o aborto dos anencéfalos que estará sob escrutínio, mas se o Brasil dá ou não o primeiro passo rumo ao estabelecimento de pré-requisitos para que uma vida seja considerada humana. É um primado da ética: ao fazermos determinadas escolhas, escolhemos em que mundo queremos viver. Elas também apontam para um sentido. O abortamento de anencéfalos, na linha de chegada, se encontra com a eugenia. É um bom caminho? Eu acho que não!

Exagero? De modo nenhum! O STF vai decidir, depois de amanhã, apenas sobre os casos de anencefalia, mas é evidente que se estará abrindo uma janela para a interrupção da gravidez em outros casos de má-formação do feto. Embora a questão seja antiga — está no Supremo há oito anos! —, vai a julgamento num momento em que os abortistas estão mais ativos do que nunca, estimulados, como se sabe, por uma ministra das Mulheres (Eleonora Minicucci) que confessou ter sido também aborteira, com treinamento em clínicas clandestinas da Colômbia, não apenas abortista.

Uma certa “comissão de juristas” enviou ao Senado proposta de reforma do Código Penal que libera o aborto em casos de má-formação do feto — na verdade, segundo as palavras de seu porta-voz, nos casos em que se conclui que a criança a nascer não teria uma vida autônoma… O conceito é larguíssimo. A rigor, uma criança com Síndrome de Down não tem exatamente uma vida autônoma, certo? A comissão achou pouco. Decidiu, na prática, liberar o aborto e ponto. Como o fez? A pratica seria permitida desde que essa fosse a vontade da mãe e se médicos ou psicólogos atestassem que ela não tem condições psicológicas para a maternidade. Em suma: para abortar, bastaria querer, e o sistema público de saúde teria de fazer a sua vontade. Chega-se ao absurdo de transformar o aborto numa política anticoncepcional.

Todo o esforço consiste em transformar o feto numa “não-vida”. É preciso que ele seja reduzido a uma “coisa”, um corpo estranho ao corpo da mulher, para que lhe caiba extirpa-lo ou não. O esquerdista Vladimir Safatle, com o pensamento sofisticado de hábito, chama o feto de “parasita”. A sua ignorância em filosofia só não é menor do que a sua ignorância em biologia.

Que o horizonte seja a eugenia e a redução da vida humana a propósitos e critérios de pura economia política, isso é óbvio. Alguns acadêmicos, como já vimos aqui, debatem abertamente a moralidade ou não do infanticídio, havendo quem sustente — não sem certa razão prática — que um feto e um bebê racém-nascido são muito semelhantes. Também acho. A diferença é que escolho a vida nos dois casos, e eles, a morte.

Mobilização
Cristãos do Brasil inteiro estão se mobilizando. Há um conjunto de atividades, todas elas com início às 18h de amanhã, estendendo-se noite afora e ao longo da quarta-feira, dia da decisão.

Manifestação em frente ao STF -
A partir desta terça, haverá uma “Vigília de Oração Ecumênica” em frente ao prédio do Supremo, em Brasília, convocada por setores da Igreja Católica. Eles convidam também ateus e agnósticos defensores da vida, que se opõem ao aborto — e os há; é mentira que essa seja apenas uma pauta religiosa.

Vigília das dioceses - todas as dioceses estarão, nesse período, em “Vigília de Oração” em defesa da vida.

Twitter – Os grupos em favor da vida convocam a o “twitaço vigília”: #abortonuncamais

E-mails aos ministros – Os que se opõem ao aborto devem enviar mensagens respeitosas aos ministros do Supremo, expondo o seu ponto de vista. Seguem os respectivos endereços eletrônicos (não consegui saber o da nova ministra, Rosa Weber):
Celso de Mello – mcelso@stf.gov.br
Marco Aurélio de Mello – marcoaurelio@stf.gov.br
Gilmar Mendes –
mgilmar@stf.gov.br
Cezar Peluso – carlak@stf.gov.br
Carlos Britto – gcarlosbritto@stf.gov.br
Joaquim Barbosa – gabminjoaquim@stf.gov.br
Ricardo Lewandowski – gabinete-lewandowski@stf.gov.br
Carmen Lúcia – anavt@stf.gov.br
Dias Toffoli – gabmtoffoli@stf.jus.br
Luiz Fux –
gabineteluizfux@stf.jus.br

 

Por Reinaldo Azevedo

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168 Comentários

  • Climene

    -

    13/4/2012 às 1:53 pm

    O ABORTO É UMA CRUELDADE…se uma pessoa me causa sofrimento, depressão, “tortura psicológica” pelo SIMPLES FATO de ela existir, então tenho o direito de matá-la? Se uma pessoa me incomoda, não atende aos meus caprichos, sou obrigado a matá-la (claro que não!), mas posso me usar do Poder Judiciário para me autorizar a matá-la, Não??? Se hoje se legaliza a eliminação de um bebê que venha a nascer com anencefalia; amanhã se aprovará leis permitindo eliminar o bebê que possivelmente venha a nascer com qualquer deformação; depois de amanhã simplesmente porque o bebê não nascerá perfeito; depois porque não será belíssimo, etc. Nesse processo, em que fundo de abismo irá parar a humanidade? Penso que na eliminação desse serzinho inocente a mãe, quem sabe o pai, avós, irmãos, tios, primos, médicos, enfermeiras etc, experimentassem sentimentos de amor e de compaixão extraordinários, tornando-os seres humanos melhores.Vai perder a chance de entender o que é viver em seu sentido pleno, porque elimina toda oportunidade de refletir sobre os reais valores da vida terrena e suas implicações espirituais.
    É lamentavél que nossa educação tão deficiente não permitiu que pessoas que passaram pela escola não conceberam o que é vida, o que é ser vivo, não aprenderam os princíios da verdade, da ética e da moral? Como pode os prórios condenadores de assassinos liberar o direito de matar..e o que é pior matar um ser completamente indefeso.
    Abaixo esta falsa democracia, Em minha concepção quem faz leis são os legisladores e não juizes…Mas o que me preocupa mesmo nesse caso é a necessidade de criar políticas públicas em favor dessas pessoas e de suas famílias que minimizem os impactos da deficiência.Diante das realidades que temos vivido diante de tanta carrupção não punida leva a crer que escolheremos viver em um mundo onde o crime compensa.

