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Podcast do Diogo: os males do Bolsa Cinema

quarta-feira, 26 de setembro de 2007 | 19:24
Trecho do podcast de Diogo Mainardi:

“(…)
Se o Brasil deixasse de fazer cinema, todo mundo sairia ganhando. Os contribuintes economizariam uns trocados. E a cultura brasileira se livraria de alguns de seus episódios mais constrangedores, mais humilhantes. Quando a Lei do Audiovisual foi instituída, seus autores prometeram que no futuro – um futuro não muito distante – o cinema nacional atingiria a auto-sustentabilidade. Traduzindo: depois de alguns bilhões de reais de investimento público, o cinema brasileiro criaria os meios para se sustentar com as próprias pernas. O que aconteceu foi o contrário. Quanto mais dinheiro o Estado aplicou no cinema, mais inviável economicamente ele se tornou. É igual ao Bolsa Família. O assistencialismo tem esse efeito perverso – produz párias, produz dependentes, tanto no cinema quanto na sociedade. O assistencialismo produz também consenso eleitoral. Os cineastas vendem seus votos como os sertanejos miseráveis. E, drogados com o dinheiro estatal, não conseguem se libertar do vício.”

Onde eu assino?

Ouça íntegra aqui

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29 comentários em “Podcast do Diogo: os males do Bolsa Cinema”

  1. Dalton C. Rocha disse:

    O cinema brasileiro é tão ou mais estatal, quanto a Petrobras ou o Banco do Brasil.O governo Collor durou só dois anos, mas provou uma coisa de uma vez por todas:CINEMA NO BRASIL, TEM O EXATO TAMANHO DA VERBA PÚBLICA, A ELE DESTINADA.
    O cinema brasileiro é um cinema, sempre com chapa branca e números, no vermelho.
    Após mais de 80 anos de subsídios estatais, apenas por dois anos(sob Collor), sem verbas públicas.E após tantos anos e tantas verbas, o cinema brasileiro segue
    o de sempre:chapa branca, números no vermelho, sem público e baseado no trinônimo pornografia-besteirol-esquerdismo.

  2. Anônimo disse:

    “Deixem os americanos fazerem filmes que valem a pena serem vistos, com dinheiro próprio.”
    Esse conseguiu ser mais idiota que o Mainardi.

  3. Anônimo disse:

    Concordo com tudo que o Diogo fala e escreve. A mesma coisa se aplica a vc. Agora, uma coisa que me incomoda é esta postura que vcs. assumem com relação às drogas. Droga deveria, sim, ser legalizada, vendida com fotos nas embalagens como as dos maços de cigarro, com os “disclaims” da garrafas de cachaça e fariam uso delas quem assim o desejasse. Hoje se consegue qualquer droga, em todo lugar do mundo, e não há lei que tenha logrado impedir o comércio. Na verdade a lei funciona para dificultar a circulação da droga gerando a oferta de facilidades pelas autoridades ditas coatoras.
    Não sou , nunca fui usuário de drogas mas acho que os dinheiros e os esforços dispendidos nessa guerra são desperdiçados de forma irresponsável.

  4. O Comentarista disse:

    EM 1970 NA RUA DA CONSOLAÇÃO!

    EU ERA UM GAROTO E FUI COM OS MEUS PRIMOS COMEMORAR A VITÓRIA DA SELEÇÃO, JUNTO COM MILHARES E MILHARES DE PESSOAS.

    AFIRMO QUE MEUS PAIS, COMO OS PAIS DOS JOVENS QUE PARTICIPAVAM DA COMEMORAÇÃO, NÃO ERAM TERRORISTAS ASSASSINOS QUE PARTICIPAVAM DE ATENTADOS A BOMBA, ASSALTOS A TRENS PAGADORES, ASSALTOS A BANCOS E SEQUESTROS DE PESSOAS.

    ACREDITO QUE NENHUM DAQUELES MILHARES QUE COMEMORAVAM TENHAM PRODUZIDO ALGUM FILME TEMÁTICO SOBRE A LIBERDADE E A ALEGRIA DE COMEMORAR UMA VITÓRIA DO BRASIL, PRINCIPALMENTE COM O DINHEIRO DOS OUTROS.

    UNS ASSALTAVAM, OUTROS AGORA ASSALTAM OS COFRES PÚBLICOS PARA CUMPRIR O OBJETIVO DE SEUS PAIS.

    ELES NÃO AGUETAVAM VER O POVO COMEMORANDO UMA VITÓRIA DO PAÍS!
    QUERIAM OUTRA VITÓRIA, A ESCRAVIDÃO DE UM POVO À UM REGIME DITATORIAL DE ESQUERDA.

