30/11/2011
às 5:49Senadores aprovam uma inconstitucionalidade: diploma obrigatório para jornalista! Saibam: para ser ministro do Supremo, não é preciso nem mesmo ter curso superior!!!
É o fim da picada!
O Senado aprovou, em primeira votação, por 65 votos a 7 — não vi a lista, mas deve haver gente da oposição no meio —, uma Proposta de Emenda Constitucional de José Carlos Valadares (PSB-SE) que reinstitui a obrigatoriedade do diploma de jornalista, que havia sido imposta em 1969, durante a ditadura militar. Ainda haverá uma segunda votação, mas todo mundo já sabe o resultado. O texto segue depois para a Câmara, onde também será votado duas vezes. Duvido que seja rejeitado. O caso certamente acabará no Supremo.
Há nisso tudo uma suposição estúpida, uma doce ilusão dos políticos, que é alimentada pelo subjornalismo de aluguel, que orbita hoje em torno do Planalto e dos Josés Dirceus da vida. Ilusão idêntica tinha a ditadura. Explico direitinho depois. Vamos primeiro à questão em si.
No dia 17 de junho de 2009, num julgamento relatado pelo ministro Gilmar Mendes, a obrigatoriedade foi derrubada. Seguiram o voto do relator os ministros Ricardo Lewandowski, Carmem Lúcia, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello. O único a se posicionar a favor da obrigatoriedade foi Marco Aurélio Mello. Menezes Direito, já morto, então ministro, e Joaquim Barbosa não votaram.
Pois bem: qual foi a essência do voto de Mendes? A obrigatoriedade feria o direito à livre manifestação de idéias, o que é evidente, afrontando cláusula pétrea da Constituição. E assim entendeu a maiorias. Pois bem: dos oito que votaram contra a obrigatoriedade, dois deixaram o tribunal. Não há razão, em tese ao menos, para que os outros seis tenham mudado de idéia. O número basta para derrubar de novo essa excrescência. Acredito que Dias Toffoli, que substituiu Menezes Direito — dada a trajetória no tribunal até aqui e considerando um voto exemplar que deu hoje (ver post daqui a pouco) em favor da liberdade de expressão —, tende a votar contra a obrigatoriedade. Não tenho idéia do que fariam Joaquim Barbosa e Luiz Fux, uma caixinha de surpresas. Esse ministro, por exemplo, deu um voto sobre o Ficha Limpa e, logo depois, diante da reação negativa, anunciou que até poderia mudar de idéia… Lewandowski fez algo parecido: de crítico contundente do Ficha Limpa, passou a defensor contundente. Tudo esquisito. Rosa Maria Weber, a nova indicada para o tribunal, vem da Justiça do Trabalho, origem de Marco Aurélio, único a defender a obrigatoriedade.
Em tese - EM TESE! - há pelo menos sete possíveis votos contra o retrocesso.
Ilusão
A ditadura militar tinha a ilusão de que, ao exigir diploma para o exercício da profissão, haveria uma diminuição de esquerdistas nas redações. Ilusão mesmo! O esquerdismo é um vírus que não se combate com decisões cartoriais — nem com paramilitares, claro! Bastaram alguns anos para que as faculdades de jornalismo se transformassem em verdadeiras madraçais do esquerdismo. O decreto da ditadura que buscava “limpar” as redações passou a ser defendido com unhas, dentes e nada de cérebro pelas entidades sindicais ligadas aos jornalistas. Falam em nome do cartório. Em tese ao menos, jornalistas com diploma são mais suscetíveis à sindicalização. Entenderam? A ditadura queria o diploma porque apostava que, assim, teria um maior controle ideológico da profissão. A esquerdalha sindical quer o diploma pelos mesmos motivos, só que, agora, com sinal invertido. Como de hábito, autoritários de um lado e de outro são essencialmente iguais, ainda que queiram coisas diferentes.
Os políticos entram nessa porque têm medo das entidades sindicais de jornalistas. Acreditam na influência da categoria, o que é besteira. Alô, senhores senadores e deputados, se vocês acham que, com diploma obrigatório, a vida de vocês pode ficar mais fácil, podem tirar o cavalo da chuva! Nada vai mudar!
A única coisa que vocês estão fazendo é fortalecer as faculdades-cartório e os aparelhos sindicais, que têm dado, diga-se, provas reiteradas de decência… O STF derrubou a obrigatoriedade do diploma, mas, evidentemente, não proibiu que diplomados trabalhem. Sem a imposição, uma faculdade de jornalismo organiza-se para ser realmente competente e para formar profissionais competitivos. Com ela, qualquer porcaria serve!
Questão pessoal
Os bobalhões não se animem. Não falo em proveito próprio. Tenho diploma, registro do Ministério do Trabalho, essas coisas todas. Ainda que não tivesse, a PEC não tiraria o direito ao trabalho de quem já exercia a profissão antes de sua provável aprovação. De todo modo, creio que será inútil. Se os seis que votaram contra a obrigatoriedade e continuam no Supremo ainda não enlouqueceram, a imposição inconstitucional cai de novo! Toffoli me parece, por coerência, um voto certo contra essa tolice. E sempre há a possibilidade de Barbosa, Fux e, agora, Rosa Maria Weber fazerem a coisa certa!
