Blog Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo

Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

sobre

Reinaldo Azevedo, jornalista, escreve este blog desde 2006. É autor dos livros “Contra o Consenso” (Barracuda), “O País dos Petralhas I e II”, “Máximas de Um País Mínimo — os três pela Editora Record — e “Objeções de um Rottweiler Amoroso” (Três Estrelas).

SEMINÁRIO NA FOLHA – Patrícia Campos Mello lamenta debate civilizado, sem sangue. Ela queria porradaria!

Pautada para escrever sobre a mesa que debateu jornalismo de opinião, jornalista preferiu falar mal de mim... Mas não resistiu e me chamou de “exuberante”!!!

Por: Reinaldo Azevedo

Participei na sexta-feira passada de um debate na Folha sobre jornalismo de opinião. O mediador foi Bernardo Mello Franco, e os outros debatedores, os jornalistas Josias de Souza e Ricardo Mello, diretor da EBC. O vídeo está aqui.

Patrícia Campos Mello era a apresentadora. Não sabia que ela estava lá também como minha juíza. Abaixo, reproduzo em vermelho o texto que ela escreve na Folha nesta sexta. Suponho que sua pauta era escrever sobre o debate. Ela preferiu escrever sobre mim. Não a culpo. Respondo em azul. A propósito: nem todas as besteiras que dizem a meu respeito merecem resposta. Apenas algumas. Vamos lá.
*
Os colunistas da Folha André Singer, professor da USP e ex-porta-voz da Presidência da República no governo Lula, e Mario Sergio Conti, jornalista, foram convidados para debater com o também colunista Reinaldo Azevedo no Encontro Folha de Jornalismo. Eles declinaram. O professor da USP Vladimir Safatle, colunista da Folha, disse que não poderia participar porque estava viajando.
Bem, é evidente que Patrícia está informando, o que eu não sabia, que esses todos se recusaram a debater comigo. É uma pena! Quando aceitei o convite da Folha, não perguntei quem comporia a mesa. Há pessoas que gostam de debater apenas com pares as divergências do mesmo lado. Sou esquisito e prefiro confrontar divergências.

Não é fácil debater com Reinaldo Azevedo, ponta de lança da nova direita brasileira.
Não é, admito. O que é “nova direita brasileira”? Isso é só uma bobagem da velha esquerda brasileira. Mais: ponta de lança faz supor que exista um exército. Qual é o meu, Patrícia? Eu não tenho um MTST pra chamar de meu.

Ele é agressivo em seus comentários e não deixa o interlocutor falar.
O vídeo está disponível. Avaliem se fui agressivo ou se impedi alguém de expor seu pensamento. Fui um anjo de candura.

Em certas ocasiões, reservou palavras pouco amistosas para Singer (“desonestidade intelectual”) e Safatle (“intelectual que defende o aborto e chama feto de parasita”).
Acusar “desonestidade intelectual” de um debatedor não é ofensa nem agressão. Corresponde a dizer que determinada afirmação está em desacordo ou com os fatos ou com fundamentos que a própria pessoa diz abraçar.
Safatle, com efeito, defende o aborto. Se você clicar aqui, encontrará uma coluna sua na Carta Capital intitulada “Claramente a favor do aborto”. De resto, se ele defende, dizer que o faz não é ofensa.

Na coluna em questão, Safatle escreveu: “Um embrião do tamanho de um grão de feijão, sem autonomia alguma, parasita das funções vitais do corpo que o hospeda e sem a menor atividade cerebral, não pode ser equiparado a um indivíduo dotado de autonomia das suas funções vitais e atividade cerebral.”

Como se vê, chama feto de “parasita” e a grávida de “hospedeira”. Safatle pensa que gravidez é barriga d’água. Mas o que isso tem a ver com o debate, Patrícia? O que escrevi sobre cada um dos convidados em meu blog não fazia parte do evento. Transcrever o que escrevi sobre pessoas que se negaram a debater como parte de sua análise sobre aquele encontro é… desonestidade intelectual!

Qualquer colunista que aceitasse ser o contraponto esquerdista do exuberante Azevedo sabia que teria uma tarefa inglória.
Exuberante? Eu? Ainda volto ao tema. Inglória por quê? Bastava chegar lá e demonstrar que estou errado.

Além disso, hoje em dia, quem se considera de esquerda já sai de casa na defensiva e passa o dia inteiro se explicando. Ainda que não seja petista.
A esquerda não tem de passar o dia se explicando por ser de esquerda. Porque governa um país, segundo os métodos conhecidos, é obrigada a prestar contas por seu alinhamento com o poder. Assim é nas democracias. Não se trata de preconceito, mas de vida democrática.

