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S&P e o investment grade: “É um processo que começou no 2º mandato de FHC”

quinta-feira, 1 de maio de 2008 | 5:23
“É um processo que começou no fim dos anos noventa, no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, com a mudança do câmbio flutuante e controle da inflação e política fiscal. A partir de 2003, com a administração do presidente Lula, houve continuidade, e, há quase dez anos, o Brasil vem cumprindo as metas fiscais”.

O que vai acima é a resposta de Lisa Schineller, a analista da Standard & Poor’s, responsável por ter colocado o Brasil na condição de Investment Grade. Ao comentar ontem a classificação, Lula não deixou, é óbvio, de lembrar o ineditismo da condição. A implementação das medidas, que agora põem o Brasil nesse patamar, contribuiu para derrotar o governo nas eleições de 2002. No poder, o petista teve a sabedoria de não mexer no que herdou. Em 2002, superávit primário servia para engordar banqueiros, dizia o PT. A partir de 2003, passou a ser a salvação da lavoura. E foi mesmo.

A S&P não poderia ter sido mais clara: a nota do país mudou por causa da continuidade da política economia, esta que o PT e Lula insistem, contra os fatos, em dizer que é outra. A elevação vem também com um alerta: o governo gasta demais, o investimento do setor público ainda pequeno, e há rigidez orçamentária. Por isso, diz a S&P, o Brasil cresce menos do que os emergentes.

Por que dar destaque a isso? Porque é preciso deixar bem claro que a elevação da nota do país decorreu do fato de ele seguir regras — o que chamo, naquele videozinho que se vê aí do lado, de “institucionalização de procedimentos”. O Brasil não chegou a esse estágio quebrando normas. Os que não são parte da voragem da política interna, como a S&P, vêem o país, não suas divisões partidárias. E têm objetividade para atestar o começo dessa trajetória.

Isso significa que Lula vai parar de demonizar o passado sobre os palanques do PAC? É claro que não. O homem é apaixonado demais por si mesmo para admitir que ele fez escolhas condicionado por escolhas feitas antes dele.

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27 comentários em “S&P e o investment grade: “É um processo que começou no 2º mandato de FHC””

  1. rocket disse:

    O mais irônico, foi ver Collor, na primeira fila, sorrindo e aplaudindo Lula…e nem ficou envergonhado!

  2. Anônimo disse:

    Eu ouvi, aqui no Palácio do Planalto, o presidente cantando essa música :

    Futebol sem bola
    Piu-piu sem Frajola
    Sou eu, FHC, assim, sem você…

    Amor sem beijinho
    Buchecha sem Claudinho
    Sou eu, FHC, assim, sem você

    Deitar no teu abraço
    Retomar o pedaço
    Que falta no meu coração…

    Porque é que tem que ser assim?
    Se o meu desejo não tem fim

    Eu te quero a todo instante
    Nem mil alto-falantes
    Vão poder falar por mim…

    Eu não existo longe de você
    E a solidão, é o meu pior castigo
    Eu conto as horas pra poder te ver
    Mas o relógio tá de mal comigo…

    Por quê? Por quê?

    tsc tsc tsc….

  3. Blog & Roll disse:

    Nota 10 para a política econômica de longo prazo.
    Nota 0 para Maria da Conceição Tavares,Aloízio Mercadante e o PSOL.

  4. O Comentarista disse:

    Reinaldo, sei que você não é especializado em econômia, mas eu gostaria de uma explicação:

    A partir das 16:30 hs de ontem a bolsa passou a subir em desabalada carreira. A partir desse horário deve ter entrado na bolsa algo em torno de Cinco Bilhões de Reais até as 17:00 hs. DE ONDE VEIO TODO ESSE DINHEIRO QUASE QUE INSTÂNTANEAMENTE?

    Interessante notar que a Vale que já era considerada grau de investimento subiu 5,36%.

    braziu, UM PAÍS DE MUITOS TOLOS E ALGUNS POUCOS MUITO ESPERTOS!

