O negro americano Spike Lee está longe de ser meu cineasta ou pensador de referência. Talentoso ele é, mas também um tanto desonesto intelectualmente. O assunto, agora, não são as teorias conspiratórias em que ele se perde. Uma coisa é inegável: o homem não é burro. Ah, isso não. Há uma entrevista sua, de 2004 (íntegra aqui), em que ele comenta a adesão dos jovens ao rap. Destaco um trecho:
“Não podemos ter uma geração de jovens negros crescendo analfabetos. Pior, uma geração que não quer aprender a ler e escrever. Porque, de alguma forma, na mentalidade distorcida que temos hoje — que realmente é promovida pelo gangsta rap — essas crianças comparam estudar com tentar ser branco. (longa pausa). O que é genocídio. Os jovens inteligentes se embrutecem para não serem marginalizados. Não querem ser chamados de brancos. Ou de vendidos. Ou de Oreo. De alguma forma, equiparam a ignorância com ser negro, ser real e ser das ruas. Ser do gueto tornou-se questão de honra. E isso é mais do que loucura. Isso é estupidez.”
Na entrevista que deu à TV Cultura, com o aplauso da “platéia” que o entrevistava — menos José Neumanne —, Mano Brown fez praça da sua ignorância, do seu pouco apreço pela leitura, da sua rusticidade, “qualidade” esta exaltada até na apresentação feita pela próprio programa.
Spike também tem cara de enfezado. É bem mais, como direi?, “spiky” do que Mano Brown. Mas não faz a apologia da burrice. Na mesma entrevista:
“Tenho uma esposa maravilhosa, bela e criativa (Tonya Lewis Lee), que atualmente está excursionando pelo país com seu livro (”Gotham Diaries”), e dois filhos maravilhosos: minha filha, Satchel, de 9 anos, e meu filho Jackson, de 7. Por causa da ignorância, por causa de pura estupidez, antes de eu casar, achava que o cinema e o esporte seriam as coisas mais importantes da minha vida. Lembro-me que, antes de casar, eu costumava dizer: ‘Nunca vou levar meus filhos a um filme da Disney’. Essa é a declaração de um ignorante que ainda não teve filhos, porque, se você tem filhos, essa é uma das coisas que vai fazer” (risos).”









Ah, ele faz a apologia da burrice e do politicamente correto, sim.
Spike Lee critica irmãos Coen e Clint Eastwood em Cannes
CANNES (Hollywood Reporter) - Spike Lee está em Cannes para divulgar um novo filme, mas não resistiu à tentação de lançar algumas farpas contra alguns outros cineastas, incluindo Clint Eastwood e os irmãos Joel e Ethan Coen.
Falando sobre seu drama “Miracle at St. Anna”, sobre a 2ª Guerra Mundial, Lee disse que, diferentemente dos Coen, ele retrata a morte de maneira respeitosa.
“Sempre trato a vida e a morte com respeito, mas a maioria das pessoas não faz isso”, disse Lee em coletiva de imprensa na terça-feira.
“Veja bem, eu gosto muito dos irmãos Coen. Todos nós estudamos na NYU. Mas eles tratam a vida como piada. Rarárá! Uma piada. É mais ou menos ”veja como mataram aquele sujeito! Veja como o sangue esguicha da cabeça dele!” Eu vejo as coisas de outra maneira.”
Falando sobre a escolha do elenco de seu filme, a história de quatro soldados americanos negros na Toscana, Spike Lee disse que os atores negros aparecem muito pouco em filmes de guerra.
“Clint Eastwood fez dois filmes sobre Iwo Jima que, juntos, têm mais de quatro horas, e não há um único ator negro na tela”, disse ele. “Se vocês, jornalistas, tivessem coragem, perguntariam a ele o porquê. Não sei porque ele fez isso — foi a visão dele, não a minha. Mas sei que sua atenção foi chamada para isso e que ele poderia ter mudado. Não é como se ele não soubesse.”
Spike Lee disse que “St. Anna” está nas etapas finais de pós-produção e que provavelmente chegará aos cinemas em 10 de outubro, exatamente um ano após o início das filmagens. Ele falou que o filme provavelmente fará sua estréia um mês antes num festival de cinema, ou o de Veneza ou o de Toronto.