Finalmente
Para ser ministro do Supremo, diga-se, há apenas três exigências, conforme o Artigo 101 da Constituição:
Art. 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada.
Como se vê, o indicado não precisa ser advogado. Aliás, não se exige na Constituição nem mesmo curso superior. Eu queria saber por que há de se constitucionalizar a exigência do diploma para jornalista.
Pode-se indagar: “Mas como ter notório saber jurídico sem ser advogado?” É difícil, eu sei. Mas não é exigência constitucional, eis o ponto. “Ora, como ter notório saber jornalístico sem ser formado em jornalismo?” Perguntem a Paulo Francis, Nelson Rodrigues, Otto Lara Resende, entre outros. Há diplomados que são profissionais de primeiro time? Claro que sim!
Vale dizer: não é o diploma de jornalismo que é irrelevante. Ninguém é contra ele. É a obrigatoriedade que afronta a democracia e os fatos.



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57 Comentários
joadir da silva
-06/02/2012 às 16:50
opinião com revisão:
Simples o meu comentário!
Ter a liberdade de formar opiniões e etc., em face de constitucionalidade democrática é extremamente diferente de escrever matérias e fazer comentários de forma lógica que para mim só se aprende nas universidades.
O diploma deve garantir a capacidade de formar opiniões lógicas e seguindo regras do mercado e não abrir e fechar simplesmente a boca como fazem todas as pessoas. Ser jornalista é aprender regras e não simplesmente participar em conversa ou tecer opiniões.
Uma coisa é ter bons conhecimentos jurídicos para ser um ministro e outra atingir o limite para advogar, que só o diploma e a OAB pode lhe garantir isso. Talvez tenha sido por conta disso que a maioria não enxergou a necessidade de diploma e está explicado. Como o advogar, assim pelo menos devia ser o diploma de jornalista o capacitar para a sua participação no mundo cotidiano onde ja se encontra os analfabetos e também os loucos que também podem abrir e fechar suas bocas produzindo tolices. Nas empresas de comunicação não há espaços parta isso. Se para ser ministro não há essa necessidade diplomática, que não reflita para a função que enxerga o profissional de jornalismo. E tenho certeza que seja qual for o ministro que se posicionou contra o diploma se tivesse uma emissora de TV ou de radio etc. não contrataria alguém pelo simples abrir e fechar sua boca como fazem todo mundo pelo simples amparo a constituição. Ninguém queria arriscar a ter prejuízo seja econômico, seja socialmente em um mundo cada vez mais competitivo.
joadir da silva
-06/02/2012 às 16:35
simples o meu comentário!
ter a liberdade de formar opiniões e etc, face a constitucionalidade democrática é extremamente diferente de escrever matérias e fazer comentarios de forma lógica que para mim só se aprende nas universidades.
O diploma deve garantir a capacidade de formar opiniões lógica e seguindo regras do mercado e não abrir e fechar simplesmente a boca como fazem todas as pessoas. Ser jornalista é aprender regras e não simplesmente participar em coversa ou tecer opiniões.
Um coisa é ter bons conhecimentos juridicos para ser um ministro e outra atingir o limite para advogar, que só o diploma e a OAB pode lhe garantir isso. Talvez tenha sido por conta disso qua a maioria não exergou a necessidade de diploma e está explicado.Como o advogar, assim pelo menos devia ser o diploma de jornalista o capacitar para a sua participaçao no mundo cotidiano onde ja se encontra os analfabetos e também os loucos que também podem abrir e fechar suas bocas produzindo tolices. Nas empresas de comunicação não há espaços parta isso. Se para ser ministro não há essa necessidade diplomatica, que não reflita para a função que exerge o profissional de jornalismo. E tenho certeza que seja qual for o ministro que se posicionou contra o diploma se tivesse uma emissora de TV ou de radio etc não contrataria alguem pelo simples abrir e fechar sua boca como fazem todo mundo pelo simples amparo a constituição. Ninguem queria arriscar a ter prejuizo seja economico, seja socialmente em um mundo cada vez mais competitivo.
Edney
-19/01/2012 às 9:59
RSRSRS Vocês reclamam por que já pagaram a profissão, garanto que se não tivessem feito e adorassem o mesmo vocês não estarião ai falando tanto. Muita gente la fora não tem condições de pagar uma faculdade e por isso da direção de suas idéias a entender que vocês estão subjugando a humilhante ilusão a essas pessoas
Clécio Dias
-06/12/2011 às 11:59
Jorge Silva, o economista será apenas a fonte quando o assunto estiver relacionado a economia. Nem o cara formado em letras e nem o formado em economia estão capacitados para aexercer a função do jornalista. Cada macaco no seu galho.
Clécio Dias
-06/12/2011 às 11:50
Lógico que deve ser obrigatório. A pessoa passa 4 anos na faculdade e vocês chegam querendo “rasgar” nosso esforço?
Augusto
-02/12/2011 às 10:07
Só um tolo não enxerga. O Brasil é uma ditadura há muito tempo.
Claudionor
-02/12/2011 às 2:23
Não vai mudar nada, os jornalistas que querem exercer a profissão vão ter de ir estudar um pouco antes, nada mais.