  • Giovanna

    -

    11/4/2012 às 11:32 pm

    Vida autônoma significa vida independente de aparelhos, e não de outras pessoas. Às vezes me pergunto se esse tipo de comentário é falta de conhecimento ou má fé de fato.

  • Paulo Tadeu de A. Campos

    -

    11/4/2012 às 8:57 pm

    Numa época em há tanta preocupação com a vida e o trato com animais irracionais, por quê não se preocupar também com a vida de crianças incoentes e indefesas? Eu me pergunto: Qual de nós não gostaria de ter direito à vida nem que seja por mais 1 dia para admirar as belezas da vida tão prodigamente nos da pelo criador? A vida, mesmo que seja por dia a mais, vale a pena ser vivida. A aprovação de leis como esta vem fortalecer ainda mais a sinalização de uma sociedade egoísta e descartável que já estamos vivenmdo e que tem avançado ainda mais, a passos largos.Mais uma vez estamos dizendo a Deus que não precsiamos de seus milagres. O homem quer de fato se afastar dapossibilidade da intervenção divina; seja feita a vontade do homeme não a de Deus? já há paises em que o descarte de humanos é tal que praticamente não nascem, por exemplo,crianças com síndrome de down. Onde vamos parar?

  • Stella

    -

    11/4/2012 às 3:28 pm

    http://mulheresgravidas.net/gravidez-ectopica-ou-gravidez-nas-trompas/ pq assim tudo bem?! isso nunca foi discutido!? nao acho que deveriam interromper? se doer toma remédio p dor! paciência! mas interromper nunca! existem uma probalidade de dar tudo certo!!! então, assim como existem probabilidade e um ovulo ser fecundado e gerar uma criança!!! Abaixo métodos anticoncepcionais! abaixo interrupção de gravidez em caso de risco p mãe. (ela já nasceu, ja teve o seu direito!)

  • Stella

    -

    11/4/2012 às 3:21 pm

    A propria natureza se protege contra o aborto de um ser vivo. Depois de um certo tempo de gestação o aborto (natural ou provocado) é impossível, poderia matar a própria mãe. Isso, porque (na minha humilde opinião) o feto ainda nao tem vida e é apenas um massa de células que teria uma probabilidade de gerar vida. (claro, uma probabilidade alta) E o aborto (legal) apenas cuidaria para que o procedimento fosse feito dentro desse tempo. O problema desse aborto, é que estaria tirando a probabilidade de uma vida surgir. (mas métodos como camisinha, ligadura, castração masculina, pílula também tiram a probabilidade de uma vida nascer) -> eles deveriam ser proibidos? Já ouviram falar de gravidez ectópica; nesses casos nem vida nem nada é considerado… a mulher sente dores horríveis, é enviada imediatamente para mesa de cirurgia e a massa de células é retirada. (pesquisem, mas tenham a certeza de que as fotos são fantasiosas, nesse período não há órgão bem definidos; senão a mae ja teria morrido com seus órgão internos dilacerados). E ai nesses casos, a mulher deve morre dilacerada? pq isso nunca nem foi discutido? (afinal, é de praxe retirar sem pensar duas vezes) – FALO POR EXPERIÊNCIA, JÁ TIVE SUSPEITA DESSE PROBLEMA, ainda bem nao era, era apendicite.

  • Virgínia

    -

    11/4/2012 às 1:49 pm

    Os animais irracionais são tão cuidadosos com seus filhotes, sempre defendendo e cuidando de suas crias; por que será que os RACIONAIS são tão cruéis com seus filhos? Penso que na eliminação desse serzinho inocente a mãe, quem sabe o pai, vai perder a chance de entender o que é viver em seu sentido pleno, porque elimina toda oportunidade de refletir sobre os reais valores da vida terrena e suas implicações espirituais.
    Sou contra o aborto em qualquer situação.

  • Maria

    -

    11/4/2012 às 10:14 am

    Estou grávida e digo: é monstruoso querer colocar na cabeça de uma mulher que ela tem o “direito” de fazer o que que com o seu bebê. Nunca abortaria meu bebê, mesmo que ele fosse diagnosticado como um anencéfalo.
    Se está sendo gerado, é porque é uma vida. Não sou eu quem o faz crescer. Não é uma coisa, é uma pessoa, com braços, dedos, pulmões, coração!
    A morte cerebral acontece quando o cérebro de uma pessoa pára de funcionar, o anencéfalo, mesmo sem o cérebro, continua a se desenvolver, não morre.