O ex-militante trotskista e ex-colunista da Folha Ricardo Melo, diretor da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), resolveu encarar o desafio –relevando o fato de ter sido chamado de “gafanhoto [discípulo] do Paulo Henrique Amorim” e “ignorante” no blog de Reinaldo Azevedo na revista “Veja”.
“Encarar o desafio”??? Bem, sugiro de novo que assistam ao vídeo. O embate foi mais bem-humorado do que ranzinza. Ela foi escarafunchar texto meus na Internet, pegar palavras soltas, tirá-las do contexto para justificar a sua tese. O “gafanhoto” em questão, por exemplo, era só uma alusão ao seriado “Kung Fu”. “Ignorante” é particípio presente do verbo ignorar. Eis outra evidência, Patrícia, de desonestidade intelectual. De resto, se Ricardo Mello tivesse julgado as coisas que escrevi incompatíveis com o debate civilizado, ele também teria declinado do convite.

Os tempos e os embates ideológicos mudaram.
Tudo muda. “E não se muda já como soía”. Não é agressão. É Camões.

Em 1968, o escritor americano de esquerda Gore Vidal (1925-2012) duelou com seu nêmesis ideológico William F. Buckley Jr (1925-2008), ícone do conservadorismo norte-americano, em uma série de debates antológicos durante as primárias dos EUA.
“Deixei o corpo ensanguentado de William F. Buckley Jr jazendo no meio do salão da convenção em Chicago”, diz Vidal, em cena do documentário “Best of Enemies” (2015), já disponível na Netflix brasileira.
No Brasil de 2016, a discussão entre Melo, Azevedo e o moderado Josias de Souza, blogueiro do UOL e ex-colunista da Folha, não teve sangue nem xingamentos. Mas tampouco teve profundidade.
Patrícia sentiu falta de sangue? Era isso o que ela queria? Aceito debater com ela, com profundidade. Inclusive a obra de Gore Vidal, também a literatura. Respondo ao que me perguntam. Quem aponta a falta de profundidade tem de ao menos dar as balizas do que entende por profundo. Até esse ponto, Patrícia se limitou a me chamar de agressivo, a pescar aspas do que escrevi sobre os debatedores, como se palavras, isoladas, pudessem reproduzir uma contenda.

ESPELHO
Na mesa “Sai, Dilma/Fica, Dilma – O Que Eu Acho do Jornalismo de Opinião”, o que mais se ouviu no auditório do MIS foram considerações sobre os inúmeros escândalos de corrupção atualmente investigados no país e o viés da imprensa.
Enquanto Buckley e Vidal discutiam as premissas do Estado de bem-estar social, direitos civis, concentração de renda e a necessidade de os Estados Unidos saírem da guerra do Vietnã, em meio a ácidas ofensas pessoais, no Brasil que encolhe 4% ao ano os tópicos eram a antena que a Oi instalou no “sítio frequentado por Lula em Atibaia” e a Brasif pagando salário para Mirian Dutra, ex-amante de Fernando Henrique Cardoso.
Com o devido respeito, Patrícia, a sua síntese é energúmena. Sei que parece agressivo. Não é você que é energúmena, é a sua apreensão daquela realidade. Você, definitivamente, não entende nada de colunismo político.

A antena que a “Oi” instalou no sítio de Lula não é só um antena. Trata-se de uma forma de gestão do estado, moça! Não é um assunto menor. E foi essa forma de gestão que levou o país a uma recessão de 4%.

A propósito: Patrícia me tacha de agressivo, recorrendo a palavras soltas, mas parece exaltar no embate Vidal-Buckley as “ácidas ofensas pessoais”. Sinto tê-la desapontado.

O problema não está nos debatedores que participaram. A conversa foi um espelho fiel da realidade.
A quantidade de escândalos da atualidade é tão avassaladora que não sobra tempo para discutir o país.
Isso é uma bobagem! Não existe uma “discussão sobre o país” fora do país. Por mais que eu discorde de Mello, e discordo; ainda que discorde episodicamente de Josias, e discordo, o que se discutia ali era, sim, o país, ora bolas! O que se discutia ali, como pano de fundo, era que estado se quer, que imprensa se quer, que política se quer.