Célio Luquini
-01/12/2011 às 17:22
Para ser um profissional competente com curso superior, exige-se o diploma. Por quê o jornalista não precisa apresentar este diploma? Estou lendo uma manchete de um jornal, que diz o seguinte: “dois dentistas falsos foram presos”. Foi ótimo o Senado aprovar esta lei. Agora vai acabar com uns falsos jornalistas da imprensa marrom.
Jorge Silva
-01/12/2011 às 11:57
Reinaldo, sem desmerecer quem estudou jornalismo, eu acredito que uma pessoa com formação em Economia tem tanta ou até mais capacidade de escrever num caderno de economia do que um jornalista. Uma pessoa formada em Letras tem tanta ou até mais capacidade de escrever sobre literatura que um jornalista. Isso acontece lá fora, nos EUA, na Grã-Bretanha, quem escreve pra The Economist, Wall Street Journal, etc. não são exclusivamente jornalistas. As faculdades de jornalismo no Brasil são sim verdadeiros madraçais da esquerda e extrema esquerda onde são os alunos são doutrinados.
santanowiski
-01/12/2011 às 5:52
Na linha de raciocínio (se é que são capazes de) dos nossos senadores, por que não exigir diploma para publicar poesia e prosa?
marias
-01/12/2011 às 5:04
Com diploma ou sem diploma, os medíocres serão sempre medíocres.
LIMA
-01/12/2011 às 4:49
REINALDO
A CANALHA ESQUERDISTA NÃO VÊ A HORA DE CALAR A IMPRENSA LIVRE DO PAIS. É O METODO DO SINDICALISTA ANALFABETO E SUA GANGUE LUTAR CONTRA A DEMOCRACIA. HERANÇA MALDITA DOS PETRALHAS, PROTETORES DE GUERRILHEIROS E CRIMINOSOS.
Anônimo
-01/12/2011 às 4:24
É o Congresso Venezuelano do Brasil. Até parece que eles não têm o que fazer.
Jorge Roriz
-01/12/2011 às 3:44
Sempre admiro seus comentários mas discordo totalmente de sua opinião,com relação a não exigência do diploma O diploma de jornalista sempre foi exigido desde 1969 até 2007. Durante o período da exigência, ninguém deixou de escrever em jornais ( mesmo não sendo jornalista), como colaborador. A exigência de uma qualificação profissional para exercer tão nobre profissão é essencial.E como vc mesmo escreveu a lei não vai retirar das redações os que já exercem a profissão e que não possuem o diploma. Toda profissão precisa de requesitos mínimos de preparo e conhecimento para exercer. Claro que frequentar a faculdade não é garantia de que o formado será um bom profissional. Não exigir o diploma é desvalorizar a profissão. Qualquer analfabeto pode ser jornalista? Mentir, caluniar, divulgar notícias falsas? Causar danos morais?Se o sujeito frequentando uma faculdade já não temos garantia de que ele será um bom profissional, imagine sem a obrigação de estudar.
SOCORRO URGENTE
-01/12/2011 às 2:44
TIO REY, URGENTE- Tem pior- O PT segue esquema de Chavez e tambem vai implantar chip em carteira de identidade para controlar todos os brasileiros e a oposição está alheia e calada. Vao ter todo o controle das nossas vidas inclusive que partido politico apoiamos, TUDOOOO… Por favor comente a respeito…
Luiz Barbosa
-01/12/2011 às 2:41
Reinaldo,
Realmente se trata de uma bobagem. E pior: a questao nao voltara a ser debatida no Supremo, pois as decisoes do STF nao vinculam o poder legislativo, mas tao somente o executivo e o judiciario. Sendo assim, o congresso pode, embora nao devesse, aprovar uma emenda a constituicao com o mesmo conteudo de uma lei declarada inconstitucional pelo Supremo, sem que isso se configure um desrespeito a decisao do Tribunal.
Tadse
-01/12/2011 às 2:29
Para escrever em jornal seria necessário ter o diploma de jornalista? Então, a maior parte dos que escrevem em jornal ficaria de fora. Seria como exigir um diploma de letras para poder escrever livro, o diploma de ciências políticas para exercer a profissão de político, e assim para qualquer profissão. É típico de uma mentalidade cartorial e burocrática das relações sócio-econômicas.
LAMPIAO do NORTE
-01/12/2011 às 2:29
CONHECO JUIZ QUE SE APOSENTOU COM 48, SOPA NO MEL… QI NO BRASIL MARAVILHA FAZ COISA QUE ATE DEUS DUVIDA E O DIABO COMEMORA….
JB
-01/12/2011 às 1:55
Off topic, Rei, mas veja isto:
.
…”a Itália vive um ‘verdadeiro alarme bancário’, pois ‘já não circula mais dinheiro’.”
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/11/para-presidente-da-bolsa-italia-sofre-verdadeiro-alarme-bancario.html
João
-01/12/2011 às 1:54
Também sou jornalista, formado em jornalismo, trabalho no ramo antes mesmo de ser formado e lembro que o diploma em jornalismo é obrigatório em países como Cuba e Arábia Saudita (o mais democrático deles é a Croácia…), mas não nos EUA, no Japão ou na França.