  • Ana Celia

    -

    11/4/2012 às 9:46 am

    Sou totalmente contra o aborto porque sou totalmente consciente das leis de Deus. Ele nunca falha, e se é permitido nascer uma criança assim,há uma grande lição através dela, para os pais e para a humanidade. Humildade, Amor,Caridade,Confiança, tudo o que Jesus Cristo vivenciou e nos tentou ensinar!

  • Luiz R

    -

    11/4/2012 às 12:53 am

    Prezado Reinaldo,
    Além desse princípio, vamos dizer, metafísico sobre a vida – a vida humana – há também muitas falhas de diagnósto que não saem na imprensa. Veja o video no Youtube a seguir: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=q98oHkzSa6U.
    O video é desgostoso de ver. E o é porque sabemos que aquela criança não terá uma vida dentro do que convencionamos “normalidade”. Mas o que importa é que ela teve garantida o direito de existir!
    Muitos defensores do aborto viram/verão aquele video e proclamarão que seria melhor aquela criança “feia” (e sabemos que metafisicamente esse tipo de feiura não é possível) não ter nem nascido. E com isso, esses defensores acabam por demonstrar seu mais íntimo desejo nazi-higenista.
    Verificar-se-á então que o cerne do assunto, para eles, está na feiura e na limitação do ser: “é muito feio e não terá um futuro produtivo, melhor não ter nascido”. E sssim, como você já disse várias vezes aqui, abrir-se-á a porta sombria para classificar, a seguir, os portadores de síndrome de Down de “feios e limitados”, podendo ser abortados por isso; as vítimas da talidomida de “nauseantes e dependentes”, podendo-se abortá-los; e assim por diante.
    Para mim, esse negócio de que só quem estiver bem “formadinho” ao ultrassom e não demonstrar nenhuma limitação (é preciso dar aqueles “chutinhos” na barriga da mãe como prova de autonomia..hehe), poderão ganhar o green card da natalidade tem um nome: higenia ariana.
    Não há como imaginar que as “liberalidades” ficarão somente nos anencéfalos.

    Luiz

  • Marco BAN

    -

    10/4/2012 às 11:44 pm

    “O termo Morte Encefálica se aplica a condição final, irreversível, definitiva de cessação das atividades do Tronco Cerebral. O Tronco Cerebral é constituído pelo Mesencéfalo, Ponte e Bulbo. É a porção mais nobre e antiga do Encéfalo (formado pelo Tronco encefálico mais Cérebro e Cerebelo).
    No Tronco cerebral localiza-se diversas estruturas responsáveis pelas nossas funções vitais (controle de Pressão arterial, atividade cardíaca, respiratória e nível de consciência) em resumo, é o que nos mantém vivos. A lesão do mesmo é a via final de qualquer agressão ao encéfalo (isquêmica, anoxica, metabólica).
    Morte encefálica foi um avanço no conceito de Morte, foi cientificamente definido e aceite por todas as religiões como cessação da vida, suplantando o antigo conceito de morte cardíaca. Para entender, de forma prática, basta termos em mente que uma parada cardíaca, nas condições adequadas, pode ser prontamente revertida. Já o mesmo não acontece com a atividade do tronco cerebral.”
    Dito isto, onde há vida em um bebê anencéfalo? Sugiro: http://vimeo.com/6123069
    No caso, sou a favor do aborto. Agora, a má formação por si só não justifica o aborto. A pessoa que, ao nascer, terá condições de desfrutar a vida, mesmo com algum grau de deficiência, sou radicalmente contra. Deve-se, nesse caso, criar políticas públicas em favor dessas pessoas e de suas famílias. Que minimizem os impactos da deficiência.
    Agora, pela definição acima, creio que deve descriminalizar o aborto de anencéfalos pois não há vida sem cérebro.
    Mas o que me preocupa mesmo é o julgamento do Mensalão do PT. Ano que vem, salvo engano, dois ministros aposentam. Até nomear os substitutos, até eles analisarem o processo, os réus no mensalão serão absolvidos pela prescrição. Aí sim escolheremos viver em um mundo onde o crime compensa.

  • Moisés de Oliveira

    -

    10/4/2012 às 11:03 pm

    Desculpe – o comentário anterior saiu sem nome e e-mail.
    A Vigília pela Vida diante do STF teve cobertura do site oficial da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da CNBB: http://www.jovensconectados.org.br/noticias/noticiasdestaques/1436-brasileiros-a-favor-da-vida-fazem-vigilia-diante-do-stf

  • Anónimo

    -

    10/4/2012 às 11:01 pm

    Boa noite, Reinaldo. A Vigília pela Vida que aconteceu na noite desta terça-feira diante do STF teve cobertura do site oficial da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da CNBB: http://www.jovensconectados.org.br/noticias/noticiasdestaques/1436-brasileiros-a-favor-da-vida-fazem-vigilia-diante-do-stf

  • JANIO DE SOUZA

    -

    10/4/2012 às 9:59 pm

    CRISTÃOS ESTÃO SE MOBILIZANDO ,MENOS O INFANTICIDA AUTOPROCLAMADO ”BISPO”EDIR MACEDO QUE POR SER UM DOS ESCOLHIDOS POR DEUS GANHOU O DOM DE FAZER PERFEITAS INTERPRETAÇÕES DOS LIVROS SAGRADOS.ELE INCLUSIVE JURA QUE NO VELHO TESTAMENTO DEUS SUGERE AO HOMEM QUE O ABORTO É BEM VINDO EM ALGUMAS SITUAÇÕES.