    ESQUERDALHA LIXO DO brasil.

  5. Tales de Mileto disse:

    Reinaldo,
    Peraí! Antes de revogar a Lei do Audiovisual, o cinema brasileiro tem ainda um vasto campo a explorar. Falta filmar a grande “saga” do petralhismo nacional. Seriam produzidos clássicos como: “O Apedeuta”, “Operação Mensalão”, “Que Porra é Essa, Companheiro?” Cadê Walter Salles? Cadê Fernando Meirelles?

  6. marina disse:

    Reinaldo

    ouvir a verdade vai
    doer.. que doa.
    só precisamos de
    mais pessoas dispostas,
    e com a mesma coragem,
    de dizê-la.
    não me canso de agradecer
    a vcs dois, obrigada !

  7. Anônimo disse:

    Brasileiro e´ um povo que pensa ser bom em tudo. Nós não damos para a coisa. Deixem os americanos fazerem filmes que valem a pena serem vistos, com dinheiro próprio.

  8. j disse:

    Caro Anônimo das 7:50, se não me engano e, geralmente não me engano, o Vinicius vendeu seu apartamento para pagar parte do filme. Eles usaram recursos próprios. Portanto, nem o meu dinheiro, nem o seu, nem o de nenhum contribuinte foi usado. E tem mais, acho que você não assistiu aos filmes de Diogo e Vinicius. O 16060, que é ótimo, foi aplaudido de pé no festival de Veneza. E o Mater Dei é ótimo, igualmente. Você vê, existem cineastas que vendem apartamento para bancar suas veleidades artísticas e existem os que pegam o seu dinheiro, otário, para comprar apartamento na Barra da Tijuca, num condomínio beeeeeeem maneiro. Antes que eu me esqueça, vai acasalar no Capão Redondo junto com o Mano Brown, vai.

  9. Anônimo disse:

    Concordo com o Diogão a respeito da Lei do Audiovisual (e da Lei Rouanet). É privatizar dinheiro público.

    Mas vejam bem q a própria Editora Abril se vale desses recursos.

    Vejam os PRONAC: 077038 (Prêmio Contigo! de Cinema 2008 - q pede quase um milhão de reais em apoio.)

    E há outros da Editora Abril - um total de 18 projetos.

    Claro, não tiro o direito da editora em pleitear isso - está na lei e é direito dela. (E nem é algo exclusivo da Abril. A Fundação Roberto Marinho tem 10 projetos. A Victor Civita tem outros 8.)

    Mas, enfim, concordo com vcs dois. Não deveriam usar dinheiro público assim.

    []s,

    Roberto Takata

  10. Marco Marques disse:

    Também quero assinar.

  11. Anônimo disse:

    tenho uma sugestão de uma estória inédita para o senhor Hamburguer contar.
    é assim;

    “era um vez uma mocinha que usava um chapeuzinho vermelho(senão não tem finaciamento da Peteobrás) e tinha um militar de nome Lobo que dirigia uma quartel na floresta…ela estava levando una panfletos revolucinarios para a casa de sua vovózinha que na verdade escondia uma celula revolucionaria ao qual ela,a vovó era a dirigente-mór…”

    pode crer!
    vai fazer o mó sucesso junto a cunpanherada!

    ao menos não é uma ‘cópia’ de nada que eu já tenha visto !

    ps: tem tambem um argumento aqui intitulado ‘A Cunpanhera Borralheira-uma estória de uma sem-sapatos’…igualmente inédito!

  12. Anônimo disse:

    Em compensação, alguns grandes cineastas compraram apartamentos de vista para o mar. Para se inspirarem, naturalmente.

  13. Anônimo disse:

    olha o plágio!
    É o efeito Orloff cinematografico!!!
    os argentinos não vão gostar do ‘hermano genérico’!!

    Kamchatka

    Crecer no es más que descubrir un par de secretos.

    Harry es un niño como cualquier otro. Tiene 10 años, va a la escuela, le gustan los juegos de mesa y mirar la televisión. Su padre es abogado, su madre trabaja en la universidad y su hermano menor, el Enano, es socio obligado de sus tropelías. Lo que no es normal es el mundo en que vive. En 1976, la Argentina ha caído en manos de una dictadura militar. Miles de ciudadanos son perseguidos y secuestrados. En la mayoría de los casos, el único crimen del que podría acusárseles es el de oponerse vocalmente a un régimen semejante.