O cineasta também declarou na terça-feira que está começando a trabalhar num documentário sobre o jogador de basquete Michael Jordan e que o filme tem lançamento previsto para o início de 2009. Spike Lee e Michael Jordan estrelaram uma série de anúncios da Nike no final dos anos 1980 e início da década de 1990.
Lixo!
Por que você censura todos os meus comentários em seu blog?
Mas O Verão de Sam é um grande filme! Melhor do que qualquer coisa que vai sair da boca do Mano Brown.
Ah, Akhenathon, eu não estou com sua paciência. E digo:
REVOLTAIRE,PACÓVIO CHATO, VAI APRENDER A ESCREVER OU,SE NÃO LHE FOR POSSÍVEL, VAI PASTAR, PENTEAR MACACO, CATAR COQUINHO, LAMBER SABÃO…, MAS, TENHA COMPAIXÃO,NÃO ENCHE!
RASPA DAQUI, PERALVILHO!
(Hume, é? pois sim, vai pra sua pocilga seu racista!)
Esltir
Esse Cúspari já começou à virar a boca para cima !
Spike Lee poder ser chamado de qualquer coisa menos de burro. Ele vivia execrando o “sistema” mas entrou e ascendeu dentro dele. Hoje, cobra uma pequena fortuna só para dar uma entrevista! Dá pinta de rebelde mas, no fundo, é mais conservador que Spielberg. Nada como o vil metal tilintando no bôlso para demover opiniões firmemente arraigadas. E viva o tal do “sistema”!
Mas Não!
Aqui quanto mais burrice, ignorância, brutalidade, e falta de perspectiva, mais os ricos vão poder cantar nossa desgraça em seus apês em Paris.
Mano Rei, se nos estudemo e comecemo a pensa, quem vai eleje os politicu du PT? E um pograma bao como o borsa famia acaba. Deche nos vive como o Lula gosta.
Reinaldo, não lembro a edição (muito antiga) mas nas páginas amarelas da veja um intelectual africano (negro) dizia para a ONU parar de ajudar a África. Entende ele que o assistencialismo não combate a pobreza e que tal ajuda mantém os tiranos no poder. Vale a pena resgatar e comentar aquela matéria. Forte abraço.
(R)
Grande Spike Lee, pobre Mano Brown
Reinaldo,
Parece que o Mano Marron é mesmo ídolo dos petistas. Veja este trecho de artigo do Estadão sobre o que aconteceu no 3º congresso do PT, publicado em 31.08.07:
“Suplicy também declamou um trecho do rap “O Homem Na Estrada”, dos Racionais MCs. Ao cantar o refrão de “Blow In The Wind”, o senador pediu que todos o aompanhassem. “Ele conseguiu levantar a militância petista”, disse um dos participantes do congresso.”
E parece que não levantaram pra ir em boa hora não. Que gosto esquisito desse povo, né?
Mano Brown na música e Bruna surfistinha na literatura, ambos paparicados pela “intelectualidade” brasileira. Tem gente que acredita no futuro desta nação.
(R)
Reinaldo,
Como bem já disse acima um leitor seu, até os burros deles são menos burros que os nossos. Esse é o meu Brasil!
O elogio da estupidez no Brasil raia o absurdo.
L.
Ao incansável patrulhador “revoltaire davidhumistyeyes” (3:27):
1. Se Spike Lee não pode ser chamado de “negro americano”, qual a denominação correta a ser aplicada?
2. Aponte no citado post trechos que denunciariam o suposto racismo do blogueiro. Por favor, enumere-os, com clareza.
Aguardo sua resposta. Obrigado.
Realmente, José Neumanne estava sozinho nesse debate.
Qualquer indireta e os “manos” ali sentados iriam pra cima dele.
Não dá pra debater nada desse jeito.
Ele não é fã do Lula.O Lula gaba-se de não ter estudado,portanto,é coisa de petralha.
bem, Spike é graduado
pela NYU.
já o Mano..como nosso
presidente, acha que
é um mérito não ter
estudado e orgulham-se disso.
pois nao é Reinaldo?? essa coisa de aprisionar-se em referentes africanos estando nos estado s unidos ou no Brasil é apenas anacrônico…..me cansa ver o Carlinhos Brown, ele tambem, dizendo que os blocos de carnaval sao tambe uma forma de descriminacao…..e dancando lambaa apenas..alias, impondo a lambada para ummercado que o enriquece…cercear o gosto musical e a estética eh tambem uma forma de “dominaca” destes caras, travestidas de “libertacao”…A “patrulha” estetica eh “dominacao”,sim senhor…
Cada povo tem o Mano Brown que merece.
