O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) propõe que se faça um plebiscito em 2010, junto com as eleições, consultando a população sobre a conveniência de uma reforma política. Expressei aqui a minha contrariedade e o convidei a escrever um artigo para o blog, o que ele fez. O texto segue abaixo.
Jungmann é um político que faz bem ao Brasil. Nada sei, muito ao contrário, que possa pôr em dúvida suas convicções democráticas. Já concordamos em muita coisa e divergimos em outras tantas — o referendo sobre o desarmamento foi uma delas. Mas eu consigo conviver muito bem com quem não concorda comigo.
Já escrevi o que penso sobre a proposta de reforma, mas acho que seu artigo civiliza o debate. E, por isso mesmo, recomendo que vocês o leiam com atenção. Algumas questões que ele aborda aí são relevantíssimas.
Ademais, digo em Máximas de Um País Mínimo que há pessoas que produzem bons argumentos até quando erram, e há aquelas que produzem obscurantismos até quando acertam.
Ao texto.
AS RAZÕES PARA O PLEBISCITO SOBRE REFORMA POLÍTICA
Desde o fim da ditadura e retorno pleno à democracia, paradoxalmente, a política, os políticos e, sobretudo, o Congresso Nacional descem a ladeira do prestígio e da credibilidade pública.
As razões são muitas e não vou aqui discuti-las. Mas é inequívoco que isso é ruim para a democracia e que algo precisa ser feito para reverter essa situação.
Sou daqueles que acham que precisamos de uma reforma política, com três pilares básicos: voto distrital, lista fechada e financiamento público. Há quem ache que os pilares são outros. Há quem, inclusive, ache que não é necessário reforma alguma, bastando prender os corruptos e ponto final. Opiniões respeitáveis, sem dúvida, mas, por ora, sigamos em frente.
Nesses sete anos em que estou na Câmara de Deputados, por duas vezes, tentamos levar adiante uma reforma. Primeiro foi a proposta Caiado, assim chamada por ser o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) o seu relator. Foram mais de quatro anos de trabalho e articulação. Quando fomos a Plenário, em 2006, perdemos todas as votações, sem apelação.
Neste ano, o deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) costurou uma reforma adstrita ao essencial, com cinco grandes partidos, e andava feliz pelos corredores, certo de que, “desta vez, era prá valer”. Não fomos sequer a campo, isto é, Plenário, para ganhar (?) ou para perder. Antes da análise da urgência da votação, a coalizão, espúria e de sempre, reunindo a turma dos “negócios” e a do medo das mudanças, derrubou nossa proposta.
Não acredito mais em reforma política hacia adentro. Do jeito como são os parlamentares selecionados, as regras e, sobretudo, os recursos e interesses que os põem lá, é impossível mudar. Afinal, as regras atuais, no que têm de básico, fizeram 22 legislativos, sem maiores descontinuidades.
Do “lado de fora”, presidente nenhum, chegando ao Executivo, irá de fato promovê-la. E, se tentar, desorganizará a sua base de sustentação, dado que, e até aonde a vista alcança, dependerá, substantivamente, da “coalizão espúria” a que me referi para governar.
Quanto à sociedade e opinião pública, as reações são duas e não convergem na direção da reforma. Imprensa e opinião giram no compasso do carrossel dos escândalos: anões do orçamento, Collor, Lalau, mensalão, sanguessugas, aloprados, arrudagate e por aí vai. Parafraseando Drummond, “no mesmo escândalo, outra biografia”… Em decorrência, pelo lado da sociedade, cresce um sentimento difuso de distanciamento e de nojo, de que “lá (em Brasília) não tem mais jeito, tem que soltar uma bomba e acabar com tudo”, como me disse um jovem num debate recente.
Fazer o que? Proponho o plebiscito como modo de quebrar esse impasse enquanto é tempo. Proponho perguntar ao cidadão-eleitor se ele quer uma reforma política para dar maior transparência, controle social e reduzir a corrupção, a se realizar em paralelo às eleições gerais de 2010. Com dois objetivos.
Primeiro, colocar no centro do debate eleitoral do próximo ano a questão da reconstrução da política. Torná-la obrigatória para representantes e representados. Secundariamente, compromissar o futuro Congresso com a sua realização, desequilibrando o jogo em desfavor da “coalizão espúria” de sempre, anulando sua capacidade de bloqueio.
Não estou propondo uma “miniconstituinte” ou assemelhados. Nem sequer remotamente alguma proposta “chavista” da qual e do qual - Chávez - sou e serei antípoda. Deliberadamente, não especifico se a reforma será infra ou constitucional, tanto pode ser uma, outra ou as duas. Esse é outro jogo, que jogaremos mais adiante. O que, para mim, importa é carrear a vontade soberana do eleitor para dentro da arena congressual, de modo a mover as peças na direção de uma reforma, cuja não realização é uma ameaça.
Isto porque chavismos e messianismos, a história nos ensina, não se esqueçam, sempre triunfaram sobre os escombros da política, dos políticos, das instituições e da desmoralização da democracia representativa.





Reinaldo,
Li a matéria sobre o Projeto de Lei do deputado Raul Jungman e creio que a realização de um plebiscito sobre a necessidade de uma reforma política, não é solução. Caso seja aprovado, quem vai fazer a reforma? Os deputados e os senadores? Alguém acha que eles vão colocar uma arma na própria cabeça? Eu acho que não.
A sociedade deve fazê-la e eles, somente cumpri-la. Não sei como isso seria exequível, talvez em um congresso de representantes das categorias organizadas.
Proponho algumas mudanças, que duvido que essa corja que está aí tenha coragem de votar:
Primeiro a mudança do sistema presidencialista, não pode mais continuar.
O número de partidos tem que diminuir, talvez 4 sejam suficientes.
Outra coisa é a proporcionalidade de deputados em relação à população, teria que acabar e passarmos a ter um número igual de deputados para cada estado, o que seria mais justo.
Os parlamentares estão aí para fazer leis e fiscalizar o governo e não para fazer parte dele, portanto deveria ser proibido uma pessoa pedir voto para mandato parlamentar e depois virar ministro, secretário de estado, ou mesmo ter poder de indicar alguém para esses e outros cargos.
Outra coisa é dinheiro para a campanha, os partidos já não têm verbas do fundo partidário? E seus filiados não colaboram?
Diminuição dos 513 deputados para 250; o suficiente para o trabalho, com um custo muito menor para a nação e para os partidos.
Vedação da possibilidade de o presidente indicar ministro para o STF, ou outro órgão da justiça. O cargo deveria ser ocupado por uma pessoa de carreira, mais velha, fortalecendo dessa forma a independência dos poderes.
Nos ministérios, por que não limitar-se a nomeação a funcionários de carreira com graduação e saber reconhecido para o cargo?
São alguns pontos que devem ser mexidos, pois favorecem a roubalheira, e por isso mesmo são motivo para essa corja não votar reforma nenhuma. Eles querem é roubar mesmo! Eu já estou quase não acreditando mais no meu país.
Um abraço,
Jorge Serejo.
Lista fechada para perpetuar corruptos poderosos? NÂO!
O que deveria haver, é UMA REFORMA DE LEIS QUE DÃO MARGEM A DIVERSAS INTERPRETAÇÕES e que, por isso mesmo, são utilizadas para proteger bandidos.
A lei deveria ser interpretada ao pé da letra. Isso, inclusive, nos pouparia daquela verborréia do Supremo, cada qual querendo aparecer mais.
Economia de palavras, tempo e dinheiro do contribuinte para manter aquelas intermináveis sessões. Além de promover a verdadeira JUSTIÇA.
na frase do deputado ” Há quem, inclusive, ache que não é necessário reforma alguma, bastando prender os corruptos e ponto final. ”
Além de esquecer que os CORRUPTOS são corrompidos por CORRUPTORES , fica bem claro o sofisma do deputado ao ignorar o óbvio, pois o mesmo não compartilha da idéia de que prender corruptos resolve a corrupção. O sofisma está na tentativa de atribuir o problema da falta de ética e de honestidade do deputado à regra regra do jogo, e se mudarmos a regra do jogo ou se acabarem com a regra do jogo, automaticamente todos viram éticos e honestos.
Pois é deputado, espero que tenha lido todos os comentários e tenha percebido que, aqui, tem gente que pensa e, diferentemente das obscuras campanhas de intenção de votos, basta contar aqueles que são contra e os à favor de suas idéias e perceber que o Sr deve refletir mais, afinal o Sr. de fato representa o povo ou não?
Se essa reforma política não passar pela reforma do judiciário e de suas leis anacrônicas, que só servem às chicanices jurídicas, nada feito! Fica tudo como antes no quartel de Abrantes.
188 comentários. Vários escribas se desdobraram.
Propostas, análises, diagnósticos, muito pertinentes.
O tema é da maior importância, sem dúvida. Merece.
Mas enquanto isso, no botequim da esquina, 188.000
briosos brasileiros debatem apaixonadamente qual foi
o resultado do futebol (vide Noel Rosa). E a trama da
novelinha das oito (?) é a cereja do bolo do nada com
a coisa nenhuma. O esforço dos que pensam é um caso
meio que perdido, por ora. Corre-se o risco da segregação
da razão e da civilidade criar um gueto intransponível.
Qualquer plebiscito sério só poderá ser marcado para
daqui a uns 10.000 anos, sem ser apocalíptico.
Por enquanto estão quase todos muito ocupados.
na frase do deputado ” Há quem, inclusive, ache que não é necessário reforma alguma, bastando prender os corruptos e ponto final. ”
Além de esquecer que os CORRUPTOS são corrompidos por CORRUPTORES , fica bem claro o sofisma do deputado ao ignorar o óbvio, pois o mesmo não compartilha da idéia de que prender corruptos resolve a corrupção. O sofisma está na tentativa de atribuir o problema da falta de ética e de honestidade do deputado à regra regra do jogo, e se mudarmos a regra do jogo ou se acabarem com a regra do jogo, automaticamente todos viram éticos e honestos.
ESSA INDECÊNCIA E IMORALIDADE TÊM QUE ACABAR.
OU A PROPOSTA DE JUNGMAN DE PLEBISCITO,MAS QUE DÁ MARGEM A CONFUSÕES E DUBIEDADES /////OU
O QUE É MAIS FACIL : A JUSTIÇA E A CADEIA ESTÃO AÍ PARA PRENDER POLÍTICO CORRUPTO.
ALGUMA COISA TEM QUE SER FEITA COM URGÊNCIA!!!!!!!!!!
Prezado Reinaldo,
aproveitando o tema da reforma política, gostaria de saber se vc tem acompanhado a eleicao do DCE da USP? Acredito que agora, com a eleicao do novo reitor, é a hora de apoiarmos um DCE livre dos partidos politicos de extrema esquerda, que vivem num micro-cosmo revolucionário. Pela “primeira vez neste país” (hehehe) temos um chapa desligada de partidos com forca pra ganhar o DCE e fazer uma reforma política na maior universidade do país.
Reinaldo,
Tem um louco que se intitula “LOZIO” (dezembro 7, 2009 às 5:59 pm) pregando a revolução sangrenta e comparando a Revolução Americana com a Revolução Bolchevique e a ascensão do Nazismo.
Não é nem caso de dedetizar, é pra enfiar na camisa de força, mesmo!
“Sou daqueles que acham que precisamos de uma reforma política, com três pilares básicos: voto distrital, lista fechada e financiamento público.”
O ilustre deputado defende o plebiscito para isto? O voto distrital, sim; no mínimo é defensável. Mas lista fechada e financiamento público? Ele não quer o Éden. Quer o Éden e o Nirvana juntos, com os eleitores simplesmente homologando as decisões dos grupelhos, assistindo de longe às festas da república. Para ele, isto é reforma política? Olhe que nessa proposta, de resto já apresentada pelo deputado, ele nem se refere ao Orçamento Impositivo. Isso é palavrão para os nossos congressistas. Com o devido respeito, essa proposta só o diminui. Sem contar que propor plebiscito no cenário da America Latina atual, é produzir faísca no paiol da pólvora populista que corrói as instituições. Ou seria isso o que o deputado disfarçadamente deseja?
Vidal
Não sei se o deputado teve paciência para ler os 200 comentários e chegar a este. Mas ele deveria primeiro nos contar quais eram as “outras medidas” que, na época do plebiscito para o desarmamento legal, ele dizia que tomaria para inibir os criminosos, que evidentemente não seriam afetados pela lei e ficariam numa situação ainda mais confortável.
E aí ele poderia tentar nos explicar porque, tal como naquele caso, a sua nova proposta não resultaria apenas num desperdício de dinheiro público e numa situação ainda pior do que a anterior.
Perdão Reinaldo, mas ficamos bastante comovidos com sua inteligência ao lermos o seu livro, uma leitura a 10 mãos. O livro foi passando de professora a professores. Agora você terá mais responsabilidades, pois estaremos lhe olhando. rs.
Aproveitamos para pedir-lhe que observe nosso desafio. TODO ANO somos obrigados a “procurar” uma sala de aula. Um descalabro!
Enquanto isto nenhuma reforma política mudará o rumo deste Brasil, visto que, os filhos que alfabetizamos são exatamente os filhos do brasil sem futuro, ignorantes, sem vontade. Raríssimos casos de uma família acompanha os pequenos em seus trabalhos mais simples em casa. Reuniões com pais e mestres é uma PIADA. As famílias estão ruindo
Não votam seus proprios salários
Nao possuem forum previlegiados
Não possuem aposentadorias com apenas uma eleiçao
Não possuem moradias
Não possuem carros nem tampouco motoristas particulares (sic)
Não tem escritórios
Não ganham passagens
Não são protegidos por seguranças
Não recebem nenhum acréscimos por lidarem com vândalos em classe
Não são reconhecidos nem pelos pais dos alunos
Não são pessoas.