    É POR ESSA E OUTRAS TANTAS …E TANTAS…QUE AMANHA ESTOU ME NATURALIZANDO URUGUAIO.

  • Regina Moreira

    -

    10/4/2012 às 9:31 pm

    Sou totalmente contra matar um ser indefeso, que está num lugar protegido que é o ventre da mãe. Quem somos nós para decidir quem vai ou não viver? Esta história de dizer que o anencéfalo tem vida efêmera é balela. Vejam o caso da Marcela: http://www.youtube.com/watch?v=GKgixke7KZI&feature=related – Então ela não teria o direito de fazer a alegria de muitas vidas, como aconteceu? Espero que os Srs. Ministros sejam sensíveis à vida.

  • DENISE VARGAS

    -

    10/4/2012 às 9:02 pm

    GENTE E NESSE BRASIL QUE NAO TEM JUSTIÇA QUE HA TANTA VIOLENCIA QUE HA TANTOS INTEGRANTES DO GOVERNO ROUBANDO DISCARADAMENTE POLICIA CORRUPTA FALTA DE SAUDE OU SEJA SEM VAGAS EM HOSPITAIS ONDE SE MORREM MUITOS, NAO HA EDUCAÇAO ADEQUADA, HA SECA QUAL É NAO CONSEGUEM CUIDAR DISSO E QUEREM APROVAR ABORTO QUEM É HIPÓCRITA AQUI…

  • DENISE VARGAS

    -

    10/4/2012 às 8:58 pm

    SOU CONTRA…MESMO QUE HAJA MA FORMAÇAO…O ABORTO É UMA CRUELDADE…QUEM JA ASSISTIU SABE DO QUE ESTOU FALANDO…ACREDITO QUE É UMA PROVAÇAO QUE SE TEM A PASSAR E VIVENCIAR COM MUITA BUSCA DE CONFORTO E ACEITAÇAO ESPIRITUAL OU RELIGIOSA..BUSCAR E BUSCAR CADA VEZ MAIS UM MEIO DE AMENIZAR ESSA DIFICULDADE E TRIBULAÇAO QUE SE ESPERA A FRENTE..,E O SOFRIMENTO DA PERDA SOMOS CAPAZES DE SUPERAR SIM…MAS TAMBEM TEM A GRAÇA DE SE CONTEMPLAR E VIVENCIAR QUE SEJAM MINUTOS, HORAS OU DIAS COM ESSES ANJINHOS POIS CADA UM TEM QUE FAZER A SUA PASCOA…QUEM SE CUIDA ESPIRITUALMENTE VIVENCIA COM ACEITAÇAO TAL EXPERIENCIA E NAO NOS FALTAM EXEMPLOS…É ISSO

  • sueli pini

    -

    10/4/2012 às 8:20 pm

    manhã esta mais alta corte de justiça do nosso País estará decidindo sobre o que há de mais importante para a espécie humana: nosso grau de civilidade.
    Nao sei se esta mensagem, e muitas outras que certamente estão sendo enviadas a cada um dos senhores, chegarão às suas mães. Espero que sim. Não porque ouvir “o povo” seja obrigação do julgador, até porque “povo” não é fonte do direito. Direito deve ser achado na lei e não no clamor das ruas. Também sou julgadora e levo isto muito a sério. Se lhes escrevo é porque também sou mãe. Tenho nove (9) filhos. Sete deles adotados. E se os tenho é porque suas mães biológicas levaram a gestação até o final mesmo com indescritíveis adversidades. A minha última filhinha adotiva, agora com um (1) ano, nasceu prematuramente ante o quadro de anomalias que apresentava. Nada, nem ninguém, diria que sobreviveria. Mas, e é aqui que reside o mais incrível do mistério humano e por certo de quaisquer outros seres vivos: ninguém quer morrer. O apelo para a vida é maior força que conhecemos neste nosso mágico mundo. Ninguém é proprietário da vida do outrem, nem a mãe que o gera e o carrega nas entranhas do seu abdomem. Se ela não deseja criar o filho que está gerando, seja porque não o pode fazê-lo naquele momento de sua vida, seja porque ele tem malformação e pode, segundo a medicina atual, viver por pouco tempo, isto não autoriza que ele seja morto. Há nisso um ranço de eugenia inaceitável no atual estágio da humanidade. Sou atéia e minha fé e crença é no ser humano. É dele que preciso como referência e para existir como pessoa. A vida está cheia de histórias reais em que seres humanos com toda sorte de defeitos físicos , mesmo que vivendo por pouco tempo, experimentaram o inenarrável prazer do toque e do colo de seus pais, tiveram um nome, um história, uma memória… e, mais importante, oportunizaram que pais, avós, irmãos, tios, primos, médicos, enfermeiras etc, experimentassem sentimentos de amor e de compaixão extraordinários, tornando-os seres humanos melhores, que, afinal, é a razão de ser de todos nós. Não autorizem que bebês sejam mortos porque seus corpinhos não são perfeitos. Eles tem o direito de nascer e se for o caso de terem a chance de encontrarem pais que os adote e os ame incondicionalmente. Não nos esquecemos que todos nós queremos viver, tenha a pessoa 100 anos ou tenha pouco meses no ventre de uma mulher. Se permitirmos a seleção da nossa espécie pelo aborto eugênico estaremos involuindo como humanos.