    Ese es el caso de los padres de Harry.

    O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias
    Em 1970, o Brasil e o mundo parecem estar de cabeça para baixo, mas a maior preocupação na vida de Mauro, um garoto de 12 anos, tem pouco a ver com a ditadura militar que impera no País, seu maior sonho é ver o Brasil tricampeão mundial de futebol. De repente, ele é separado dos pais e obrigado a se adaptar a uma “estranha” e divertida comunidade. Uma história emocionante de superação e solidariedade

  14. Anônimo disse:

    ai meu Deus quanta vergonha diante do mundo!
    O filme é um PLÁGIO de um outro filme sei lá acho que espanhol ou argentino que passou pouco tempo atrás até na HBO !!!!!!!!!!!!!!!!!
    O mundo todo vai rir da gente de novo!

  15. Akhenathon disse:

    “Os Filhos de Francisco” foi um filme auto-sustentável, pois é 100% dirigido a seu público. Não carrega os ranços esquerdistas bocós de sempre.

    Mas esse é um quadro muito difícil de ser mudado; não existem escolas de cinema no Brasil que se dedicam a estudar a mercadologia da produção audio-visual. A única preocupação é a estético-ideológica, já que a graninha já está garantida.

  16. Anônimo disse:

    Eu que sou muito esperto há anos não vejo filme nacional.E não os verei nem que a batata rache.

  17. samuel disse:

    É um abaixo-assinado?

    Meu CPF é…

  18. Anônimo disse:

    AINDA PARA O ANONIMO DAS 7:50

    Ô ARRIVISTA,AQUI A GENTE MATA A COBRA,MOSTRA O PAU E NÃO VAI PRESO NEM PELO IBAMA E TAMPOUCO PELA DELEGACIA DE COSTUMES,VIU ?

    LÊ AÍ Ó ‘ELEMENTO’:
    (leia a parte de quem pagou!)

    http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/mater-dei/mater-dei.asp

    Ficha Técnica

    Título Original: Mater Dei
    Gênero: Drama
    Tempo de Duração: 83 minutos
    Ano de Lançamento (Brasil): 2001
    Site Oficial: http://www.uol.com.br/materdei
    Estúdio: Brothers In Pictures
    Direção: Vinícius Mainardi
    Roteiro: Diogo Mainardi
    Produção: Diogo Mainardi, João Paulo Diniz, Carolina Ferraz, Patrick Siaretta e Vinícius Mainardi
    Música: Paulo Pugliesi
    Fotografia: Alziro Barbosa
    Edição: Vinícius Mainardi Elenco

    Gabriel Braga Nunes (Vini)
    Dan Stulbach (Diogo)
    Carolina Ferraz
    Celso Frateschi
    Luiz Baccelli
    Fernando Alves Pinto

    Pôsters
    Clique nos cartazes para vê-los ampliados em uma nova janela.

    Premiações

    Curiosidades

    - Esta é a segunda vez em que os irmãos Vinícius e Diogo Mainardi trabalham juntos em um filme. A anterior fora em 16060 (1996).

    - O orçamento de Mater Dei foi de R$ 600 mil, bancados pelos próprios produtores do filme e sem haver um único tostão oriundo dos mecanismos de renúncia fiscal existentes para patrocínio de filmes.

    - Mater Dei foi totalmente filmado em minivídeo digital, a fim de reduzir os custos.

    - Mater Dei, em latim, significa “Mãe de Deus”.

  19. Blog & Roll disse:

    Diogo está certo, no que diz respetito às mamatas.
    No entanto,creio, ele deveria ver uma cópia pirata “Tropa de Elite”.Afinal ,nós já pagamos.

  20. Blog & Roll disse:

    PÔ!O Diogo poderia até ser jurado do Ministério da Cultura.

  21. Carlos disse:

    Sobre o Mater Dei, fui um dos milhões que não assistiram ao filme. No entanto, verdade seja dita. Foi um fracasso sem um centavo de dinheiro público, ao contrário de dezenas de outros que igualmente não foram vistos por milhões de espectadores…

  22. Anônimo disse:

    O cinema brasileiro nao existe. O que existe e uma robalheira sem fim. O dinheiro do contribuiente para um bando de amadores, se e que se pode chamar amadores, que nao tem o dom para tal arte. O que se faz e roubo. Acabe-se com essa verba. Quem quer fazer cinema que va atras de investidores. Se virem. O cinema nacional e um lixo. So produz m… Alias, e o que pais esta produzindo e grande quantidade atualmente.