A alegação de muitos colegas, de que a formação na faculdade específica seria fundamental, é uma mentira.
Em mais de dez anos de profissão, tive colegas e (ótimos) chefes não formados em jornalismo. A rigor, tive péssimos chefes formados em jornalismo, mas nenhum chefe ruim formado em letras ou em história.
Outra falácia é a de que “os patrões” são contra o diploma para pagarem salários menores. Outra mentira. A Folha de S. Paulo não exige diploma em jornalismo; o Povo do Rio, sim. Desnecessário dizer qual deles paga melhor. Além disso, os ganhos de jornalistas já são, em geral, mais baixos do que de advogados, por exemplo, mas muita gente se forma em direito e passa na OAB, mas trabalha como jornalista - e, logicamente, não faria isso se não fosse para ficar na parte mais alta dos salários; para isso, continuaria no direito.
Quanto ao objetivo sindical, é mesmo por aí. Ao mesmo tempo em que tecem loas aos próprios diplomas (de faculdades fracas, onde não se aprende a apurar uma notícia, por exemplo), os coleguinhas querem que o sindicato os “proteja” da concorrência de pessoas com outra formação e oferecem agradecimento eterno em troca. Se suas formações em jornalismo fossem tão essenciais, como alegem, não teriam o que temer. Temem porque sabem, embora não assumam, que suas alegaçõe são falsas.
Em nome de uma suposta segurança de terem emprego, abrem mão da liberdade de expressão no Brasil. Como dizia Benjamim Franklin,“quem abre mão da liberdade, em nome de alguma segurança, não merece nem uma nem outra”.
Se for estabelecida obrigatoriedade de diploma em jornalismo para exercer a profissão no Brasil, no dia seguinte fundo um jornal ilegal - com jornalistas sem diploma específico, mas de verdade.
Maria Rita
-01/12/2011 às 1:45
O Governo, o Congresso,o Judiciário: morrem de medo dos jornalistas!
Milena Popovic
-01/12/2011 às 1:39
Reinaldo, eu vou dar uma de advogada do diabo, aqui: por que algumas profissões, realmente, exigem o diploma (exemplo, engenharia, medicina), e outras não?
A minha curiosidade ainda me mata…
LAMPIAO do NORTE
-01/12/2011 às 1:26
Rabo preso Reinaldo… Queria Eu que Jefferson Peres vivo fosse…. Bando de cabra safado fantasiados de Senadores da Republica Federativa do Brasil, e sabe de quem e’ a culpa???? Dos Eleitores que os puseram la…. ” REFORMA ELEITORAL JA’” Vote Distrital e ” LIBERALISMO SOCIAL URGENTE”
Eduardo Jorge
-01/12/2011 às 1:21
Reinaldo,
Sua argumentação levanta vários pontos. Mas quero questionar apenas um, aquele sobre a “Ilusão”, por causa de uma já antiga suspeita (se quiser, pode chamar de paranoia): segundo você, é a “esquerdalha sindical” quem quer o diploma. Vá lá, que seja. Mas suspeito que a “esquerdalha” cmo um todo, é, sim, contra a obrigatoriedade.
E explico a “paranoia”: a questão do diploma, que teve início em 2001 - época em que a agenda cumpanhêra já previa (e ainda prevê) ferramentas para se contrapor à “mídia hegemônica”, que é como eles chamam a grande imprensa. Ou, resumindo a ópera: criar mecanismos de formação de opinião que eram (e são) mais ou menos declaradamente partidários ou, pelo menos, “de esquerda”. E, com efeito, eles surgiram.
Até aí, problema nenhum. Entendo que esquerda, direita, em cima, embaixo (…) têm direito à livre expressão em veículos jornalísticos e “jornalísticos”. Ok, bacana.
Mas na remota hipótese de você não haver lido ou não se lembrar de alguma dessas peças cumpanhêras, cito a característica que aqui importa: é sempre um veículo com um ou dois jornalistas “de esquerda” consagrados, dois ou três repórteres carregando o piano e sabe-se lá quantos outros militantes a expor todas as suas opiniões e saderes - perdão, saberes. Mas peraí: como dar espaço e visibilidade para todos esses sociólogos, antropólogos, cientistas sociais (na melhor das hipóteses) e outros tantos líderes sindicais, ongueiros, etc, enfim, cumpanheiros engajados, que entendem muito de plenárias e pouco de jornalismo?
Um exemplo, prosaico mas significativo: outro dia caiu-me às mãos uma revista “jornalística” dessa… ah, digamos, linha. Fui no expediente e encontro um conselho editorial com miseravelmente 30 nomes. Havia um único jornalista “responsável”, um muito velho coleguinha que, a considerar a lenda, até hoje ainda espera a chegada das últimas ordens de Moscou. Ous outros 29 (estimativa) eram líderes sindicais, membros do PT, ongueiros etc etc etc.
Repito: nada tenho contra a revista e menos ainda contra o direito de seus integrantes se manifestarem livremente. Mas daí a considerá-la jornalística, no bom sentido da palavra (sim, eu acho que há vários bons sentidos para essa palavra), vai uma grande distância.