    Respeitosamente,

    Sueli Pini
    Juiza de Direito – Amapá

  • Rodrigo

    -

    10/4/2012 às 6:14 pm

    Tenho visto em tantos casos no país, pessoas tentando impor seus valores por leis, governos tentando controlar tudo a sua volta. Valor moral ou ético, assim como valores cristãos não podem ser impostos, esses, devem ser conquistados. Aos religiosos que falam do aborto como se a proibição fosse o caminho. Em minha opinião, deveriam compartilhar valores cristãos com as pessoas. Deus não precisa de religião nem de dividir o mundo! Aborto é algo pessoal, dêem as pessoas princípios cristãos e deixem que elas decidam.

  • Rê_Ayla

    -

    10/4/2012 às 6:14 pm

    Então amanhã haverá várias manifestações pró-vida ali na Praça dos 3 Poderes… Seriously: esse povo não tem compaixão e nem humanidade… Na boa, querer obrigar uma mulher a levar uma gravidez, de um feto que invariavelmente morrerá, até o fim, é o cúmulo da falta de amor ao próximo. E se dizem cristãos? hahaha Faz-me rir!!!

    Vão lá, fiquem grávidos durante 9 meses para depois verem seu “filho” morrer… Aff viu, me poupem! Moralismo ridículo esse viu.

    http://lifeisdrag.blogspot.com.br/

  • Gilberto

    -

    10/4/2012 às 6:08 pm

    Quando o problema é dos outros, é fácil resolver.

  • Vitor

    -

    10/4/2012 às 5:57 pm

    Prezados, seria cômico se não fosse trágico: de acordo com o perverso pensamento dos abortistas que aqui comentam, se uma pessoa me causa sofrimento, depressão, “tortura psicológica” pelo SIMPLES FATO de ela existir, então tenho o direito de matá-la? Se uma pessoa me incomoda, não atende aos meus caprichos, não sou obrigado a matá-la (claro que não!), mas posso me usar do Poder Judiciário para me autorizar a matá-la? Façam-me o favor. Não há justificativa! Lembro que a Constituição protege o direito à vida, não um pretenso “direito ao não-sofrimento” em detrimento da vida alheia.

  • Rocha

    -

    10/4/2012 às 5:33 pm

    CORRIGINDO MELHOR: DIA 11 E NÃO 12.

  • Macho

    -

    10/4/2012 às 5:27 pm

    Vamos acabar com essa palhaçada de querer matar as criancinhas. Pimenta no c dos outros é refresco…Tem mais que deixar nascer os minos e as minas.

  • Tullio

    -

    10/4/2012 às 5:25 pm

    A vida deve ser preservada, até de uma planta. Imagina de um bebezinho. Todos (sem excessão) tem direito a nascer. Não somos um pais pagão

  • Cláudio do Pará

    -

    10/4/2012 às 5:23 pm

    Tem tanta gente que só usa o cerebro pra coisas vãs e nem por isso estão no banco da morte. Porque sacrificar os pequeninos e indefesos. Criança é sempre bem-vinda. Querem proteger as tartarugas, os cães, os gatos etc…E o ser humano comi fica? Ha fala sério.

  • Chris-SP

    -

    10/4/2012 às 4:24 pm

    Faço constar aqui o triste relato de uma jovem mulher, que passou por aborto em razão do seu bebê ser anencefálico. Foram várias experiências iguais.

    “A microempresária Cátia Corrêa, 42 anos, defende com firmeza a decisão que tomou há 20 anos, quando interrompeu a gestação do filho que esperava, diagnosticado com anencefalia. Um ultrassom, feito no 5º mês de gravidez, identificou a malformação, além de deformações na coluna vertebral, nas pernas e nos braços do bebê.
    “Meu mundo parou. Os médicos falavam, mas eu já não ouvia nada. Eles diziam que ou morreria na barriga ou nasceria e morreria no parto”, contou. Cátia foi a primeira mulher no estado de São Paulo a conseguir uma autorização judicial para abortar um feto com anencefalia. “É uma sensação muito ruim a de querer o seu filho e saber que ele vai nascer morto. Entrar na Justiça foi minha melhor decisão”, completou.
    Passados quatro anos, ela decidiu engravidar novamente. Atenta a todas as precauções, a empresária tomou ácido fólico durante os três meses que antecederam a gestação e nos quatro meses seguintes. Montou o quarto do bebê, fez enxoval e se preparou para a chegada da filha. No oitavo mês, um ultrassom que não havia sido feita anteriormente por falta de plano de saúde identificou anencefalia no feto.
    “Morri mais um pouco naquele dia. Saí de lá e não via nada, só chorava. Não tinha o que fazer, tinha que esperar nascer. Passados alguns dias, entrei em trabalho de parto”, relatou. A criança morreu em seguida. Cátia engravidou uma terceira vez, mas sofreu um aborto espontâneo. Hoje, vive com o marido e os quatro filhos que adotou – dois meninos de 9 e 10 anos e gêmeas que completam 5 anos em maio.
    http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2012/04/10/diante-de-gestacao-de-anencefalos-mulheres-relatam-momentos-de-dor-e-de-dificil-decisao.jhtm

    Quem pode ser o juiz desta mulher??? Ser contra o aborto é fácil, sentir o drama na própria pele é que são elas!

  • Marilene

    -

    10/4/2012 às 4:12 pm

    Excelente artigo! parabéns

  • Bruno M.

    -

    10/4/2012 às 4:08 pm

    Sendo as mães não obrigadas ao aborto nestes casos, sou totalmente a favor da lei!
    Brasil, país do falso moralismo!