São professores primários.
E TODO ANO SÃO OBRIGADOS A PROCURAREM UMA NOVA ESCOLA, UM NOVO ENDEREÇO, NOVOS ALUNOS, NOVOS DESAFIOS SEM NENHUMA GARANTIA que políticos já são agraciados nos primeiros anos
Minha benção
Januária Madre de Deus
DOE 2/10/09 – Séc I – p 34
Resolução SE - 68, de 1-10-2009
Dispõe sobre a contratação de docentes por tempo determinado, de que trata a Lei Complementar nº 1.093, de 16 de julho de 2009, e dá providências correlatas
O Secretário da Educação, tendo em vista as disposições da Lei Complementar nº 1.093, de 16 de julho de 2009, bem como do Decreto nº 54.682, de 13 de agosto de 2009, que a regulamenta, e considerando a necessidade de estabelecer normas e critérios relativos à contratação temporária de docentes, para reger classes e ministrar aulas nas escolas da rede pública estadual, Resolve:
(continuando)
Art. 1º - A contratação de docentes, nas escolas estaduais, dar-se-á para atender necessidade temporária de regência de classes ou de magistério de aulas, quando se verificarem situações de:
I - saldo de classes ou de aulas disponíveis, em decorrência de dispensa, demissão, exoneração, readaptação, falecimento e aposentadoria de docente, ou de aumento da demanda escolar, com a criação de novas unidades ou ampliação das já existentes;
II - o número reduzido de aulas não justificar a criação de cargo;
III - impedimentos legais de docentes responsáveis pela regência de classe ou magistério de aulas, em decorrência de licenças ou afastamentos a qualquer título.
(continuando)
Art. 2º - A contratação, nos termos desta resolução, será precedida de processo seletivo que compreenderá, obrigatoriamente, prova eliminatória, cuja nota obtida pelo candidato será acrescentada às respectivas pontuações por tempo de serviço e por títulos, para fins de classificação no processo anual de atribuição de classes e aulas, de que trata o artigo 45 da Lei Complementar nº 444/85.
(continuanro)
§ 1º - A nota da prova terá valor máximo de 80,0 (oitenta) pontos, sendo que o candidato que obtiver nota inferior a 40,0 (quarenta) pontos estará eliminado do processo seletivo, ficando impedido de participar do processo de atribuição de classes e aulas do ano de referência.
§ 2º - Observado o disposto no artigo 6º do Decreto nº 54.682/2009, especificamente para a contratação de docentes, aplicar-se-ão ao processo de seleção as mesmas normas e critérios estabelecidos na resolução que regulamenta o processo anual de atribuição de classes e aulas na rede estadual de ensino.
regras para contratação professores… deveria ser copiada
§ 3º - Ao ser contemplado com a atribuição de classe ou de aulas, de acordo com a classificação que obtiver no processo a que se refere o parágrafo anterior, o docente terá sua contratação celebrada de imediato e assumirá o exercício correspondente na mesma data da assinatura do contrato, caracterizando sua anuência à atribuição.
Art. 3º - O prazo de vigência da contratação de docentes limita-se ao ano letivo fixado no calendário escolar.
Chega de sentença “transitado em julgado”. Essa patifaria está levando e mantendo marginais especializados em assalto a cofre público, em cargos onde a democracia e as pessoas precisam de líderes de verdade, comprometidos com a nação. Mensalão, mensalinho, aloprados, dossiês, sanguessugas, não dependem de Constituinte. Dependem de caráter, vergonha na cara, ética, espírito público. Finalmente, a intenção seria boa se esse país não fosse o que é. Imagina Lula estar com 73% de aprovação, mesmo após todos os escândalos que ele e seu partido protagonizaram. É esse o Brasil, deputado Jungmann. Estamos vivendo aqui e aqui as pessoas agem e reagem assim. Discordamos.
Apesar da simpatia que sinto por Jungmann e pelo líder do PPS, Roberto Freire, não concordo com a tese. Nada do que será proposto vai mudar o perfil da maioria do eleitorado brasileiro. O básico é a educação e a cultura. Sem elas, continuará votando por favores pontuais e pessoais. Nada do que foi proposto vai mudar o comportamento dos partidos na escolha de seus candidatos. A fisiologia continuará imperando. Nada do que proposto vai mudar o comportamento da maioria dos eleitos que só olham seu próprio umbigo e bolso. Não será o financiamento público que vai terminar com a grana de empreiteiras. É preciso eliminar da vida pública quem não tenha atestado de antecedentes. Chega de ………..
Minha agenda para reforma política (antes de falar em mudanças maiores, como voto distrital ou listas fechadas):
- Fim do financiamento público já existente (fundo partidário): Ser capaz de financiar as próprias idéias é fundamental para a existência de partidos independentes, e é por si um filtro contra idéias danosas à democracia. O financiamento público está para os partidos como o imposto sindical para os sindicatos.
- Fim dos suplentes de senadores.
- Correção da proporcionalidade no número de deputados por estado na Câmara.
Insisto que um plebiscito não é a única maneira de mobilizar a sociedade. Fortalecer as instituições é tão ou mais importante que fazer a reforma política.
A proposta é diferente do nefasto chavismo que assola o continente? Se entendi corretamente, o deputado embarcou em duas tentativas de reforma política pelos caminhos institucionais e elas naufragaram. Então, propõe que se passe por cima da instituição e convoque-se o povo às ruas. Deputado, o sr. pode ser diferente de Chavez, mas em essência, a idéia é a mesma. A luta é dura, mas deve ser “por dentro” das instituições. O povo já é convocado às ruas de dois em dois anos…
O argumento do deputado Raul Jungmann peca num elemento essencial: se o povo brasileiro é idiota para escolher seus representantes, será ilumininado na escolha dos reformadores da sua política?
Você não explicou a razão de sua divergência com do deputado em relação ao referendo sobre o desarmamento. Eu — como muitos outros brasileiros que se julgam no direito de defender-se e às suas famílias — temos particular interesse na sua opinião a esse respeito.
Heraclitofraco, as 9:43, é um petralha. Eles morrem de ódio do PPS, ao qual acusam de “inimigos dos trabalhadores e amigos dos que os exploram”, conforme ele escreveu no comentário.
Já sei, o Coma-andante e o Hugo-pança são os “amigos” dos trabalhadores…Esses caras nunca trabalharam na vida.
Todos os problemas do Brasil estão no Judiciário…
O Executivo e o Legislativo sabem disso e se divertem à vontade.
Certz vez, em uma aula na Universidade de Brasília justamente sobre Reforma Política, ouvi um professor contrário à ela dizer: “Se você chega em casa e encontra a sua mulher no sofá com o vizinho, você bate no vizinho ou queima o sofá?” Acredito que uma reforma política seria queimar o sofá. O nosso sistema político está desmoralizado principalmente em função da impunidade. A certeza de impunidade é um incentivo à corrupção, mais do que qualquer sistema político. Há um ano moro na Alemanha, e aqui não existe isso de “eu não sabia”, “eu não li o relatório”, “eu fiz mas todo mundo faz”. Talvez uma reforma política seja inútil sem que a corrupção seja implacavelmente combatida e PUNIDA.
O Brasil, no momento, não precisa de boas idéias. Precisa é de uma ação vigorosa, implacável, contra o império da maldade, da mentira e da estupidez. Esse império foi instaurado pela geração que, nos bancos da universidade, se deixou seduzir pela crença de que era “a parcela mais esclarecida da população” e de que todos os problemas estariam resolvidos quando ela chegasse ao poder. Ela chegou — e fez do povo brasileiro o mais ignorante, o mais assassino e provavelmente o mais desonesto do mundo.
De Olavo de Carvalho.
Fazer reforma, qualquer reforma sob os eflúvios da era lula, da proximidade de lula é deitar a água da bacia com a criança junto.
A realidade está distorcida com esse ET chamado Lunácio da Silva.
Há de se ter um tempo advindo mais propício para se pensar em sutilezas. Por ora, o jogo é bruto. As catacumbas estão abertas e o coisa ruim dá as cartas.
A regra para a sobrevivência é não dá chance ao demo. Deixa como está.
O Raul que me desculpe, mas as suas propostas são enganosas.
Sou legalista. Detesto reforma para fazer cumprir lei existente.
Vamos reformar também o judiciário que dá guarida a bandido?
O porteiro do meu prédio tem que ter ficha limpa para o emprego.
O cidadão incomum com prontuário de 500 páginas ganha legenda do partido e reconhecimento da justiça eleitoral para se candidatar e permanecer no cargo.
A reforma política tem que ser feita “por dentro”. Pelo sistema comum, para ser perene. Senão, nada feito. De nada adianta.
É desculpa esfarrapada essa do nobilíssimo deputado Raul.
Afinal, o que faz ele na casa que freqüenta há décadas?
Convive com todas as tramóias da casa e não aglutina com os seus colegas, que foram eleitos para nos representar, as ferramentas do seu ofício para depurar essa sujeira.
Assinando o atestado de incompetência, vem a público pedir ajuda à sociedade.
Pede pra sair, seu deputado.
Reinaldo, o Brasil ainda não está preparado para a reforma política.
Quais são os pressupostos mesmo, que queremos defender?
Não os há claro. Ainda estamos no tempo político da inflação. Assim como ela, a nossa política é a jabuticaba que cultivamos com esmero, dedicação e aceitação idiota da população. Afinal, quem não quer se dar bem?
Não há condições nem condutores de um Plano Real de Reforma Política. Não mesmo.
Com todo respeito…… fraquinho, fraquinho!
Confesso que me convencer sobre a conveniência do plebiscito seria difícil, mas Jungmann poderia ao menos tentar explicando o que significa “perguntar ao cidadão-eleitor se ele quer uma reforma política para dar maior transparência, controle social e reduzir a corrupção, a se realizar em paralelo às eleições gerais de 2010″.
Ora, acho que qualquer cidadão responderia sim à pergunta acima. Porém, sem definições claras qualquer espertalhão manipula tais conceitos para que sirvam ao mal. Não caio nessa, Jungmann.
Tente também me convencer sobre as vantagens de listas fechadas e financiamento público. Será igualmente difícil.
Não é viável perguntar nada ao eleitor no próximo pleito. As eleições presidenciais já são muito tumultuadas. Toda vez que vou votar para presidente tenho o desprazer de perceber que há pessoas no corredor da escola escolhendo candidatos na ultima hora… O tempo de propaganda e noticiário na tv mal cobre a disputa pelos cargos de presidente e de governador. Deputados federais e estaduais não se apresentam e não debatem, acabam sendo conhecidos por meio de panfletagem ou caricaturas. Creio que a única reforma possível e efetiva seria a de separar eleições parlamentares das eleições para o executivo. Não adianta mudar a circunscrição se deixar as pessoas votando em estranhos.
Caro deputado, vamos concordar em discordar? Penso que reforma política, com o Estado e a mídia aparelhados e dominados pelas versões que o Noço Guia e seu partido determinam, tem grande risco de conduzir a um maior distanciamento da democracia e da limpeza das instituições. Sou parcialmente a favor do voto distrital e contra lista fechada e, NEM PENSAR, em financiamento público de campanha, que tiraria ainda mais dinheiro do contribuinte e não impediria caixa 2 e corrupção.
Caro Reinaldo,segure-se na cadeira: APAGÃO SELETIVO,HEHE,EM SÃO LEOPOLDO,RS!!!
Mais uma cagada dos vermelhos e “democráticos” PeTralhas de bombachas!!!
“segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Juventude do PSDB do RS reúne-se à luz de vela em São Leopoldo
Agora há pouco faltou luz no restaurante do Baldo, São Leopoldo, onde a Juventude do PSDB do RS resolveu reunir seu pessoal para lançar os candidatos do Partido à Câmara e Assembléia do RS.
. Em todos os pontos que ladeiam o restaurante existe luz abundante.
. São Leopoldo é governada pelo prefeito Ary Vannazi, do PT. ”
Fonte: http://polibiobraga.blogspot.com/2009/12/juventude-do-psdb-do-rs-reune-se-luz-de.html
Cai por terra mais uma máscara do “democrático” deputado desarmamentista,traidor da população de bem,deixando-a,assim,inerme diante dos criminosos armados…
É impressionante a incapacidade de algyuns em reconhecer um marxista,ou marxista cultural,e demais pragas esquerdopatas (perdão pela redundância)!
Raul Jungmam não é mais criança!Ele está muito bem crescido e amadurecido para não saber das implicações deletérias das suas propostas políticas e “democráticas”!
Lembro aos incautos,ingênuos e puros de coração (os parvos que se deixam enganar em assuntos tão sérios,seja pelo coração (emocionalismo,sentimentalismo) seja pelo idealismo bocó,a frase: OS CONHECEREIS PELOS FRUTOS!!!
Deputado o Sr. acabou de chegar de Honduras onde fez um bom trabalho por sinal , nao jogue por terra isto fazendo este pedido , TEMOS UMA CONSTITUICAO EM VIGOR , e se for obedecida esta de bom tamanho . Nao e reforma Politica que vai melhorar o nosso PAIS e sim reforma dos politicos (colocando os ruins para fora do congresso , o que EU duvido)
Raul Jungmann tem o meu respeito,mas discordo dos seus argumentos. Financiamento público de campanha para acabar com o caixa 2? Piada. Lista fechada? Sacanagem. Voto distrital? Eu quero o distrital misto. Estes são os três pilares da reforma? Então, deixa como está que fica na mesma. Ele sugere “colocar no centro do debate eleitoral do próximo ano a questão da reconstrução da política. Torná-la obrigatória para representantes e representados”. Quer dizer que, no boteco da esquina, eu serei obrigado a debater a reconstrução da política? Na base do porrete? Prefiro lamentar a eterna penúria do Santos.