  5. Akhenathon disse:

    O Investment Grade é muito importante para o país, mas é resultado de um processo. E o Brasil acaba de entrar em um clube não tão restrito assim, do qual fazem parte a quase totalidade da Europa e América do Norte (AAA), o Chile (A+), Rússia, México e até mesmo alguns países africanos. Devagar com o andor.

    E agora, Lula vai reclamar de alguma “herança maldita”?

  6. Anônimo disse:

    PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA: HENRIQUE MEIRELES.

  7. Johnsson disse:

    Viva! Hoje estamos recebendo “dividendos” da “herança maldita”!
    Oxalá no futuro tenhamos uma “herança maldita” boa como essa.
    Tenho minhas dúvidas.
    A “herança bendita” do governo Lula/PT poderá ser um tiro no pé - negativa!
    Infra-estrutura sucateada ou subdimensionda, estado sindicalizado e aparelhado, agencias reguladoras “pra inglês” ver, politicas externa e interna (indios, agrária e etc) equivocadas.

  8. Anônimo disse:

    FHC projetou e construiu a ferrovia , alem de colocar a locomotiva e os vagões nos trilhos. Lulla é apenas o maquinista , e não pode desviar nem um centímetro da rota , caso contrário a composição descarrilha.

  9. Anônimo disse:

    Parabéns, Renaldo.
    Claro que é inegável que consequência de um comportamento a longo prazo. Não deixe de lembrar também que se o safado do FHC não tivesse sequestrado o câmbio - o maior atentado brasileiro! - para garantir a reeleição (criada para se autobeneficiar, ou seja, golpe de estado!!) já estariamos nessa situação ha muito tempo!

  10. Anônimo disse:

    Só vale a pena lembrar que o processo de mudança no regime cambial no governo FHC foi criminoso, tanto que o ex-presidente do BC foi condenado pela justiça.

  11. Anônimo disse:

    MÉRITO DE QUEM?

    A nota da S&P foi clara, e não venha o Lulla querer encobrir isso. A análise positiva começou no governo de FHC (e não se analisa do dia para a noite), e só não ficou melhor agora devido à gastança descontrolada, baixo investimento aliado a outros escândalos do governo petista.
    Ficou muito claro! Basta ler.

  12. gonçalves de oliveira disse:

    Sobre o Brasil na condição de Investment Grade.

    O triunfo da ortodoxia

    Acesse aquí:colunas.g1/sardenberg
    por Carlos Alberto Sardenberg
    30 de Abril de 2008 às 22:23

    Foi o triunfo da ortodoxia econômica. Isso é o que se conclui do comunicado e dos comentários da agência de classificação de risco Standard & Poors, ao elevar o Brasil à condição de grau de investimento.

    A classificação não depende de um ponto exclusivo, mas do conjunto da obra. E a obra é uma política econômica clássica, cujo construção começou com o lançamento do real em 1994, e seguiu com vários passos, sendo os principais: a introdução do regime de metas de inflação em 1999, do regime de câmbio flutuante também em 1999 e a definição de leis e normas que colocaram as contas públicas sob controle, com pagamento de juros e redução do endividamento como proporção do Produto Interno Bruto.

    Do ponto de vista político, o grande teste foi o governo Lula - um governo vindo da esquerda e de um partido que combatera ferozmente a política econômica do Real. No governo, Lula não apenas manteve, como reforçou essa política econômica. Pagou mais juros e deu mais força e estabilidade ao Banco Central (um único presidente, Henrique Meirelles, desde o primeiro dia de governo).

    Por isso, a S&P se refere ao pragmatismo da política econômica brasileira, em oposição ao que seria uma postura ideológica. O pragmatismo quer dizer o seguinte: não importa o partido, se de direita ou de esquerda, a economia deve funcionar segundo regras universais, essas que o Brasil passou a respeitar.

    Essas regras garantem uma estabilidade macroeconômica, a qual, de sua vez, cria condições para um crescimento mais consistente, sem saltos e quedas.