Patrícia começa mal no campo da polêmica. Cita mal também seus debatedores exemplares. Gore Vidal, que podia ser genial, era capaz de sair de um debate, como fez, e escrever um artigo esculhambando o seu oponente só porque este usava peruca. Não é um exemplo de profundidade. Eu não me importo com o cabelo dos meus oponentes.

Os três jornalistas concordaram que a função última da imprensa é questionar o governo.
Isso está certo.

Mas, para Azevedo, “existe um alinhamento da imprensa mais à esquerda”, e a mídia “é mais generosa, mais tolerante com o PT”. Já para Melo, a imprensa pode ser acusada de tudo, “menos de ser de esquerda”.
Patrícia, por que você começa a oração seguinte com uma conjunção adversativa? O que há de contraditório entre eu achar que a função da imprensa é questionar o governo e afirmar que existe um “alinhamento da imprensa mais à esquerda”?

Mais uma vez, há um espelho da realidade: a Folha, por exemplo, é tachada de petista pelos leitores tucanos, e de integrante do PIG (Partido da Imprensa Golpista) pelos petistas. Ou seja, ao menos desagrada democraticamente.
Outra bobagem. Isso não quer dizer nada. Gosto da Folha, mas não por isso. Já lhe ocorreu que o fato de desagradar a todos não significa que se está necessariamente certo?

Para Josias de Souza, essa não é a questão. “Nós queremos uma imprensa que seja veraz, não de esquerda ou de direita, queremos saber o que é fato e o que não é”, afirmou.
Sim, Josias está certo! É também o que eu quero.

No final, o mediador Bernardo Mello Franco, colunista da Folha, conseguiu levar de volta a discussão para o tema principal da mesa: haverá ou não impeachment da presidente Dilma Rousseff?
Destaco que, quando fui convidado, não me foi dito que seria esse o tema principal. E não acho que tenha sido. Fui chamado para debater jornalismo de opinião. De toda sorte, poderíamos ter debatido só esse assunto. A mesa tinha um mediador e a ele me submeti.

Josias e Azevedo afirmaram que o impeachment se esvaziou do ponto de vista político, mas que há, sim, indícios fortes de crime de responsabilidade.
Não é uma boa síntese da minha opinião. Eu disse, na sexta-feira passada, o seguinte: “As condições hoje para Dilma deixar o mandato são mais fracas do que já foram, mas, sinceramente, não vejo Dilma encerrando o mandato. (…) A gente nem conhece as faces da crise. Dado o retrato de hoje, eu acho que não vai ter impeachment. Mas dado o dinamismo das coisas, eu não vejo a Dilma encerrando o mandato. Eu não vejo que o processo político vá aguentar e acho que, talvez, a solução possa vir via TSE, porque, ali sim, as coisas vão se complicar”.

Sim, a resposta é longa e não é linear. Mas, às vezes, as coisas são longas e não lineares. De resto, eis aí: uma semana depois, João Santana e Mônica Moura se encarregaram de inflamar as ruas e a política. É o tal “dinamismo das coisas”.

“Todo mundo sabia que a política brasileira estava apodrecida, nós chegamos a um estágio em que a podridão apareceu, e é preciso que isso tenha uma consequência”, disse Josias. “Mas é preciso ver se o Tribunal Superior Eleitoral [TSE] terá coragem cívica.”
O TSE tem o poder de cassar o mandato de Dilma e do vice-presidente, Michel Temer, caso se comprove que o dinheiro da corrupção da Petrobras financiou a campanha da eleição de 2014.
Azevedo diz não ver “Dilma encerrando o mandato, considerando o que vem pela frente e considerando o desempenho dela”. “Acho que talvez a solução venha via Tribunal Superior Eleitoral.”
Já Melo acha que falta um “batom na cueca” e apoio político, e que, portanto, não haverá impedimento da presidente Dilma.
Mas vieram da boca do diretor da EBC, a empresa estatal de comunicação, as seguintes palavras: “Vai ser um governo enfraquecido até o final. Não haverá impeachment, mas o governo seguirá aos trancos e barrancos.”
Em vez de dois antípodas altivos em suas opiniões, remetendo novamente a Vidal e Buckley, acabamos com a esquerda em melancólica apatia e a direita em triunfante modo “eu te disse”.
Patrícia achou que me faltou altivez? Que coisa! É a primeira vez que recebo essa crítica. Talvez eu esteja aprendendo alguma coisa e já consiga até fingir… É uma ironia, viu, Patrícia? Não vá tropeçar. E cadê o “eu te disse triunfante” na minha fala?