Desse jeito, Jungmann daqui a pouco vira mais um Suplicy da vida.
seu reinaldo,
esse papo de “lista fechada” não é uma forma de sobrepor coletivo virtuoso ao individuo? não tem perigo de ocorrer “ditadura do diretório nacional ou da executiva”? quem garante q tal lista será a mais virtuosa? melhor votar direto no partido: PT, PSDB, PP,…
fianciamento publico? conta outra…rsrsr olha o amanhã sorridente d fim d caixa 2.
fidelidade partidaria = forcar baixo clero em votar o q determina diretorio d partido. votou contra, rua e ostracismo! mudar de partido algum momento? nem pensar, uma vez PT, PT até morrer. ficará pior q seita fundamentalista.
ate
Deputado,
Depois de ler, paulatinamente, os 160 comentário, pergunto :
O SENHOR PENSA QUE ENGANA A QUEM ?
Trabalhe pela CAMPANHA FICHA LIMPA, onde o povo já deu seu parecer através da coleta de assinaturas.
Será que o senhor se lembra da PLP 518/09 ?
Pois é, o site da Campanha diz :
” Quer dar visibilidade ao seu apoio à Campanha Ficha Limpa? Neste site, os interessados/as podem baixar o arquivo do adesivo da iniciativa.
O PLP 518/09 está no Congresso Nacional há mais de 2 meses e precisa da sua colaboração para que entre na pauta de tramitação da casa.
Divulgue seu apoio e ajude a convencer os parlamentares sobre a importância dessa iniciativa. ”
Deputado,trabalhe por algo possivel
Reinaldo, tudo o que petista apoia me faz ligar o desconfiômetro.
Prefiro que os políticos se adaptem às leis a que sejam criadas leis que se adaptem à índole dos políticos.
Isso é política de verdade.
Caro Sr. Reinaldo,O Brasil precisa mesmo é de uma REFORMA EDUCACIONAL , ai sin podemos fazer alguma coisa de bem p/ o pais , o mundo está cheio de boms exenplos é só pegar os melhores e aplicar por aqui , mas parece que oSr. LULA vai na contra mão, será que viver no primeiro mundo é tão ruin ,pelo se ve os Brasileiros não queren sair deste TERCEIRO mundinho ,basta que tenha FUTEBOL E CACHAÇA tá LEGAL MEU ,abrs.
Caro Reinaldo.
É só acrescentar um § 12 no art. 14 da Constituição assim redigido:
§ 12 - O disposto no inciso LVII do art. 5° não se aplica, considerada a vida pregressa do candidato, no caso de existência de decisão judicial condenatória com expressa proibição de exercício de cargo, função e atividade pública bem como de mandato eletivo.
Faríamos uma reforma do nível moral dos eleitos em pouco tempo, ao invés de reforma política que no Brasil é impossível, devido a interesses dos próprios legisladores.
Verás que com este dispositivo na Constituição nenhuma pessoa condenada por ato de corrupção e improbidade conseguiria registrar a sua candidatura ou assumir cargo público.
Sr(a)s;
Jungmann defende: voto distrital (OK!), lista fechada (????) e financiamento público (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)… financiamento público, ai, ai, ai… eu afirmo que este homem bem defende sua ideologia. Afirma ser democrata, mas com seu “isentismo” ajuda, direta ou indiretamente, a impor um Estado Autoritário à Sociedade.
Reinaldo, insisto na minha pergunta: você se vê como um fabiano?
Saudações conservadoras,
Aero Willys
A proposta do deputado Raul Jungmann (PPS-PE) não é sem sentido. Entendo que há boas intenções.
O problema é que no Brasil, boa parte do povão vota por votar, sempre procurando lembrar dos candidatos que deram ibope durante os últimos quatro anos. Geralmente esse ibope vem de escândalos. Logo são os lembrados por essa massa de eleitores.
Essa é,sem dúvida, o maior desafio, fazer com que o voto seja consciente.
dedetizado.
O país precisa é acabar com a impunidade. Porque os legisladores não fazem a reforma dos códigos penal e processual penal, assim poderíamos ter agilidade nos inquéritos e processos ?
Porque os legisladores não fazem a reforma dos procedimentos do legislativo de forma a impedir o voto secreto ?
Se tão pouco eles não fazem porque fariam uma reforma política que atendesse a sociedade realmente e limpasse o legislativo da podridão que tomou conta em todos os escalões, federal, estadual e municipal??
Outra coisa: deixar a proposta aberta, mandando o povo decidir por um conceito vago de “reforma política” que depois será moldada pelo congresso é um precedente muito perigoso.
Raul nega, mas foram exatamente precedentes como esse que minaram as estruturas deficientes, porém democráticas, do regime venezuelano pré-Chávez.
Bom, o que há de se observar nas propostas de Raul Jungmann é a falta de se falar do caso da desproporcionalidade na representação da câmara dos deputados, com estados mais populosos como São Paulo e Pará sub-representado em relação a unidades da federação menos populosas como Alagoas e Brasília.
No Brasil melhorar o ensino é impor cotas, transferência de renda ( bolsa família) é visto como crescimento e para ser político basta saber desenhar o nome. Um plebiscito?!
Se olharmos a autoridade moral do político, já no discurso fazem nossos ouvidos gemer de dor. A corrupção no país é tanta que omitimos nossa nacionalidade no exterior.
Difícil seria, nobre deputado, ver um dos senhores no setor privado, onde a escolaridade, conhecimento e honestidade devem andar de mãos dadas.
Se soberania do eleitor fosse a solução, o corrupto não se elegeria.
Aqui, cada pirulito um voto.
Pense nisso.
Caro Reinaldo.
Após a leitura dos comentários acima (ótimos), entendo sua preocupação em não dar conta do número crescente de novos comentaristas.
Muita gente nova no blog, bem-intencionada e informada, que dá gosto ler.
Tutti buona gente.
Isso é que é problema bom de resolver…
Caro Reinaldo,boas notícias vindas do RS:
“segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Há um sopro de ar e de liberdade na eleição do DCE da Ufrgs
Saiba o que defende a direita nas eleições do DCE da Ufrgs, no Rio Grande do Sul, segundo ensina nesta segunda no Estadão o filósofo Denis Rosenfield:
1) A excelência acadêmica (melhores laboratórios, mais verbas para a compra de livros, condições melhores de ensino e de pesquisa).
2) Incentivo ao empreendedorismo, ou seja, maior integração entre a empresa e a universidade,com o lucro reinvestido na própria universdiade (na formação dos estudantes e na pesquisa).
3) Segurança no campus.
Ora, estas foram as teses vitoriosas. O paradoxo é que do outro lado, a esquerda parece ter ficado com a baixaria acadêmica (laboratórios sucateados, menos verbas, ensino ruim e pesquisa destruída), universidade pura ideologicamente (comunista) e liberdade no campus para estuprar, matar e roubar.
LEIA o artigo completo:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091207/not_imp477837,0.php
Fonte: http://polibiobraga.blogspot.com
O deputado poderia colocar qual seria a pergunta do plebiscito.
Não duvido de suas boas intenções Deputado, concordo que existe a necessidade de reforma do sistema político. Concordo com a necessidade de se implantar o voto distrital puro no país, mas não com as listas fechadas.
Mas uma coisa me deixa muito preocupado Deputado. Sua proposta, necessária e bem intencionada, poderia ser completamente mutilada durante o trâmite pelo Congresso. Que poderes poderia ter então uma constituinte?
Os dois primeiros pilares de que fala o deputado são certamente necessários tanto quanto é desnecessário o terceiro que pode muito bem ser substituido pelo voto facultativo,este terceiro pilar,tenho esperanças,tornará irrelevante de onde o dinheiro venha,já que diminuirá a necessidade de quantias vultosas para a propaganda eleitoral.
Corrupção é crime, e como crime deve ser tratada. Em outras palavras; cadeia para os coruptos. Talvez a reforma necessária seja a do judiciário, para tornar mais celere os processos e impedir que corruptos recorrentes se candidatem. A reforma política proposta pelo deputado pode tornar o processo eleitoral mais simples e, talvez, mais barato, mas acho ingenuidade imaginar que instrumentos como o financiamento publico possa reduzir a corrupção. Políticos roubam porque são ladrões; o roubo é uma escolha moral, e não há sistema que impeça isso. Se a corrupção fosse inevitável, o deputado Jungmann tambem seria corrupto, ou não seria mais candidato.
Reinaldão,
Sou contrário ao financiamento público, no fim viraria mais um imposto. Duvido que tal prática colocasse fim ao caixa dois. Prisão, sim, acabaria com os ditos valores não contabilizados, mas…
O voto distrital me agrada, acho que aproxima mais o político do eleitor.
Mais ainda, Rei.
Jungman acha que basta criar uma lei para a coisa moralizar? hahahahahaha Me engana que eu gosto, Sr.Jungman! As leis estão aí, vivinhas. O problema é que ninguém cumpre coisa nenhuma. O problema é que os partidos aceitam todo tipo de malandro, criminoso, 171 e sem vergonha, em seus quadros. O problema é que um Jungman convive tranqüilamente com o lixo do lixo humano e não o denuncia. Se Jungman contasse 1/10 do que sabe de podre dos coleguitchas do Congresso à polícia, a coisa começaria a melhorar. Ele conta? Ou “não sabe de nada”? Nem venham empurrando prá nós decisões que devem ser SUAS.Não adianta mudar a cor do cocô, se as moscas continuarem as mesmas.
Pergunta ao Deputado Raul Jungmann: Como evitar que a “coalizão espúria” também tome conta da reforma política?
Perguntar ao cidadão-eleitor se ele quer uma reforma para dar mais transparência, controle social e diminuir a corrupção? É obvio que a resposta será SIM. Muito “singela” essa pergunta!!!
Por que nao começar com o Ficha Limpa? Nao é a solução, mas acredito que seria um grande passo. Afinal, um milhão e quatrocentos mil cidadaos-eleitores já expressaram seu desejo e, até onde eu sei, estao sendo ignorados pelo congresso e pela midia.
Se Jungman propusesse um plebiscito nos termos “O senhor acha que uma bomba deveria explodir os políticos brasileiros?!, vá lá. talvez o povão entendesse e tivesse interesse em responder.
Mas, francamente!, com o nível do nosso povão, que só faz descer a ladeira (os indicativos de Educação são de chorar, cada vez piores), Jungman tem ilusões? E daí? Querer, queremos e os deputados TODOS sabem disso faz tempo. E…? Nada. Não interessa aos que estão, nem aos que querem entrar no jogo. Comecem por aprovar a ficha limpa. Alguém topa!?
Sergio da 1:12
Hã?!
Está me parece a melhor solução:“lá (em Brasília) não tem mais jeito, tem que soltar uma bomba e acabar com tudo”.O que é soltar uma bomba? Respondo:é o povo ir para a rua e exigir que as leis sejam cumpridas, que os bandidos sejam presos, que os políticos corruptos sejam eliminados da vida pública.Sinto vergonha quando vejo um país como Honduras dar uma lição de democracia para o mundo e nós assistindo a degradação das instituições, o país se afundando num mar de lama e, simplesmente, não fazemos nada.O nobre deputado está bem intencionado, mas plebiscito não resolve.O que resolve é vontade política, é somar esforços, convocar os homens de bem e com coragem de peitar esse bando de ladrões.
PLEBISCITO
Eleitor, vote sim ou não:
a) candidatos do executivo e legislativo concorrem a mandato de quatro anos com direito a uma ÚNICA reeleição, não podendo NUNCA MAIS se candidatar a cargo político;
b) ocupante de cargo político, envolvido em corrupção responde por crime imprescritível;
c) extinção total de cargos de confiança em qualquer cargo público;
d) extinção de “nomeação” dos ocupantes de cargos superiores: TSE STF, TCU…;
e) implantação de um pacto federativo que não estrangule os Estados/Municípios.
d) etc, etc.
Pergunta se eles querem??? Duvido.
” (…) colocar no centro do debate eleitoral do próximo ano a questão da reconstrução da política.” Isto faz todo sentido. O resto é wishful thinking.
O que seria perguntado ao eleitor? Se quer uma reforma política? Se a pergunta for esta, eu voto NÃO, apesar de querê-la muito.
Só faz sentido um plebiscito se a pergunta for objetiva; para ser objetiva, deve referir-se a algum projeto pré-elaborado. E é aí que mora o perigo…
Concluindo…
Por isto, caro deputado Raul Jungmann, vai ser necessário muito mais que simples convicções sobre voto distrital, lista única etc. Opiniões todos têm – e nem sempre ou quase nunca convergem. Por trás de opiniões e idéias existem interesses, muitos deles espúrios. Reforma política nestes termos é como tentar retocar sua própria imagem refletida no espelho.
Sobre a “presunção da inocência”, quem quer ser candidato deve se submeter a juízos POLÍTICOS, que nem de longe passam pelos tribunais de justiça. Se, com uma compreensão clara do embuste corrente conseguirmos afastar os “ficha suja” da vida política, um grande passo no sentido da reforma política estará dado. Antes de qualquer reforma institucional por decreto, é necessário desconstruir as teses vigaristas das esquerdas e dos políticos ladrões, uma a uma. Essa desconstrução deve ser metódica, clara e absolutamente lógica para que seja incontestával. E precisa ser repetida à exaustão, até que sua verdade seja estabelecida. Este poderia ser o começo da reforma institucional, ou seja, humana
São muitas as empulhações a ser desconstruídas. Eu começaria pelo questionamento do princípio da “presunção da inocência” para o registro de candidatura de gente de moral questionável. O embuste está em introduzir um princípio do direito penal na seara da Justiça Eleitoral. Uma coisa nada, absolutamente, tem a ver com a outra. No direito penal, a presunção da inocência é necessária para se resguardar a liberdade de um indivíduo não formalmente condenado. No direito eleitoral, não se trata de proteger direitos individuais mas de defender o interesse público. A situação de quem quer um cargo eletivo é totalmente distinta de quem quer proteger sua liberdade física. (continua)
Reforma institucional só seria possível, portanto, se possível fosse uma reforma “humana”!! A única mudança possível supõe um trabalho árduo e paciente de desconstrução da moral petista e das mentiras que a sustentam. Supõe um trabalho sistemático de esclarecimento que atinja um maior número possível de brasileiros.