    Tudo isso está nos comentários da S&P. Mas a agência destaca, como um ponto essencial, a liberdade e a independência conferida ao Banco Central para operar o regime de metas de inflação. (A liberdade do BC de elevar os juros sempre que considerar necessário para bloquear a alta de preços).

    Não deixa de ser curioso: o governo Lula comemora, com razão, o grau de investimento, que, em boa parte, foi garantido por um Banco Central tão atacado, especialmente por gente do próprio governo.

    O que prova que Lula vê mais longe que seu pessoal.

  13. carlos queiroz disse:

    Caro Rei,

    A imprensa além de supeita é muuuuito preconceituosa, né? Daí eu me lembrar de um interessantíssimo post em que você fazia alusão ao filho do rei quando, na ocasião o lulinha viajou junto com o lulão para uma “expedição” na antartida. Veja se não cabe o trocadilho que seque:

    O preconceito costuma ser dirigido contra as chamadas “minorias” sociológicas, não é? Pretos, pobres, homossexuais, gente de baixa escolaridade, mulheres…

    Não, cid não é preto.
    Não, cid não é pobre.
    Não, cid não é gay.
    Não, cid não é um sem-universidade;
    Não, cid não é mulher.

    Cid é branco.
    Cid é rico.
    Cid é heterossexual.
    Cid é universitário.
    Cid é homem.

    A que minoria cid pertence? Por que o “preconceito” por parte da imprensa? Acho que entendi

    Lula e o propagandista oficial do governo Franklin Martins entendem ser por puro preconceito que os jornalistas querem saber a razão do cid levar a sogra para passear nas viagens. Poder-se-ia pensar que lula e Franklenstein não tivessem razôes para críticas. Mas, pensando bem, as ilações do apedeuta e monstro fazem sentido. Por que o meu engano inicial se a imprensa é sempre a suspeita número 1?

    Abraços

  14. Anônimo disse:

    conclusão do texto: o homem é safado demais…

  15. Wilson1 disse:

    Reinaldo, além de ele ter seguido as regras da política econômica anterior, acho que tem que se dar destaque, também, que no Brasil, atualmente, não há um personagem como o Lula, de anos atrás, para o mercado. Há, por exemplo, a Heloísa Helena, mas pelo menos por enquanto, sem chances de se eleger presidente. Porque se ela tivesse essa chance, nós não estaríamos nos beneficiando do tal de investment grade. Portanto, Reinaldo, acho que nunca é demais lembrar a esses incautos o quanto custou ao Brasil as bravatas desse iluminado parlapatão.

  16. Anônimo disse:

    ahahah…gostoso mesmo eh ver petista, comunista e outros dinossauros”istas”, comemorando sucesso financeiro…

    se empolgando com notinhas emitidas por agencias de classificacao de risco, que sao um dos mais legitimos representantes do capitalismo…ahahahaah

    gente ridicula mesmo…

  17. Gerônimo Dias disse:

    Concordo com o que colocou Tio Rei, mas acho que o índice atual não se deve apenas à FHC, mas a ricupero, ciro, itamar, malan e todos aqueles que deram inicio a uma transformação pós collor. É algo natural e todos deveríamos admitir que nossos precedentes SEMPRE influenciam no que vem posteriormente. A vaidade do Lula não pode acobertar isso.

    Mas uma coisa que nós da oposição temos de nos atentar, e o que me intriga também, é que o que faz a diferença do governo atual, e o que lhe garante essa popularidade absurda, é que sua política econômica parte do princípio de que para a máquina/economia se movimentar, é necessário que a população mais baixa tenha acesso a recursos — dinheiro. Isso gera um maior consumo, que gera maior produção, que gera mais empregos, que gera mais consumo, que gera mais produção…

    Esse é o lastro que suporta o patamar que o brasil alcançou e isso garante o apoio popular ao governo mesmo diante de tantas crises.

    Isso não havia anteriormente. E isso é garantido pelo trabalho social que o FHC sempre negligenciou ou tratou como medidas assistencialistas.

    Parece-me que os petralhas têm como estratégia usar o social não como social literalmente, para o povo, mas como uma política econômica. E o pior é que está dando certo.