De resto, as pessoas tendo tamanho para o debate, não me furto a confrontar as minhas ideias com quem quer que seja. Lamento que André Singer, por exemplo, não tenha querido ir. Quando eu tinha revista, eu o convidei para ser colunista. E ele aceitou. Até pedir para sair, se não me engano, porque estava começando seu envolvimento profissional com a pré-campanha de Lula. No tempo em que esteve lá, escreveu o que quis, como quis. E ele sabe disso. Se hoje não aceita debater comigo, o que posso fazer? Não mordo. Sempre sou um rottweiler amoroso com um Singer.

Encerro. Patrícia: exuberante estava você! Os cabelos louros sobre o tecido azul enfeitavam aquele palco. E fica o convite para debater a obra de Gore Vidal. Em profundidade!

Voltar para a home
TAGs:

Comentários

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA

*

  1. JOSÉ CARLOS WERNECK

    Parabéns Reinaldo!
    De tudo que li cheguei a conclusão:além de magnificamente ignorante,DEFINITIVAMENTE:
    A ESQUERDA É MUITO BURRA!

  2. Mauro

    Finalmente vi o vídeo. Mandou muito bem, Tio Rei! Uma pena que o Vladimir Safatle “amarelou”, eu pagaria para ver esse debate.

  3. manuel

    Nota 10, Reinaldo. Parabéns!

  4. MINO NETO

    Não desejo o desemprego da mocinha.. mas como é que um jornal como a Folha tem uma profissional dessas em seu time? Parece uma bobalhona; infantilóide. Reinaldão, admiro a sua força. Com toda sua bagagem intelectual ainda ter que aturar gente despreparada como essa menina

  5. David

    Os jornalistas petralhas não conseguem se camuflar nunca. Na ânsia de mostrar que são “não-petistas”, a turma da Folha não aguentou um Reinaldo Azevedo que questionasse e escancararam que não passam de uma patrulha ideológica, cuja função é cercear e censurar o pensamento usando para isso o sarcasmo, a ironia e o escárnio, na tentativa de humilhar em público (e com claque) o adversário.

  6. Rick C Cardoso

    “Brasil marcou um golaço ao financiar Mariel”. 17 12 2014 Folha de São Paulo
    O grau de entendimento da moça está bem explicitado na coluna citada. Quem sabe patrícia esteja à vontade
    com um certo “modus pensandi” e que , de tão entranhado, ela ingenuamente reproduz “paradigmas” mas sem o saber.
    As circunstâncias soam naturais, despretensiosas. É a realidade sucumbindo à ideologia, porém , alheada da consciência clara do sujeito, o que convenhamos, é bem o fim último da doutrinação.
    Tudo parece de tal maneira óbvio que aquilo que causa desarmonia e perturbação traz , intuitiva e automaticamente, desconforto e mal estar, ferindo suscetibilidades ! A mente sob impacto e inquieta até se dispõe a compreender essa aflição, esse incômodo derivado do estranhamento, contudo, como faltam recursos cognitivos p descrever o divergente frente ao paradigma, apela-se à solução do estereótipo, dos lugares comuns e da rotulagem, afinal, as coisas que motivam angustias “clamam por um nome” e não podem ficar sem solução, não é mesmo ?
    Por isso não me admira que Patrícia instantaneamente perceba por fastio o estilo do Reinaldo ou uma suposta “nova direita”, seja lá o que isso significa na cabeça dela. Vejam, não estou julgando o caráter da moça, estou falando , num certo sentido, de um “zeitgeist” – na falta de uma palavra melhor.

  7. Pereira Passos

    Esses esquerdopatas das redações desconhecem que o povo não cai mais em suas embromações.
    Chega! Já deu! Fora, PT! Fora, Dilma! Fora, esquerdoides!

  8. Thiago Melo

    Reinaldo você é o cara!!

  9. Fábio

    Reinaldo sempre um gentleman… tadinha da moça. A moça podia e devia aprender com quem sabe. Mas nessa vida se aprende com o tempo e com a idade.

  10. Nelson

    Patricia é a fulaninha que surge de azul nos dois últimos segundos do vídeo?
    Ganhou seus quinze minutos de fama, hein Patricia? Gore Vidal foi o recheio diletante para dar alguma “sustança”. Geralmente usa-se aquilo que a pessoa considera como mais sofisticado para impressionar. Até que ela escolheu um bom brinco literário para enfeitar esse textinho medíocre.