  23. é_a_educação_estúpido! disse:

    Ô imbecil de 7:50 PM

    O que os Mainardi fazem com o dinheiro deles é problema deles.

    Se não gastaram dinheiro público, o que sua (estúpida) colocação tem a ver com a discussão aqui?

  24. iury lima disse:

    É defensável haver algum tipo de estímulo a produção cultural nativa.
    Mas o que existe no Brasil é de uma cretinice impar.
    Qualquer um que tenha um mínimo de noção de como a coisa funciona sabe que o pau já nasce torto.
    Ninguém está muito interessado se o filme pode, por hipótese, dar lucro. Todos na cadeia de produção ganham, e existem evidentes vícios e “por foras”. O “lucro” acontece de fato, mesmo em um projeto deficitário.
    Além disso, a política do “audio visual” é, na verdade, tocada pelos diretores de marketing das empresas, principalmente as estatais.
    Talvez seja melhor assim do que ficar sujeito a um “comitê de notáveis”. No Brasil, isso tende a virar jaboticaba cultural.
    Esse assunto é bem espinhoso, a patota é raivosa e histérica. Mas um bom começo pra botar ordem nesse desarranjo seria dar não dar (mais) crédito a quem fizer cinema que “ninguém” vê.
    Não tem o menor cabimento gastar fortunas pra sustentar vagabundo metido a Felini.
    Antes um pop (e bobo) “Dois Filhos de Francisco” do que um “Amarelo Manga” (cretino) enchendo os pacovás.

  25. Anônimo disse:

    ao Anonimo 7:50

    a diferença é que a família Mainardi diferentemente de certas ‘famiglias’ não pegou um unico puto dos cofres públicos!
    Meteram a cara.
    Se deram mal.
    Mas o fizeram as próprias expensas e sobrou pro bolso do velho Ênio!

    TOMOU ?

  26. Anônimo disse:

    ‘O júri que escolheu o indicado brasileiro foi formado pelos cineastas Hector Babenco e Bruno Barreto, os críticos Rubens Ewald Filho e Leon Cakoff, e os jornalistas Ana Paula Sousa e Pedro Butcher’

    “Quanto a obra do sr.Cao,além de tudo é quase uma cópia fiel de um outro filme desta feita ARGENTINO sobre o mesmo tema e com os mesmos personagens.”

    Eles,os jurados,são especialistas em cinema e bem sabem que o filme é cópia de um filme argentino.Mas calam!

    Cao é filho do Prof. Ernest lá da Física da USP que foi do PCB na mesma celula que o Prof. Coutinho lá da Geografia da mesma USP e que vem a ser o pai do cartunista Laerte.

    Quanto ao filme direi o que os críticos,eternos amigos companheiros e camaradas dos Cadernos Dois da vida não possuem a coragem para dizer:

    o filme em si já é ruim como filme e que deu traço na bilheteria
    ao contrario do sucesso no gosto do público que já é Tropa de Elite!

    Mas é ‘filme de direita’ não é ?
    Não pega bem…

    Quanto a obra do sr.Cao,além de tudo é quase uma cópia fiel de um outro filme desta feita ARGENTINO sobre o mesmo tema e com os mesmos personagens.

    Basta pesquisarem a filmografia recente do novíssimo cinema argentino e vocês poderão constatar
    o que digo.

    Este é o problema do cinema na america latina empobrecida pela estética do cinema-guerrilheiro

    Vale tudo!

  27. Anônimo disse:

    Juro, nunca tinha visto uma porcaria de filme nacional. Me encheram os culhões pra ver Cidade de Deus. Fui. Consegui respirar aquilo uns 15 minutos… E mandaram aquela porcaria para o Oscar. Se cretinice pagasse imposto, os cineasnos nacionais não teriam nem salário…mas, no Brasil, tornam-se mecenas às custas do erário público e à ignorância de uma plebe que come lixo apreciando como se fosse caviar (olha Mano Brown aí gente!).

  28. Anônimo disse:

    Não assisto cinema nacional e muito menos vou ao teatro. Esses artistas, de forma direta, retiram recursos do estado que deveria ser aplicado nos serviços ditos essenciais. Esse é o meu protesto. Faço minha parte. Diga NÃO à essa gente.

    (R)

  29. Anônimo disse:

    O “Capitao Diego” este certissimo quando ao “talento” dos atores nacionais. Eu moro no exterior e por isto nao assito novela brasileira. Quando vou ao Brasil e vejo uma novela na TV, eu agora consigo ver como a maioria dos atores nao sabem representar. Eles soam tao artificiais.

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