    Dá dinheiro ao povo que eles fazem o resto acontecer.

    Isso é um tiro no nosso próprio pé, pois está provado que essa estratégia funciona. E não é fácil se equiparar nisso. A oposição precisa de figurar renovadas que tenham essa estratégia no currículo e que possam levantar também essa bandeira. Caso contratário esse apoio popular ficará sempre do lados deles.

  18. Carlos César Higa disse:

    Reinaldão,

    Em pensar que Alckmin não falou da herança deixada por Fernando Henrique cardoso na campanha de 2006… Em pensar que Alckmin negou os benefícios das privatizações… É por essas e outras que ele tem que ser deixado de lado.
    O Apedeutatoba segue a política econômica do governo passado, a política econômica que ele e seus puxa-sacos de plantão sempre criticaram. Quero nem imaginar o que seria da Banânia se o Apedeutatoba implantasse na área econômica o que ele dizia na década de 1990.

  19. Anônimo disse:

    Viva a “herança maldita” !!!

  20. Raimundo Sobreira Jr. disse:

    Reinaldo, você acha que algum petista vai enxergar desta maneira? Para eles o Lulomâno criou o mundo, Deus foi apenas seu ministro. O Lula só quer saber de comícios e palanques lotados de bajuladores ao seu lado, e os com-bolsas do outro para aplaudí-lo. Nós, pequenos burgueses só podemos pagar impostos, não temos direito a nada neste país. A justiça é cega, o legislativo (municipal, estadual e federal) comprado e a imprensa, em sua maioria, vive dos subsídios das estatais. Você, juntamente com alguns outros articulistas são as únicas vozes contrárias nesta podridão. Continuamos a ver e ouvir nosso amado e populista presidente falando besteira, elogiando bandidos e, só nos resta a raiva, a impotência de vermos nosso país perder um momento único da economia mundial, para crescer em todos os campos: economia, política, civilidade, direito … Está muito difícil aguentar.

  21. Anônimo disse:

    Reinaldo,
    É a herança que os petralhas não querem ver! E ainda o Mula a chamou de maldita anos atrás. A oposição, que por favor,divulgue isto aos quatro cantos do Brasil!
    Graças a política financeira de FHC o Brasil colhe hoje o que foi plantado lá atrás, e o que será que vai sobrar para as futuras gerações com esse governo que só está colhendo? E diga-se de passagem, como estão colhendo!
    beijos!

  22. Anônimo disse:

    É uma coincidência que o Brasil receba essa classificação justamente quando as agências de risco estão desmoralizadas com a crise “subprime” do mercado norte-americano???

  23. Anônimo disse:

    E FHC continua amaciando elambendo as pantufas do presidente que nunca trabaiô na vida….
    Se merecem.
    E já que não há como tirar o mentecapto amado pelo povo do poder, nem via voto( ganha todas, melhor não pagar pra ver),nem via golpe(o segundo, pois o primeiro foi a reeleição do SócioLogo), é de se perguntar qual a utilidade de continuar falando desse desgoverno todo santo dia.
    Não parece masoquismo?ou sadismo?Ou os dois juntos?
    ¬¬

  24. Anônimo disse:

    O mercado internacional está sinalizando ao Lula para manter rígidamente a política que vem desde FHC, dando autonomia ao BC, leia-se Meirelles, reduzindo despesas e honrando contratos.

    Esperamos também que nossa Constituição seja respeitada e façamos uma transição política com respeito à democracia e sem casuísmos.

  25. Marco disse:

    Caro, to em dúvida: não sei se isso é atestado de probidade ou de conivência. Ou eu não entendi a piada.

  26. Anônimo disse:

    a ultim a frase está perfeita. você se ultrapassou reinaldo!
    valderez

  27. faith disse:

    não estamos
    lidando com
    um governo
    democrárico
    e sequer
    com um governo:
    estamos lidando
    com uma organização
    criminosa;
    onde não existe
    certo e correto
    lei ou ordem;
    e o feio
    e o sujo
    e o sombrio
    é paisagem
    obrigatoria.
    BASTA!

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