  11. Robson

    É muito interessante…
    Aos 49 min, aproximadamente, um sr. do povo (inclusive ele admitiu que não sabia escrever) tenta fazer uma pergunta com uma critica ao PT.
    Fica claro o desconforto e o escárnio dos jornalistas petistas presentes, bem como do mediador, com a simplicidade do cidadão. Fica evidente como os jornalistas esquerdistas, elitistas que são, detestam o povo que não veste camisa vermelha e nem carrega bandeira da CUT. Em menos de 10 segundos, eles se livram do incômodo. Mas tenham certeza: se eles estivesse falando mal do FHC, ganharia o microfone e a câmera.
    Povo, para aquela gente da Folha, é a abstração que eles usam para justificar os métodos criminosos de um partido político

  12. ICONOCLASTA

    Parabéns, Reinaldo, como sempre!!!
    Graças a Deus ainda existe gente como você neste País, mas são muito poucos, infelizmente.
    E até quando vamos ter que conviver com esses ativistas vermelhos disfarçados de “jornalistas”? Gentalha escrota!

  13. neiabisset

    Arraaaaaasoooou, meu Rei!

  14. Avós do Brasil

    Ô Reinaldo!! Essa moça …ficou tendo alucinações? Tão bonita e tão desligada do tema em debate. Talvez seja a cor do cabelo. As afirmações dessa jornaleira pecam pela “desonestidade intelectual”, por se dissociarem dos fatos tratados no encontro. Acho que ela não consegue disfarçar uma inveja mal contida de sua capacidade de facilmente jogar por terra as boçalidades que esse energúmenos de esquerda são capazes de verter pela latrina que possuem no lugar da boca. A forma como apresentou Ricarco Melo – “um ex-militante trotskista que aceitou o desafio” – dá a impressão de que você seria acuado por uma autoridade com enorme capacidade de dissuadir adversários, quando, na verdade, a figura mais parece um desses patéticos mentirosos defensores do indefensável. Pelo menos, um lado positivo pode ser atribuído a ela: dizer que, no debate, “acabamos com a esquerda em melancólica apatia”.

  15. Vanderlei

    É, Patrícia, meu avô dizia que alguém havia lhe dito que falar sobre o que não sabe pode dar bode. Entendeu ou preciso desenhar?

  16. Anderson

    Ricardo Melo e Peter Pettigrew
    Separados ao nascer?
    http://www.ebc.com.br/sites/default/files/ricardo_melo.jpg
    http://images4.fanpop.com/image/polls/570000/570512_1288549031458_full.jpg

  17. black label

    Que petralha essa Patrícia! Ela tenta colocar no mesmo saco de corruptos Lula e FHC.

  18. NELSON

    Em verdade, o estilo jornalístico brasileiro sempre se pautou pelo bom-mocismo e por um forte espírito de corpo.
    Tudo que foge a isso – Reinaldo é um dos poucos que aceita debater com a esquerda – provoca estranheza pelo inusitado.

  19. Andrea

    Sobre o comentário do Newton Fevereiro 26, 2016 às 12:05 pm
    À respeito do tal cronista daquela revista a que ele se refere (Reinaldo, eu escrevo mal, desculpe os erros): É vergonhoso que a tal revista não abra espaço para comentário do leitor, como a Veja e o blog do Reinaldo. Acho que é medo de crítica.
    Conheço o tal cronista e ele era encantado com a esquerda, a URSS desde o ensino médio, do tipo que os crimes eram justificados em nome da “revolução”. Era irritante porque nunca engoli a esquerda, pelas razões óbvias que todos estão vendo todos os dias.
    Então, de repente, ele se vê numa situação que não tem mais como justificar os ídolos de barro: PT, Lula, esquerda, ideologia marxista, etc. Nem a tal revista consegue mais se assumir chapa branca, como há algum tempo, para não perder leitores (ou talvez porque perdeu os patrocinadores estatais), mas não perdeu o ranço. Se o tal cronista – jornalista sênior da revista – realmente fizesse o seu trabalho de análise como se deve, não diria que FHC tentou esconder o filho, aocontrário: assumiu um filho que 2 exames de DNA disseram que não é seu. Esta é a diferença entre FHC e Lula, honradez: o que um tem sobrando, o outro desconhece o significado.
    Abraço a todos

  20. analu

    Sabe o que eu acho? Acho que você, neste vermelho/azul, deixou a Patrícia como Gore Vidal deixou William F. Buckley Jr :
    “Deixei o corpo ensanguentado de William F. Buckley Jr jazendo no meio do salão da convenção em Chicago”.
    Ela mereceu. Na verdade, estava no lugar certo: apresentadora do evento, e nada mais. Inconformada, resolveu fazer jornalismo (ideológico) de opinião.
    Quanto à fuga do André Singer, do Safatle, e do Mario Sérgio Conti, como enfrentar a realidade que se nos apresenta?
    “Há pessoas que gostam de debater apenas com pares as divergências do mesmo lado”.