Reforma política é mais um capítulo da novela “Reformas Institucionais”. Não é como reformar nossa casa. Se o brasileiro tivesse alguma educação sociológica para além do bullshit marxista, saberia que uma instituição reflete necessariamente o estado de coisas possível dada a conjugação de forças em jogo. Em outras palavras, as instituições são os homens. Em toda reforma entram em disputa interesses que puxam para lados opostos, de modo que nada saia do lugar. Os resultados são nulos ou pífios.
É… Há coerência nas explanações do Deputado, no entanto, creio que o melhor caminho, seria expor à população, com simplicidade, como funciona o sistema parlamentarista e então tentar um novo plesbiscito. Além, obviamente, da inconveniência do famigerado voto obrigatório.
Como diz o Reinaldo, voltei!!!!! porque essa coisa toda me incomoda muito. Afinal a gente elege os caras prá depois virem dizer que não conseguem mudar as coisas!!!!! A mesma ladainha que escuto sempre; tem crime? Precisa da sociedade! Tem pobreza? Precisa da sociedade! Qualquer coisa que eles deveriam resolver não resolvem e precisam da sociedade!! O povo votou e esperava que eles fizessem a parte deles, não fazem e querem plebiscito, nova eleição, benção divina etc.
Como dizia o Cap. Nascimento; PEDE PRÁ SAIR !! Juntem-se a nós os otários, larguem seus gabinetes e salários e venham para o lado de cá, observem daqui e morram de vergonha. PEÇAM PRÁ SAIR !!!!
Meu comentário não se fundamenta em pesquisas nem opiniões de profissionais mas apenas na minha observação. O deputado Raul Jungman já identificou no eleitor o “nojo” ou desinteresse pelo trabalho de seus eleitos, quando se lembram em quem votaram. Isso dispensa o plebiscito. Já está muito claro, para mim. Acho que ele deve continuar trabalhando duro para conseguir implementar seus projetos “por dentro”. Acho voto distrital muito bom por exemplo. Quem propôs voto distrital como plataforma política nos últimos anos? É uma sugestão, pois o político que tiver coragem e honestidade de enfrentar a “patrulha” vai descobrir que 82% de aprovação não é equivalente a intenção de voto.
Discordo do deputado Jugman em dois dos três pilares básicos em que ele pretendem apoiar sua tese, a saber, lista fechada e financiamento público.
A solução mais lógica, dentro da reforma política (são tantas as reformas que a política apenas é paliativo) seria o tripé:
- Voto facultativo, candidatura apartidária - independente (fora com o cartorialismo dos partidos) e voto distrital puro.
Enquanto se mantiver o voto como obrigaçaõ, os partidos como caminho obrigatório para pleitear vaga no serviço público (sim! os legisladores são servidores públicos), enquanto se mantiver a impunidade e imunidade parlamentar, dos juízes e demais servidores de alto escalão, com fôro privilegiado…bah!
Caro Deputado
Concordo parcialmente com o que escreveu o leitor Dante.
No momento atual do Brasil, com esta quadrilha que está no Congresso Nacional é impossível se fazer uma reforma política.
Eu também acho que esta reforma só pode ser feita por uma assembléia de homens probos, sem filiação a nenhuma quadrilha (que alguns denominam partido), de saber inequívoco e que se sujeitassem a ficar inelegíveis por, no mínimo, 10 (dez) anos.
Olho para a democracia americana e a invejo. Uma pessoa pode lançar-se candidata ao cargo que quiser, sem partido ou, no mínimo, por meio de um partido local, que não precisa de vínculo com partidos de abrangência nacional. O que pode ser mais transparente do que mostrar a própria cara, tanto para pleitear a honra quanto assumir a vergonha, sem o escudo de uma legenda?
No Brasil, vejo o contrário. A vergonha difusa dos partidos lança mensageiros (estes, às vezes, com cara) para nos convencer a dar (mais) um voto de confiança na difusão, como se isso obrigasse os partidos sem caráter a adquirir algum (qual?). Mas, de novo, que caráter podem ter partidos formados por indivíduos sem o seu?
Caro Reinaldo,
Faltou apenas um comentário, não estou tentando fazer piada: gostei das idéias do deputados, relacionadas a prender todos os criminosos e/ou explodir uma bomba em Brasília. Poderemos comprar a bomba do Irã.
Cuidado..leitores. Estamos sendo enrolados. Não entremos nesse engodo. Mais um. A reforma politica é uma das saidas. Todos sabem. Não fazem porque não querem. Esse plebiscito e um mini-parlamento é jogar dinhiero fora. Não ha nenhuma garantia que esse exclusividade irá desaguar em uma reforma de verdade.Continuarão nao querendo. Falta é coragem. O que a população precisa pressionar e que esse tema entre na agenda. E nenhum dos partidos possuem a minima disposição pra fazê-la. O que falta é comprometimento e carater da classe politica. Politicos sao especialistas em solucões salvacionistas com o dinheiro alheio. Vao se catar..!!
Reinaldo,
Eu só não consigo entender uma coisa: por que tanta insistência dos políticos com essa tal “lista fechada”? Existe alguma boa defesa teórica? Porque, num país onde a transparência sumiu do horizonte, não se ter idéia de em quem se vota tem um aspecto ainda mais turvo. Como votar em legenda, se os partidos todos abrigam visões e vertentes políticas disparatadas e antagônicas, se silenciam sobre questões morais e se têm ética tão “elástica” (além de estarem todos, em seu discurso genérico, afastados da genuína predileção brasileira pelo conservadorismo)?
Caro Reinaldo,
A opinião do deputado Raul Jungmann, parece-me, entra em frontal colisão com a história nacional atual. A Constituinte de 1988 foi produto de sua época. E nos trouxe ao atual estado de coisas, inclusive com os problemas nas áreas de saúde, educação, trabalho e, para voltar ao principal, na política. Por que esta reforma não espelharia a sua época? Por que as coisas não piorariam de forma grotesca? Por que não seriam instituídas as reeleições infindáveis? Por que não seriam aumentados os privilégios legais dos parlamentares (pe, o direito constitucional ao mensalão)? Daí para a frente, pode-se fazer mil perguntas semelhantes.
O problema da reforma politica, seja votada no congresso ou atravez de uma constituinte é o excesso de foco na solução e a falta de foco no problema . O problema é que parece que todo mundo acredita que as tais propinas são verbas para campanhas eleitorais não contabilizadas ( caixa 2 ). Ninguem imagina que a maior parte deste dinheiro, ou todo, é para o proprio larapio que está pegando?
Se tiver financiamento publico de campanha aí os larapios não vão querer mais dinheiro para eles?
dedetizado por dona reinalda.
Se o povo é quem elege e reelege quantas vezes for os políticos criminosos e sem ética e moral, qual a chance de o povo saber votar em um plebiscito? O povo é pior que esses que estão nos Legislativos e Executivos da vida. O povo é que tem que melhorar para a política melhorar. E a Lei “Ficha Limpa” de iniciativa popular? Passa?
Pelo menos temos boas notícias: “Eleitores estão se mobilizando cada vez mais em ações de fiscalização dos gastos públicos em cidades mineiras. Em muitos casos, moradores usam dinheiro do próprio bolso para se unir em associações e ONGs em luta sem trégua pela moralidade política, vigiando e denunciando desperdícios e irregularidades. Jornal Estado de Minas 7/12/09.
Apenas para fazer coro aos colegas comentaristas: Que planos o deputado tem para anular a inevitável influência do governo sobre os termos do plesbicito?
Entendo os motivos dele, mas acho que mais viável seria a tornar mais robustos o judiciário e o executivo através de profissionalização e promoção do apartidarismo.
Reinaldo,
A maioria de nós brasileiros, não sabemos em que país vivemos, não temos noção de Estado, não temos ideais e muito menos informação confiáveis.
Desde a nossa constituição, a que o Sr. Ulisses denominou de constituição cidadã, em apenas um ano se tornou constituição anciã, em virtude da infraestrutura política mundial.
Claro que se faz necessárias reformas, mas nos modes do congresso atual: lista, voto distrital, financiamento público..Tudo isso é apenas mudar o sofá de lugar.
Tem outra, enquanto as intrusões coletivistas povoarem a cabeça de nossos intelectuais não vejo saída para esse problema. Se não se conseguir uma inversão de valores de Gramsci para Hayek, nosso barco está
O deputado Jungman acerta no diagnóstico, mas se omite quanto ao prognóstico. Nesse caso, o “como” importa mais que o “por que”.
Reinaldo,
O PLEBISCITO, mais um engodo.Um dos principais responsáveis pela situação em que se encontra o nosso “sistema político” são os próprios partidos políticos que continuam a aceitar os “fichas sujas” e no final, toda a responsabilidade fica com eleitor, que na maioria destes rincões do Brasil ou é analfabeto ou analfabeto funcional.Sinceramente.Eu não acredito mais em nada que estes atuais políticos falam(E SÓ PAPO-FURADO).
Deputado Raul Jungman,
Ter uma boa constituição é condição essencial para uma governança justa e efetiva. Mas, na atual conjuntura, diante de tanta mediocridade política, não podemos nos arriscar a efetivar tais mudanças. É tarde, mas para o bem da democracia, ainda não. Sem que aja equilíbrio político partidário - e não há - o Brasil não pode correr esse risco. Melhor seria que cobrássemos mais transparência e boas práticas de gestões administrativas, afim de que fosse corrigida as distorsões e injustiças sociais. No fututo, quem sabe?… Com uma assembléia de homens probos, de saber inequívoco e que se sujeitassem a ficar inelegíveis por, no mínimo, 10 (dez) anos.
***OFF TOPIC***
Vai ser difícil, vai precisar inundar o mercado com muito (do nosso) $$$ para eleger Dilminha-baixaria:
Dilma tem maior índice de rejeição
Entre os cinco pré-candidatos à Presidência em 2010, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) é a que tem a maior rejeição: 41% dos eleitores dizem que não votariam nela “de jeito nenhum”. Em seguida, aparece a senadora Marina Silva (PV), com 40%.
(Pesquisa CNI/Ibope)
Reinaldo.
Há décadas acompanho a política nacional e, por várias vezes exerci cargos políticos. Hoje sou um simples observador. Não dá mais para participar do jogo político do meu município, que é um corte transversal da realidade brasileira.
Não dá para alguém imbuido de princípios éticos e morais participar da política, com a pletora de partidos existentes. Quem antes não serviria para cabo eleitoral agora é candidato, dada a facilidade de conseguir legenda. Daí nasce a promiscuidade entre os políticos e a marginalidade. A reforma deve começar por ai. No máximo quatro partidos, os mais votados.
MAS COM ESSA CAMBADA QUE ” ASSOLA ” BRASÍLIA ?
HUUUM !
ISSO VAI FEDER ………….
VEM M_ _ _ _ POR AÍ .
AQUELAS CABEÇAS CHEIRAM MAL.
Correção do último parágrafo do meu comment:
E pergunto ao deputado Jungmann, que acredito estar de fato imbuido de nobres razões para propor o plebiscito e a reforma em si: o que, quem impedirá o pt e seus partidos-satélite de destruirem o que ainda resta das leis? E aliás, lista fechada e financiamento público? Não!
Tenho a impressão de que todos gostariam de uma reforma política, ou melhor, uma reforma dos políticos, porque os eleitos são, em sua vastíssima maioria, membros ou candidatos preferenciais à “coalizão espúria” que menciona o deputado Jungmann. Tenho medo. Na verdade, sinto mesmo é pânico com a idéia de que, votada uma reforma, a tal coalizão se adone do processo e nos leve ao caos total: o chavismo, o castrismo, o bolivarianismo, o lulismo. E pergunto, que acredito estar de fato imbuido de nobres razões para propor o plebiscito e a reforma em si: o que, quem impedirá o pt e seus partidos-satélite de destruirem o que ainda resta das leis? E aliás, lista fechada e financiamento público? Não!
O deputado acreditava no socialismo,numa utopia irrealizável,e continua numa outra utopia,a da reforma política.É cegueira mesmo-não acho Sua Excelência desonesto,os políticos acham que podem mudar um país continental de cima para baixo,sem que surja um movimento enraizado na sociedade que se reflita nas leis,
no Congresso.A questão é inversa àquela proposta pelo deputado,
é como fazer para que um movimento de rejuvenescimento moral, político e cultural crie as condições,que não temos hoje,para uma verdadeira democracia plural se desenvolver no país.
Com a baixa moralidade e baixa cultura dominantes no país,de nada adiantará uma reforma política,os piores elegerão os piores dos piores.
PLEBISCITO ?
Num país onde nem se pode CONFERIR os votos !
Plebiscito com a anuência do TSE ? Eles não permitem nem que o ITA finalize uma auditoria nos programas das Urnas Eletrônicas !
As mudanças serão à favor dos aloprados e assemelhados.
As únicas coisas que posso dizer: não me sinto representado por seu NINGUÉM, nem no Executivo e MUITO MENOS no Legislativo. Por outro lado, reconheço minha culpa, não sou sindicalizado, não frequento assiciação de bairro, não faço parte do conselhom tutelar, e por aí vai.
Ou o povo brasileiro mostra que tem sangue nas veias, ou continua preocupado com a mocinha da novela das nove e com a final do brasileirão. Só sei que se não correr atrás do meu prejuízo, do céu não me vem nada. Aliás, nem pela intervenção de pastores nem das pastorais.