  • Paulo Roberto Campos

    -

    10/4/2012 às 4:00 pm

    Uma mãe, em qualquer circunstância, jamais poderá matar seu filho. Para uma verdadeira e dedicada mãe, não lhe importa se seu bebê nascerá perfeito ou imperfeito. Por essa heroica dedicação será por Deus abençoada e recompensada abundantemente.

    Se hoje se legaliza a eliminação de um bebê que venha a nascer com anencefalia; amanhã se aprovará leis permitindo eliminar o bebê que possivelmente venha a nascer com qualquer deformação; depois de amanhã simplesmente porque o bebê não nascerá perfeito; depois porque não será belíssimo, etc. Nesse processo, em que fundo de abismo irá parar a Humanidade?! “Abyssus abyssum invocat” (Um abismo atrai outro abismo!).
    Leiam mais:
    http://blogdafamiliacatolica.blogspot.com.br/

  • Décio

    -

    10/4/2012 às 3:58 pm

    Thiago, sua opinião é risível, meu caro!!! No caso dos esquerdopatas, eles atacam pessoas em seus ambientes privados, e até familiares. Já o Reinaldo divulgou e-mails de servidores públicos, que representam instituições públicas, e que podem, e devem, ser passíveis a pressões da opinião pública. É pilantragem comparar uma coisa com a outra. Vc parece mais um PTrabalha com uma capa de democrata isento. Vá pastar, vá!!!

  • Juliana Lisita

    -

    10/4/2012 às 3:38 pm

    Eu sou católica praticante, embora concordo que o aborto de anencéfalos seja válido, pois essa atitude empedirá a criança de ter uma vida sofredora, vegetante e com grande risco de morte.Os anencéfalos podem trazer problemas para a mulher como complicações no parto, hemorragia pós-parto, excesso de líquido amniótico, hipertensão arterial e sofrimento psíquico para a gestante.

  • Osmar Neves

    -

    10/4/2012 às 1:58 pm

    Reinaldo e leiores, enviei a seguinte mensagem aos nossos juízes:

    “Meretíssimos, boa tarde!

    Peço em nome do que há de mais nobre, belo e verdadeiro que não empurrem o país amanhã para as trevas da desumanidade e do genocídio. Por favor, respeitem a vida! Que a vida siga seu curso natural, independente do que seja considerado por muitos como viável. Se o critério hoje for a anencefalia, qual será o de amanhã? Down? Superpopulação? As pessoas nascem e morrem, esse é o ciclo natural, independente de qual seja a duração da existência, não cabendo a nós determinarmos qual ser humano inocente vive ou morre. Não podemos privar outro ser humano daquilo que não nos foi privado: o direito a existir! Que Deus ilumine a todos e os recompense por aquilo que decidirem amanhã! Celebremos a vida!

    Osmar Neves, Brasília-DF em 10/04/2012.”

  • Thiago

    -

    10/4/2012 às 1:53 pm

    Reinaldo, meu ponto e bem especifico e nao tem nada a ver com aborto. Qual o sentido, no sua opiniao, de divulgar o e-mail de ministros do Supremo para as pessoas divulgarem sua opiniao.
    Voce costuma criticar essas acoes orquestradas de opiniao, principalmente na internet, das quais voce e uma vitima constante.
    O segundo ponto e mais complexo: voce sustenta que o direito deve ser achado na lei, e nao na rua. Qual o peso que o ministro do STF deve dar, no seu entendimento, ao fato de ter recebido inumeros e-mails sustentando uma ideia ao elaborar o sue voto? Se na sua opiniao o Supremo nao deve dar importancia para essas correntes de opiniao, qual a utilidade de divulgar o e-mail de seus Ministros?

  • Pluriel

    -

    10/4/2012 às 1:48 pm

    O Gabriel, at 10h29, resumiu bem a questão. Vou repetir o texto dele: “Anencéfalos morrem em 100% dos casos. Me parece uma coisa irracional e violenta fazer a mulher passar por 9 meses de gestação e um parto para NÃO gerar vida.”
    A questão moral levantada não se aplica ao caso expecifico. Levar a termo uma gravidez de um anencéfalo é torturar a pobre mulher, e submetê-la à possibilidade de morbidades multiplas durante a gestação. Lembrem-se que esta mulher vai, no minimo, deprimir. Como vai cuidar dos outros filhos que ja tem, como vai trabalhar, viver seu dia a dia sabendo que carrega um ser nao viavel, que morrera pouco apos o parto?
    Espero que a medida seja aprovada.

  • Sandra

    -

    10/4/2012 às 12:48 pm

    Sei lá… Acho que anencefalia está numa das situações extremas, como estupro e risco de vida da mãe.
    O que eu faria? Enquanto meu filho estivesse comigo, seria uma benção em minha vida. Hoje tenho certeza que NÃO ABORTARIA.
    Não é verdade que temos direito ao nosso corpo. Com um bebê dentro da gente, temos de pensar duas vezes até para tomar uma aspirina.
    Eu entendo o desespero, a imaturidade, mas não a militância.