Mas, ao problema dos cumpanhêro: fazer inúmeros veículos para combater a “mídia hegemônica” sem contar com inúmeros jornalistas notadamente fiéis à… ah, “esquerda”, militantes, partidários. Como não existissem em número suficiente para conduzir os veículos (sim, há milhares de simpatizantes e auto-declarados, mas o número de partidários confiáveis é infinitamente menor), chegou-se à solução genial: ao invés de transformar os jornalistas em militantes, vamos transformar os militantes em jornalistas.
Como? Será preciso fazer outra faculdade? Ou, ainda, fazer uma faculdade? Ou, ainda, será necessário ler um livro inteiro? Ora, claro que não: basta suspender a obrigatoriedade do diploma.
Há também outra vantagem, que é ampliar, com isso, a possibilidade de inserir não apenas simpatizantes, mas (e principalmente) leais cumpanhêros não jornalistas nas redações do “inimigo” - muitos já são colunistas, por que não repórteres ou editores? Afinal, para ser colunista não é preciso ter diploma. Para ser repórter ou editor, sim (ressalvados às exceções, que não detalho para não alongar ainda mais a mensagem).
Ainda tem outra: estamos aqui falando de um mundo muito visível mas restrito - que são as redações dos grandes veículos, sediadas em cinco ou seis grandes cidades. Mas não podemos esquecer os cinco mil e tantos municípios brasileiros e o manjado cenário onde convivem os famosos dois jornaizinhos ou duas emissoras de rádio, sendo uma amparada pela prefeitura local e outra pelo empresário da comunicação da cidade - disposto a abrir espaços para “investimentos” de qualquer origem política. “Investimentos” acompanhados da tradicional intervenção na linha editorial e na inserção de novos profissionais (diplomados ou não) em substituição aos antigos (diplomados ou não). Aliás, esta semana informou-me um cumpanhêro que uma das estratégias partidárias futuras prevê o redirecinamento de investimentos para esta “pequena” imprensa - que, por estar no Brasil inteiro, não é tão pequena assim.
Com ou sem obrigatoriedade, diplomados e não diplomados sempre habitaram as redações do país. E até onde me é dado saber, ninguém teve a palavra cassada ou foi demitido por ter ou não ter diploma. No jornalismo opinativo, a questão é mais óbvia: há incontáveis colunistas que diariamente falam “o que querem”. E ninguém nunca perguntou em qual faculdade eles se formaram (o que, de resto, nem seria preciso). Então, em quê a não-obrigatoriedade alterou a composição das redações? E agora, com o retorno da obrigatoriedade, o que muda? Respostas: nada e nada. Nestes termos, a questão do diploma parece ter uma única serventia - que é derrubar as portas das redações a quem estiver interessado em entrar. Ou seja, jornalistas (procurando seu ambiente natural) e militantes (procurando reforçar essa antiga trincheira).
A maior vaia contra a tal liminar, que deu origem à questão, pode, sim, ter vindo dos sindicatos, ok, tá certo. Mas houve muito mais numerosos aplausos, embora discretos, à esquerda do palco.
Enfim: suspeito que, mais que uma questão corporativa, há também uma questão de estratégia política na origem e de permeio nessa questão do diploma. Estarei devaneando? Nos últimos anos, ao contabilizar todos os esforços para domesticar a imprensa e os jornalistas; ao lembrar dos malabarismos de discurso para limitar o livre exercício de expressão; ao recordar as tentativas de legitimação, através de conselhos, “manifestos”, “congressos” etc, de uma suposta “voz” da opinião pública que pede controle à liberdade de imprensa… Sei não, acho que a questão do diploma tem algo a ver com isso. É paranoia minha ou essa teoria da conspiração faz algum sentido? Um abraço.
Eduardo Jorge - jornalista
Titônio
-01/12/2011 às 1:17
Enquanto isso veja o que mais os petralhas estão fazendo e a oposição continua calada. A imprensa alugada também não mostra o perigo do que anda em curso em nosso país.
http://aluizioamorim.blogspot.com/2011/11/pt-segue-esquema-de-chavez-e-tambem-vai.html
Marcos Daniel
-01/12/2011 às 1:14
É um absurdo estratosférico. O pior é ver senadores aprovando uma emenda constitucional dessa gravidade e nocividade sem ter o mais remoto conhecimento de causa.
Bia Carvalho
-01/12/2011 às 0:34
De novo esse blablabla…??? Senado anda ocioso heim…
BRASILEIRO DE LUTO
-01/12/2011 às 0:26
ESSA NÃO É FÁCIL…. Reinaldo, nãoe stou discordando, nem aprovando… fiquei embabacado, asssim, me ajude.
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1) jornalismo é profissão?
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2) Para se execer uma profissão devemos estar habilitado?
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3) O que habilita o execício de uma profissão?
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você cita o Supremo, eu a presidência, ministros, governandores, rpefeitos,deputados, senadores, qualquer um pooooode.
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isso confunde a minha cabeça….. há profissões que tem de haver o diploma legal, outras……
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DEIXO PARA VOCÊ, eu fico defora.