A proposta é boa mas o risco já foi comentado, o PT pode usar um plebiscito para se perpetuar no poder. Evidente que o voto distrital seria o ideal, vou além, o Brasil deveria discutir o parlamentarismo e assim esvaziar a bola destes proto-fascistas com vocação para Getúlio.
A questão então seria, evidente caso se faça um plebiscito, como impedir que entre reformas desejáveis se incluam trastes projetados pela maquinaria social nacionalista do PT.
Consultas desse tipo só assanhará a canalha a fazer outros plebiscitos no futuro, até para mudança de forma de governo. Por que não?
No caso vertente, o recurso do plebiscito é só uma maneira de embromação. Se é necessária uma reforma - e ela é! - que se proponha no âmbito congressual, pois a Carta já fornece as condições para tanto. E que divulgue as propostas junto a sociedade geral, da mesma maneira que se faria num plebiscito.
O que o deputado Jungmann propõe equivale a se fazer uma cirurgia reparadora, dessas que se faz em grandes queimados, utilizando tecido gangrenado como enxerto: de duas uma, ou o enxerto é rejeitado pelo organismo ou a gangrena se espalhará por todo o corpo, acabando por levar o paciente a óbito. Amputação radical é a solução.
O segundo comentário é que realmente não se deve esperar mudanças de dentro do sistema político. Os políticos não vão aprovar medidas que reduzam seu patromônio político. Mudanças têm que vir de fora, do eleitorado. Por isso defendo que os parlamentares interessados formem uma frente parlamentar e popular em prol da reforma política para ganhar mentes e votos para o futuro. Por acreditar na viabilidade disso é que tenho sugerido a alguns parlamentares que encampem a idéia. Fica a sugestão para o esclarecido deputado Jungman.
Discordo da proposta do deputado, porque discordo de suas razões. Reforma polítca é matéria de tecnicidade repelente à sociedade, mas mesmo tempo interessa a todos, não é? Então isso é questão para que os representantes do povo, o Congresso mesmo, resolva e dela decorram avanços para a nação.
Reparem que Jungmann quer que o eleitor responda “sim” ou “não” para a pergunta: “… quer uma reforma política para dar maior transparência, controle social e reduzir a corrupção…”? A resposta só poderá ser um rotundo SIM. Quem seria contra uma platitude dessas? Então o plebiscito não servirá pra nada, certo?
Consultas desse tipo só assanhará a canalha a fazer outros plebiscitos no futuro, até para
Parabéns!!! Muito bem escrito!!! Porém, EU NÃO ACREDITO EM PLEBISCITO !!! Pelas mesmas razões que o deputado acha necessario, eu digo que não funcionará e não resolverá. Plebiscito, Constituinte e qualquer outra coisa cairá nas mãos dessa coisa que está aí instalada no congresso nacional e daí? Daí que não mudará ou será favoravel a eles, como sempre. Já que na opinião de muitos a educação vai eliminar os criminosos, porque esses muitos não vão realmente “educar politicamente” a maioria ignorante para que saibam votar. Deixamos isso para o PT, MST, Pastorais etc, vejam no que está dando. Deputado, votem e ajam primeiro com total real transparência e muita coisa mudará.
Deputado,
Será que a proposta pretende REALMENTE dar voz ao povo ?
Não acredito, no meio do caminho poderá aparecer um ( ” Nélson Jobim ” ) e modificar cláusulas, por baixo dos panos.
Outro detalhe importante, o poder Executivo tb gaz parte da “classe política”, portanto, giram no compasso do carrossel dos escândalos os CARTÕES CORPORATIVOS DA PRESIDÊNCIA, ” doações de parte da Petrobras para a Bolívia, incluindo os GASTOS SIGILOSOS da Presidência com a rubrica : Informações protegidas por sigilo, nos termos da legislação, para garantia da segurança da sociedade e do Estado.
Parabéns ao deputado Jungman por suas idéias e atuação. Modestamente, tenho dois comentários a fazer. Primeiro, não concordo que o voto distrital, a lista fechada e o finaciamento público contribuam de modo significativo para o aperfeiçoamento da nossa democracia. Mais fundamentais são mudanças que diminuam o valor econômico dos mandatos legislativos. Mandatos de quatro anos para deputados e oito anos para senadores são uma distorção do presidencialismo, que é um sistema baseado em eleições frequentes. Por isso, a redução dos mandatos legislativos pela metade (deputados e vereadores dois anos, senadores, quatro) são especialmente aplicáveis para o Brasil. (continua).
Desculpem os inúmeros erros ortográficos cometidos (pressa na digitação). O Jungmann merece todo respeito mesmo, mas as forças anti-democráticas hoje tem MAIS FORÇA que os setores consequentes. Sei que o deputado entende esta linguagem bem como o conceito de correlação de forças. Pero, infelizmente, é a verdade pouco fácil de aceitar. O PT irá unir-se à “coalizão espúria e de sempre” para mudar o caráter da constituinte. de focada na reforma política, ela perpetuará o fisiologismo e golpeará a democracia. Jungmann, irmão, melhor um pássaro na mão que dois voando. 1988, por pior que seja, é melhor que o Chavismo.
Complicadíssima a ideia de um plebiscito. O povo não entede muito bem. Por outro lado, dificilmente os congressistas vão querer mudar substancialmente essa realidade. Sim, precisamos de uma reforma política, mas que não se limite aos três aspectos apontados por Jugman, mas que inclua também, por exemplo, o fim da imunidade parlamentar. Esse é um dos problemas gravíssimos. Corrupção não é o principal problema do Estado. E dizer isso não é ser complacente com a corrupção. O Estado não é feito de anjos. Há que se reformar as instituições, e não trocar indivíduos “errados” pelos “certos”.
Num pais onde vi gente que considerava inteligente deixar-se vislumbrar por algumas benesses recebidas do atual governo fedorento, onde muitos fecham os olhos para não ver a verdade, onde gente que se diz séria considera que pode-se ser ético com “pequenos deslizes”, desde que seja “aliado, e onde se pensa que, se mando é democracia, se obedeço é ditadura, podem esperar reforma política deitados, pois sentados será por demais cansativo. E tenho dito.
Estou descrente, num país em que não se pode nem recontar os votos.
Quero é o fim do voto obrigatório.
Também na Europa existe uma crescente valorização da idéia da “democracia direta” ou da “democracia plebiscitária”. O último successo deste ideário foi a proibição de “minaretas” muçulmanas por um plebiscito na Suiça. Por si só a idéia da democracia plebiscitária parece expressar o mais nobre ideal democrático. Porém, na prática não garante que o mesmo ideal não seja maioritariamente aniquilado. A democracia não é somente um mecanismo de votações periódicas, mas uma comunidade baseada em um projeto civilizatório. Este projeto tem maioria garantida na América do Latina? Temo que não. Pelo contrário, corremos o risco que a “democracia plebiscitária” abre mais ainda as portas para o populismo.
Plebiscito? Então pergunte pra população o que essa palavra significa.
Não funciona. Vai ganhar quem for mais articulado na televisão.Ou será um concurso de marqueteiros.
O Estado da Califórnia quebrou por causa de tantos e tantos ”plebiscitos”( lá se vota até pro horário do metrô)
A democracia,não necessariamente precisa disso.A democracia tbm não é uma forma de interesse particular.A democracia deveria ser pautada pro coletivo,mas não é. Qual a saída?
Educação educação educação;Escola Escola Escola.
O tema principal pra ser discutido no Brasil é Educação.E leio ,hoje, no Ibope que é segurança pública.Ora,pobre não é assaltado( raras x). Educação,já.
Até que o cenário, descrito nos comentários anteriores, seja o ideal, me parece que parte da solução está no cumprimento das leis (e elas existem!), que punam com rigor os delinquentes que acham que o Tesouro é a extensão de suas contas correntes.
E aí é preciso que se tenha um governo que respeite as instituições. No post de hoje sob o título “O Grande medo” lá está dito: “UMA POLÍCIA QUE ENCURRALE OS BANDIDOS CUMPRE A SUA MISSÃO! UMA POLÍCIA QUE SÓ ENCURRALE OS INIMIGOS DO GOVERNO E SEUS AMIGOS INCÔMODOS SE TRANSFORMA EM POLÍCIA POLÍTICA”.
O que precisamos é inverter esta equação que foi adotada a partir de 2003. Mas cadê a oposição para acuar o governo?
É chover no molhado, não é possível que o Congresso Nacional ainda não saiba que o eleitorado clama pela reforma política. Alô, alô deputados e senadores, a ficha não caiu??? Esse debate vem desde FHC. E de que adianta um “sim” se é este mesmo Congresso que decide qual será essa reforma, corre-se risco de até piorar…
Alguém acha que uma reforma política para valer pode ser feita pelos políticos que temos? Não seria melhor instituir uma comissão de notáveis, sem possibilidade de ocupar qualquer cargo público?
Acho que só teria chance de dar certo se muita gente boa comprasse a idéia. Acho difícil encontrar muitos Jungmanns por aí.
Votar em lista elabora pelos partidos? não senhor! Eles não vão decidir por mim quem colocam na camâra.
Financiamento publico de campanha? não senhor! Então para que os politicos não sejam corruptos ,o governo ( NÓS ) TEM QUE PAGAR A CAMPANHA POLITICA PARA ELES SE ELEGEREM.
absurdo, absurdo, absurdo.
Acrescento ao comentário anterior que, uma reforma política minimamente decente, só é possível a partir da existência de partidos políticos consolidados aos compromissos de aperfeiçoar a pouca democracia que já temos. Não só devemos ter governos “fortes”, independente de seu arco de alianças. Mas se requer também uma oposição com mínimo de atuação, com discurso forte, com projetos alternativos, com atuação marcante. E onde está esta oposição hoje? O mínimo que se pode dizer dela é que é incompetente para exercer o seu papel. Sendo assim, me parece que a reforma política, hoje, não encontra cenário ideal para se realizar porque sempre parecerá manca.
Reinaldo, gostaria de fazer uma sugestão. Se você voltar a este assunto num próximo post, poderia aproveitar e explicar a nós (pobres ignorantes) o que é “voto distrital” e “lista fechada”? Eu pelo menos não sei, e acho que muitos também não sabem.
Obrigado.
Hovanês
REINALDO.
UMA REFORMA POLITICA SÉRIA, MAS BEM SÉRIA MESMO, SERA MUITO BOM, PARA O POVO E O PAIS. MAS, PERGUNTO: “E O POVO BRASILEIRO, SERÁ QUE FARIA, CADA UM DE PER SI, UMA REFORMA NO SEU CARACTER E CUMPRIRIA AS LEIS”? ACHO DIFICIL, MAS NÃO IMPOSSÍVEL. TODAVIA, SÓ CREIO QUE TAL MILAGRE ACONTEÇA DAQUI A 100 ANOS. ATÉ LÁ, VAMOS CONTINUAR COM OS MENSALÕES E O LARAPIOS DE SEMPRE.
Tudo bem, tudo bem. Mas é preciso que se tenha em mente um pequeno detalhe: o PT (principalmente o PT!) ou qualquer outro partido, NÂO DEVERÁ assumir, sob nenhuma hipótese, o controle dessas reformas. Porque, como se sabe, tudo que o PT mete a mão fede a merda (desculpe D.Reinaldo, mas não existe outro termo mais apropriado). O mal que essa gente está fazendo ao Brasil terá reflexos pelo menos nos próximos 10 anos. Serra quando assumir a presidência terá muito trabalho para desinfetar (ou “despetizar”) todo o aparato público brasileiro. Até porque o petismo é como barata; se voce não esmagar convenientemente ela sobrevive, prolifera e novamente infesta o ambiente.
Reinaldo Azevedo;gostária que a reforma política forse feita com urgencia,pois estamos desepsionados com tantos corruptos mandono neste País empunimente,propaganda eleitoral fora de época niguem fala nada ,os jornais so endeuza,a televisão cheia de propaganda com dinheiro do contribuinte,fica por conta ,a quem vamos a pelar , só tem a Revista Veja e o Estadão,que são orgos indepente, para bens.seria bom voto distrital, em lista os donos dos Partidos serão sempre reeleitos.
Reinaldo tem vaticinado, o deputado sabe mais do que ninguém, que neste momento vivemos o messianismo de Lula. O que quer que ele diga ou faça, e tem feito e dito muita besteira, verdadeiros absurdos e a nossa volta sentimos a aprovação sem questionamentos mais profundos. Agora mesmo, Lula joga para a torcida na questão do clima. E ressoa aqui no Brasil como se estivesse colocando EUA e outras nações contra a parede. E a claque aplaude mesmo sem entender as verdadeiras palhaçadas protagonizadas por Lula, Amorim, Garcia e outros na política externa do Brasil. Antes de mais nada necessitamos de melhor formação e informação. O Chile aqui bem perto nos dá verdadeiras lições de democracia.
Partamos do princípio de que a sugestão de vincular eleição de 2010 com reforma política seja pausível. Questão primeira: que reforma? Um consulta popular como a que propõem Jungmann requer objetividade. Assim, como serão definidas as questões a serem propostas para o eleitor e quem delas se encarregará? E, neste ponto, se volta ao imbróglio de se fazer a reforma por iniciativa do Congresso, com o boicote de parte dos grupos lá encastelados contrário à mudança.
A idéia do deputado até pode parecer boa, porém me parece utópica demais. Quanto ao governo usar sua base, acredito que tendo o peso dos cargos e das verbas orçamentárias como moeda, ele pode usar todo o seu peso político.
Um ditado popular par o deputado:
De boa intenção o inferno está cheio.
