Leia reportagem no Estadão desta quinta, assinada por Adriana Carranca e Laura Diniz. Em boa medida, São Paulo paga também o preço da própria eficiência: “Com 25% da população brasileira, o Estado de São Paulo concentra quase a metade (40%) dos presos do País. A população carcerária no Estado, que já vinha crescendo anualmente desde 1982, quase dobrou nos últimos cinco anos. Passou de 67.649, em 2001, para os atuais 125.783 detidos em 144 presídios - se adicionados os presos em delegacias e cadeias, o número vai para 143.310. Com relação a 1996, o número de presos aumentou em dez vezes. Este ano, ingressaram no sistema prisional 4.832 pessoas - 800 por mês ou um preso por hora.Os números dão a dimensão do problema, que passa por um sistema repressivo - Segurança Pública, Ministério Público e Justiça - mais eficiente que em outros Estados, endurecimento de penas, com base em leis como a de execução penal e a de crimes hediondos, morosidade da Justiça, que mantém presas provisoriamente 37.497 pessoas sem julgamento, e uma política que privilegia o encarceramento, com investimentos para presídios e quase nada na recuperação de criminosos ou no acompanhamento de penas alternativas.”Na prática, são 800 novos soldados do PCC por mês”, diz o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), Sérgio Mazina. Ele afirmou que as recomendações internacionais apontam para unidades de, no máximo, 500 presos, para que haja bom funcionamento. “Então, São Paulo teria de construir um presídio a cada 15 dias.” (Clique aqui para ler mais)
São Paulo também paga o preço da eficiência
quinta-feira, 13 de julho de 2006 | 4:06








O PT é tão ridículo, tão populista, tão preocupado com os marginais, que acha que até os presidiários devem se sentir bem tratados pelo Governo e ter representatividade na sociedade cidadã (em breve vai ter aula de ballet na prisão, com direito a canapés preparados por Chef Mercadante, mas, quem sabem, em momento glorioso, alguns presidiários mais selvagens não viram antropofágicos e fritam o Chef?). Só isto explica esta revolta do Sapo Barbudo, até com ironia ele se saiu (quem diria? ele nem sabe o que significa isso…). Ora, se os presos estão brabos, alguma coisa está certa. Será que a FNS iria vir com camisetas de campanha? No mínimo um bonezinho acho que dava - a não ser que o tribunal condenasse isso como um showmício…
Caro Reinaldo,
Melhor não despertar a atenção e parar com essas comparações e estatísticas de presos antes que os presodescendentes (alguns deles, talvez, fruto das visitas íntimas) possam pensar em usar a proporcionalidade deles na população para reivindicar vagas nas universidades e escolas públicas, nas empresas estatais e até no Congresso Nacional… Já pensou um Estatuto da Igualdade Carcerária??
Caro Reinaldo.
Isto tudo está mais cristalino que água em fonte, mas a questão é mais embaixo: O que fazer para que a população em geral, a paulista em particular, saia do estado de espanto e revolta que a a acomete a cada nova investida do PCC (mais o cinismo eleitoreiro de um apedeuta que colhe votos sujos de sangue)? O povo, essa entidade sem rosto definido e desprovido de informação isenta, cai como coelho filhote nas garras ferozes do senso comum, e, indiferente de classe social, credo e escolaridade, dentro do seu pavor particular - que afeta seu cotidiano - passa a resmungar as mesmas asneiras que nosso presidente grunhe em microfones em rede nacional. Como reverter isso? Como lutar contra práticas tão baixas?
A cada ataque do PCC, Alckmin e Serra são alvejados nas pernas, e mancos, perdem sangue e votos. “Eles” já descobriram esse efeito, e vai ser uma constante até outubro essa prática nefasta. Seria o caso de decretar estado de emergência no estado? Soltar o nosso rotwailler Saulo de Castro para umas boas mordidas no crime organizado e no crime eleitoreiro?
Seria esta uma maneira de passar de pautado pela imprensa e pela tchurma dos direitos humanos para pautador?
O que você acha? Qual sua opinião para enfrentar essa situação?
Abs!