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Marcos Daniel
-01/12/2011 às 0:25
Perfeito, Reinaldo, mas observo que o formado em direito é apenas bacharel. Advogado só se aprovado no exame da OAB.
André
-01/12/2011 às 0:21
Tio Rei,acabo de ver no Jornal da Globo voto de um Minisistro relator do supremo.No voto o ministro cujo o nome já me escapa faz uma grande defesa do indivíduo contra o apetite regulatório do Leviatã.O voto era sobre a classificação indicativa de programas de TV.Confesso ter ficado emocionado,não sabia que ainda existia no meio estatal brasileiro esse tipo de gente
guilherme
-01/12/2011 às 0:11
Só por curiosidade, entre 1893 e 1894, Cândido Barata Ribeiro, um médico, exerceu o cargo de ministro do STF…
flausino rubiloca
-01/12/2011 às 0:09
“O Senado aprovou, em primeira votação, por 65 votos a 7 — não vi a lista, mas deve haver gente da oposição no meio[...] ”
65 votos a 7 E DEVE TER OPOSIÇÃO NO MEIO? REPILO TAL AFIRMATIVA .
Luciano
-01/12/2011 às 0:06
Veja só Reinaldo, dias atrás regulamentaram a profissão de… CATADOR DE PAPEL!!! Exigem que os coitados se registrem no ministério do trabalho e apresentem RG, CPF e certificado de reservista, quando muitos deles não tem nem mesmo a certidão de nascimento… Essa questão da regulamentação profissional realmente virou uma praga no Brasil; a regulamentação deveria ser restrita a um número pequeno de profissões, cujo exercício represente risco para a vida humana e a sociedade, tal como a área de saúde e algumas áreas da engenharia. Acho que esse é o espírito do artigo da constituição de 88 que trata a respeito. O resto é vigarice, pura sacanagem para criar reservas de mercado para um pequeno grupo de espertinhos com canudo na mão. E para quem acha isso boa coisa, quero lembrar que pior do que se qualificar, é requalificar-se profissionalmente. O mundo continua girando, mudando e evoluindo. Surgem novas tecnologias e tendências, enquanto que outras desaparecem. E isso pode ocorrer várias vezes durante o tempo de vida de um ser humano.
Sergio
-01/12/2011 às 0:06
Penso não haver qualquer aberração em tal exigência, haja vista a democratização do ensino superior verificado nos últimos tempos, mormente considerando que para quem é competente será fácil conseguir o tal diploma. É uma profissão de nível superior como qualquer outra, e como tal deve-se buscar o aperfeiçoamento pela via da formação superior adequada. Louvo a iniciativa e torço pela sua aprovação.
Guardião
-01/12/2011 às 0:05
A podridão exala por todos os cantos… só falta jogar terrinha em cima
Meier Ginzel
-01/12/2011 às 0:00
Reinaldo, se Lula depois dessa tua escrita tentar ser Ministro do Supremo, retiro seu blog do meu “Favoritos”.
Dailha
-30/11/2011 às 23:59
Reinaldo no supremo, sei lá depois de completar setenta!! Imagina o notório saber jurídico? Talvez assim deveriam ser escolhidos os Ministros do Supremo…
Aliás Fux é contração de Fiat lux?!
He he
Igo Araujo
-30/11/2011 às 23:52
Por essa lógica, a exigência de diploma pra qualquer profissão não é inconstitucional?
Diploma não é, claro, garantia de bom profissional, ética, técnica, moral ou ideologicamente , mas é um ponto de partida para que os futuros profissionais possam até mesmo ter contato com as teorias da comunicação.
Inconstitucional, acho, seria (ou será) a obrigatoriedade de filiação sindical ou o patrulhamento ideológico. mas estamos sujeitos a eles de qualquer maneira. A base teórica de uma faculdade pode até mesmo ser uma arma contra ele - me permito certa ingenuidade.
Abcs
Raissa Pedra
-30/11/2011 às 23:51
Reinaldo.
Como se aprende lendo os seus textos!
Acabo de comentar da necessidade do registro na OAB,como condição obrigatória para ingresso na carreira de Juiz,já
que é clara a exigência de NOTÓRIO SABER JURÍDICO.Como adquirir esse notório saber se não é advogado militante devidamente registrado na Ordem? Sendo autodidata?Saber teórico? Não há lógica,ou meus neurónios se fundiram?
Anônimo
-30/11/2011 às 23:50
A justiça no Brasil não passa um dia sem que prove o LIXO IMUNDO que é. Os altos cargos deste poder , cada vez mais são ocupados por pessoas incompetentes, ignorantes e equivocadas. É o Brasil descendo a ladeira!
nathaniel
-30/11/2011 às 23:50
Dias toffoli têm notório saber jurídico? Esta ali só por causa do mensalão, O CARA NÃO PASSOU NEM EM CONCURSO PRA JUIZ…. só abraçou a boquinha porque era advogado do dr lulla zelite, como o STF, orgão mor do poder juridico pode ser subordinado ao presidente? Como se justifica ele não sair do rpoprio meio juridico?