Eu realmente não entendí.O deputado propoe que os congressistas prometam que vão fazer o que deveriam de fato já ter feito?Como a sociedade poderia cobrar se eles não fizerem?Eu tenho outra proposta: logo no inicio da proxima legislatura a reforma política seria o unico item da pauta das duas camaras.Em seis meses seria votada uma reforma caso contrário dissolve-se o congresso e convocam se novas eleições.Quetal?
Caro Reinaldo,
Algumas manchetes, pós divulgação da pesquisa CNI/IBOPE.
Portal terra: CNI/Ibope: Dilma cresce em intenções de voto para 2010. O texto afirma que a Dilma cresceu 3 pontos e não 2 como diz a pesquisa. E que a variação está dentro da margem de erro.
Portal IG: Avaliação positiva do governo Lula sobe para 72%, diz Ibope. A subida do Serra foi destacada em outro plano.
Portal UOL: Serra e Dilma crescem em pesquisa de intenção de voto, diz CNI/Ibope. Em destaque no meio da página, acho que para não ser lido.
Abraços.
Reinaldo,
De fato, os argumentos do deputado são coisa de gente séria. Pessoalmente, tenho um medo desgraçado de mexer em qualquer coisa com essa máquina petralha montada do jeito que está. Pode sair a emenda pior que o soneto. Mas reconheço que as preocupações do Jungman são mais do que pertinentes. Tenho um amigo (bastante qualificado) que acha que se passar a lista (coisa que o PT topa) é um primeiro grande passo. Voto distrital “seria” ótimo, mas praticamente inviável; matematicamente impossível em um parlamento onde ninguém vai querer perder nada e fatalmente se teria que mexer nas bancadas estaduais, evangélicas e por aí vai…
Concordo plenamente com o colega Allamistakeo que disse que o Brasil não está preparado para uma eleição por lista fechada. Realmente os caciques jamais sairiam do poder, e pior, as demais vagas da lista seriam preenchidas por critérios nada ju$to$.
Sergio disse:
dezembro 7, 2009 às 1:12 pm
O deputado tem razão. Antes de mais nada uma nova constituinte!. Muito bem, deputado!! Constituinte já!!
Acho que você não parou pra pensar nas conseqüências práticas de uma constituinte no cenário atual. Já pensou uma constituinte com nossos atuais players políticos? Uma constituinte feita sobre a influência do espírito comuno-estato-patrimonialista que ronda por aqui? Ainda não temos tradição democrática consolidade e você já quer outra constituição? Acho que você considera que, dado o atual cenário, só pode melhorar. Eu discordo! Quando essa gente chega ao fundo do poço, começa a cavar!
Dou exemplo do que penso. Eu e o deputado não gostamos de violência. Ambos queremos um Brasil com menos mortes. Só que ele acha que para chegarmos lá, o desarmamento é fundamental. Eu não! Eu acho que fundamental é a proteção direito constitucional de auto-defesa. É a proteção ao direito fundamental de portar armas.
Assim, o deputado pergunta ao povo: querem um Brasil com menos violência? O povo responderá sim! Aí vem o ilustríssimo ex-comunista e implementa o desarmamento. Entenderam? Essa história de reforma política é só uma variante do movimento pela ética na política do início dos anos 90. Não somos capazes de fazer cumprir o que está escrito e o deputado quer escrever mais.
Concordo que seja extremamente necessária a reforma política, mas se o corporativismo do congresso é contra, só resta o plebiscito ou o golpe de estado.O problema é que quem desenvolve as opções de voto são os próprios congressistas, lembrem que no plebiscito do parlamentarismo teve partido defendendo a volta da monarquia, e teve gente que votou a favor! Precisamos aumentar a qualidade de nossos representantes, diminuindo o número de parlamentares, implementando o voto distrital e o financiamento público de campanha, que incluiria um único modelo de propagação das idéias (acabar com estes marqueteiros lazarentos), e nem sonhar com voto em lista, que é facismo!Voto é pessoal e intransferível!
“Proponho perguntar ao cidadão-eleitor se ele quer uma reforma política para dar maior transparência, controle social e reduzir a corrupção, a se realizar em paralelo às eleições gerais de 2010.”
Por que não fazemos assim: vamos perguntar ao cidadão-eleitor se ele quer um mundo cheio de paz, prosperidade e filhotinhos de golden retriever. É claro que todos querem isso. O que não dá é pra ficar em generalidades. Eu gosto de transparência, mas depende de como faremos a dita-cuja. Eu gosto de menos corrupção, mas depende de como vamos combatê-la.
Dada a pergunta feita pelo deputado, qualquer resposta nos leva ao mesmo lugar: lugar nenhum.
Se fizer um reforma política, será que ficarão meia dúzia dos que estão hoje no poder? Digo REFORMA, não picaretagem. Se assim realmente acontecer, será bem vindo. Tasso Lima.
Só há uma reforma que o desgoverno corrupto e de tendências ditatoriais do Bolivariano da Silva concorda, ou seja, aquela em que nos leve ao atraso e à completa dominação da república sindical clepto-oligárquica dele.
É curioso ver alguém querer aprovar alguma reforma nesse país do clepto-oligárquico. São oito anos de desmandos e nenhuma reforma, muito pelo contrário, ele e seis asseclas eram contra toda e qualquer reforma e continuam aí na “política do quanto pior para o Brasil, melhor para eles”.
A única proposta deles é o retorno à ditadura, dilacerando todos as instituições e princípios que o estado democrático possa ainda conservar. No mais, é uma “maquiação” de tudo.
Reinaldo,
Olha só o tipo de coisa que sou obrigado a ler:
‘Mas existem casos em que você deseja dar fim de uma vez por todas a um arquivo, principalmente se ele é comprometedor (fala a voz da experiência). Nesses casos, você tem algumas opções.”
Segue o link: http://br.especiais.yahoo.com/plug-play/artigo/post/tech_noticias/20/Apague-definitivamente-os-arquivos-do-seu-computador.html
Pelo que o deputado Raul Jungmann propõe parece interessante o plebiscito, e bem mais importante do que sobre o desarmamento, e como ele falou, “de dentro” é realmente muito difícil sair reformar, qualquer reformar,
Não creio ser necessario peblecito ou reforma politica. É imprecindivel que os politicos corruptos sejam agilmente julgados, condenados e deletados da vida publica. Partidos que acoitam corruptos tambem deveriam ser punidos. Com um justiciamento rapido para os crimes cometidos por politicos talvez se consiga tambem conter a sanha dos sindicalistas.
Perguntar ao cidadao-eleitor se ele quer mais transparencia e menos corrupcao? O Sr. Raul Jungmann só pode estar brincando, e ainda, aproveitando-se do descredito total da populacao para fazer campanha.. Se realmente desejasse moralizar o congresso, comecaria por empenhar-se na aprovacao do Projeto Ficha Limpa, desejo expressamente manifestado por mais de um milhao e trezentos mil eleitores. As perguntas ao cidadao-eleitor seriam outras, que tal: Deseja que o numero de congressistas seja reduzido, digamos, pela metade?, seja proporcional ao PIB ou numero de habitantes do estado? O cidadao-eleitor tem ainda muitas outras perguntas ….
Eu estou querendo trocar o meu nome para BrasileiroI indignado da Silva.Se eu não tivesse formação e não fosse cristão convicto talvez me tornasse outra coisa.Mas temo que outros brasileiros que não tenham os mesmos princípios possam partir para outro caminho.Não há mais limites morais para transpor na política,na religião e no esporte.Em todos os ãmbitos a sociedade está corrompida.No meu entendimento não será uma reforma política que vai consertar isto que está aí,bastaria que o Judiciário agisse com mão de ferro e fizesse com que todas as leis fossem cumpridas á risca,sem interpretação.
A gente tem visto eles mexerem tanto nas leis e sempre fazendo coisas contra a liberdade como a tal da lei seca, as leis antitabaco( são apenas ensaios liberticidas). O desarmamento - coisa estritamente nazista é um grande exemplo, lembrando que mesmo o povo derrotando aquilo tudo no plebiscito, continua em marcha o tal desarmamento repudiado. Não há confiança para reformas e novas leis. “Temos os gregos quando dão presentes”. Chego a grosseria de dizer que é prefiro que nossos legisladores se dediquem ao roubo do que façam leis , pois nesta segundo condição são muito mais perigosos. POST SCRIPTUM - O Sr. Jungman escreve muito bem.
Sou contra o voto distrital exatamente porque não se explica se o distrito será dividido geograficamente ou por eleitores. Bom, sou contra de qualquer jeito. No primeiro caso, prejudicaria as regiões metropolitanas; no segundo caso, prejudicaria as regiões menos populosas, que correriam o risco de perpetuar caciques. Sou contra também o voto em lista, que consagraria grupos internos nos partidos. Num exemplo de mau gosto: um Delúbio da vida poderia muito bem ser o sexto ou sétimo numa lista de deputados estaduais, com a máquina partidária trabalhando pelo partido. Sobre financiamento público das campanhas eu não tenho opinião formada.
Obrigada reinaldo por seus textos…alguém tem que gritar pelos que se calam…Agora é nossa vez !!! A HORA É AGORA - AÉCIO E SERRA JUNTOS JÀ!!!
Tudo muito claro. O problema é a petralhada se apoderar do instrumento p/ dar uma “chaveada” no processo. Enquanto tivermos petralhas à solta, não poderemos dormir em paz.
Reinaldo, nova pesquisa Ibope por aí:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/12/07/cni-ibope-avaliacao-positiva-do-governo-lula-chega-72-serra-dilma-sobem-nas-intencoes-de-voto-915086546.asp
E fundamentalistas do clima estão propondo volta ao século 19:
http://www.guardian.co.uk/environment/2009/nov/29/rajendra-pachauri-climate-warning-copenhagen
Acho que a solução pretendida por Raul passa pela prévia eleição de Serra.
Com a configuração atual de forças, somente a sugestão de ‘explodir tudo’ resolveria o problema.
Já fui simpatizante do PT e cheguei a acreditar que o partido fosse a solução de todos os problemas. Quebrei a cara…
As vezes é preciso saltar no escuro para se salvar. Acho que é mais ou menos isto que está ocorrendo. A classe politica vem se deteriorando a tempos. Na minha cidade, nas décadas de 50 e 60, todos os vereadores tinham nível universitário. Hoje, na atual Camara Municipal, apenas um fez curso superior, e mesmo assim em faculdade caça níquel. Pessoas mais esclarecidas ficam com medo de serem confundidas com aproveitadores e larápios. É preciso salvar a politica, para salvar os verdadeiros políticos e a Democracia. Acho que a questão do plebiscito deve ser seriamente debatida e mais detalhada.
Eu sou favorável a uma reforma política, na verdade sou favorável ao voto distrital; mandato presidencial de 5 anos sem direito a reeleição, mas vou votar NÃO se a pergunta do plebiscito for esta: “Você quer uma Reforma Política? ” Isto para mim é golpe e temos que lutar para que algo genérico não seja colocado em prática. A não ser que haja uma pauta definida e tudo seja muito bem explicado e esclarecido ao povo, o que não acredito. Não podemos passar um cheque em branco ao Congresso.
não confio em Raul Jungmann
dada a sua equivocadissima atuação
no referendo das armas e por este ser tbem dado a destemperos verbais e ainda por cima por ser,comunista!
Reforma, Mini-sei lá o que ou mesmo uma nova constituinte são casuísmos que de uma forma ou de outra acabarão no colo do PT de Lula e Zé Dirceu e igualmente no de Edir Macedo que não perderá esta oportunidade.
Falei besteira?
É GOLPE !
(não faltarão na imprensa dócil e amestrada os que apoiarão tal aventura vendendo-a como cura de unha encravada a câncer de estomago- aliás - exatamente assim como se portou esta mesma imprensa durante o referendo cujo resultado o sr. Jungmann insiste em não aceitar.Mui democrático não?
Por que esses projetos de reforma não passam? Porque pretendem reformar todo o sistema político de uma só vez. Isto, caros Reinaldo e Deputado, é da condição humana: a propensão a manter o conhecido. E o conhecido não é considerado por cada um de nós apenas por uma métrica exclusiva, seja até a dos resultados. Desculpem-me, não é pessoal, mas só um estúpido trocaria tudo à sua volta por outro tudo desconhecido. Os que intentaram isso e foram bem sucedidos (?!), lembrem-se, produziram cadáveres aos milhões. Por quê? Porque encontraram resistência à maravilhosa reforma total que lhes era oferecida. Em suma: ajustes parciais!
O Deputado Raul Jungmann, até onde minha razão alcança, é um homem culto, honrado e bem intencionado. Apesar disso, creio que o ilustre pode equivocar-se quanto à efetividade do tal plebiscito. Isso porque, infelizmente, a sobrevida dada nas urnas a notórias personalidades como Maluf, Color, Sarney e Calheiros mostra claramente que o eleitor brasileiro, de um modo geral, ainda é facilmente manipulável. Falta-lhe cultura para discernir os perigos representados por aqueles lobos travestidos de cordeiros denominados pelo Deputado de “coalizão espúria”. Adicione-se, nesse cadinho, a manipulação da imprensa pelo Sr. F. Martins e pronto: cadê a credibilidade do eventual plebiscito?
Só há uma forma de se avançar no Brasil: eleger Serra para presidente e governadores, senadores e deputados federais e estaduais do PSDB, DEM e PPS. Somente.
Gostando ou não dos candidatos dessas siglas, é nossa obrigação, como brasileiros que prestam, eliminar o PT, PMDB e demais agremiações de aluguel, de todos os níveis de representação política. Para que o Brasil retorne para os brasileiros é necessário pensar e agir acima de “gosto”, “não gosto”, “Serra não é simpático”, “tucanos isso e aquilo”….. Afinal, muito do que se diz de ruim sobre o PSDB e DEM foi dito pelo Lula e PT. Então, quem ainda paga o mico de acreditar nesses bandidos? Acorda, Brasil!!!