  21. Brasileiro Patriota

    Reinado, não sei como é que você ainda não teve um treco tendo que enfrentar gente dessa natureza. Acho você muito forte. Eu, por exemplo, já teria perdido as estribeiras. 13 de março neles!

  22. Ury

    Para fechar: impressão minha ou o Josias confessou ser um conspirador contra o governo tucano da década de 90?

  23. Marcia

    Rei, ao saber quem são os que declinaram do convite, ficou claro que o jornalismo vai de mal a pior por aqui.Josias já é um velho conhecido. O outro eu não conhecia. Disse asneiras de dar nojo. O tempo era curto. Eu sei que vc teria dado a ele as respostas que ele merecia ouvir. A verdade é que vc estava sói. E , como sempre, se saiu bem. Parabéns!

  24. Elah

    Ai, Reinaldo!
    Dessa vez, nem li.
    Quem é Patrícia?!

  25. Ury

    Outra conclusão que tiro desse video: Josias de Souza e Ricardo Mello odeiam leitores e têm baixa auto-estima, pois ficam “depressivos” depois de lerem espaços como este.

  26. Claudio Malagrino

    Ao menos ela reconheceu que a esquerda não tem mais discurso e argumentos…

  27. Ury

    Patricia Campos Mello sequer entendeu qual era o tema do debate…
    Isso deixa evidente o baixíssimo nível do jornalismo esquerdopata lulopetista que, se não compõe toda nossa imprensa, é responsável por uns 99% dela.

  28. João Alves

    O pior foi que o Reinaldo, sozinho, no antro dos petistas, cercado de baba-ovos, foi lá e mandou ver, enquanto petistas, cercado de petistas, tiveram medo de enfrentá-lo e disseram, pô, pernas para que te quero e se picaram, tanto é que foi a própria patricinha criada nos states que terminou por afirmar isso, ou seja, que o Melo da EBC foi o único que resolveu enfrentá-lo, pois os restantes, frouxos, acima de tudo, ficaram foi com medo de queimar o filme e perderem assim as boquinhas governamentais, dado o vexame que certamente dariam, o que justificaria o governo dar-lhes um chute nos traseiros pela defesa que não lhe soube dar !

  29. Ivens Irati

    Reinaldo, esse tipo de resposta em que se destaca cada asneira, dói viu! E foram tantos os tapas que talvez ela tenha ido vasculhar os parágrafos da lei Maria da Penha para ver se te enquadra em algum deles. Pergunto: Você sorria enquanto escrevia o artigo?

  30. JANSCER NOMURA

    VOLTO FAZENDO UMA RESSALVA :
    NADA MAU PARA QUEM RECEBEU UM TROFÉU – SIMBÓLICO É CLARO – PINÓQUIO !
    EIS AQUI O LINK:
    http://pos-darwinista.blogspot.com.br/2007/02/trofu-pinquio-para-jornalista-patrcia_26.html
    ISSO DIZ TUDO…

  31. Anticorrupto

    Ainda bem, Reinaldo, que és do bem. Ganhas no debate intelectual de todo mundo. Ainda bem que não tem nenhum esquerdopata a sua altura.

  32. Pedro Feu

    Azevedo,

    me pareceu q vc foi um “gentleman” em azul pois evitou “professorar” diante da ignorante Patrícia q os debates sobre o Vietnã sempre traziam o sangue dos soldados americanos p dentro das casas deles … eram as mortes q faziam os debates … elas eram derrotas … aqui milhares estão morrendo pela corrupção em todas as áreas estatais … milhões estão sofrendo de desemprego … e, a última aula, todos estes fatos se interligam aos descalabros corruptos de alguma coisa a q deram a alcunha de esquerda ou, melhor, logomarca de esquerda.

    Creio q o conhecimento histórico atual sobre os regimes “de esquerda” são tão eloquentes em demonstrar a importância da ideologia: ZERO. A eles e a quaisquer outros (“esquerda” ou “direita”) o q importa e impacta é o “Como Ganhar Dinheiro/Poder e manter” !!!