.. Alias oFux deve ser signatário do manifesto a favor dos NÃO NORMAIS…
South PArk
-30/11/2011 às 23:46
Para ser ministro da Fazenda tem que ser economista?
andre martins de andrade junior
-30/11/2011 às 23:42
Como decairam os senadores!A cada dia que passa mais sombrio fica este poder que poderia ser grande, motivo de orgulho para o país.Seu presidente sem moral alguma,lidera um Estado que tem sob as mais diversas avaliações os piores índices dentre todos.Sarney tem a maior parcela de culpa nessas decisões.É um homem sem escrúpulos desde seus primeiros anos de ação política.Não vai ser ,agora, decaido nos anos e decadente nas idéias que poderia dar o exemplo de grandeza que é esperado do lider de um Senado!Pobre Brasil da era PT!
anonimo
-30/11/2011 às 23:41
E eu que sempre achei esse tal de supremo coisa especial.
Vivendo e aprendendo.
Diploma para jornalista é fruto de lobby de donos de faculdade.
O mesmo lobby que acabou com a magistratura no ensino médio, a Escola Normal/Magistério.
O ruim pode piorar.
Carlos Reis - USA
-30/11/2011 às 23:38
QUE TAL EXIGIR CURSO SUPERIOR PARA CANDIDATOS A PREFEITO,
DEPUTADOS ESTADUAIS, FEDERAIS, SENADORES, MINISTROS E
PRESIDENTE, JA A PARTIR DAS PROXIMAS ELEICOES???
ISSO E O MINIMO QUE DEVERIA MUDAR NA PROXIMA REFORMA
POLITICA. ALEM DE INCLUIR PRISAO MINIMA DE 7 ANOS EM REGIME FECHADO SE COMPROVADO O ROUBO. E APOS SER SOLTO,
FICAR 16 ANOS INPEDIDO DE SE CANDIDATAR - MUITO SIMPLES -
Betina
-30/11/2011 às 23:33
É o começo da “mordaça” da imprensa livre que denuncia os corruptos e corruptores. Não será surpresa se vier por aí o controle “social” da mídia. E eu achei que já tinha visto de tudo “neztepaíz”. Diante de tanto descalabro me pergunto: cadê aqueles que juram defender a nossa constituição?
CW
-30/11/2011 às 23:32
Reinaldo, se me permite. De Alguém do blog do Augusto!
DESPEDIDA DE NANCY IRIARTE (EX-ESPOSA DE HUGO CHÁVEZ)
Impressionante, muito profunda a despedida precoce de Nancy Iriarte Díaz (sua ex-esposa) a Hugo Chávez; que foi publicada em 9 de agosto de 2011 num dos jornais venezuelanos de maior circulação: o “El Universal”.
Hugo, algumas considerações sobre a tua morte que se aproxima:
Não quero que partas desta vida sem antes nos despedirmos, porque tens feito um mal imenso a muita gente, tens arruinado famílias inteiras, tens obrigado legiões de compatriotas a emigrar para outras terras, tens enlutado um número incontável de lares, aos que achavas que eram teus inimigos os perseguistes sem quartel, os aprisionastes em cubículos indignos até para animais, os insultastes, os humilhastes, os enganastes, não só porque te achavas poderoso, mas também imortal… Porque o fim dos tempos não te alcançaria.
Mas a tua hora chegou, os prazos se esgotaram, o teu contrato chega ao seu fim, teu “ciclo vital” se apaga pouco a pouco e não da melhor maneira; provavelmente morrerás numa cama, rodeado de tua família, assustada, porque vais ter que prestar contas uma vez que das teu último alento, te vás desta vida cheio de angustia e de medo, lá vão estar os padres a quem perseguistes e insultastes, os representantes dessa Igreja que ultrajastes por prazer, claro que te vão dar a extrema unção e os santos óleos, não uma, mas muitas vezes, mas tu e eles sabem que não servirão para nada, mas só para acalmar o pânico a que está presa a tu alma ante o momento que tudo define.
Morres enfermo, padecendo do despejo, das complicações imunológicas, dos terríveis efeitos secundários das curas que prometeram alongar a tua vida, teus órgãos vão se deteriorando, uma a um, tuas faculdades mentais vão perdendo o brilho que as caracterizava, teus líquidos e fluidos são coletados em bolsas plásticas com esse fedor de morte que tanto te repugna.
Diga-me, neste momento, antes que te apliquem uma nova injeção para acalmar as dores insuportáveis de que padeces, vale a pena que me digas que não te possam tirar a dança – ah! – as viagens pelo mundo, os maravilhosos palácios que te receberam, as paradas militares em tua honra, as limusines, os títulos honoríficos, os pisos dos hotéis cinco estrelas, as faustosas cenas de estado…
Diga-me agora que vomitas o mingau de abóbora que as enfermeiras te dão na boca, se era sobre isso que se tratava a vida, pois os brilhos e as lantejoulas já não aprecem nos monitores e máquinas de ressuscitação que te rodeiam, as marchas e os aplausos agora são meros bipes e alarmes dos sensores que regulam teus sinais vitais que se tornam mais débeis.