Reinaldo, um colega de trabalho, disse-me certa vez que era preciso ser muito tucano para conseguir ler um artigo do Reinaldo Azevedo ou assistir a um discurso do Senador Mão Santa na TV Senado. Fiquei curioso e passei a acessar a pagina da Veja na internet. Constatei que os textos do Reinaldo Azevedo são bem escritos: tem forma e conteúdo; embora seja patente a aversão ao governo Lula. O que é lamentável, uma vez que os brasileiros precisam de informações veiculadas com imparcialidade.
REINALDO RESPONDE
Então boa sorte! Se você me acha tucano, o que vc quer que eu faça? Que lhe prove que não? Esqueça! Leia aqueles que vc considera imparciais. Não sofra! Seja feliz!
Entendo as motivações do deputado, e concordo com elas. Colocar a questão da reforma política no centro do debate parece vital para que ela se concretize. Porém acho muito perigoso o expediente de plebiscitos e outras consultas populares para legitimar ações do Legislativo ou do Executivo. Pode ser um precedente para o crescimento da armadilha chamada “democracia participativa”, enquanto que a democracia representativa é que deveria ser fortalecida.
quem garante que com finaciamento publico, algum politico nao vai pégar o seu por fora?
Segundo Jungmann, se “chavismos e messianismos” sempre triunfam, então não há o que fazer. Se o deputado não quer “discutir aqui as razões”, então como pode ele achar que um plebiscito seria o melhor caminho? Se Jungmann acha (e creio que ele está certíssimo) que “a coalizão, espúria e de sempre, reunindo a turma dos “negócios”” está permanentemente atuando para manter e aumentar seus espaços “heterodoxos” e ilegítimos, então como seria possível superar essa “turma” apnas com um plebiscito, e que pode ser manuseado? Enfim, se a pergunta ou perguntas de um plebiscito forem mal formuladas, podem levar a resultados contrários aos pretendidos. Como fez e faz Chavez!
Cada vez mais as instituições estão se esgarçando.
Fazer o plebiscito não garante que o resultado - a reforma - possa ser construida, aprovada e cause um efeito positivo na vida pública. Não há nenhuma iniciativa positiva que não possa ser distorcida e desvirtuada por essa gente que esta aí no “pudêr”… É muito melhor que as leis que já existem sejam cumpridas e que o desrespeito a elas seja punido, na foram da lei.
Sr. Raul Jungmann, a reforma que precisamos não é a de derrubar um prédio e construir outro, e sim barrar na portaria os pilantras que tentam entrar na política com interesses perversos para fins pessoais. Exigir ficha limpa já seria um grande passo.
Sem dúvida uma opinião bem fundamentada, de um político diligente, que já esteve no Executivo e sabe do que está falando. Todavia, não creio que é preciso a reforma. Para que possamos melhorar “isso que está aí” o grande remédio é a aplicação da mão pesada da lei. Temos todas as leis necessárias. O Brasil é campeão em regulamentações…e campeoníssimo em não aplicá-las. Aplique-se a lei! Um governo federal decente certamente reduzirá muito, pelo exemplo e por ações, a tolerância às práticas políticas obscenas do Executivo em todos os níveis, contaminando o Legislativo e o Judicário. Será um “plano mãos limpas” contagiando os meios de comunicação e a população. Há que se começar. Ano que vem?
Se a degradação das instituições favorece os objetivos do Foro de São Paulo, a sua reforma, ainda que necessária, cria ampla oportunidade para o tiro de misericórdia no que resta de república e democracia no Brasil. Quantas propostas caberão nesse ônibus que será a reforma política? Ainda mais se for com poderes constituintes.
Boa tarde Reinaldo O deputado Raul Jungmann chegou a conclusão que cheguei há muito. Baseado em que ele acha que um refendo popular pode mudar isto? Uma vez que, segundo pesquisa, este atual governo tem apoio incrivelmente alto. Quem esta contente não quer mudar.
E eu é que sou de direita.
Reynaldo,
Jungmann é um deputado do “bem” mas conhece a turma que o cerca. Dificilmente sua proposta de voto distrital seria aceita. Aliás seria a melhor pois acabaria a proporcionalidade e os parlamentares teriam que trabalhar e dar satisfação diretamente ao seu eleitorado. Quanto ao financiamento público e a lista fechada, já ensaiaram muito a respeito. Enquanto persistir os grupos de coronéis que dominam o Congresso e o Poder Executivo continuar se aproveitando da fragilidade dos parlamentares e fazer o que bem entende não teremos uma reforma política séria.
Enfim, um verdadeiro democrata (e não “democratas”) no Congresso Nacional (Jungmann). Há outros, mas são tão poucos que podemos contar nos dedos.
O resto, é a turma dos negócios governistas, interesses partculares e também a turma ideológica, sempre procurando uma “causa” a defender.
DEMOCRATA, enfim, é uma espécie rara, e Jungmann está dentro dessa turma.
Olhe meu caro Reinaldo, entendo o seu temor, mas penso que não temos mais como piorar. Acho que chegamos ao fundo do poço, e vale a pena até mesmo correr o risco de os PeTralhas aparelharem a reforma, para pelo menos tentar mudar algo. Pelo menos teremos pecado por tentar, e não por nada fazer.
Fato é que do jeito que está não dá mais: não há como não concordar com o deputado quando afirma que nenhuma legislatura irá legislar contra si. E sem a reforma política a coisa só tende a piorar. Até o dia em que o povo perder a paciência…
E se não der certo a reforma política e ficar a emenda pior que o soneto? Bem, aí a melhor saída para o Brasil será o aeroporto…
Saudações.
Caro Jungman.
O prebiscito seria válido, SE o povo fosse mais esclarecido.
Vai que eles lançam a idéia de que o prebiscito é para acabarcom a bolsa esmola…
Temos que acabar com os “coleguinhas” corruptos.
Seria uma caça às bruxas?
Alguem disse em um comentário,lá embaixo. Temos que ser “nós” contra os corruptos…
Tolerância ZERO.
Reinaldo, quem e o que nos garante que haverá controle de gastos de campanha com o advento do financiamento público? O voto distrital? A lista fechada? Não sei. Um partido poderá tranquilamente pedir umas verbinhas não-contabilizadas extras aos seus financiadores espúrios, a fim de obter mais visibilidade ou pagar melhor aos seus cabos eleitorais, e a disputa por essa grana por fora recomeçaria. Não tem como fiscalizar.
O Jungman está levando em consideração a possibilidade da sociedade responder um sonoro “NÃO” à pergunta sobre a necessidade da tal reforma? Afinal de contas, o pessoal da “coalizão espúria” tem lá seu eleitorado “qualificado”, né? Continuo acreditando no “xilindró”.
Reinaldo,
Acho que é questão de sangue, raça, mentalidade e coragem. Não tenho o menor medo de covardes. Juro, e escreveria ou diria isso bem em frente a qualquer detector.
Quem deve ter medo são os ladrões, os corruptos, os pedófilos e os covardes assassinos.
Se por algum motivo eu sofresse algum tipo de perseguição (que obviamente não é o caso), eu tentaria me desviar dos demônios que me perseguem dioturnamente, e tentaria viver a minha vida.
Agora, quanto a ameaças e atos covardes, não haveria nenhum problema.
Homem é aquele que enfrenta o outro em iguais condições. O covarde sempre se esconde, com medo de ser descoberto.
O apelido: AK, boa nova?
Me pareço simpática a idéia, mas quais seriam as regras? Como ficaria o jogo?
Curiosa para saber mais sobre isso…
Lov
Caro Reinaldo,
Sugiro que você procure uma das mais sensatas fontes de críticas aos petralhas que vi ultimamente. João Pedro Stédile, um economista gaúcho descendente de camponeses. Vi uma entrevista dele na UOL, e tenho certeza que você concordará com muitas coisas que ele fala contra o Babalorixá.
Escreva algo sobre o que ele fala. Sempre leio seus textos e acho muito importante a contribuição do seu blog para a democracia brasileira.
Acredito que necessitamos, mesmo, de uma reforma política, tributária e da legislação do Processo Jurisdicional.
No entanto, se a fizermos no mesmo clima dessa eleição que está por vir mas que já tem campanha publicitária do “Time da Situação”, antes mesmo do prazo acertado, isso poderá resultar em um processo ‘à la Venezuela’…
Sugiro que após a eleição de alguém da Oposição - quem sabe Serra e Aécio - seja o momento de se discutir a viabilidade desse processo…
Pois, ai dá tempo de neutralizar ou colocar na cadeia a maioria do PT, Lula & Cia, e que tais… Desaparelhando a Policia Federal e liberando o STF…
Ai, quem sabe, seja a hora do processo de ‘Valorização da Democracia
Sr. Reinaldo,
Ao contrário do senhor (um dos pouquíssimos assuntos nos quais não concordamos) tenho “um pé atrás” com relação ao Sr. Jungman. Concordo com noventa e nove por cento do que ele escreveu; não concordo com a idéia de plebiscito; da “cachola” deste povinho primitivo (que acredita em papai noel, mula sem cabeça, saci pererê, curupira, Lulla, com dois L de Collor, etc) nada sairá de positivo.
Acabei de comprar seu livro e permito-me transcrever a introdução, para os que ainda não o compraram, a qual é um perfeito resumo de nossa triste realidade:
“Só isto, de fato, tem importância: a nossa realidade, a nossa vida privada, a nossa família, os nossos amores, os nossos amigos, a nossa memória, a nossa lenda pessoal, os objetos dos quais nos tornamos íntimos, - sim: os nossos leitores!
Tudo isso que um país coalhado de canalhas, de idiotas, de incompetentes, de truculentos, de “utopistas” da desgraça, de demiurgos matusquelas, de messiânicos chinfrins, insiste em nos roubar.” (Reinaldo de Azevedo - Máximas de um País Mínimo – Editora Record – 2009).
Muitos frequentadores de seu site, do nosso lado (anti-petralhas), insistem em igualar Serra e Aécio, sugerindo que eles devem se entender; a decisão não depende de Serra seus ingênuos;
Votei, e votarei, em Serra, se o mesmo for escolhido pelo PSDB, como já fiz antes: “com o lenço no nariz”; tenho alergia à esquerdistas de todos os matizes;
Aécio para vice, sim (quem diz que ele aceita?); ele, membro de uma família que tem “fome de poder” ? e agora acumpliciado com outra “excrescência: Ciro Gomes (?); só pode ser piada.
SDS,
amandriajr
Boa tarde Reinaldo
Vou primeiro postar e depois lerei o artigo com as razões do Raul Jungann. O que você tem nos mostrado dia a dia neste blog é o que mais precisamos hoje e sempre: inteligencia e argumentos para divergir em níveis civilizados e democráticos. Parabéns pra você e ao Raul Jungmann. Se não fosse por seu bom senso e capacidade de discutir em alto nível, o deputado certamente não se daria ao trabalho de expor os argumentos dele aqui em seu blog. Um abraço!
O último parágrafo.
Texto para ser lido e refletido.
Mas gostei muito do útimo parágrafo. Consideração justa sobre o desgaste das instituições.
E parece que é isso que ocorre no Brasil, de forma planejada, diria, a conta gotas, para contrastar as instituições falidas com o Nossuguia fulgurante, e com isso abrir caminhos para as barbaridades bolivarianas e totalitárias.
Lista fechada e voto distrital podem ser uma combinação, mas de nada adianta fazer uma reforma se o sistema atual, baseado em uma centralização bisonha das decisões e da distribuição de recursos. continuar em vigência.
Se houvesse uma maior autonomia dos estados e municípios quanto à arrecadação e ao uso do dinheiro, acredito que a situação já melhoraria em pouco tempo. Afinal, o prefeito que desejar fazer um bom trabalho terá em mãos os recursos para tal, sem precisar fazer uma série de conchavos políticos e favores em troca de verbas.
O texto é claro e objetivo. O último parágrafo é quase brilhante em conteúdo. Certamente necessita de uma apreciação, contudo achei a idéia pertinente.
Caro Reinaldo,
Talvez o deputado Jungmann tenha lido seu texto antes, mas não respondeu o essencial: Qual seria a adequada pergunta a ser feita pelo eleitor?
A pergunta que ele expôs não é adequada nem responde às suas dúvidas, pois ela invariavelmente leva ao sim. Quem iria nas ruas defender o não? Por que a resposta do eleitor inviabilizaria a ação da classe espúria?
Em suma, basta um instituto de pesquisa para mostrar que a população dirá sim à pergunta do deputado, mas so what?
Se nossos melhores políticos são assim tão sonhadores, pouco realistas e práticos, realmente não temos salvação.
Ai, minha Nossa Senhora…dai-nos uns Burke, Churchill, Franklin…
Abraço,
Pedro Erik
Penso que as pessoas de bem no país ainda são a maioria e, assim sendo, certamente seriam favoráveis à realização da reforma política ampla, em qualquer consulta popular que se efetuasse. No entanto, aprovada essa consulta, quem a poria em prática? Os mesmos congressistas que hoje ocupam posições na casa legislativa brasileira? Se assim for, naturalmente que irão legislar mais uma vez em causa própria e nada mudará. Será penas perda de tempo e de dinheiro.
A intenção é boa, mas não daria resultado. É o tipo de plebiscito que resultaria em 100% de “sim”. Como vc diz, Reinaldo, quem pode ser contra o justo e o belo? Mas e aí? Quem vai definir o que será mudado? O Sarney? O Renan Calheiros? Ou quem sabe o Collor?
Ademais, nós votamos em corruptos sabendo que são corruptos. Ninguém no Brasil cai em desgraça, como nos EUA e Europa. Acho que este assunto daria um bom “texto de formação”. Seríamos nós, brasileiros, culturalmente corruptos?