    Aos 50 anos de idade vejo a “deliquência mental” do nosso “quarto poder” (a comunicação de massa) , plagiando as aspas da ignorante Patrícia, na esbórnia do pensar da ideologia populista do “esquerda e direita” dos anos 50/60. Ficam uns debéis falando de Cuba … ilhota sem valor q não seja esconder dinheiro e assassinos … com um povo perto da escravidão … e outros enaltecendo um capitalismo voraz e ditatorial … neste meio poucos se atreveram a serem neutros e praticarem uma comunicação de massa voltada p fatos e resultados positivos.

    E, concordo com vc, os fatos importantes estão nas condutas de nossos governos e governantes … seja um “simples tiplex” ou mais um imposto escorchante … um pequeno deslize/desvio de caminho (moral ou legal ou ético) de um destes atores e teremos miséria e atraso em gerações de brasileiros.

    É a falta de conhecimento sobre o resultado desses deslizes/desvios q me levaram a, buscando sensatez, afirmar ser a Patrícia apenas ignorante.

    Obrigado pelo espaço p comentários.

  33. Cleusa

    Assisti o video da Folha, REINALDO AZEVEDO ,ARRASOU !!!!
    Singer fugiu, e’ preciso ser muito bem informado para, debater com Reinaldo.
    Que dor de cotovelo, que inveja, do jornalista da ABC, estatal, quando disse:
    ” O que e’ OS PINGOS NOS IS” !!!!
    Respondemos ao invejoso, E’ O MAIOR PROGRAMA EM AUDIÊNCIA, DO RADIO BRASILEIRO, INCLUSIVE NO EXTERIOR!

  34. Anticorrupto

    Reinaldo, não adianta quem quer seja, debater intelectualmente contigo, pois tens o dom da palavra e da oratória. Já nasceste predestinado a pôr no bolso esses(as) jornalistas de meia tigela da sub imprensa esquerdopatas. Parece-me que os esquerdopatas têm 40% a menos de neurônios que pessoas normais. As sinapses não funcionam adequadamente. Isso faz com que o raciocínio seja deturpado, sem nexo. Alguém não entender que um governo de esquerda nunca deu certo em nenhum lugar do mundo, é ser doente mental mesmo. É ser medíocre como a marionete Dilma.

  35. Ricardo A

    Reinaldo, sua argumentação sólida, profunda e lógica dos fatos que nortearam o debate, aliado com seu largo conhecimento e experiencia, não são páreo para os que se aventuram a flutuar na superfície dos acontecimentos ou ainda discursar ao prazer da conveniência. Concordo com o RONALDE (Fevereiro 26, 2016 às 3:17 pm ), Patrícia confirmou a distância que o separa dos demais. Na minha opinião, não conheço, além dos jornalistas da veja, que tenham liberdade em falar sobre os temas mais espinhosos do momento. Abraços

  36. mts

    Petralhas e simpatizantes sao assim. Para esconder roubos de uma gestao criminosa e incompetente, colocam biombos e desqualificam assuntos importantes .
    A moda da petralhada agora eh fingir que nunca existiu petrolao, mensalao, fundos de pensao, crise,etc, e espernear sobre a” perda de nossa soberanniiiaaaa”..que teria ocorrido quando da aprovacao do projeto do Serra.
    Nao tem quem eu odeie mais do que esses jornalistazinhos de merda, riquinhos mimados da folha ,principalmente, que se portam como os universitarios burgueses envergonhados que tentam amainar sua consciencia doente ,marchando contra a pm nas agitacoes do passe livre. Esses jornalistas sao a esquerdalha caviar que so quer uma coisa: muita grana alheia e poder tomar seu choppinho num barzinho descolado da vila madalena posando de preocupado social.

  37. JANSCER NOMURA

    CAROS COLEGAS:
    MEDIANTE AOS FATOS, FICA CLARO QUE ESSA SENHORA, SE HOJE TRABALHA NA FOLHA, É POR CAUSA DOS SEUS LINDOS CABELOS LOIROS COMO CITADO NESSE TEXTO. SOU MEIO LEIGO QUANTO A JORNALISMO, MAS SEI O SUFICIENTE PARA DIZER QUE NO MEU PONTO DE VISTA, ESSA SENHORA É UMA DESQUALIFICADA PARA SUA FUNÇÃO – NÃO ME LEVE A MAL VIU PATRÍCIA, É APENAS UM PONTO DE VISTA PESSOAL NÃO É UMA ACUSAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA –
    QUEM SABE ELA TERIA MAIS SUCESSO NAS COLUNAS DE CLASSIFICADOS.
    — ACHO MAIS A CARA DELA !