  • Onésimo

    -

    10/4/2012 às 12:19 pm

    Prezado Reinaldo, dada a gravíssima importância e urgência do assunto, penso que certa carta sugerida deve ser reiterada, com mínimas mudanças sem alterar o sentido.
    SUGESTÃO, A TODOS, DE CARTA AOS MINISTROS DO STF:
    Senhor(a) Ministro(a),
    Dentre outros postulados e princípios direta ou indiretamente envolvidos no caso, preceitua, imperativamente, a Constituição da República Federativa do Brasil:

    (…)

    Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

    Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

    I – construir uma sociedade livre, justa e solidária;

    II – garantir o desenvolvimento nacional;

    III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

    IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

    (…)

    Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança

    (…)

    Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (Redação dada Pela Emenda Constitucional nº 65, de 2010)

    Pois bem. Em breves palavras, a questão epigrafada, além de não ter passado pela sua Sede natural (as Casas das Leis) e, ao contrário, ter sido enviesada ao “atalho fácil” denunciado pela ministra Ellen Gracie Northfleet, consiste em pretensão gravíssima: ignorando a Constituição, intenta pôr questionáveis bens jurídicos inferiores na ponderação (como o suposto, falso e efêmero “conforto psicológico dos pais”) em prevalência sobre a Vida e sobre a Ciência, que confirma e reafirma a vida como iniciada logo na fecundação nas trompas de falópio, antes mesmo da nidação ou fixação do zigoto na parede uterina.
    Outra grande disciplina, a História, já ensinou a lição dos horrores do nazismo, defensor e aplicador da eugenia. O eventual endosso do abortamento de bebês ditos “anencéfalos”, cuja vida cerebral é tão indiscutível quanto o decorrente funcionamento de órgãos vitais comandados pelo seu – embora reduzido – cérebro, significaria exatamente a abertura de portas, não importando se gradual ou mais provavelmente acelerada à feição do mundo hodierno, para a eugenia, para a pura e simples decisão sobre quem deve ou não viver, sobre quem é, de algum modo, “produtivo”, “útil”, “desejado” ou…não, conquanto altamente isolado esse “não”.

    Ora, são objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil construir uma sociedade livre, justa e solidária, ao invés de excludente; garantir o desenvolvimento nacional, incluso o da ciência médica brasileira e suas melhorias no modo de lidar com a “anencefalia” (tecnicamente meroanencefalia) desde o pré-natal até aqui fora; erradicar a marginalização e não os marginalizados; promover o bem de todos, e não somente dos que fazem parte de uma agenda segregadora e, novamente, excludente.

    Cumpre ao STF, como guardião da Constituição, sem competência constucional alguma para o papel de AGENTE CONSTITUINTE, garantir, entre outras liberdades públicas, a inviolabilidade do direito à vida e à segurança, observados ainda o princípio da prioridade absoluta e a colocação desses marginalizados a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão (art. 227).

    Portanto, na democrática e jurídica qualidade de membro do elemento constituinte superior do Estado (o povo), em função do qual o território e o governo soberano existem, bem como elemento-origem de todo poder, CONCLAMO VOSSA EXCELÊNCIA A VOTAR PELA IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO VERTIDO NA ADPF 54 E A INFLUENCIAR OS SEUS PARES NO MESMO SENTIR.

    Respeitosamente,
    (Assinatura)

  • Walter Cruz

    -

    10/4/2012 às 11:55 am

    Realmente muita gente aqui não está conseguindo entender que a lei “autoriza” mas não “obriga”. Se a lei for aprovada (e espero que seja), uma mãe só fará o aborto do feto anencéfalo SE QUISER. Ninguém irá obrigá-la a isso. Se você é mulher e é contra o aborto e se por acaso engravidar e o feto tiver má formação cerebral, sem NENHUMA chance de ter uma vida após o parto, você pode decidir levar a gestação até o fim, mesmo sabendo que esse bebê IRÁ MORRER PREMATURAMENTE. O corpo é seu, você decide sobre ele. Agora, não queiram decidir pelas outras milhares de mulheres que passam pelo mesmo problema. Dêem a ela o poder de decidir (apenas nesse caso específico da anencefalia) se querem ou não levar a gestação a cabo ou interrompê-la. Sou sim, a favor de aborto em casos de fetos anencéfalos e tbem em caso de estupro. Lembrem-se: a lei apenas garantirá as mulheres o direito de decidirem, não estará obrigando ninguém a abortar.

  • Cris Azevedo

    -

    10/4/2012 às 11:31 am

    Gente

    Tem um erro grave de raciocínio por aí. Um bebê anencéfalo não está MORTO. Ele está vivo, se mexe, se desenvolve, faz tudo, só não tem como sobreviver FORA da mãe por muito tempo.
    Dizer que ele não é um ser vivo não dá! Um ser que não vai ser autônomo? Aí, sim. Mas, olhem, li depoimentos de mães que resolveram curtir seu filho, do jeito que é, dentro da sua barriga, até que ele nascesse e, uma hora, morresse. E, gente, achei a coisa mais linda deste mundo!

  • Paula

    -

    10/4/2012 às 11:31 am

    Concordo absolutamente com Henrique! Curioso demais ver um homem achar correto impor em forma de lei o que uma mulher faz com seu corpo. O nosso corpo não é propriedade pública. Querer colocar a mulher a passar por riscos de saúde sérios desnecessários (sim, porque a gravidez e o parto trazem riscos e no caso dos acencéfalos, maiores ainda) e a indescritível tortura de carregar uma criança condenada à morte, com consequências psicológicas inimagináveis. É fácil falar qualquer coisa quando você nunca se verá na posição de carregar um feto no seu corpo né? Que direito a lei têm de interferir na minha reprodução?

  • Cris Azevedo

    -

    10/4/2012 às 11:26 am

    Henrique – 10/04/2012 às 10:41

    O corpo da criança NÃO é da mulher.