Podes escutar o povo do teu país lá fora do teu quarto?… Deve ser tua imaginação ou os efeitos da morfina, não estás na tua pátria, estás em outro lado, muito distante, entre gente que não conheces… Sim, estás morrendo em teu próprio exílio, entre um bando de moleques a quem confiou entregar teu próprio país, teus últimos momentos serão passados entre cafetões e vigaristas, entre a tua coorte de aduladores que só te mostram afeto porque lhes davas dinheiro e poder; todos te olham preocupados e com raiva, nunca deixastes que nenhum deles pudesse ter a oportunidade de te suceder; agora os deixas ao desabrigo e teu país à beira de uma guerra civil… Era isso o que querias? Foi essa a tua missão nesta vida?
Esquece-te da quantidade de pobres, agora há mais pobres do que quando chegastes ao poder; esquece-te da justiça e da igualdade quando praticamente lhe entregastes o país a uma força estrangeira que agora teremos de desalojar à força e ao custo de mais vidas.
Tenho a leve impressão que agora sabes que te equivocastes; acreditastes num conto de passagem e te julgastes revolucionário, e por ser revolucionário… imortal; convocastes para o teu lado os mortos, teus heróis, esses fantasmas que também julgavas ter vida, Bolívar, Che Guevara, Fidel, e Marx que nunca conhecestes e que recomendavas a sua leitura… Andar com mortos te levou à magia e aos babalaôs, te metestes a violar sepulturas, e a fazer oferendas a uma coorte de demônios e espíritos maus que agora te acompanham… Sentes a presença deles no quarto? Estão vindo te cobrar, recolher a única coisa que deverias valorizar em tua vida e que tão sinistramente atirastes na obscuridade e no mal, a tua alma.
Bem, me despeço; só queria que soubesses que passarás para a história do teu país como um traidor e um covarde, por não teres retificado tua conduta quando pudestes e te deixastes levar por tua soberba, por teus ideais equivocados, por tua ideologia sinistra renunciando aos valores mais apreciados, a tua liberdade e à liberdade dos outros, e a liberdade nos torna mais humanos.”O socialismo só funciona em dois lugares: no céu, onde não precisam dele, e no inferno onde é a regra dos que sofrem”.
Nancy Iriarte Díaz
Luiz da Silva
-30/11/2011 às 23:30
Reinaldo,
Respeito demais você e sei que você respeita seus leitores. Por esta razão permito-me discordar, pela primeira vez em tantos anos como seu leitor assíduo, de sua posição contra a exigência do diploma de Jornalismo.
Conheço jornalistas que não fizeram o curso e são brilhantes. Conheço outros diplomados que também são.
Mas é necessário reconhecer que a falta de exigência do diploma tem enchido as redações de semi-analfabetos. Basta ver os sites dos jornais para se obter essa comprovação.
Ressalto que não sou esquerdista, sindicalista ou louco. Esta é apenas a minha opinião.
Marcelo Filipov
-30/11/2011 às 23:27
Olá Reinaldo, tudo bem?
Novamente, meus parabéns por mais um excelente texto redigido a respeito da obrigatoriedade do diploma de jornalista para exercer a profissão.
Mais uma vez eu faço também um comentário totalmente alienígena ao texto: você não vai comentar a respeito do vídeo “Tempestade em Copo d’água”? Foi uma resposta muito boa contra o vídeo “Gota d’água”, sem nenhuma estrela global, apenas alunos de engenharia da UNICAMP. Acho que eles merecem uma forcinha sua!
Abraços,
Marcelo Filipov
José Roberto Palmeira
-30/11/2011 às 23:26
Eu fiz faculdade de Jornalismo na Universidade de Mogi das Cruzes. Doce ilusão achar que com um diploma em minha mão conseguiria ao menos concorrer no mercado de trabalho, já inchado. Fico a pensar em máquina do tempo, mas dizem que nunca é tarde para recomeçar.
Parabéns Reinaldo, sem obscurantismo.
Obrigado!
PS: Não estou “puxando sardinha” para ter comentário publicado… rsrs
Para mim você até demorou para falar alguma coisa.
Rogério Brodbeck
-30/11/2011 às 23:21
Rei, sou a favor do diploma. Como está, qualquer pé de chinelo obtém o registro de Jornalista e pronto. Chegará o dia em que todos os diplomas serão rasgados e a picaretagem campeará…
Marcilio
-30/11/2011 às 23:20
Escreveu a palavra mágica: sindicatos
alberto santo andre
-30/11/2011 às 23:19
PORQUE ENTAO NAO EXIGIR DIPLOMA DE ADMINISTRADOR PARA PRESIDENTE ,SEGUIRIA A MESMA LINHA DE RACIOCINIO.
alberto santo andre
-30/11/2011 às 23:16
ENTAO DEVERIAM EXIGIR DIPLOMA DE ADMINISTRADOR PARA PRESIDENTE ,
Wagner Peixoto
-30/11/2011 às 23:16
De modo que, desde o regime militar, exigia-se o diploma, e ninguém nunca se havia insurgido contra isso, Reinaldo?
Em tempo: sou professor, e fico extremamente insatisfeito a saber que um engenheiro está dando aula de matemática, um advogado, de português, etc. Eu, letrado, não me meto a advogar, a construir edificios nem nada disso
CW
-30/11/2011 às 23:13
Reinaldo. Eles só querem que os jornalistas voltem às universidades para aprenderem…Marxismo. Proselitismo simples!