O “Oreo”, no caso, é um biscoito de chocolate recheado com baunilha. O ancestral do Negresco. Preto+Branco.
O “negro americano” é um dos maiores cineastas “daquele país”.
O Brasil não é um país racista, como não era a África do Sul, diziam que era uma coisa natural, que os negros não queriam direitos e que haviam sido os brancos os responsáveis pelo desenvolvimento e civilidade que se via nas vizinhanças brancas.
Não sabiam nem esconder seu racismo patente, como não sabe este blogueiro que não sabe escrever e repete verbos e conjunções e, sobretudo, os artigos indefinidos.
Um outro link à entrevista.
No país do “operário-presidente”, você queria o que do Mano Brown? O exemplo de cima está sendo seguido… Ou o lixo que vem de baixo chegou à presidência, ou um pouco dos dois, numa realimentação do sistema…
No país do “operário-presidente”, você queria o quê do Mano Brown? O exemplo de cima está sendo seguido…
Acho que é porque Spyke Lee não vive em uma cultura contaminada por um marxismo rasteiro, como a nossa.
O “sonho americano” tem a ver com trabalho e honestidade. O “jeitinho brasileiro” prega a moleza e a malandragem…
O tão abominado “individualismo americano” forma uma nação com valores mais decentes.
Lula também faz apologia da falta de estudo e leitura.
E se o Lula diz que ele é a pessoa mais ética do Brasil esperar o quê dos “manos”???
Querem fazer de Mano Brown o que ele não é. Na entrevista o cara mandou o recado: “não sou líder”. O cara faz um rap que atinge a galera em cheio. Mas é isso, ponto. É rebelde como o rock. É música , é entrentenimento. Quando sua música começar a levantar multidões, ele vai sentir a pressão e cair fora. Lembra da Legião Urbana de Renato Russo? Depois dos shows do disco “Que país é este?” que teve muita pancadaria em estádios , veio o disco V com “Ainda …Que eu falasse a língua dos anjos…”
Reinaldo,
É isso aí!
Até os burros deles são menos burros que os nossos luminares. “Nóis tá f…!”, diria o Irmão Marrão. Ou: “nós somos 10!”, provavelmente diriam os seus browns noses.
E “Tropa de Elite” não foi escolhido como representante do cinema brasileiro no Oscar 2008. Em seu lugar vai a chatice “O ano em que meus pais saíram de férias”.
“Tropa” não caiu no gosto da esquerda festiva tupiniquim. Quem mandou nadar contra a corrente politicamente correta?
Spike vem de uma sociedade que estimula e enaltece o estudo e a formação academica de base…nos USA ter um diploma é motivo de comemoração e de felicidade. Pra voce ter uma idéia Oprah Winfrey fez um programa onde demonstrou toda sua alegria em ter concluído seu doutorado em Havard…aqui neguinho se glorifica de não ter estudado, ter se tornado presidente e/ou não gostar de ir à escola e ter que colar….
como voce vê é de “cola” em “cola” que se começa a ser desonesto.
NS
Spike Lee é professor das universidades de Columbia e NYU, e nesta ele foi um aluno premiado do mestrado em cinema, no seu primeiro filme.
Spike Lee não é um rapper. Seus filmes têm +rap na trilha sonora, mas também têm Stevie Wonder, outro, aliás, que não dá para chamar de primitivo.
A semelhança entre Spike Lee e Mano Brown, enfim, é a cor, nem mesmo aquela cor como propriedade física (compare fotos da ambos para ver), mas aquela outra cor, a cor que aparece em Vidas Secas, para alguns de triste memória, mais um eco da percepção influenciada por aquilo que faz alguém não ver nada no rap, ou mesmo em Stevie Wonder.
Aquela parte do não quero ler e escrever o PT esta mudando, criando faculdade exclusiva ao MST
Nao comentarei as brownzadas e as spikyadas, somente a parte que fala dos filhos. Olha, se tem uma coisa que me fez morder a lingua foram meus filhos. Coisas que eu disse que nunca faria e já fiz e outras que disse que faria e não fiz (nem sei se farei). Filhos são um teste para saber se entramos ou não no céu. Muda a perspectiva da vida. Além de ser, como disse o poeta Gerardo Mello Mourão numa bela frase, a prefiguração da ressurreição da carne…