  • Danapada

    -

    10/4/2012 às 11:25 am

    Caro Reinaldo

    A Folha.com, Equlíbrio e Saúde faz reportagem sobre Eliana Zagui internada há 36 anos em UTI do Hospital das Clínicas de São Paulo.Está lançando um livro de memórias escrito com a boca,” aprendeu inglês, italiano, fez curso de história da arte e tornou-se pintora”. Nossos ministros do STF deveriam conhecer Eliana, você não acha?

  • Cris Azevedo

    -

    10/4/2012 às 11:24 am

    ATENÇÃO GENTE:

    gcarlosbritto@stf.gov.br
    O endereço de email que você inseriu não pôde ser encontrado. Verifique o endereço de email do destinatário e tente reenviar a mensagem. Se o problema persistir, contate a assistência técnica.

    mcelso@stf.gov.br
    O endereço de email que você inseriu não pôde ser encontrado. Verifique o endereço de email do destinatário e tente reenviar a mensagem. Se o problema persistir, contate a assistência técnica.

  • gustavo

    -

    10/4/2012 às 11:15 am

    Uma questão técnica sobre a anencefalia, acho importante esclarecer: essa má-formação gravíssima do sistema nervoso central caracteriza-se pela ausência de desenvolvimento do cérebro (constituido pelo telencéfalo e mesencéfalo)em cujo lugar há remanescentes de tecido neurovascular não funcional, entretanto tais fetos/crianças apresentam um rombencéfalo (tronco cerebral) funcional que mantem suas funções vegetativas que permitem o desenvolvimento tardio intrauterino e sua breve existência extrauterina – já que a gravidade da anomalia é incompatível com a vida fora do útero por mais do que alguns dias ou semanas. Bem, o conceito de morte ENCEFÁLICA e, portanto, a definição médica atual de morte, baseia-se nas funções do tronco cerebral, assim anencéfalos não podem ser considerados mortos até que os reflexos de tronco cerebral estejam abolidos. Então, por esse ponto de vista, uma mulher grávida de um anencéfalo não carrega um feto morto em seu ventre. Este não é mesmo um assunto fácil.

  • Rafael

    -

    10/4/2012 às 11:10 am

    Primeiro, a liberação das pesquisas com células-tronco: “ah, mas ésó um amontoado de células sem sistema nervoso. Ali não há vida humana!”; depois, o aborto de anecéfalos: “Ah, mas vai morrer de qualquer jeito, qual o problema de abortar?”; finalmente, o aborto de absolutamente qualquer feto em qualquer estágio da gravidez, como já se vislumbra no horizonte. Quando é que alguns leitores deste blog vão entender que o objetivo desses caras é liberar o aborto de forma inteiramente irrestrita, e começaram aos poucos, através do ativismo judicial? Quando é que as pessoas vão parar de acreditar nas histórias da carochinha da esquerda?

  • Rafael

    -

    10/4/2012 às 11:05 am

    Vou desenvolver um pouquinho o comentário do Henrique, das 10:41 hs. Já que se o aborto – que basicamente consiste em matar um terceiro – for liberado ninguém será obrigado a praticá-lo, podemos argumentar que o homicídio também poderia ser liberado. Ora, quem for contra matar um terceiro que não mate, mas não atrapalhem quem quiser matar.

  • Anderson Machado

    -

    10/4/2012 às 11:04 am

    Caro Reinaldo Azevedo;
    Agradecemos muito sua ajuda nessa luta conosco. Gostaria de lhe indicar um texto e, se possível, pedir que o senhor o considere e ajude a divulgar. Obrigado:
    http://www.deuslovult.org/2012/04/10/carta-aos-ministros-do-stf-pe-anderson-alves/

  • Henrique

    -

    10/4/2012 às 10:41 am

    O que eu não entendo — de verdade– é por que existe essa discussão. É muito simples — legaliza-se o aborto. As pessoas que acham o aborto (em todas as formas) errado, não o utilizam. As pessoas que acham correto, o utilizam. Cria-se a tal da “liberdade de escolha”. O corpo da mulher não é objeto público — força-la a carregar uma criança indesejada (independente da condição) é uma forma de escravidão.

  • Gabriel

    -

    10/4/2012 às 10:29 am

    Calma lá, Reinaldo. Concordo em 100% com o seu alerta para o perigo da eugenia, que é condenável. Mas estamos falando aqui não de uma deficiência que vai acompanhar uma vida posteriormente. Mas de uma não-possibilidade de vida. É algo bem diferente. Anencefalos morrem em 100% dos casos. Me parece uma coisa irracional e violenta fazer a mulher passar por 9 meses de gestação e um parto para NÃO gerar vida. Que o Supremo aprove isso, mas que saibamos vigiar para que pare por aqui e não vá além e acabe ameaçando a vida de fato.

  • Fernando

    -

    10/4/2012 às 9:27 am

    Só há um ser tomado de poder para decidir se prossegue ou não com uma gestação indesejável. Deus??? NÃOOO, É A MULHER ORA BOLAS..

  • moyses

    -

    10/4/2012 às 8:28 am

    Já que nosso legislativo não faz nada haja vista leis que desde a promulgação da constituição em 1988 não existem ainda! Agora quem é o STF para dispor, com o anda fazendo, sobre o interesse público dessa forma e ainda mais sobre uma vida… Fato é o ditado que um juiz se acha deus, um desembargador sabe que o é. E um desses ministros? vai saber o que eles pensam que são. Repúdio total!

 

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