  38. RONALDE

    Reinaldo, no meu entender ela elogiou-o o tempo todo.

  39. pierre

    Como será que fica a cabeça da Patricinha, do Ricardo Mello e de outros alinhados ao lullo-petismo, quando alguém expõe de modo claro onde estão os erros do desgoverno aparelhado e corrupto, como faz o Rei?
    Deve dar uma dor de cabeça permanente,pois sabem da verdade que liberta mas, continuam falando ao contrário!
    Ir contra a própria consciência deve provocar o surgimento de células más no organismo!
    Daí…

  40. ferdinando

    Quer dizer então que o fazendeiro/latifundiário Vladimir Safatle FUGIU do debate ? Que coisa feia, não ? Que compromissos ele tinha ? Dar ordens aos capatazes e peões da fazenda de seu pai lá em Goiás ? Ou seria uma reunião com Jean Aero Wyllys? Assim papai não gosta, viu Saflatinho?

  41. Cleusa

    E’ Patricia , debater com Reinaldo tem que ser, O JORNALISTA , profissional bem informado, culto, NÃO TER RABO PRESO , não receber $$$$$ do PT !!!
    Os petistas sempre fogem do debate, são covardes como seu ” chefe”, Lula.

  42. Pereira Passos

    E afirmam que as redações não são majoritariamente esquerdista.
    A propósito, não considero Reinaldo “exuberante”. Exatamente o contrário disso. Já a jovem senhora, conferi no Google Imagens, exibe uma exuberância ao extremo!

  43. Bruno Sampaio

    É… Parece que um monte de “intelectual” AMARELOU BONITO!!! De todo o texto, destaco: “Não é fácil debater com Reinaldo Azevedo”. Fato. Por isso neguinho AMARELOU!!! BONITO!!!

  44. Vhera

    Estas frases contidas em seu último parágrafo ” exuberante estava você! Os cabelos louros sobre o tecido azul enfeitavam aquele palco” é de uma ironia impagável. Muito bom, Reinaldo, muito bom.

  45. divulguem

    Sabiam que a maioria da população brasileira ainda não está sabendo de 13/03? Especialmente os mais jovens.
    Hoje perguntei no salão de beleza e na padaria se poderia pregar Cartaz lá convidando para a manifestação de 13/03, não sabiam (expliquei a situação do Brasil….), sabe qual a resposta que recebi:
    -Na hora.
    Vou escolher e xerocar convites da página do facebook do Vem PRA Rua ou do MBL ( tamanho de folha A4, preto e branco mesmo ou colorido) e pregar no comércio e serviços da vizinhança e perto do trabalho. Os Brasileiros querem fazer algo mas não sabem o que, faça sua parte, DIVULGUE, deixe a timidez de lado, ouse…seja patriota!

  46. Teorema do Rotweiller

    “Acusa teu oponente de agressivo e de não deixar os outros falarem. Assim, ninguém perceberá que tu estás com um medo danado da sua exuberante inteligência”. Não sei se é do Confúcio ou do Lênin (talvez não seja de nenhum dos dois). Jovem, siga o seu coração. Se a exuberante ponta de lança acendeu uma chama profunda em seu coração, não é o caso de dizer “não quero” , ou “deu ruim”. “Vá a luta e o que tiver de ser, sera…”(antigo samba do Salgueiro)

  47. Pergunte-me como

    Deu um jeitinho de falar da amante de FHC. Enche a bola do corajoso da EBC. Quem acha que a folha é petista só pode ser tucano.

  48. Mauricio Calixto

    Bom dia tio Rei!
    Você já esta escalado pra ser o umbabarauma da Direita Brasileira! hehehe
    Resta saber agora quem mais faz parte desse time. Adianto desde já que estou disponível à futuras convocações!
    Parabéns pelo blog e pelo programa “os pingos”, sou fã assíduo.
    Abs.

  49. VAQUEIRODOASFALTO

    Antes que me esqueça: Acusar A Folha de direita pelas esquerdas e de esquerda pela direita, não é novidade. A Veja também é acusada de Direita por eLLes de Esquerda e de esquerda por mim de Direita. Pois é. Se ser ladrão, corrupto, cínico, mentiroso é ser de esquerda, então sou de Direita.

  50. Adriano

    Acabei de ver o debate. Foi vergonhoso, a Folha organizou todo o debate para tentar malhar você e a “direita”.
    Pior foi te ver caindo na armadilha omo um pato.