O deputado Jungmann pode ter lido seu artigo, mas não o respondeu. Que pergunta é essa “perguntar ao cidadão-eleitor se ele quer uma reforma política para dar maior transparência, controle social e reduzir a corrupção, a se realizar em paralelo às eleições gerais de 2010?” Claro que a resposta é sim, não existe altenativa.
Para isso, basta um insituto de opinião, quem iria para a rua pedir o não? O q
O senhor pode ser bem intencionado, deputado, mas de boas intenções o inferno está cheio. Onde houver uma mínima possibilidade de constituinte chavista, ela ocorrerá.
Deputado Jungmann,
A lista não deveria ser fechada. A reforma deve quebrar a relação entre o voto pessoal e em lista, isso sim! O voto já é em lista, mas o eleitor não sabe, pois seu voto ajuda o partido (ou coligação) do escolhido a eleger mais gente… A meu ver, a forma mais simples é a alemã. Há dois votos, um obrigatoriamente em um partido com que o eleitor se identifica, outro no nome de sua preferência dentro do distrito.
O recente episódio do DF não me anima a dar maior poder às máquinas partidárias. Arruda não foi expulso e se olharmos para o PT, os primeiros das listas seriam os mais poderosos dentro da máquina de arrecadação junto a sindicatos, MST, ONGs.
O nome Jungmann rima com Justiça, e acredito nele e suas boas intenções.
Deputado, não é necessário um plebiscito para se fazer a coisa certa. O plebiscito, aqui no Brasil, com suas condições eleitorais e políticas erradas, muitas vezes resultou em erro (por má formulação, pressão política).
Nós (eu) queremos saber, do que há pronto, todos os detalhes, os prós e contras e as possíveis opções. Isso é o que não sabemos e o que é importante.
Qual voto distrital? Como? etc.
Daí, sim, um plebiscito ou não.
Nota: Com a presença dos podêres atuais, só “chegando por fora”.
Não duvido que o Jungmann seja um homem às direitas, parece sê-lo e, por isso, devo crer que assim seja. Mas essa coisa de pregar o financiamento público aos políticos (não, não é aos políticos, Weimar, é às campanhas, aos partidos; sei, hum!, acredito que haja aqui uma grande diferença!), essa coisa talvez seja resíduo das suas antigas crenças “coletivas”, “revolucionárias”, ou que outro nome possa ser atribuído àquele velho comunismo rançoso. Talvez, digo por admitir que nem sempre é isso.
Mas o pior é que ele acha que pode criar um bicho bravo, selvagem, e depois dominá-lo como desejar. Ele deve lembrar-se que o projeto pode ser dele ou de quem quer que seja, mas o bicho vai ter vários donos. E este tipo de bicho costuma comer o seu criador e os transeuntes curiosos. Tô fora, nem espiar eu quero!
Não roubar nem mentir, mas tampouco dar bobeira!
Weimar
Percebam… O fato do dep. não estar propondo uma mini constituinte, nem nenhum tipo de proposta á la Chavez ( o q acredito), não significa não haja grandes chances de ocorrer.
Daí o receio, ou melhor, o pânico!!!
Quanto ao último parágrafo:” Isto porque chavismos e messianismos, a história nos ensina, não se esqueçam, sempre triunfaram sobre os escombros da política, dos políticos, das instituições e da desmoralização da democracia representativa” - Vale ressaltar que muitos Estados até hoje tentam se reerguer e ainda não conseguiram, e os que obtiveram sucesso demoraram mais do q uma geração p ver as flores voltarem a florecer.
Salvo milagre, só há duas soluções: um golpe, e já vimos que não funciona, ou a criação de um novo partido, para meu gosto liberal, democrático, laico mas com princípios básicos do cristianismo, defensor de verdade, do indivíduo e dos cidadãos, da livre iniciativa e do capitalismo democrático (os capitalistas de hoje adoram uma ditadura, vide China). Se até a Heloisa Helena cria partido, o que se espera para criar algo nos moldes acima?
Me respondam: por quê, até hoje (tenho quase 70 anos), nunca vi um partido pedindo votos em geral, muitos votos, para poder prevalecer na formação de um governo sem ter que depender excessivamente de outros partidos e suas “condições”, como ocorre por aí?
Continuação…
É preciso que a iniciativa de discutir esse importante tema venha de vossas excelências. Agora, se poucos parlamentares estão interessados, e muito menos seus respectivos partidos, ai fica muito difícil.
Prezado Deputado:
Não sei de que adiantaria um plebiscito para saber se a população quer ou não uma reforma. A população quer, sem dúvida. O risco que todos corremos é que, uma vez estabelecida uma constituinte, os boliavarianos lulopetralhas tomem conta do barco, afundando-o de vez. Para tanto, não vejo saída a não ser um envolvimento do próximo presidente nesse aspecto. Outro ponto importante seria vossas excelências divulgarem ad nauseum esse tema na grande imprensa, em páginas da web dos senhores parlamentares, em artigos de jornais e debates públicos. Por que não começar com algo bem simbólico, como uma campanha publicitária de um grupo de parlamentares, apoiados por seus partidos?
o que por certo levanta a questao da credibilidade daqueles que participariam da tal reforma.
Vivemos um tempo no Brasil em que o criminoso amparado na impunidade, apaga o referente , o crime, justificando meios para o alcance dos fins.
Um plebiscito só se justifica em sociedades em que o nivel de corrupçao nao é alarmante e onde exista a confiança da populaçao em sem seus governantes.
O resto, é possibilitar mais casuismos.
Já nos basta aqueles que temos.
Reinaldo,
A idéia do plebiscito não deixa ter lógica,ela parte do pressuposto de que nem em sonho a atual composição do parlamento permitiria qualquer iniciativa nesse sentido.Quanto ao executivo, nem pensar…Sobre os pilares da Reforma defendidos pelo deputado Jungman, concordo com o voto distrital e a lista fechada.Esse propalado financiamento público de campanha, não acabaria com o caixa dois, acho uma utopia!Quanto a viabilidade do plebiscito,teria que superar as resitências atuais e na eventualidade da sua realização e aprovação fica a dúvida sobre quem será governo e se este contará com a maioria, senão a coisa não decola.E como é que fica, o foro privilegiado,suplentes,etc.???
Momento leitora chata:
Rei, na segunda linha do texto, ainda no primeiro período, não seria “consultando”/”consultada” em vez de “consultado”?
Reinaldo, li e tem mta coisa com a qual concordo, mas tem algo q dá um nó: se a tal “coalizão espúria” já impediu a tramitação de propostas anteriores, como a “vontade soberana do eleitor” poderá anular a capacidade de bloqueio daquela 1a? No fim, fico sempre com aquela sensação - meio adolescente, é verdade! - de q a única solução é mesmo jogar uma bomba e começar do 0. É uma sensação q dura muito pouco tempo - já q por dentro algo acaba gritando sempre a exigência de justiça, de verdade… (não utopias, mas ideais, possíveis! A esperança, dizia Péguy, é filha d’um amor presente) - mas, para ser razoável, essa esperança precisa de razões. Onde estão?
Abraço do PRAP
P.S.: desculpe as abrev
Tio Rei,
Reformar é preciso, o que nos mete medo é deixar a raposa botar regras no galinheiro!!!
Os pontos apontados por Jungmann são realmente importantes, mas com a tropa do pt é preciso redobrar a atenção, pois se houver uma brecha eles roubam até banco de sangue!
Reinaldo,
Assim como vc também sou contra um plebiscito na atual conjuntura do Brasil.Nao há como negar o poder de influencia populista dentro das esferas politicas brasileiras, o que por certo levanta a questao da credibilidade por parte daq
A questão do voto distrital e da lista fechada, a meu ver, não colabora para o desenvolvimento da política no Brasil.
Há alguns dias, no twitter, o jornalista da Veja, Otávio Cabral, tocou num ponto crucial dessa questão: não precisamos de reforma política, precisamos é de políticos novos.
Receio que “os petralhas de sempre” desvirtuem as boas intenções do deputado, mas ainda assim pergunto: e a proporcionalidade? Cada homem, um voto, com redefinição do tamanho das bancadas dos estados. Sem isso, continuaremos nas trevas do atraso.
E emendo outra pergunta: e a não-obrigatoriedade? Em qualquer país civilizado ou minimamente sério só vota quem quer. A compulsoriedade só interessa aos formadores dos currais eleitorais.
Esse Raul Jungamann é um otimista militante, como diria Odorico paraguaçú.
Espero que suas esperanças não sejam levadas pelas águas turvas do fisiologismo recalcitrante e do caciquismo regional clientelista (seria esta a coalizão espúria e de sempre? ).
Supondo-se que a pergunta ao cidadão-eleitor ( eleitores a cabresto não são cidadãos) tenha resposta positiva, isto é, que “ele quer uma reforma política para dar maior transparência, controle social e reduzir a corrupção,” não fica claro que o congresso, que a cada eleição torna-se mais abjeto, tivesse condições ou, mais simplesmente, quisesse mudar o estado de coisas que tem enriquecido os políticos por profissão.
É de se perguntar ao deputado se a “base espúria” deixaria seu time entrar em campo para aprovar esse plebiscito. Eu creio que a base famigerada não quer mudar nada, quer só uma constituinte para abolir o sistema bicameral, a oposição e implantar um regime de força disfarçado com uma imprensa dócil e amestrada.
Nesse sentido, o nobre deputado, cheio de boas intenções, está a prestar um desserviço a Nação, pois, quando menos, os aloprados aproveitarão da idéia para alterar à seus propósitos esse plebiscito.
Muito bom, o diabo é que o pt e seus penduricalhos vão aproveitar a reforma politica para implantar um chavismo a brasileira.
Gosto muito do deputado Raul Jungmann. E não é segredo que YARA GOSTA SONINHA.
Mas Yara cética. Yara vai fazer aniversário…Yara ficando velha.
Yara só acredita em punição e contenção. Yara quer menos imposto e o fim dos cargos de confiança. Yara gostaria de redução do teto de remuneração do funcionalismo. Yara gostaria de arquivo público com dados bancários, gastos e relatório de atuação de cada parlamentar na rede. Yara gostaria do fim dos foros privilegiados e de mais rigor na tal progressão de regime. Yara gostaria de redução da maioridade penal. Yara gostaria de limite rigoroso para gastos do governo em propaganda e publicidade: 1/50 dos gastos em saúde. Yara quer privatização.
Em frente ao prédio onde moro foi pintada uma parte do muro e colocado um aviso para que não se coloque lixo, as pessoas(?) continuam colocando lixo ao lado da área com o aviso; um supermercado queimou no bairro de Amaralina, mesmo com o risco de desabamento, o que restou de mercadoria foi saqueado; o estádio em Curitiba (quem diria) virou praça de guerra; rio de Janeiro também. Gostaria de saber o que pensam sobre reforma política essas pessoas que transgridem leis e normas de comportamento civilizado certas da impunidade, se é que elas pensam.
Isto porque chavismos e messianismos, a história nos ensina, não se esqueçam, sempre triunfaram sobre os escombros da política, dos políticos, das instituições e da desmoralização da democracia representativa.
Assino em baixo, menos o seu SEMPRE.
Uma terceira opção está fora: chamar as FORÇAS ARMADAS. Quando a coisa chegar lá pelo meio do mandato da Dilma, afinal, não creio que Serra e Aécio sejam capazes de fazer uma dobradinha sangue-puro, aí sim, eu acho que existe uma real possibilidade constitucional.
Mas Jungmann, o problema para mim são dois, noves fora a idéia de plebiscito. Primeiro, eu gostaria de ter lido lá que a sua sugestão teria o amparo da JUSTIÇA ELEITORAL. Mas você combinou com os russos? Se não “por dentro” deles o PT te come!
A segunda, considerando as pedras no meio do caminho, vc acha mesmo que tem como tirar todas para chegar lá?
O brasileiro ainda não está preparado para votar determinadas mudanças como a lista fechada. Nós não temos partidos sérios e rigorosamente éticos.
Ética aqui defino como um princípio básico referente à lisura sob qualquer aspecto de um sujeito.
Não podemos aceitar a lista porque sabemos que desta forma os caciques nunca sairão do poder. Seria bom se o financiamento público eliminasse o caixa dois. Não acho que elimine nas esferas menores, como as eleições municipais, em que muita coisa corre de um lado para o outro sem o menos escrúpulo.
Enquanto a justiça não for séria e os “homens do povo” se derem ao respeito nada mudará.
O roubo, conchavos etc. não são a base do problema, é a IMPUNIDADE!
A sangria do dinheiro público é alimentada pela má contratação: o conluio afasta concorrentes, elevando o preço, e o poder de retenção de pagamentos da Administração coloca o empresário na mão do gestor público, que por sua vez precisa de dinheiro para os compromissos político-pessoais. O resultado? um contrato caro, ineficaz e ineficiente, já que os desvios prejudicam o bem público, oneram os gastos governamentais e forçam a carga tributária pra cobrir deficiências de um governo letárgico. Maiores detalhes, vide:
http://www.apcf.org.br/Home/tabid/39/ctl/Details/mid/492/ItemID/70/Default.aspx
http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20030605/col_bsa_050603.htm
Melhor seria primeiro propor cláusula pétrea na constituição sobre mandatos de executivo: No máximo 2 a qualquer tempo, mantendo a reeleição e obrigando o candidato a reeleger-se se afastar do cargo no periodo eleitoral. Ponto final.
Numa próxima eleição, aí sim, propor uma mini-constituinte para reformar o sistema eleitoral e representativo político, com eleição de bancada específica para isso, com a pré-condição de que os “constituintes” seriam inelegíveis a qualquer cargo político por 8 anos.
Só assim para afastar o fantasma golpista que ronda a américa latina, e fazer a necessária reforma.
O deputado tem razão. Antes de mais nada uma nova constituinte!. Muito bem, deputado!! Constituinte já!!